Você também já caiu na lábia alguma vez?
Pensa na última coisa que você comprou por indicação de um influenciador. Tem 80% de chance de isso ter acontecido e a gente aposta que não foi no primeiro post que você viu.
Provavelmente rolou mais ou menos assim: apareceu um creator falando do produto, você achou interessante mas não clicou na hora (só 20% das pessoas clicam). Foi dar uma investigada, abriu a página, leu avaliação, procurou review, talvez tenha jogado numa IA pra confirmar, já que 64% dos consumidores fazem exatamente isso.
Em algum momento, até se convenceu de que não precisava daquilo, mas não esqueceu. Salvou o post, guardou o nome da marca. E aí, uns dias depois, comprou.
Se parece uma experiência individual, pode tirar o cavalinho da chuva: esse é o caminho da maior parte dos consumidores brasileiros. E é justamente essa parte da jornada que o mercado ainda não sabe mensurar direito, porque não depende só de dados de alcance ou de compra, é mais complexo que isso.
A gente bate tanto na tecla da mensuração, até parece que vamos deixar a desejar nessa área, né? Por isso tiramos o time de campo para chegar com mais um report brabo. Quer entender melhor como funciona a nossa Creator Economy?
Uma coisinha que pega fundo no nosso coração: PESQUISA 🤓

Quem nunca gastou dinheiro porque caiu no papo do seu influenciador favorito?
A gente sabe bem disso. Mas nada a melhor do que a dica sincera de um creator que já testou o produto que você quer comprar.
Comprar por influência virou parte da nossa rotina de consumo. Será que ainda faz sentido chamar de tendência um comportamento que já envolve 8 em cada 10 brasileiros e se repete ano após ano, atravessando idade, gênero e classe social?
E a gente aposta que, se você já comprou algo assim, não foi no primeiro post que viu. Foi depois de conferir review, pesquisar mais um pouco, jogar numa IA pra confirmar, esquecer por uns dias e voltar atrás. E é exatamente essa jornada de compra que o mercado ainda não sabe mensurar direito.
E mais um ano, a consultoria YOUPIX se junta à Nielsen, para lançar a nova edição do Efeito da Influência no Consumo, que apresenta dados detalhados do mercado e mastiga pra marcas e creators construírem estratégias mais efetivas, baseadas na percepção de quem realmente importa: o usuário consumidor. Mas o olhar de quem compra nunca esteve tão afiado.
O radar de mentira
Um dos motivos pra gente sempre bater na tecla de que as marcas não devem mais se apegar a briefings engessados na hora de fechar uma campanha com creator, é porque o consumidor brasileiro, há um tempo, compra direto nas redes ou pega a dica e corre pro site.
Se em algum momento esse cenário forçado pode ter passado despercebido pra algumas pessoas, hoje em dia, com o bombardeio de publicidade nas redes a todo momento, é preciso se esforçar mais pra converter atenção em venda - o radar de publi das pessoas tá afiadíssimo. Justamente por isso, aquele post genérico, com legenda de Chat GPT e roteiro de publicitário-descolado-mêo já não cola mais. Mas atenção pra um detalhe: só 20% das pessoas acham que tem publi demais por aí. A questão não é o volume, mas o formato de divulgação de um produto.
"Na publicidade tradicional você paga para interromper a conversa, no marketing de influência você paga para fazer parte dela."

Ao mesmo tempo, a pesquisa traz o dado que 81% das pessoas já compraram algo indicado por um influenciador. Aqui é onde mora a parte legal da coisa: quando ao invés de forçar uma cena o creator realmente testa o produto, mostra o porquê ele gostou, porque pode ser útil na vida dele e na sua, aí sim a conversão acontece. Os usuários/consumidores enxergam o creator como alguém íntimo, um amigo, alguém que tá dentro de casa.
Só que esse poder de influência na internet não significa que a compra vai ser imediata - a jornada é muito mais profunda. O consumidor assiste ao vídeo, entende mais um pouquinho na legenda, dá uma olhada nos comentários pra ver o que outras pessoas tão dizendo, caça outro review e usa uma ajudinha virtual.
A busca pelo produto desejado
Desde a última edição da pesquisa shopper (que estuda o comportamento, as escolhas e a jornada de compra do cliente no ponto de venda físico ou digital) pra atual, foi mapeado que o número de pessoas que jogam o produto em alguma inteligência artificial para entender melhor características, como funciona e variação de preço, quadruplicou.
Dentro da análise, percebemos que tanto os buscadores tradicionais, quanto o próprio site da marca, perderam espaço pra inteligência artificial na hora de aprofundar o produto desejado. É também por isso que a jornada de compra tá meio picotada e difícil de medir em relatórios tradicionais, que não aprofundam a mensuração. O modelo antigo, que tenta medir o sucesso de uma campanha só pelo clique no post — não consegue entender o que acontece com o consumidor.
A conversão hoje depende muito mais de autoridade e contexto, do que de alcance gigantesco, mas sem relevância. Você pode achar que “o povo tá muito consumista”, mas a realidade brasileira é pensar bem ao longo da semana, ouvir outros creators fazendo review, analisar preços e aí sim efetuar a compra. De novo: a jornada é mais profunda e demanda confiança.
Esse vínculo é construído ao longo do tempo, principalmente pelo creator de nicho — o que não tem milhões de seguidores, mas construiu uma comunidade real ao redor de um assunto específico. Quando esse creator fala de um produto, o público escuta porque sabe que ali vai encontrar a sinceridade de um profissional que tem uma reputação que não vai ser manchada por qualquer troco de bala.
E o que acontece se o creator tenta empurrar algo que não tem nada a ver com o histórico dele? Aí, o hate vem com toda força… a falta de verdade quebra o principal vínculo da jornada de compra e faz o consumidor desistir rapidinho.
A gente atravessa um momento do consumo digital em que o conteúdo se mistura muito rapidamente com a oportunidade de compra.
Tem creator que faz conteúdo informativo, inteligente e encontrou numa marca de a possibilidade de sempre fazer uma publi, sem que afete sua credibilidade. Mas, como a pesquisa conclui, não é muita gente que odeia publi, o que a gente não aguenta mesmo é publi forçada, sem graça e que não respeita o bolso alheio.
Alcance não garante conversão. O consumidor sabe pesquisar, questionar, trocar experiências e agora aprendeu a fazer tudo isso no digital também.
Você quer se aprofundar nesse tema mais ainda? Para fazer o download da pesquisa: clique aqui.

"Se filma e fala. Cê é o bichão memo hein, doido!"
Tem quem tá começando agora e já foi atrás de um editor, cavou vaga em casting de agência... mas tem creator que é o bichão mesmo, como diria o meme. Tudo sozinho.
Por outro lado, tem uma profissão que surgiu com as "novas" movimentações das redes: o tal do social media. O "novas" veio entre aspas porque, apesar de serem mudanças de menos de uma década pra cá, a gente mal se lembra de como eram as redes antes das publis, dos stories, das pessoas que você nunca ouviu falar na vida, mas acumulam facilmente milhares de seguidores.
E quem captou essas movimentações e se prontificou a estruturar o conteúdo de quem se joga na frente das câmeras é o social media. Muitas vezes, esse dedicado profissional pode ser o responsável pelo engajamento de uma publi que, sozinha na mão do creator, não iria tão bem.
O legal do social media é que ele cria uma ponte entre as pessoas que nunca produziram nenhum conteúdo e não compreendem a linguagem das redes. Sabe aquelas publis meio "sem noção" de mercados e lojas locais, que de alguma forma chegam no seu feed, sendo que você mora a centenas de km de distância? A chance é grande de ter o dedo de um profissional dessa área ali.
Ainda faz sentido chamar de tendência um comportamento que já envolve 8 em cada 10 brasileiros, se mantém estável ano após ano e atravessa gênero, idade e classe social?
Mas o que acontece no meio do caminho, entre curtir o conteúdo e comprar? Na real, o fato é que o mercado não faz ideia do verdadeiro efeito da influência no consumo.
Agora conta pra gente uma coisa...
Você faz tudo sozinho?
Pense sobre isso.
(Texto inspirado na News #66 da YOUPIX. Para aprofundar, corre pro @instayoupix e receba em primeira mão, o olhar do todo o time YPX :)