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Mudanças das gerações.

Guerra cultural, padrão FIFA.

- Que mês cansativo, né?

- Mas capitão, outubro só tá começando!

A primeira semana já entregou o cansaço de um ano inteiro.

Parece que o tempo resolveu acelerar e acumular todas as demandas possíveis logo nos primeiros dias do mês. Se a primeira semana foi assim, o jeito é respirar fundo e encarar o restante do mês com calma.

Como está o seu nível de energia para o resto de outubro? Se quiser desabafar sobre o que tem te cansado ou se precisar de ajuda para organizar as tarefas e planejar os próximos dias, é só avisar.

Apertem os cintos que o final de 2026 vai ser com muita emoção. Mas, quando os nervos afloram, nada como um pouco de razão.

Enquanto isso, por aqui seguimos na missão de trazer um pouquinho de informação, principalmente sobre como a gente protege nossa trajetória na Creator Economy.

Hoje a gente te conta sobre uma plataforma que já é poderosíssima pra creators - além de ser a que melhor monetiza - e agora tá convidando as marcas pra caírem pra dentro.

Por muito tempo, as oportunidades comerciais pra creators se resumiam aos briefings prontos e jabás muito chatos, que seguiam a lógica da publicidade tradicional na TV. Só que a Creator Economy é muito mais complexa do que essa simples equação, é ecossistema todo que se desenvolve e ramifica cada vez mais: hoje, creators podem viver de diferentes formas de renda além das publis; atuam como consultores estratégicos para marcas e empresas; e podem até conciliar a criação de conteúdo com um trampo em meio período.

Independente da atuação, o creator se mostrou um especialista em desenhar campanhas que realmente geram reputação e valor de negócio.

A Creator Economy precisa de creators cocriando a reputação do produto desde o briefing.

Nesse sentido, os creators que começaram ou se deslocaram em algum momento da carreira - pro YouTube, nadam de braçada.

Imagem por: Philip Oroni.

Vamos aos números

Na pesquisa "O Efeito da Influência no Consumo 2026", realizada pela YOUPIX em parceria com a Nielsen, hoje o público das redes também é consumidor e aprendeu a sentir o cheiro de uma publi forçada de longe.

Falas engessadas (44%) e exagero nos elogios à marca (49%) estão no topo do que mais desestimula a compra, apontamos na pesquisa. Ou seja, a marca que tenta controlar o processo do início ao fim é justamente a que implode sua própria campanha.

Quando o creator entra no planejamento dessa campanha, ele não só emprega a linguagem que já usa com a sua comunidade, como direciona a marca para as plataformas certas e profundidade que a audiência demanda.

Lembrando que no fundo o produto é você, capturar a sua atenção, enquanto pesquisa ativamente um tema no YouTube, ou rola o feed enquanto medita no banheiro.

O estudo mostra, por exemplo, que embora os vídeos curtos impactam mais o consumidor, (53% da atenção), o YouTube se consolidou como a segunda plataforma principal em que os consumidores se sentem impactados na decisão de compra de um produto ou serviço.

A plataforma permite que os criadores de conteúdo construam autoridade, reforcem confiança com suas comunidades e, assim, reduzam a percepção de risco pro consumidor.

Essa reputação construída no YouTube e em vídeos educativos tem um efeito colateral valioso na era da Inteligência Artificial.

O estudo revelou que a busca de informações por IA quase quadruplicou. Se antes o consumidor pesquisava no Google, hoje ele pergunta pro ChatGPT: "qual o melhor shampoo pro meu tipo de cabelo?".

Um funil de compra que talvez você não esteja enxergando direito.

Funciona mais ou menos assim, as IAs aprendem e recomendam produtos com base na reputação deles e em como estão sendo distribuídos na internet. Então a IA prioriza respostas que se parecem com experiências reais e avaliações orgânicas - e aqui o creator não só entra na história, como brilha. Quanto mais um produto é engajado por um creator e sua comunidade, mais ele tem a probabilidade de ser indicado pela IA diretamente ao consumidor.

Por isso mesmo, trazer creators pro centro da estratégia é fundamental. Eles dominam a conversa que já tá rolando nas redes com o público (que também é o consumidor) e constróem autoridade em torno do produto, garantindo que ele seja a primeira resposta que vai ser entregue na internet.

Alô, marc@s!
Pra entrar nessa lógica de negócio, o primeiro passo é compreender como ela funciona, em seguida desenhar a estratégia. O primeiro passo é entender que o creator não é como as celebridades funcionavam pro jabá na TV tradicional, hoje ele é a própria base de reputação do produto, que agrega valor à marca e transfere a confiança que a audiência tem nele pra marca.

Na publicidade digital o público também é consumidor e essa linha tá cada vez mais tênue. O que pode começar com um vídeo por qualquer razão, pode terminar na compra de um produto a partir da apresentação naquele conteúdo.

O público foge dos conteúdos longos feitos por IA e quer concluir sua decisão de compra com base em conversas reais. Quem constrói mais autoridade que o creator, nesse sentido?

A marca que topar desapegar do controle e colocar o creator no centro da estratégia deve triunfar em todas as plataformas, mas em especial no YouTube, tá pavimentando uma reputação que vai manter a marca viva e recomendada nos próximos anos.

"Não tem nenhuma plataforma que consiga entregar ferramenta, inteligência e mensuração, da descoberta até a conversão, que nem o YouTube”, aponta Rafa Lotto


O Brandcast é um evento anual realizado pelo YouTube pra apresentar pro mercado e para as marcas como aproveitar os recursos da plataforma e incluir os creators no centro das estratégias. E adivinha quem esteve presente e traz pra gente os principais insights dessa cobertura?

Das 130 milhões de pessoas com 18 anos ou mais no Brasil, 90 milhões assistem aos conteúdos por meio de Smart TVs conectadas, mostra o YouTube Brasil.

Sendo assim, toda a jornada de compra, desde quando ela ainda navega pelo entretenimento, acontece na mesma plataforma. Essa estrutura facilita a mensuração de ROI, uma pedra no sapato das marcas que ainda machuca, porque as marcas ainda não compreenderam todo o poder que o YouTube tem.

87% dos espectadores entrevistados no Brasil concordam que o YouTube tem os creators mais confiáveis. A gente fala sobre isso aqui há um tempo, e a própria plataforma confirmou, o YouTube é #01 no Brasil pra pesquisar, avaliar ou tomar uma decisão sobre uma marca ou produto no Brasil.

“Quando a gente faz qualquer análise de quem tá alimentando os dados da IA, o YouTube e os seus criadores entram nos primeiros lugares desse ranqueamento. A marca que investe no YouTube tá investindo na sua presença positiva na IA no longo prazo. Não é o story que foi pro ar hoje e amanhã sumiu”, conclui Rafa Lotto.

Leia o artigo completo: clique aqui.

Dado Schneider: Inovação | Polo Palestrantes

"A Geração Z chega ao mercado sem temer a autoridade"

O palestrante Dado Schneider, que se propõe a explicar as gerações Z e Alpha, foi entrevistado pelo Globo Repórter sobre a ruptura que os jovens estão causando no mercado de trabalho tradicional.

De forma bem didática, ele aponta que, antigamente, a estrutura da nossa sociedade era verticalizada, em hierarquias: autoridade dos pais em casa, dos professores na escola, do chefe no trabalho. Além disso, processos "naturais" precisavam ser respeitados, como o tempo de serviço em uma empresa até conseguir uma promoção.

A Gen Z, que chegou primeiro ao mercado, contesta essa lógica e, na real, joga ela de cabeça pra baixo com a Creator Economy debaixo do braço: pra que ser CLT se eu posso ser CEO da minha própria empresa?

No nosso ecossistema, essa cisão com os empregos tradicionais fica muito mais clara. E, passado o boom inicial de "todo mundo quer ser creator", cada um foi se ajustando entre conseguir viver só da produção de conteúdo, viver assim por um tempo e depois sumir do mapa, conciliar o trampo de creator com um job meio-período, ou atuando como consultor nos bastidores. São inúmeros perfis, que a gente discute, desde 2025 pelo menos.

A matéria do Globo Repórter não foca na Creator Economy, mas é interessante pra servir como base pra gente entender melhor os jovens, hoje protagonistas do nosso mercado.

O mundo muda, você também.

Já pensou sobre isso?

(Texto inspirado na News #76 da YOUPIX. Para aprofundar, corre pro @instayoupix e receba em primeira mão, o olhar do todo o time YPX :)

Leonardo Coletti

Leonardo Coletti

Jornalista, DJ e Creator.
Brazil