Talvez você não goste

E se as redes sociais acabarem?

Posso ser bem sincero um instante?

F*da-se o conteúdo, isso mesmo. 💣

O problema não é falta de conhecimento.

E sim o excesso que ele faz na sua vida.

Uma xícara cheia, transborda.

A execução fica travada.

Já percebeu? Você abre outra aula, faz anotações, salva o material, acha que agora vai. Quando percebe, tá com a cabeça explodindo, mas não aplica nada.

💥 Isso é uma armadilha.

Das mais brabas ainda.

Não dá pra entender como alguém com tanto conhecimento trava.

Na verdade, dá…

…te falta clareza, passo-a-passo e, principalmente IMPLEMENTAÇÃO.

Se você continuar desse jeito, daqui a 6 meses vai estar exatamente no mesmo lugar, acumulando conhecimento com a execução bloqueada.

Então vamos resolver isso de uma vez: com um MEGA desafio, super prático, focado em implementação, e não em conteúdo. Pra você finalmente tirar a sua ideia do papel. Do jeito certo.

Em uma semana resolve o plano que anda adiando há meeeeses (ou anos, que a gente sabe). Fazendo jus ao potencial que tem, pra você criar um produto de excelência. Não é de graça, mas é quase…

Você pode continuar acumulando conteúdo, ou finalmente executar e ter resultado. A escolha é sua.

A gente se vê por aqui.

Opa, pera aí...

A economia do conteúdo vai "matar" a TV tradicional?

Não cai no clickbait, "caça-clique". Tem muito case de sucesso por aí pra gente estudar, ao invés de desesperar

Esse ano vai voar. Sério. Dá pra acreditar que já estamos em março, sendo que 2026 mal começou? Tem muita coisa legal chegando ainda no primeiro semestre: logo tem Oscar, SXSW, a Copa do Mundo mais explorada e exclusiva na história, e de quebra, as eleições no Brasil.

E eu nem te conto o que vem por aí no segundo semestre. Por hora, a gente fica com um case de sucesso pra quem tem a pira de que a TV vai desaparecer.

Muita gente que compartilha o medo de que a televisão aberta vai deixar de existir esquece, ou talvez nunca ouviu falar, de uma das punchlines mais famosas da YPX:

'Pra um player crescer, todo mundo precisa crescer junto.'

Além disso, pra quem é das novas gerações novas (inclusive já me sinto tiozão), vale lembrar que, quando a própria televisão surgiu, o medo era de que o rádio ia morrer. E ele continua aí, firme e forte, acompanhando a gente no trânsito, transmitindo partidas de futebol com o menor delay de qualquer outra plataforma, tocando uma música que você nem lembrava que existia ou aquela, que toca sem parar em todo lugar, mas talvez mude um pouco o astral do seu dia.

Mudanças acontecem e a gente vai se adaptando. Só não vale paralisar.

Se o YouTube já roubou o espaço da TV aberta na casa de muita gente, também é fato que as emissoras continuam registrando audiências altíssimas, porque essa substituição não serve pra todo tipo de conteúdo.

Um debate grande gira em torno da Cazé TV: quem aponta que a audiência do canal de YouTube tá acabando com o império da Globo no esporte, com certeza não entende nada sobre métrica de audiência. “Ah, mas o jogo que eu vi tava lá com 5 milhões de espectadores simultâneos”. Parabéns, isso é tipo metade da cidade de São Paulo. E o resto do Brasil?

Mas, como aponta um artigo da CNN, lampejos podem acontecer e apontam, claro, para uma mudança nos rumos do consumo de entretenimento.

O confronto de titãs já foi posto à prova: ambos exibiram pelo Youtube o jogo da NFL (National Football League, a principal liga de futebol americano dos EUA) que aconteceu no Brasil no início do mês.

Segundo o site Marketing Esportivo, na comparação direta, a Cazé TV teve audiência sete vezes maior que a GE: 9,4 milhões de visualizações contra 1,35 milhão. Em visualizações simultâneas, foram 430 mil x 170 mil. Em terra de Youtube, parece que Golias virou Davi.

A gente não precisa entrar muito nesse caso específico da NFL, porque o consumo desse esporte aqui no Brasil é muito nichado, então um único evento não pode ser tratado como uma quebra de paradigma. Mas é interessante pra gente abrir o olho sobre como a audiência deve se comportar na Copa do Mundo, que começa em junho - lembrando que o maior vilão contra a Cazé TV é o delay. Num jogo de Copa, que o país inteiro para pra assistir, não dá pra ver o jogo com segundos de atraso. Um simples detalhe que prejudica muito toda a experiência.

Por outro lado nesse embate, a Cazé TV leva a melhor no engajamento: aí sim ela dá um banho na Globo, porque o seu público engaja mais nas redes e interage com a sua linguagem dinâmica, enquanto a emissora corre do formato 'quadradona'. Guarda essa frase que é importante:

“A emissora entendeu que a relevância no TikTok, Instagram e Youtube é tão essencial quanto a audiência ao vivo  — somando baixo custo à altíssima capacidade de engajamento”, completa o artigo da CNN.

Como combater então? Foi lançada a ge tv, que permite à Globo seguir o padrão televisivo, enquanto bate de frente, no mesmo campo de batalha, com os novatos.

O Ibope deixou de ser a única métrica que mede o sucesso de um programa. Um ótimo exemplo disso é o programa Sem Censura, da estatal EBC, que em 2025 registrou crescimento de 90%, além de 64 milhões de views no TikTok e mais 55 milhões no YouTube, segundo a coluna de Anna Luiza Santiago no jornal O Globo.

Mas como foi que isso aconteceu? A emissora entendeu que a relevância no TikTok, Instagram e Youtube é tão essencial quanto a audiência ao vivo.

A atriz Cissa Guimarães, que comanda o programa, não mexeu tanto no formato, mas sim no conteúdo: traz debates sinceros - e não esses vazios que começaram a pipocar na internet, uma curadoria de convidados excelente, pluralidade e investiu nos cortes, que viralizam nas redes e atraem novas audiências que talvez jamais sintonizariam na TV Brasil (se é que têm antena ainda).

Ao invés de aniquilar um programa que, sim, era bem chatinho em outros tempos (existe desde 1985), a diversificação de formatos possibilita, impulsionada pela Creator Economy, fez o Sem Censura renascer e nadar de braçada nas redes.

O nosso mercado se modifica na velocidade da luz, é verdade, e pode parecer que essa frase significa que tudo muda toda hora, tipo aquela paranóia de que “agora é conteúdo curto mega rápido”, ou “volta para o conteúdo longo”, mas não dá nem pra falar que isso é a ponta do iceberg. Essas mudanças de formato e algoritmo são tipo um pedacinho de gelo que cabe na palma da mão.

O lance mesmo é entender como a Creator Economy se expande. Não é um iceberg parado, que você vai destrinchando camada por camada, nada até chegar no fundo dele. A gente tá falando de um big bang, dá pra sacar?

As redes sociais eram acessadas via computador e, por mais que os jovens da época passassem horas nas telas, tinha hora pra acabar. O consumo foi mudando, a Gen Z foi a primeira a realmente abandonar o hábito de consumir televisão e foi dando espaço ao YouTube. Mas, aos trancos e barrancos, as plataformas digitais foram se integrando. Cada vez mais, nosso mercado entra onde a gente nem imaginava e a regra continua clara: pra um crescer, todo mundo tem que crescer junto.

E o mais bacana nesse case do Sem Censura é que, por ser uma TV pública, o programa não precisa "escolher" entre: relevância editorial e alcance, como destaca a Diretora de Conteúdo e Programação da EBC, Antonia Pellegrino.

Foi o cenário perfeito pra arriscar sem medo e crescer na força do orgânico, sem precisar inventar programa com influenciador mequetrefe que beira o ridículo, que são intragáveis e pouco agregam na vida de quem assiste. Aliás, os próprios influs ficam meio perdidos, sem saber exatamente o porquê estão ali - até porque devem ganhar muito mais dinheiro fora da televisão.

Afinal, seria a tentação de sentir o gostinho do glamour de uma geração que, por ainda ter crescido em frente à TV, sonha em aparecer na telinha?

Que o Sem Censura sirva de exemplo pra um montão de outros programas, de altíssima qualidade, renascerem. E fica a torcida pra que o jornalismo suba no bonde do entretenimento e resgate a confiança e audiência de um público carente de informação.

Quem diria que ser criativo no editorial, sincero com o público e autêntico no conteúdo realmente daria uma receita que funciona.

Influência importa sim, claro.

Mas dinheiro não basta.

'Plim-Plim'

(Texto inspirado na News #46 da YOUPIX, para mergulhar nos assuntos da Creator Economy corre pro @instayoupix e receba, em primeira mão, o olhar da Rafa Lotto e todo o time YPX :)

Leonardo Coletti

Leonardo Coletti

Jornalista, DJ e Creator.
Brazil