Atenção fragmentada
Falta muito pouco agora.
Mas e o hexa, que nunca chega?
Pensando pensamentos aqui: os jogadores da seleção nunca foram tão famosos, e a gente nunca ficou tanto tempo sem ganhar uma Copa. Coincidência?
Os jogadores do penta eram quase figuras mitológicas. A gente sabia o que acontecia dentro de campo e isso era o suficiente.
Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho, Cafu… claro, tinha polêmicas, mas elas não viralizavam com tanta frequência.
A admiração vinha do futebol talvez fosse exatamente essa distância que transformava o jogador naquela lenda inalcançável.
Aí a internet entrou em cena
E a vida se tornou mais pública. Se em 2002 os jogadores eram admirados principalmente pelas suas habilidades, hoje elas não são mais o suficiente.
Agora que a audiência tem acesso a eles por inteiro, a conexão acontece por identificação com atitudes, valores… tudo o que acontece pra além do campo. E será que querer escolher melhor pra quem dar fama é de todo ruim?
Ao mesmo tempo, o futebol foi ficando em segundo plano porque tem muita coisa competindo com ele pela atenção do próprio jogador.
Aí você pensa: tudo bem, é só desligar o celular. Só que não é bem assim.
A Copa ainda é sobre futebol?
Se antes o futebol era mediado principalmente pela televisão e pelo jornalismo esportivo, hoje ele circula por um ecossistema muito mais amplo, feito de creators, comunidades e plataformas que interpretam o jogo em tempo real.
O que acontece em campo continua importante, mas já não é o suficiente. A Copa do Mundo também passou a acontecer nas conversas, nos conteúdos e nas narrativas que se formam na internet.
Nesse cenário, creators assumem um papel de mediação cultural, conectando o futebol a discussões sobre comportamento, identidade e pertencimento.
Ao mesmo tempo, as marcas enfrentam uma mudança estrutural: aparecer já não garante relevância. A disputa passa a estar na capacidade de participar dessas conversas com mais substância.
É nesse contexto que a Creator Economy se consolida como parte central do jogo — mais estruturada, mais competitiva e, finalmente, mais estratégica.
E é a partir disso que surge a pergunta que guia este estudo: como a Copa mais cara da história vai ser interpretada na era da economia do conteúdo?
71% dos brasileiros pretendem acompanhar o campeonato em 2026, um percentual 12% acima da média global, e maior que o interesse registrado em edições anteriores. (Fonte: Ipsos)
No estudo Re:Lance, sobre Creator Economy e Copa do Mundo, descobrimos que: quem mostra, acaba conectando e influenciando mais.
Nesse papo, diferentes perspectivas são colocadas na mesa e tensionou o que o mercado ainda não resolveu: relevância, participação e o papel de cada player nesse novo cenário. Vale a pena conferir!
A Copa tá chegando, e tá ficando cada vez mais difícil entrar na disputa por atenção com todas as outras marcas e creators.
Se o campeonato virou uma disputa de narrativa, faz sentido a gente transformar esse estudo em conversa, concorda?
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