Um pedaço desse bolo
Hoje é um dia mega especial: o mundo ainda não acabou e, talvez esse seja um bom motivo para comemorar.
Insights, notícias, mudanças de comportamento e conversas que tão rolando até nas bordas da Creator Economy - nunca se sabe o que, de repente, vai pular pro centro do debate, né?
Já passamos por isso em outros momentos, o que torna essa missão mais difícil. Obrigado pela sua atenção! Pra gente, é o bem mais precioso do nosso mercado.
Então bora que a Copa do Mundo tá chegando...
Essa vai ser a Copa mais cara da história
Será também o Mundial com maior participação da Creator Economy e nem quem ficar em casa vai ficar de fora
O torneio esportivo mais comentado do planeta. É aquela coisa: quem ama futebol vai viver esses 39 dias intensamente e, quem não gosta, vai viver do mesmo jeito.
Estamos falando sobre o tipo do evento que chega até você, porque o número de conversas rolando sobre ele é surreal. Algo vai respingar em todo mundo.
Mas então quer dizer que essa Copa é tão especial assim? Em termos de novidades tecnológicas, toda edição do Mundial é marcada por uma grande inovação, como a transmissão a cores, em 1970 e a HD, em 2010.
Dessa vez, quem estreia no Brasil é a TV 3.0, que promete uma experiência similar à dos usuários de Smart TVs, com a possibilidade de selecionar conteúdos para assistir e de interagir com a programação - inclusive para compras.
Falando sobre o jogo dentro de campo, é a primeira vez que 48 seleções vão disputar o torneio, que trazia apenas 32 países no último formato. Isso aumenta o número de estreantes também, oferecendo um montão de histórias ricas que só o futebol sabe contar. Geopoliticamente, é impressionante como o presidente do maior país-sede, Donald Trump, conseguiu que essa edição esteja sendo mais conflituosa do que a do Catar e a da Rússia.
Agora, em termos de Creator Economy… sim essa Copa do Mundo vai ser MUITO grande. As expectativas estão em níveis mais altos possíveis.
Globo x Cazé TV
Antigamente, o único jeito de assistir aos jogos da Copa era sintonizando na Globo. O cenário ficou um pouco diferente e mais dinâmico nas edições de 2018 e 2022, quando a gente tinha a possibilidade de ver mais de um jogo ao mesmo tempo com o conteúdo via streaming. Dessa vez, a Cazé TV vem firme pra bater de frente com qualquer emissora da mídia tradicional.
Isso porque nem todo mundo acompanha os jogos na íntegra: assim como acontece com realities como o BBB, muita gente tá por dentro de tudo por meio das conversas que tão rolando, mas não necessariamente tá grudada na TV pra ver um jogo inteiro - às vezes nem os melhores momentos. E a gente já falou por aqui sobre como a Cazé TV não faz cócegas na audiência da Globo pela televisão, mas dá um banho na emissora quando o formato é o digital.
Cada uma investiu no seu ponto fraco: de estreante em 2022, a Cazé TV agora se consolida como a transmissão preferida de muita gente, principalmente jovem ou que vê no YouTube a facilidade de acompanhar uma partida na rua ou no trabalho, por exemplo; ao mesmo tempo, a Globo fechou uma parceria com a Play9 e a ViU para promover ações com 2.026 creators, no Brasil e nos três países-sede do torneio (EUA, Canadá e México).
O projeto prevê a segmentação desses criadores em diferentes etapas de comunicação. Um grupo menor, com perfis de grande alcance, será responsável por ampliar a visibilidade e gerar repercussão inicial.
Já a maior parte será composta por micro e nanoinfluenciadores, com atuação voltada a nichos específicos e foco em engajamento mais direcionado.
Enquanto 71% das pessoas estão cansadas de #publis, 80% já comprou por influência. Ou seja: tá rolando uma disputa pela audiência. Creators são elementos fundamentais nesse momento. Qualquer conteúdo tende a gerar mais engajamento quando parece uma conversa, não campanha. É o que a gente fala sempre sobre entrar na conversa, participar com escuta, ao invés de interromper o papo que já tá rolando. Como o pessoal da YOUPIX comentou há algumas semanas:
A Copa do Mundo, em termos de Creator Economy, funciona como um mega “gerador de contexto”: ela entrega o tema, vem carregada de emoção e tem a total atenção – e engajamento – da audiência. O creator entra como uma espécie de tradutor cultural. Ele não precisa inventar assunto, só precisa escolher o ângulo de uma pauta que vai ser abordada por várias outras frentes, desde outros creators, a torcedores que estão lá, passando pelos veículos de transmissão. O diferencial do creator pro funil tradicional da publicidade é pensar “no que essa Copa diz sobre as pessoas agora”.
É claro que antigamente todo mundo vivia muito a Copa do Mundo em seus respectivos países, mas o nosso mercado abre a possibilidade de todo mundo estar conectado no mesmo papo. Outra novidade no formato dos jogos é a pausa pra hidratação dos atletas, que vai acontecer durante 3 minutos em cada tempo da partida: oportunidade de exposição para as marcas, mas também para os creators, que podem aproveitar a janela no meio da partida, contando com um desvio na atenção do público por alguns minutinhos pra dar uma checada no feed.
Por fim, coitado do bolso do torcedor…
O jornalista Henry Bushnell, cobrindo a Copa do Mundo desde já pelo portal The Athletic, levantou o quanto vai custar para um torcedor ir presencialmente ao torneio: cerca de 12 mil dólares entre vôos, hospedagem, transporte entre os jogos, ingressos e alimentação - nem um chaveirinho de brinde entrou nessa conta. Pra um torcedor brasileiro, significa algo em torno de 62 mil reais.
Se você acha que a competição acontece só dentro de campo, tá muito enganado.
71% dos brasileiros pretendem acompanhar o campeonato em 2026. Esse número é 12% superior à média global, ou seja, todo mundo vai tentar falar com esse público (Fonte: Ipsos).
A disputa por atenção vai ser mais intensa que a briga pelo hexa. A pergunta que não quer calar é: como você vai se destacar nesse mar de conteúdos sem parecer que tá tentando surfar na onda?
Por isso mesmo, a Copa do Mundo não acontece só pra quem tá na arquibancada.
Mais do que nunca, quem não tem a oportunidade de ir a esse tipo de evento vai participar com força. A Creator Economy amplia essa possibilidade como nunca.
Nem sempre a vantagem competitiva está em ter mais estrutura, investimento ou escala: às vezes tá na ousadia mesmo. Enquanto marcas grandes precisam de mais tempo para mudar, negócios menores conseguem transformar ideias em ação com muito mais agilidade.
A Copa de 2026 já tá dando vários sinais de que vai ser diferente e não é só dentro de campo. Tem mais creator entrando no jogo e mais marcas querendo participar.
Para baixar o estudo "Re:lance": clique aqui.
Você está ansioso(a)?
(Texto inspirado na News #50 da YOUPIX, para aprofundar os assuntos, corre pro @instayoupix e receba, em primeira mão, o olhar de todo o time da YPX :)