<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"><channel><title><![CDATA[Profissão Blogueiro]]></title><description><![CDATA[Os bastidores da internet]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/</link><image><url>https://profissaoblogueiro.com.br/favicon.png</url><title>Profissão Blogueiro</title><link>https://profissaoblogueiro.com.br/</link></image><generator>Ghost 4.18</generator><lastBuildDate>Wed, 08 Jul 2026 03:58:33 GMT</lastBuildDate><atom:link href="https://profissaoblogueiro.com.br/rss/" rel="self" type="application/rss+xml"/><ttl>60</ttl><item><title><![CDATA[A primeira influencer]]></title><description><![CDATA[Imagina o quanto a galera hoje com mais de 1 milhão de seguidores, e que tá nem aí para a sua audiência, pode faturar. Parece que esse recado o mercado de influência percebeu rápido, mas aí eles estão forçando, do pior jeito possível.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/princesa-diana/</link><guid isPermaLink="false">6a47e01673f437684d49a03d</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[fama]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[história]]></category><category><![CDATA[jornada]]></category><category><![CDATA[liberdade]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Fri, 03 Jul 2026 16:52:43 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/spencer.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/spencer.jpg" alt="A primeira influencer"><p>Quando a gente olha pro termo &#x201C;influencer&#x201D;, voc&#xEA; sente que ele foi esvaziado? </p><p>Algumas pessoas se colocaram como influenciadoras, sendo que n&#xE3;o entenderam o poder que existe em influenciar uma audi&#xEA;ncia - inclusive, muitas n&#xE3;o t&#xE3;o nem a&#xED; pra sa&#xFA;de mental, f&#xED;sica e financeira das pr&#xF3;prias comunidades. </p><p>Antigamente, as celebridades mais queridas costumavam dizer que &#x201C;n&#xE3;o seriam nada sem os f&#xE3;s&#x201D;. Hoje, muito influencer diz que os f&#xE3;s n&#xE3;o seriam nada sem eles. </p><p>Por isso o text&#xE3;o de hoje volta algumas d&#xE9;cadas no tempo, pra falar sobre uma das primeiras influencers da hist&#xF3;ria. </p><figure class="kg-card kg-image-card kg-card-hascaption"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/image.png" class="kg-image" alt="A primeira influencer" loading="lazy" width="1280" height="720" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/07/image.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/07/image.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/image.png 1280w" sizes="(min-width: 720px) 720px"><figcaption>Montagem por @thefashionobserve</figcaption></figure><h3 id="como-a-mulher-mais-fotografada-do-mundo-transformou-a-aten%C3%A7%C3%A3o-p%C3%BAblica-em-impacto-social">Como a mulher mais fotografada do mundo transformou a aten&#xE7;&#xE3;o p&#xFA;blica em impacto social</h3><p>Nesta &#xFA;ltima quarta-feira, dia 1 de julho, a princesa Diana completaria 65 anos. Olhando em retrospectiva pro legado que ela deixou, fica dif&#xED;cil n&#xE3;o tentar encaixar sua figura nos moldes da internet de hoje. Se ela n&#xE3;o tivesse morrido h&#xE1; quase 30 anos, com certeza acumularia centenas de milh&#xF5;es de seguidores no Instagram, mas por que atua&#xE7;&#xE3;o exatamente? Antes da gente desenrolar essa ideia, vale combinarmos uma diferencia&#xE7;&#xE3;o entre tr&#xEA;s termos fundamentais na Creator Economy:</p><p><strong>Celebridade </strong>&#xE9; a figura cl&#xE1;ssica da fama. Quem se torna conhecido por atuar, cantar, dan&#xE7;ar, modelar ou ser famosa por um t&#xED;tulo, por exemplo de&#x2026; princesa. Assim como a princesa <a href="https://www.instagram.com/p/DLkO7Xzt_W9/">Diana</a>.</p><p><strong>Creator </strong>&#xE9; o novato da parada, um termo que a gente cunhou a partir da Creator Economy, porque a sua relev&#xE2;ncia n&#xE3;o vem da vida pessoal ou de um rostinho bonito, mas do conte&#xFA;do e do valor que ele produz. S&#xE3;o os podcasters, analistas de cinema, sociedade e etc; os cozinheiros do TikTok, a turma das esquetes de humor, os profs. de finan&#xE7;as e por a&#xED; vai.</p><p>J&#xE1; os <strong>influencers </strong>s&#xE3;o os que ditam comportamento e guiam decis&#xF5;es de compra das suas comunidades. A l&#xF3;gica da fama &#xE9; baseada na identifica&#xE7;&#xE3;o: <em>queria tanto ser essa pessoa. </em>E vale dizer que muita gente faz uma divis&#xE3;o na cabe&#xE7;a de que os influencers do tigrinho, gente tosca e cafona s&#xE3;o chamados assim e, quem pensa um pouco mais e se preocupa com a qualidade do conte&#xFA;do, com a vida de quem o acompanha, s&#xE3;o creators. Mas influencer n&#xE3;o precisa significar uma pessoa vazia, como muitas fazem parecer. Na real, traz muito conte&#xFA;do s&#xF3; numa caminhada.</p><p>A princesa Diana viveu muito antes de o termo influencer - ou da pr&#xF3;pria Creator Economy - existir, al&#xE9;m de que a distribui&#xE7;&#xE3;o do conte&#xFA;do dependia dos paparazzi, das revistas e da televis&#xE3;o. Ent&#xE3;o d&#xE1; pra dizer que ela foi a primeira influencer da hist&#xF3;ria, como conhecemos o termo hoje?</p><p>Da hist&#xF3;ria&#x2026; dif&#xED;cil cravar, n&#xE9;? A gente brinca com as palavras e o que vale &#xE9; a reflex&#xE3;o, mas at&#xE9; a&#xED;, de Cle&#xF3;patra a Marilyn Monroe, muita gente caberia nessa lista. O que fascina na hist&#xF3;ria da Diana &#xE9; que ela viveu pouqu&#xED;ssimo tempo antes da virada do mil&#xEA;nio, quando nasce a vida digital em larga escala e a l&#xF3;gica do nosso consumo caminha pro que a gente vive hoje. Ent&#xE3;o ela t&#xE1; num contexto mais pr&#xF3;ximo do que a gente imagina. </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/zOHDBDIHazw?start=312&amp;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="NOVAS DESCOBERTAS NO CASO PRINCESA DIANA"></iframe></figure><p>O que define um influencer &#xE9; a capacidade de gerar identifica&#xE7;&#xE3;o, furar bolhas e mover a opini&#xE3;o p&#xFA;blica. Nisso, Lady Di foi pioneira. No in&#xED;cio dos anos 80, quando surgiu no cen&#xE1;rio p&#xFA;blico, a realeza brit&#xE2;nica era vista quase como uma caricatura medieval: fria, distante e intoc&#xE1;vel. Diana quebrou esse muro invis&#xED;vel - algo que Meghan Markle ajudou a fazer em tempos mais recentes. Ela foi apelidada de &quot;Princesa do Povo&quot; justamente porque tocava nas pessoas, abra&#xE7;ava, conversava de igual para igual e demonstrava uma vulnerabilidade que ningu&#xE9;m esperava de um membro da realeza.</p><p>Ela usava sua relev&#xE2;ncia pra colocar os holofotes em causas que o resto do mundo preferia ignorar, como a epidemia de HIV. Naquela &#xE9;poca, a desinforma&#xE7;&#xE3;o e o preconceito eram brutais e a comunidade LGBT e outros grupos afetados eram marginalizados de forma desumana, tratados quase como leprosos por conta do medo irracional do cont&#xE1;gio pelo toque. Diana foi a um hospital, sentou-se na cama de um paciente soropositivo e, sem luvas, apertou a m&#xE3;o dele. Aquele &#xFA;nico gesto, registrado por fot&#xF3;grafos do mundo inteiro, humanizou o tratamento da doen&#xE7;a. Ela botava a m&#xE3;o na massa, seja caminhando por campos minados ativos em Angola para banir essas armas, seja visitando abrigos de vulner&#xE1;veis e puxando a aten&#xE7;&#xE3;o do mainstream pra grandes problemas sociais.</p><p>Paralelamente ao ativismo, tinha a moda. Diana entendia o poder da imagem como poucos e cada pe&#xE7;a escolhida funcionava como uma mensagem bem calculada - se isso n&#xE3;o &#xE9; influ&#xEA;ncia da maior eleg&#xE2;ncia, pode parar o text&#xE3;o por aqui. Com apenas 20 anos, prestes a subir no altar, decidiu mudar o protocolo de casamento da fam&#xED;lia real e n&#xE3;o jurou obedi&#xEA;ncia ao pr&#xED;ncipe Charles, explica um <a href="https://www.marieclaire.com/celebrity/royals/princess-diana-changed-wedding-vows-after-discovering-prince-charles-camilla-parker-bowles-emotional-affair/">texto</a> na Marie Claire:</p><h3 id="noivas-da-realeza-antes-dela-como-a-rainha-elizabeth-a-princesa-margaret-e-a-princesa-anne-prometeram-obedecer-a-seus-maridos-em-seus-votos-de-casamento-conforme-prescrito-no-livro-de-ora%C3%A7%C3%A3o-comum-anglicano-que-data-de-1662-segundo-o-jornal-the-mirror-mas-diana-rejeitou-essa-promessa-para-si-mesma-e-em-vez-disso-disse-durante-a-cerim%C3%B4nia-amplamente-acompanhada-na-catedral-de-s%C3%A3o-paulo-que-o-amaria-confortaria-honraria-e-protegeria-na-sa%C3%BAde-e-na-doen%C3%A7a-%E2%80%94-sem-qualquer-sinal-de-obedi%C3%AAncia">Noivas da realeza antes dela, como a Rainha Elizabeth, a Princesa Margaret e a Princesa Anne , prometeram &quot;obedecer&quot; a seus maridos em seus votos de casamento, conforme prescrito no Livro de Ora&#xE7;&#xE3;o Comum Anglicano, que data de 1662, segundo o jornal The Mirror . Mas Diana rejeitou essa promessa para si mesma e, em vez disso, disse durante a cerim&#xF4;nia amplamente acompanhada na Catedral de S&#xE3;o Paulo que o &quot;amaria, confortaria, honraria e protegeria, na sa&#xFA;de e na doen&#xE7;a&quot; &#x2014; sem qualquer sinal de obedi&#xEA;ncia. </h3><p><br>Anos mais tarde, ap&#xF3;s a separa&#xE7;&#xE3;o, ela usou a moda como uma armadura de liberta&#xE7;&#xE3;o. O caso mais emblem&#xE1;tico &#xE9; o ic&#xF4;nico &quot;vestido da vingan&#xE7;a&quot; usado em 1994, na mesma noite em que Charles confessou sua infidelidade na televis&#xE3;o. Em vez de se esconder, ela apareceu deslumbrante, roubando todas as manchetes e ressignificando o papel da mulher tra&#xED;da.</p><p>At&#xE9; as escolhas casuais dela ditavam o consumo da &#xE9;poca at&#xE9; hoje: o shorts ciclista com moletom oversized, por exemplo, &#xE9; uma est&#xE9;tica copiada at&#xE9; hoje por nomes tipo Kendall Jenner e Hailey Bieber. Do mesmo jeito que as pessoas compram hoje s&#xF3; rolando o feed, influenciadas por algum story, na &#xE9;poca o impacto das lojas esvaziadas depois de uma nova foto da Lady Di era ainda maior.</p><p>&#x201C;Minha futura esposa ter&#xE1; que se acostumar a viver sob minha sombra&quot;, frase que o pr&#xED;ncipe Charles supostamente teria dito, mas sem poder confirmar a origem da aspa, seria desonesto. Ainda assim, vale dizer que a hist&#xF3;ria foi implac&#xE1;vel com o atual rei da Inglaterra, o vi&#xFA;vo eternamente condenado a viver &#xE0;s sombras da mulher que foi - e ainda &#xE9; - infinitamente maior que ele.</p><h2 id="%F0%9F%92%A1-an%C3%A1lise">&#x1F4A1; An&#xE1;lise </h2><p>Enquanto os influencers e creators de hoje constroem comunidades baseadas na autenticidade do conte&#xFA;do que oferecem, Diana fazia isso h&#xE1; 30 anos, antes da internet massificada e rompendo uma estrutura extremamente r&#xED;gida da fam&#xED;lia real - isso sem falar no ass&#xE9;dio horroroso dos paparazzi. Ela humanizou a monarquia ao falar abertamente sobre suas pr&#xF3;prias dores, como depress&#xE3;o p&#xF3;s-parto e transtornos alimentares, problemas reais enfrentados por milhares de mulheres, saindo definitivamente daquela redoma de vidro perfeitinha da coroa.</p><p><strong>O que torna o fen&#xF4;meno dela ainda mais impressionante &#xE9; o controle da narrativa. </strong>No nosso mercado, o creator &#xE9; o dono do pr&#xF3;prio canal: ele decide o que postar, como vai ser o ritmo da edi&#xE7;&#xE3;o, etc.. Diana n&#xE3;o tinha esse poder, ela operava em um ecossistema de m&#xED;dia agressivo, sendo a mulher mais fotografada do mundo e o principal combust&#xED;vel pro jornalismo de celebridades e da cultura implac&#xE1;vel dos paparazzi. Ela precisava influenciar o mundo pelo filtro do olhar desse sistema, direcionando os holofotes da imprensa para que eles dessem aten&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s suas causas sociais.</p><p>Olhar pra a trajet&#xF3;ria de Diana Spencer nos ajuda a lembrar do real significado da palavra <strong>influencer</strong>. Ela provou que a verdadeira influ&#xEA;ncia n&#xE3;o se mede pelo n&#xFA;mero de seguidores, mas pelo que voc&#xEA; faz com os olhos de quem t&#xE1; te assistindo. </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/MMg5b9KOBIo?start=22&amp;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="As NOVAS REVELA&#xC7;&#xD5;ES na hist&#xF3;ria da PRINCESA DIANA"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #62 da YOUPIX. Para aprofundar, corre pro <a href="https://www.instagram.com/instayoupix">@instayoupix</a> e receba, em prima m&#xE3;o, o olhar de todo o time YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O poder das histórias]]></title><description><![CDATA[Mais uma vez, proibir não é o ideal, já que as pessoas podem burlar essa regra. Porém, diante da ineficiência das plataformas em promover um ambiente digital mais seguro, talvez esse seja um caminho melhor do que não fazer nada.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/que-separa-da-fofoca/</link><guid isPermaLink="false">6a36a3bf73f437684d499ef0</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[capitalismo]]></category><category><![CDATA[Estratégia]]></category><category><![CDATA[storytelling]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Sat, 20 Jun 2026 18:40:35 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/flavio.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/flavio.jpg" alt="O poder das hist&#xF3;rias"><p>O que separa a fofoca do storytelling?</p><p>Quem conta, sempre aumenta um pouco? </p><p>Na Creator Economy, existem muitos jeitos de contar uma hist&#xF3;ria: em tom de fofoca, como sempre viraliza no TikTok; em formato din&#xE2;mico pra reels; em um carrossel, pra quem tem pregui&#xE7;a de ouvir - por que n&#xE3;o?</p><p>Mas o que separa um fofoqueiro de um storyteller profissional &#xE9; o trabalho por tr&#xE1;s da conta&#xE7;&#xE3;o de uma hist&#xF3;ria. </p><p>Hoje a gente mergulha nesse universo, com nomes de peso. T&#xE1; no ar mais um text&#xE3;o para uma leitura r&#xE1;pida.</p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/ZGRGD037gf4?start=40&amp;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="Voc&#xEA; n&#xE3;o &#xE9; obcecado o suficiente."></iframe></figure><p>Sabe aquela frase de que &quot;falta empatia no mundo&quot;? A gente ouve isso de muita gente que acaba at&#xE9; banalizando o termo - empatia demais tamb&#xE9;m &#xE9; um problema. Mas, se pararmos para pensar, ser&#xE1; que d&#xE1; para medir a empatia numa r&#xE9;gua v&#xE1;lida pra qualquer caso?</p><p>A podcaster <a href="https://www.instagram.com/conglomeradoponei">D&#xE9;ia Freitas</a>, criadora do fen&#xF4;meno <a href="https://open.spotify.com/show/66XCLKbi33MubYTZX2G2jW?si=80738622208c4b94">N&#xE3;o Inviabilize</a>, um dos podcasts mais <a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/estadao-conteudo/2026/04/24/nao-inviabilize-de-deia-freitas-e-o-podcast-brasileiro-entre-os-mais-ouvidos-no-spotify.htm">ouvidos</a> do planeta, &#xE9; a primeira a questionar essa r&#xE9;gua:</p><blockquote><em>&quot;Eu acho, primeiro, que empatia n&#xE3;o &#xE9; uma coisa que d&#xEA; pra gente medir no sentido de mais ou menos empatia. Eu acho que a gente tem empatia por algumas situa&#xE7;&#xF5;es e algumas pessoas, e outras situa&#xE7;&#xF5;es e pessoas n&#xE3;o batem na gente da mesma forma, n&#xE9;? Eu acho que depende muito do contexto de quem t&#xE1; ouvindo.&quot;</em></blockquote><p>D&#xE9;ia conta hist&#xF3;rias de pessoas que escrevem para o seu programa via email, quase sempre pedindo a opini&#xE3;o dos ouvintes sobre como a protagonista deve agir naquela situa&#xE7;&#xE3;o. De partilhas de fam&#xED;lia at&#xE9; descobertas de trai&#xE7;&#xE3;o, rola de tudo no quadro &#x201C;Picol&#xE9; de Lim&#xE3;o&#x201D;. Uma parte comum entre os epis&#xF3;dios &#xE9; a &#x201C;Zona Cinza&#x201D;, como a D&#xE9;ia batizou o momento em que a protagonista toma uma atitude que n&#xE3;o parece muito correta, mas que passa pra gente a sensa&#xE7;&#xE3;o de que o fim justifica os meios - &#xE0;s vezes.</p><p>Por exemplo: se uma mulher descobre que seu marido tinha um caso e, ao inv&#xE9;s de confront&#xE1;-lo, organiza sua vida financeira pra n&#xE3;o perder bens no div&#xF3;rcio, te parece uma atitude correta? Pensando na arquitetura sorrateira da coisa, a resposta &#xE9; n&#xE3;o. Mas, tendo em vista que muitos homens, al&#xE9;m de trair, fazem de tudo pra ferrar com as mulheres na separa&#xE7;&#xE3;o, parece uma precau&#xE7;&#xE3;o justa. A verdade &#xE9; que a forma como uma hist&#xF3;ria &#xE9; contada pode fazer a gente achar essa zona mais, ou menos cinza. </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/wO2T81r7DCw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="FL&#xC1;VIO AUGUSTO ME DEU 100 MILH&#xD5;ES"></iframe></figure><h2 id="empatia-%C3%A9-algo-vol%C3%A1til">Empatia &#xE9; algo vol&#xE1;til? </h2><p>Para <a href="https://www.instagram.com/galdinolucass">Lucas Galdino</a>, cofundador e produtor executivo do canal <a href="https://www.youtube.com/@historiasdeterapia">Hist&#xF3;rias de Ter.a.pia</a>, a vontade de resgatar essa escuta nasceu em 2018, um ano eleitoral cinzento e acirrado no Brasil:</p><blockquote><em>&quot;Parecia que ningu&#xE9;m queria ouvir ningu&#xE9;m. A gente entendia que conversas profundas, importantes, sobre futuro, desejos e quest&#xF5;es sociais n&#xE3;o podem acontecer s&#xF3; de dois em dois anos. Precisamos entender o que se passa na cabe&#xE7;a do nosso vizinho, n&#xE3;o pra convencer essas pessoas de algo, mas pra compreender a complexidade humana.&quot;</em></blockquote><p>&#xC9; justamente nesse comportamento do p&#xFA;blico, em um pa&#xED;s historicamente apaixonado pela vida alheia, que surge uma divis&#xE3;o na Creator Economy: <strong>o que separa a mera fofoca do storytelling profissional? </strong>Quando o foco &#xE9; s&#xF3; contar de qualquer jeito em busca do like (al&#xF4; p&#xE1;ginas de fofoca), o julgamento &#xE9; autom&#xE1;tico e nunca vai provocar empatia na audi&#xEA;ncia. Mas quando entra em cena um contador de hist&#xF3;rias profissional, como o Lucas, o contexto passa a importar.</p><h3 id="do-radinho-de-pilha-ao-fone-de-ouvido">Do radinho de pilha ao fone de ouvido </h3><p>O ser humano ama muito uma boa narrativa desde que o mundo &#xE9; mundo - n&#xE3;o &#xE0; toa, um dos temas que mais domina o mercado de podcasts &#xE9; o do &#x201C;True Crime&#x201D;, que conta hist&#xF3;rias de crimes reais como se fossem uma s&#xE9;rie de fic&#xE7;&#xE3;o, tudo pelo entretenimento. Mas &#xE9; real e muita gente saboreia as hist&#xF3;rias, esse &#xE9; o paradoxo estranho. Isso porque, ouvir hist&#xF3;rias, &#xE9; uma parada que t&#xE1; entranhada no nosso jeito de consumir conte&#xFA;do desde sempre. </p><p>Como bem lembra D&#xE9;ia Freitas, &quot;nos anos 60, 70, as pessoas ouviam novela nos r&#xE1;dios, a <em>radionovela</em>. Ent&#xE3;o, sempre que a gente tiver uma boa hist&#xF3;ria, seja uma s&#xE9;rie, um filme, um podcast, as pessoas v&#xE3;o ter interesse em ouvir.&quot;</p><p><a href="https://www.instagram.com/paula8scarpin">Paula Scarpin</a>, diretora de cria&#xE7;&#xE3;o da <a href="https://radionovelo.com.br">R&#xE1;dio Novelo</a>, concorda que esse instinto auditivo independe de telas ou conex&#xF5;es:</p><p><em>&quot;Contar e ouvir hist&#xF3;rias s&#xE3;o parte das tradi&#xE7;&#xF5;es mais intrinsecamente humanas, independentemente da internet&quot;, afirma. Para ela, no cen&#xE1;rio atual de avalanche de conte&#xFA;dos e fake news, as pessoas buscam o formato &quot;justamente por causa da dificuldade de ter a veracidade atestada &#x2014; as pessoas se conectam com hist&#xF3;rias sabidamente reais, curadas por contadores em que elas confiam.&quot;</em></p><h3 id="mas-mexer-com-a-vida-real-traz-uma-responsabilidade-gigante-qual-%C3%A9-a-linha-que-separa-o-fofoqueiro-de-um-contador-de-hist%C3%B3rias-de-respeito">Mas mexer com a vida real traz uma responsabilidade gigante: qual &#xE9; a linha que separa o &quot;fofoqueiro&quot; de um contador de hist&#xF3;rias de respeito?</h3><p><br>Para Paula - que assume que todos na R&#xE1;dio Novelo s&#xE3;o &#x201C;bons fofoqueiros&#x201D;, a diferen&#xE7;a t&#xE1; no m&#xE9;todo, um debate recorrente na Creator Economy entre jornalismo e cria&#xE7;&#xE3;o de conte&#xFA;do:</p><blockquote><em>&quot;A gente segue as boas pr&#xE1;ticas do jornalismo, checando as informa&#xE7;&#xF5;es que s&#xE3;o veiculadas, dando espa&#xE7;o para o contradit&#xF3;rio, protegendo os entrevistados de informa&#xE7;&#xF5;es sigilosas, respeitando o off.&quot;</em></blockquote><p>Lucas, do Hist&#xF3;rias de Ter.a.pia, complementa trazendo o peso humano dessa escolha: &quot;O que diferencia &#xE9; a &#xE9;tica e a responsabilidade social. Aquela pessoa confiou a hist&#xF3;ria dela a voc&#xEA;. Eu n&#xE3;o posso colocar algu&#xE9;m em uma situa&#xE7;&#xE3;o vexat&#xF3;ria, de humilha&#xE7;&#xE3;o ou achincalhamento.&quot;</p><p>Quando a hist&#xF3;ria &#xE9; bem conduzida, o impacto &#xE9; avassalador e costuma furar bolhas que o formato tradicional jamais ultrapassaria. Paula explica esse movimento com o dado de uma pesquisa da R&#xE1;dio Novelo:</p><blockquote><em>&quot;Inclu&#xED;mos a seguinte pergunta: &apos;Voc&#xEA; j&#xE1; mudou de opini&#xE3;o depois de ouvir um epis&#xF3;dio do R&#xE1;dio Novelo Apresenta?&apos; &#x2013; e nos espantamos ao perceber que 70% dos ouvintes responderam &apos;sim&apos;. Por mais importante que seja o notici&#xE1;rio, &#xE0;s vezes o leitor, ouvinte ou espectador se perde na vastid&#xE3;o de n&#xFA;meros e uma &#xFA;nica hist&#xF3;ria pessoal pode faz&#xEA;-lo se impactar de maneira muito mais profunda.&quot; </em></blockquote><p>Lucas explica que, ao tornar pessoais temas como a pauta LGBTQIA+, eles deixam de ser apenas discursos pol&#xED;ticos e apontados como &#x201C;lacra&#xE7;&#xE3;o&#x201D;:</p><p><em>&quot;A bandeira unifica uma luta em comum, mas cada pessoa vive aquilo de uma maneira diferente. Quando uma mulher trans conta a pr&#xF3;pria experi&#xEA;ncia e diz: &apos;Imagina eu entrando em um banheiro masculino. Voc&#xEA; consegue imaginar o risco que isso representa pra mim?&apos;, aquilo ganha humanidade. A discuss&#xE3;o deixa de ser apenas uma opini&#xE3;o e passa a ser uma experi&#xEA;ncia concreta.&quot;</em></p><p>D&#xE9;ia Freitas traz o mesmo comportamento para o contexto das mulheres e o enfrentamento ao machismo enraizado na nossa sociedade:</p><p><em>&quot;Se voc&#xEA; pegar o tema viol&#xEA;ncia contra a mulher e focar na popula&#xE7;&#xE3;o de baixa renda, &#xE9; uma maneira de trazer empatia e at&#xE9; despertar algumas mulheres que est&#xE3;o em relacionamento abusivo, e que acabam assistindo ali o programa e at&#xE9; vendo um n&#xFA;mero para den&#xFA;ncias.&quot;</em></p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/hyQld6WK1QA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="raiam santoskkkkk"></iframe></figure><h2 id="e-por-que-as-pessoas-resolvem-abrir-hist%C3%B3rias-%C3%ADntimas-pra-milhares-de-desconhecidos">E por que as pessoas resolvem abrir hist&#xF3;rias &#xED;ntimas pra milhares de desconhecidos?</h2><p>O que faz algu&#xE9;m procurar um <em>contador de hist&#xF3;rias</em> para expor suas feridas mais &#xED;ntimas, &#xA0;al&#xE9;m do cuidado extremo em todo o processo de apura&#xE7;&#xE3;o, &#xE9; um fator psicol&#xF3;gico. D&#xE9;ia, &#xA0;formada na &#xE1;rea, pontua que, al&#xE9;m do anonimato - que j&#xE1; protege a protagonista da hist&#xF3;ria, &quot;a pessoa consegue elaborar um pouco mais a pr&#xF3;pria hist&#xF3;ria ouvindo o relato. Ela pode ouvir alguma coisa que aconteceu com ela tamb&#xE9;m e talvez elaborar um pouco mais ou de uma outra forma aquele acontecimento.&quot;</p><p>Puxando a empatia de volta pra nossa conversa aqui, muitas vezes um epis&#xF3;dio funciona como um ponto final para quem sofreu uma hist&#xF3;ria parecida.</p><p><em>&quot;Sinto que esse compartilhamento funciona quase como um ritual de virar a p&#xE1;gina, deixar essa hist&#xF3;ria registrada como algo que aconteceu, e que por mais traum&#xE1;tico que tenha sido esse registro sela esse passado e permite que ela siga em frente&#x201D;, </em>explica Paula Scarpin.</p><h3 id="o-combate-ao-%C3%B3dio-nos-coment%C3%A1rios-e-a-falta-de-ajuda-do-algoritmo">O combate ao &#xF3;dio nos coment&#xE1;rios (e a falta de ajuda do algoritmo)</h3><p>Quem &#xE9; ouvinte fiel da D&#xE9;ia no N&#xE3;o Inviabilize j&#xE1; sabe como funciona o grupo no Telegram, onde milhares de pessoas opinam em cada hist&#xF3;ria: &#x201C;Sejam gentis com a <em>fulana </em>no grupo&#x201D;. Quem dera esse pedido se estendesse pro restante da internet.</p><p>Se a rela&#xE7;&#xE3;o entre o contador de hist&#xF3;rias e do entrevistado &#xE9; baseada no respeito e no cuidado ao expor o caso, manter a salvo as pessoas reais que continuam vivas e lendo a repercuss&#xE3;o &#xE9; o maior desafio desses creators - isso sem contar que, no N&#xE3;o Inviabilize, a identidade das pessoas, nomes e o local onde a hist&#xF3;ria aconteceu s&#xE3;o ocultados. No Ter.a.pia, as pessoas colocam seus rostos pra jogo. A&#xED;, quando um conte&#xFA;do viraliza, fica dif&#xED;cil conter o &#xF3;dio, algo que o algoritmo das plataformas poderia controlar melhor.</p><p><em>&quot;A gente vive num mundo em que as pessoas acham que discordar de algo automaticamente lhes d&#xE1; o direito de atacar o outro. E n&#xE3;o &#xE9; assim. Desde que aquela pessoa n&#xE3;o esteja ferindo a dignidade de ningu&#xE9;m, ela tem o direito de viver a pr&#xF3;pria experi&#xEA;ncia. A gente tenta acompanhar, responder, excluir e denunciar coment&#xE1;rios violentos. Inclusive, existem hist&#xF3;rias que escolhemos n&#xE3;o contar. Hist&#xF3;rias que provavelmente gerariam muito engajamento, mas atrav&#xE9;s do &#xF3;dio ou da exposi&#xE7;&#xE3;o excessiva da pessoa. &quot;</em></p><p>Paula Scarpin adota uma postura firme na Novelo: <em>&quot;Em geral, nosso p&#xFA;blico &#xE9; bastante acolhedor. No entanto, quando acontece de termos algum coment&#xE1;rio desrespeitoso, n&#xE3;o hesitamos em delet&#xE1;-lo.&quot;</em></p><p>D&#xE9;ia Freitas segue na mesma linha de prote&#xE7;&#xE3;o e acolhimento: se houver toxicidade, a modera&#xE7;&#xE3;o entra em a&#xE7;&#xE3;o sem d&#xF3; para garantir que a comunidade continue sendo um espa&#xE7;o seguro.</p><p>No final das contas, o mercado de hist&#xF3;rias reais prospera porque oferece algo que nem a internet, nem a Intelig&#xEA;ncia Artificial consegue copiar: a autenticidade humana, considerando todos os seus erros e imperfei&#xE7;&#xF5;es. Afinal, errar &#xE9; humano. Nem todo protagonista de uma hist&#xF3;ria vai acertar o tempo inteiro.</p><p>E, trazendo pro contexto da Creator Economy, o sucesso comercial e o impacto desses projetos de conte&#xFA;do mostram que o p&#xFA;blico n&#xE3;o quer apenas consumir conte&#xFA;dos r&#xE1;pidos e superficiais, mas sim, estabelecer uma identifica&#xE7;&#xE3;o com os protagonistas de cada hist&#xF3;ria.</p><p>Os tr&#xEA;s creators deixam claro que avaliar o sucesso de um projeto de storytelling precisa olhar al&#xE9;m dos views nas plataformas - algo que a gente repete diariamente.</p><p>Lucas contou que o Hist&#xF3;rias de Ter.a.pia avaliou, em uma pesquisa, que <strong>96% do p&#xFA;blico </strong>passou a compreender melhor a desigualdade social. No nosso mercado, as marcas come&#xE7;am a entender que comunidades engajadas valem mais do que n&#xFA;meros vazios. &#xC9; o que a gente fala sobre mensurar o sucesso de uma campanha: voc&#xEA; pode olhar s&#xF3; pra convers&#xE3;o de vendas, inscritos, ou o que for a m&#xE9;trica, ou<strong> voc&#xEA; pode mergulhar fundo </strong>pra entender como a campanha impactou a constru&#xE7;&#xE3;o daquela marca.</p><p>Foi isso que o pessoal do Ter.a.pia buscou com essa pesquisa de impacto: medir na pr&#xE1;tica como contar hist&#xF3;rias reais fomenta uma mudan&#xE7;a de pensamento. Outro dado profundo desse mapeamento &#xE9; o de que mais de 90% das pessoas se sentem mais emp&#xE1;ticas depois de entrar em contato com uma hist&#xF3;ria real - muito mais do que se ouvisse um terceiro contando sem nenhuma carga emocional. </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/a7sirfJUikQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="os brancos vao ser extintos do praneta"></iframe></figure><p>Outro ponto interessante &#xE9; que, diferente de <em>influencers de lifestyle</em> que dependem de seus rostos, o patrim&#xF4;nio desses canais &#xE9; a capacidade de curadoria. Como disse a D&#xE9;ia - que quase sempre &#x201C;n&#xE3;o t&#xE1; sozinha&#x201D; nos programas, porque vem acompanhada de uma #publi -, o apelo comercial n&#xE3;o est&#xE1; em pertencer a um nicho tradicional (como moda, por exemplo), mas sim na credibilidade que o apresentador desenvolveu com o seu p&#xFA;blico.</p><p>A confian&#xE7;a &#xE9; transferida: se a comunidade confia na curadoria que o creador faz das hist&#xF3;rias reais, ela tem muito mais chance de confiar tamb&#xE9;m na curadoria das marcas parceiras.</p><h3 id="antes-de-dar-tchau-um-desafio-a-ser-superado">Antes de dar tchau, um desafio a ser superado.</h3><p>Tanto a diretora criativa da R&#xE1;dio Novelo quanto pro criador do Hist&#xF3;rias de Ter.a.pia apontam que os algoritmos das redes, focados em v&#xED;deos curtos, s&#xE3;o um desafio pra esse tipo de conte&#xFA;do &#x201C;de f&#xF4;lego&#x201D;. No entanto, uma coisa que a Creator Economy &#xE9; craque &#xE9; em consolidar audi&#xEA;ncias.</p><p>Ao incentivar assinaturas e plataformas de nicho, como os &#x201C;tocadores de podcast&#x201D; que remuneram melhor cada ouvida, esses creators constroem uma base de f&#xE3;s muito s&#xF3;lida, que consome o conte&#xFA;do de forma intencional e frequente, blindando o neg&#xF3;cio em um cen&#xE1;rio de muitas incertezas vindo dos donos das Big Techs.</p><p>A gente j&#xE1; fala isso h&#xE1; um tempo e, cada dia, entra mais gente nessa caravana.</p><p>Como o creator vai sobreviver ent&#xE3;o? Existem muitas alternativas, mas todas passam por explorar a pr&#xF3;pria autenticidade, produzir com const&#xE2;ncia e, a parte mais fundamental, focar na estrat&#xE9;gia. </p><p>Se voc&#xEA; quiser saber mais sobre como as pessoas se sentem transformadas por meio do contato com hist&#xF3;rias humanizadas, acesse a pesquisa: <a href="https://www.canva.com/design/DAHFpZiYSFc/fD6vhiUIjBNHTKZvrf1Crg/view">clique aqui</a>.</p><p>Qual &#xE9; a sua hist&#xF3;ria? Talvez, longe disso.</p><p>Afinal de contas, voc&#xEA; &#xE9; o produto. </p><p>Essa &#xE9; a pura realidade. </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/6jbGPtH34Uc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="BILION&#xC1;RIO HUMILHADO POR 30 TRABALHADORES"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #61 da YOUPIX. Para aprofundar, corre pro <a href="https://www.instagram.com/p/DZvbtZYFmkR">@instayoupix</a> e receba em primeira m&#xE3;o, o olhar do time da YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Chegou a hora]]></title><description><![CDATA[Pequenos creators, grandes negócios. As blogueiras de make se transformaram em empresas lucrativas. Elas entenderam como usar a audiência pra monetizar seus projetos e voaram alto. Se você ainda não sabe por onde começar, vem conferir agora o textão do dia.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/a-gente-vai-te-ajudar/</link><guid isPermaLink="false">6a30092273f437684d499da5</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[Estratégia]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[Criatividade]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[Conteúdo]]></category><category><![CDATA[Ideias]]></category><category><![CDATA[talento]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Mon, 15 Jun 2026 15:44:29 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/buzzfeed.webp" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/buzzfeed.webp" alt="Chegou a hora"><p>Quantos anos voc&#xEA; tinha quando aprendeu o que &#xE9; a Creator Economy? </p><p>Muita gente j&#xE1; sabia, na pr&#xE1;tica, at&#xE9; porque viu essa adolescente dar seus primeiros passos na era da internet. </p><p>Mas estudar, pra al&#xE9;m de simplesmente <em>sentir, </em>&#xE9; fundamental pra ter sucesso no nosso mercado.</p><p>Hoje vamos dar um empurr&#xE3;o gigante em quem (AINDA) n&#xE3;o se profissionalizou. </p><h3 id="estrat%C3%A9gia-autenticidade-creator-vivendo-do-seu-pr%C3%B3prio-neg%C3%B3cio">Estrat&#xE9;gia + autenticidade = creator vivendo do seu pr&#xF3;prio neg&#xF3;cio.</h3><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-7.png" class="kg-image" alt="Chegou a hora" loading="lazy" width="1250" height="830" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/06/image-7.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/06/image-7.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-7.png 1250w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="vamos-resgatar-os-testes-do-buzzfeed-que-tipo-de-creator-voc%C3%AA-%C3%A9">Vamos resgatar os testes do BuzzFeed: que tipo de creator voc&#xEA; &#xE9;? </h2><p><em>Descubra seu perfil e o que voc&#xEA; precisa fazer pra chegar no sucesso</em></p><p>Assim como acontece no universo das borboletas, existem v&#xE1;rios tipos de creators. Alguns ainda nem foram inventados, outros j&#xE1; sa&#xED;ram de moda, outros est&#xE3;o voltando com tudo. Mas tem uma galerinha que t&#xE1; sempre por a&#xED; com o mesmo tipo de perfil, s&#xF3; que em contextos distintos.</p><p>Na onda de resgatar os testes do BuzzFeed, que eram incr&#xED;veis, o text&#xE3;o de hoje ajuda a descobrir o tipo de creator que voc&#xEA; &#xE9;! Mas n&#xE3;o se assuste caso voc&#xEA; seja uma marca - que hoje em dia tamb&#xE9;m precisa ser um pouquinho creator - ou se voc&#xEA; ainda for uma lagarta no casulo. Sua hora vai chegar.</p><p><em>Lembrando que a ideia aqui n&#xE3;o &#xE9; rotular ningu&#xE9;m, nem cagar regra, t&#xE1;? Se diverte um pouquinho e foca em construir sua marca pessoal e fortalecer comunidade :)</em></p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-8.png" class="kg-image" alt="Chegou a hora" loading="lazy" width="984" height="632" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/06/image-8.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-8.png 984w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h3 id="%F0%9F%AA%A9-celebridade">&#x1FAA9; Celebridade</h3><p>Esse tipo de creator funciona mais ou menos como as celebridades agiam antigamente, seja das artes, da m&#xFA;sica, do esporte ou da high society: <strong>voc&#xEA; quer saber o que essa pessoa faz da vida. </strong>O tempo inteiro. E essa pessoa pode fazer conte&#xFA;do de vlog, atuar mais nos stories, fazer humor ou at&#xE9; falar de coisas s&#xE9;rias, mas a pegada dela &#xE9; ser ela mesma. Trazer autenticidade do conte&#xFA;do, n&#xE3;o importa o contexto.</p><p>Uma das maiores refer&#xEA;ncias desse tipo de creator hoje, no Brasil, &#xE9; o menino <a href="https://www.instagram.com/lacteameufii">L&#xE1;ctea</a>, que tem o sorriso mais cativante da internet. Ele faz v&#xED;deos engra&#xE7;ados trazendo aquelas situa&#xE7;&#xF5;es do cotidiano que, normalmente, voc&#xEA; n&#xE3;o comenta com ningu&#xE9;m. E a&#xED; se surpreende quando v&#xEA; que tem mais gente que pensa que, se n&#xE3;o chegar no poste antes do carro dobrar a esquina, vai morrer. Tem tamb&#xE9;m o <a href="https://www.instagram.com/icarobomfimm">&#xCD;caro Bonfim</a>, que al&#xE9;m de ter um dos facecards mais lindos das redes, quando abre a boca fala muita coisa boa. Como &#xE9; bom ver homem bonito e inteligente, n&#xE9;?</p><p>Outro &#xE9; o <a href="https://www.instagram.com/matheustheodoro_">Matheus Teodoro</a>, que mostra muitas situa&#xE7;&#xF5;es vividas por amigos e tamb&#xE9;m fala bastante de futebol. J&#xE1; o <a href="https://www.instagram.com/puro.roxo">Luther Rocha</a>, por exemplo, t&#xE1; sempre na estica, tamb&#xE9;m fala de m&#xFA;sica, mas n&#xE3;o precisa deixar de lado as piadas e v&#xED;deos engra&#xE7;ados. O <a href="https://www.instagram.com/eusoufabao">Fab&#xE3;o</a>, que &#xE9; hil&#xE1;rio e sempre tem umas hist&#xF3;rias muito legais pra contar sobre a vida. A <a href="https://www.instagram.com/luanazucoloto">Luana Zucoloto</a> &#xE9; humorista, mas mostra os produtinhos que usa, conta perrengues da vida, mostra a fam&#xED;lia, a rotina e por a&#xED; vai. &#xC9; aquele papo de que tudo bem ter um nicho, mas n&#xE3;o &#xE9; pra ficar amarrado nele, sabe?</p><p>Podemos combinar de incluir aqui os streamers grand&#xF5;es tipo <a href="https://www.instagram.com/tettrem">TET</a> e <a href="https://www.instagram.com/brino">Brino</a>? Valeria uma categoria s&#xF3; pra esse tipo de creator, que vive de lives. Mesmo que voc&#xEA; n&#xE3;o os veja ao vivo, os cortes (longos ou curtos) te acompanham no seu almo&#xE7;o.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-10.png" class="kg-image" alt="Chegou a hora" loading="lazy" width="1960" height="1103" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/06/image-10.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/06/image-10.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1600/2026/06/image-10.png 1600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-10.png 1960w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h3 id="%F0%9F%8D%8E-profs-da-internet">&#x1F34E; Profs. da Internet</h3><p>Aqui cabe uma porrada de gente: <a href="https://www.instagram.com/oatila">Atila Iamarino</a>, <a href="https://www.instagram.com/marikrugerb">Mari Kr&#xFC;ger</a>, <a href="https://www.instagram.com/nathfinancas">Nath Finan&#xE7;as</a>, <a href="https://www.instagram.com/pedroloos">Pedro Loos</a>, Iber&#xEA; do <a href="https://www.instagram.com/manualdomundo">Manual do Mundo</a>&#x2026; e se a gente colocar o <a href="https://www.instagram.com/sitedrauziovarella">Dr. Drauzio Varella</a> nessa conta? Ele exerceu a medicina por muito tempo antes de simplificar a linguagem m&#xE9;dica na TV e, hoje, t&#xE1; na internet tamb&#xE9;m. Sem contar em outros m&#xE9;dicos, como o <a href="https://www.instagram.com/dr.ricardokores">Ricardo Kores</a>, famoso por v&#xED;deos envolvendo rosquinhas pra explicar uma parte do corpo humano; o Dr. Maravilha, apelido do <a href="https://www.instagram.com/doutormaravilha">Vinicius Borges</a>, que fala sobre sa&#xFA;de da popula&#xE7;&#xE3;o LGBTQIA+, a <a href="https://www.instagram.com/gabrielaprioli">Gabi Prioli</a> com an&#xE1;lises pol&#xED;ticas - e muita blogueragem e dicas de make e looks, viu? E vale tamb&#xE9;m destacar o bi&#xF3;logo <a href="https://www.instagram.com/yagostephano">Yago Stephano</a>, combatendo a desinforma&#xE7;&#xE3;o na &#xE1;rea da ci&#xEA;ncia. </p><p>Imposs&#xED;vel n&#xE3;o mencionar nessa lista, apesar dela ser intermin&#xE1;vel, um quarteto que todo mundo &#xE9; muito f&#xE3;: <a href="https://www.instagram.com/paulo.ia">Paulo Aguiar</a> e <a href="https://www.instagram.com/anabsf">Ana Freitas</a>, que falam muito de IA e tecnologia pra cria&#xE7;&#xE3;o de conte&#xFA;do; e <a href="https://www.instagram.com/vicgaibar">Vic Gaibar</a> e <a href="https://www.instagram.com/jonas">Jonas</a>, com solu&#xE7;&#xF5;es criativas e acess&#xED;veis pra quem quer sair dos formatos mais &#xF3;bvios.</p><p>Tem tamb&#xE9;m os profs engra&#xE7;adinhos: o lance deles mesmo &#xE9; o humor, mas a est&#xE9;tica pode ser emprestada muito bem, como faz o <a href="https://www.instagram.com/cronicasdejorge">Cr&#xF4;nicas de Jorge</a> e o <a href="https://www.instagram.com/talvezsejaojulio">J&#xFA;lio Paulucci</a>.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-11.png" class="kg-image" alt="Chegou a hora" loading="lazy" width="1280" height="770" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/06/image-11.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/06/image-11.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-11.png 1280w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h3 id="%F0%9F%93%A9-comunit%C3%A1rios">&#x1F4E9; Comunit&#xE1;rios</h3><p>A partir da l&#xF3;gica que a gente t&#xE1; propondo nesse text&#xE3;o, essa talvez seja a categoria com mais gente na conta. Isso porque ela passa, desde os milhares de creators do nicho de beleza (que domina pelo menos 25% do mercado brasileiro, como aponta a pesquisa <a href="https://members.youpix.com.br/pesquisa-creators-negocios-2025">Creators &amp; Neg&#xF3;cios 2025</a>), a turma do True Crime, encabe&#xE7;ada pela dupla Mab&#xEA; e Carol no podcast <a href="https://www.instagram.com/moduspod">Modus Operandi</a>; gente como o <a href="https://www.instagram.com/pietroreis">Pietro Reis</a>, que tem um podcast incr&#xED;vel sobre m&#xFA;sica e cria conte&#xFA;do sobre esse nicho, mas tamb&#xE9;m dando seus pitacos sobre outros temas. Basicamente, toda a turma do podcast tamb&#xE9;m t&#xE1; aqui: de <a href="https://www.instagram.com/naoinviabilize">N&#xE3;o Inviabilize</a>, um dos mais ouvidos do planeta, ao <a href="https://www.instagram.com/mamilospod">Mamilos</a> e <a href="https://www.instagram.com/radionovelo">R&#xE1;dio Novelo</a>, refer&#xEA;ncias no formato. </p><p>Por outra &#xF3;tica dessa mesma categoria, tem os creators que n&#xE3;o dependem de outro formato pros seus conte&#xFA;dos al&#xE9;m dos v&#xED;deos, por exemplo: tamo falando da <a href="https://www.instagram.com/jojoca">Jojoca</a>, que come&#xE7;ou no YouTube, mas hoje posta v&#xED;deos curtos no Instagram e no TikTok falando sobre entretenimento e feminismo; a <a href="https://www.instagram.com/patriciaramos">Patr&#xED;cia Ramos</a>, que fala de beleza e autoestima - tamb&#xE9;m com muito humor; a <a href="https://www.instagram.com/mariabopp">Maria Bopp</a>, que fala de pol&#xED;tica de um jeito ir&#xF4;nico e sutil por meio de personagens; e a <a href="https://www.instagram.com/ajuvichagas">Juvi Chagas</a>, que sempre que posta um v&#xED;deo, parece que sentou no sof&#xE1; da minha casa com uma x&#xED;cara de caf&#xE9; pra trocar uma ideia suave. Nicho de viagem? Temos tamb&#xE9;m! <a href="https://www.instagram.com/marinaguaragna">Marina Guaragna</a> pra quem prefere os v&#xED;deos curtos e <a href="https://www.instagram.com/mundosf">Mundo Sem Fim</a> pra quem curte ver os longos no YouTube. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-12.png" class="kg-image" alt="Chegou a hora" loading="lazy" width="2000" height="1333" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/06/image-12.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/06/image-12.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1600/2026/06/image-12.png 1600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w2400/2026/06/image-12.png 2400w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h3 id="%F0%9F%A9%BA-profissionais-que-viraram-creators">&#x1FA7A; Profissionais que viraram creators</h3><p>Dr. Auzio super caberia aqui tamb&#xE9;m, t&#xE1;? Mas a gente tem alguns exemplos maneiros, de profissionais muito talentosos, com linguagem acess&#xED;vel, mas que talvez, sem a amplitude que a internet oferece, pouca gente conhecesse o trabalho.</p><p>Temos os psicanalistas incr&#xED;veis <a href="https://www.instagram.com/ana_suy">Ana Suy</a> e <a href="https://www.instagram.com/chrisdunker">Christian Dunker</a>, que at&#xE9; lan&#xE7;aram livro juntos; a psiquiatra <a href="https://www.instagram.com/anabeatriz11">Ana Beatriz Barbosa</a>, famosa por explicar como funciona a mente dos criminosos que a gente conhece nos conte&#xFA;dos de True Crime; a advogada <a href="https://www.instagram.com/faydabelo">Fayda Belo</a>, que det&#xE9;m uma das orat&#xF3;rias mais invej&#xE1;veis da internet e nos alerta sobre golpes e situa&#xE7;&#xF5;es jur&#xED;dicas que podem cair como uma bomba no colo de qualquer adulto; a professora <a href="https://www.instagram.com/rita_von_hunty">Rita von Hunty</a>, que divide a disciplina de Sociologia com seus seguidores na internet; preciso nem comentar sobre as receitinhas que a gente pega no canal da Chef <a href="https://www.instagram.com/paolacarosella">Paola Carosella</a>, n&#xE9;?</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-13.png" class="kg-image" alt="Chegou a hora" loading="lazy" width="800" height="532" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/06/image-13.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-13.png 800w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h3 id="%F0%9F%93%95-p%C3%A1ginas">&#x1F4D5; P&#xE1;ginas</h3><p>Esse conceito surgiu no Facebook, quando muitos filmes, document&#xE1;rios e at&#xE9; comunidades de pessoas adotaram o formato &#x201C;p&#xE1;gina&#x201D; pra compartilhar conte&#xFA;dos que dialogam com a comunidade. N&#xE3;o necessariamente esse conte&#xFA;do era criado organicamente, t&#xE1;? Muitas p&#xE1;ginas fazem uma curadoria de outros conte&#xFA;dos e replicam com link, ou numa artezinha pra creditar quem pensou na ideia, mas passando a pauta adiante. Essas p&#xE1;ginas levantam an&#xE1;lises, contam hist&#xF3;rias como ningu&#xE9;m e funcionam como as revistas digitais de hoje em dia.</p><p>Tem a <a href="https://www.instagram.com/obvious.cc">Obvious</a>, da maravilhosa Marcela Ceribelli, a <a href="https://www.instagram.com/pretitudes">Pretitudes</a>, a <a href="https://www.instagram.com/contente.vc">Contente.vc</a>, o <a href="https://www.instagram.com/thesummerhunter">The Summer Hunter</a>, e por que n&#xE3;o incluir a <a href="https://www.instagram.com/revistatrip">Trip</a> (e a <a href="https://www.instagram.com/revistatpm">TPM</a>), que &#xE9; revista, mas muita gente (principalmente mais nova) descobriu s&#xF3; na internet e traz entrevistas, tirinhas, pautas contempor&#xE2;neas e antigas.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-14.png" class="kg-image" alt="Chegou a hora" loading="lazy" width="2000" height="1334" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/06/image-14.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/06/image-14.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1600/2026/06/image-14.png 1600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w2400/2026/06/image-14.png 2400w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h3 id="%F0%9F%92%84-creators-que-s%C3%A3o-marcas">&#x1F484; Creators que s&#xE3;o marcas</h3><p>Aqui um verdadeiro portal se abre, ent&#xE3;o vamos colocar poucos exemplos, que dizem muito: creators como <a href="https://www.instagram.com/bianca">Boca Rosa</a>, o <a href="https://www.instagram.com/herdeiradabeleza">T&#xE1;ssio</a> do Herdeira da Beleza e <a href="https://www.instagram.com/camilacoutinho">Camila Coutinho</a> perceberam que podem usar a autoridade e reconhecimento que possuem no nicho da beleza pra, ao inv&#xE9;s de conseguir #publis, lan&#xE7;ar suas pr&#xF3;prias linhas de produtos e ganhar diretamente em cima da convers&#xE3;o das suas comunidades. Nada melhor do que indicar o pr&#xF3;prio produtinho, n&#xE9; mores?</p><p>Essa galera sabe muito bem o que fazer com as comunidades que constru&#xED;ram ao longo da carreira, o que pavimenta de forma muito s&#xF3;lida o caminho pra estruturar uma marca que se sustente no longo prazo, caminhando at&#xE9;, de certa forma, independentes do conte&#xFA;do que criam. Viram CNPJs diferentes.</p><p>Quem explica muito bem essa distin&#xE7;&#xE3;o &#xE9; a <a href="https://www.instagram.com/lela.brandao">Lela Brand&#xE3;o</a>, que a partir do podcast Gostosas Tamb&#xE9;m Choram formou uma comunidade fiel, que hoje tamb&#xE9;m &#xE9; consumidora da sua marca de roupas acolhedoras, a <a href="https://www.lelabrandao.co">Lela Brand&#xE3;o Co</a>.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-15.png" class="kg-image" alt="Chegou a hora" loading="lazy" width="1280" height="945" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/06/image-15.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/06/image-15.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-15.png 1280w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h3 id="%F0%9F%91%97-marcas-que-s%C3%A3o-creators">&#x1F457; Marcas que s&#xE3;o creators</h3><p>Aqui vai ser a categoria mais r&#xE1;pida, porque a gente tamb&#xE9;m merece ganhar umas #publis ao inv&#xE9;s de ficar indicando marcas de gra&#xE7;a por a&#xED;, n&#xE9;? Mas vale destacar, com larga dist&#xE2;ncia pras outras, o trabalho do <a href="https://www.instagram.com/duolingobrasil">Duolingo</a>, que age como um creator na intera&#xE7;&#xE3;o pelas redes sociais.</p><p>Parece estranho ouvir que uma marca &quot;precisa agir como creator&quot;, mas &#xE9; porque s&#xE3;o eles os experts em criar pontes com a audi&#xEA;ncia. Por isso o Marketing de Influ&#xEA;ncia cresce tanto, n&#xE9;? Foi assim que a <a href="https://www.instagram.com/karlacimed">Karla Cimed</a> fomentou um baita engajamento e hoje, a sua imagem e a da marca, s&#xE3;o coladinhas.</p><p>Mas &#xE9; preciso tamb&#xE9;m aprender a construir a narrativa que v&#xE3;o agregar na imagem da pr&#xF3;pria marca, a partir da personalidade que ela constr&#xF3;i na internet. Pra surfar na Creator Economy, ningu&#xE9;m pode se dar ao luxo de assistir as ondas da areia.</p><h3 id="t%C3%A1%E2%80%A6-agora-o-que-eu-fa%C3%A7o-com-esse-monte-de-informa%C3%A7%C3%A3o">T&#xE1;&#x2026; agora o que eu fa&#xE7;o com esse monte de informa&#xE7;&#xE3;o? </h3><p>Antes de mais nada, d&#xE1; uma pincelada r&#xE1;pida pelas categorias pra entender onde, mais ou menos, voc&#xEA; se encaixa. Agora, pra voc&#xEA; que ainda &#xE9; lagarta no casulo, ou j&#xE1; se v&#xEA; como uma borboleta, mas que ainda n&#xE3;o voa pra longe, chegou a hora de jogar todas as suas fichas na profissionaliza&#xE7;&#xE3;o do seu projeto de conte&#xFA;do.</p><p>A gente bate muito na tecla de que sucesso n&#xE3;o &#xE9; viralizar com um conte&#xFA;do, mas se manter &#xE0; longo prazo na internet. </p><p>Influ&#xEA;ncia &#xE9; fruto de um trabalho bem feito.</p><p>Que tipo de creator &#xE9; voc&#xEA;? </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/HQYGiord1X4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="Fazendo os testes mais bizarros do BuzzFeed. Fa&#xE7;a junto! [+10]"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #59 da YOUPIX. Para aprofundar, corre pro <a href="https://www.instagram.com/p/DY7_aexFp3A">@instayoupix</a> e receba o olhar de todo o time YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Tudo ou nada]]></title><description><![CDATA[A Globo não vai transmitir todos os jogos da Copa do Mundo de 2026. Mas a verdadeira disputa não é apenas pelo futebol. O que está em jogo é o futuro da mídia esportiva brasileira. ]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/agora-vai/</link><guid isPermaLink="false">6a2c381173f437684d499c89</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[Futebol]]></category><category><![CDATA[TV]]></category><category><![CDATA[Televisão]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Fri, 12 Jun 2026 17:57:46 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/caze-tv-casimiro-miguel.webp" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/caze-tv-casimiro-miguel.webp" alt="Tudo ou nada"><p>Voc&#xEA; se guia por mapa ou GPS?</p><p>H&#xE1; n&#xE3;o muito tempo, viajar significava andar com mapas de papel cheios de dobras e rotas confusas.<br><br>Hoje, o GPS recalcula tudo em tempo real. Se uma rua fecha, ele muda o caminho e recalcula a rota.<br><br>Agora imagina tentar construir um neg&#xF3;cio digital usando mapas que pararam no tempo?<br><br>&#xC9; exatamente o que est&#xE1; acontecendo com muita gente hoje.<br><br>Profissionais tentando crescer com premissas antigas, insistindo em estrat&#xE9;gias que j&#xE1; perderam for&#xE7;a e quando percebe que precisa recalcular a rota, n&#xE3;o sabe por onde come&#xE7;ar.<br><br>Eu estou falando isso porque senti que eu corria o risco de viver com um mapa est&#xE1;tico.<br><br>E esse tipo de mapa n&#xE3;o serve mais para guiar algu&#xE9;m em um mercado que muda toda semana. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-4.png" class="kg-image" alt="Tudo ou nada" loading="lazy" width="550" height="308"></figure><h2 id="o-que-ser%C3%A1-dessa-copa">O que ser&#xE1; dessa Copa? </h2><p><em>A disputa por audi&#xEA;ncia entre Globo e Caz&#xE9; TV </em></p><p>Ontem come&#xE7;ou o maior evento esportivo do planeta. Quem &#xE9; f&#xE3; de Olimp&#xED;adas sempre fica mordido com essa frase, mas contra fatos n&#xE3;o h&#xE1; argumentos: &#xE9; muito doido como uma &#xFA;nica modalidade &#xE9; capaz de reunir tanto quanto, ou mais aten&#xE7;&#xE3;o, do que o evento que re&#xFA;ne todas as outros principais esportes.</p><p>Goste ou n&#xE3;o, voc&#xEA; vai viver essa Copa do Mundo. E, se voc&#xEA; trabalha na Creator Economy e ainda n&#xE3;o se preocupou em como <a href="https://www.youtube.com/watch?v=GS6ElBhqSxQ">falar</a> sobre o assunto... corre que ainda d&#xE1; tempo.</p><p>Muita gente reclama da &quot;Caz&#xE9;tevisa&#xE7;&#xE3;o&quot; do jornalismo, e com raz&#xE3;o. Tem uns vacilos que acabam passando do limite da zoeira, e a&#xED; muita gente classifica a Caz&#xE9;TV de &quot;P&#xE2;nico na TV do futebol&quot;: muitas piadas acabam cruzando a linha do humor pra repetir chacotas de estere&#xF3;tipos, ou apelar pro humor h&#xE9;tero &#x201C;l&#xE1; ele&#x201D; - que tem horas que &#xE9; muito engra&#xE7;ado, mas fica chato rapidinho se voc&#xEA; n&#xE3;o sabe trocar a fita.</p><p>Ao mesmo tempo, com a chegada da Caz&#xE9; TV, a gente ganha mais uma op&#xE7;&#xE3;o na hora de assistir uma Copa do Mundo ou Olimp&#xED;adas, algo que a gente sempre quis, j&#xE1; que a vida inteira fomos &#x201C;ref&#xE9;ns&#x201D; (no bom sentido, eu acho) das transmiss&#xF5;es da Globo. Uma grande emissora a n&#xED;vel mundial, como &#xE9; a Globo, aplica uma s&#xE9;rie de restri&#xE7;&#xF5;es do que seus profissionais podem ou n&#xE3;o falar, de tom da conversa, das pautas que os jornalistas podem abordar em entrevistas e reportagens. &#xC9; engessado - inclusive, um termo que a gente detesta.</p><p>E, hoje, as linhas entre o que &#xE9; rede social e o que &#xE9; televis&#xE3;o t&#xE3;o muito confusas - tamb&#xE9;m no bom sentido, t&#xE1;? Muita gente trocou os canais tradicionais da TV por canais no YouTube. Em uma oportunidade sem precedentes, um creator que grava seus v&#xED;deos dentro do seu quarto, sem quase nenhuma estrutura, pode <a href="https://youtu.be/_dX1mNoXDwI">competir</a> pela aten&#xE7;&#xE3;o da audi&#xEA;ncia com a maior emissora da Am&#xE9;rica Latina. Claro que n&#xE3;o em volume, mas n&#xE3;o &#xE9; preciso milh&#xF5;es de seguidores e views pra construir uma comunidade e uma carreira de sucesso.</p><p>Sendo assim, a Caz&#xE9; TV puxou justamente creators e influenciadores - bem como alguns jornalistas de of&#xED;cio mesmo - para as suas transmiss&#xF5;es. E a gente precisa urgentemente encontrar o meio do caminho entre umas perguntas chatonildas da Globo tipo &#x201C;qual a sensa&#xE7;&#xE3;o da vit&#xF3;ria hoje?&#x201D; e a esculhamba&#xE7;&#xE3;o completa de um Defante, em plena zona mista p&#xF3;s-jogo com um atacante da sele&#xE7;&#xE3;o com o apelido de &#x201C;pombo&#x201D;, dizendo que <em>&#x201C;o Brasil inteiro conhece o Pombo, mas tem como mostrar a rolinha pra mim?&#x201D;</em>.</p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/MJn72XH07xU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="&quot;o brasil todo conhece o pombo, e a rolinha, tem como mostrar pra mim?&quot;"></iframe></figure><p>A Caz&#xE9; TV faz as transmiss&#xF5;es serem um pouquinho mais humanas e aproxima a audi&#xEA;ncia do conte&#xFA;do - prato cheio pra marcas, ag&#xEA;ncias e creators que v&#xE3;o cobrir a Copa inseridos na Creator Economy -, principalmente quando tem aqueles momentos com os torcedores, que a galera da Caz&#xE9; TV tira de letra. Ao mesmo tempo, parece que todo mundo fala igual: &quot;Nossa, ele jogou um absurdo/Nossa, isso a&#xED; &#xE9; covardia/Nossa, o que ele t&#xE1; jogando de bola &#xE9; sacanagem.&quot; O PH Santos, comunicador e cr&#xED;tico de cinema, falou sobre isso em seu canal.</p><h3 id="%E2%80%9Ca-globo-t%C3%A1-sem-personalidade-ora-quer-ser-ge-tv-ora-quer-criticar-a-caz%C3%A9-tv-esta-%C3%BAltima-tem-personalidade-at%C3%A9-demais-t%C3%A1-na-hora-de-acertar-um-pouco-n%C3%A3o-d%C3%A1-pra-todo-mundo-querer-virar-uma-vers%C3%A3o-de-casimiro-miguel-porque-ele-funciona-justamente-por-ser-aut%C3%AAntico-ver-alguns-profissionais-tentando-parecer-mais-espont%C3%A2neos-do-que-realmente-s%C3%A3o-d%C3%A1-um-pouco-de-vergonha-alheia-o-resultado-n%C3%A3o-tem-outro-nome-caricatura%E2%80%9D">&#x201C;A Globo t&#xE1; sem personalidade. Ora quer ser ge tv, ora quer criticar a Caz&#xE9; TV. Esta [&#xFA;ltima] tem personalidade at&#xE9; demais, t&#xE1; na hora de acertar um pouco: n&#xE3;o d&#xE1; pra todo mundo querer virar uma vers&#xE3;o de Casimiro Miguel, porque ele funciona justamente por ser aut&#xEA;ntico. Ver alguns profissionais tentando parecer mais espont&#xE2;neos do que realmente s&#xE3;o d&#xE1; um pouco de vergonha alheia. O resultado n&#xE3;o tem outro nome: caricatura.&#x201D;</h3><p><br>N&#xE3;o acho que tenha certo ou errado nessa hist&#xF3;ria, mas a gente precisa aproximar essa parada humana sem esquecer do jornalismo de apura&#xE7;&#xE3;o, que aprofunda. Porque &#xE9; isso: com o microfone na boca transmitindo o tempo inteiro, cedo ou tarde a gente acaba falando alguma bobagem.</p><h3 id="brasil-pioneiro">Brasil pioneiro </h3><p>Com todos os direitos do maior evento esportivo do mundo, a Caz&#xE9; TV conseguiu, ainda em 2022, montar um cen&#xE1;rio no qual o streaming se tornou uma das principais formas de se consumir esportes. Foi por meio de plataformas como Twitch e YouTube que o canal conseguiu um novo status para a Creator Economy.</p><p><strong>A Copa do Mundo se torna, em 2026, 100% distribu&#xED;da pelo canal, competindo de frente com emissoras de televis&#xE3;o tradicional.</strong></p><p>O centro n&#xE3;o &#xE9; mais os EUA. A Creator Economy se descentralizou, e, na Am&#xE9;rica do Sul, o Brasil desponta como protagonista com a onda de live sports. Na VidCon 2023, o pa&#xED;s foi citado como refer&#xEA;ncia nesse movimento, com destaque para a Caz&#xE9;TV. Aqui, a transmiss&#xE3;o j&#xE1; nasce diferente: n&#xE3;o &#xE9; s&#xF3; streaming, &#xE9; streaming com creators. Enquanto outros mercados replicam a l&#xF3;gica da TV em apps, o Brasil adiciona uma nova camada. Mais interativa, mais distribu&#xED;da e mais conectada &#xE0; linguagem da internet.</p><p><strong>A m&#xED;dia tradicional j&#xE1; entendeu: n&#xE3;o d&#xE1; pra disputar aten&#xE7;&#xE3;o sem creators. O movimento n&#xE3;o &#xE9; substituir a TV, mas expandir a conversa.</strong></p><p>Essa an&#xE1;lise sobre a &quot;Caz&#xE9;tiza&#xE7;&#xE3;o&quot; fala sobre a mudan&#xE7;a no perfil e formato das transmiss&#xF5;es esportivas, em paralelo ao assunto desse text&#xE3;o, que aborda o car&#xE1;ter jornal&#xED;stico da programa&#xE7;&#xE3;o oferecida pela Caz&#xE9; TV e pela Globo e ge TV. O termo veio da pesquisa Re:Lance, um estudo in&#xE9;dio sobre o impacto da Copa do Mundo na Creator Economy. Para fazer o download: <a href="https://youpix.com.br/relance/">clique aqui</a>. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-5.png" class="kg-image" alt="Tudo ou nada" loading="lazy" width="1000" height="563" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/06/image-5.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-5.png 1000w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="quem-define-a-disputa-pela-aten%C3%A7%C3%A3o-entre-globo-e-caz%C3%A9-tv-com-sbt-correndo-por-fora">Quem define a disputa pela aten&#xE7;&#xE3;o entre Globo e Caz&#xE9; TV, com SBT correndo por fora?</h2><p>Falando sobre a transmiss&#xE3;o ao vivo das partidas, especificamente, a Globo tende a nadar de bra&#xE7;ada nos jogos da sele&#xE7;&#xE3;o brasileira. Alguns fatores contam pra isso, sendo o maior de todos, o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Y-nx8QGluac">delay</a>.</p><p>A transmiss&#xE3;o via antena digital &#xE9; muitos segundos mais r&#xE1;pida do que a transmiss&#xE3;o via internet - mais ou menos 3 segundos no sinal da antena, comparado a 15 segundos pela internet, a depender da conex&#xE3;o na sua casa. Se voc&#xEA; t&#xE1; num lugar isolado, ou em outro pa&#xED;s, tudo bem. </p><p>Mas ouvir o vizinho gritar gol, sendo que pra voc&#xEA; o time ainda t&#xE1; no campo de defesa, &#xE9; triste. Principalmente numa disputa de p&#xEA;naltis, por exemplo - s&#xF3; quem viveu o drama sabe como corta a brisa.</p><p>Ainda sobre os jogos do Brasil, o SBT corre por fora porque contratou um refor&#xE7;o de peso quando o assunto &#xE9; a nossa sele&#xE7;&#xE3;o na Copa: Galv&#xE3;o Bueno. At&#xE9; crian&#xE7;as mais jovens reconhecem a voz dessa lenda, apesar de muita gente achar mala (quem lembra da campanha <a href="https://uolesportevetv.blogosfera.uol.com.br/2015/04/07/cala-a-boca-galvao-foi-como-missil-nuclear-na-cabeca-diz-galvao-bueno/">&#x201C;Cala a boca, Galv&#xE3;o!&#x201D;</a> na Copa de 2010?). <br><br>Goste ou n&#xE3;o, &#xE9; figura carimbada no imagin&#xE1;rio do torcedor. Ele &#xE9; o trunfo da emissora pra competir com os dois grandes canais, junto com Tiago Leifert, formando uma &quot;superdupla&quot; na <a href="https://www.youtube.com/watch?v=aQi5GdJd-wI">cobertura</a> oficial das transmiss&#xF5;es do torneio pelo SBT, em parceria com a plataforma NSports.</p><p>Vale destacar algo que a gente fala bastante quando o assunto &#xE9; essa disputa entre Globo e Caz&#xE9; TV, mas nem todo mundo sabe: <strong>a audi&#xEA;ncia da TV aberta &#xE9; infinitamente maior do que a da internet</strong>. A gente t&#xE1; falando sobre um pa&#xED;s de dimens&#xF5;es continentais e com a maioria da popula&#xE7;&#xE3;o sem internet de qualidade. Parece um n&#xFA;mero gigantesco ver uma transmiss&#xE3;o com 5 milh&#xF5;es de aparelhos simult&#xE2;neos, mas esse n&#xFA;mero &#xE9; corriqueiro pra qualquer programa de televis&#xE3;o, levando em conta s&#xF3; uma regi&#xE3;o. Imagina o pa&#xED;s inteiro.</p><p><strong>Pro f&#xE3; do esporte, a disputa &#xE9; clara: enquanto a Globo vai passar 55 jogos da Copa, a Caz&#xE9; TV vai transmitir todas as 104 partidas.</strong></p><p>A&#xED; vem aquela coisa: voc&#xEA; pretende assistir &#xC1;ustria x Jord&#xE2;nia &#xE0;s 01h da madruga de uma quarta-feira? Tamb&#xE9;m &#xE9; preciso levar em conta os jogos que realmente v&#xE3;o disputar a aten&#xE7;&#xE3;o da audi&#xEA;ncia. Fato &#xE9; que, na fase de elimina&#xE7;&#xE3;o, quando os jogos ficam mais interessantes, a Globo n&#xE3;o vai exibir todas as partidas. A Caz&#xE9; TV, sim.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-6.png" class="kg-image" alt="Tudo ou nada" loading="lazy" width="950" height="593" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/06/image-6.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-6.png 950w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="muito-al%C3%A9m-da-transmiss%C3%A3o">Muito al&#xE9;m da transmiss&#xE3;o</h2><p>Com uma programa&#xE7;&#xE3;o completa e a&#xE7;&#xF5;es interativas, essa Copa ser&#xE1; vista em segunda tela. Saiu um texto em abril, no Portal YPX, sobre <a href="https://youpix.com.br/a-copa-do-mundo-vai-ser-vista-em-second-screen-o-que-isso-quer-dizer/">isso</a>.</p><p>Esse conceito de segunda tela vira sin&#xF4;nimo de celular justamente quando surge o feed infinito, principalmente no formato de v&#xED;deo curto. </p><p>E a&#xED;, ao inv&#xE9;s de interagir com o futebol de alguma forma, j&#xE1; que voc&#xEA; t&#xE1; falando sobre o jogo com outras pessoas, voc&#xEA; permite que sua aten&#xE7;&#xE3;o seja roubada por v&#xED;deos que, provavelmente, v&#xE3;o ser completamente esquecidos alguns segundos depois de vistos.</p><p>Tem tamb&#xE9;m o fen&#xF4;meno das bets, que hoje dividem o conceito de segunda tela com os v&#xED;deos. Milh&#xF5;es de pessoas costumam assistir futebol com o site da casa de apostas na m&#xE3;o, pra poder finalizar a bet caso os rumos da partida mudem, ou ent&#xE3;o, para <em>betar</em> ainda mais.</p><p><strong>O streaming esportivo passa a ser parte central da Creator Economy. </strong>Alguns dados relevantes que a gente mostrou na pesquisa: 70% dos brasileiros j&#xE1; est&#xE1; consumindo conte&#xFA;do sobre a Copa, enquanto 95% dos f&#xE3;s de esporte v&#xE3;o assistir aos jogos do torneio (Fonte: &#x201C;O Brasileiro e a Copa: Consumo, M&#xED;dia e Influ&#xEA;ncia&#x2EE; por Resenha Digital Clube &#xE0; Data-Makers). </p><p>Ainda, 97% da GenZ assiste &#xE0; Copa de alguma forma e, pra esse text&#xE3;o, o dado mais relevante &#xE9; o de que 74% acompanha jogos enquanto usa redes sociais (Fonte: InstitutoZ + Trope, Copa 2026, 2025 / InstitutoZ &#x2013; Dopamina League, 2025).</p><p>O PH Santos, que j&#xE1; trabalhou em televis&#xE3;o, trouxe um bastidor de que o trunfo da Caz&#xE9; TV n&#xE3;o &#xE9; competir em audi&#xEA;ncia no dia de jogo do Brasil, mas sim, oferecer pro mercado publicit&#xE1;rio dados muito mais profundos sobre o p&#xFA;blico do que o Ibope pode entregar. Isso porque &#xE9; at&#xE9; do interesse do pr&#xF3;prio Google, dono do YouTube, que a transmiss&#xE3;o do torneio como um todo <em>performe</em> bem no digital - incluindo programas de debate, v&#xED;deos especiais, pr&#xE9; e p&#xF3;s-jogo, al&#xE9;m das partidas ao vivo.</p><p>Com transmiss&#xE3;o descontra&#xED;da, ou jornalismo s&#xE9;rio at&#xE9; demais, ou a tentativa de quaisquer coisas que apare&#xE7;am no meio do caminho, o fato &#xE9; que todo mundo vai viver essa Copa, goste ou n&#xE3;o de futebol. E quando falamos de Creator Economy, &#xE9; preciso olhar o todo pra saber quem faz sucesso de verdade. Tem muito insight que n&#xE3;o se mensura a olho nu, assim como os n&#xFA;meros de um jogo &#xFA;nico n&#xE3;o refletem o que foi a cobertura de um torneio inteiro.</p><p>Qual ser&#xE1; o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=WGCXPYirmJY">futuro</a> da cobertura esportiva? </p><p>Afinal, quem ter&#xE1; a maior audi&#xEA;ncia? </p><p>Ser&#xE1; que o hexa vem agora? &#x26BD;&#x1F1E7;&#x1F1F7;</p><p>De olho na telinha. &#x1F49A;&#x1F49B;</p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/dJhl-Chs66k?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="Caz&#xE9;TV precisa mudar nessa COPA DO MUNDO"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #60 da YOUPIX. Para aprofundar, corre pro <a href="https://www.instagram.com/instayoupix">@instayoupix</a> e receba em prima m&#xE3;o, o olhar de todo o time da YPX :) &#xAD;</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[As três opções]]></title><description><![CDATA[Sabe aquele tipo de comentário: “e aí, vai virar blogueiro também”? Você já ouviu isso alguma vez de alguém que admira? Será que influência funciona mesmo de verdade e não estamos sabendo como lidar? Viralizo, logo eu existo.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/so-uma-funciona/</link><guid isPermaLink="false">6a2183c173f437684d499b76</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[Televisão]]></category><category><![CDATA[YouTube]]></category><category><![CDATA[IA]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Thu, 04 Jun 2026 14:52:58 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/Kareem-Rahma-Taxis.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/Kareem-Rahma-Taxis.jpg" alt="As tr&#xEA;s op&#xE7;&#xF5;es"><p>O mercado entrou num per&#xED;odo decisivo.<br><br>Tem gente fingindo que nada mudou.<br><br>Tem gente entrando em p&#xE2;nico e consumindo toda ferramenta, tend&#xEA;ncia e novidade que aparece.<br><br>Mas tem um terceiro grupo: o dos profissionais que entenderam que este n&#xE3;o &#xE9; um momento de correr mais r&#xE1;pido.<br><br>&#xC9; um momento de ganhar clareza.</p><p>Voc&#xEA; sente que 2026 t&#xE1; sendo muito tiro, porrada e bomba? Dedo naquele lugar e gritaria? Ou ser&#xE1; que &#xE9; sempre assim?</p><p>J&#xE1; falamos como a gente tem essa impress&#xE3;o de que o ano t&#xE1; ca&#xF3;tico <strong>todos os anos. </strong>Mas, certamente, ano de Copa do Mundo feat. elei&#xE7;&#xE3;o n&#xE3;o &#xE9; um ano qualquer. Ainda mais quando a gente tem tudo isso turbinado pela IA.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-1.png" class="kg-image" alt="As tr&#xEA;s op&#xE7;&#xF5;es" loading="lazy" width="1200" height="900" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/06/image-1.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/06/image-1.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-1.png 1200w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="creators-est%C3%A3o-virando-a-%E2%80%9Ctv%E2%80%9D">Creators est&#xE3;o virando a &#x201C;TV&#x201D; </h2><p><em>E, surpreendentemente, parece que as redes sociais s&#xE3;o mais televisivas que o pr&#xF3;prio modelo tradicional da televis&#xE3;o</em></p><p>At&#xE9; pouco tempo atr&#xE1;s, era imposs&#xED;vel fazer sucesso com a sua imagem sem aparecer na televis&#xE3;o. A express&#xE3;o &#x201C;15 segundos de fama&#x201D; explica justamente o fato de que, em poucos segundos com o seu rosto na telinha, j&#xE1; era poss&#xED;vel ser reconhecido na rua e ter o gostinho de ser famoso.</p><p>E quando digo pouco, &#xE9; pouqu&#xED;ssimo, t&#xE1;? O creator hoje t&#xE1; num limbo entre a sobra dos Millenials e os primeiros Gen Z (para quem nasceu como eu, em 88). </p><p>Mesmo j&#xE1; sabendo que eu me formaria em jornalismo, o m&#xE1;ximo que tinha na m&#xE3;o era uma c&#xE2;mera Sony, para tirar fotos e gravar v&#xED;deos - carinhosamente apelidada nos roles como Cyber Shot, e o Movie Maker, software de edi&#xE7;&#xE3;o que j&#xE1; vinha no Windows. At&#xE9; rolava subir coisas no YouTube, mas a internet era discada ainda, mais lenta que uma carro&#xE7;a. Al&#xE9;m disso, eu n&#xE3;o tinha pretens&#xE3;o nenhuma, muito menos se falava de algoritmo e audi&#xEA;ncia naquela &#xE9;poca. Por isso, o meu sonho sempre foi atuar em algum ve&#xED;culo de comunica&#xE7;&#xE3;o, mas nunca me passou pela cabe&#xE7;a que iria trabalhar com m&#xED;dias digitais um dia. </p><p>Minha turma foi uma das primeiras que precisou se virar com a nova forma de produzir conte&#xFA;do, mesmo sem aprender nada sobre durante as aulas. </p><p>As mudan&#xE7;as aconteciam numa velocidade muito maior do que a gente conseguia compreender, quem dir&#xE1; estudar e aplicar ao mesmo tempo.</p><p>Dando um pequeno salto - com grandes transforma&#xE7;&#xF5;es na humanidade conectada -, a gente chega nessa configura&#xE7;&#xE3;o de feeds infinitos e creators humanos perdendo engajamento para conte&#xFA;dos de IA, que est&#xE3;o flodando nossos feeds. </p><p>Hoje, muita gente trocou a programa&#xE7;&#xE3;o da TV aberta por ver seu creator preferido no YouTube. A televis&#xE3;o, como aparelho, continua no mesmo lugar da casa. Mas a forma de consumo mudou drasticamente - como voc&#xEA; j&#xE1; deve acompanhar pelos conte&#xFA;dos em todos os lugares e telas poss&#xED;veis.</p><p><em>Em seu livro de 1974, &quot;Television: Technology and Cultural Form&quot; (Televis&#xE3;o: Tecnologia e Forma Cultural), Raymond Williams escreveu que &#x201C;em todos os sistemas de comunica&#xE7;&#xE3;o anteriores &#xE0; [televis&#xE3;o], os itens essenciais eram discretos&#x201D;. Ou seja, um livro &#xE9; encadernado e finito, existindo em seus pr&#xF3;prios termos. Uma pe&#xE7;a de teatro &#xE9; apresentada em um teatro espec&#xED;fico em um hor&#xE1;rio determinado.</em></p><p><em>Williams argumentou que a televis&#xE3;o transformou a cultura, passando de produtos discretos e delimitados para uma sequ&#xEA;ncia cont&#xED;nua e fluida de imagens e sons, que ele chamou de &#x201C;fluxo&#x201D;. Quando digo que &#x201C;tudo est&#xE1; se transformando em televis&#xE3;o&#x201D;, o que quero dizer &#xE9; que formas d&#xED;spares de m&#xED;dia e entretenimento est&#xE3;o convergindo para uma coisa: o fluxo cont&#xED;nuo de v&#xED;deos epis&#xF3;dicos.</em></p><p>Confira um trecho da Newsletter do jornalista <a href="https://www.derekthompson.org/p/why-everything-became-television">Derek Thompson</a>, que explica um pouco desse movimento da televis&#xE3;o na era do digital. Segundo ele, <em>&#x201C;tudo que ainda n&#xE3;o &#xE9; televis&#xE3;o est&#xE1; se transformando em televis&#xE3;o&#x201D;</em>. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-3.png" class="kg-image" alt="As tr&#xEA;s op&#xE7;&#xF5;es" loading="lazy" width="785" height="589" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/06/image-3.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-3.png 785w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h3 id="o-youtube-virou-a-nova-tv">O YouTube virou a nova TV</h3><p>Se voc&#xEA; acompanha a Creator Economy, j&#xE1; deve ter visto algum corte do podcast <a href="https://www.instagram.com/reel/DYXXAjEOMdd/">&quot;Subway Takes&quot;</a>, apresentado por Kareem Rahma, que recentemente se disse frustrado por uma tentativa de levar um novo <a href="https://www.instagram.com/p/DYSkN9OnRk-/">show</a> pra TV.</p><p>Ele fechou com a CNN pra produzir o <a href="https://www.instagram.com/keepthemeterrunnin/">&#x201C;Keep The Meter Running&#x201D;</a>, programa em que Kareem pediria um t&#xE1;xi e daria como destino o lugar preferido do taxista em Nova Iorque. A frustra&#xE7;&#xE3;o se deu porque, sete meses de desenvolvimento depois, n&#xE3;o havia nem sinal de ficar pronto.</p><h2 id="eu-n%C3%A3o-quero-mais-fazer-sa%C3%AD-do-acordo-e-decidi-produzir-de-forma-independente-pro-youtube-explicou-kareem">&quot;Eu n&#xE3;o quero mais fazer. Sa&#xED; do acordo e decidi produzir de forma independente pro YouTube&quot;, explicou Kareem.</h2><p><br>Ele tamb&#xE9;m falou sobre o formato do programa: na TV, caracter&#xED;sticas como o tempo de dura&#xE7;&#xE3;o de cada epis&#xF3;dio precisam ser lineares, enquanto no YouTube ele tem liberdade pra fazer um ep. de 45 minutos e outro de 12, de acordo com o rendimento de cada grava&#xE7;&#xE3;o. O mais legal de tudo o que ele explica sobre a decis&#xE3;o corajosa de rejeitar o amparo e o dinheiro da TV, pra seguir de forma independente, &#xE9; a preocupa&#xE7;&#xE3;o com o p&#xFA;blico:</p><h2 id="%C3%A9-mais-sobre-a-hist%C3%B3ria-e-como-posso-fazer-o-melhor-pela-audi%C3%AAncia-eu-estava-literalmente-pescando-com-um-coreano-na-floresta-ontem">&quot;&#xC9; mais sobre a hist&#xF3;ria e como posso fazer o melhor pela audi&#xEA;ncia. Eu estava, literalmente, pescando com um coreano na floresta ontem&quot;.</h2><p><br>Esse movimento significa que ele n&#xE3;o vai ter investimento no programa? Depende. Pelo menos a chance de conseguir uma grana ele vai ter: executivos do YouTube convidaram Kareem para um evento que re&#xFA;ne patrocinadores, assim ele pode dar seu pitch sobre o programa para os maiores marketeiros dos EUA.</p><p>A Creator Economy ainda est&#xE1; em fase de amadurecimento e muitas marcas ainda patinam quando o assunto &#xE9; marketing de influ&#xEA;ncia. Aqui no Brasil, &#xE9; ineg&#xE1;vel que creators brancos, cis e sudestinos ainda recebem as melhores oportunidades, como a YOUPIX mostra nas edi&#xE7;&#xF5;es anuais das pesquisas Creators &amp; Neg&#xF3;cios. <br><br>Isso quer dizer que o mercado ainda &#xE9; desigual - e estamos lutando diariamente pra esse cen&#xE1;rio mudar. Al&#xE9;m disso, apesar de centenas de depoimentos de creators que come&#xE7;aram do zero, com um celular que esquenta e trava do nada, e com uma internet ruim, mas hoje alcan&#xE7;aram o sucesso e vivem da cria&#xE7;&#xE3;o de conte&#xFA;do, ainda &#xE9; dif&#xED;cil simplesmente se jogar na carreira de creator.</p><p>No entanto, ao mesmo tempo que a gente ainda tem <strong>muito </strong>trabalho pela frente, a Creator Economy oferece uma plataforma democr&#xE1;tica pra produ&#xE7;&#xE3;o de conte&#xFA;do como a gente nunca viu. Se voc&#xEA; tiver estrat&#xE9;gia, uma boa ideia ou simplesmente a sorte de estar na hora e lugares certos, voc&#xEA; pode viralizar e construir uma carreira como creator.</p><p>E, quando voc&#xEA; ganha um pouquinho de dinheiro e investe na cria&#xE7;&#xE3;o de conte&#xFA;do, o retorno vai acontecer - se a ideia for boa e, voc&#xEA;, um creator aut&#xEA;ntico. &#xC9; o caso do Raheem, que chegou no ponto de poder dizer &#x201C;n&#xE3;o&#x201D; pra uma TV, porque consegue <a href="https://www.youtube.com/watch?v=6XvGQz1fegY">construir</a> sua audi&#xEA;ncia, sem a m&#xE1;quina da TV por tr&#xE1;s. </p><p>N&#xE3;o com o mesmo alcance, talvez. </p><p>Mas exatamente <strong>do seu jeito</strong>.</p><p>Voc&#xEA; faria o mesmo? </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/CmL4KbcGJZY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="I Spent The Day With My Cab Driver At A Russian Bathhouse"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #58 da YOUPIX. Para aprofundar, corre pro <a href="https://www.instagram.com/instayoupix">@instayoupix</a> e receba, em primeira m&#xE3;o, o olhar de todo o time YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Mina de ouro]]></title><description><![CDATA[As pessoas que te inspiram não perdem tempo criticando por criticar. Quando têm algo a dizer, é para agregar, para o abrir caminho e trazer uma ideia que você ainda não tinha visto. Se liga, para de dar voz. Ouve quem faz diferença.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/sinceridade/</link><guid isPermaLink="false">6a1aec7e73f437684d499a71</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[Economia]]></category><category><![CDATA[Estratégia]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Sat, 30 May 2026 14:50:42 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/omar-taha-PEeVXIgUWQU-unsplash.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/omar-taha-PEeVXIgUWQU-unsplash.jpg" alt="Mina de ouro"><p>Voc&#xEA; tem medo de ficar de fora?</p><p>Talvez seja <strong>FOMO</strong> (<em>&apos;Fear of Missing Out&apos;</em>).</p><p>Nos &#xFA;ltimos meses, o mercado digital inteiro entrou num estado permanente de ansiedade. Aquela sensa&#xE7;&#xE3;o que estamos perdendo alguma coisa.</p><p>Toda semana surge uma ferramenta nova, uma IA nova, uma tend&#xEA;ncia nova, um &#x201C;novo jeito definitivo&#x201D; de crescer na internet. </p><p>O problema agora &#xE9; saber o que realmente importa, o que ignorar e como transformar tudo isso em resultado real. </p><p>Voc&#xEA; sente falta das dicas de boca a boca que rolavam na vizinhan&#xE7;a antigamente? </p><p>Quem trabalha de casa pode estar mais isolado ou enfiado nessa rede do que nunca - depende do seu bairro. Mas o fato &#xE9; que, quando o assunto &#xE9; consumo, a gente precisa ouvir a experi&#xEA;ncia de algu&#xE9;m pra pegar confian&#xE7;a antes de fazer uma compra.</p><p>Mesmo que voc&#xEA; tenha bastante contato com os vizinhos, boa parte das nossas compras hoje &#xE9; feita direto na internet, sem ver o produto ao vivo. E, nem sempre, vai calhar do seu vizinho ter a mesma m&#xE1;quina de lavar que voc&#xEA;. Por isso, os coment&#xE1;rios nas p&#xE1;ginas de produto s&#xE3;o os vizinhos 2.0. De quebra, ainda n&#xE3;o enchem o saco no dia a dia.</p><p>Vamos falar hoje fala sobre dois casos de IA que servem pra gente abrir o olho, mas antes, uma paradinha no universo dos coment&#xE1;rios.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/image-14.png" class="kg-image" alt="Mina de ouro" loading="lazy" width="562" height="416"></figure><h2 id="o-incr%C3%ADvel-mundo-das-abas-de-coment%C3%A1rios-de-compra">O incr&#xED;vel mundo das abas de coment&#xE1;rios de compra</h2><p><em>Como um consumidor confia no produto a partir da experi&#xEA;ncia do outro</em></p><p>Sabe quando voc&#xEA; precisa comprar uma coisa espec&#xED;fica: como uma m&#xE1;quina de lavar roupa? N&#xE3;o &#xE9; o tipo de coisa que voc&#xEA; costuma comprar de forma constante, nem um celular que a gente troca a cada x anos, por exemplo. Voc&#xEA; mal terminou de pagar as parcelas do atual e j&#xE1; t&#xE1; juntando pra renova&#xE7;&#xE3;o - isso sem falar dos planos que renovam seu iPhone sempre que um novo modelo &#xE9; lan&#xE7;ado, com a condi&#xE7;&#xE3;o de voc&#xEA; pagar uma parcela todos os meses (pra sempre).</p><p>Antigamente, na &#xE9;poca antes das compras online, voc&#xEA; ia at&#xE9; sua loja de confian&#xE7;a, olhava as op&#xE7;&#xF5;es dispon&#xED;veis no mostru&#xE1;rio e ainda contava com a explica&#xE7;&#xE3;o de um vendedor pra te auxiliar na escolha. Pra quem viveu no interior, esse processo era ainda mais rudimentar, porque voc&#xEA; nem tinha muitas op&#xE7;&#xF5;es de loja - muito menos de ofertas diferentes. E a&#xED;, tudo mudou quando a internet chegou.</p><p>Hoje em dia, parece uma grande miss&#xE3;o se deslocar fisicamente at&#xE9; uma loja pra fazer esse be-a-b&#xE1;, a menos que voc&#xEA; passe pela loja no caminho pro trabalho. E tem um outro elemento mais urgente que o deslocamento: o imediatismo. Eu quero pra amanh&#xE3;, n&#xE3;o vou esperar at&#xE9; s&#xE1;bado pra fazer a compra e ainda esperar a segunda pro frete come&#xE7;ar a contar. Eu quero agora. Porque a gente tem pressa.</p><p>Se ningu&#xE9;m te indicou um produto espec&#xED;fico, n&#xE3;o tem um vendedor pra te ajudar e voc&#xEA; sequer t&#xE1; vendo o neg&#xF3;cio na sua frente&#x2026; quem poder&#xE1; nos defender? A sinceridade do povo: </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/Screen-Shot-2026-05-30-at-11.12.14.png" class="kg-image" alt="Mina de ouro" loading="lazy" width="519" height="379"></figure><h3 id="os-coment%C3%A1rios-em-p%C3%A1ginas-de-produtos-s%C3%A3o-quase-uma-rede-social">Os coment&#xE1;rios em p&#xE1;ginas de produtos s&#xE3;o quase uma rede social.</h3><p>Voc&#xEA; encontra de tudo nesses coment&#xE1;rios: gente vestindo a roupa e postando foto pra mostrar como fica no corpo, ali&#xE1;s, v&#xE1;rios tipos de fotos diferentes do produto; gente comentando algum defeito que n&#xE3;o necessariamente estraga a experi&#xEA;ncia da compra; um relato que mostra que a expectativa foi superada; avalia&#xE7;&#xF5;es sobre o frete, tanto com rela&#xE7;&#xE3;o ao tempo de entrega quanto da educa&#xE7;&#xE3;o e gentileza dos entregadores; fora nas p&#xE1;ginas em que &#xE9; poss&#xED;vel comentar no coment&#xE1;rio de outra pessoa e trocar uma ideia. Incr&#xED;vel.</p><p>O mais importante &#xE9; que, nesses coment&#xE1;rios, a gente encontra <strong>sinceridade. </strong>Se voc&#xEA; n&#xE3;o tem mais o papo com a vizinha pra entender qual m&#xE1;quina ela usa, voc&#xEA; encontra uma pessoa que poderia tranquilamente ser sua vizinha te contando o que ela achou. Na Creator Economy, essa sinceridade aut&#xEA;ntica &#xE9; uma mina de ouro.</p><p>&#xC9; assim, inclusive, que funciona o creator que trabalha com link de afiliados: ele indica um produto para a sua comunidade, mostrando como ele pode resolver um problema das pessoas que o seguem. Muitas vezes ele tamb&#xE9;m oferece desconto pelo seu link, que t&#xE1; na tela enquanto ele te mostra como aquele produto pode ser usado na vida.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/swello-U3aZtpM-Vfg-unsplash.jpg" class="kg-image" alt="Mina de ouro" loading="lazy" width="2000" height="1333" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/05/swello-U3aZtpM-Vfg-unsplash.jpg 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/05/swello-U3aZtpM-Vfg-unsplash.jpg 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1600/2026/05/swello-U3aZtpM-Vfg-unsplash.jpg 1600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w2400/2026/05/swello-U3aZtpM-Vfg-unsplash.jpg 2400w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p><strong>Mas ent&#xE3;o&#x2026; o creator virou vendedor? </strong><br>Uma parte dos creators sim. A YOUPIX publicou um <a href="https://www.instagram.com/p/DYM9-2alpIZ/">post</a> mostrando como o mercado mudou e, portanto, os creators precisam se adaptar se quiserem sobreviver. Depois de uma &#xE9;poca de merchans e jab&#xE1;s infinitos no feed, as #publis foram ficando cada vez mais criativas, at&#xE9; o ponto em que nem sempre voc&#xEA; sabe se o objetivo era realmente converter, ou simplesmente contar uma hist&#xF3;ria (spoiler: &#xE9; vender sim, mas &#xE9; incr&#xED;vel quando parece que n&#xE3;o). </p><h3 id="a-galera-n%C3%A3o-aguenta-mais-conte%C3%BAdo-de-venda-ent%C3%A3o-s%C3%B3-oferecer-algum-produto-dificilmente-vai-gerar-convers%C3%A3o-a-creator-economy-precisa-continuar-gerando-contexto-sentido-e-comunidade-pra-l%C3%A1-no-final-a-venda-acontecer">A galera n&#xE3;o aguenta mais conte&#xFA;do de venda, ent&#xE3;o s&#xF3; oferecer algum produto dificilmente vai gerar convers&#xE3;o. A Creator Economy precisa continuar gerando contexto, sentido e comunidade pra, l&#xE1; no final, a venda acontecer.</h3><p><br>Esse movimento agrega, al&#xE9;m da poss&#xED;vel convers&#xE3;o em venda, <em>constru&#xE7;&#xE3;o de marca</em>. E &#xE9; nesse ponto, de mensura&#xE7;&#xE3;o, que as marcas precisam investir pesado. Porque, nem sempre, o engajamento &#xE9; sin&#xF4;nimo de sucesso. Pode significar uma parte dele, mas tem muita coisa nas entrelinhas, quando o creator &#xE9; colocado no centro de uma campanha, que precisa ser levado em conta se voc&#xEA; quiser medir o real desempenho.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/image-15.png" class="kg-image" alt="Mina de ouro" loading="lazy" width="1080" height="1350" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/05/image-15.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/05/image-15.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/image-15.png 1080w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p>Mas, seguindo essa mesma l&#xF3;gica, o usu&#xE1;rio que comenta na p&#xE1;gina do produto tamb&#xE9;m n&#xE3;o t&#xE1; contribuindo com a venda, ainda que indiretamente? S&#xF3; quem &#xE9; consumidor sabe o quanto a palavra de outro consumidor vale mil vezes mais do que a de um vendedor. Afinal, ele t&#xE1; ali pra te fazer gastar dinheiro. Outro consumidor t&#xE1; ali pra te contar a pr&#xF3;pria experi&#xEA;ncia.</p><p>O creator fica, talvez, num meio do caminho: ao mesmo tempo em que ele age como consumidor, porque t&#xE1; usando o produto que ele t&#xE1; indicando pra audi&#xEA;ncia, ele tamb&#xE9;m tem o interesse na convers&#xE3;o de venda, porque vai levar uma grana. O que n&#xE3;o quer dizer que ele force a venda - ou, pelo menos, n&#xE3;o deveria fazer isso.</p><p>Voc&#xEA; com certeza j&#xE1; passou um tempo se divertindo com os coment&#xE1;rios nas p&#xE1;ginas dos produtos mais diferentes, sem contar nos coment&#xE1;rios em p&#xE1;ginas de not&#xED;cia, canais do YouTube e nas pr&#xF3;prias redes sociais. Eles certamente entregam entretenimento, mas &#xE9; legal saber do poder deles dentro do nosso mercado.</p><p>Um coment&#xE1;rio com erros de gram&#xE1;tica, por&#xE9;m cheio de sinceridade, pode ajudar mais numa venda do que muita campanha cara por a&#xED;.</p><p>Voc&#xEA; &#xE9; sincero com suas avalia&#xE7;&#xF5;es?</p><p>J&#xE1; pensou sobre isso? </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/4rlj6ZvQg6A?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="Creator pode ser vendedor, sim!"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #57 da <a href="https://youpix.com.br/author/gabriel-paes/">YOUPIX</a>. Para aprofundar, corre pro <a href="https://www.instagram.com/instayoupix/">@instayoupix</a> e receba, em primeira m&#xE3;o, o olhar de todo o time YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Atenção fragmentada]]></title><description><![CDATA[Não tem saída fácil, nem resposta certa. Mas não dá pra ignorar que a geração mais famosa, mais rica e mais seguida da história da seleção brasileira de futebol é também, a mesma que ficou sem ganhar nada. Qual o motivo disso?]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/inimigo-da-arquibancada/</link><guid isPermaLink="false">6a12eed373f437684d4999b6</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[Futebol]]></category><category><![CDATA[Estratégia]]></category><category><![CDATA[marketing]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Sun, 24 May 2026 13:00:55 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/brasil.webp" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/brasil.webp" alt="Aten&#xE7;&#xE3;o fragmentada"><p>Falta muito pouco agora. </p><p>Mas e o hexa, que nunca chega?</p><p>Pensando pensamentos aqui: os jogadores da sele&#xE7;&#xE3;o nunca foram t&#xE3;o famosos, e a gente nunca ficou tanto tempo sem ganhar uma Copa. Coincid&#xEA;ncia?</p><p>Os jogadores do penta eram quase figuras mitol&#xF3;gicas. A gente sabia o que acontecia dentro de campo e isso era o suficiente. </p><p>Ronaldo Fen&#xF4;meno, Ronaldinho, Cafu&#x2026; claro, tinha pol&#xEA;micas, mas elas n&#xE3;o viralizavam com tanta frequ&#xEA;ncia. </p><p>A admira&#xE7;&#xE3;o vinha do futebol talvez fosse exatamente essa dist&#xE2;ncia que transformava o jogador naquela lenda inalcan&#xE7;&#xE1;vel. </p><h2 id="a%C3%AD-a-internet-entrou-em-cena">A&#xED; a internet entrou em cena</h2><p>E a vida se tornou mais p&#xFA;blica. Se em 2002 os jogadores eram admirados principalmente pelas suas habilidades, hoje elas n&#xE3;o s&#xE3;o mais o suficiente. <br><br>Agora que a audi&#xEA;ncia tem acesso a eles por inteiro, a conex&#xE3;o acontece por identifica&#xE7;&#xE3;o com atitudes, valores&#x2026; tudo o que acontece pra al&#xE9;m do campo. E ser&#xE1; que querer escolher melhor pra quem dar fama &#xE9; de todo ruim?</p><p>Ao mesmo tempo, o futebol foi ficando em segundo plano porque tem muita coisa competindo com ele pela aten&#xE7;&#xE3;o do pr&#xF3;prio jogador.</p><p>A&#xED; voc&#xEA; pensa: tudo bem, &#xE9; s&#xF3; desligar o celular. S&#xF3; que n&#xE3;o &#xE9; bem assim. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/image-10.png" class="kg-image" alt="Aten&#xE7;&#xE3;o fragmentada" loading="lazy" width="1200" height="800" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/05/image-10.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/05/image-10.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/image-10.png 1200w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="a-copa-ainda-%C3%A9-sobre-futebol">A Copa ainda &#xE9; sobre futebol?</h2><p>Se antes o futebol era mediado principalmente pela televis&#xE3;o e pelo jornalismo esportivo, hoje ele circula por um ecossistema muito mais amplo, feito de creators, comunidades e plataformas que interpretam o jogo em tempo real. </p><p>O que acontece em campo continua importante, mas j&#xE1; n&#xE3;o &#xE9; o suficiente. A Copa do Mundo tamb&#xE9;m passou a acontecer nas conversas, nos conte&#xFA;dos e nas narrativas que se formam na internet.</p><p>Nesse cen&#xE1;rio, creators assumem um papel de media&#xE7;&#xE3;o cultural, conectando o futebol a discuss&#xF5;es sobre comportamento, identidade e pertencimento. </p><p>Ao mesmo tempo, as marcas enfrentam uma mudan&#xE7;a estrutural: aparecer j&#xE1; n&#xE3;o garante relev&#xE2;ncia. A disputa passa a estar na capacidade de participar dessas conversas com mais subst&#xE2;ncia.</p><p>&#xC9; nesse contexto que a Creator Economy se consolida como parte central do jogo &#x2014; mais estruturada, mais competitiva e, finalmente, mais estrat&#xE9;gica. </p><p>E &#xE9; a partir disso que surge a pergunta que guia este estudo: como a Copa mais cara da hist&#xF3;ria vai ser interpretada na era da economia do conte&#xFA;do? </p><h3 id="71-dos-brasileiros-pretendem-acompanhar-o-campeonato-em-2026-um-percentual-12-acima-da-m%C3%A9dia-global-e-maior-que-o-interesse-registrado-em-edi%C3%A7%C3%B5es-anteriores-fonte-ipsos">71% dos brasileiros pretendem acompanhar o campeonato em 2026, um percentual 12% acima da m&#xE9;dia global, e maior que o interesse registrado em edi&#xE7;&#xF5;es anteriores. (Fonte: Ipsos) </h3><p><br>No estudo <a href="https://youpix.com.br/relance/">Re:Lance</a>, sobre Creator Economy e Copa do Mundo, descobrimos que: quem mostra, acaba conectando e influenciando mais.</p><p>Nesse papo, diferentes perspectivas s&#xE3;o colocadas na mesa e tensionou o que o mercado ainda n&#xE3;o resolveu: relev&#xE2;ncia, participa&#xE7;&#xE3;o e o papel de cada player nesse novo cen&#xE1;rio. Vale a pena conferir! </p><p>A Copa t&#xE1; chegando, e t&#xE1; ficando cada vez mais dif&#xED;cil entrar na disputa por aten&#xE7;&#xE3;o com todas as outras marcas e creators. </p><p>Se o campeonato virou uma disputa de narrativa, faz sentido a gente transformar esse estudo em conversa, concorda?</p><p>Como voc&#xEA; pretende se destacar? </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/B2-QdQwUcrw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="O que ningu&#xE9;m te contou sobre o futebol &#x201C;de gra&#xE7;a&#x201D; na internet"></iframe></figure><p>Para seguir no Instagram: <a href="https://www.instagram.com/peleja">clique aqui</a>.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Melô da propaganda]]></title><description><![CDATA[Às vezes parece que o que a gente faz não vai levar a lugar nenhum. Esse pensamento pode influenciar as nossas escolhas? Tudo na internet acontece rápido demais. Mas o que te trouxe até aqui, não garante o seu futuro daqui pra frente.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/quinto-andar/</link><guid isPermaLink="false">6a0a0c34530988558f54b431</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[Conteúdo]]></category><category><![CDATA[Criatividade]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[Estratégia]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Sun, 17 May 2026 19:34:52 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/-Grace-Wells.webp" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/-Grace-Wells.webp" alt="Mel&#xF4; da propaganda"><p>Quando um dicion&#xE1;rio define uma palavra usando outras palavras, isso chama Metalinguagem. </p><p>Ent&#xE3;o, uma propaganda da propaganda se chamaria Metapropaganda? &#x1F9D0;</p><p>Doido e rent&#xE1;vel: tem uma galera da Creator Economy que percebeu isso e criou uma sacada genial pro universo da propaganda - uma mina de ouro podendo ter contato direto entre marca e audi&#xEA;ncia. Hoje a gente aprende como fazer propaganda da propaganda. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/image-9.png" class="kg-image" alt="Mel&#xF4; da propaganda" loading="lazy" width="2000" height="1146" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/05/image-9.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/05/image-9.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1600/2026/05/image-9.png 1600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w2400/2026/05/image-9.png 2400w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="como-os-bastidores-pode-ser-um-diferencial-acess%C3%ADvel">Como os bastidores pode ser um diferencial acess&#xED;vel </h2><p><em>Na Creator Economy n&#xE3;o existe certo ou errado. Existe oportunidade, olhar atento e teste. Muito teste.</em></p><p>A creator V&#xE5;r Aunevik publicou um <a href="https://www.instagram.com/p/DXuVAG0jjHL/">v&#xED;deo</a> explicando como as propagandas est&#xE3;o apostando em making ofs como o verdadeiro tchans do neg&#xF3;cio. Essa aposta serve pra provar que o processo foi feito por pessoas reais, al&#xE9;m de ter mais investimento do que uma simples cria&#xE7;&#xE3;o de IA. </p><p>Pra exemplificar o que ela t&#xE1; trazendo, ela cita o an&#xFA;ncio da Apple sobre o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=u3SIKAmPXY4">novo</a> MacBook Neo. Al&#xE9;m do lan&#xE7;amento oficial, a marca tamb&#xE9;m postou no Instagram os <a href="https://www.instagram.com/reel/DXhTSofDp3E/">bastidores</a> da produ&#xE7;&#xE3;o desse comercial feito &#xE0; m&#xE3;o. </p><p>Esse movimento &#xE9; interessante porque expande os horizontes de qualquer campanha publicit&#xE1;ria: al&#xE9;m da pe&#xE7;a de divulga&#xE7;&#xE3;o, voc&#xEA; ganha um conte&#xFA;do extra - que pode impactar outras pessoas que nem sempre entram como p&#xFA;blico-alvo. </p><p>Isso agrega demais em constru&#xE7;&#xE3;o de marca, fator important&#xED;ssimo que vai al&#xE9;m da mensura&#xE7;&#xE3;o do engajamento de uma campanha. </p><p>Desde o in&#xED;cio do ano a gente fala aqui sobre como os conte&#xFA;dos de IA est&#xE3;o fazendo marcas e produtos perderem credibilidade com a audi&#xEA;ncia, que prefere as propagandas feitas por designers, ilustradores e pessoas reais. </p><p>Esse processo tamb&#xE9;m tem tudo a ver com o que a gente aprendeu no SXSW 2026. </p><p>Parafraseando (pela milion&#xE9;sima vez &lt;3) o padroeiro da Creator Economy, Jim Louderback: </p><blockquote>&quot;A IA vai construir a f&#xE1;brica. Ela vai produzir mais conte&#xFA;do do que a humanidade j&#xE1; fez, tudo &apos;adequado&apos; e perfeitamente esquec&#xED;vel. Mas voc&#xEA; &#xE9; o erro no sistema. Voc&#xEA; &#xE9; a emo&#xE7;&#xE3;o que o algoritmo n&#xE3;o consegue prever.&quot;</blockquote><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/macbook-neo.jpeg" class="kg-image" alt="Mel&#xF4; da propaganda" loading="lazy" width="640" height="360" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/05/macbook-neo.jpeg 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/macbook-neo.jpeg 640w"></figure><p>O making of, que sempre foi um recurso muito legal de qualquer filme, s&#xE9;rie ou v&#xED;deo, mostra as imperfei&#xE7;&#xF5;es humanas que, hoje, se tornaram um diferencial no conte&#xFA;do que rola em feeds infinitos. </p><p>Se &#xE9; imposs&#xED;vel competir com os conte&#xFA;dos gerados por intelig&#xEA;ncia artificial em volume, &#xE9; importante se agarrar &#xE0; autenticidade do creator humano, que gera identifica&#xE7;&#xE3;o na audi&#xEA;ncia e oferece um prop&#xF3;sito pra sua comunidade. </p><p>De novo, n&#xE3;o &#xE9; que a IA precisa ser combatida, ou rejeitada. Pensa num comerciante pequeno, por exemplo. Ele talvez n&#xE3;o tivesse dinheiro pra investir de forma consistente em um design, ou social media, pra tentar dar um g&#xE1;s no seu neg&#xF3;cio. </p><p>Gra&#xE7;as &#xE0;s ferramentas gratuitas e acess&#xED;veis de gera&#xE7;&#xE3;o de conte&#xFA;do, ele pode fazer uma divulga&#xE7;&#xE3;o melhor do seu neg&#xF3;cio sem prejudicar o trabalho de um profissional que j&#xE1; n&#xE3;o cabia no seu or&#xE7;amento.</p><p>Ao mesmo tempo, grandes marcas precisam rever o corte de gastos que, muitas vezes, substitui o trabalho humano por automatiza&#xE7;&#xF5;es. O quanto voc&#xEA; pode prejudicar os processos internos da empresa, al&#xE9;m de desgastar a imagem da marca, ao abdicar de uma pessoa de verdade?</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/neo-macbook.webp" class="kg-image" alt="Mel&#xF4; da propaganda" loading="lazy" width="700" height="400" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/05/neo-macbook.webp 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/neo-macbook.webp 700w"></figure><h2 id="%E2%80%9Co-processo-%C3%A9-o-novo-premium%E2%80%9D">&#x201C;O processo &#xE9; o novo premium&#x201D; </h2><p>Essa frase da V&#xE5;r vai de encontro com o que cita o Jim: pro paiz&#xE3;o da Creator Economy, &#x201C;creators v&#xE3;o come&#xE7;ar a demonstrar cada vez mais imperfei&#xE7;&#xF5;es de prop&#xF3;sito&#x201D;. E, se hoje as marcas tamb&#xE9;m precisam atuar como creators, por que n&#xE3;o fazerem parte dessa onda? </p><p>Como investir em designers, ilustradores e toda essa galera <em>humana </em>passa a ser um diferencial da marca na impress&#xE3;o dos consumidores, mostrar o processo que levou aquela campanha a ser desenvolvida &#xE9; um conte&#xFA;do extra muito bem recebido por quem tem curiosidade de saber como as coisas funcionam por dentro. </p><h3 id="e-isso-%C3%A9-um-processo-natural-uma-consequ%C3%AAncia-de-desejar-que-a-campanha-seja-feita-por-uma-pessoa">E isso &#xE9; um processo natural: uma consequ&#xEA;ncia de desejar que a campanha seja feita por uma pessoa.</h3><p><br>O p&#xFA;blico quer se sentir cada vez mais parte do processo, ent&#xE3;o mostrar os bastidores &#xE9; uma &#xF3;tima forma de incluir a comunidade no jogo. </p><p>De novo, mesmo que quem engajou o conte&#xFA;do de making of n&#xE3;o seja o alvo de convers&#xE3;o em vendas, esse perfil pode agregar espontaneamente &#xE0; constru&#xE7;&#xE3;o de imagem dessa marca. O impacto do making of pras marcas e da &#x201C;imperfei&#xE7;&#xE3;o planejada&#x201D;, no caso dos creators, vai al&#xE9;m do que a maioria das ferramentas de mensura&#xE7;&#xE3;o conseguem mapear. </p><h3 id="n%C3%A3o-precisa-ser-uma-grande-marca-pra-investir-nos-making-ofs">N&#xE3;o precisa ser uma grande marca pra investir nos making ofs </h3><p>Um case muito maneiro que a gente conheceu - tamb&#xE9;m no SXSW deste ano - &#xE9; o da creator <a href="https://www.instagram.com/gracewellsphoto">Grace Wells</a> que, logo nos fixados do seu TikTok, mostra o processo criativo de uma baita campanha que ela fez usando bons equipamentos, mas apostando principalmente no <a href="https://www.tiktok.com/@gracewellsphoto/video/7437239026429480225">olhar</a> criativo. E tudo feito em casa. </p><p>Grace se formou na faculdade no meio da pandemia e trabalhava como gar&#xE7;onete. Como ela gostava de fotografia, mas n&#xE3;o tinha tempo, come&#xE7;ou a fazer o que podia com os &quot;modelos&quot; que tinha na m&#xE3;o - tipo um garfo de <a href="https://www.tiktok.com/@gracewellsphoto/video/6836811888068693253">ouro</a>. Em cerca de 5 anos, ela fundou o PFStudio, um coletivo de creators comerciais e a Product Film School, onde ensina creators a profissionalizarem sua produ&#xE7;&#xE3;o visual. A ideia &#xE9; <a href="https://www.instagram.com/p/DXsIUFtkjLB/">mostrar</a> como a criatividade e a <a href="https://www.instagram.com/p/DS051tykcxa/">t&#xE9;cnica</a> superam or&#xE7;amentos milion&#xE1;rios. </p><p>Hoje, ela &#xE9; cineasta e creator em Nova York e famosa por sua s&#xE9;rie viral no TikTok, &quot;Making Epic Commercials for Random Objects&quot;, onde ela pega objetos comuns e os transforma em pe&#xE7;as cinematogr&#xE1;ficas dignas de marcas de luxo, usando t&#xE9;cnicas de baixo <a href="https://www.instagram.com/p/DWt577PjjA0/">custo</a>.</p><p>Tanto o exemplo da Apple, que &#xE9; uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, quanto o da Grace, que &#xE9; uma creator que produz propagandas fod@s na sala de sua casa, servem pra mostrar pra gente que uma pitadinha de humanidade e &#x201C;do it yourself&#x201D; pode ser uma estrat&#xE9;gia muito mais <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/2GZDcUXakRYwe0cyz4K1tb">assertiva</a>.</p><p>Se voc&#xEA; usa a IA como seu bra&#xE7;o direito, pra resolver burocracias, pra otimizar seu tempo pra focar no criativo, pra auxiliar na sua organiza&#xE7;&#xE3;o ou em pesquisas... tudo bem, beleza. </p><p>Por muito tempo defendemos que creator n&#xE3;o &#xE9; vendedor e o mercado foi l&#xE1; e provou que a gente precisava atualizar essa tese. O presente &#xE9; <a href="https://www.instagram.com/p/DYM9-2alpIZ/">shoppable</a> e o creator t&#xE1; no centro disso.</p><p>Tocar o cora&#xE7;&#xE3;o das pessoas e construir uma marca s&#xF3;lida d&#xE1; trabalho mesmo, n&#xE3;o &#xE9; da noite pro dia. Leva tempo, como tudo na vida.</p><p>Agora, se voc&#xEA; t&#xE1; se <a href="https://www.instagram.com/p/DX99fYXRZrP/">achando</a> o Machado de Assis usando o ChatGPT...</p><p><strong>Todo mundo percebe</strong></p><p>Bom que &#xE9; assim =)</p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/KEZ-b_W4HEU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="I made a commercial for a fork. | Epic Commercials, Random Objects: Ep. 1"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #56 da YOUPIX. Para aprofundar, corre pro <a href="https://www.instagram.com/instayoupix">@instayoupix</a> e receba, em primeira m&#xE3;o, o olhar do time da YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Hipóteses e reflexões]]></title><description><![CDATA[Hoje, pouquíssimo tempo depois de algo acontecer, parece que todo conteúdo é igual, todo carrossel é chato e tudo é uma análise, cansei só de escrever. Esse é o jogo das redes.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/ampliar/</link><guid isPermaLink="false">6a05b1b3530988558f54b34b</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[Cotidiano]]></category><category><![CDATA[digital]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[FOMO]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Thu, 14 May 2026 13:59:48 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/mortal-kombat.jpeg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/mortal-kombat.jpeg" alt="Hip&#xF3;teses e reflex&#xF5;es"><p>Maio sempre traz pra gente uma sensa&#xE7;&#xE3;o de que o ano t&#xE1; quase na metade: frio chegando, carnaval parece que foi em outra vida e, o dia das m&#xE3;es bateu na porta, aquele momento em que marcas, ag&#xEA;ncias e creators que n&#xE3;o fizeram a li&#xE7;&#xE3;o de casa a tempo, corram pra n&#xE3;o perder uma oportunidade nessa data.</p><p>T&#xE1; chegando a Copa e, apesar do barulho at&#xE9; agora, o segundo semestre promete ser ainda mais movimentado. Pensando nisso, o tema de hoje retoma um assunto que parecia enterrado, mas&#x2026; t&#xE1; pegando uma galera ainda. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/image-8.png" class="kg-image" alt="Hip&#xF3;teses e reflex&#xF5;es" loading="lazy" width="1280" height="854" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/05/image-8.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/05/image-8.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/image-8.png 1280w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="gen-z-em-pauta-as-cr%C3%ADticas-dos-mais-velhos-s%C3%A3o-justas-ou-n%C3%A3o-passam-de-proje%C3%A7%C3%A3o">Gen Z em pauta: as cr&#xED;ticas dos mais velhos s&#xE3;o justas, ou n&#xE3;o passam de proje&#xE7;&#xE3;o? </h2><p><em>X e Millenials tamb&#xE9;m enfrentaram o discurso de que estavam &#x201C;nem a&#xED;&#x201D;</em></p><p>H&#xE1; alguns anos, uma amiga da primeira leva de Millenials contou que, na empresa onde ela trabalhava, rolou um processo seletivo com duas candidatas que chegaram at&#xE9; o fim empatadas: uma delas visava o trampo por ser em uma empresa s&#xF3;lida e com um sal&#xE1;rio acima da m&#xE9;dia para uma estagi&#xE1;ria. Se lhe faltava alguma especializa&#xE7;&#xE3;o, seu diferencial era o empenho e a vontade em agarrar aquela vaga. Do outro lado, competia uma menina que teve um estudo melhor, era fluente em ingl&#xEA;s e estava matriculada em uma faculdade melhor.</p><p>Minha amiga, respons&#xE1;vel pela contrata&#xE7;&#xE3;o, indicou ao superior que o melhor nome era o da menina mais esfor&#xE7;ada, ainda que n&#xE3;o tivesse um CV t&#xE3;o brilhante. Mas adivinha quem o chefe quis? <em>Of course</em> que a bonita que falava ingl&#xEA;s. At&#xE9; a&#xED;, um cen&#xE1;rio que voc&#xEA; deve imaginar ser bem comum, j&#xE1; que enquanto o diferencial dos Millenials era um curso superior, da Gen Z virou falar outro idioma.</p><p>Em menos de 3 meses, a menina que falava ingl&#xEA;s se demitiu. N&#xE3;o fez corpo mole, nem discutiu. Apenas pegou sua bolsa chiqu&#xE9;rrima e saiu de cena, porque n&#xE3;o falou um <em>good morning</em> no per&#xED;odo em que esteve na fun&#xE7;&#xE3;o. Aqui cabe aquele meme &#x201C;&#x1F4CD;Xique-Xique/Bahia&#x201D;, porque assim: essa menina nunca ia falar ingl&#xEA;s numa empresa que atua s&#xF3; em uma regi&#xE3;o do Brasil, numa vaga que n&#xE3;o requer di&#xE1;logo com outras empresas e pra um cargo de estagi&#xE1;ria.</p><p>Toda essa volta pra explicar, pra quem ainda n&#xE3;o sacou, que foi justamente a press&#xE3;o dos pais X e Millenials que subiu o <a href="https://www.instagram.com/reel/DX2V27sR5DW/">sarrafo</a> pra Gen Z. Como falamos ali em cima: estudo completo e ensino superior n&#xE3;o s&#xE3;o mais diferenciais, mas sim o b&#xE1;sico. E, pra Gen Alpha, nem o ingl&#xEA;s destaca mais em meio a uma multid&#xE3;o de pessoas qualificadas, que n&#xE3;o encontram o que julgam ser um emprego a altura.</p><p>No fim do m&#xEA;s passado, a atriz Ingrid Guimar&#xE3;es escreveu uma <a href="https://oglobo.globo.com/cultura/ingrid-guimaraes/coluna/2026/04/eu-acreditei-na-geracao-z.ghtml">coluna</a> no Jornal O Globo cutucando as &#x201C;opress&#xF5;es&#x201D; que a Gen Z luta contra, mas diz ter sido enganada no momento em que passou a trabalhar com pessoas dessa gera&#xE7;&#xE3;o. E que j&#xE1; foi &#x201C;chamada de t&#xF3;xica&#x201D; porque mandou uma mensagem no s&#xE1;bado confirmando uma reuni&#xE3;o na segunda. </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/7CYJkqn_iBU?start=138&amp;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="JOVENS AGORA SE OFENDEM COM A NORMA CULTA"></iframe></figure><h3 id="morde%E2%80%A6">Morde&#x2026; </h3><p>A atriz parece enxergar que a Gen Z se colocou dentro de uma redoma de vidro, onde &#xE9; preciso <a href="https://www.instagram.com/p/DXUOSwnDgnn/">zelar</a> por aquele ser delicado, isolado do mundo externo frio, cruel e que oprime com mudan&#xE7;as de prazo, chefes t&#xF3;xicos e jornadas abusivas. </p><p>Enquanto isso, a gera&#xE7;&#xE3;o dela conviveu com a gastrite como algo normal e sequer tinha recurso pra entender que um chefe escroto n&#xE3;o podia agir assim. </p><p>N&#xE3;o tinham as plataformas que amplificam vozes e denunciam ass&#xE9;dios no ambiente de trabalho. Ali&#xE1;s, nem o ass&#xE9;dio era visto como um problema. Realmente, deve ter sido uma merda.</p><p>Mas esse tempo tenebroso foi passando e, como eu disse, o sarrafo subiu. Ao mesmo tempo, muitos empregos formais foram sucateados pela <a href="https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2022/01/29/precarizacao-do-trabalho-age-sistemicamente-e-suprime-direitos-trabalhistas.htm">precariza&#xE7;&#xE3;o</a> das leis trabalhistas - ou por m&#xE1; f&#xE9; de alguns patr&#xF5;es mesmo - o que empurrou uma galerona pra PJtiza&#xE7;&#xE3;o, por exemplo. &#xC9; preciso ter o olhar de que nenhum contexto serve como regra pra todo mundo, mas, pra Gen Z, o discurso de que um diploma abriria portas infinitas foi amplamente difundido. Ao chegar no mercado de trabalho e perceber que n&#xE3;o, o balde foi da &#xE1;gua mais fria poss&#xED;vel. </p><p>Tanto preparo e estudo parece ter sido em v&#xE3;o. </p><h3 id="ganhando-pouco-sendo-mal-valorizado-e-sem-perspectiva-de-deixar-a-casa-dos-pais-antes-dos-30-qual-a-motiva%C3%A7%C3%A3o-de-um-gen-z-pra-permanecer-em-um-emprego-que-julga-ser-ruim">Ganhando pouco, sendo mal valorizado e sem perspectiva de deixar a casa dos pais antes dos 30, qual a motiva&#xE7;&#xE3;o de um Gen Z pra permanecer em um emprego que julga ser ruim?</h3><p><br>Se o chefe &#xE9; t&#xF3;xico - e, sim, mandar uma mensagem no s&#xE1;bado de manh&#xE3; &#xE0;s vezes pode ser um sinal -, n&#xE3;o vale segurar o emprego sem maiores perspectivas. Se o trabalho paga mal e demanda presencial, talvez n&#xE3;o feche a conta do custo de ir pra rua. </p><p>Se a fun&#xE7;&#xE3;o &#xE9; chata e n&#xE3;o d&#xE1; prop&#xF3;sito, talvez seja melhor mesmo vender sua arte na praia. Com o desemprego no <a href="https://www.gov.br/secom/pt-br/acompanhe-a-secom/noticias/2026/01/desemprego-atinge-menor-nivel-da-serie-historica-e-mercado-de-trabalho-registra-recordes-em-2025">menor</a> n&#xED;vel da s&#xE9;rie hist&#xF3;rica, a Gen Z n&#xE3;o vai segurar um servi&#xE7;o, como fizeram as gera&#xE7;&#xF5;es anteriores, s&#xF3; pra n&#xE3;o ficar sem nada.</p><h3 id="o-desemprego-j%C3%A1-n%C3%A3o-assusta-mais-do-que-um-ambiente-de-trabalho-ruim-ou-o-risco-de-empreender">O desemprego j&#xE1; n&#xE3;o assusta mais do que um ambiente de trabalho ruim ou o risco de empreender.</h3><p><br>O que n&#xE3;o quer dizer que n&#xE3;o tenha muita gente na Gen Z (com grana) que seja sim pregui&#xE7;osa, porque sempre teve tudo de m&#xE3;o beijada, porque teve acesso &#xE0;s melhores escolas, porque se d&#xF3;i demais com qualquer bronca, porque &#xE9; s&#xF3; abrir o TikTok que descobre um transtorno novo.</p><p><strong>Aqui, a Ingrid foi certeira: </strong></p><blockquote>&#x201C;Talvez o problema n&#xE3;o seja a gera&#xE7;&#xE3;o Z em si. Mas o mundo virtual e isolado que eles cresceram. Gente que sabe se expressar por mensagem mas trava ao vivo. Que sabe dar nomes aos sentimentos, mas n&#xE3;o sabe lidar com eles.&#x201D;</blockquote><p>De fato, a Gen Z &#xE9; a primeira gera&#xE7;&#xE3;o que nasceu na internet. Ainda experimentou muito do mundo anal&#xF3;gico, como poder usar lookinhos horrorosos sem medo da press&#xE3;o da internet - naquela &#xE9;poca, voc&#xEA; desligava o computador e as redes sociais n&#xE3;o iam junto com voc&#xEA;. Como se n&#xE3;o bastasse a conex&#xE3;o desde o ber&#xE7;o, essa gera&#xE7;&#xE3;o enfrentou o fim da adolesc&#xEA;ncia e o come&#xE7;o da vida adulta, justamente quando a gente sai de casa, num isolamento social por conta da pandemia.</p><p>Isso fez uma galera se sentir mais retra&#xED;da e, quem j&#xE1; era mais introvertido, piorou de vez. H&#xE1; uma d&#xE9;cada o tempo de tela n&#xE3;o era t&#xE3;o alto quanto hoje e o consumo das redes era diferente. &#xC9; justamente a Gen Z, quando entra no mercado de trabalho e passa a ter seu dinheirinho, somado ao feed infinito e o isolamento social, que mudaram completamente a Creator Economy, o universo da publicidade e o consumo.</p><p>Segundo o IBGE, 48% da Gen Z &#xE9; economicamente <a href="https://sebraeplay.com.br/content/o-impacto-dos-habitos-de-consumo-da-geracao-z">ativa</a>. E boa parte dessa turma se importa com sustentabilidade e com a experi&#xEA;ncia na hora da compra, ao inv&#xE9;s de simplesmente escolher uma blusinha qualquer. Essa gera&#xE7;&#xE3;o tem muitas demandas e quer ser ouvida, como aponta esse trecho da cobertura do SXSW 2026:</p><p><em>Na consultoria da YOUPIX, muitas vezes enfrentamos marcas que t&#xEA;m medo de serem &quot;estranhas&quot;. O painel argumenta que, no ecossistema saturado de hoje, o &#xFA;nico risco real &#xE9; a irrelev&#xE2;ncia. A &quot;liberdade do pequeno&quot; &#xE9;, na verdade, uma vantagem competitiva: por n&#xE3;o terem or&#xE7;amento para &quot;comprar&quot; a aten&#xE7;&#xE3;o, elas s&#xE3;o obrigadas a &quot;conquistar&quot; a aten&#xE7;&#xE3;o atrav&#xE9;s de uma est&#xE9;tica disruptiva (o weird). O &quot;n&#xE3;o-profissionalismo&quot; citado &#xE9; a chave para a autenticidade org&#xE2;nica.</em></p><p><em>Ao inv&#xE9;s do cl&#xE1;ssico &quot;Compre agora!&quot;, a marca ganha pontos dizendo &quot;Sabemos que voc&#xEA; est&#xE1; economizando, ent&#xE3;o aqui est&#xE1; como fazer nosso produto durar mais&quot; ou &quot;Aqui est&#xE1; como dividir esse custo com 3 amigos&quot;.</em></p><h3 id="assopra%E2%80%A6">Assopra&#x2026; </h3><p>Em uma coisa concordamos: precisamos de um meio-termo. N&#xE3;o d&#xE1; pra se escorar em diagn&#xF3;sticos de TDAH feitos a partir de um v&#xED;deo no Tik Tok, ao mesmo tempo que, do mesmo jeito que a Gen Z se profissionalizou, o mercado precisa responder &#xE0; altura. </p><p>Sem perspectivas de comprar uma casa ou um carro, a qualidade de vida virou uma resposta imediata pra uma gera&#xE7;&#xE3;o cansada de tanta tela. </p><h3 id="viver-bem-por-enquanto-ganha-de-um-emprego-ruim-porque-o-presente-virou-mais-importante-que-o-futuro-pra-esses-jovens">Viver bem, por enquanto, ganha de um emprego ruim, porque o presente virou mais importante que o futuro pra esses jovens.</h3><p><br>E boa parte dessa treta toda n&#xE3;o passa de discuss&#xE3;o na internet, porque metade da Gen Z t&#xE1; trabalhando, com ou sem TDAH. Do mesmo jeito que hoje precisamos ouvir, a gera&#xE7;&#xE3;o da Ingrid tamb&#xE9;m j&#xE1; chocou, provocou estranhamento e teve que ouvir dos Boomers. </p><p>Seguimos caminhando, assim como nossos pais, n&#xE3;o tem muito pra onde correr.</p><p>Ela termina o texto dizendo que, mesmo assim, continua admirando a Gera&#xE7;&#xE3;o Z. Se diz feliz por ver uma gera&#xE7;&#xE3;o que parece ter &#x201C;nascido com um manual&#x201D; que a sua gera&#xE7;&#xE3;o nunca recebeu. &#xC9; bom ser &#xFA;til pra al&#xE9;m de lembrar a senha do email dos pais &lt;3</p><p>Somos constantemente bombardeados por an&#xFA;ncios de cassinos online; pra olhar apenas o pre&#xE7;o de uma pe&#xE7;a de roupa, voc&#xEA; precisa girar uma roleta pra resgatar um pr&#xEA;mio - que quase sempre n&#xE3;o &#xE9; nada interessante; e as abas de shopping das plataformas &#xE0;s vezes parecem parques de divers&#xE3;o.</p><p>Esse &#xE9; o movimento das redes sociais se tornarem vitrines, enquanto n&#xF3;s, usu&#xE1;rios, viramos consumidores tamb&#xE9;m. A quest&#xE3;o n&#xE3;o &#xE9; essa, j&#xE1; que a compra a um <a href="https://youpix.com.br/discover-economy-como-creators-menores-podem-estar-turbinando-a-economia/">clique</a> &#xE9; uma m&#xE3;o na roda pra muita gente.</p><p>Tem uma janela enorme acesa com o papel central por tr&#xE1;s de tudo que voc&#xEA; consome. O que aparece no <a href="https://www.instagram.com/p/DX6i_hCuAcX/">feed</a> &#xE9; s&#xF3; um pedacinho do trabalho todo que se faz nesse mercado, turbinado pela economia do conte&#xFA;do.</p><p>A nova era das compuls&#xF5;es digitais.</p><p>Como voc&#xEA; tem lidado com isso? </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe style="border-radius: 12px" width="624" height="351" title="Spotify Embed: COMPULS&#xD5;ES DIGITAIS" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/episode/10aXxZSxSW3UuexSOXIdAQ/video?si=udzwCBBrS5SImGAuL5GNNA&amp;utm_source=oembed"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #55 da YOUPIX. Para aprofundar, corre pro <a href="https://www.instagram.com/p/DXz1gD2FhSC/">@instayoupix</a> e receba, em primeira m&#xE3;o, o olhar do time da YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[View não prova influência]]></title><description><![CDATA[Talvez muitos daqueles profissionais que fazem "palhaçada" na internet, na real estão passando menos confiança, apesar de tentarem acertar no engajamento. Claro, a opinião de cada um é livre e os comentários são um show à parte. Acredite.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/caricatura-amarga/</link><guid isPermaLink="false">6a020e8e530988558f54b265</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[trabalho]]></category><category><![CDATA[Tempo]]></category><category><![CDATA[Valor]]></category><category><![CDATA[Criatividade]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[carreira]]></category><category><![CDATA[Estratégia]]></category><category><![CDATA[negócios]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[Humanidade]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Mon, 11 May 2026 18:07:04 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/Toguro.webp" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/Toguro.webp" alt="View n&#xE3;o prova influ&#xEA;ncia"><p>Pra entrar na onda da turma da corrida, vamos supor que voc&#xEA; come&#xE7;a a se preparar pra correr uma maratona. Idealmente, voc&#xEA; vai <a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-49200715">anotar</a> a quantidade de km que corre a cada treino, o tempo que t&#xE1; fazendo, o ritmo em cada etapa da corrida, e o que mais for importante pra medir a sua progress&#xE3;o. Mas e se voc&#xEA; simplesmente sa&#xED;sse correndo por a&#xED;?</p><p>N&#xE3;o parece uma estrat&#xE9;gia muito boa n&#xE9;&#x2026; pois &#xE9;. Na Creator Economy tamb&#xE9;m &#xE9; assim: n&#xE3;o adianta s&#xF3; investir na produ&#xE7;&#xE3;o de um baita conte&#xFA;do, ou contratar o influenciador mais falado do momento. Para ter sucesso, voc&#xEA; precisa <a href="https://forbes.com.br/carreira/2025/07/como-o-uso-de-emojis-por-diferentes-geracoes-gera-confusao-na-comunicacao-corporativa/">medir</a> o quanto a campanha funcionou - e, nem sempre, o n&#xFA;mero de cliques ou de compras &#xE9; o que garante efici&#xEA;ncia. J&#xE1; ouviu falar de constru&#xE7;&#xE3;o de marca? </p><p>O que faz um diretor de comunica&#xE7;&#xE3;o? No caso da Cimed, que contratou o influenciador Toguro para o cargo, a job description citada acima n&#xE3;o necessariamente seja <a href="https://forbes.com.br/forbes-mkt/2026/04/efeito-toguro-dezenas-de-celebridades-ja-lideraram-marcas-especialistas-alertam-para-excessos/">criar</a> uma estrat&#xE9;gia eficiente para a comunica&#xE7;&#xE3;o da empresa. &#xC0;s vezes, s&#xF3; a imagem de quem t&#xE1; no cargo j&#xE1; faz o &quot;trabalho&quot; esperado (leia-se: engajou &#x1F44D;).</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/image-1.png" class="kg-image" alt="View n&#xE3;o prova influ&#xEA;ncia" loading="lazy" width="1080" height="700" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/05/image-1.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/05/image-1.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/image-1.png 1080w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="o-que-o-feat-toguro-e-cimed-mostra-sobre-comunidade-e-constru%C3%A7%C3%A3o-de-marca">O que o feat. Toguro e Cimed mostra sobre comunidade e constru&#xE7;&#xE3;o de marca? </h2><p><em>Jogada da marca gerou inc&#xF4;modo em parte do mercado, mas a estrat&#xE9;gia merece aten&#xE7;&#xE3;o</em></p><p>A contrata&#xE7;&#xE3;o do influenciador Toguro como Head de Comunica&#xE7;&#xE3;o e Marketing da Cimed deu o que falar no LinkedIn: v&#xE1;rias postagens criticaram a decis&#xE3;o do presidente da empresa, Jo&#xE3;o Adibe, por n&#xE3;o colocar um profissional com forma&#xE7;&#xE3;o num cargo de tamanha relev&#xE2;ncia. O chefe <a href="https://www.infomoney.com.br/business/adibe-defende-chegada-de-toguro-na-cimed-nao-tem-curso-para-aprender-isso/">defendeu</a> sua decis&#xE3;o:</p><h3 id="%E2%80%9Ceu-super-admiro-uma-forma%C3%A7%C3%A3o-mas-hoje-na-cimed-para-al%C3%A9m-disso-e-por-op%C3%A7%C3%A3o-nossa-temos-uma-filosofia-de-trazer-pessoas-que-est%C3%A3o-em-realidades-diferentes-no-nosso-dia-a-dia-seria-muito-f%C3%A1cil-trazer-um-publicit%C3%A1rio-tradicional-para-falar-sobre-medicamento-mas-%C3%A9-muito-dif%C3%ADcil-esse-cara-inovar%E2%80%9D-explicou-adibe-ao-infomoney">&#x201C;Eu super admiro uma forma&#xE7;&#xE3;o. Mas hoje, na Cimed, para al&#xE9;m disso e por op&#xE7;&#xE3;o nossa, temos uma filosofia de trazer pessoas que est&#xE3;o em realidades diferentes no nosso dia a dia. Seria muito f&#xE1;cil trazer um publicit&#xE1;rio tradicional para falar sobre medicamento, mas &#xE9; muito dif&#xED;cil esse cara inovar&#x201D;, explicou Adibe ao InfoMoney.<br></h3><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/image-4.png" class="kg-image" alt="View n&#xE3;o prova influ&#xEA;ncia" loading="lazy" width="1000" height="921" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/05/image-4.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/image-4.png 1000w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h3 id="o-que-t%C3%A1-por-tr%C3%A1s-dessa-jogada">O que t&#xE1; por tr&#xE1;s dessa jogada? </h3><p>A empresa de medicamentos vem se destacando h&#xE1; um tempo na Creator Economy, por estar antenada &#xE0;s ferramentas que agregam constru&#xE7;&#xE3;o de marca. <br>Uma figura que chama aten&#xE7;&#xE3;o na fam&#xED;lia Marques &#xE9; a <a href="https://www.instagram.com/karlacimed">Karla Cimed</a>, que al&#xE9;m de ser a empres&#xE1;ria por tr&#xE1;s da febre Carmed, &#xE9; hoje mais creator que muita gente que t&#xE1; na internet e n&#xE3;o tem a menor ideia do que t&#xE1; fazendo. </p><p>A Karla &#xE9; um case excelente pra gente entender como formar comunidade pode agregar confian&#xE7;a, respeito, al&#xE9;m de grudar na mente do consumidor: isso tudo faz parte do que &#xE9; constru&#xE7;&#xE3;o de marca de uma empresa. Ela cumprimenta seus seguidores com o bord&#xE3;o &quot;Oi, Tchurma&quot;, que come&#xE7;ou num carinho com amigos e se tornou marca e at&#xE9; nome de livro. Pra somar essa legi&#xE3;o de f&#xE3;s engajados nas suas redes, a Karla faz quest&#xE3;o de interagir diretamente com quem a segue, pede e responde feedbacks sobre os seus produtos, debate ideias e transforma o que, pra muito creator n&#xE3;o passa de n&#xFA;mero, em comunidade ativa.</p><p>Percebendo esse movimento, a Cimed resolveu apostar em uma figura pra comunica&#xE7;&#xE3;o da empresa que n&#xE3;o foca no lado empresarial, com uma bagagem da publicidade tradicional, mas sim que ergue uma ponte s&#xF3;lida para a Creator Economy como conhecemos hoje: Toguro, que come&#xE7;ou na internet mostrando sua vida como bodybuilder, acumula 10,4 milh&#xF5;es de seguidores no Instagram, 5,15 milh&#xF5;es de inscritos no YouTube no canal pr&#xF3;prio, 3,55 milh&#xF5;es no canal Mans&#xE3;o Maromba e mais de 1 bilh&#xE3;o de visualiza&#xE7;&#xF5;es.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/image-5.png" class="kg-image" alt="View n&#xE3;o prova influ&#xEA;ncia" loading="lazy" width="1078" height="607" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/05/image-5.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/05/image-5.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/image-5.png 1078w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p>E, assim como tem muita gente na &#xE1;rea do jornalismo que se incomoda com a presen&#xE7;a de creators se colocando como porta-vozes de not&#xED;cias, players do nosso mercado n&#xE3;o viram com bons olhos a contrata&#xE7;&#xE3;o de algu&#xE9;m sem experi&#xEA;ncia pra um cargo t&#xE3;o disputado. Mas, como a gente adiantou ali em cima, a decis&#xE3;o n&#xE3;o tem foco na estrutura&#xE7;&#xE3;o da comunica&#xE7;&#xE3;o da empresa, mas sim, nas novas formas de trabalhar com marketing. O Jo&#xE3;o Adibe explica sua estrat&#xE9;gia que, apesar de ter causado barulho, &#xE9; bem s&#xF3;lida:</p><h3 id="%E2%80%9Co-toguro-tem-uma-comunica%C3%A7%C3%A3o-muito-r%C3%A1pida-por-meio-do-storytelling-que-ele-cria-que-%C3%A9-muito-pr%C3%B3prio-%E2%80%94-e-hoje-n%C3%A3o-existe-curso-para-aprender-isso-o-dia-a-dia-da-narrativa-usando-essa-habilidade-a-gente-consegue-escalar-as-divulga%C3%A7%C3%B5es-muito-mais-r%C3%A1pido-externamente-o-toguro-vai-nos-ajudar-com-as-divulga%C3%A7%C3%B5es-e-internamente-a-cimed-vai-complementar-a-forma%C3%A7%C3%A3o-dele-acreditamos-que-a-soma-desses-dois-aspectos-%C3%A9-que-vai-tornar-a-comunica%C3%A7%C3%A3o-que-estamos-planejando-uma-pot%C3%AAncia%E2%80%9D">&#x201C;O Toguro tem uma comunica&#xE7;&#xE3;o muito r&#xE1;pida por meio do storytelling que ele cria, que &#xE9; muito pr&#xF3;prio &#x2014; e hoje n&#xE3;o existe curso para aprender isso: o dia a dia da narrativa. Usando essa habilidade a gente consegue escalar [as divulga&#xE7;&#xF5;es] muito mais r&#xE1;pido. Externamente, o Toguro vai nos ajudar [com as divulga&#xE7;&#xF5;es] e, internamente, a Cimed vai complementar a forma&#xE7;&#xE3;o dele. Acreditamos que a soma desses dois aspectos &#xE9; que vai tornar a comunica&#xE7;&#xE3;o que estamos planejando uma pot&#xEA;ncia.&#x201D;</h3><p><br><strong>Como entender se essa ideia&#x2026; presta? </strong><br>A pesquisa ROI &amp; Influ&#xEA;ncia, feita anualmente pela YOUPI, em parceria com a Nielsen, aponta h&#xE1; 6 edi&#xE7;&#xF5;es que o investimento no Marketing de Influ&#xEA;ncia &#xE9; crescente. O segmento s&#xF3; n&#xE3;o domina uma fatia ainda maior do or&#xE7;amento das empresas pela dificuldade em quantificar o <a href="https://members.youpix.com.br/pesquisa-roi-2025-download">retorno</a> sobre o investimento - o famoso ROI. </p><p>Mesmo com o mercado mais maduro e com mais investimento, as m&#xE9;tricas e a vaidade em rela&#xE7;&#xE3;o a elas &#xE9; um dos principais motivos de n&#xE3;o haver aumento no investimento. </p><h2 id="o-mercado-ainda-trata-view-como-resultado-mas-influ%C3%AAncia-%C3%A9-fruto-de-um-bom-trabalho">O mercado ainda trata view como resultado, mas influ&#xEA;ncia &#xE9; fruto de um bom trabalho.<br></h2><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/image-6.png" class="kg-image" alt="View n&#xE3;o prova influ&#xEA;ncia" loading="lazy" width="900" height="600" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/05/image-6.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/image-6.png 900w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p>&#xC9; preciso mostrar que isso virou considera&#xE7;&#xE3;o, mudan&#xE7;a de percep&#xE7;&#xE3;o, a&#xE7;&#xE3;o, compra, decis&#xE3;o. Se antes uma campanha viral era considerada sucesso, agora a pergunta &#xE9;: o que ela trouxe de volta em constru&#xE7;&#xE3;o de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=KlK5PkppjDs">marca</a> e comunidade?</p><p>Ainda assim, centenas de marcas por a&#xED; insistem em avaliar uma campanha feita com creators apenas por n&#xFA;meros. Claro que o engajamento importa, mas o que t&#xE1; por tr&#xE1;s dos n&#xFA;meros, nas entrelinhas do que n&#xE3;o &#xE9; visto? Talvez um creator menos expressivo nas redes n&#xE3;o converta o an&#xFA;ncio em vendas do produto da marca, mas quantas pessoas novas descobriram o trabalho da empresa? Quantas consideraram comprar o produto, mas por v&#xE1;rias raz&#xF5;es diferentes, ainda n&#xE3;o conseguiram? Como a imagem da empresa passa a ser vista dentro do nicho daquele creator que, ainda que com n&#xFA;meros mais t&#xED;midos, tem uma comunidade muito engajada e fiel? Essas s&#xE3;o perguntas que formam a lasca de cima da pontinha de um grande iceberg sobre <a href="https://www.instagram.com/p/DVrZo9nEaOU/">investir</a> em Marketing de Influ&#xEA;ncia.</p><h3 id="agora-se-as-marcas-mal-param-pra-pensar-nisso-como-esperam-solidificar-uma-estrat%C3%A9gia-eficiente-%C3%A0-longo-prazo">Agora, se as marcas mal param pra pensar nisso, como esperam solidificar uma estrat&#xE9;gia eficiente &#xE0; longo prazo?</h3><p><br>&#xC9; engra&#xE7;ado (e triste ao mesmo tempo) ainda ver o mercado recair no velho v&#xED;cio de s&#xF3; olhar pra &#x201C;quantos seguidores o creator tem?&#x201D;. Em 2026, isso &#xE9; n&#xE3;o funciona mais.</p><p>Por isso, marcas que n&#xE3;o medem, apostam no escuro. A pesquisa da Influ&#xEA;ncia no Consumo, YOUPIX &amp; Nielsen 2025 aponta que existe rela&#xE7;&#xE3;o direta entre Influ&#xEA;ncia e considera&#xE7;&#xE3;o de compra, mas sem integra&#xE7;&#xE3;o de m&#xE9;tricas e fontes, &#xE9; dif&#xED;cil comprovar ROI em grande escala. Acontece que a influ&#xEA;ncia ser&#xE1; cada vez mais integrada &#xE0;s estrat&#xE9;gias de neg&#xF3;cio &#x2014; e, para isso, precisa de dados claros. </p><p>Marcas que ainda operam sem ferramenta ou crit&#xE9;rio de avalia&#xE7;&#xE3;o, v&#xE3;o perder espa&#xE7;o (e verba). Do mesmo jeito, creators sem dados viram risco, enquanto, com dados, viram ativos estrat&#xE9;gicos.</p><p>57% das marcas dizem que comprovar ROI &#xE9; a principal barreira pra investir mais em influ&#xEA;ncia - e, apesar de mapeado em 2025, esse dado n&#xE3;o &#xE9; uma novidade, t&#xE1;?</p><p>Em pleno 2026, a pergunta que a gente quer responder &#xE9; essa: o mercado t&#xE1; crescendo mais r&#xE1;pido do que a sua capacidade de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=GGWtwa7V1mo">mensurar</a>? </p><p>Tem como ser divertido sem <a href="https://www.instagram.com/p/DW7OiztEbig/">ser</a> idiota? </p><p>As trends destroem credibilidade?</p><p>Valorize o <a href="https://www.instagram.com/reel/DYTHRcEpqBa/">humor</a> inteligente. </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/q98pSancGoU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="Toguro na Cimed e o novo mundo dos influenciadores "></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News <a href="https://youpix.com.br/view-nao-prova-influencia-o-que-o-feat-toguro-e-cimed-mostra-sobre-construcao-de-marca-e-comunidade/">#54</a> da YOUPIX. Para aprofundar, corre pro <a href="https://www.instagram.com/p/DXpkfnQFqGd/">@instayoupix</a> e receba, em primeira m&#xE3;o, o olhar do time da YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O melhor jeito do mundo]]></title><description><![CDATA[Entre o diploma, um curso e o algoritmo, qual caminho você prefere seguir? Por que os perfis grandes de 5 anos atrás sumiram? Agora você sabe. View não prova influência. Isso aparece.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/para-se-destacar/</link><guid isPermaLink="false">69fa354c530988558f54b105</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[carreira]]></category><category><![CDATA[trabalho]]></category><category><![CDATA[Tempo]]></category><category><![CDATA[conhecimento]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[copywriting]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Tue, 05 May 2026 19:18:30 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/nasa-aB5tmNaOsYA-unsplash.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/nasa-aB5tmNaOsYA-unsplash.jpg" alt="O melhor jeito do mundo"><p>A trend do momento.</p><p>Frase curta, corte r&#xE1;pido. </p><p>O v&#xED;deo de 15 segundos, a opini&#xE3;o fervorosa. </p><p>Por muito tempo, a receita de sucesso na internet foi simplifica&#xE7;&#xE3;o.</p><p>Um conte&#xFA;do f&#xE1;cil de consumir, f&#xE1;cil de compartilhar e ainda mais f&#xE1;cil de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=yFDOY9Hp1Cg">esquecer</a>. </p><p>S&#xF3; que, ao mesmo tempo em que esse modelo acelerou a cultura, acabou criando um outro efeito: deixou uma galera cercada de informa&#xE7;&#xE3;o e, ainda assim, sem entender quase nada.</p><p>H&#xE1; gente sem diploma falando com cuidado, limite e seriedade. Por&#xE9;m, existem pessoas com <strong>diploma</strong> produzindo desinforma&#xE7;&#xE3;o elegante, abuso de autoridade ou simplifica&#xE7;&#xE3;o irrespons&#xE1;vel.</p><p>H&#xE1; profissionais registrados que sabem muito e se comunicam mal. E h&#xE1; criadores sem chancela formal, que n&#xE3;o deveriam ocupar certos lugares de orienta&#xE7;&#xE3;o, mas sabem mediar conversas introdut&#xF3;rias com did&#xE1;tica e <strong>&#xE9;tica</strong>.</p><p>Ent&#xE3;o talvez a pergunta n&#xE3;o seja apenas &#x201C;tem diploma?&#x201D;. Talvez seja tamb&#xE9;m: Essa pessoa reconhece os pr&#xF3;prios limites? Distingue informa&#xE7;&#xE3;o de prescri&#xE7;&#xE3;o? </p><p>Contextualiza risco? Indica quando o assunto exige atendimento profissional? Produz entendimento ou s&#xF3; autoridade performada?</p><p>&#xC9; nesse ponto que come&#xE7;a a crescer um tipo de creator que merece aten&#xE7;&#xE3;o real do mercado: aquele que n&#xE3;o s&#xF3; <strong>informa, </strong>mas <strong>traduz </strong>complexidade.</p><p>E aqui, estamos falando de creators que entram em territ&#xF3;rios como medicina, ci&#xEA;ncia, direito, finan&#xE7;as, educa&#xE7;&#xE3;o, sa&#xFA;de, pol&#xED;tica p&#xFA;blica, comportamento, tecnologia e outros temas densos sem transformar tudo na pr&#xF3;xima <em>trend</em> a ser reproduzida.</p><p>E isso importa porque, hoje, relev&#xE2;ncia n&#xE3;o est&#xE1; s&#xF3; em quem chama aten&#xE7;&#xE3;o. Est&#xE1; tamb&#xE9;m em quem ajuda as pessoas a <strong>entender</strong> o mundo.<strong> </strong>Ser a ponte entre o dif&#xED;cil e o compreens&#xED;vel, entre o t&#xE9;cnico e o cotidiano, entre a teoria e a vida real e entre o &#x201C;eu sei&#x201D; e o &#x201C;deixa eu te mostrar&#x201D;.</p><p>Tem creator que faz isso pela via did&#xE1;tica, da linguagem pop, da analogia, do humor, do storytelling e at&#xE9; da pr&#xF3;pria rotina. Pode mudar o formato, o tom e o nicho, mas o que conecta todos eles &#xE9; uma habilidade de <strong>organizar </strong>o caos informacional para algu&#xE9;m conseguir entrar no assunto sem se sentir confuso, exclu&#xED;do ou intimidado.</p><p>Isso parece simples? Talvez. <strong>Mas acredite, n&#xE3;o &#xE9;.</strong> Porque falar sobre um tema complexo na internet exige pelo menos tr&#xEA;s coisas ao mesmo tempo: linguagem, conhecimento e responsabilidade. </p><p>Principalmente num contexto em que quase todo mundo est&#xE1; cansado de uma comunica&#xE7;&#xE3;o que ou simplifica demais ou complica sem necessidade.</p><p><strong>Explicar o mundo virou um ativo </strong></p><p>A verdade &#xE9; que nem sempre o valor est&#xE1; apenas em originar conhecimento. </p><p>Muitas vezes ele est&#xE1; em traduzir, contextualizar, filtrar e tornar acess&#xED;vel. S&#xF3; que &#xE9; justamente a&#xED; que a conversa come&#xE7;a a ficar mais delicada. </p><p>Porque alguns temas n&#xE3;o s&#xE3;o apenas &#x201C;assuntos&#x201D;, s&#xE3;o infraestrutura de entendimento, que influenciam consequ&#xEA;ncias. Ou seja, afetam decis&#xE3;o, mudam comportamento, fazem as pessoas aprenderem, tomarem decis&#xE3;o, comprarem, apostarem, investirem, interpretarem leis, enxergarem sintomas e repensarem carreira, a partir de creators. </p><p>O que significa que eles passaram a participar da cadeia de forma&#xE7;&#xE3;o de percep&#xE7;&#xE3;o. </p><p>&#xC9; por isso que medicina, ci&#xEA;ncia, direito, finan&#xE7;as, educa&#xE7;&#xE3;o e sa&#xFA;de colocam a creator economy diante de uma pergunta inc&#xF4;moda: quem pode falar, como pode falar e com qual responsabilidade? </p><p>Porque n&#xE3;o estamos falando s&#xF3; de influ&#xEA;ncia. Estamos falando de media&#xE7;&#xE3;o. De quem traduz, interpreta, simplifica, orienta e em alguns casos, de quem ocupa um lugar que antes era quase exclusivo de especialistas, institui&#xE7;&#xF5;es, ve&#xED;culos e profissionais formalmente reconhecidos.</p><h3 id="temas-que-pedem-mais-que-alcance">Temas que pedem mais que alcance </h3><p>Da s&#xE9;rie verdades dif&#xED;ceis de engolir: </p><p>1. Nem todo v&#xED;deo sobre sa&#xFA;de &#xE9; orienta&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dica;<br><br>2. Nem todo conte&#xFA;do sobre direito &#xE9; consultoria jur&#xED;dica;<br><br>3. Nem toda fala sobre finan&#xE7;as &#xE9; recomenda&#xE7;&#xE3;o formal de investimento;<br><br>4. Nem toda aula curta sobre ci&#xEA;ncia ou educa&#xE7;&#xE3;o vira exerc&#xED;cio profissional. </p><p>Mas a internet nem sempre respeita essas fronteiras, n&#xE3;o &#xE9; mesmo? Em alguns casos, o creator acha que est&#xE1; s&#xF3; contextualizando, o p&#xFA;blico entende como recomenda&#xE7;&#xE3;o, a marca l&#xEA; como oportunidade, a plataforma distribui como entretenimento. </p><p>E, no meio disso, um tema sens&#xED;vel passa a circular com a apar&#xEA;ncia de algo simples, resolvido, mastigado. </p><p>A&#xED; &#xE9; o verdadeiro caos instalado e salve-se quem puder. Qualquer identifica&#xE7;&#xE3;o, &#xE9; apenas mera coincid&#xEA;ncia, ok?</p><h3 id="o-mercado-amadureceu-e-a-r%C3%A9gua-subiu-junto">O mercado amadureceu e a r&#xE9;gua subiu junto </h3><p>A Creator Economy continua amadurecendo. E, com isso, cresce a necessidade de creators que fa&#xE7;am mais do que entreter ou amplificar desejo. Cresce a necessidade de creators que consigam organizar sentido. </p><p>Isso n&#xE3;o significa abandonar humor, leveza ou formatos nativos. Pelo contr&#xE1;rio. &#xC9; justamente a capacidade de usar as l&#xF3;gicas da internet a favor da compreens&#xE3;o. </p><p>Afinal, a internet n&#xE3;o precisa ficar menos interessante para ficar mais inteligente. Ela precisa ficar melhor traduzida.</p><p>Por esse motivo, os criadores de conte&#xFA;dos est&#xE3;o brilhando nas m&#xED;dias, ocupando cada vez mais esse espa&#xE7;o.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/nasa-JZz2UYtHo1s-unsplash.jpg" class="kg-image" alt="O melhor jeito do mundo" loading="lazy" width="2000" height="1333" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/05/nasa-JZz2UYtHo1s-unsplash.jpg 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/05/nasa-JZz2UYtHo1s-unsplash.jpg 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1600/2026/05/nasa-JZz2UYtHo1s-unsplash.jpg 1600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w2400/2026/05/nasa-JZz2UYtHo1s-unsplash.jpg 2400w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h3 id="existem-dois-tipos-de-pessoas-lendo-este-post-agora">Existem dois tipos de pessoas lendo este post agora:</h3><ol><li>J&#xE1; testou ChatGPT algumas vezes, achou interessante, fechou a aba e acha que &quot;t&#xE1; usando IA&quot;. <br></li><li>Separou um tempo na agenda (30 minutos por dia, todo dia) para realmente colocar a m&#xE3;o na massa. Testando, revisando, avaliando, revisando, montando fluxo e quebrando a cabe&#xE7;a. Vendo dar errado. Ajustando e repetindo.</li></ol><p>A diferen&#xE7;a entre essas duas pessoas, daqui a 18 meses, vai ser absurda. </p><p>E n&#xE3;o se trata de marketing. &#xC9; uma quest&#xE3;o de patrim&#xF4;nio. </p><h3 id="uma-hist%C3%B3ria-para-explicar-melhor">Uma hist&#xF3;ria para explicar melhor </h3><p>Imagine dois homens &#xA0;vendendo facas, de porta em porta, em 2003. </p><p>Um deles come&#xE7;a a &quot;brincar&quot; com rede de pesquisa do Google, &#xA0;30 minutos por noite. </p><p>Acha estranho, n&#xE3;o vende muito e quase desiste v&#xE1;rias vezes. Mas ele ent&#xE3;o larga as facas e mergulha de cabe&#xE7;a nesse &quot;neg&#xF3;cio de internet&quot;, que ningu&#xE9;m entende ainda. </p><p>Ele passa meses sem faturar direito. Vive da poupan&#xE7;a e come arroz com ovo. </p><p>Cinco anos depois, um deles construiu o pr&#xF3;ximo e-commerce milion&#xE1;rio. O outro continua batendo de porta em porta, em um mercado que encolhe a cada m&#xEA;s.</p><h3 id="essa-%C3%A9-uma-hist%C3%B3ria-real">Essa &#xE9; uma hist&#xF3;ria real. </h3><p>E a IA, hoje, &#xE9; &#xA0;a rede de pesquisa do Google de 2003. Com uma diferen&#xE7;a: a janela &#xE9; mais bem mais curta.</p><h3 id="o-que-ningu%C3%A9m-quer-ouvir">O que ningu&#xE9;m quer ouvir </h3><p>A maioria das pessoas testam IA uma vez, o resultado vem meia-boca, e elas desistem. </p><p>Os 1% que ficam, que tratam o agente como um funcion&#xE1;rio que precisa ser treinado, que voltam, ajustam o prompt, refinam a instru&#xE7;&#xE3;o, esses 1% v&#xE3;o construir neg&#xF3;cios que, h&#xE1; 3 anos, exigiam um time de 50 pessoas. </p><p>E o motivo &#xE9; ridiculamente simples.</p><p><strong>A IA hoje j&#xE1; &#xE9; capaz de fazer praticamente tudo que voc&#xEA; precisa. </strong><br><br>O modelo &#xE9; inteligente o suficiente. A capacidade est&#xE1; l&#xE1;. </p><p>O que falta n&#xE3;o &#xE9; tecnologia. </p><p>&#xC9; itera&#xE7;&#xE3;o. </p><p>Igual atleta que treina mesmo quando n&#xE3;o t&#xE1; afim.</p><p>Igual escritor que escreve uma p&#xE1;gina por dia, mesmo quando est&#xE1; ruim.<br><br>Igual quem aprendeu a fazer tr&#xE1;fego pago em 2014, quando todo mundo achava Facebook Ads era apenas uma coisa de &quot;an&#xFA;ncios chatos&quot;.<br><br>A regra &#xE9;: <strong>30 minutos</strong> por dia. 60 dias. Sem pular.<br><br>Voc&#xEA; vai sair desses 60 dias totalmente diferente. </p><h3 id="uma-mudan%C3%A7a-de-perspectiva">Uma mudan&#xE7;a de perspectiva</h3><p>Muita gente est&#xE1; olhando pra IA e perguntando: &quot;quanto custa?&quot;<br><br>US$ 20 por m&#xEA;s de ChatGPT. </p><p>US$ 200 do plano caro. </p><p>Token disso, daquilo.<br><br>Essa &#xE9; a pergunta errada.<br><br>A pergunta certa &#xE9;: quanto custaria um humano fazer isso?<br><br>Porque a gente foi condicionado a pensar em software como assinatura barata. Netflix por R$ 30,00. Spotify por R$ 20,00.<br><br>A&#xED; chega uma fatura de IA de US$ 150 no m&#xEA;s e a pessoa <a href="https://www.youtube.com/watch?v=JV2yGgTYVzk">surta</a>.<br><br>Pense diferente. Aquele documento que levaria 8 horas para um profissional s&#xEA;nior. Aquela pesquisa de concorr&#xEA;ncia que travaria a semana de algu&#xE9;m.<br><br>Tudo isso, hoje, custa menos do que voc&#xEA; gasta com almo&#xE7;o numa semana boa.<br><br>O pre&#xE7;o n&#xE3;o &#xE9; caro. O que &#xE9; caro &#xE9; n&#xE3;o fazer.<br><br>Eu espero, de verdade, que eu te incentive a tirar do papel o seu pr&#xF3;ximo projeto.<br><br>N&#xE3;o precisa ser gigantesco.</p><p>N&#xE3;o precisa ser perfeito. </p><p>Comece, apenas.</p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/MMuaaXPS1MM?start=314&amp;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="A conta da IA chegou"></iframe></figure><p><strong>P.S. </strong>O melhor jeito n&#xE3;o &#xE9; o mais sofisticado. Nem o prompt mais elaborado. Muito menos a ferramenta mais cara. Todo dia: 30 minutos. A teoria na pr&#xE1;tica &#xE9; outra. Topa o desafio? Bora!</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Contraste exótico do constrangimento]]></title><description><![CDATA[Enquanto você tenta ter a ideia mais genial do mundo, e não posta nada até achar que de fato encontrou, tem gente encarando a criação de conteúdo de forma documental, trazendo mais autenticidade pra coisa toda. Fora da bolha.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/pano-de-fundo/</link><guid isPermaLink="false">69f5e9f4530988558f54af98</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[Criatividade]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Sat, 02 May 2026 13:53:57 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/surf-sp.webp" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/surf-sp.webp" alt="Contraste ex&#xF3;tico do constrangimento"><p>Voc&#xEA; tem algum ritual logo que acorda? Tipo pensar em alguma coisa pra sair da cama e encarar o dia, ou algum mantra pra n&#xE3;o se estressar com bobagens cotidianas?</p><p>Talvez seja a hora de, sempre que a gente for postar alguma coisa nas redes - e a gente faz isso toda hora, nos perguntarmos: &#x201C;eu t&#xF4; postando pra mim, ou para os outros?&#x201D;</p><p>A reflex&#xE3;o de hoje questiona se as pessoas j&#xE1; n&#xE3;o chegaram ao ponto de organizar uma viagem inteira em torno de tirar a foto perfeita, ao inv&#xE9;s de simplesmente viver e voltar com um registro simples na bagagem. Mas a sensa&#xE7;&#xE3;o &#xE9; de que, se n&#xE3;o posta&#x2026; voc&#xEA; nem viveu aquilo. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/sao-paulo-surf-club.jpg" class="kg-image" alt="Contraste ex&#xF3;tico do constrangimento" loading="lazy" width="820" height="430" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/05/sao-paulo-surf-club.jpg 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/sao-paulo-surf-club.jpg 820w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="a-busca-pela-%E2%80%98foto-perfeita%E2%80%99-t%C3%A1-acabando-com-o-turismo">A busca pela &#x2018;foto perfeita&#x2019; t&#xE1; acabando com o turismo? </h2><p><em>Ao inv&#xE9;s de viver a experi&#xEA;ncia, as pessoas est&#xE3;o mais preocupadas em garantir um registro pra internet</em></p><p>&#x201C;Se n&#xE3;o posta, n&#xE3;o cresce&#x201D;. Esse &#xE9; um bord&#xE3;o usado por pessoas que frequentam academias e brincam com o fato de que, se voc&#xEA; fizer um treino e n&#xE3;o postar uma foto mostrando que voc&#xEA; treinou, o exerc&#xED;cio n&#xE3;o vai fazer efeito no seu corpo. Ser&#xE1; que essa m&#xE1;xima tamb&#xE9;m serve pro turismo? </p><p>A revistaNew Yorker produziu um mini <a href="https://www.youtube.com/watch?v=FlK4JKFPf7U">doc</a> explorando como os turistas lidam com as visita&#xE7;&#xF5;es a alguns pontos famosos. O glamour das fotos postadas quase nunca refletem a experi&#xEA;ncia naquele momento, o que implica aceitarmos que a internet &#xE9; sim uma realidade paralela: ao mesmo tempo que voc&#xEA; viveu aquela cena captada numa foto, ou v&#xED;deo, ela n&#xE3;o aconteceu exatamente daquele jeito. N&#xE3;o passa de um fragmento do que &#xE9; real de verdade. </p><p>Numa das primeiras cenas do mini doc, a gente ouve ao fundo um di&#xE1;logo em que uma pessoa reclama da neblina num penhasco, no momento em que est&#xE1; tirando uma foto, no que a outra responde que &#x201C;a gente pode consertar no computador&#x201D;. &#xC9; claro que vale mais a pena visitar um cart&#xE3;o postal tipo o Cristo Redentor num dia ensolarado, mas se voc&#xEA; deu azar no dia, faz sentido alterar a realidade pra n&#xE3;o perder o close? E, indo mais longe, n&#xE3;o seria melhor ent&#xE3;o nem ir e gastar o dinheiro, mas inserir uma foto sua l&#xE1; sem sair de casa, recurso que qualquer IA gratuita faz em segundos?</p><p>Todo mundo que viaja j&#xE1; viveu esse momento de fazer caras e bocas pra uma foto em algum ponto tur&#xED;stico. Mas assistir o doc, que s&#xE3;o v&#xE1;rias cenas captadas de pessoas fazendo xaropices - de novo, igual todo mundo faz, d&#xE1; um pinguinho de vergonha alheia. Numa compara&#xE7;&#xE3;o boba, seria meio que a mesma coisa de algu&#xE9;m fazer um mini doc de pessoas interagindo com seus pets naquela voz <em>&apos;iti malia&apos;</em> de nen&#xE9;m, que s&#xF3; faz sentido naquele contexto ali com seu bichinho. </p><p>E, se todo mundo passa essa vergonha cedo ou tarde, a quest&#xE3;o n&#xE3;o &#xE9; estar sendo observado na produ&#xE7;&#xE3;o da foto perfeita, mas se a gente quer essa foto perfeita pra eternizar aquele momento; ou se a gente pouco se importa com a viv&#xEA;ncia, porque agora o lance &#xE9; escolher a viagem que possa proporcionar essa foto perfeita. Fez sentido? </p><h3 id="o-que-%C3%A9-causa-e-o-que-%C3%A9-consequ%C3%AAncia">O que &#xE9; causa e o que &#xE9; consequ&#xEA;ncia? </h3><p>A Rua Pires de Almeida fica ligeiramente escondida a poucos minutos da entrada do bondinho que sobe para o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. A arquitetura dos pr&#xE9;dios da rua &#xE9; uma gra&#xE7;a e, ao fundo, o Cristo aparece de bra&#xE7;os abertos. Pouca gente a conheceria normalmente, mas, gra&#xE7;as &#xE0;s dicas de tiktokers, ela virou um point pra uma &#x201C;foto perfeita&#x201D; e muitos turistas passaram a procur&#xE1;-la. Ou seja: n&#xE3;o &#xE9; que a galera passa por essa rua, que &#xE9; residencial, e se depara com um cen&#xE1;rio maneiro. S&#xF3; entra ali quem mora em um dos pr&#xE9;dios, ou quer essa foto. </p><p>Mas, quando a foto perfeita &#xE9; tirada nesse lugar, e publicada, ela comp&#xF5;e o imagin&#xE1;rio pra quem t&#xE1; vendo nas redes de que essa pessoa viveu pra caramba essa viagem. &#x201C;Olha como ela t&#xE1; l&#xE1;, vivona e vivendo, explorando lugares diferentes e encontrando essas paisagens incr&#xED;veis. Nossa, que inveja&#x201D;, voc&#xEA; pode pensar. Sendo que, na real, ela s&#xF3; entrou naquela rua pra dar o close. </p><h2 id="a-gente-sempre-fala-bastante-desse-ponto-sobre-a-influ%C3%AAncia-ser-consequ%C3%AAncia-de-algo-n%C3%A3o-a-causa">A gente sempre fala bastante desse ponto, sobre a influ&#xEA;ncia ser consequ&#xEA;ncia de algo, n&#xE3;o a causa.</h2><p><br>Muitas pessoas entram na internet com o sonho de se tornarem <em>influencers, </em>mas esquecem que precisam formar opini&#xE3;o, produzir um conte&#xFA;do aut&#xEA;ntico e original e se conectarem com a audi&#xEA;ncia pra, a&#xED; sim, influenciar algu&#xE9;m. <br><br>O termo <em>influenciador </em>foi totalmente banalizado nesse sentido. Por isso essa rua serve como uma boa analogia: ela s&#xF3; serve como experi&#xEA;ncia se fornecer a foto perfeita. Do contr&#xE1;rio, &#xE9; apenas mais uma rua.</p><p>O fil&#xF3;sofo Fillipe Trizotto comentou em um <a href="https://x.com/filosofocolina/status/2046336368285303272">tweet</a> que mostrava uma fila gigante de turistas que aguardavam a vez pra dar uma entrada no Real Gabinete Portugu&#xEA;s de Leitura, tamb&#xE9;m no Rio, que tem um cen&#xE1;rio meio Hogwarts por dentro. </p><p>Fillipe explica que, hoje, o local funciona para turistas s&#xF3; como um ponto de visita&#xE7;&#xE3;o, que vale muito a pena ser conhecido se n&#xE3;o tiver uma fila quilom&#xE9;trica como ped&#xE1;gio. Movimento esse que &#xE9; inevit&#xE1;vel em cidades que exploram cada vez mais a ind&#xFA;stria do turismo. </p><p>A s&#xE9;rie de exemplos cariocas aqui tem uma justificativa: s&#xF3; nos 9 primeiros meses de 2025, o Brasil registrou mais de 7 milh&#xF5;es de turistas estrangeiros, um <a href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2025/10/07/rj-tem-alta-de-turistas-estrangeiros.ghtml">recorde</a> hist&#xF3;rico, sendo que 1 a cada 5 visitaram o Estado do Rio de Janeiro. </p><p>Isso impacta positivamente a economia, a renda de quem trabalha com turismo (seja formal ou informalmente) e exp&#xF5;e o nosso pa&#xED;s pro mundo. Por outro lado, pode atrapalhar a vida de quem &#xE9; cidad&#xE3;o desse tipo de cidade e sofre com turistas sem no&#xE7;&#xE3;o, que pensam que tudo e todos est&#xE3;o ali para servi-los. </p><p>Viralizou no Rio o formato de v&#xED;deo em que voc&#xEA; aparece numa laje no meio da favela da Rocinha, senta numa cadeira e um drone te filma de pertinho at&#xE9; ganhar uma dist&#xE2;ncia e <a href="https://g1.globo.com/turismo-e-viagem/noticia/2026/03/11/videos-de-turistas-em-lajes-da-rocinha-viralizam-e-geram-debate-sobre-romantizacao-da-pobreza.ghtml">revelar</a> a maior favela do pa&#xED;s, com voc&#xEA; ali no centro. </p><p>Para conseguir seu close perfeito, voc&#xEA; precisa esperar numa fila que pode chegar a 2 horas e desembolsar cerca de R$ 150. Por um lado, esse tipo de turismo deu perspectiva de renda pro dono da laje, pro guia que sobe com o turista at&#xE9; l&#xE1; e pra quem faz a capta&#xE7;&#xE3;o do v&#xED;deo. Por outro, o turista acaba explorando de um jeito negativo o contexto social e muitos ignoram a experi&#xEA;ncia em si, o interc&#xE2;mbio cultural que s&#xF3; a visita a proporciona, em troca de apenas uma &#x201C;foto perfeita&#x201D;. </p><blockquote>&#x201C;Eu reconhe&#xE7;o que h&#xE1; moradores enxergando nisso uma fonte leg&#xED;tima de renda. O problema &#xE9; quando a favela deixa de ser um bairro vivo, complexo e atravessado por desigualdades estruturais para virar apenas contraste ex&#xF3;tico ou pano de fundo para conte&#xFA;do impactante.&quot; </blockquote><p>Lamenta Cecilia Oliveira, diretora-executiva do Instituto Fogo Cruzado, que <a href="https://fogocruzado.org.br">monitora</a> a viol&#xEA;ncia armada em comunidades de baixa renda no Rio de Janeiro.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/Screen-Shot-2026-05-02-at-09.58.22.png" class="kg-image" alt="Contraste ex&#xF3;tico do constrangimento" loading="lazy" width="988" height="467" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/05/Screen-Shot-2026-05-02-at-09.58.22.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/Screen-Shot-2026-05-02-at-09.58.22.png 988w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p>Um coment&#xE1;rio no <a href="https://www.instagram.com/p/DVgk-Ugj6_m">post</a> que divulga o mini doc da New Yorker questiona: &quot;estamos escalando a montanha pra ver o mundo, ou pra que o mundo nos veja?&quot;.</p><h3 id="black-mirror-%C3%A0s-vezes-parece-document%C3%A1rio">Black Mirror &#xE0;s vezes parece document&#xE1;rio. </h3><p>Segundo a Fundaci&#xF3;n iO, que desenvolve projetos em sa&#xFA;de especialmente no campo de doen&#xE7;as infecciosas e da medicina do viajante, a busca por uma selfie em locais arriscados j&#xE1; casou a morte de mais de 500 pessoas desde 2008, conta o <a href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/2024/06/07/selfies-mortais-relembre-casos-em-que-fotos-resultaram-em-acidentes-fatais.ghtml">portal g1</a>. </p><p>O texto relembra uma s&#xE9;rie de turistas que perderam a vida ao arriscar demais pra conseguir a tal foto perfeita. E n&#xE3;o d&#xE1; pra ignorar o contexto de que esses registros n&#xE3;o s&#xE3;o pra serem guardados, ou mostrados pra fam&#xED;lia e amigos. </p><h2 id="s%C3%A3o-feitos-pra-internet-porque-pra-muita-gente-a-experi%C3%AAncia-mostrada-valida-o-que-foi-vivido-na-realidade-se-n%C3%A3o-postou-n%C3%A3o-aconteceu-lembra">S&#xE3;o feitos pra internet, porque, pra muita gente, a experi&#xEA;ncia mostrada valida o que foi vivido na realidade. Se n&#xE3;o postou, n&#xE3;o aconteceu. Lembra? </h2><p><br>Antes das redes sociais serem como hoje, parece at&#xE9; que as pessoas tinham menos vergonha pra tirar uma foto, porque elas n&#xE3;o tinham a preocupa&#xE7;&#xE3;o de quem ia ver aqueles registros. Eram para serem reveladas e colocadas num &#xE1;lbum que, consequentemente, s&#xF3; as pessoas mais pr&#xF3;ximas teriam acesso, ou ent&#xE3;o pra ficarem na mem&#xF3;ria do computador. </p><p>Ainda que voc&#xEA; postasse num Orkut da vida, ou nos prim&#xF3;rdios do Facebook, seus amigos que iam interagir eram realmente amigos na vida real. </p><p>Ent&#xE3;o d&#xE1; pra dizer que antigamente, mas ainda neste s&#xE9;culo, as pessoas turistavam para apreciar a vista, mas garantiam uma foto pra relembrar aquele momento - e que bom que o faziam! </p><p>Mas a foto era consequ&#xEA;ncia de ter pensado na viagem, programado o passeio, vivido a experi&#xEA;ncia e, por sorte, ter uma c&#xE2;mera &#xE0; disposi&#xE7;&#xE3;o. Hoje, parece que todo esse processo gostoso de viajar gira em torno da foto perfeita. Como se ela fosse a causa pra voc&#xEA; estar ali, n&#xE3;o a consequ&#xEA;ncia do que foi vivido na pr&#xE1;tica. </p><h2 id="posto-logo-existo">Posto, logo existo.</h2><p>Vale se questionar: eu t&#xF4; postando pra mim ou para os outros? E aproveitando o gancho desse tema, d&#xE1; at&#xE9; pra gente ir um pouco mais al&#xE9;m: t&#xF4; vivendo o que eu quero, ou o que os outros v&#xE3;o achar legal que eu vivi? </p><p>Milh&#xF5;es de pessoas tentam copiar esse estilo de vida, pra tentar sentir o gostinho dos fragmentos de realidade que os influenciadores postam.</p><p>Mas, se voc&#xEA; est&#xE1; tentando criar conte&#xFA;do para as redes a todo momento e a qualquer custo, pare com isso agora mesmo. </p><p>Quando os primeiros YouTubers surgiram, assim como a turma dos blogs, a ideia na internet era compartilhar viv&#xEA;ncias e se conectar com outras pessoas. </p><p>Os primeiros tweets eram pra falar como a gente tava se sentindo, assim como as postagens no Facebook. Hoje, at&#xE9; os stories, que somem depois de 24 horas, s&#xE3;o milimetricamente calculados pra entregar alguma coisa - pelo menos na cabe&#xE7;a de quem t&#xE1; fazendo. </p><p>Isso tem tudo a ver com o que a gente falou hoje: documentando a sua jornada, voc&#xEA; influencia como consequ&#xEA;ncia. N&#xE3;o &#xE9; pra dizer o que as pessoas devem fazer, mas pra dividir a experi&#xEA;ncia do que voc&#xEA; fez - e pode ter certeza que, quem te curtir, vai ser influenciado por voc&#xEA;.</p><p>&#xC9; na verdade voltar ao motivo inicial do porque, afinal, n&#xF3;s estamos na internet: conectar e compartilhar. Nem tudo que &#xE9; postado reflete a realidade, ao contr&#xE1;rio, est&#xE1; muito longe disso.</p><p>J&#xE1; postou uma foto hoje? =)</p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/9wed8lizXJM?start=2&amp;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="Can You Play [DJ SET]"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #53 da YOUPIX. Para aprofundar, corre pro <a href="https://www.instagram.com/instayoupix">@instayoupix</a> e receba, em primeira m&#xE3;o, o olhar do time da YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Dedo na ferida]]></title><description><![CDATA[Criadores de conteúdo influenciam não só o que a gente compra, mas também a nossa forma de agir e pensar. Ainda assim, tem uma galera que insiste em subestimar a importância e tratar como algo secundário, sem levar isso em conta.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/interessante/</link><guid isPermaLink="false">69ea61d8530988558f54ad9b</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[carreira]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[Criatividade]]></category><category><![CDATA[cultura]]></category><category><![CDATA[trabalho]]></category><category><![CDATA[Estratégia]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Sat, 25 Apr 2026 13:58:21 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/os-gemeos-segredos.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/os-gemeos-segredos.jpg" alt="Dedo na ferida"><p>O text&#xE3;o de hoje quer trocar uma ideia com os profissionais das mais diferentes &#xE1;reas. Por que parece que, de repente, todo mundo precisa ter um perfil nas redes pra ter sucesso na sua profiss&#xE3;o - mesmo que ela n&#xE3;o tenha nada a ver com o universo digital?</p><p>Estamos aqui mais uma vez pra te mostrar que voc&#xEA; n&#xE3;o precisa cair no efeito manada, principalmente sem ter uma estrat&#xE9;gia bem definida. Mas que t&#xE1; tudo bem criar um Instagram, Tik Tok ou qualquer outro perfil, porque ele pode expandir o seu mercado com um potencial gigantesco.</p><p>Talvez podemos concordar em um ponto, que o mais importante, antes de tudo, &#xE9; ter estrat&#xE9;gia e autenticidade, independente do que voc&#xEA; faz? Ou, pelo menos deveria ser assim. Por&#xE9;m, bom lembrar que a teoria na pr&#xE1;tica &#xE9; outra.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/os-gemeos-1.png" class="kg-image" alt="Dedo na ferida" loading="lazy" width="1200" height="630" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/04/os-gemeos-1.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/04/os-gemeos-1.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/os-gemeos-1.png 1200w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="todo-profissional-precisa-ter-um-instagram">Todo profissional precisa ter um Instagram? </h2><p><em>O marketing profissional sempre existiu. N&#xE3;o &#xE9; porque vivemos na era das redes que voc&#xEA; precisa de um @</em></p><p>O marketeiro Jo&#xE3;o Pedro Motta gravou um v&#xED;deo falando sobre a &quot;obriga&#xE7;&#xE3;o&quot;, que muitos profissionais pensam que t&#xEA;m, de <a href="https://www.instagram.com/p/DF58tcJpg5_">abrir</a> um perfil no Instagram. A gente j&#xE1; trouxe esse assunto por aqui em outras oportunidades, porque &#xE0; medida que a forma como usamos as redes mudou, a gente sentiu a necessidade de mudar o nosso comportamento tamb&#xE9;m - ainda que n&#xE3;o seja uma consequ&#xEA;ncia natural.</p><p>&#xC9; dif&#xED;cil tra&#xE7;ar o momento exato, mas principalmente para os profissionais que n&#xE3;o dependem do presencial, criar um perfil digital foi a sa&#xED;da pra sobreviver na pandemia. Se o seu restaurante, caf&#xE9; ou loja de doces fechou durante a pandemia, voc&#xEA; podia fazer a divulga&#xE7;&#xE3;o online e entregar direto na casa do cliente. Se sua loja de roupas n&#xE3;o podia mais receber o p&#xFA;blico, voc&#xEA; postava as pe&#xE7;as e mandava entregar. De repente, o que parecia uma limita&#xE7;&#xE3;o, pra alguns profissionais, se tornou uma oportunidade de mercado: pelo correio, eu posso mandar essa brusinha pra qualquer lugar do Brasil. </p><h3 id="criar-conte%C3%BAdo-te-deu-a-oportunidade-de-falar-com-pessoas-que-levariam-d%C3%A9cadas-pra-te-conhecer-no-mercado-tradicional-explica-o-jo%C3%A3o-motta">&quot;Criar conte&#xFA;do te deu a oportunidade de falar com pessoas que levariam d&#xE9;cadas pra te conhecer no mercado tradicional&quot;, explica o Jo&#xE3;o Motta.</h3><p><br>Acontece que influ&#xEA;ncia &#xE9; consequ&#xEA;ncia, n&#xE3;o o ponto de partida. Ser influente &#xE9; um m&#xE9;rito conquistado por meio de autoridade e credibilidade constru&#xED;das ao longo do tempo. </p><p>Para conquistar essa posi&#xE7;&#xE3;o, &#xE9; necess&#xE1;rio fornecer conte&#xFA;do aut&#xEA;ntico e consistente, demonstrando conhecimento e comprometimento com uma audi&#xEA;ncia espec&#xED;fica. A YOUPIX publicou um artigo, l&#xE1; em 2023 - que segue <a href="https://youpix.com.br/medico-arquiteto-e-professor-todo-mundo-virou-influenciador">atual</a> ainda. </p><p>Por isso, n&#xE3;o basta pensar que criar o @ e jogar 1 post no feed + 3 stories (pra n&#xE3;o perder a oportunidade de cutucar rs) vai resolver a vida e pavimentar uma carreira de, al&#xE9;m da profiss&#xE3;o escolhida, tamb&#xE9;m de creator. Vamos pegar como exemplo os profissionais da psicologia. Quantos @s voc&#xEA; n&#xE3;o conhece que s&#xE3;o &#x201C;psi + o nome da pessoa&#x201D;? O @, por si s&#xF3;, n&#xE3;o se sustenta como um diferencial. </p><p>O profissional vai precisar criar conte&#xFA;dos que mostrem o porqu&#xEA; ele &#xE9; o perfil que voc&#xEA; deveria escolher como terapeuta. E isso significa que o conte&#xFA;do precisa ser aut&#xEA;ntico e contar a hist&#xF3;ria desse profissional, ao inv&#xE9;s de simplesmente replicar carross&#xE9;is com termos t&#xE9;cnicos e pensamentos de Freud que n&#xF3;s, meros mortais, mal conseguimos prestar aten&#xE7;&#xE3;o - quem dir&#xE1; compreender. Quem dir&#xE1; curtir. Quem dir&#xE1; compartilhar. E a&#xED; todo o trabalho se foi em v&#xE3;o. Fora que fica todo mundo com a mesma carinha de perfil. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/image-8.png" class="kg-image" alt="Dedo na ferida" loading="lazy" width="1265" height="760" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/04/image-8.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/04/image-8.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/image-8.png 1265w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="se-todo-mundo-%C3%A9-influenciador-quem-influencia-de-verdade">Se todo mundo &#xE9; influenciador, quem influencia de verdade? </h2><p><br>Essa pergunta foi feita no final do artigo citado acima anteriormente, mas vale um desenvolvimento maior. Na &#xE9;poca, refor&#xE7;amos que &#x201C;a influ&#xEA;ncia &#xE9; a constru&#xE7;&#xE3;o s&#xF3;lida de confian&#xE7;a e autenticidade, uma busca cont&#xED;nua para fornecer valor genu&#xED;no a uma comunidade fiel. Portanto, se todo mundo virou influenciador, a verdadeira diferen&#xE7;a est&#xE1; na maneira como abordamos essa influ&#xEA;ncia, mantendo nossa integridade e prop&#xF3;sito.&#x201D;</p><p>E esse pensamento dialoga diretamente com o que as maiores cabe&#xE7;as da Creator Economy pensam: no SXSW deste ano, ouvimos muito sobre como a gente n&#xE3;o deve se deixar paralisar pelo medo da intelig&#xEA;ncia artificial, porque apesar de n&#xE3;o conseguirmos venc&#xEA;-la em volume de produ&#xE7;&#xE3;o, ela n&#xE3;o &#xE9; capaz de criar um conte&#xFA;do com a autenticidade que s&#xF3; um ser humano tem. Nossa criatividade depende de emo&#xE7;&#xF5;es, do &#xF3;cio, de aprender e acumular repert&#xF3;rio, de conversar com outras pessoas, dividir experi&#xEA;ncias e de&#x2026; errar. &#xC0;s vezes &#xE9; numa c@gada que a gente faz um v&#xED;deo que pega o hype e viraliza, ou cria um projeto de sucesso. </p><p>O mesmo vale pra profissionais que, al&#xE9;m de estudarem pra caramba, se prepararem ao longo da vida com especializa&#xE7;&#xF5;es e cursos, agora sentem que precisam ter um perfil no Instagram, sen&#xE3;o v&#xE3;o morrer de fome. Se a quest&#xE3;o fosse s&#xF3; ter um @, como um cart&#xE3;o de visitas, tava moleza. S&#xF3; que abrir um perfil nas redes &#xE9; tipo um Tamagotchi - um bichinho virtual ic&#xF4;nico que exige cuidados constantes, voc&#xEA; precisa alimentar, nutrir e cuidar pra que ele possa crescer. </p><p>Tem que ser pelo menos uma plantinha que voc&#xEA; rega uma vez por semana. Voc&#xEA; precisa se preocupar se tem tempo de produzir conte&#xFA;do, ou se tem verba pra pagar uma empresa que v&#xE1; fazer isso pra voc&#xEA;. Mas a primeira pergunta <strong>precisa ser</strong>: ter um perfil faz sentido dentro da minha estrat&#xE9;gia profissional?</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/image-9.png" class="kg-image" alt="Dedo na ferida" loading="lazy" width="2000" height="1333" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/04/image-9.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/04/image-9.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1600/2026/04/image-9.png 1600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/image-9.png 2048w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p>At&#xE9; porque, se voc&#xEA; &#xE9; novo nesse neg&#xF3;cio de Creator Economy, vale j&#xE1; saber que, sem estrat&#xE9;gia, a gente n&#xE3;o vai a lugar algum nesse mercado. N&#xE3;o que seja imposs&#xED;vel entrar no susto, t&#xE1;? Tem um mont&#xE3;o de creator que cai de p&#xE1;ra-quedas nessa vida de influ&#xEA;ncia porque fez um v&#xED;deo despretensioso e viralizou. Mas, se teve alcance, tinha autenticidade ali. Sozinha, essa qualidade n&#xE3;o sustenta uma carreira digital. Precisa tamb&#xE9;m ter estrat&#xE9;gia.</p><h2 id="o-que-te-trouxe-at%C3%A9-aqui-n%C3%A3o-garante-o-daqui-pra-frente-a-partir-de-agora">O que te trouxe at&#xE9; aqui n&#xE3;o garante o daqui pra frente, a partir de agora. <br></h2><p>Antes das redes sociais - e a&#xED; a gente n&#xE3;o t&#xE1; nem falando de antigamente anos 90, mas papo de uma d&#xE9;cada atr&#xE1;s. A tal trend 2016 x 2026. At&#xE9; essa &#xE9;poca, a esmagadora maioria dos profissionais trabalhava normalmente sem depender de um perfil numa rede social. Eles formavam sua base de clientes, o boca a boca era imprescind&#xED;vel e j&#xE1; usavam diferentes vertentes do marketing pra expandir a aten&#xE7;&#xE3;o sobre seus neg&#xF3;cios. N&#xE3;o &#xE9; uma novidade que surgiu com as redes, apesar de, no imagin&#xE1;rio popular, parecer que sim. </p><p>Sequer o marketing de influ&#xEA;ncia surgiu agora: h&#xE1; quem aponte que este segmento, totalmente transformado pelas redes sociais no p&#xF3;s-pandemia, surgiu no final do s&#xE9;culo XIX com a marca at&#xE9; ent&#xE3;o conhecida como Aunt Jemima. A empresa produzia alimentos para o caf&#xE9; da manh&#xE3; e usou a figura de Nancy Green, uma ex-escravizada, pra dar vida ao estere&#xF3;tipo das mulheres negras mais velhas e bastante maternais - aqui no Brasil, &#xE9; mais ou menos a Tia Nast&#xE1;cia, do S&#xED;tio do Pica-Pau Amarelo. Importante destacar que a marca <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/quaker-oats-substitui-marca-aunt-jemima-apos-acusacoes-de-racismo/">mudou</a> seu nome em 2020, pra n&#xE3;o reproduzir estere&#xF3;tipos racistas. </p><p>S&#xF3; que esse marketing de influ&#xEA;ncia de s&#xE9;culos atr&#xE1;s &#xE9; bem diferente do que a gente v&#xEA; hoje na Creator Economy, falando sobre creators serem pontes entre a marca e novos p&#xFA;blicos, porque o consumo de conte&#xFA;do n&#xE3;o &#xE9; mais mainstream via televis&#xE3;o, mas sim, fragmentado nos mais diferentes canais e formatos.</p><p>Isso tudo pra dizer que nenhum profissional <strong>precisa</strong> de um perfil nas redes pra ter sucesso no seu neg&#xF3;cio. Ali&#xE1;s, a dica #01 &#xE9; que &#xE9; melhor n&#xE3;o ter, do que ter de qualquer jeito. Do mesmo jeito que um perfil com milhares de seguidores e bem estruturado passa uma confian&#xE7;a no consumidor, um perfil mal cuidado denuncia a m&#xE1; organiza&#xE7;&#xE3;o. Fora que tem gente que deixa de focar em melhorar o pr&#xF3;prio trabalho pra pensar em viralizar. </p><p><strong>Moral da hist&#xF3;ria:</strong> ter um perfil profissional n&#xE3;o &#xE9; garantia de sucesso na carreira, mas pode expandir seu mercado - principalmente se o que voc&#xEA; oferece n&#xE3;o se restringe a um lugar espec&#xED;fico. Mas &#xE9; sempre melhor fazer o &#x201C;arroz com feij&#xE3;o&#x201D; do que tentar cozinhar um prato super chique, mal sabendo pronunciar o nome. Concorda por esse lado?</p><h3 id="tem-muita-gente-que-ainda-subestima-o-impacto-da-creator-economy-na-vida-de-todo-mundo-e-n%C3%A3o-%C3%A9-por-falta-de-provas">Tem muita gente que ainda subestima o impacto da Creator Economy na vida de todo mundo, e n&#xE3;o &#xE9; por falta de provas.</h3><p><br>Creators influenciam n&#xE3;o s&#xF3; o que a gente compra, mas tamb&#xE9;m o que a gente consome, como se informa e at&#xE9; como se posiciona. Cultura, comportamento, linguagem&#x2026; muita coisa j&#xE1; nasce ou ganha for&#xE7;a dentro desse ecossistema.<br><br>Hoje, 56% das pessoas usam as redes sociais como principal ferramenta de pesquisa de compra. E o impacto aparece direto no bolso: campanhas de influ&#xEA;ncia geram, em m&#xE9;dia, US$ 5,78 de retorno pra cada d&#xF3;lar investido. N&#xE9; brinquedo n&#xE3;o!<br><br>Mas ainda assim, tem uma galera que insiste em subestimar a import&#xE2;ncia dos creators ou tratar como algo secund&#xE1;rio na estrat&#xE9;gia de marketing.<br><br>Esses dias, o Cyrus Veyssi escreveu uma coluna incr&#xED;vel pra Time Magazine falando sobre tudo isso. Vale a pena <a href="https://time.com/article/2026/03/09/in-defense-of-influencers/">conferir</a>! </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/xWQ_IsuGvOk?start=4&amp;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="Deep End [DJ SET]"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #52, para aprofundar os assuntos, corre pro <a href="https://www.instagram.com/p/DXKCu5pAotl/">@instayoupix</a> e receba, em primeira m&#xE3;o, o olhar de todo time YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Segunda tela]]></title><description><![CDATA[Se você quer entender melhor como entrar na disputa por atenção que vai acontecer em toda a internet durante a Copa, uma reflexão pode cair como uma luva, um norte fundamental.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/second-screen/</link><guid isPermaLink="false">69eae0df530988558f54ada0</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[Criatividade]]></category><category><![CDATA[cultura]]></category><category><![CDATA[Futebol]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Fri, 24 Apr 2026 04:18:07 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/dinheiro.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/dinheiro.jpg" alt="Segunda tela"><p>Viralizou uma entrevista do ator e roteirista Matt Damon, no in&#xED;cio deste ano, dizendo que a Netflix <a href="https://www.omelete.com.br/filmes/netflix-pede-roteiros-expositivos-para-usuarios-distraidos-matt-damon">pede</a> roteiros que pensem no usu&#xE1;rio distra&#xED;do que estiver assistindo. Ao podcast de Joe Rogan, ele contou: </p><p><em>&quot;A forma como n&#xF3;s aprendemos a fazer filmes de a&#xE7;&#xE3;o &#xE9; ter tr&#xEA;s atos bem divididos, com acontecimentos que v&#xE3;o escalonando e um grande cl&#xED;max explosivo no final, que &#xE9; para onde vai a maior parte do dinheiro&quot;</em></p><blockquote><em>&quot;Agora, eles </em><strong><em>pedem que exista algo grande nos primeiros cinco minutos, </em></strong><em>para prender a audi&#xEA;ncia.&quot; </em></blockquote><p><em>&quot;E eles tamb&#xE9;m pedem que, se poss&#xED;vel, a gente possa </em><strong><em>refor&#xE7;ar umas tr&#xEA;s ou quatro vezes no di&#xE1;logo </em></strong><em>o que est&#xE1; acontecendo, porque as pessoas est&#xE3;o assistindo ao filme enquanto est&#xE3;o em seus celulares.&quot; </em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AVEZBy1uAk8">Relatou</a> o ator. </p><p>E mesmo sendo parte desse movimento <strong>empobrecedor de roteiros, </strong>n&#xE3;o &#xE9; que muita gente ficou surpresa? Isso porque a gente consegue reconhecer facilmente o comportamento de segunda tela em outras pessoas, mas raramente a gente assume que faz igual - ainda que s&#xF3; de vez em quando. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/image-4.png" class="kg-image" alt="Segunda tela" loading="lazy" width="800" height="533" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/04/image-4.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/image-4.png 800w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h3 id="no-futebol-isso-j%C3%A1-era-realidade">No futebol isso j&#xE1; era realidade.</h3><p>O jornalista brit&#xE2;nico Tim Vickery, que cobre o futebol brasileiro h&#xE1; 3 d&#xE9;cadas, uma vez comentou durante o programa Reda&#xE7;&#xE3;o Sportv que <strong>sintonizou </strong>em dois jogos ao mesmo tempo. A ideia era tomar notas para os seus coment&#xE1;rios no programa do dia seguinte, mas ele acabou n&#xE3;o <strong>prestando aten&#xE7;&#xE3;o direito </strong>em nenhuma das partidas.</p><p>No exemplo do Tim, a sua segunda tela era o pr&#xF3;prio futebol, mas desde que o autor da News se entende por gente, era comum assistir aos jogos comentando no Twitter simultaneamente, ou com amigos por mensagem. Esse conceito de <strong>segunda tela </strong>vira sin&#xF4;nimo de celular justamente quando surge o feed infinito, principalmente no formato de v&#xED;deo curto. E a&#xED;, ao inv&#xE9;s de interagir com o futebol de alguma forma, j&#xE1; que voc&#xEA; t&#xE1; falando sobre o jogo com outras pessoas, voc&#xEA; permite que <strong>sua aten&#xE7;&#xE3;o seja roubada </strong>por v&#xED;deos que, provavelmente, v&#xE3;o ser completamente esquecidos alguns segundos depois de vistos.</p><p>Tem tamb&#xE9;m o fen&#xF4;meno das bets, que hoje dividem o conceito de segunda tela com os v&#xED;deos. Milh&#xF5;es de pessoas costumam assistir futebol<strong> </strong>com o site da <strong>casa de apostas </strong>na m&#xE3;o, pra poder finalizar a bet caso os rumos da partida mudem, ou ent&#xE3;o, pra <em>betar </em>ainda mais.</p><p>Mesmo se o filme estiver ruim, n&#xE3;o faz parte da coisa &#x201C;perder&#x201D; esse tempo? <strong>No futebol n&#xE3;o &#xE9; bem assim.</strong> O &#xFA;nico argumento v&#xE1;lido de quem &#xE9; f&#xE3; do futebol americano &#xE9; o de que, no futebol de verdade (desculpa a brincadeira), um empate pode acontecer. Ningu&#xE9;m vence o jogo. E pior: pode terminar sem gols. Ent&#xE3;o n&#xE3;o &#xE9; que ver um jogo de futebol com uma segunda tela passando outra coisa seja o fim do mundo. Mas tamb&#xE9;m d&#xE1; pra ir al&#xE9;m nesse pensamento. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/image-5.png" class="kg-image" alt="Segunda tela" loading="lazy" width="2000" height="1125" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/04/image-5.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/04/image-5.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1600/2026/04/image-5.png 1600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w2400/2026/04/image-5.png 2400w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p><strong>Segunda tela tamb&#xE9;m significa conversa </strong><br>Como a gente falou ali em cima, era comum, h&#xE1; uns 15 anos, assistir a um jogo comentando sobre ele em grupos ou redes sociais. Isso &#xE9; intera&#xE7;&#xE3;o, o que significa que tem uma conversa rolando ali. Al&#xF4; marcas, algu&#xE9;m quer participar? </p><p>Nesta semana,<strong> </strong>a gente exp&#xF4;s um mont&#xE3;o de possibilidades pra creators e marcas se envolverem com o maior evento esportivo do planeta, com o lan&#xE7;amento da pesquisa &#x201C;Re:Lance, a Copa 2026 na Creator Economy&#x201D;. Seguindo, &#xE9; claro, uma m&#xE1;xima que voc&#xEA; que t&#xE1; lendo j&#xE1; deve ter decorado: <em><strong>&quot;</strong>Na publicidade voc&#xEA; paga para interromper a conversa, na influ&#xEA;ncia voc&#xEA; participa dela&quot;. </em></p><p>O orgulho do brasileiro pela Copa guia o nosso comportamento, ent&#xE3;o os h&#xE1;bitos e rituais sobre assistir aos jogos foram pra web. Prato cheio<strong> </strong>pra quem quer<strong> impactar </strong>uma comunidade usando a linguagem que ela j&#xE1; t&#xE1; habituada. &#xC9; tipo sentar com essa comunidade no sof&#xE1; pra ver o jogo. </p><p>Como a gente j&#xE1; comentou em alguns materiais neste ano, <strong>a Copa </strong>n&#xE3;o come&#xE7;a no <strong>apito inicial </strong>pro brasileiro<strong>,</strong> mas ela j&#xE1; t&#xE1; rolando no clima, na expectativa e na prepara&#xE7;&#xE3;o. &#xC9; um dos raros momentos em que a aten&#xE7;&#xE3;o coletiva se organiza em torno de um mesmo tema - e isso deve ser aproveitado. &#xC9; tipo os planetas se alinhando, quem vai querer ficar de fora?</p><p>Durante d&#xE9;cadas, a Copa do Mundo foi territ&#xF3;rio da TV, mas esse<strong> modelo </strong>se<strong> </strong>transformou quando o streaming entrou na<strong> disputa </strong>- e o futebol &#xE9; um dos principais motores dessa mudan&#xE7;a: o modelo da Caz&#xE9; TV &#xE9; reconhecido pelo mundo inteiro e novos players crescem impulsionados por gera&#xE7;&#xF5;es que j&#xE1; n&#xE3;o dependem da TV tradicional e por um comportamento cada vez mais digital, multitela e sob demanda. </p><p>Mais do que onde assistir, muda como se consome: transmiss&#xE3;o vira conte&#xFA;do, corte vira formato e creator vira mediador da experi&#xEA;ncia. O <strong>streaming esportivo </strong>passa a ser parte central da Creator Economy.</p><p>Alguns dados relevantes que a gente mostrou na pesquisa: 70% dos brasileiros j&#xE1; est&#xE1; consumindo conte&#xFA;do sobre a Copa, enquanto 95% dos f&#xE3;s de esporte v&#xE3;o assistir aos jogos do torneio (Fonte: &#x201C;O Brasileiro e a Copa: Consumo, M&#xED;dia e Influ&#xEA;ncia&#x2EE; por Resenha Digital Clube &#xE0; Data-Makers). Ainda, <strong>97% da GenZ </strong>assiste &#xE0; Copa de alguma forma e, pra esse text&#xE3;o, o dado mais relevante &#xE9; o de que 74% acompanha jogos enquanto usa redes sociais (Fonte: InstitutoZ + Trope, Copa 2026, 2025 / InstitutoZ - Dopamina League, 2025). </p><p>E se ainda estiver dif&#xED;cil enxergar como &#xE9; poss&#xED;vel entrar na conversa da Copa sem estar no est&#xE1;dio, ou ser uma marca patrocinadora do evento, basta ampliar os horizontes e entender que vlogs, reviews, bastidores e rotinas transformam experi&#xEA;ncia em conte&#xFA;do, porque o impacto precisa acontecer em toda a jornada que envolve a viv&#xEA;ncia do futebol.</p><p><strong>Resumindo: a transmiss&#xE3;o virou conversa.</strong> A Copa n&#xE3;o acontece mais s&#xF3; na TV porque se expande em m&#xFA;ltiplas telas, plataformas e intera&#xE7;&#xF5;es em tempo real. A experi&#xEA;ncia deixa de ser linear e passa a ser coletiva. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/image-6.png" class="kg-image" alt="Segunda tela" loading="lazy" width="800" height="450" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/04/image-6.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/image-6.png 800w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="al%C3%B4-marcas">@Al&#xF4;, marcas! </h2><p>Patrocinar o evento ou aparecer nas transmiss&#xF5;es j&#xE1; n&#xE3;o garante mais relev&#xE2;ncia cultural. A disputa agora acontece na interpreta&#xE7;&#xE3;o do momento e na capacidade de participar das conversas que emergem em torno do jogo, al&#xE9;m de dialogar com as comunidades que acompanham o evento. </p><p>Um ponto important&#xED;ssimo de aten&#xE7;&#xE3;o: essa Copa deve ser <strong>a mais politizada do s&#xE9;culo, </strong>principalmente por ser a primeira na hist&#xF3;ria em que o pa&#xED;s-sede ataca um outro pa&#xED;s classificado para o torneio - e ainda h&#xE1; incertezas sobre como se dar&#xE1; essa din&#xE2;mica. Por isso, n&#xE3;o adianta fingir que esse contexto n&#xE3;o existe. </p><p>Se sua marca j&#xE1; &#xE9; cobrada em temas como diversidade, direitos humanos ou posicionamento social, vale estar preparada. Em um evento dessa escala, gest&#xE3;o de crise e sensibilidade cultural deixam de ser opcional. </p><p>E lembre:<strong> </strong>quem sabe<strong> conversar </strong>com a arquibancada &#xE9; o <strong>creator. </strong>&#xC0;s vezes, o melhor movimento &#xE9; dar espa&#xE7;o para ele interpretar o momento.</p><p>Marca, o grande <strong>risco </strong>nessa Copa &#xE9; fazer &quot;mais do mesmo&quot;. Para gerar conex&#xE3;o real, &#xE9; preciso trabalhar com creators que j&#xE1; t&#xEA;m legitimidade nesses territ&#xF3;rios e construir junto. E lembre-se de que a Copa n&#xE3;o &#xE9; um momento de interromper, mas de <strong>participar.</strong> Chama o creator pra decis&#xE3;o da narrativa, n&#xE3;o se trata de encaixar a marca no jogo, mas de entender em qual conversa faz sentido ela existir.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/image-7.png" class="kg-image" alt="Segunda tela" loading="lazy" width="1024" height="576" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/04/image-7.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/04/image-7.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/image-7.png 1024w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p>Quem nasceu at&#xE9; o finzinho do mil&#xEA;nio passado ainda conseguiu viver um equil&#xED;brio muito maneiro entre o anal&#xF3;gico e o digital mas, mesmo assim, a &#xFA;nica possibilidade que eu tinha de cobrir uma Copa do Mundo por conta pr&#xF3;pria era escrever num blog. E isso j&#xE1; parecia uma baita oportunidade.</p><p>Hoje, voc&#xEA; pode montar um verdadeiro <strong>est&#xFA;dio de transmiss&#xE3;o </strong>na sua casa,<strong> </strong>por um valor mais acess&#xED;vel do que nunca, bastando um celular com internet - mesmo que ele n&#xE3;o seja dos melhores. O combust&#xED;vel para o trampo deixa de ser a estrutura de um grande ve&#xED;culo pra se resumir &#xE0; sua vontade de fazer acontecer.</p><p>Por isso, a Copa do Mundo deixa de ser apenas um territ&#xF3;rio de cobertura esportiva e passa a ser <strong>mat&#xE9;ria-prima </strong>para discuss&#xF5;es mais amplas sobre identidade, comportamento, est&#xE9;tica, pol&#xED;tica e pertencimento. Fora que, mais do que nunca, a Creator Economy est&#xE1; estruturada pra qualquer creator voar baixo durante os 40 dias do torneio.</p><p>Na internet, fica ainda mais evidente que n&#xE3;o s&#xE3;o s&#xF3; os comentaristas esportivos que <strong>falam sobre o torneio</strong>. Historiadores, soci&#xF3;logos, creators, ativistas e comunidades inteiras tamb&#xE9;m interpretam o evento.</p><p>Isso significa que voc&#xEA; n&#xE3;o precisa<strong> falar s&#xF3; de jogo.</strong> D&#xE1; para falar de hist&#xF3;ria, cultura, identidade, pol&#xED;tica, comportamento e muito mais. A Copa &#xE9; um territ&#xF3;rio cheio de hist&#xF3;rias e cada creator encontra seu pr&#xF3;prio &#xE2;ngulo.</p><p>Creator, explore a sua brasilidade porque o <strong>nosso molho </strong>t&#xE1; custando caro pelo mundo inteiro.<strong> </strong>Mas n&#xE3;o adianta s&#xF3; replicar trend, copiar est&#xE9;tica ou surfar no hype, t&#xE1;? O que vai te diferenciar (como sempre) &#xE9; sua autenticidade e poder de traduzir a nossa cultura com olhar pr&#xF3;prio e relev&#xE2;ncia pra sua comunidade. E n&#xE3;o espere o a Copa come&#xE7;ar, porque a conversa j&#xE1; come&#xE7;ou. Ative sua comunidade agora, pra ter aten&#xE7;&#xE3;o durante e monetizar depois.</p><p>Pros creators, &#xE9; importante ter logo a dimens&#xE3;o de como <strong>juntar </strong>criatividade humana com a tecnologia (por exemplo a IA) transforma um conte&#xFA;do legal em um resultado de neg&#xF3;cio.</p><p>Por isso, m&#xED;dia paga n&#xE3;o &#xE9; muleta, porque ela s&#xF3; traz resultados se o conte&#xFA;do for <strong>aut&#xEA;ntico</strong> - e n&#xE3;o simplesmente tentar agradar todo mundo.</p><h2 id="voc%C3%AA-%C3%A9-influenciador-n%C3%A3o-vendedor">Voc&#xEA; &#xE9; influenciador, n&#xE3;o vendedor. </h2><p>Apesar da gente falar muito sobre como o creator t&#xE1; sim se tornando vendedor, &#xE9; importante destacar tamb&#xE9;m que isso s&#xF3; deve acontecer quando for vontade dele. </p><p>O creator <a href="https://www.instagram.com/p/DWuqi7EjKyg/">kingpingold</a> d&#xE1; um chega pra l&#xE1; nas marcas que tentam lucrar em cima do trampo de quem cria conte&#xFA;do com base em permutinha falida e presen&#xE7;a em evento que te d&#xE1; o produto da marca de brinde. </p><h3 id="todo-mundo-vai-falar-da-copa-e-a-disputa-por-aten%C3%A7%C3%A3o-nesse-per%C3%ADodo-talvez-seja-mais-brutal-do-que-a-disputa-pelo-hexa-como-voc%C3%AA-vai-entrar-nesse-papo-sem-parecer-oportunista">Todo mundo vai falar da Copa e a disputa por aten&#xE7;&#xE3;o nesse per&#xED;odo talvez seja mais brutal do que a disputa pelo hexa. Como voc&#xEA; vai entrar nesse papo sem parecer oportunista? </h3><p><br>71% dos brasileiros pretendem acompanhar a Copa do mundo em 2026. Um percentual 12% acima da m&#xE9;dia global. Quer saber mais?</p><p>Para conferir o Re:Lance! [<a href="https://youpix.com.br/relance/">clique aqui</a>] </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/V1a3Jr5Q2V4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="UMA AN&#xC1;LISE CRITICA DO CINEMA (com Jurandir Gouveia) | PODCAST do EDSON CASTRO 077"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #51, para aprofundar os assuntos, corre pro <a href="https://www.instagram.com/instayoupix">@instayoupix</a> e receba, em primeira m&#xE3;o, o olhar de todo time YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Escalada estética]]></title><description><![CDATA[A internet não pode ser uma terra sem lei e, apesar dos algoritmos mudarem mais rápido que a legislação consegue prever, por isso novos mecanismos são fundamentais para promover um ambiente mais saudável - principalmente.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/choquei/</link><guid isPermaLink="false">69df68d0530988558f54ad18</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[IA]]></category><category><![CDATA[liberdade]]></category><category><![CDATA[linguagem]]></category><category><![CDATA[storytelling]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Cotidiano]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Wed, 15 Apr 2026 11:26:43 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/novelas-frutas.png" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/novelas-frutas.png" alt="Escalada est&#xE9;tica"><p>Novelas de frutas com IA. &#x1F353;</p><p>Se n&#xE3;o viu, tem morango traindo, ma&#xE7;&#xE3; descobrindo segredo de fam&#xED;lia, banana com crise existencial e reviravolta que envergonharia a Globo das 21h. </p><p>Parece at&#xE9; piada, mas esses v&#xED;deos est&#xE3;o acumulando milh&#xF5;es de visualiza&#xE7;&#xF5;es. </p><p>Mas antes de chegar no ponto principal, deixa eu te mostrar como isso &#xE9; feito, porque &#xE9; mais simples do que parece:</p><p><strong>1. Crie o roteiro no ChatGPT ou Claude</strong></p><p>Pe&#xE7;a uma novela protagonizada por frutas, com trai&#xE7;&#xE3;o, conflito e reviravolta. Seja espec&#xED;fico: nome dos personagens, cen&#xE1;rio, desfecho. Quanto mais detalhado o prompt, melhor a hist&#xF3;ria.</p><p><strong>2. Gere o storyboard com o Nanobanana </strong></p><p>Com o roteiro em m&#xE3;os, use o Nanobanana para gerar as imagens cena a cena. Ele foi feito exatamente pra isso: transformar um script em frames visuais consistentes, mantendo o mesmo personagem ao longo de toda a sequ&#xEA;ncia.</p><p><strong>3. Anime as cenas com o Veo 3.1 </strong></p><p>Importe os frames gerados para o Veo 3.1 e d&#xEA; movimento a cada cena. Express&#xF5;es faciais, gesticula&#xE7;&#xE3;o dram&#xE1;tica, a banana chorando no canto da cozinha.</p><p><strong>4. Gere as vozes no ElevenLabs </strong></p><p>Cole os di&#xE1;logos do roteiro e escolha uma voz diferente para cada personagem. Em minutos voc&#xEA; tem um elenco completo sem precisar gravar nada.</p><p><strong>5. Junte tudo no CapCut ou Premiere </strong></p><p>Importe os v&#xED;deos animados e os &#xE1;udios gerados, sincronize tudo, adicione legendas e aquela trilha dram&#xE1;tica de novela que o TikTok ama. Pronto. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/image-3.png" class="kg-image" alt="Escalada est&#xE9;tica" loading="lazy" width="1280" height="830" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/04/image-3.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/04/image-3.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/image-3.png 1280w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p>O processo inteiro d&#xE1; para fazer tudo em um dia e o resultado parece coisa de est&#xFA;dio. E eu fiquei olhando pra isso pensando: por que diabos as pessoas est&#xE3;o assistindo a uma novela protagonizada por uma fruta gerada por IA?<br><br>A resposta &#xE9; simples:<br><br>N&#xE3;o importa quem est&#xE1; na tela.<br>N&#xE3;o importa se &#xE9; real ou n&#xE3;o.<br><br><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>Importa a hist&#xF3;ria.</strong> </strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></p><p>O morango traindo virou meme porque a estrutura da hist&#xF3;ria &#xE9; a mesma que nos prende desde sempre: conflito, tens&#xE3;o, reviravolta, al&#xED;vio. O nosso c&#xE9;rebro n&#xE3;o consegue resistir.<br><br>E a&#xED; vem o ponto que eu quero que voc&#xEA; leve daqui:<br><br>Na era da IA, todo mundo est&#xE1; preocupado em aprender a usar ferramentas. E as ferramentas v&#xE3;o continuar mudando (todo m&#xEA;s aparece uma nova).<br><br>Mas uma coisa n&#xE3;o vai mudar:<br><br>As pessoas v&#xE3;o continuar querendo ouvir boas hist&#xF3;rias. </p><p>Quem entende de pessoas (como elas pensam, o que elas sentem, o que as move) vai conseguir se comunicar em qualquer formato, em qualquer plataforma, com qualquer ferramenta.<br><br>Isso &#xE9; o que diferencia quem cria conte&#xFA;do que vira ru&#xED;do de quem cria conte&#xFA;do que vira movimento.<br><br>Storytelling &#xE9; o ativo mais antigo e dur&#xE1;vel do marketing.<br><br>E a boa not&#xED;cia? D&#xE1; para aprender.<br><br>Nos vemos por a&#xED;, at&#xE9; mais. </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/m6XpkQ5cPEA?start=1451&amp;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="o submundo dos v&#xED;deos bizarros de i.a"></iframe></figure><p>Para saber mais: <a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2026/04/09/abacatudo-moranguete-novelas-de-frutas-viralizam-e-divertem-mas-acendem-alerta-de-psicologos.ghtml">clique aqui</a>.</p>]]></content:encoded></item></channel></rss>