<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"><channel><title><![CDATA[Profissão Blogueiro]]></title><description><![CDATA[Os bastidores da internet]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/</link><image><url>https://profissaoblogueiro.com.br/favicon.png</url><title>Profissão Blogueiro</title><link>https://profissaoblogueiro.com.br/</link></image><generator>Ghost 4.18</generator><lastBuildDate>Fri, 21 Aug 2026 23:39:43 GMT</lastBuildDate><atom:link href="https://profissaoblogueiro.com.br/rss/" rel="self" type="application/rss+xml"/><ttl>60</ttl><item><title><![CDATA[Absolutamente acelerados]]></title><description><![CDATA[Antes, você assinava um serviço para fugir dos anúncios, parecia justo. Hoje, o mesmo serviço pago te obriga a ver. Enquanto isso, em muitos momentos, as pessoas só querem consumir um conteúdo fácil de digerir. Consumo sem culpa.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/the-rise/</link><guid isPermaLink="false">6a88052ea3bcddc96c2637ce</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[conhecimento]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[Humanidade]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 09:52:07 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/vasco.webp" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/vasco.webp" alt="Absolutamente acelerados"><p>Sabe aquela sensa&#xE7;&#xE3;o de nunca desligar? Bem poss&#xED;vel que esse papo j&#xE1; passou pelo seu feed em algum momento. Mas o quanto &#xE9; falta de controle nossa, sobre a nossa pr&#xF3;pria rela&#xE7;&#xE3;o com a tecnologia, e o quanto compartilhamos essa ideia que normaliza um ritmo de vida cada vez mais acelerado?</p><p>Vamos falar sobre a tal cultura da dopamina no text&#xE3;o de hoje.</p><figure class="kg-card kg-image-card kg-card-hascaption"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/image-7.png" class="kg-image" alt="Absolutamente acelerados" loading="lazy" width="1296" height="1066" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/08/image-7.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/08/image-7.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/image-7.png 1296w" sizes="(min-width: 720px) 720px"><figcaption>Ilustra&#xE7;&#xE3;o: Serge Bloch/NY Times.</figcaption></figure><h2 id="como-a-cultura-da-dopamina-reescreveu-o-nosso-jeito-de-consumir">Como a cultura da dopamina reescreveu o nosso jeito de consumir &#xA0;</h2><p><em>Do reels ao TikTok, a obsess&#xE3;o pela recompensa imediata virou o motor do mercado. O atalho engoliu a experi&#xEA;ncia real?</em></p><p>Nesta semana, um v&#xED;deo do psicanalista Christian Dunker que, a princ&#xED;pio, falaria sobre um cansa&#xE7;o que n&#xE3;o passa, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=GkDzsZgylyQ">impactou</a> geral. Voc&#xEA; tamb&#xE9;m se sente assim?</p><p>Desde que as telas de dispositivos m&#xF3;veis roubaram o espa&#xE7;o da TV nas nossas vidas, e tamb&#xE9;m surrupiou v&#xE1;rios outros momentos do nosso dia, a sensa&#xE7;&#xE3;o que fica &#xE9; de que a gente n&#xE3;o desliga nunca. O que o Christian conta &#xE9; mais ou menos por a&#xED;. </p><p>Imaginando que a nossa produtividade e o nosso descanso eram medidos por um <em>dimer</em>, nos dias de hoje, essa regulagem funciona tipo um interruptor. &#xC9; uma mudan&#xE7;a brusca e for&#xE7;ada do nosso estado de &#xE2;nimo, ao inv&#xE9;s do m&#xE9;todo antigo de aquecer os motores, produzir, desacelerar e descansar de fato.</p><p>Uma das raz&#xF5;es para isso acontecer, voc&#xEA; j&#xE1; deve ter ouvido, &#xE9; a tal da cultura da dopamina. E o Dr. Druazio Varella <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/pediatria/abuso-das-redes-sociais/">explica</a>:</p><blockquote><em>Quando consumimos em s&#xE9;rie v&#xED;deos no YouTube, TikTok, Instagram, podcasts, ocorre libera&#xE7;&#xE3;o de dopamina nos centros de recompensa, os mesmos ativados pela coca&#xED;na, maconha e o cafezinho. Um &#x201C;like&#x201D;, um post, uma imagem no Instagram ou uma dancinha no TikTok provocam pequenos picos de dopamina nas sinapses.</em></blockquote><blockquote><em>&#xC9; claro que esses picos s&#xE3;o muito mais baixos do que aqueles provocados pelas drogas psicoativas, por&#xE9;m s&#xE3;o projetados pelos t&#xE9;cnicos das plataformas para ativar os circuitos de recompensa de forma continuada e persistente.</em></blockquote><blockquote><em>Num mecanismo semelhante ao da abstin&#xEA;ncia de coca&#xED;na, a libera&#xE7;&#xE3;o exagerada de dopamina &#xE9; seguida por um per&#xED;odo em que sua produ&#xE7;&#xE3;o fica t&#xE3;o baixa que surge ansiedade e depress&#xE3;o. O usu&#xE1;rio, ent&#xE3;o, corre atr&#xE1;s do celular, n&#xE3;o para ficar feliz, mas para se livrar dos sintomas da abstin&#xEA;ncia. Por isso, caro leitor, voc&#xEA; fica com aquela sensa&#xE7;&#xE3;o de &#x201C;vazio&#x201D; depois de passar horas vendo imagens e mensagens postadas na tela.</em></blockquote><p>O v&#xED;deo do Dunker vai para um caminho que a gente n&#xE3;o tava esperando. Ele chega na tal <em>procrastina&#xE7;&#xE3;o </em>e sem d&#xFA;vida, est&#xE1; entre os <strong>melhores </strong>conte&#xFA;dos sobre esse assunto. Isso porque, depois desses pequenos picos de dopamina constantes + uma rotina estressante + o celular faz a gente n&#xE3;o desligar do trabalho nunca = a nossa mente nos for&#xE7;a a desligar, e a&#xED; a gente procrastina.</p><p>&#xC9; por isso que, de repente, voc&#xEA; se sente incapaz de produzir qualquer tarefa, mas nem percebe duas horas passando num estalo de dedos enquanto voc&#xEA; rola a tela. Na verdade, a cabe&#xE7;a continua ocupada com as tarefas - voc&#xEA; s&#xF3; n&#xE3;o t&#xE1; fazendo nada. J&#xE1; experimentou largar tudo, ainda que pare&#xE7;a uma loucura ficar meia hora offline do WhatsApp e fazer ao longo do dia pequenas pausas sem tela?</p><p>O neurocientista brit&#xE2;nico Tj Power publicou um <a href="https://www.instagram.com/p/DasG2_dSylU/">post</a> que define a nossa &#xE9;poca em um diagrama de tr&#xEA;s colunas: a transi&#xE7;&#xE3;o da <em>cultura devagar</em> (aquela mais anal&#xF3;gica) pra vida moderna acelerada e, finalmente, pro que ele batizou de <strong>cultura da dopamina</strong>.</p><h2 id="the-rise-of-dopamine-culture">The Rise of Dopamine Culture</h2><figure class="kg-card kg-image-card kg-card-hascaption"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/image-9.png" class="kg-image" alt="Absolutamente acelerados" loading="lazy" width="800" height="1000" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/08/image-9.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/image-9.png 800w" sizes="(min-width: 720px) 720px"><figcaption>Tj Power | Neuroscientist</figcaption></figure><h3 id="ser%C3%A1-que-chegou-a-hora-de-come%C3%A7armos-a-refletir-mais-profundamente-se-queremos-que-absolutamente-todos-os-aspectos-de-nossas-vidas-sejam-acelerados">&quot;Ser&#xE1; que chegou a hora de come&#xE7;armos a refletir mais profundamente se queremos que absolutamente todos os aspectos de nossas vidas sejam acelerados?&quot; </h3><p><br>Na <em>cultura anal&#xF3;gica</em>, praticar um esporte exigia treino e presen&#xE7;a f&#xED;sica, mas, na vida moderna acelerada, isso virou assistir &#xE0;s partidas em algum streaming. Na <em>cultura da dopamina</em>, virou apostar no jogo pelo celular em tempo real. Cozinhar uma refei&#xE7;&#xE3;o virou pedir um delivery, que virou a busca por entregas no iFood. Assistir a um filme no cinema virou maratonar s&#xE9;ries, que virou deslizar o dedo infinitamente pelos <a href="https://www.instagram.com/reels/DcSC8LjPZiM/">reels</a>.</p><p>E talvez esse papo de cultura da dopamina &#xE9; t&#xE3;o falado porque o nosso c&#xE9;rebro n&#xE3;o acompanhou a velocidade de mudan&#xE7;a da tecnologia. O mercado descobriu a f&#xF3;rmula perfeita do engajamento: <a href="https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/08/18/comeca-julgamento-contra-meta-por-danos-a-saude-mental-de-criancas-e-adolescentes-multas-podem-chegar-a-us-14-trilhao.ghtml">encurtar</a> a dist&#xE2;ncia entre o desejo e a gratifica&#xE7;&#xE3;o at&#xE9; que ela seja praticamente nula.</p><p><strong>A parte boa </strong><br>O progresso tecnol&#xF3;gico facilita o nosso dia a dia. A enciclop&#xE9;dia f&#xED;sica de v&#xE1;rios volumes, que ficavam em bibliotecas, deu lugar &#xE0;s pesquisas no Google. As cartas que levavam semanas para cruzar o pa&#xED;s viraram e-mails e, hoje, s&#xE3;o imediatas no WhatsApp. As c&#xE2;meras de filme, que ofereciam umas 30 fotos, deram lugar &#xE0;s digitais que tiram milhares de fotos - e sem precisar comprar um filme novo. At&#xE9; os apps de namoro mudaram a forma como as pessoas se conhecem, seja pra buscar um relacionamento ou algo casual.</p><p>A tecnologia tamb&#xE9;m permitiu movimentos curiosos de nostalgia: ouvir m&#xFA;sica, que migrou dos discos de vinil para as playlists do Spotify, hoje vive um resgate do anal&#xF3;gico. O interesse renovado por discos de vinil estimulou a ind&#xFA;stria a fabricar vitrolas modernas e acess&#xED;veis pra um p&#xFA;blico jovem que sequer viveu a era pr&#xE9;-digital, mas gostou do ritual de sentar pra ouvir um &#xE1;lbum inteiro. </p><p><strong>A parte ruim</strong><br>A cultura da dopamina deitou e rolou no nosso ecossistema, e o exemplo perfeito dessa <a href="https://oglobo.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2026/08/18/instagram-e-facebook-enfrentam-a-partir-de-hoje-julgamento-de-us-14-trilhao-nos-eua.ghtml">engrenagem</a> &#xE9; a evolu&#xE7;&#xE3;o do consumo: sair de casa para ir &#xE0;s compras virou comprar online, e agora desaguou no TikTok Shop. Voc&#xEA; nem precisa sair da rede social pra comprar o produto que ele t&#xE1; usando no v&#xED;deo que voc&#xEA; t&#xE1; assistindo. </p><p>Por um lado, o processo de compra se tornou muito mais confi&#xE1;vel quando o creator que voc&#xEA; gosta mostra, na pr&#xE1;tica, como aquele produto funciona antes de voc&#xEA; comprar. Por outro, esse funil de compra dispara descargas consecutivas de dopamina antes mesmo do pacote sair pra entrega.</p><p>Essa busca desenfreada por atalhos come&#xE7;ou a <a href="https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2026/08/18/meta-julgamento.ghtml">atropelar</a> processos humanos que simplesmente <strong>n&#xE3;o podem ser acelerados</strong>: tem gente que trocou a terapia por <em>ver v&#xED;deos sobre terapia - </em>isso quando n&#xE3;o tratam o Chat GPT como o pr&#xF3;prio terapeuta dispon&#xED;vel 24 horas.</p><h3 id="o-efeito-influ%C3%AAncia">O efeito influ&#xEA;ncia</h3><p>A pesquisa de Consumo &amp; Influ&#xEA;ncia 2026 <a href="https://youpix.com.br/consumo-e-influencia/">mapeou</a> que, o n&#xFA;mero de pessoas que tem sua decis&#xE3;o de compra impactada pelo conte&#xFA;do de influenciadores aumentou, em todas as plataformas - com destaque para o TikTok, que registrou crescimento mais significativo: 17 pontos percentuais em compara&#xE7;&#xE3;o ao ano passado. </p><p>E, se agora o influenciador &#xE9; vitrine e o shopping - plataforma, a quest&#xE3;o &#xE9; que ficamos 9h por dia dentro dele.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/image-10.png" class="kg-image" alt="Absolutamente acelerados" loading="lazy" width="1195" height="672" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/08/image-10.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/08/image-10.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/image-10.png 1195w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p>Para marcas e creators, a cultura da dopamina tem os seu dois lados. Ao mesmo tempo em que ela oferece ferramentas in&#xE9;ditas para monetizar a aten&#xE7;&#xE3;o e encurtar a jornada de compra, ela vicia a audi&#xEA;ncia em um ciclo de consumo constante, onde o conte&#xFA;do precisa ser cada vez mais apelativo pra <a href="https://www.youtube.com/watch?v=S3FSHdifcPo">roubar</a> sua aten&#xE7;&#xE3;o nos primeiros tr&#xEA;s segundos.</p><p>S&#xF3; que o caminho pra um ambiente digital mais saud&#xE1;vel n&#xE3;o parece ser lutar contra a velocidade da tecnologia, ou contra o avan&#xE7;o da IA, mas sim, em como construir relev&#xE2;ncia no meio disso tudo. N&#xE3;o custa nada voc&#xEA; fazer o que est&#xE1; ao seu alcance: trocar um tempinho de tela por tempo de rua e de leitura. E tamb&#xE9;m vale resgatarmos, o que o pastor da Creator Economy, <a href="https://youpix.com.br/o-futuro-inusitado-da-creator-economy-com-ia/">Jim Louderback</a>, disse no SXSW sobre os creators que temem o avan&#xE7;o da IA: quem oferece profundidade, contexto e autenticidade continua tocando as pessoas. </p><p>De humano, para humano. </p><p>Com sentimento. </p><p>Alma.</p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/DIkrb8JkrQ8?start=5111&amp;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="CALMA URGENTE! - Sente o Clima"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #69 da <a href="https://youpix.com.br/como-a-cultura-da-dopamina-esta-reescrevendo-o-nosso-jeito-de-consumir-tudo/">YOUPIX</a>. Para aprofundar, corre pro @instayoupix e receba em primeira m&#xE3;o, o olhar do todo o time YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A palavra tem peso]]></title><description><![CDATA[Creators que atravessaram mais de uma Era na atividade: eles aprenderam a mudar, sem perder a própria essência. Muda plataforma, formato, frequência e linguagem, mas o que nunca pode mudar é o que eles são de verdade. Borogodó.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/sem-escudo/</link><guid isPermaLink="false">6a80656aa3bcddc96c263677</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[trabalho]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[Criatividade]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Sat, 15 Aug 2026 15:05:15 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/mano-brow.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/mano-brow.jpg" alt="A palavra tem peso"><p>Houve um tempo (ainda no anal&#xF3;gico) em que era preciso olhar pra fora para aprender a fazer o nosso ecossistema crescer&#x2026; e n&#xF3;s est&#xE1;vamos l&#xE1;! </p><p>N&#xE3;o s&#xF3; olhando para o que o mundo sinalizava, mas ajudando a <a href="https://www.b9.com.br/meme-do-mano-brown-no-stories-vira-mascara-de-carnaval/">criar</a> uma ponte pra exportar o nosso talento e estrat&#xE9;gia, reconhecidos no mundo inteiro como supra sumo de criatividade.</p><p>Agora bora pra uma viagem no tempo?</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/image-3.png" class="kg-image" alt="A palavra tem peso" loading="lazy" width="966" height="543" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/08/image-3.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/image-3.png 966w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="quem-lembra-de-quando-criar-conte%C3%BAdo-n%C3%A3o-tinha-modelo-de-neg%C3%B3cio">Quem lembra de quando criar conte&#xFA;do n&#xE3;o tinha modelo de neg&#xF3;cio? </h2><p><em>Acompanhamos de perto cada virada de chave do nosso ecossistema, que ajudou o Brasil a virar uma pot&#xEA;ncia na Creator Economy global</em></p><p>Na virada do mil&#xEA;nio, cada vez mais brasileiros passaram a ter acesso &#xE0; internet, ainda que n&#xE3;o dentro de casa. Havia aula de computa&#xE7;&#xE3;o nas escolas, as lan houses bombavam e os amigos com computador em casa chamavam o resto da galera pra ver a tecnologia nascer. </p><p>J&#xE1; falamos em um text&#xE3;o sobre a Sonia do <a href="https://www.instagram.com/reel/DP1_7vEkghn/">Iutubiu</a>, um dos primeiros memes da internet brasileira. Na &#xE9;poca, era comum a gente se reunir ao redor do PC para mostrar v&#xED;deos engra&#xE7;ados ou m&#xFA;sicas, no YouTube. Faz tempo n&#xE9;? Esse &#xE9; o ponto de partida da nossa linha do tempo da Creator Economy brasileira.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/fala-sonia.png" class="kg-image" alt="A palavra tem peso" loading="lazy" width="1536" height="1024" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/08/fala-sonia.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/08/fala-sonia.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/fala-sonia.png 1536w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p><strong>1&#xAA; Era: Websfera</strong> <strong>(1990 - 2000 e tanto)</strong><br>Todo mundo virou criador de conte&#xFA;do. Parece estranho falar desse cen&#xE1;rio h&#xE1; 20 anos, quando a sensa&#xE7;&#xE3;o &#xE9; que HOJE todo mundo &#xE9; creator. Do influencer &#xE0; pessoa que vende docinhos na internet, passando por voc&#xEA; que postou um story de x&#xED;cara de caf&#xE9; pra 57 pessoas hoje cedo, todo mundo t&#xE1; criando algum tipo de conte&#xFA;do - ainda que n&#xE3;o ligue pra aten&#xE7;&#xE3;o que pode receber.</p><p>Mas, l&#xE1; atr&#xE1;s, surgiram os blogs, Orkut, Fotolog e afins. Est&#xE1;vamos felizes em publicar e ter pessoas lendo a gente. Talvez o sentimento mais nost&#xE1;lgico dessa &#xE9;poca era o de &#x201C;se desligar&#x201D; da internet por completo. Quando desligava o PC ou ele travava do nada e nem com chute resolvia&#x2026; a gente ia fazer qualquer outra coisa. Que, ok, podia ser ver TV. O tempo de tela j&#xE1; era um probleminha. Mas voc&#xEA; n&#xE3;o <em>carregava </em>a internet com voc&#xEA; pra qualquer lugar, como a gente naturalmente se acostumou a fazer hoje.</p><p>Isso sem contar que, apesar dos poucos views, a internet ainda era bastante inacess&#xED;vel pra maioria da popula&#xE7;&#xE3;o. Nada comparado ao que &#xE9; hoje. Por isso mesmo, esses cantinhos virtuais dos blogs eram t&#xE3;o especiais e geravam uma conex&#xE3;o s&#xF3;lida entre audi&#xEA;ncia e autor. </p><p><strong>2&#xAA; Era: Influencers (2014 - 2020)</strong><br>Aqui foi onde os YouTubers brilharam: nasceu o Digital Influencer, com pessoas acumulando audi&#xEA;ncia e ganhando dinheiro com as marcas e AdSense. Quer&#xED;amos ser notados, fato.</p><p>Foi a grande virada de chave do amador para o profissional. Tanto &#xE9; que a gente permanece muito mais tempo na primeira Era, do que nesta segunda. Os avan&#xE7;os come&#xE7;aram a acontecer numa velocidade exponencial, cada vez maior. Com a consolida&#xE7;&#xE3;o do YouTube, Instagram e Facebook, nasceu essa figura do <em>digital influencer</em>.</p><p>Pela primeira vez, pessoas comuns come&#xE7;aram a acumular audi&#xEA;ncias compar&#xE1;veis (muito modestamente, mas imagina s&#xF3; o trampo que dava) &#xE0;s de canais de TV e a entender que dava pra ganhar dinheiro com isso. Todo mundo queria ser &quot;notado pela marca&quot; e provar que audi&#xEA;ncia digital gerava valor real. </p><p><strong>3&#xAA; Era: Empreendedores(2021 - 2023)</strong><br>A pandemia trouxe milhares de pessoas pra era digital, na expectativa de monetizar suas paix&#xF5;es, ou se reinventar no trabalho. O impacto dessa era curt&#xED;ssima &#xE9; gigantesco, justamente porque todo o mundo estava conectado nesse per&#xED;odo de isolamento social. Foi tamb&#xE9;m a &#xE9;poca em que a Gen Z chegou ao mercado de trabalho - mas n&#xE3;o pra trabalhar em empresas, mas sim, pra se tornar um creator e viver do seu conte&#xFA;do. </p><p><strong>4&#xAA; Era: Startups</strong> <br>A gente j&#xE1; discutiu se a Creator Economy tinha chegado na sua fase de maturidade.</p><p>Finalmente, nosso mercado tem seu nome reconhecido como oficial e passa a atrair investidores de peso. Tanto &#xE9; que, ano ap&#xF3;s ano, pesquisas mostram que cada vez mais empresas est&#xE3;o investindo mais no marketing de influ&#xEA;ncia - a grande barreira continua sendo a mensura&#xE7;&#xE3;o, porque h&#xE1; muito anseio em soltar logo uma campanha com um creator, achando que o engajamento vai cair do c&#xE9;u; mas pouco interesse, ou ferramentas dispon&#xED;veis pra medir, por v&#xE1;rios &#xE2;ngulos, o quanto aquela campanha impactou.</p><p>Tem mais gente operando no mercado, vindas das dores dos creators ou da observa&#xE7;&#xE3;o do nosso mercado, as startups est&#xE3;o consolidando um ecossistema ainda maior de empresas na Creator Economy. </p><p>Tem muito mais gente operando nesse ecossistema, e a partir das dores di&#xE1;rias dos creators ou da observa&#xE7;&#xE3;o atenta da ind&#xFA;stria, surgiram startups dedicadas a consolidar esse ambiente. Fintechs pra creators, plataformas de gest&#xE3;o, intelig&#xEA;ncia de dados, curadoria e ag&#xEA;ncias estruturadas.</p><h3 id="tem-20-milh%C3%B5es-de-creators-no-instagram-mas-vai-ter-um-que-chama-a-aten%C3%A7%C3%A3o-por-qu%C3%AA-porque-ele-n%C3%A3o-%C3%A9-a-c%C3%B3pia-de-ningu%C3%A9m-ele-n%C3%A3o-%C3%A9-uma-tentativa-de-ser-uma-vers%C3%A3o-melhorada-piorada-ou-diferente-de-alguma-coisa">&quot;Tem 20 milh&#xF5;es de creators no Instagram, mas vai ter um que chama a aten&#xE7;&#xE3;o. Por qu&#xEA;? Porque ele n&#xE3;o &#xE9; a c&#xF3;pia de ningu&#xE9;m, ele n&#xE3;o &#xE9; uma tentativa de ser uma vers&#xE3;o melhorada, piorada ou diferente de alguma coisa.&quot; </h3><p><br>&#x270D;&#xFE0F; Essa foi uma das canetadas da <strong>Rafa Lotto</strong>, CEO da YOUPIX, para ajudar a entender um pouco melhor, na pr&#xE1;tica, as transforma&#xE7;&#xF5;es da Creator Economy ao longo das &#xFA;ltimas duas d&#xE9;cadas. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/image-5.png" class="kg-image" alt="A palavra tem peso" loading="lazy" width="1197" height="671" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/08/image-5.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/08/image-5.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/image-5.png 1197w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="75-dos-millenials-e-gen-z-no-brasil-tem-o-sonho-de-se-tornar-creatorsinfluencers">75% dos Millenials e Gen Z no Brasil tem o sonho de se tornar creators/influencers. </h2><p>Fonte: Inflr.</p><p>Esse dado mostra que, diferente do sonho vendido para os Millenials, de que um curso superior garantiria oportunidades e uma carreira est&#xE1;vel, a Gen Z n&#xE3;o cai mais nesse conto e j&#xE1; viu que a cria&#xE7;&#xE3;o de conte&#xFA;do representa um atalho muito rent&#xE1;vel - mas quantos s&#xE3;o os que chegam a viver s&#xF3; com a renda de creator? </p><p>A pesquisa Creators &amp; Neg&#xF3;cios 2025 mostrou que mais da metade dos creators (53%) precisam de um <a href="https://members.youpix.com.br/pesquisa-creators-negocios-2025">trampo</a> CLT pra compor renda com a cria&#xE7;&#xE3;o de conte&#xFA;do.</p><p>Foi por a&#xED; que o termo <em>influencer</em> come&#xE7;ou a soar curto demais pro tamanho do neg&#xF3;cio. </p><p>E a gente sempre destacou a import&#xE2;ncia do termo <em><strong>creator</strong></em> e, mais importante, para estudar e colocar em pr&#xE1;tica uma estrat&#xE9;gia de<strong> </strong>empreendedor na cria&#xE7;&#xE3;o de conte&#xFA;do. </p><p>Depender exclusivamente de publis (al&#xF4; #publidepend&#xEA;ncia) e do algoritmo &#xE9; um risco alto demais.</p><p>Dessa dor, surgiu a demanda pra diversificar receita e criar marcas pr&#xF3;prias, produtos f&#xED;sicos, digitais, cursos, plataformas de assinaturas e ecossistemas de neg&#xF3;cios que rodam independentes das plataformas, como os links de afiliados. </p><p><strong>IA para vender produtos furados</strong></p><p>Talvez voc&#xEA; j&#xE1; tenha recebido, de algum familiar ou amigo, um v&#xED;deo de algum m&#xE9;dico ou influencer <a href="https://www.instagram.com/p/DbDsN2-iDEz/">fake</a> indicando a compra de um medicamento ineficaz.</p><p>Ainda que criados por Intelig&#xEA;ncia Artificial, os v&#xED;deos parecem extremamente reais, o que n&#xE3;o levanta suspeitas sobre a efic&#xE1;cia dos rem&#xE9;dios, principalmente entre as pessoas mais velhas.</p><p>Assim como fez o New York Times nos EUA, a BBC tamb&#xE9;m produziu uma reportagem falando sobre essa <a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4gy1e0m6l4o">onda</a> de conte&#xFA;dos falsos sobre sa&#xFA;de aqui no Brasil: o objetivo &#xE9; engajar principalmente com o p&#xFA;blico da terceira idade, faz&#xEA;-los assistir v&#xED;deos at&#xE9; o fim e comprar produtos diversos.</p><p>Por&#xE9;m, por um outro ponto de vista sobre esse caso chama muita aten&#xE7;&#xE3;o: e se esses influencers e m&#xE9;dicos, gerados por IA, fossem pessoas reais, mas com o mesmo discurso? Claro que elas poderiam ser denunciadas e presas, inclusive com os conte&#xFA;dos sendo retirados do ar. Mas e se v&#xE1;rias pessoas ca&#xED;rem no papo e comprarem os medicamentos? O estrago j&#xE1; vai ter sido feito.</p><p>Por isso, a crise de desinforma&#xE7;&#xE3;o sobre os conte&#xFA;dos de IA vai al&#xE9;m de uma etiqueta que indique um v&#xED;deo artificial - as pessoas precisam aprender a desconfiar do que pode ser fake, pra n&#xE3;o serem induzidas ao erro.</p><blockquote><em>&#x201C;N&#xF3;s estamos na &#x2018;Era da Influ&#xEA;ncia&#x2019;&#x201D;, explica o rec&#xE9;m-aposentado &#xE2;ncora do Jornal Nacional.</em></blockquote><p>Durante uma fala no <a href="https://www.instagram.com/reels/Db4b6QQuyfW/">SP2B</a>, William Bonner citou que, hoje, muitos <em>influencers </em>manipulam os conte&#xFA;dos para prender a aten&#xE7;&#xE3;o da audi&#xEA;ncia a qualquer custo - ainda que a informa&#xE7;&#xE3;o seja s&#xF3; parcialmente verdadeira, ou totalmente confusa.</p><p>De fato, vivemos essa &#x201C;Era&#x201D;, que n&#xF3;s conhecemos bem como Creator Economy, n&#xE9;? <br>E esse debate corrobora, em ano de elei&#xE7;&#xE3;o, pra nossa conversa sobre como o jornalismo pode recuperar sua credibilidade entrando na din&#xE2;mica das redes.</p><h2 id="%F0%9F%92%A1-um-farol-do-mercado">&#x1F4A1; Um farol do mercado</h2><p>Quantos creators que voc&#xEA; acompanhava h&#xE1; 10 anos ainda continuam na ativa? Cada um tem sua vis&#xE3;o de sucesso, mas em todos os casos, ele precisa durar.</p><p>Atravessar todas essas eras n&#xE3;o foi simples, nem passou r&#xE1;pido. Exige at&#xE9; hoje dos players desse mercado profissionaliza&#xE7;&#xE3;o, aprendendo com os erros, testando modelos e estrat&#xE9;gias que nem sempre v&#xE3;o funcionar, fazer gest&#xE3;o de crise e manter um esfor&#xE7;o cont&#xED;nuo pra provar que criar conte&#xFA;do &#xE9; trabalho s&#xE9;rio. </p><p>Se a gente esteve ao lado de creators, vendo eles nascerem; guiando as marcas pelas transforma&#xE7;&#xF5;es do marketing de influ&#xEA;ncia e apoiando ag&#xEA;ncias durante cada um desses passos, nada mais justo celebrar essa trajet&#xF3;ria. </p><p>Tudo movido pela for&#xE7;a das comunidades. </p><p>Afinal, ningu&#xE9;m faz nada sozinho, l&#xF3;gico. </p><p>Nossa heran&#xE7;a dos blogs =))</p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/3fRY1_T_m_o?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="Como criar identidades que duram e ganham pr&#xEA;mios, com Fernando Marar | EP 009 - Human Podcast"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #68 da YOUPIX. Para aprofundar, corre pro <a href="https://www.instagram.com/instayoupix">@instayoupix</a> e receba em primeira m&#xE3;o, o olhar do todo o time YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O show da vida]]></title><description><![CDATA[Se desse jeito meio que capenga "Nóis Capota Mas Num Breca" a Creator Economy Brasil já entrega muito, imagina como seria se colocar ordem nessa bagunça. Organização é a saída.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/desce-a-letra/</link><guid isPermaLink="false">6a7604a2a3bcddc96c26357e</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[Estratégia]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[carreira]]></category><category><![CDATA[negócios]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Tue, 11 Aug 2026 22:11:32 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/daniel-ferro-k-fMn9RKIXU-unsplash.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/daniel-ferro-k-fMn9RKIXU-unsplash.jpg" alt="O show da vida"><p>Agora que a Copa do Mundo acabou, n&#xE3;o d&#xE1; pra fugir do outro mega assunto que rola a cada 4 anos: as elei&#xE7;&#xF5;es presidenciais. </p><p>Nos &#xFA;ltimos ciclos eleitorais, muita gente brigou, os &#xE2;nimos est&#xE3;o mais &#xE0; flor da pele do que nunca e se engana quem acha que a Creator Economy n&#xE3;o faz parte desse papo. </p><p>As redes sociais se tornaram a principal plataforma de debate pol&#xED;tico no Brasil h&#xE1; mais de uma d&#xE9;cada. E pra saber como navegar nesse mar, t&#xE1; no ar mais um text&#xE3;o.</p><h3 id="uma-economia-que-movimenta-r-6-bilh%C3%B5es-ainda-n%C3%A3o-tem-cnae-mei-e-nem-prazo-de-pagamento-justo">Uma economia que movimenta R$ 6 bilh&#xF5;es, ainda n&#xE3;o tem CNAE, MEI e nem prazo de pagamento justo.</h3><p><br>Contribui&#xE7;&#xE3;o pro PIB brasileiro em 2025: 150 mil empregos equivalentes a tempo integral, crescimento de mais de 40% no n&#xFA;mero de canais com receita de cinco d&#xED;gitos e de 25% nos de seis d&#xED;gitos. Os n&#xFA;meros foram levantados pela Oxford Economics. </p><p>A principal <a href="https://youpix.com.br/creator-economy-brasil-movimenta-bilhoes-mas-nao-tem-cnae">pauta</a> &#xE9; que o creator n&#xE3;o tem CNAE, c&#xF3;digo que o governo usa pra identificar o que cada empresa faz. </p><p>Na pr&#xE1;tica, isso significa que o criador de conte&#xFA;do n&#xE3;o se encaixa direito no MEI e n&#xE3;o pode ser mensurado por ningu&#xE9;m que n&#xE3;o seja a pr&#xF3;pria plataforma.</p><p>Por outro lado, creators que t&#xE3;o come&#xE7;ando agora v&#xE3;o sempre atr&#xE1;s de dicas de como CONSEGUIR publis, mas nunca param pra pensar no que pode <a href="https://www.instagram.com/p/DbGlHAkRNha/">melar</a> as oportunidades.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/image-1.png" class="kg-image" alt="O show da vida" loading="lazy" width="500" height="500"></figure><h2 id="como-a-creator-economy-pode-redefinir-a-informa%C3%A7%C3%A3o-e-a-checagem-nas-elei%C3%A7%C3%B5es">Como a Creator Economy pode redefinir a informa&#xE7;&#xE3;o e a checagem nas elei&#xE7;&#xF5;es </h2><p><em>Enquanto os creators podem funcionar como tradutores de contexto, as marcas precisam redobrar o cuidado no disaster check</em></p><p>O mundo inteiro reconhece que o brasileiro &#xE9; muito pulsante, mas, a cada 4 anos, os &#xE2;nimos ficam ainda mais &#xE0; flor da pele - seja pela Copa do Mundo, que mexe com torcedores e descrentes no pa&#xED;s do futebol; ou com as elei&#xE7;&#xF5;es presidenciais. A cada ciclo desses, pelo menos desde 2010, a gente v&#xEA; o tempo de tela do brasileiro aumentar cada vez mais. </p><p>&#xC0; medida que as pessoas foram deixando de ter a televis&#xE3;o como principal fonte de consumo de m&#xED;dia, os debates eleitorais foram perdendo for&#xE7;a para as an&#xE1;lises de comentaristas, conte&#xFA;dos feitos pelas campanhas de cada candidato, milh&#xF5;es de cortes focados na sua bolha e, mais recentemente, os conte&#xFA;dos feitos por IA - estamos, mais do que nunca, vivendo a tal da p&#xF3;s-verdade. A gente tem mais dificuldade do que nunca pra distinguir o que &#xE9; verdadeiro do que &#xE9; fake, e os ve&#xED;culos de m&#xED;dia e plataformas disseminam informa&#xE7;&#xF5;es (verdadeiras ou falsas) mais r&#xE1;pido do que nunca.</p><h3 id="os-debates-perderam-import%C3%A2ncia">Os debates perderam import&#xE2;ncia?</h3><p>At&#xE9; o ciclo de 2018, os debates eram o principal palanque para os candidatos, tanto pelo embate direto com os advers&#xE1;rios, quanto pela plataforma nacional que a TV oferecia. De l&#xE1; pra c&#xE1;, muitos candidatos nada s&#xE9;rios passaram a frequentar os debates, prejudicando a qualidade das conversas. Por essas e outras, grandes candidatos foram escolhendo deixar de comparecer aos debates - no come&#xE7;o, gerou ru&#xED;do. Hoje, parece at&#xE9; sensato dependendo do caso.</p><p>Fora que o debate ao vivo na TV n&#xE3;o tem mais a for&#xE7;a que tinha: ningu&#xE9;m mais precisa acompanhar o programa inteiro pra saber o que aconteceu, porque a informa&#xE7;&#xE3;o chega em tempo real, por meio de cortes, nas redes sociais. O problema &#xE9; que o algoritmo favorece os cortes da sua bolha, entregando pro eleitor um recorte da realidade que s&#xF3; refor&#xE7;a o que ele j&#xE1; pensava.</p><p><strong>O creator como tradutor de contexto</strong><br>Para o p&#xFA;blico que busca fugir do &quot;politiqu&#xEA;s&#x201D;, a explica&#xE7;&#xE3;o de um creator em quem ele confia e acompanha diariamente tem muito mais peso do que o coment&#xE1;rio de um analista frio de TV.</p><p>Enquanto os cortes das campanhas pregam apenas pra quem j&#xE1; t&#xE1; convertido - se aparece a oposi&#xE7;&#xE3;o no feed voc&#xEA; rola a tela , o creator tem a oportunidade (e a autoridade) pra mostrar outros pontos de vista. Ele pode pegar aquele trecho que viralizou, explicar o que aconteceu minutos antes e detalhar o impacto de uma proposta na vida das pessoas, se &#xE9; poss&#xED;vel de fazer ou n&#xE3;o... e a&#xED; a gente questiona: os creators v&#xE3;o querer surfar nos cortes f&#xE1;ceis pra ganhar engajamento dentro da pr&#xF3;pria bolha, ou v&#xE3;o assumir a responsabilidade e elevar o n&#xED;vel da conversa?</p><p>Aqui a gente precisa destacar dois pontos importantes j&#xE1; que, mais do que nunca, o jornalismo e a din&#xE2;mica das redes sociais est&#xE3;o misturados:</p><p><strong>N&#xE3;o existe jornalismo imparcial. </strong>O que existe &#xE9; jornalismo isento, que ouve os dois lados de uma pauta, questiona e deixa o p&#xFA;blico tirar suas pr&#xF3;prias conclus&#xF5;es. Agora, <em>imparcial </em>&#xE9; um termo pro judici&#xE1;rio, que precisa seguir a lei ainda que, nem sempre, o que a gente acha &#x201C;certo&#x201D; ou &#x201C;moral&#x201D; n&#xE3;o prevale&#xE7;a. Assim como todo creator pode (e deve) ter suas pr&#xF3;prias opini&#xF5;es, at&#xE9; os mais tradicionais ve&#xED;culos de imprensa tamb&#xE9;m t&#xEA;m.</p><p><strong>&#xC9; preciso questionar. </strong>O problema n&#xE3;o &#xE9; entrevistar algu&#xE9;m que t&#xE1; no oposto do seu espectro pol&#xED;tico, mas sim, transformar a entrevista em um palanque, ao inv&#xE9;s de um espa&#xE7;o de questionamento, que &#xE9; o que deveria acontecer. De novo: quem tira conclus&#xE3;o &#xE9; a audi&#xEA;ncia, mas qualquer programa, podcast, ou creator fazendo live com candidato <strong>tem a obriga&#xE7;&#xE3;o</strong> <strong>de questionar todos os temas at&#xE9; o fim </strong>se estiver se colocando como plataforma. Do contr&#xE1;rio, vira palanque pol&#xED;tico - e t&#xE1; tudo bem, desde que voc&#xEA; avise a audi&#xEA;ncia sobre seu posicionamento. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/image-2.png" class="kg-image" alt="O show da vida" loading="lazy" width="1080" height="1350" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/08/image-2.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/08/image-2.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/image-2.png 1080w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p>Se voc&#xEA; leu essa imagem e pensou &#x201C;sou eu&#x201D;, parab&#xE9;ns: voc&#xEA; n&#xE3;o &#xE9; diferent&#xE3;o e faz parte da maioria dos consumidores brasileiros. O clique final &#xE9; a parte mais f&#xE1;cil de enxergar dessa hist&#xF3;ria e o que acontece antes dele &#xE9; o que a pesquisa O Efeito da Influ&#xEA;ncia no Consumo 2026 foi medir. Pra fazer o download: <a href="https://youpix.com.br/consumo-e-influencia">clique aqui</a>.</p><h3 id="ia-deixa-fake-news-no-chinelo">IA deixa fake news no chinelo</h3><p>Se em 2018 a preocupa&#xE7;&#xE3;o eram os text&#xF5;es no zap e em 2022 os v&#xED;deos reais, mas fora de contexto, agora lidamos com <a href="https://www.instagram.com/reel/DTRBJoOAUl1/">deepfakes</a> extremamente realistas. A manipula&#xE7;&#xE3;o ganhou o tom de voz e o rosto dos candidatos, gerando uma cultura de desconfian&#xE7;a absoluta onde as pessoas passam a duvidar at&#xE9; do que &#xE9; verdade (a tal da p&#xF3;s-verdade que falamos ali em cima).</p><p>A checagem de informa&#xE7;&#xF5;es simplesmente n&#xE3;o acompanha a velocidade das redes. Por isso, nesses momentos de confus&#xE3;o, o p&#xFA;blico recorre &#xE0;s suas refer&#xEA;ncias: o creator vira uma &#xE2;ncora de realidade pra sua comunidade, e os conte&#xFA;dos produzidos por humanos passam a ser o ant&#xED;doto para conte&#xFA;dos falsos. </p><p>Em outro text&#xE3;o falamos sobre a &quot;Dona Maria&quot;, uma personagem de <a href="https://www.instagram.com/p/DWzg1v1EX28/">IA</a> de extrema direita criada pra atacar a base do governo. Para o jornalista Bruno Torturra, tanto faz ter ou n&#xE3;o um aviso de que o conte&#xFA;do da personagem &#xE9; IA, porque &quot;j&#xE1; estamos no mundo da p&#xF3;s-mentira&quot;.</p><p>Segundo ele, j&#xE1; tem tanto conte&#xFA;do falso por a&#xED;, que n&#xE3;o faz mais diferen&#xE7;a saber a diferen&#xE7;a entre o que &#xE9; verdade porque o lance &#xE9; tocar o emocional das pessoas e replicar apenas o que nos conv&#xE9;m. </p><p><strong>E quanto &#xE0;s marcas, muda alguma coisa? </strong><br>O momento pede sensibilidade e respeito &#xE0; intelig&#xEA;ncia do consumidor, sem tentar dar li&#xE7;&#xE3;o de moral ou fingir que o pa&#xED;s n&#xE3;o est&#xE1; em ebuli&#xE7;&#xE3;o. O caso recente da Havaianas ilustra perfeitamente como os &#xE2;nimos est&#xE3;o &#xE0; <a href="https://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2025/12/22/como-uma-campanha-publicitaria-de-chinelos-para-o-ano-novo-virou-motivo-de-discussao-politica-no-brasil.ghtml">flor</a> da pele. A marca lan&#xE7;ou uma campanha com a atriz Fernanda Torres que brinca com um dito popular: ao inv&#xE9;s de &#x201C;come&#xE7;ar o ano com o p&#xE9; direito&quot;, sugere &quot;come&#xE7;ar com os dois p&#xE9;s onde voc&#xEA; quiser&quot;. Sem qualquer inten&#xE7;&#xE3;o pol&#xED;tica, a pe&#xE7;a virou alvo de conspira&#xE7;&#xE3;o pol&#xED;tica nas redes, e acusaram a marca de fazer propaganda de esquerda simplesmente pelo trocadilho e pela escolha da atriz. O epis&#xF3;dio mostra que, nesse contexto de polariza&#xE7;&#xE3;o extrema, qualquer ru&#xED;do pode virar uma grande conspira&#xE7;&#xE3;o.</p><p>Dito isso, &#xE9; fundamental redobrar o cuidado com <em>disaster check</em> pra evitar uma situa&#xE7;&#xE3;o como essa. E, caso aconte&#xE7;a, &#xE9; importante ter agilidade pra saber fazer do lim&#xE3;o uma limonada, e surfar na onda. Se o tom for bem humorado, &#xE9; capaz da campanha performar ainda melhor do que o esperado com esse combust&#xED;vel do &#xF3;dio pol&#xED;tico. </p><p>O marketing de influ&#xEA;ncia n&#xE3;o vai silenciar a marca ou os influs parceiros, mas precisa avaliar o contexto de ponta a ponta para garantir que a mensagem n&#xE3;o seja sequestrada pela guerra narrativa. </p><p>Mais do que nunca, estrat&#xE9;gia &#xE9; fundamental.</p><p>O text&#xE3;o de hoje traz a pauta das elei&#xE7;&#xF5;es porque os debates est&#xE3;o prestes a come&#xE7;ar. Se esse humilde post puder dar um conselho &#xE0; nossa audi&#xEA;ncia, com certeza &#xE9;: procure conversar, e muito. Mas evite as brigas. </p><p>A essa altura do campeonato, ningu&#xE9;m vai mudar a ideia de ningu&#xE9;m no grito.</p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/Pz1kE6qKOUQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="CALMA URGENTE! - Distopias Convencionais"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #67 da YOUPIX. Para aprofundar, corre pro <a href="https://www.instagram.com/instayoupix">@instayoupix</a> e receba em primeira m&#xE3;o, o olhar do todo o time YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O preço da influência]]></title><description><![CDATA[Em pleno 2026, a gente já pode dizer que a compra por influência é a infraestrutura do consumo brasileiro. Todo mundo sabe que o influenciador faz diferença na hora da compra.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/pega-fundo/</link><guid isPermaLink="false">6a6b85f8a3bcddc96c26343f</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[jornada]]></category><category><![CDATA[social media]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Fri, 31 Jul 2026 01:14:39 GMT</pubDate><media:content url="https://images.unsplash.com/photo-1473496169904-658ba7c44d8a?crop=entropy&amp;cs=tinysrgb&amp;fit=max&amp;fm=jpg&amp;ixid=M3wxMTc3M3wwfDF8c2VhcmNofDQ5fHxsaXZlfGVufDB8fHx8MTc4NTQzMTg4OHww&amp;ixlib=rb-4.1.0&amp;q=80&amp;w=2000" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://images.unsplash.com/photo-1473496169904-658ba7c44d8a?crop=entropy&amp;cs=tinysrgb&amp;fit=max&amp;fm=jpg&amp;ixid=M3wxMTc3M3wwfDF8c2VhcmNofDQ5fHxsaXZlfGVufDB8fHx8MTc4NTQzMTg4OHww&amp;ixlib=rb-4.1.0&amp;q=80&amp;w=2000" alt="O pre&#xE7;o da influ&#xEA;ncia"><p>Voc&#xEA; tamb&#xE9;m j&#xE1; caiu na l&#xE1;bia alguma vez?</p><p>Pensa na &#xFA;ltima coisa que voc&#xEA; comprou por indica&#xE7;&#xE3;o de um influenciador. Tem 80% de chance de isso ter acontecido e a gente aposta que n&#xE3;o foi no primeiro post que voc&#xEA; viu.</p><p>Provavelmente rolou mais ou menos assim: apareceu um creator falando do produto, voc&#xEA; achou interessante mas n&#xE3;o clicou na hora (s&#xF3; 20% das pessoas clicam). Foi dar uma investigada, abriu a p&#xE1;gina, leu avalia&#xE7;&#xE3;o, procurou review, talvez tenha jogado numa IA pra confirmar, j&#xE1; que 64% dos consumidores fazem exatamente isso. </p><p>Em algum momento, at&#xE9; se convenceu de que n&#xE3;o precisava daquilo, mas n&#xE3;o esqueceu. Salvou o post, guardou o nome da marca. E a&#xED;, uns dias depois, comprou. </p><p>Se parece uma experi&#xEA;ncia individual, pode tirar o cavalinho da chuva: esse &#xE9; o caminho da maior parte dos consumidores brasileiros. E &#xE9; justamente essa parte da jornada que o mercado ainda n&#xE3;o sabe mensurar direito, porque n&#xE3;o depende s&#xF3; de dados de alcance ou de compra, &#xE9; mais complexo que isso.</p><p>A gente bate tanto na tecla da mensura&#xE7;&#xE3;o, at&#xE9; parece que vamos deixar a desejar nessa &#xE1;rea, n&#xE9;? Por isso tiramos o time de campo para chegar com mais um report brabo. Quer entender melhor como funciona a nossa Creator Economy? </p><p>Uma coisinha que pega fundo no nosso cora&#xE7;&#xE3;o: PESQUISA &#x1F913;</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/image-11.png" class="kg-image" alt="O pre&#xE7;o da influ&#xEA;ncia" loading="lazy" width="1200" height="675" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/07/image-11.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/07/image-11.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/image-11.png 1200w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="quem-nunca-gastou-dinheiro-porque-caiu-no-papo-do-seu-influenciador-favorito">Quem nunca gastou dinheiro porque caiu no papo do seu influenciador favorito?</h2><p><em>A gente sabe bem disso. Mas nada a melhor do que a dica sincera de um creator que j&#xE1; testou o produto que voc&#xEA; quer comprar. </em></p><p>Comprar por influ&#xEA;ncia virou parte da nossa rotina de consumo. Ser&#xE1; que ainda faz sentido chamar de tend&#xEA;ncia um comportamento que j&#xE1; envolve 8 em cada 10 brasileiros e se repete ano ap&#xF3;s ano, atravessando idade, g&#xEA;nero e classe social?</p><p>E a gente aposta que, se voc&#xEA; j&#xE1; comprou algo assim, n&#xE3;o foi no primeiro post que viu. Foi depois de conferir review, pesquisar mais um pouco, jogar numa IA pra confirmar, esquecer por uns dias e voltar atr&#xE1;s. E &#xE9; exatamente essa jornada de compra que o mercado ainda n&#xE3;o sabe mensurar direito. </p><p>E mais um ano, a consultoria YOUPIX se junta &#xE0; Nielsen, para lan&#xE7;ar a nova edi&#xE7;&#xE3;o do <em>Efeito da Influ&#xEA;ncia no Consumo</em>, que apresenta dados detalhados do mercado e mastiga pra marcas e creators constru&#xED;rem estrat&#xE9;gias mais efetivas, baseadas na percep&#xE7;&#xE3;o de quem realmente importa: o usu&#xE1;rio consumidor. Mas o olhar de quem compra nunca esteve t&#xE3;o afiado. </p><h2 id="o-radar-de-mentira">O radar de mentira</h2><p>Um dos motivos pra gente sempre bater na tecla de que as marcas n&#xE3;o devem mais se apegar a briefings engessados na hora de fechar uma campanha com creator, &#xE9; porque o consumidor brasileiro, h&#xE1; um tempo, compra direto nas redes ou pega a dica e corre pro site.</p><p>Se em algum momento esse cen&#xE1;rio for&#xE7;ado pode ter passado despercebido pra algumas pessoas, hoje em dia, com o bombardeio de publicidade nas redes a todo momento, &#xE9; preciso se esfor&#xE7;ar mais pra converter aten&#xE7;&#xE3;o em venda - o radar de publi das pessoas t&#xE1; afiad&#xED;ssimo. Justamente por isso, aquele post gen&#xE9;rico, com legenda de Chat GPT e roteiro de publicit&#xE1;rio-descolado-m&#xEA;o j&#xE1; n&#xE3;o cola mais. Mas aten&#xE7;&#xE3;o pra um detalhe: <strong>s&#xF3; 20% das pessoas </strong>acham que tem publi demais por a&#xED;.<strong> </strong>A quest&#xE3;o n&#xE3;o &#xE9; o volume, mas o formato de divulga&#xE7;&#xE3;o de um produto.</p><h3 id="na-publicidade-tradicional-voc%C3%AA-paga-para-interromper-a-conversa-no-marketing-de-influ%C3%AAncia-voc%C3%AA-paga-para-fazer-parte-dela">&quot;Na publicidade tradicional voc&#xEA; paga para interromper a conversa, no marketing de influ&#xEA;ncia voc&#xEA; paga para fazer parte dela.&quot;<br></h3><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/image-12.png" class="kg-image" alt="O pre&#xE7;o da influ&#xEA;ncia" loading="lazy" width="1920" height="1080" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/07/image-12.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/07/image-12.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1600/2026/07/image-12.png 1600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/image-12.png 1920w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p>Ao mesmo tempo, a pesquisa traz o dado que <strong>81% das pessoas j&#xE1; compraram algo indicado por um influenciador.</strong> Aqui &#xE9; onde mora a parte legal da coisa: quando ao inv&#xE9;s de for&#xE7;ar uma cena o creator realmente testa o produto, mostra o porqu&#xEA; ele gostou, porque pode ser &#xFA;til na vida dele e na sua, a&#xED; sim a convers&#xE3;o acontece. Os usu&#xE1;rios/consumidores enxergam o creator como algu&#xE9;m &#xED;ntimo, um amigo, algu&#xE9;m que t&#xE1; dentro de casa.</p><p>S&#xF3; que esse poder de influ&#xEA;ncia na internet n&#xE3;o significa que a compra vai ser imediata - a jornada &#xE9; muito mais profunda. O consumidor assiste ao v&#xED;deo, entende mais um pouquinho na legenda, d&#xE1; uma olhada nos coment&#xE1;rios pra ver o que outras pessoas t&#xE3;o dizendo, ca&#xE7;a outro review e usa uma ajudinha virtual.</p><h3 id="a-busca-pelo-produto-desejado">A busca pelo produto desejado </h3><p>Desde a &#xFA;ltima edi&#xE7;&#xE3;o da pesquisa shopper (que estuda o comportamento, as escolhas e a jornada de compra do cliente no ponto de venda f&#xED;sico ou digital) pra atual, foi mapeado que o n&#xFA;mero de pessoas que jogam o produto em alguma intelig&#xEA;ncia artificial para entender melhor caracter&#xED;sticas, como funciona e varia&#xE7;&#xE3;o de pre&#xE7;o, quadruplicou.</p><p>Dentro da an&#xE1;lise, percebemos que tanto os buscadores tradicionais, quanto o pr&#xF3;prio site da marca, perderam espa&#xE7;o pra intelig&#xEA;ncia artificial na hora de aprofundar o produto desejado. &#xC9; tamb&#xE9;m por isso que a jornada de compra t&#xE1; meio picotada e dif&#xED;cil de medir em relat&#xF3;rios tradicionais, que n&#xE3;o aprofundam a mensura&#xE7;&#xE3;o. O modelo antigo, que tenta medir o sucesso de uma campanha s&#xF3; pelo clique no post &#x2014; n&#xE3;o consegue entender o que acontece com o consumidor.</p><p>A convers&#xE3;o hoje depende muito mais de <strong>autoridade</strong> e <strong>contexto</strong>,<strong> </strong>do que de alcance gigantesco, mas sem relev&#xE2;ncia. Voc&#xEA; pode achar que &#x201C;o povo t&#xE1; muito consumista&#x201D;, mas a realidade brasileira &#xE9; pensar bem ao longo da semana, ouvir outros creators fazendo review, analisar pre&#xE7;os e a&#xED; sim efetuar a compra. De novo: a jornada &#xE9; mais profunda e demanda confian&#xE7;a.</p><p>Esse v&#xED;nculo &#xE9; constru&#xED;do ao longo do tempo, principalmente pelo creator de nicho &#x2014; o que n&#xE3;o tem milh&#xF5;es de seguidores, mas construiu uma comunidade real ao redor de um assunto espec&#xED;fico. Quando esse creator fala de um produto, o p&#xFA;blico escuta porque sabe que ali vai encontrar a sinceridade de um profissional que tem uma reputa&#xE7;&#xE3;o que n&#xE3;o vai ser manchada por qualquer troco de bala. </p><p>E o que acontece se o creator tenta empurrar algo que n&#xE3;o tem nada a ver com o hist&#xF3;rico dele? A&#xED;, o hate vem com toda for&#xE7;a&#x2026; a falta de verdade quebra o principal v&#xED;nculo da jornada de compra e faz o consumidor desistir rapidinho. </p><p>A gente atravessa um momento do consumo digital em que o conte&#xFA;do se mistura muito rapidamente com a oportunidade de compra. </p><p>Tem creator que faz conte&#xFA;do informativo, inteligente e encontrou numa marca de a possibilidade de sempre fazer uma publi, sem que afete sua credibilidade. Mas, como a pesquisa conclui, n&#xE3;o &#xE9; muita gente que odeia publi, o que a gente n&#xE3;o aguenta mesmo &#xE9; publi for&#xE7;ada, sem gra&#xE7;a e que n&#xE3;o respeita o bolso alheio. </p><p>Alcance n&#xE3;o garante convers&#xE3;o. O consumidor sabe pesquisar, questionar, trocar experi&#xEA;ncias e agora aprendeu a fazer tudo isso no digital tamb&#xE9;m. </p><p>Voc&#xEA; quer se aprofundar nesse tema mais ainda? Para fazer o download da pesquisa: <a href="https://youpix.com.br/consumo-e-influencia">clique aqui</a>.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/image-13.png" class="kg-image" alt="O pre&#xE7;o da influ&#xEA;ncia" loading="lazy" width="869" height="580" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/07/image-13.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/image-13.png 869w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="se-filma-e-fala-c%C3%AA-%C3%A9-o-bich%C3%A3o-memo-hein-doido">&quot;Se filma e fala. C&#xEA; &#xE9; o bich&#xE3;o memo hein, doido!&quot;</h2><p>Tem quem t&#xE1; come&#xE7;ando agora e j&#xE1; foi atr&#xE1;s de um editor, cavou vaga em casting de ag&#xEA;ncia... mas tem creator que &#xE9; o bich&#xE3;o mesmo, como diria o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=MiQ_OSW9pLM">meme</a>. Tudo sozinho.</p><p>Por outro lado, tem uma profiss&#xE3;o que surgiu com as &quot;novas&quot; movimenta&#xE7;&#xF5;es das redes: o tal do social media. O &quot;novas&quot; veio entre aspas porque, apesar de serem mudan&#xE7;as de menos de uma d&#xE9;cada pra c&#xE1;, a gente mal se lembra de como eram as redes antes das publis, dos stories, das pessoas que voc&#xEA; nunca ouviu falar na vida, mas acumulam facilmente milhares de seguidores.</p><p>E quem captou essas movimenta&#xE7;&#xF5;es e se prontificou a estruturar o conte&#xFA;do de quem se joga na frente das c&#xE2;meras &#xE9; o social media. Muitas vezes, esse dedicado profissional pode ser o respons&#xE1;vel pelo engajamento de uma publi que, sozinha na m&#xE3;o do creator, n&#xE3;o iria t&#xE3;o bem.</p><p>O legal do <a href="https://www.instagram.com/p/DbTgppkOmdz">social media</a> &#xE9; que ele cria uma ponte entre as pessoas que nunca produziram nenhum conte&#xFA;do e n&#xE3;o compreendem a linguagem das redes. Sabe aquelas publis meio &quot;sem no&#xE7;&#xE3;o&quot; de mercados e lojas locais, que de alguma forma chegam no seu feed, sendo que voc&#xEA; mora a centenas de km de dist&#xE2;ncia? A chance &#xE9; grande de ter o dedo de um profissional dessa &#xE1;rea ali. </p><p>Ainda faz sentido chamar de tend&#xEA;ncia um comportamento que j&#xE1; envolve 8 em cada 10 brasileiros, se mant&#xE9;m est&#xE1;vel ano ap&#xF3;s ano e atravessa g&#xEA;nero, idade e classe social?</p><p>Mas o que acontece no meio do caminho, entre curtir o conte&#xFA;do e comprar? Na real, o fato &#xE9; que o mercado n&#xE3;o faz ideia do verdadeiro efeito da influ&#xEA;ncia no consumo.</p><p>Agora conta pra gente uma coisa... </p><p>Voc&#xEA; faz tudo sozinho?</p><p>Pense sobre isso. </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/zqkPBIaIGjQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="Brutally Honest Advice About Social Media in 7 mins"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #66 da YOUPIX. Para aprofundar, corre pro <a href="https://www.instagram.com/instayoupix">@instayoupix</a> e receba em primeira m&#xE3;o, o olhar do todo o time YPX :)<br></p><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A vida segue]]></title><description><![CDATA[Você cria bem, tem audiência, consistência, além de boas ideias. Mas no fim do mês a conta não fecha do jeito que deveria. Tá cansado de não entender o real motivo? Então bora resolver isso!]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/o-foco-muda/</link><guid isPermaLink="false">6a64ecae73f437684d49a2aa</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[trabalho]]></category><category><![CDATA[carreira]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Sat, 25 Jul 2026 19:49:12 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/tarifa.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/tarifa.jpg" alt="A vida segue"><p>Voc&#xEA; t&#xE1; sentindo como se a gente tivesse num limbo curtinho entre a Copa do Mundo e as elei&#xE7;&#xF5;es? A gente podia estar aproveitando essas semanas com o Hexa&#x2026; mas quantas campanhas voc&#xEA; viu por a&#xED; ca&#xED;rem ou serem redesenhadas com a elimina&#xE7;&#xE3;o precoce do Brasil? </p><p>At&#xE9; pedido duplo de roteiro a gente viu: uma se o Brasil passasse, outra se fosse eliminado. Mas at&#xE9; quem foi precavido se deu mal. Fica sem clima depois de um baque desses. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/tarifaco-1.webp" class="kg-image" alt="A vida segue" loading="lazy" width="870" height="449" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/07/tarifaco-1.webp 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/tarifaco-1.webp 870w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="tarifa%C3%A7o-e-a-creator-economy">Tarifa&#xE7;o e a Creator Economy </h2><p><em>Diversificar sua presen&#xE7;a digital &#xE9; a blindagem pra quando construimos uma casa em um terreno alugado</em></p><p>O governo Trump confirmou as amea&#xE7;as de um novo <a href="https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/07/21/tarifaco-de-trump-governo-deve-iniciar-nesta-terca-reunioes-com-setores-afetados-pela-nova-taxa.ghtml">tarifa&#xE7;o</a> e o colocou em a&#xE7;&#xE3;o. Desde ontem, uma s&#xE9;rie de produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos - nosso segundo maior parceiro comercial, sofrer&#xE3;o uma sobretaxa de 25%. Claro que uma s&#xE9;rie de produtos interessantes para os EUA foram tirados dessa lista, como caf&#xE9; e carne bovina. A medida atinge setores gigantes como manufaturados, cal&#xE7;ados, m&#xF3;veis e m&#xE1;quinas e, ao que parece, boa parte dessa hist&#xF3;ria se deve ao PIX, que j&#xE1; &#xE9; o meio de pagamento preferido dos brasileiros, mas desestimula as transa&#xE7;&#xF5;es em cart&#xE3;o, desfavorecendo o lucro das empresas estadunidenses do setor.</p><p>Al&#xE9;m da discuss&#xE3;o diplom&#xE1;tica e comercial, essa hist&#xF3;ria escancara o quanto a nossa economia pode estar vulner&#xE1;vel e exposta a decis&#xF5;es pol&#xED;ticas externas, sem que a gente tenha muito poder sobre elas.</p><h3 id="mas-e-a%C3%AD-impacta-ou-n%C3%A3o">Mas e a&#xED;: impacta ou n&#xE3;o?</h3><p>Direta ou indiretamente, a resposta &#xE9; sim. Seria muita ingenuidade achar que o nosso mercado vive isolado, ou blindado de decis&#xF5;es dos governos dos pa&#xED;ses. E, pra entender melhor o cen&#xE1;rio o que &#xE9; &#x201C;estar na m&#xE3;o&#x201D; de outro pa&#xED;s, a gente sabe muito bem explicar.</p><p>Diariamente nas redes sociais, trabalhamos sob regras e algoritmos que n&#xE3;o controlamos, n&#xE3;o prevemos e quase n&#xE3;o conseguimos acompanhar a velocidade das mudan&#xE7;as. Ficamos totalmente &#xE0; merc&#xEA;. </p><h2 id="%E2%80%9Ccriar-conte%C3%BAdo-numa-rede-social-%C3%A9-como-construir-uma-casa-num-terreno-alugado%E2%80%9D">&#x201C;Criar conte&#xFA;do numa rede social &#xE9; como construir uma casa num terreno alugado.&#x201D;</h2><p><br>Voc&#xEA; n&#xE3;o controla como o seu conte&#xFA;do vai ser distribu&#xED;do pelo algoritmo, n&#xE3;o sabe por quanto tempo ele vai continuar entregando alcance, e muito menos o quanto vai conseguir monetizar em cima - se &#xE9; que vai receber algum dinheiro.</p><p>Olhando por outro ponto de vista, d&#xE1; para trazer a &quot;publidepend&#xEA;ncia&quot; pra esse papo: n&#xE3;o &#xE9; estrat&#xE9;gico que um creator tire sua renda apenas de publicidade. E se um dia o mercado satura? As marcas desistem de voc&#xEA; e o hype que te jogou pros holofotes evapora.</p><h3 id="s%C3%B3-um-pequeno-detalhe-importante-temos-uma-carta-na-manga-que-mais-ningu%C3%A9m-tem-o-nosso-molho">S&#xF3; um pequeno detalhe importante, temos uma carta na manga que mais ningu&#xE9;m tem, o nosso molho.</h3><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/image-9.png" class="kg-image" alt="A vida segue" loading="lazy" width="600" height="400" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/image-9.png 600w"></figure><p>Faz tempo que a gente deixou de ser copiador de gringo pra virar refer&#xEA;ncia global em linguagem, engajamento e cultura digital. O tal do &quot;molho&quot; nada mais &#xE9; do que a nossa capacidade absurda de criar conte&#xFA;do, narrativa que envolve e conversas que fazem sentido e ligam marcas &#xE0;s comunidades. Mas nem s&#xF3; de molho vive o creator. Ou molho paga boleto e a gente n&#xE3;o t&#xE1; sabendo? Talvez essa hist&#xF3;ria do <a href="https://www.youtube.com/watch?v=sxMJodunOqI">tarifa&#xE7;o</a> possa colocar a gente pra pensar em caminhos de transformar esse capital cultural em soberania nacional, usando a audi&#xEA;ncia das redes como vitrine para construir ativos que sejam de fato nossos.</p><p><strong>Vem a&#xED; a primeira... calma, p&#xEA;ra.</strong><br>Apesar de ser divertido pedir sugest&#xF5;es de nomes para uma rede social 100% brasileira, a moral da hist&#xF3;ria &#xE9; que nacionalizar a parada n&#xE3;o &#xE9; o que vai resolver o nosso problema: a gente sai da m&#xE3;o dos gringos - que, bem ou mal, formaram o contexto pra gente chegar at&#xE9; aqui, e fica na m&#xE3;o do governo? Ou de uma Big Tech brasileira? A solu&#xE7;&#xE3;o t&#xE1; em pensar mais em sa&#xED;das como a gente fez no movimento contra a &quot;publidepend&#xEA;ncia&quot;.</p><p>A <a href="https://www.instagram.com/bianca">Bianca Andrade</a> fez exatamente isso quando rompeu com grandes grupos de cosm&#xE9;ticos para assumir o controle total da <a href="https://bocarosa.com.br/">Boca Rosa</a>, criando uma empresa pr&#xF3;pria de maquiagem em vez de fazer m&#xED;dia para os outros. A <a href="https://www.instagram.com/petisco">Julia Petit</a> usou a escuta ativa da sua comunidade para fundar a <a href="https://www.sallve.com.br">Sallve</a>. O Iber&#xEA; Then&#xF3;rio pegou a autoridade do <a href="https://www.youtube.com/manualdomundo">Manual do Mundo</a> e transformou em produtos como jogos e livros. </p><p>Nossa querida <a href="https://www.instagram.com/lela.brandao">Lela Brand&#xE3;o</a> fundou a pr&#xF3;pria <a href="https://www.lelabrandao.co">marca</a> de roupas confort&#xE1;veis - uma dor que ela tinha com outras marcas quando consumia, e encontrou em sua comunidade de gostosas que se identificavam. Olha quanta coisa maneira foi criada no Brasil, para brasileiros.</p><p>Soberania n&#xE3;o &#xE9; sobre ter o servidor em solo nacional, mas sim sobre ter a propriedade intelecutal dos dados e do caixa - al&#xF4; nosso pastor <a href="https://www.instagram.com/jlouderb">Jim Louderback</a> que j&#xE1; falou sobre isso no SXSW deste ano. Neg&#xF3;cio &#xE9; o seguinte: as redes v&#xE3;o continuar sendo Big Techs, e a gente vai continuar usando o nosso &quot;molho&quot; para dominar o engajamento nelas, como a gente faz do Oscar &#xE0; Copa do Mundo. </p><p>O grande sacada do lance todo &#xE9; parar de trabalhar para a plataforma e passar a us&#xE1;-la, como um funcion&#xE1;rio do nosso pr&#xF3;prio neg&#xF3;cio.</p><p>Usando o exemplo dito l&#xE1; em cima, precisamos transformar a rela&#xE7;&#xE3;o com a audi&#xEA;ncia de um &quot;aluguel&quot; para termos a nossa &quot;propriedade&quot;.</p><p>O primeiro passo &#xE9; investir nas m&#xED;dias que o pr&#xF3;prio creator desenvolve para a sua engajada comunidade. Suas m&#xE9;tricas est&#xE3;o no Instagram ou no TikTok, mas voc&#xEA; tamb&#xE9;m pode oferecer uma newsletter semanal e cobrar por isso, ou ent&#xE3;o ter algum tipo de financiamento coletivo; entrar para o time dos afiliados, lan&#xE7;ar sua marca de roupa, cosm&#xE9;tico, ou produtinhos artesanais&#x2026; s&#xE3;o in&#xFA;meras as op&#xE7;&#xF5;es e voc&#xEA; sempre pode inventar algo que ainda n&#xE3;o existe no mercado. </p><p>Esse comportamento vai migrar o p&#xFA;blico do algoritmo pra canais diretos e sem intermedi&#xE1;rios, como comunidades fechadas e ecossistemas de vendas pr&#xF3;prios. <br>As marcas entram na jogada porque tamb&#xE9;m podem participar dessas conversas que est&#xE3;o rolando entre creators e comunidades, s&#xF3; que de um jeito at&#xE9; bem mais &#xED;ntimo. Uma indica&#xE7;&#xE3;o de um apresentador da TV que voc&#xEA; gosta e sabe que comunica para millh&#xF5;es de pessoas tem um peso. O seu creator preferido falar em um grupo restrito, tem outra medida. </p><p>Quando o creator usa as redes como vitrine de topo de funil para construir um patrim&#xF4;nio real e independente fora dela, a depend&#xEA;ncia deixa de ser uma amea&#xE7;a. Ter a audi&#xEA;ncia mais engajada do planeta e a criatividade mais elogiada n&#xE3;o vai adiantar nada se a gente continuar sendo apenas inquilino. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><a href="https://www.statista.com/chart/24933/share-of-respondents-saying-they-purchased-something-because-of-influencers/?srsltid=AfmBOorqVrwS05Vic9EQTZz6doAFBdeMjY5yIEj02MjzrLhmuk-ZfI2e"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/image-10.png" class="kg-image" alt="A vida segue" loading="lazy" width="1200" height="1200" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/07/image-10.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/07/image-10.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/image-10.png 1200w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></a></figure><h2 id="a-influ%C3%AAncia-dos-influencers">A influ&#xEA;ncia dos influencers</h2><p>A maioria das pessoas prefere pedir indica&#xE7;&#xE3;o para quem &quot;&#xE9; de casa&quot; na hora de comprar alguma coisa: seja um familiar, amigo, ou o creator que voc&#xEA; acompanha e parece que mora junto contigo.</p><p>A partir dessa observa&#xE7;&#xE3;o, o <a href="https://www.statista.com/chart/24933/share-of-respondents-saying-they-purchased-something-because-of-influencers/?srsltid=AfmBOorqVrwS05Vic9EQTZz6doAFBdeMjY5yIEj02MjzrLhmuk-ZfI2e">Statista</a> Consumer Insights pesquisou qual &#xE9; o poder de influ&#xEA;ncia dos creators e influenciadores em cada pa&#xED;s. Adivinha quem t&#xE1; no topo da lista?</p><p>A pesquisa &#x2014; que reflete bem o p&#xFA;blico conectado, mostra que a palavra dos creators fala mais alto na hora da compra em pa&#xED;ses como Brasil, &#xC1;frica do Sul, China e &#xCD;ndia.</p><p>No resto do mundo, a ideia de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=1GWhWROHIkY">comprar</a> o que o influenciador indica tamb&#xE9;m vem ganhando corpo. Pa&#xED;ses como Fran&#xE7;a, &#xC1;ustria, B&#xE9;lgica, Holanda, Su&#xE9;cia e Jap&#xE3;o ainda est&#xE3;o no time dos mais c&#xE9;ticos, embora a audi&#xEA;ncia dos creators esteja crescendo por l&#xE1; tamb&#xE9;m.</p><p>A reflex&#xE3;o a partir desses dados vem de um coment&#xE1;rio no <a href="https://www.instagram.com/p/DZ_7znYjANo">post</a>: &quot;Nossa, os franceses s&#xE3;o inteligentes!&quot;, como se comprar um produto a partir da dica de um creator fosse algo ruim. </p><p>Em algumas vezes &#xE9;, como no caso das bets, por exemplo. Tem quem instigue voc&#xEA; a jogar no Tigrinho e ainda por cima lucre com o dinheiro suado que voc&#xEA; perde. </p><p>Mas o nosso rol&#xEA; todo n&#xE3;o &#xE9; sobre <a href="https://www.instagram.com/p/Da6TcxqhCOf">mostrar</a> as outras v&#xE1;rias situa&#xE7;&#xF5;es onde o creator cai como uma luva nas campanhas publicit&#xE1;rias?</p><p>Talvez esse seja o empurr&#xE3;ozinho que a gente precisava para retomar o h&#xE1;bito de criar conte&#xFA;do. Papel e caneta na m&#xE3;o.</p><p>Estamos apenas a um passo...</p><p>De uma grande ideia. &#x1F4A1;</p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/Xjvt4LzfcVk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="O Poder de acreditar demais em si mesmo"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #65 da YOUPIX. Para aprofundar, corre pro <a href="https://www.instagram.com/instayoupix">@instayoupix</a> e receba em primeira m&#xE3;o, o olhar do todo o time YPX :)</p><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Cada view importa]]></title><description><![CDATA[A sua curtida está colocando muito dinheiro no bolso de quem? Talvez você também não parou para pensar nisso antes ainda, mas o seu follow no fundo pode significar que valida uma ideia.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/valorize/</link><guid isPermaLink="false">6a5b822e73f437684d49a1b0</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[dignidade]]></category><category><![CDATA[empatia]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[Realidade]]></category><category><![CDATA[Humanidade]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Sat, 18 Jul 2026 15:00:29 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/brandi-alexandra-fbRyfjb5N2Y-unsplash.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/brandi-alexandra-fbRyfjb5N2Y-unsplash.jpg" alt="Cada view importa"><p>Nesta domingo finalmente acaba a Copa do Mundo. Muitas li&#xE7;&#xF5;es pra tirar desse Mundial, inclusive para a Creator Economy.</p><p>Mas, ao inv&#xE9;s de um geralz&#xE3;o sobre a Copa, o papo de hoje vai ser s&#xE9;rio porque &#xE9; necess&#xE1;rio questionar: o dinheiro gerado pela sua aten&#xE7;&#xE3;o, como usu&#xE1;rio de redes sociais, t&#xE1; indo pro bolso de quem?</p><p>Que tipo de gente n&#xF3;s estamos dando o poder da influ&#xEA;ncia?</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/image-6.png" class="kg-image" alt="Cada view importa" loading="lazy" width="1200" height="628" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/07/image-6.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/07/image-6.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/image-6.png 1200w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h3 id="o-dinheiro-vai-pro-bolso-de-algu%C3%A9m">O dinheiro vai pro bolso de algu&#xE9;m</h3><p><em>Parece s&#xF3; uma curtida, algu&#xE9;m que voc&#xEA; nem lembra que segue. Mas t&#xE1; alimentando uma cadeia de grana maior do que parece</em></p><p>Uma reportagem do Fant&#xE1;stico mostrou a den&#xFA;ncia de agress&#xE3;o contra o influenciador de futebol Cartolouco, al&#xE9;m de apresentar imagens de uma c&#xE2;mera de seguran&#xE7;a que comprovam a agress&#xE3;o. Ainda, a reportagem mostrou outras duas v&#xED;timas que se relacionaram com ele anteriormente. Que essa hist&#xF3;ria &#xE9; repugnante, com certeza concordamos.</p><p>Mas a gente precisa discutir tamb&#xE9;m o que aconteceu no dia seguinte ao esc&#xE2;ndalo, que n&#xE3;o foi um cancelamento, ou a debandada em massa do p&#xFA;blico do Cartolouco: al&#xE9;m do n&#xFA;mero de seguidores dele no Instagram (1.1 milh&#xE3;o) permanecer intacto, a plataforma ainda deixou <a href="https://www.instagram.com/reel/DaxyWgSKTMH">no ar</a> um v&#xED;deo publicado pelo influenciador, em que ele afirma que a reportagem foi mentirosa. </p><p>At&#xE9; esse momento, as mais de 62 mil pessoas que curtiram o <a href="https://www.instagram.com/p/DaxXafhRkSU">v&#xED;deo</a> podem ter acreditado que a hist&#xF3;ria inteira &#xE9; mentira da Globo. </p><p>Acontece que, no text&#xE3;o de hoje, a gente n&#xE3;o pode tratar este caso como &quot;apenas mais uma pol&#xEA;mica de internet&quot;. Afinal, estamos testemunhando a materializa&#xE7;&#xE3;o do lado mais perverso do poder da influ&#xEA;ncia - e que n&#xE3;o &#xE9; de hoje.</p><h2 id="o-pacto-da-misoginia">O pacto da misoginia </h2><p>Quando uma onda de indigna&#xE7;&#xE3;o acontece, milhares de pessoas iniciariam mutir&#xF5;es para deixar de seguir o agressor. A l&#xF3;gica nos diria que o gr&#xE1;fico de seguidores despencaria, certo? Bom, sabemos que na pr&#xE1;tica n&#xE3;o funciona assim. </p><p>Pra ficar no mundinho do futebol, o ex-jogador Daniel Alves, condenado a 4 anos e meio de pris&#xE3;o na Espanha por abuso sexual, teve sua condena&#xE7;&#xE3;o revogada por unanimidade, hoje atua como <a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3w1w5x9772o">pregador</a> em uma igreja evang&#xE9;lica pentecostal e acumula mais de 34 milh&#xF5;es de seguidores no Instagram.</p><p>Para cada pessoa consciente que deixa de seguir um agressor de mulheres, um novo usu&#xE1;rio &#x2014; provavelmente homens que se identificam, silenciam ou apoiam ativamente esse tipo de comportamento &#x2014; passam a seguir. Isso acontece porque homens se protegem e criam redes de apoio m&#xFA;tuo, mesmo diante da viol&#xEA;ncia mais expl&#xED;cita contra a mulher. Pediu perd&#xE3;o, t&#xE1; perdoado. Segue o baile.</p><p>E a&#xED;, pra quem t&#xE1; no Instagram desde que ele era s&#xF3; uma rede social pra postar foto de comida com efeito barato, esse papo sobre a import&#xE2;ncia do &quot;seguir&quot; pode ser mal interpretada como um grande ato pol&#xED;tico de cumplicidade - mas a verdade &#xE9; que &#xE9;. Ao darem palco e audi&#xEA;ncia a um agressor, esses novos seguidores (bem como os que n&#xE3;o deixam de seguir) n&#xE3;o est&#xE3;o apenas consumindo conte&#xFA;do de futebol; est&#xE3;o legitimando a viol&#xEA;ncia e dizendo: &quot;estamos com voc&#xEA;&quot;. </p><p>Para dar um exemplo na pr&#xE1;tica no contexto da Creator Economy brasileira, a gente fala incansavelmente sobre como muitas marcas <em>ainda </em>olham s&#xF3; pro n&#xFA;mero de seguidores na hora de contratar um creator, influenciador, ou celebridade. Pode parecer que voc&#xEA; deixar ou n&#xE3;o de seguir algu&#xE9;m n&#xE3;o vai mudar nada pra quem acumula milh&#xF5;es de seguidores nas redes, mas &#xE9; justamente o coletivo &#xE9; que faz a for&#xE7;a, negativa ou positiva. </p><h3 id="o-mercado-perif%C3%A9rico-das-bets">O mercado perif&#xE9;rico das Bets </h3><p>No passado, o cancelamento de marcas tradicionais era o fim de uma carreira. Se a grande ind&#xFA;stria de cosm&#xE9;ticos, autom&#xF3;veis ou bebidas retirava o patroc&#xED;nio, o creator perdia sua sustentabilidade financeira. Hoje, esse cen&#xE1;rio mudou com a ascens&#xE3;o de um sistema publicit&#xE1;rio &quot;perif&#xE9;rico&quot;, que rapidamente se tornou uma das fatias mais robustas da Creator Economy: as casas de apostas. </p><p>Influenciadores como o Cartolouco j&#xE1; fazem publicidade para essas plataformas. E a verdade &#xE9; que muitas bets operam sob outra l&#xF3;gica &#xE9;tica e n&#xE3;o se importam com o <em>brand safety</em> tradicional. Elas querem pol&#xEA;mica, engajamento e, acima de tudo, homens jovens e vulner&#xE1;veis em suas bases de dados. Esse mercado paralelo e pouco regularizado - por isso descrito como <a href="https://www.instagram.com/p/Dak_wPQx3FW">perif&#xE9;rico</a>, oferece patroc&#xED;nios que superam em dez vezes o or&#xE7;amento das marcas tradicionais de consumo.</p><p>A audi&#xEA;ncia garantida pelos novos seguidores e pela base que n&#xE3;o se importa em continuar ali &#xE9; o combust&#xED;vel que as casas de apostas precisam para continuar depositando milh&#xF5;es de reais na conta de quem deveria responder &#xA0;judicialmente por seus atos - e aqui a gente n&#xE3;o fala sobre um influenciador espec&#xED;fico, mas sobre <strong>dezenas ou centenas de homens que de alguma forma agrediram mulheres e seguiram na m&#xED;dia, </strong>&#xE0;s vezes com mais engajamento do que antes.</p><h3 id="como-fica-a-sua-casa">Como fica a sua casa </h3><p>Por aqui, n&#xF3;s falamos sempre que &#x201C;criar conte&#xFA;do nas redes sociais &#xE9; como construir uma casa, mas em um terreno alugado&#x201D;.</p><p>Isso porque, se as plataformas saem do ar ou te tiram do ar arbitrariamente, a maioria esmagadora da audi&#xEA;ncia que voc&#xEA; construiu vai pro ralo. J&#xE1; houveram restri&#xE7;&#xF5;es, suspens&#xF5;es ou a desmonetiza&#xE7;&#xE3;o de creators e influenciadores que se posicionaram sobre pol&#xED;tica, denunciaram viola&#xE7;&#xF5;es de direitos humanos, debateram racismo ou defenderam pautas de minorias. Nem precisa ir t&#xE3;o longe: experimente postar um mamilo (feminino, &#xF3;bvio) nas redes, mesmo que seja uma ilustra&#xE7;&#xE3;o, pra ver se voc&#xEA; n&#xE3;o toma uma censurazinha.</p><p>O que explica a permissividade quando se trata de agressores de mulheres, condenados ou investigados? A resposta pode estar no engajamento que a sua indigna&#xE7;&#xE3;o gera. </p><h2 id="seu-like-vale-%E2%80%9C1-real%E2%80%9D">Seu like vale &#x201C;1 real&#x201D; </h2><p>N&#xF3;s precisamos ter responsabilidade individual enquanto usu&#xE1;rios das redes sociais. Muitas vezes, tratamos o ato de seguir algu&#xE9;m como um gesto inofensivo, mas voc&#xEA; t&#xE1; enchendo o bolso de algu&#xE9;m com a sua aten&#xE7;&#xE3;o, ainda que n&#xE3;o esteja vendo pra onde o dinheiro vai.</p><p>Cada view que voc&#xEA; d&#xE1; em um story, cada clique para ver uma pol&#xEA;mica, cada like pregui&#xE7;oso e, principalmente, cada decis&#xE3;o de manter o seu follow representa uma moedinha de dinheiro real que voc&#xEA; deposita no bolso daquela pessoa ou, no m&#xED;nimo, da plataforma. Multiplique a sua &quot;moedinha&quot; de aten&#xE7;&#xE3;o por milh&#xF5;es de outros usu&#xE1;rios e voc&#xEA; ter&#xE1; o financiamento direto de imp&#xE9;rios digitais nocivos.</p><p>Se queremos uma Creator Economy saud&#xE1;vel, justa e segura, precisamos come&#xE7;ar a policiar a nossa pr&#xF3;pria &#x201C;carteira de aten&#xE7;&#xE3;o&#x201D;. Parar de seguir agressores de mulheres n&#xE3;o &#xE9; apenas um posicionamento moral, mas pega no bolso de quem usa a influ&#xEA;ncia como escudo pra impunidade. </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/BludK7eGGSM?start=84&amp;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="DONA KARLA ME DEU UMA BRONCA "></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #64 da YOUPIX. Para aprofundar, corre pro <a href="https://www.instagram.com/instayoupix">@instayoupix</a> e receba em primeira m&#xE3;o, o olhar de todo o time YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Audiência de milhões]]></title><description><![CDATA[Independente do que aconteça, os creators continuarão criando conteúdo e passaram a organizar melhor o que já tinham nas mãos. Nem todo mundo quer abrir uma empresa, mas afinal, o que estamos construindo de verdade?]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/responsa-de-centavos/</link><guid isPermaLink="false">6a57b09073f437684d49a0e2</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[capitalismo]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[Economia]]></category><category><![CDATA[empatia]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Wed, 15 Jul 2026 16:50:58 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/caze-tv-copa-2026.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/caze-tv-copa-2026.jpg" alt="Audi&#xEA;ncia de milh&#xF5;es"><p>Se voc&#xEA; gosta ou n&#xE3;o de futebol, concorda que Copa do Mundo &#xE9; um neg&#xF3;cio que mexe com a gente, n&#xE9;? </p><p>Fizeram at&#xE9; um estudo sobre como uma derrota pode <a href="https://www.youtube.com/shorts/4oAoJ_mbGF0">afetar</a> a economia diretamente. </p><p>Fato &#xE9; que feliz, feliz mesmo&#x2026; ningu&#xE9;m fica.</p><p>Ent&#xE3;o a gente vai aproveitar o momento fora da Copa pra falar de uma coisa s&#xE9;ria: a internet &#xE9; mesmo terra de ningu&#xE9;m? </p><p>O CONAR atualizou as recomenda&#xE7;&#xF5;es para creators e, independente de criar ou consumir conte&#xFA;do, todo mundo deveria dar uma olhada pra saber o que pode ou n&#xE3;o. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/image-1.png" class="kg-image" alt="Audi&#xEA;ncia de milh&#xF5;es" loading="lazy" width="1200" height="900" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/07/image-1.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/07/image-1.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/image-1.png 1200w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="como-respeitar-a-audi%C3%AAncia-e-seguir-o-guia-do-conar">Como respeitar a audi&#xEA;ncia e seguir o Guia do CONAR </h2><p><em>Se voc&#xEA; trabalha na Creator Economy, as novas diretrizes pra publicidade infantil, IA e bets apontam que o amadorismo est&#xE1;, enfim, desaparecendo</em></p><p>Esse texto fala diretamente com creators, mas vale pra todo mundo que quer se informar sobre seus direitos na internet, que n&#xE3;o pode ser uma terra de ningu&#xE9;m. <br><br>O CONAR atualizou o <a href="http://www.conar.org.br/pdf/Guia-de-MKT-e-Publicidade-por-Influenciadores.pdf">Guia de Marketing de Influ&#xEA;ncia</a> e finalmente um recado que a gente tenta passar pra audi&#xEA;ncia foi refor&#xE7;ado: quanto maior o alcance de um creator, maior precisa ser o cuidado com quem o acompanha. </p><p>Ter uma postura profissional como creator n&#xE3;o &#xE9; s&#xF3; saber tratar de uma publi com uma marca ou ag&#xEA;ncia, mas tamb&#xE9;m &#xE9; respeitar a audi&#xEA;ncia.</p><h3 id="a-regra-%C3%A9-clara">A regra &#xE9; clara</h3><p>Sobre <em>transpar&#xEA;ncia</em> do que &#xE9; publi ou conte&#xFA;do org&#xE2;nico, o seguidor precisa bater o olho no post e saber o que &#xE9; uma indica&#xE7;&#xE3;o espont&#xE2;nea e o que &#xE9; parceria de marca. Se o creator recebeu para postar, vai ganhar comiss&#xE3;o de afiliado, foi viajar a convite de uma marca ou t&#xE1; divulgando o seu pr&#xF3;prio produto, <em>o p&#xFA;blico tem que saber</em>. E nada de tentar esconder a &#x201C;#publi&#x201D; atr&#xE1;s do bot&#xE3;o &quot;mais conte&#xFA;do&quot; ou pequeno em algum canto da tela que mal d&#xE1; pra ver. </p><p>O CONAR quer ver o &quot;#publi&quot; ou a ferramenta de parceria paga da plataforma logo de cara, porque a audi&#xEA;ncia merece saber. At&#xE9; os seus &quot;recebidos&quot; entram na conta, viu? Mesmo que voc&#xEA; n&#xE3;o tenha <em>obriga&#xE7;&#xE3;o </em>de postar, se decidir mostrar o mimo, precisa deixar claro de onde ele veio.</p><p>Quem usa Intelig&#xEA;ncia Artificial ou comanda um avatar tamb&#xE9;m precisa ficar de olho: se a IA gerar um visual ou um depoimento que engane o consumidor sobre o que o produto realmente faz, tanto o creator quanto a marca envolvida podem ter que responder juridicamente.</p><p><strong>O Filtro das Bets e o Alerta Vermelho da Copa </strong><br>Se voc&#xEA; fecha publi de bet, saiba que n&#xE3;o estamos de acordo e apoiamos o movimento <a href="https://blocknotigrinho.com.br">Block no Tigrinho</a>. Mas voc&#xEA;, mais do que qualquer outro creator, precisa saber quais s&#xE3;o as boas pr&#xE1;ticas para n&#xE3;o induzir o seu p&#xFA;blico ao erro.</p><h3 id="na-pr%C3%A1tica-o-criador-de-conte%C3%BAdo-n%C3%A3o-pode-associar-apostas-ao-sucesso-financeiro-ou-social-nem-vender-a-ideia-de-que-jogar-%C3%A9-uma-alternativa-de-emprego-renda-extra-ou-forma-de-recuperar-o-dinheiro-que-j%C3%A1-foi-perdido">Na pr&#xE1;tica, o criador de conte&#xFA;do n&#xE3;o pode associar apostas ao sucesso financeiro ou social, nem vender a ideia de que jogar &#xE9; uma alternativa de emprego, renda extra ou forma de recuperar o dinheiro que j&#xE1; foi perdido.</h3><p><br>N&#xE3;o rola prometer &quot;ganho f&#xE1;cil&quot; ou criar aquela ilus&#xE3;o de que voc&#xEA; consegue prever e controlar os resultados dos jogos. Todo post desse nicho precisa do selo &quot;18+&quot; e de alertas vis&#xED;veis como &quot;Aposta n&#xE3;o &#xE9; investimento&quot;.</p><p>Para entender o tamanho da treta, &#xE9; s&#xF3; olhar o que aconteceu na Copa do Mundo de 2026. O CONAR recomendou <a href="https://g1.globo.com/economia/midia-e-marketing/noticia/2026/06/27/conar-recomenda-suspensao-de-tres-anuncios-de-bets-veiculados-na-cazetv-durante-a-copa.ghtml">suspender</a> tr&#xEA;s a&#xE7;&#xF5;es de bets feitas ao vivo por apresentadores e narradores na Caz&#xE9;TV. O &#xF3;rg&#xE3;o entendeu que o tom das falas pode <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/centro-oeste/df/mp-processa-blaze-e-virginia-o-que-sabemos-sobre-o-caso">induzir</a> o p&#xFA;blico a erro sobre as chances reais de ganhar dinheiro ali. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/image-5.png" class="kg-image" alt="Audi&#xEA;ncia de milh&#xF5;es" loading="lazy" width="1280" height="720" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/07/image-5.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/07/image-5.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/image-5.png 1280w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p><strong>Filhos ou sobrinhos nos stories? </strong><br>Nos &#xFA;ltimos dias, alguns creators e influenciadores que frequentemente postam crian&#xE7;as tiveram suas contas temporariamente suspensas, por ainda n&#xE3;o terem se enquadrado nas recomenda&#xE7;&#xF5;es do CONAR.</p><p>O <a href="http://www.conar.org.br/pdf/guia-infantil-conar.pdf">manual</a> de boas pr&#xE1;ticas criado com o Google e o Minist&#xE9;rio P&#xFA;blico lembra que esse p&#xFA;blico ainda est&#xE1; se desenvolvendo e n&#xE3;o tem o mesmo discernimento que um adulto. Se o seu nicho envolve o p&#xFA;blico infantojuvenil, voc&#xEA; nunca deve incentivar comportamentos perigosos ou falar de temas proibidos para eles, como bebidas e armas. </p><p>Al&#xE9;m disso, a marca&#xE7;&#xE3;o de publicidade precisa ser feita em uma linguagem que eles entendam mesmo, o famoso &#x201C;explica como se fosse uma crian&#xE7;a de 5 anos&#x201D;. </p><h3 id="no-territ%C3%B3rio-das-bets-a-proibi%C3%A7%C3%A3o-%C3%A9-total-menores-de-idade-nunca-podem-ser-o-p%C3%BAblico-alvo">No territ&#xF3;rio das bets, a proibi&#xE7;&#xE3;o &#xE9; total: menores de idade nunca podem ser o p&#xFA;blico-alvo. </h3><p><br>Voc&#xEA; s&#xF3; deve aceitar esses contratos se a sua audi&#xEA;ncia for comprovadamente adulta e se o seu canal usar travas de idade (age gates). Pra aparecer em destaque em uma campanha de apostas, precisa ser maior de 21 anos.</p><p><strong>&#x1F4A1; An&#xE1;lise: confian&#xE7;a &#xE9; moeda de troca? </strong><br>Essas regras do CONAR, que em muitos casos onde a regulamenta&#xE7;&#xE3;o ainda n&#xE3;o &#xE9; profunda, n&#xE3;o passam de recomenda&#xE7;&#xF5;es, n&#xE3;o vieram para engessar conte&#xFA;do de creator algum, muito menos minar a criatividade. Na verdade, elas s&#xE3;o o alicerce de sobreviv&#xEA;ncia da pr&#xF3;pria Creator Economy. </p><p>No come&#xE7;o da internet em larga escala, o amadorismo e a falta de crit&#xE9;rios claros na hora de fechar publis queimaram o filme de muita gente e afastaram grandes marcas de campanhas mais ousadas - a gente j&#xE1; falou que falta maturidade em v&#xE1;rios players do nosso mercado at&#xE9; hoje.</p><p>S&#xF3; que, em 2026, o foco da Creator Economy brasileira t&#xE1; caminhando pra sair do alcance bruto e das m&#xE9;tricas de vaidade, pra entrar na tal <em>economia da confian&#xE7;a.</em></p><p>O creator que entende a import&#xE2;ncia da &#xE9;tica e da transpar&#xEA;ncia nos seus conte&#xFA;dos, protege a sua comunidade e se valoriza no mercado. Lembra de como era dif&#xED;cil ficar de olho, mas a gente precisava se atentar &#xE0;s normas da ABNT em qualquer trabalho acad&#xEA;mico? Pois &#xE9;. Se voc&#xEA; &#xE9; creator e t&#xE1; aprendendo a se virar sozinho na internet, p&#xF5;e o regulamento do CONAR de baixo do bra&#xE7;o e v&#xE1; criar sem medo. A gente quer um ambiente mais seguro pra todo mundo.</p><p>Regulamentar e estabelecer limites pra algumas coisas s&#xE9;rias (como o an&#xFA;ncio desenfreado de bet) faz sentido e n&#xE3;o restringe a liberdade de ningu&#xE9;m. Muito pelo contr&#xE1;rio, &#xE9; preciso ter responsabilidade com a audi&#xEA;ncia: seja uma emissora digital, com estrutura, que t&#xE1; batendo de frente com a Globo, ou um influenciador que ainda n&#xE3;o dimensionou a pr&#xF3;pria relev&#xE2;ncia.</p><p>N&#xF3;s tamb&#xE9;m gostamos da Caz&#xE9;TV, e voc&#xEA;? </p><p>Tristeza n&#xE3;o tem fim, felicidade sim.</p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/A4BG0MCu-Zo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="AS NOVAS REGRAS DE BETS NO BRASIL!"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #63 da YOUPIX, para aprofundar, corre pro @instayoupix e receba em primeira m&#xE3;o, o olhar do time da YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A primeira influencer]]></title><description><![CDATA[Imagina o quanto a galera hoje com mais de 1 milhão de seguidores, e que tá nem aí para a sua audiência, pode faturar. Parece que esse recado o mercado de influência percebeu rápido, mas aí eles estão forçando, do pior jeito possível.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/princesa-diana/</link><guid isPermaLink="false">6a47e01673f437684d49a03d</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[fama]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[história]]></category><category><![CDATA[jornada]]></category><category><![CDATA[liberdade]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Fri, 03 Jul 2026 16:52:43 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/spencer.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/spencer.jpg" alt="A primeira influencer"><p>Quando a gente olha pro termo &#x201C;influencer&#x201D;, voc&#xEA; sente que ele foi esvaziado? </p><p>Algumas pessoas se colocaram como influenciadoras, sendo que n&#xE3;o entenderam o poder que existe em influenciar uma audi&#xEA;ncia - inclusive, muitas n&#xE3;o t&#xE3;o nem a&#xED; pra sa&#xFA;de mental, f&#xED;sica e financeira das pr&#xF3;prias comunidades. </p><p>Antigamente, as celebridades mais queridas costumavam dizer que &#x201C;n&#xE3;o seriam nada sem os f&#xE3;s&#x201D;. Hoje, muito influencer diz que os f&#xE3;s n&#xE3;o seriam nada sem eles. </p><p>Por isso o text&#xE3;o de hoje volta algumas d&#xE9;cadas no tempo, pra falar sobre uma das primeiras influencers da hist&#xF3;ria. </p><figure class="kg-card kg-image-card kg-card-hascaption"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/image.png" class="kg-image" alt="A primeira influencer" loading="lazy" width="1280" height="720" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/07/image.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/07/image.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/image.png 1280w" sizes="(min-width: 720px) 720px"><figcaption>Montagem por @thefashionobserve</figcaption></figure><h3 id="como-a-mulher-mais-fotografada-do-mundo-transformou-a-aten%C3%A7%C3%A3o-p%C3%BAblica-em-impacto-social">Como a mulher mais fotografada do mundo transformou a aten&#xE7;&#xE3;o p&#xFA;blica em impacto social</h3><p>Nesta &#xFA;ltima quarta-feira, dia 1 de julho, a princesa Diana completaria 65 anos. Olhando em retrospectiva pro legado que ela deixou, fica dif&#xED;cil n&#xE3;o tentar encaixar sua figura nos moldes da internet de hoje. Se ela n&#xE3;o tivesse morrido h&#xE1; quase 30 anos, com certeza acumularia centenas de milh&#xF5;es de seguidores no Instagram, mas por que atua&#xE7;&#xE3;o exatamente? Antes da gente desenrolar essa ideia, vale combinarmos uma diferencia&#xE7;&#xE3;o entre tr&#xEA;s termos fundamentais na Creator Economy:</p><p><strong>Celebridade </strong>&#xE9; a figura cl&#xE1;ssica da fama. Quem se torna conhecido por atuar, cantar, dan&#xE7;ar, modelar ou ser famosa por um t&#xED;tulo, por exemplo de&#x2026; princesa. Assim como a princesa <a href="https://www.instagram.com/p/DLkO7Xzt_W9/">Diana</a>.</p><p><strong>Creator </strong>&#xE9; o novato da parada, um termo que a gente cunhou a partir da Creator Economy, porque a sua relev&#xE2;ncia n&#xE3;o vem da vida pessoal ou de um rostinho bonito, mas do conte&#xFA;do e do valor que ele produz. S&#xE3;o os podcasters, analistas de cinema, sociedade e etc; os cozinheiros do TikTok, a turma das esquetes de humor, os profs. de finan&#xE7;as e por a&#xED; vai.</p><p>J&#xE1; os <strong>influencers </strong>s&#xE3;o os que ditam comportamento e guiam decis&#xF5;es de compra das suas comunidades. A l&#xF3;gica da fama &#xE9; baseada na identifica&#xE7;&#xE3;o: <em>queria tanto ser essa pessoa. </em>E vale dizer que muita gente faz uma divis&#xE3;o na cabe&#xE7;a de que os influencers do tigrinho, gente tosca e cafona s&#xE3;o chamados assim e, quem pensa um pouco mais e se preocupa com a qualidade do conte&#xFA;do, com a vida de quem o acompanha, s&#xE3;o creators. Mas influencer n&#xE3;o precisa significar uma pessoa vazia, como muitas fazem parecer. Na real, traz muito conte&#xFA;do s&#xF3; numa caminhada.</p><p>A princesa Diana viveu muito antes de o termo influencer - ou da pr&#xF3;pria Creator Economy - existir, al&#xE9;m de que a distribui&#xE7;&#xE3;o do conte&#xFA;do dependia dos paparazzi, das revistas e da televis&#xE3;o. Ent&#xE3;o d&#xE1; pra dizer que ela foi a primeira influencer da hist&#xF3;ria, como conhecemos o termo hoje?</p><p>Da hist&#xF3;ria&#x2026; dif&#xED;cil cravar, n&#xE9;? A gente brinca com as palavras e o que vale &#xE9; a reflex&#xE3;o, mas at&#xE9; a&#xED;, de Cle&#xF3;patra a Marilyn Monroe, muita gente caberia nessa lista. O que fascina na hist&#xF3;ria da Diana &#xE9; que ela viveu pouqu&#xED;ssimo tempo antes da virada do mil&#xEA;nio, quando nasce a vida digital em larga escala e a l&#xF3;gica do nosso consumo caminha pro que a gente vive hoje. Ent&#xE3;o ela t&#xE1; num contexto mais pr&#xF3;ximo do que a gente imagina. </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/zOHDBDIHazw?start=312&amp;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="NOVAS DESCOBERTAS NO CASO PRINCESA DIANA"></iframe></figure><p>O que define um influencer &#xE9; a capacidade de gerar identifica&#xE7;&#xE3;o, furar bolhas e mover a opini&#xE3;o p&#xFA;blica. Nisso, Lady Di foi pioneira. No in&#xED;cio dos anos 80, quando surgiu no cen&#xE1;rio p&#xFA;blico, a realeza brit&#xE2;nica era vista quase como uma caricatura medieval: fria, distante e intoc&#xE1;vel. Diana quebrou esse muro invis&#xED;vel - algo que Meghan Markle ajudou a fazer em tempos mais recentes. Ela foi apelidada de &quot;Princesa do Povo&quot; justamente porque tocava nas pessoas, abra&#xE7;ava, conversava de igual para igual e demonstrava uma vulnerabilidade que ningu&#xE9;m esperava de um membro da realeza.</p><p>Ela usava sua relev&#xE2;ncia pra colocar os holofotes em causas que o resto do mundo preferia ignorar, como a epidemia de HIV. Naquela &#xE9;poca, a desinforma&#xE7;&#xE3;o e o preconceito eram brutais e a comunidade LGBT e outros grupos afetados eram marginalizados de forma desumana, tratados quase como leprosos por conta do medo irracional do cont&#xE1;gio pelo toque. Diana foi a um hospital, sentou-se na cama de um paciente soropositivo e, sem luvas, apertou a m&#xE3;o dele. Aquele &#xFA;nico gesto, registrado por fot&#xF3;grafos do mundo inteiro, humanizou o tratamento da doen&#xE7;a. Ela botava a m&#xE3;o na massa, seja caminhando por campos minados ativos em Angola para banir essas armas, seja visitando abrigos de vulner&#xE1;veis e puxando a aten&#xE7;&#xE3;o do mainstream pra grandes problemas sociais.</p><p>Paralelamente ao ativismo, tinha a moda. Diana entendia o poder da imagem como poucos e cada pe&#xE7;a escolhida funcionava como uma mensagem bem calculada - se isso n&#xE3;o &#xE9; influ&#xEA;ncia da maior eleg&#xE2;ncia, pode parar o text&#xE3;o por aqui. Com apenas 20 anos, prestes a subir no altar, decidiu mudar o protocolo de casamento da fam&#xED;lia real e n&#xE3;o jurou obedi&#xEA;ncia ao pr&#xED;ncipe Charles, explica um <a href="https://www.marieclaire.com/celebrity/royals/princess-diana-changed-wedding-vows-after-discovering-prince-charles-camilla-parker-bowles-emotional-affair/">texto</a> na Marie Claire:</p><h3 id="noivas-da-realeza-antes-dela-como-a-rainha-elizabeth-a-princesa-margaret-e-a-princesa-anne-prometeram-obedecer-a-seus-maridos-em-seus-votos-de-casamento-conforme-prescrito-no-livro-de-ora%C3%A7%C3%A3o-comum-anglicano-que-data-de-1662-segundo-o-jornal-the-mirror-mas-diana-rejeitou-essa-promessa-para-si-mesma-e-em-vez-disso-disse-durante-a-cerim%C3%B4nia-amplamente-acompanhada-na-catedral-de-s%C3%A3o-paulo-que-o-amaria-confortaria-honraria-e-protegeria-na-sa%C3%BAde-e-na-doen%C3%A7a-%E2%80%94-sem-qualquer-sinal-de-obedi%C3%AAncia">Noivas da realeza antes dela, como a Rainha Elizabeth, a Princesa Margaret e a Princesa Anne , prometeram &quot;obedecer&quot; a seus maridos em seus votos de casamento, conforme prescrito no Livro de Ora&#xE7;&#xE3;o Comum Anglicano, que data de 1662, segundo o jornal The Mirror . Mas Diana rejeitou essa promessa para si mesma e, em vez disso, disse durante a cerim&#xF4;nia amplamente acompanhada na Catedral de S&#xE3;o Paulo que o &quot;amaria, confortaria, honraria e protegeria, na sa&#xFA;de e na doen&#xE7;a&quot; &#x2014; sem qualquer sinal de obedi&#xEA;ncia. </h3><p><br>Anos mais tarde, ap&#xF3;s a separa&#xE7;&#xE3;o, ela usou a moda como uma armadura de liberta&#xE7;&#xE3;o. O caso mais emblem&#xE1;tico &#xE9; o ic&#xF4;nico &quot;vestido da vingan&#xE7;a&quot; usado em 1994, na mesma noite em que Charles confessou sua infidelidade na televis&#xE3;o. Em vez de se esconder, ela apareceu deslumbrante, roubando todas as manchetes e ressignificando o papel da mulher tra&#xED;da.</p><p>At&#xE9; as escolhas casuais dela ditavam o consumo da &#xE9;poca at&#xE9; hoje: o shorts ciclista com moletom oversized, por exemplo, &#xE9; uma est&#xE9;tica copiada at&#xE9; hoje por nomes tipo Kendall Jenner e Hailey Bieber. Do mesmo jeito que as pessoas compram hoje s&#xF3; rolando o feed, influenciadas por algum story, na &#xE9;poca o impacto das lojas esvaziadas depois de uma nova foto da Lady Di era ainda maior.</p><p>&#x201C;Minha futura esposa ter&#xE1; que se acostumar a viver sob minha sombra&quot;, frase que o pr&#xED;ncipe Charles supostamente teria dito, mas sem poder confirmar a origem da aspa, seria desonesto. Ainda assim, vale dizer que a hist&#xF3;ria foi implac&#xE1;vel com o atual rei da Inglaterra, o vi&#xFA;vo eternamente condenado a viver &#xE0;s sombras da mulher que foi - e ainda &#xE9; - infinitamente maior que ele.</p><h2 id="%F0%9F%92%A1-an%C3%A1lise">&#x1F4A1; An&#xE1;lise </h2><p>Enquanto os influencers e creators de hoje constroem comunidades baseadas na autenticidade do conte&#xFA;do que oferecem, Diana fazia isso h&#xE1; 30 anos, antes da internet massificada e rompendo uma estrutura extremamente r&#xED;gida da fam&#xED;lia real - isso sem falar no ass&#xE9;dio horroroso dos paparazzi. Ela humanizou a monarquia ao falar abertamente sobre suas pr&#xF3;prias dores, como depress&#xE3;o p&#xF3;s-parto e transtornos alimentares, problemas reais enfrentados por milhares de mulheres, saindo definitivamente daquela redoma de vidro perfeitinha da coroa.</p><p><strong>O que torna o fen&#xF4;meno dela ainda mais impressionante &#xE9; o controle da narrativa. </strong>No nosso mercado, o creator &#xE9; o dono do pr&#xF3;prio canal: ele decide o que postar, como vai ser o ritmo da edi&#xE7;&#xE3;o, etc.. Diana n&#xE3;o tinha esse poder, ela operava em um ecossistema de m&#xED;dia agressivo, sendo a mulher mais fotografada do mundo e o principal combust&#xED;vel pro jornalismo de celebridades e da cultura implac&#xE1;vel dos paparazzi. Ela precisava influenciar o mundo pelo filtro do olhar desse sistema, direcionando os holofotes da imprensa para que eles dessem aten&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s suas causas sociais.</p><p>Olhar pra a trajet&#xF3;ria de Diana Spencer nos ajuda a lembrar do real significado da palavra <strong>influencer</strong>. Ela provou que a verdadeira influ&#xEA;ncia n&#xE3;o se mede pelo n&#xFA;mero de seguidores, mas pelo que voc&#xEA; faz com os olhos de quem t&#xE1; te assistindo. </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/MMg5b9KOBIo?start=22&amp;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="As NOVAS REVELA&#xC7;&#xD5;ES na hist&#xF3;ria da PRINCESA DIANA"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #62 da YOUPIX. Para aprofundar, corre pro <a href="https://www.instagram.com/instayoupix">@instayoupix</a> e receba, em prima m&#xE3;o, o olhar de todo o time YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O poder das histórias]]></title><description><![CDATA[Mais uma vez, proibir não é o ideal, já que as pessoas podem burlar essa regra. Porém, diante da ineficiência das plataformas em promover um ambiente digital mais seguro, talvez esse seja um caminho melhor do que não fazer nada.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/que-separa-da-fofoca/</link><guid isPermaLink="false">6a36a3bf73f437684d499ef0</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[capitalismo]]></category><category><![CDATA[Estratégia]]></category><category><![CDATA[storytelling]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Sat, 20 Jun 2026 18:40:35 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/flavio.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/flavio.jpg" alt="O poder das hist&#xF3;rias"><p>O que separa a fofoca do storytelling?</p><p>Quem conta, sempre aumenta um pouco? </p><p>Na Creator Economy, existem muitos jeitos de contar uma hist&#xF3;ria: em tom de fofoca, como sempre viraliza no TikTok; em formato din&#xE2;mico pra reels; em um carrossel, pra quem tem pregui&#xE7;a de ouvir - por que n&#xE3;o?</p><p>Mas o que separa um fofoqueiro de um storyteller profissional &#xE9; o trabalho por tr&#xE1;s da conta&#xE7;&#xE3;o de uma hist&#xF3;ria. </p><p>Hoje a gente mergulha nesse universo, com nomes de peso. T&#xE1; no ar mais um text&#xE3;o para uma leitura r&#xE1;pida.</p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/ZGRGD037gf4?start=40&amp;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="Voc&#xEA; n&#xE3;o &#xE9; obcecado o suficiente."></iframe></figure><p>Sabe aquela frase de que &quot;falta empatia no mundo&quot;? A gente ouve isso de muita gente que acaba at&#xE9; banalizando o termo - empatia demais tamb&#xE9;m &#xE9; um problema. Mas, se pararmos para pensar, ser&#xE1; que d&#xE1; para medir a empatia numa r&#xE9;gua v&#xE1;lida pra qualquer caso?</p><p>A podcaster <a href="https://www.instagram.com/conglomeradoponei">D&#xE9;ia Freitas</a>, criadora do fen&#xF4;meno <a href="https://open.spotify.com/show/66XCLKbi33MubYTZX2G2jW?si=80738622208c4b94">N&#xE3;o Inviabilize</a>, um dos podcasts mais <a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/estadao-conteudo/2026/04/24/nao-inviabilize-de-deia-freitas-e-o-podcast-brasileiro-entre-os-mais-ouvidos-no-spotify.htm">ouvidos</a> do planeta, &#xE9; a primeira a questionar essa r&#xE9;gua:</p><blockquote><em>&quot;Eu acho, primeiro, que empatia n&#xE3;o &#xE9; uma coisa que d&#xEA; pra gente medir no sentido de mais ou menos empatia. Eu acho que a gente tem empatia por algumas situa&#xE7;&#xF5;es e algumas pessoas, e outras situa&#xE7;&#xF5;es e pessoas n&#xE3;o batem na gente da mesma forma, n&#xE9;? Eu acho que depende muito do contexto de quem t&#xE1; ouvindo.&quot;</em></blockquote><p>D&#xE9;ia conta hist&#xF3;rias de pessoas que escrevem para o seu programa via email, quase sempre pedindo a opini&#xE3;o dos ouvintes sobre como a protagonista deve agir naquela situa&#xE7;&#xE3;o. De partilhas de fam&#xED;lia at&#xE9; descobertas de trai&#xE7;&#xE3;o, rola de tudo no quadro &#x201C;Picol&#xE9; de Lim&#xE3;o&#x201D;. Uma parte comum entre os epis&#xF3;dios &#xE9; a &#x201C;Zona Cinza&#x201D;, como a D&#xE9;ia batizou o momento em que a protagonista toma uma atitude que n&#xE3;o parece muito correta, mas que passa pra gente a sensa&#xE7;&#xE3;o de que o fim justifica os meios - &#xE0;s vezes.</p><p>Por exemplo: se uma mulher descobre que seu marido tinha um caso e, ao inv&#xE9;s de confront&#xE1;-lo, organiza sua vida financeira pra n&#xE3;o perder bens no div&#xF3;rcio, te parece uma atitude correta? Pensando na arquitetura sorrateira da coisa, a resposta &#xE9; n&#xE3;o. Mas, tendo em vista que muitos homens, al&#xE9;m de trair, fazem de tudo pra ferrar com as mulheres na separa&#xE7;&#xE3;o, parece uma precau&#xE7;&#xE3;o justa. A verdade &#xE9; que a forma como uma hist&#xF3;ria &#xE9; contada pode fazer a gente achar essa zona mais, ou menos cinza. </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/wO2T81r7DCw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="FL&#xC1;VIO AUGUSTO ME DEU 100 MILH&#xD5;ES"></iframe></figure><h2 id="empatia-%C3%A9-algo-vol%C3%A1til">Empatia &#xE9; algo vol&#xE1;til? </h2><p>Para <a href="https://www.instagram.com/galdinolucass">Lucas Galdino</a>, cofundador e produtor executivo do canal <a href="https://www.youtube.com/@historiasdeterapia">Hist&#xF3;rias de Ter.a.pia</a>, a vontade de resgatar essa escuta nasceu em 2018, um ano eleitoral cinzento e acirrado no Brasil:</p><blockquote><em>&quot;Parecia que ningu&#xE9;m queria ouvir ningu&#xE9;m. A gente entendia que conversas profundas, importantes, sobre futuro, desejos e quest&#xF5;es sociais n&#xE3;o podem acontecer s&#xF3; de dois em dois anos. Precisamos entender o que se passa na cabe&#xE7;a do nosso vizinho, n&#xE3;o pra convencer essas pessoas de algo, mas pra compreender a complexidade humana.&quot;</em></blockquote><p>&#xC9; justamente nesse comportamento do p&#xFA;blico, em um pa&#xED;s historicamente apaixonado pela vida alheia, que surge uma divis&#xE3;o na Creator Economy: <strong>o que separa a mera fofoca do storytelling profissional? </strong>Quando o foco &#xE9; s&#xF3; contar de qualquer jeito em busca do like (al&#xF4; p&#xE1;ginas de fofoca), o julgamento &#xE9; autom&#xE1;tico e nunca vai provocar empatia na audi&#xEA;ncia. Mas quando entra em cena um contador de hist&#xF3;rias profissional, como o Lucas, o contexto passa a importar.</p><h3 id="do-radinho-de-pilha-ao-fone-de-ouvido">Do radinho de pilha ao fone de ouvido </h3><p>O ser humano ama muito uma boa narrativa desde que o mundo &#xE9; mundo - n&#xE3;o &#xE0; toa, um dos temas que mais domina o mercado de podcasts &#xE9; o do &#x201C;True Crime&#x201D;, que conta hist&#xF3;rias de crimes reais como se fossem uma s&#xE9;rie de fic&#xE7;&#xE3;o, tudo pelo entretenimento. Mas &#xE9; real e muita gente saboreia as hist&#xF3;rias, esse &#xE9; o paradoxo estranho. Isso porque, ouvir hist&#xF3;rias, &#xE9; uma parada que t&#xE1; entranhada no nosso jeito de consumir conte&#xFA;do desde sempre. </p><p>Como bem lembra D&#xE9;ia Freitas, &quot;nos anos 60, 70, as pessoas ouviam novela nos r&#xE1;dios, a <em>radionovela</em>. Ent&#xE3;o, sempre que a gente tiver uma boa hist&#xF3;ria, seja uma s&#xE9;rie, um filme, um podcast, as pessoas v&#xE3;o ter interesse em ouvir.&quot;</p><p><a href="https://www.instagram.com/paula8scarpin">Paula Scarpin</a>, diretora de cria&#xE7;&#xE3;o da <a href="https://radionovelo.com.br">R&#xE1;dio Novelo</a>, concorda que esse instinto auditivo independe de telas ou conex&#xF5;es:</p><p><em>&quot;Contar e ouvir hist&#xF3;rias s&#xE3;o parte das tradi&#xE7;&#xF5;es mais intrinsecamente humanas, independentemente da internet&quot;, afirma. Para ela, no cen&#xE1;rio atual de avalanche de conte&#xFA;dos e fake news, as pessoas buscam o formato &quot;justamente por causa da dificuldade de ter a veracidade atestada &#x2014; as pessoas se conectam com hist&#xF3;rias sabidamente reais, curadas por contadores em que elas confiam.&quot;</em></p><h3 id="mas-mexer-com-a-vida-real-traz-uma-responsabilidade-gigante-qual-%C3%A9-a-linha-que-separa-o-fofoqueiro-de-um-contador-de-hist%C3%B3rias-de-respeito">Mas mexer com a vida real traz uma responsabilidade gigante: qual &#xE9; a linha que separa o &quot;fofoqueiro&quot; de um contador de hist&#xF3;rias de respeito?</h3><p><br>Para Paula - que assume que todos na R&#xE1;dio Novelo s&#xE3;o &#x201C;bons fofoqueiros&#x201D;, a diferen&#xE7;a t&#xE1; no m&#xE9;todo, um debate recorrente na Creator Economy entre jornalismo e cria&#xE7;&#xE3;o de conte&#xFA;do:</p><blockquote><em>&quot;A gente segue as boas pr&#xE1;ticas do jornalismo, checando as informa&#xE7;&#xF5;es que s&#xE3;o veiculadas, dando espa&#xE7;o para o contradit&#xF3;rio, protegendo os entrevistados de informa&#xE7;&#xF5;es sigilosas, respeitando o off.&quot;</em></blockquote><p>Lucas, do Hist&#xF3;rias de Ter.a.pia, complementa trazendo o peso humano dessa escolha: &quot;O que diferencia &#xE9; a &#xE9;tica e a responsabilidade social. Aquela pessoa confiou a hist&#xF3;ria dela a voc&#xEA;. Eu n&#xE3;o posso colocar algu&#xE9;m em uma situa&#xE7;&#xE3;o vexat&#xF3;ria, de humilha&#xE7;&#xE3;o ou achincalhamento.&quot;</p><p>Quando a hist&#xF3;ria &#xE9; bem conduzida, o impacto &#xE9; avassalador e costuma furar bolhas que o formato tradicional jamais ultrapassaria. Paula explica esse movimento com o dado de uma pesquisa da R&#xE1;dio Novelo:</p><blockquote><em>&quot;Inclu&#xED;mos a seguinte pergunta: &apos;Voc&#xEA; j&#xE1; mudou de opini&#xE3;o depois de ouvir um epis&#xF3;dio do R&#xE1;dio Novelo Apresenta?&apos; &#x2013; e nos espantamos ao perceber que 70% dos ouvintes responderam &apos;sim&apos;. Por mais importante que seja o notici&#xE1;rio, &#xE0;s vezes o leitor, ouvinte ou espectador se perde na vastid&#xE3;o de n&#xFA;meros e uma &#xFA;nica hist&#xF3;ria pessoal pode faz&#xEA;-lo se impactar de maneira muito mais profunda.&quot; </em></blockquote><p>Lucas explica que, ao tornar pessoais temas como a pauta LGBTQIA+, eles deixam de ser apenas discursos pol&#xED;ticos e apontados como &#x201C;lacra&#xE7;&#xE3;o&#x201D;:</p><p><em>&quot;A bandeira unifica uma luta em comum, mas cada pessoa vive aquilo de uma maneira diferente. Quando uma mulher trans conta a pr&#xF3;pria experi&#xEA;ncia e diz: &apos;Imagina eu entrando em um banheiro masculino. Voc&#xEA; consegue imaginar o risco que isso representa pra mim?&apos;, aquilo ganha humanidade. A discuss&#xE3;o deixa de ser apenas uma opini&#xE3;o e passa a ser uma experi&#xEA;ncia concreta.&quot;</em></p><p>D&#xE9;ia Freitas traz o mesmo comportamento para o contexto das mulheres e o enfrentamento ao machismo enraizado na nossa sociedade:</p><p><em>&quot;Se voc&#xEA; pegar o tema viol&#xEA;ncia contra a mulher e focar na popula&#xE7;&#xE3;o de baixa renda, &#xE9; uma maneira de trazer empatia e at&#xE9; despertar algumas mulheres que est&#xE3;o em relacionamento abusivo, e que acabam assistindo ali o programa e at&#xE9; vendo um n&#xFA;mero para den&#xFA;ncias.&quot;</em></p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/hyQld6WK1QA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="raiam santoskkkkk"></iframe></figure><h2 id="e-por-que-as-pessoas-resolvem-abrir-hist%C3%B3rias-%C3%ADntimas-pra-milhares-de-desconhecidos">E por que as pessoas resolvem abrir hist&#xF3;rias &#xED;ntimas pra milhares de desconhecidos?</h2><p>O que faz algu&#xE9;m procurar um <em>contador de hist&#xF3;rias</em> para expor suas feridas mais &#xED;ntimas, &#xA0;al&#xE9;m do cuidado extremo em todo o processo de apura&#xE7;&#xE3;o, &#xE9; um fator psicol&#xF3;gico. D&#xE9;ia, &#xA0;formada na &#xE1;rea, pontua que, al&#xE9;m do anonimato - que j&#xE1; protege a protagonista da hist&#xF3;ria, &quot;a pessoa consegue elaborar um pouco mais a pr&#xF3;pria hist&#xF3;ria ouvindo o relato. Ela pode ouvir alguma coisa que aconteceu com ela tamb&#xE9;m e talvez elaborar um pouco mais ou de uma outra forma aquele acontecimento.&quot;</p><p>Puxando a empatia de volta pra nossa conversa aqui, muitas vezes um epis&#xF3;dio funciona como um ponto final para quem sofreu uma hist&#xF3;ria parecida.</p><p><em>&quot;Sinto que esse compartilhamento funciona quase como um ritual de virar a p&#xE1;gina, deixar essa hist&#xF3;ria registrada como algo que aconteceu, e que por mais traum&#xE1;tico que tenha sido esse registro sela esse passado e permite que ela siga em frente&#x201D;, </em>explica Paula Scarpin.</p><h3 id="o-combate-ao-%C3%B3dio-nos-coment%C3%A1rios-e-a-falta-de-ajuda-do-algoritmo">O combate ao &#xF3;dio nos coment&#xE1;rios (e a falta de ajuda do algoritmo)</h3><p>Quem &#xE9; ouvinte fiel da D&#xE9;ia no N&#xE3;o Inviabilize j&#xE1; sabe como funciona o grupo no Telegram, onde milhares de pessoas opinam em cada hist&#xF3;ria: &#x201C;Sejam gentis com a <em>fulana </em>no grupo&#x201D;. Quem dera esse pedido se estendesse pro restante da internet.</p><p>Se a rela&#xE7;&#xE3;o entre o contador de hist&#xF3;rias e do entrevistado &#xE9; baseada no respeito e no cuidado ao expor o caso, manter a salvo as pessoas reais que continuam vivas e lendo a repercuss&#xE3;o &#xE9; o maior desafio desses creators - isso sem contar que, no N&#xE3;o Inviabilize, a identidade das pessoas, nomes e o local onde a hist&#xF3;ria aconteceu s&#xE3;o ocultados. No Ter.a.pia, as pessoas colocam seus rostos pra jogo. A&#xED;, quando um conte&#xFA;do viraliza, fica dif&#xED;cil conter o &#xF3;dio, algo que o algoritmo das plataformas poderia controlar melhor.</p><p><em>&quot;A gente vive num mundo em que as pessoas acham que discordar de algo automaticamente lhes d&#xE1; o direito de atacar o outro. E n&#xE3;o &#xE9; assim. Desde que aquela pessoa n&#xE3;o esteja ferindo a dignidade de ningu&#xE9;m, ela tem o direito de viver a pr&#xF3;pria experi&#xEA;ncia. A gente tenta acompanhar, responder, excluir e denunciar coment&#xE1;rios violentos. Inclusive, existem hist&#xF3;rias que escolhemos n&#xE3;o contar. Hist&#xF3;rias que provavelmente gerariam muito engajamento, mas atrav&#xE9;s do &#xF3;dio ou da exposi&#xE7;&#xE3;o excessiva da pessoa. &quot;</em></p><p>Paula Scarpin adota uma postura firme na Novelo: <em>&quot;Em geral, nosso p&#xFA;blico &#xE9; bastante acolhedor. No entanto, quando acontece de termos algum coment&#xE1;rio desrespeitoso, n&#xE3;o hesitamos em delet&#xE1;-lo.&quot;</em></p><p>D&#xE9;ia Freitas segue na mesma linha de prote&#xE7;&#xE3;o e acolhimento: se houver toxicidade, a modera&#xE7;&#xE3;o entra em a&#xE7;&#xE3;o sem d&#xF3; para garantir que a comunidade continue sendo um espa&#xE7;o seguro.</p><p>No final das contas, o mercado de hist&#xF3;rias reais prospera porque oferece algo que nem a internet, nem a Intelig&#xEA;ncia Artificial consegue copiar: a autenticidade humana, considerando todos os seus erros e imperfei&#xE7;&#xF5;es. Afinal, errar &#xE9; humano. Nem todo protagonista de uma hist&#xF3;ria vai acertar o tempo inteiro.</p><p>E, trazendo pro contexto da Creator Economy, o sucesso comercial e o impacto desses projetos de conte&#xFA;do mostram que o p&#xFA;blico n&#xE3;o quer apenas consumir conte&#xFA;dos r&#xE1;pidos e superficiais, mas sim, estabelecer uma identifica&#xE7;&#xE3;o com os protagonistas de cada hist&#xF3;ria.</p><p>Os tr&#xEA;s creators deixam claro que avaliar o sucesso de um projeto de storytelling precisa olhar al&#xE9;m dos views nas plataformas - algo que a gente repete diariamente.</p><p>Lucas contou que o Hist&#xF3;rias de Ter.a.pia avaliou, em uma pesquisa, que <strong>96% do p&#xFA;blico </strong>passou a compreender melhor a desigualdade social. No nosso mercado, as marcas come&#xE7;am a entender que comunidades engajadas valem mais do que n&#xFA;meros vazios. &#xC9; o que a gente fala sobre mensurar o sucesso de uma campanha: voc&#xEA; pode olhar s&#xF3; pra convers&#xE3;o de vendas, inscritos, ou o que for a m&#xE9;trica, ou<strong> voc&#xEA; pode mergulhar fundo </strong>pra entender como a campanha impactou a constru&#xE7;&#xE3;o daquela marca.</p><p>Foi isso que o pessoal do Ter.a.pia buscou com essa pesquisa de impacto: medir na pr&#xE1;tica como contar hist&#xF3;rias reais fomenta uma mudan&#xE7;a de pensamento. Outro dado profundo desse mapeamento &#xE9; o de que mais de 90% das pessoas se sentem mais emp&#xE1;ticas depois de entrar em contato com uma hist&#xF3;ria real - muito mais do que se ouvisse um terceiro contando sem nenhuma carga emocional. </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/a7sirfJUikQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="os brancos vao ser extintos do praneta"></iframe></figure><p>Outro ponto interessante &#xE9; que, diferente de <em>influencers de lifestyle</em> que dependem de seus rostos, o patrim&#xF4;nio desses canais &#xE9; a capacidade de curadoria. Como disse a D&#xE9;ia - que quase sempre &#x201C;n&#xE3;o t&#xE1; sozinha&#x201D; nos programas, porque vem acompanhada de uma #publi -, o apelo comercial n&#xE3;o est&#xE1; em pertencer a um nicho tradicional (como moda, por exemplo), mas sim na credibilidade que o apresentador desenvolveu com o seu p&#xFA;blico.</p><p>A confian&#xE7;a &#xE9; transferida: se a comunidade confia na curadoria que o creador faz das hist&#xF3;rias reais, ela tem muito mais chance de confiar tamb&#xE9;m na curadoria das marcas parceiras.</p><h3 id="antes-de-dar-tchau-um-desafio-a-ser-superado">Antes de dar tchau, um desafio a ser superado.</h3><p>Tanto a diretora criativa da R&#xE1;dio Novelo quanto pro criador do Hist&#xF3;rias de Ter.a.pia apontam que os algoritmos das redes, focados em v&#xED;deos curtos, s&#xE3;o um desafio pra esse tipo de conte&#xFA;do &#x201C;de f&#xF4;lego&#x201D;. No entanto, uma coisa que a Creator Economy &#xE9; craque &#xE9; em consolidar audi&#xEA;ncias.</p><p>Ao incentivar assinaturas e plataformas de nicho, como os &#x201C;tocadores de podcast&#x201D; que remuneram melhor cada ouvida, esses creators constroem uma base de f&#xE3;s muito s&#xF3;lida, que consome o conte&#xFA;do de forma intencional e frequente, blindando o neg&#xF3;cio em um cen&#xE1;rio de muitas incertezas vindo dos donos das Big Techs.</p><p>A gente j&#xE1; fala isso h&#xE1; um tempo e, cada dia, entra mais gente nessa caravana.</p><p>Como o creator vai sobreviver ent&#xE3;o? Existem muitas alternativas, mas todas passam por explorar a pr&#xF3;pria autenticidade, produzir com const&#xE2;ncia e, a parte mais fundamental, focar na estrat&#xE9;gia. </p><p>Se voc&#xEA; quiser saber mais sobre como as pessoas se sentem transformadas por meio do contato com hist&#xF3;rias humanizadas, acesse a pesquisa: <a href="https://www.canva.com/design/DAHFpZiYSFc/fD6vhiUIjBNHTKZvrf1Crg/view">clique aqui</a>.</p><p>Qual &#xE9; a sua hist&#xF3;ria? Talvez, longe disso.</p><p>Afinal de contas, voc&#xEA; &#xE9; o produto. </p><p>Essa &#xE9; a pura realidade. </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/6jbGPtH34Uc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="BILION&#xC1;RIO HUMILHADO POR 30 TRABALHADORES"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #61 da YOUPIX. Para aprofundar, corre pro <a href="https://www.instagram.com/p/DZvbtZYFmkR">@instayoupix</a> e receba em primeira m&#xE3;o, o olhar do time da YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Chegou a hora]]></title><description><![CDATA[Pequenos creators, grandes negócios. As blogueiras de make se transformaram em empresas lucrativas. Elas entenderam como usar a audiência pra monetizar seus projetos e voaram alto. Se você ainda não sabe por onde começar, vem conferir agora o textão do dia.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/a-gente-vai-te-ajudar/</link><guid isPermaLink="false">6a30092273f437684d499da5</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[Estratégia]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[Criatividade]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[Conteúdo]]></category><category><![CDATA[Ideias]]></category><category><![CDATA[talento]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Mon, 15 Jun 2026 15:44:29 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/buzzfeed.webp" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/buzzfeed.webp" alt="Chegou a hora"><p>Quantos anos voc&#xEA; tinha quando aprendeu o que &#xE9; a Creator Economy? </p><p>Muita gente j&#xE1; sabia, na pr&#xE1;tica, at&#xE9; porque viu essa adolescente dar seus primeiros passos na era da internet. </p><p>Mas estudar, pra al&#xE9;m de simplesmente <em>sentir, </em>&#xE9; fundamental pra ter sucesso no nosso mercado.</p><p>Hoje vamos dar um empurr&#xE3;o gigante em quem (AINDA) n&#xE3;o se profissionalizou. </p><h3 id="estrat%C3%A9gia-autenticidade-creator-vivendo-do-seu-pr%C3%B3prio-neg%C3%B3cio">Estrat&#xE9;gia + autenticidade = creator vivendo do seu pr&#xF3;prio neg&#xF3;cio.</h3><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-7.png" class="kg-image" alt="Chegou a hora" loading="lazy" width="1250" height="830" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/06/image-7.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/06/image-7.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-7.png 1250w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="vamos-resgatar-os-testes-do-buzzfeed-que-tipo-de-creator-voc%C3%AA-%C3%A9">Vamos resgatar os testes do BuzzFeed: que tipo de creator voc&#xEA; &#xE9;? </h2><p><em>Descubra seu perfil e o que voc&#xEA; precisa fazer pra chegar no sucesso</em></p><p>Assim como acontece no universo das borboletas, existem v&#xE1;rios tipos de creators. Alguns ainda nem foram inventados, outros j&#xE1; sa&#xED;ram de moda, outros est&#xE3;o voltando com tudo. Mas tem uma galerinha que t&#xE1; sempre por a&#xED; com o mesmo tipo de perfil, s&#xF3; que em contextos distintos.</p><p>Na onda de resgatar os testes do BuzzFeed, que eram incr&#xED;veis, o text&#xE3;o de hoje ajuda a descobrir o tipo de creator que voc&#xEA; &#xE9;! Mas n&#xE3;o se assuste caso voc&#xEA; seja uma marca - que hoje em dia tamb&#xE9;m precisa ser um pouquinho creator - ou se voc&#xEA; ainda for uma lagarta no casulo. Sua hora vai chegar.</p><p><em>Lembrando que a ideia aqui n&#xE3;o &#xE9; rotular ningu&#xE9;m, nem cagar regra, t&#xE1;? Se diverte um pouquinho e foca em construir sua marca pessoal e fortalecer comunidade :)</em></p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-8.png" class="kg-image" alt="Chegou a hora" loading="lazy" width="984" height="632" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/06/image-8.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-8.png 984w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h3 id="%F0%9F%AA%A9-celebridade">&#x1FAA9; Celebridade</h3><p>Esse tipo de creator funciona mais ou menos como as celebridades agiam antigamente, seja das artes, da m&#xFA;sica, do esporte ou da high society: <strong>voc&#xEA; quer saber o que essa pessoa faz da vida. </strong>O tempo inteiro. E essa pessoa pode fazer conte&#xFA;do de vlog, atuar mais nos stories, fazer humor ou at&#xE9; falar de coisas s&#xE9;rias, mas a pegada dela &#xE9; ser ela mesma. Trazer autenticidade do conte&#xFA;do, n&#xE3;o importa o contexto.</p><p>Uma das maiores refer&#xEA;ncias desse tipo de creator hoje, no Brasil, &#xE9; o menino <a href="https://www.instagram.com/lacteameufii">L&#xE1;ctea</a>, que tem o sorriso mais cativante da internet. Ele faz v&#xED;deos engra&#xE7;ados trazendo aquelas situa&#xE7;&#xF5;es do cotidiano que, normalmente, voc&#xEA; n&#xE3;o comenta com ningu&#xE9;m. E a&#xED; se surpreende quando v&#xEA; que tem mais gente que pensa que, se n&#xE3;o chegar no poste antes do carro dobrar a esquina, vai morrer. Tem tamb&#xE9;m o <a href="https://www.instagram.com/icarobomfimm">&#xCD;caro Bonfim</a>, que al&#xE9;m de ter um dos facecards mais lindos das redes, quando abre a boca fala muita coisa boa. Como &#xE9; bom ver homem bonito e inteligente, n&#xE9;?</p><p>Outro &#xE9; o <a href="https://www.instagram.com/matheustheodoro_">Matheus Teodoro</a>, que mostra muitas situa&#xE7;&#xF5;es vividas por amigos e tamb&#xE9;m fala bastante de futebol. J&#xE1; o <a href="https://www.instagram.com/puro.roxo">Luther Rocha</a>, por exemplo, t&#xE1; sempre na estica, tamb&#xE9;m fala de m&#xFA;sica, mas n&#xE3;o precisa deixar de lado as piadas e v&#xED;deos engra&#xE7;ados. O <a href="https://www.instagram.com/eusoufabao">Fab&#xE3;o</a>, que &#xE9; hil&#xE1;rio e sempre tem umas hist&#xF3;rias muito legais pra contar sobre a vida. A <a href="https://www.instagram.com/luanazucoloto">Luana Zucoloto</a> &#xE9; humorista, mas mostra os produtinhos que usa, conta perrengues da vida, mostra a fam&#xED;lia, a rotina e por a&#xED; vai. &#xC9; aquele papo de que tudo bem ter um nicho, mas n&#xE3;o &#xE9; pra ficar amarrado nele, sabe?</p><p>Podemos combinar de incluir aqui os streamers grand&#xF5;es tipo <a href="https://www.instagram.com/tettrem">TET</a> e <a href="https://www.instagram.com/brino">Brino</a>? Valeria uma categoria s&#xF3; pra esse tipo de creator, que vive de lives. Mesmo que voc&#xEA; n&#xE3;o os veja ao vivo, os cortes (longos ou curtos) te acompanham no seu almo&#xE7;o.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-10.png" class="kg-image" alt="Chegou a hora" loading="lazy" width="1960" height="1103" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/06/image-10.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/06/image-10.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1600/2026/06/image-10.png 1600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-10.png 1960w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h3 id="%F0%9F%8D%8E-profs-da-internet">&#x1F34E; Profs. da Internet</h3><p>Aqui cabe uma porrada de gente: <a href="https://www.instagram.com/oatila">Atila Iamarino</a>, <a href="https://www.instagram.com/marikrugerb">Mari Kr&#xFC;ger</a>, <a href="https://www.instagram.com/nathfinancas">Nath Finan&#xE7;as</a>, <a href="https://www.instagram.com/pedroloos">Pedro Loos</a>, Iber&#xEA; do <a href="https://www.instagram.com/manualdomundo">Manual do Mundo</a>&#x2026; e se a gente colocar o <a href="https://www.instagram.com/sitedrauziovarella">Dr. Drauzio Varella</a> nessa conta? Ele exerceu a medicina por muito tempo antes de simplificar a linguagem m&#xE9;dica na TV e, hoje, t&#xE1; na internet tamb&#xE9;m. Sem contar em outros m&#xE9;dicos, como o <a href="https://www.instagram.com/dr.ricardokores">Ricardo Kores</a>, famoso por v&#xED;deos envolvendo rosquinhas pra explicar uma parte do corpo humano; o Dr. Maravilha, apelido do <a href="https://www.instagram.com/doutormaravilha">Vinicius Borges</a>, que fala sobre sa&#xFA;de da popula&#xE7;&#xE3;o LGBTQIA+, a <a href="https://www.instagram.com/gabrielaprioli">Gabi Prioli</a> com an&#xE1;lises pol&#xED;ticas - e muita blogueragem e dicas de make e looks, viu? E vale tamb&#xE9;m destacar o bi&#xF3;logo <a href="https://www.instagram.com/yagostephano">Yago Stephano</a>, combatendo a desinforma&#xE7;&#xE3;o na &#xE1;rea da ci&#xEA;ncia. </p><p>Imposs&#xED;vel n&#xE3;o mencionar nessa lista, apesar dela ser intermin&#xE1;vel, um quarteto que todo mundo &#xE9; muito f&#xE3;: <a href="https://www.instagram.com/paulo.ia">Paulo Aguiar</a> e <a href="https://www.instagram.com/anabsf">Ana Freitas</a>, que falam muito de IA e tecnologia pra cria&#xE7;&#xE3;o de conte&#xFA;do; e <a href="https://www.instagram.com/vicgaibar">Vic Gaibar</a> e <a href="https://www.instagram.com/jonas">Jonas</a>, com solu&#xE7;&#xF5;es criativas e acess&#xED;veis pra quem quer sair dos formatos mais &#xF3;bvios.</p><p>Tem tamb&#xE9;m os profs engra&#xE7;adinhos: o lance deles mesmo &#xE9; o humor, mas a est&#xE9;tica pode ser emprestada muito bem, como faz o <a href="https://www.instagram.com/cronicasdejorge">Cr&#xF4;nicas de Jorge</a> e o <a href="https://www.instagram.com/talvezsejaojulio">J&#xFA;lio Paulucci</a>.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-11.png" class="kg-image" alt="Chegou a hora" loading="lazy" width="1280" height="770" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/06/image-11.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/06/image-11.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-11.png 1280w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h3 id="%F0%9F%93%A9-comunit%C3%A1rios">&#x1F4E9; Comunit&#xE1;rios</h3><p>A partir da l&#xF3;gica que a gente t&#xE1; propondo nesse text&#xE3;o, essa talvez seja a categoria com mais gente na conta. Isso porque ela passa, desde os milhares de creators do nicho de beleza (que domina pelo menos 25% do mercado brasileiro, como aponta a pesquisa <a href="https://members.youpix.com.br/pesquisa-creators-negocios-2025">Creators &amp; Neg&#xF3;cios 2025</a>), a turma do True Crime, encabe&#xE7;ada pela dupla Mab&#xEA; e Carol no podcast <a href="https://www.instagram.com/moduspod">Modus Operandi</a>; gente como o <a href="https://www.instagram.com/pietroreis">Pietro Reis</a>, que tem um podcast incr&#xED;vel sobre m&#xFA;sica e cria conte&#xFA;do sobre esse nicho, mas tamb&#xE9;m dando seus pitacos sobre outros temas. Basicamente, toda a turma do podcast tamb&#xE9;m t&#xE1; aqui: de <a href="https://www.instagram.com/naoinviabilize">N&#xE3;o Inviabilize</a>, um dos mais ouvidos do planeta, ao <a href="https://www.instagram.com/mamilospod">Mamilos</a> e <a href="https://www.instagram.com/radionovelo">R&#xE1;dio Novelo</a>, refer&#xEA;ncias no formato. </p><p>Por outra &#xF3;tica dessa mesma categoria, tem os creators que n&#xE3;o dependem de outro formato pros seus conte&#xFA;dos al&#xE9;m dos v&#xED;deos, por exemplo: tamo falando da <a href="https://www.instagram.com/jojoca">Jojoca</a>, que come&#xE7;ou no YouTube, mas hoje posta v&#xED;deos curtos no Instagram e no TikTok falando sobre entretenimento e feminismo; a <a href="https://www.instagram.com/patriciaramos">Patr&#xED;cia Ramos</a>, que fala de beleza e autoestima - tamb&#xE9;m com muito humor; a <a href="https://www.instagram.com/mariabopp">Maria Bopp</a>, que fala de pol&#xED;tica de um jeito ir&#xF4;nico e sutil por meio de personagens; e a <a href="https://www.instagram.com/ajuvichagas">Juvi Chagas</a>, que sempre que posta um v&#xED;deo, parece que sentou no sof&#xE1; da minha casa com uma x&#xED;cara de caf&#xE9; pra trocar uma ideia suave. Nicho de viagem? Temos tamb&#xE9;m! <a href="https://www.instagram.com/marinaguaragna">Marina Guaragna</a> pra quem prefere os v&#xED;deos curtos e <a href="https://www.instagram.com/mundosf">Mundo Sem Fim</a> pra quem curte ver os longos no YouTube. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-12.png" class="kg-image" alt="Chegou a hora" loading="lazy" width="2000" height="1333" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/06/image-12.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/06/image-12.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1600/2026/06/image-12.png 1600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w2400/2026/06/image-12.png 2400w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h3 id="%F0%9F%A9%BA-profissionais-que-viraram-creators">&#x1FA7A; Profissionais que viraram creators</h3><p>Dr. Auzio super caberia aqui tamb&#xE9;m, t&#xE1;? Mas a gente tem alguns exemplos maneiros, de profissionais muito talentosos, com linguagem acess&#xED;vel, mas que talvez, sem a amplitude que a internet oferece, pouca gente conhecesse o trabalho.</p><p>Temos os psicanalistas incr&#xED;veis <a href="https://www.instagram.com/ana_suy">Ana Suy</a> e <a href="https://www.instagram.com/chrisdunker">Christian Dunker</a>, que at&#xE9; lan&#xE7;aram livro juntos; a psiquiatra <a href="https://www.instagram.com/anabeatriz11">Ana Beatriz Barbosa</a>, famosa por explicar como funciona a mente dos criminosos que a gente conhece nos conte&#xFA;dos de True Crime; a advogada <a href="https://www.instagram.com/faydabelo">Fayda Belo</a>, que det&#xE9;m uma das orat&#xF3;rias mais invej&#xE1;veis da internet e nos alerta sobre golpes e situa&#xE7;&#xF5;es jur&#xED;dicas que podem cair como uma bomba no colo de qualquer adulto; a professora <a href="https://www.instagram.com/rita_von_hunty">Rita von Hunty</a>, que divide a disciplina de Sociologia com seus seguidores na internet; preciso nem comentar sobre as receitinhas que a gente pega no canal da Chef <a href="https://www.instagram.com/paolacarosella">Paola Carosella</a>, n&#xE9;?</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-13.png" class="kg-image" alt="Chegou a hora" loading="lazy" width="800" height="532" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/06/image-13.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-13.png 800w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h3 id="%F0%9F%93%95-p%C3%A1ginas">&#x1F4D5; P&#xE1;ginas</h3><p>Esse conceito surgiu no Facebook, quando muitos filmes, document&#xE1;rios e at&#xE9; comunidades de pessoas adotaram o formato &#x201C;p&#xE1;gina&#x201D; pra compartilhar conte&#xFA;dos que dialogam com a comunidade. N&#xE3;o necessariamente esse conte&#xFA;do era criado organicamente, t&#xE1;? Muitas p&#xE1;ginas fazem uma curadoria de outros conte&#xFA;dos e replicam com link, ou numa artezinha pra creditar quem pensou na ideia, mas passando a pauta adiante. Essas p&#xE1;ginas levantam an&#xE1;lises, contam hist&#xF3;rias como ningu&#xE9;m e funcionam como as revistas digitais de hoje em dia.</p><p>Tem a <a href="https://www.instagram.com/obvious.cc">Obvious</a>, da maravilhosa Marcela Ceribelli, a <a href="https://www.instagram.com/pretitudes">Pretitudes</a>, a <a href="https://www.instagram.com/contente.vc">Contente.vc</a>, o <a href="https://www.instagram.com/thesummerhunter">The Summer Hunter</a>, e por que n&#xE3;o incluir a <a href="https://www.instagram.com/revistatrip">Trip</a> (e a <a href="https://www.instagram.com/revistatpm">TPM</a>), que &#xE9; revista, mas muita gente (principalmente mais nova) descobriu s&#xF3; na internet e traz entrevistas, tirinhas, pautas contempor&#xE2;neas e antigas.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-14.png" class="kg-image" alt="Chegou a hora" loading="lazy" width="2000" height="1334" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/06/image-14.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/06/image-14.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1600/2026/06/image-14.png 1600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w2400/2026/06/image-14.png 2400w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h3 id="%F0%9F%92%84-creators-que-s%C3%A3o-marcas">&#x1F484; Creators que s&#xE3;o marcas</h3><p>Aqui um verdadeiro portal se abre, ent&#xE3;o vamos colocar poucos exemplos, que dizem muito: creators como <a href="https://www.instagram.com/bianca">Boca Rosa</a>, o <a href="https://www.instagram.com/herdeiradabeleza">T&#xE1;ssio</a> do Herdeira da Beleza e <a href="https://www.instagram.com/camilacoutinho">Camila Coutinho</a> perceberam que podem usar a autoridade e reconhecimento que possuem no nicho da beleza pra, ao inv&#xE9;s de conseguir #publis, lan&#xE7;ar suas pr&#xF3;prias linhas de produtos e ganhar diretamente em cima da convers&#xE3;o das suas comunidades. Nada melhor do que indicar o pr&#xF3;prio produtinho, n&#xE9; mores?</p><p>Essa galera sabe muito bem o que fazer com as comunidades que constru&#xED;ram ao longo da carreira, o que pavimenta de forma muito s&#xF3;lida o caminho pra estruturar uma marca que se sustente no longo prazo, caminhando at&#xE9;, de certa forma, independentes do conte&#xFA;do que criam. Viram CNPJs diferentes.</p><p>Quem explica muito bem essa distin&#xE7;&#xE3;o &#xE9; a <a href="https://www.instagram.com/lela.brandao">Lela Brand&#xE3;o</a>, que a partir do podcast Gostosas Tamb&#xE9;m Choram formou uma comunidade fiel, que hoje tamb&#xE9;m &#xE9; consumidora da sua marca de roupas acolhedoras, a <a href="https://www.lelabrandao.co">Lela Brand&#xE3;o Co</a>.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-15.png" class="kg-image" alt="Chegou a hora" loading="lazy" width="1280" height="945" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/06/image-15.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/06/image-15.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-15.png 1280w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h3 id="%F0%9F%91%97-marcas-que-s%C3%A3o-creators">&#x1F457; Marcas que s&#xE3;o creators</h3><p>Aqui vai ser a categoria mais r&#xE1;pida, porque a gente tamb&#xE9;m merece ganhar umas #publis ao inv&#xE9;s de ficar indicando marcas de gra&#xE7;a por a&#xED;, n&#xE9;? Mas vale destacar, com larga dist&#xE2;ncia pras outras, o trabalho do <a href="https://www.instagram.com/duolingobrasil">Duolingo</a>, que age como um creator na intera&#xE7;&#xE3;o pelas redes sociais.</p><p>Parece estranho ouvir que uma marca &quot;precisa agir como creator&quot;, mas &#xE9; porque s&#xE3;o eles os experts em criar pontes com a audi&#xEA;ncia. Por isso o Marketing de Influ&#xEA;ncia cresce tanto, n&#xE9;? Foi assim que a <a href="https://www.instagram.com/karlacimed">Karla Cimed</a> fomentou um baita engajamento e hoje, a sua imagem e a da marca, s&#xE3;o coladinhas.</p><p>Mas &#xE9; preciso tamb&#xE9;m aprender a construir a narrativa que v&#xE3;o agregar na imagem da pr&#xF3;pria marca, a partir da personalidade que ela constr&#xF3;i na internet. Pra surfar na Creator Economy, ningu&#xE9;m pode se dar ao luxo de assistir as ondas da areia.</p><h3 id="t%C3%A1%E2%80%A6-agora-o-que-eu-fa%C3%A7o-com-esse-monte-de-informa%C3%A7%C3%A3o">T&#xE1;&#x2026; agora o que eu fa&#xE7;o com esse monte de informa&#xE7;&#xE3;o? </h3><p>Antes de mais nada, d&#xE1; uma pincelada r&#xE1;pida pelas categorias pra entender onde, mais ou menos, voc&#xEA; se encaixa. Agora, pra voc&#xEA; que ainda &#xE9; lagarta no casulo, ou j&#xE1; se v&#xEA; como uma borboleta, mas que ainda n&#xE3;o voa pra longe, chegou a hora de jogar todas as suas fichas na profissionaliza&#xE7;&#xE3;o do seu projeto de conte&#xFA;do.</p><p>A gente bate muito na tecla de que sucesso n&#xE3;o &#xE9; viralizar com um conte&#xFA;do, mas se manter &#xE0; longo prazo na internet. </p><p>Influ&#xEA;ncia &#xE9; fruto de um trabalho bem feito.</p><p>Que tipo de creator &#xE9; voc&#xEA;? </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/HQYGiord1X4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="Fazendo os testes mais bizarros do BuzzFeed. Fa&#xE7;a junto! [+10]"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #59 da YOUPIX. Para aprofundar, corre pro <a href="https://www.instagram.com/p/DY7_aexFp3A">@instayoupix</a> e receba o olhar de todo o time YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Tudo ou nada]]></title><description><![CDATA[A Globo não vai transmitir todos os jogos da Copa do Mundo de 2026. Mas a verdadeira disputa não é apenas pelo futebol. O que está em jogo é o futuro da mídia esportiva brasileira. ]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/agora-vai/</link><guid isPermaLink="false">6a2c381173f437684d499c89</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[Futebol]]></category><category><![CDATA[TV]]></category><category><![CDATA[Televisão]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Fri, 12 Jun 2026 17:57:46 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/caze-tv-casimiro-miguel.webp" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/caze-tv-casimiro-miguel.webp" alt="Tudo ou nada"><p>Voc&#xEA; se guia por mapa ou GPS?</p><p>H&#xE1; n&#xE3;o muito tempo, viajar significava andar com mapas de papel cheios de dobras e rotas confusas.<br><br>Hoje, o GPS recalcula tudo em tempo real. Se uma rua fecha, ele muda o caminho e recalcula a rota.<br><br>Agora imagina tentar construir um neg&#xF3;cio digital usando mapas que pararam no tempo?<br><br>&#xC9; exatamente o que est&#xE1; acontecendo com muita gente hoje.<br><br>Profissionais tentando crescer com premissas antigas, insistindo em estrat&#xE9;gias que j&#xE1; perderam for&#xE7;a e quando percebe que precisa recalcular a rota, n&#xE3;o sabe por onde come&#xE7;ar.<br><br>Eu estou falando isso porque senti que eu corria o risco de viver com um mapa est&#xE1;tico.<br><br>E esse tipo de mapa n&#xE3;o serve mais para guiar algu&#xE9;m em um mercado que muda toda semana. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-4.png" class="kg-image" alt="Tudo ou nada" loading="lazy" width="550" height="308"></figure><h2 id="o-que-ser%C3%A1-dessa-copa">O que ser&#xE1; dessa Copa? </h2><p><em>A disputa por audi&#xEA;ncia entre Globo e Caz&#xE9; TV </em></p><p>Ontem come&#xE7;ou o maior evento esportivo do planeta. Quem &#xE9; f&#xE3; de Olimp&#xED;adas sempre fica mordido com essa frase, mas contra fatos n&#xE3;o h&#xE1; argumentos: &#xE9; muito doido como uma &#xFA;nica modalidade &#xE9; capaz de reunir tanto quanto, ou mais aten&#xE7;&#xE3;o, do que o evento que re&#xFA;ne todas as outros principais esportes.</p><p>Goste ou n&#xE3;o, voc&#xEA; vai viver essa Copa do Mundo. E, se voc&#xEA; trabalha na Creator Economy e ainda n&#xE3;o se preocupou em como <a href="https://www.youtube.com/watch?v=GS6ElBhqSxQ">falar</a> sobre o assunto... corre que ainda d&#xE1; tempo.</p><p>Muita gente reclama da &quot;Caz&#xE9;tevisa&#xE7;&#xE3;o&quot; do jornalismo, e com raz&#xE3;o. Tem uns vacilos que acabam passando do limite da zoeira, e a&#xED; muita gente classifica a Caz&#xE9;TV de &quot;P&#xE2;nico na TV do futebol&quot;: muitas piadas acabam cruzando a linha do humor pra repetir chacotas de estere&#xF3;tipos, ou apelar pro humor h&#xE9;tero &#x201C;l&#xE1; ele&#x201D; - que tem horas que &#xE9; muito engra&#xE7;ado, mas fica chato rapidinho se voc&#xEA; n&#xE3;o sabe trocar a fita.</p><p>Ao mesmo tempo, com a chegada da Caz&#xE9; TV, a gente ganha mais uma op&#xE7;&#xE3;o na hora de assistir uma Copa do Mundo ou Olimp&#xED;adas, algo que a gente sempre quis, j&#xE1; que a vida inteira fomos &#x201C;ref&#xE9;ns&#x201D; (no bom sentido, eu acho) das transmiss&#xF5;es da Globo. Uma grande emissora a n&#xED;vel mundial, como &#xE9; a Globo, aplica uma s&#xE9;rie de restri&#xE7;&#xF5;es do que seus profissionais podem ou n&#xE3;o falar, de tom da conversa, das pautas que os jornalistas podem abordar em entrevistas e reportagens. &#xC9; engessado - inclusive, um termo que a gente detesta.</p><p>E, hoje, as linhas entre o que &#xE9; rede social e o que &#xE9; televis&#xE3;o t&#xE3;o muito confusas - tamb&#xE9;m no bom sentido, t&#xE1;? Muita gente trocou os canais tradicionais da TV por canais no YouTube. Em uma oportunidade sem precedentes, um creator que grava seus v&#xED;deos dentro do seu quarto, sem quase nenhuma estrutura, pode <a href="https://youtu.be/_dX1mNoXDwI">competir</a> pela aten&#xE7;&#xE3;o da audi&#xEA;ncia com a maior emissora da Am&#xE9;rica Latina. Claro que n&#xE3;o em volume, mas n&#xE3;o &#xE9; preciso milh&#xF5;es de seguidores e views pra construir uma comunidade e uma carreira de sucesso.</p><p>Sendo assim, a Caz&#xE9; TV puxou justamente creators e influenciadores - bem como alguns jornalistas de of&#xED;cio mesmo - para as suas transmiss&#xF5;es. E a gente precisa urgentemente encontrar o meio do caminho entre umas perguntas chatonildas da Globo tipo &#x201C;qual a sensa&#xE7;&#xE3;o da vit&#xF3;ria hoje?&#x201D; e a esculhamba&#xE7;&#xE3;o completa de um Defante, em plena zona mista p&#xF3;s-jogo com um atacante da sele&#xE7;&#xE3;o com o apelido de &#x201C;pombo&#x201D;, dizendo que <em>&#x201C;o Brasil inteiro conhece o Pombo, mas tem como mostrar a rolinha pra mim?&#x201D;</em>.</p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/MJn72XH07xU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="&quot;o brasil todo conhece o pombo, e a rolinha, tem como mostrar pra mim?&quot;"></iframe></figure><p>A Caz&#xE9; TV faz as transmiss&#xF5;es serem um pouquinho mais humanas e aproxima a audi&#xEA;ncia do conte&#xFA;do - prato cheio pra marcas, ag&#xEA;ncias e creators que v&#xE3;o cobrir a Copa inseridos na Creator Economy -, principalmente quando tem aqueles momentos com os torcedores, que a galera da Caz&#xE9; TV tira de letra. Ao mesmo tempo, parece que todo mundo fala igual: &quot;Nossa, ele jogou um absurdo/Nossa, isso a&#xED; &#xE9; covardia/Nossa, o que ele t&#xE1; jogando de bola &#xE9; sacanagem.&quot; O PH Santos, comunicador e cr&#xED;tico de cinema, falou sobre isso em seu canal.</p><h3 id="%E2%80%9Ca-globo-t%C3%A1-sem-personalidade-ora-quer-ser-ge-tv-ora-quer-criticar-a-caz%C3%A9-tv-esta-%C3%BAltima-tem-personalidade-at%C3%A9-demais-t%C3%A1-na-hora-de-acertar-um-pouco-n%C3%A3o-d%C3%A1-pra-todo-mundo-querer-virar-uma-vers%C3%A3o-de-casimiro-miguel-porque-ele-funciona-justamente-por-ser-aut%C3%AAntico-ver-alguns-profissionais-tentando-parecer-mais-espont%C3%A2neos-do-que-realmente-s%C3%A3o-d%C3%A1-um-pouco-de-vergonha-alheia-o-resultado-n%C3%A3o-tem-outro-nome-caricatura%E2%80%9D">&#x201C;A Globo t&#xE1; sem personalidade. Ora quer ser ge tv, ora quer criticar a Caz&#xE9; TV. Esta [&#xFA;ltima] tem personalidade at&#xE9; demais, t&#xE1; na hora de acertar um pouco: n&#xE3;o d&#xE1; pra todo mundo querer virar uma vers&#xE3;o de Casimiro Miguel, porque ele funciona justamente por ser aut&#xEA;ntico. Ver alguns profissionais tentando parecer mais espont&#xE2;neos do que realmente s&#xE3;o d&#xE1; um pouco de vergonha alheia. O resultado n&#xE3;o tem outro nome: caricatura.&#x201D;</h3><p><br>N&#xE3;o acho que tenha certo ou errado nessa hist&#xF3;ria, mas a gente precisa aproximar essa parada humana sem esquecer do jornalismo de apura&#xE7;&#xE3;o, que aprofunda. Porque &#xE9; isso: com o microfone na boca transmitindo o tempo inteiro, cedo ou tarde a gente acaba falando alguma bobagem.</p><h3 id="brasil-pioneiro">Brasil pioneiro </h3><p>Com todos os direitos do maior evento esportivo do mundo, a Caz&#xE9; TV conseguiu, ainda em 2022, montar um cen&#xE1;rio no qual o streaming se tornou uma das principais formas de se consumir esportes. Foi por meio de plataformas como Twitch e YouTube que o canal conseguiu um novo status para a Creator Economy.</p><p><strong>A Copa do Mundo se torna, em 2026, 100% distribu&#xED;da pelo canal, competindo de frente com emissoras de televis&#xE3;o tradicional.</strong></p><p>O centro n&#xE3;o &#xE9; mais os EUA. A Creator Economy se descentralizou, e, na Am&#xE9;rica do Sul, o Brasil desponta como protagonista com a onda de live sports. Na VidCon 2023, o pa&#xED;s foi citado como refer&#xEA;ncia nesse movimento, com destaque para a Caz&#xE9;TV. Aqui, a transmiss&#xE3;o j&#xE1; nasce diferente: n&#xE3;o &#xE9; s&#xF3; streaming, &#xE9; streaming com creators. Enquanto outros mercados replicam a l&#xF3;gica da TV em apps, o Brasil adiciona uma nova camada. Mais interativa, mais distribu&#xED;da e mais conectada &#xE0; linguagem da internet.</p><p><strong>A m&#xED;dia tradicional j&#xE1; entendeu: n&#xE3;o d&#xE1; pra disputar aten&#xE7;&#xE3;o sem creators. O movimento n&#xE3;o &#xE9; substituir a TV, mas expandir a conversa.</strong></p><p>Essa an&#xE1;lise sobre a &quot;Caz&#xE9;tiza&#xE7;&#xE3;o&quot; fala sobre a mudan&#xE7;a no perfil e formato das transmiss&#xF5;es esportivas, em paralelo ao assunto desse text&#xE3;o, que aborda o car&#xE1;ter jornal&#xED;stico da programa&#xE7;&#xE3;o oferecida pela Caz&#xE9; TV e pela Globo e ge TV. O termo veio da pesquisa Re:Lance, um estudo in&#xE9;dio sobre o impacto da Copa do Mundo na Creator Economy. Para fazer o download: <a href="https://youpix.com.br/relance/">clique aqui</a>. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-5.png" class="kg-image" alt="Tudo ou nada" loading="lazy" width="1000" height="563" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/06/image-5.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-5.png 1000w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="quem-define-a-disputa-pela-aten%C3%A7%C3%A3o-entre-globo-e-caz%C3%A9-tv-com-sbt-correndo-por-fora">Quem define a disputa pela aten&#xE7;&#xE3;o entre Globo e Caz&#xE9; TV, com SBT correndo por fora?</h2><p>Falando sobre a transmiss&#xE3;o ao vivo das partidas, especificamente, a Globo tende a nadar de bra&#xE7;ada nos jogos da sele&#xE7;&#xE3;o brasileira. Alguns fatores contam pra isso, sendo o maior de todos, o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Y-nx8QGluac">delay</a>.</p><p>A transmiss&#xE3;o via antena digital &#xE9; muitos segundos mais r&#xE1;pida do que a transmiss&#xE3;o via internet - mais ou menos 3 segundos no sinal da antena, comparado a 15 segundos pela internet, a depender da conex&#xE3;o na sua casa. Se voc&#xEA; t&#xE1; num lugar isolado, ou em outro pa&#xED;s, tudo bem. </p><p>Mas ouvir o vizinho gritar gol, sendo que pra voc&#xEA; o time ainda t&#xE1; no campo de defesa, &#xE9; triste. Principalmente numa disputa de p&#xEA;naltis, por exemplo - s&#xF3; quem viveu o drama sabe como corta a brisa.</p><p>Ainda sobre os jogos do Brasil, o SBT corre por fora porque contratou um refor&#xE7;o de peso quando o assunto &#xE9; a nossa sele&#xE7;&#xE3;o na Copa: Galv&#xE3;o Bueno. At&#xE9; crian&#xE7;as mais jovens reconhecem a voz dessa lenda, apesar de muita gente achar mala (quem lembra da campanha <a href="https://uolesportevetv.blogosfera.uol.com.br/2015/04/07/cala-a-boca-galvao-foi-como-missil-nuclear-na-cabeca-diz-galvao-bueno/">&#x201C;Cala a boca, Galv&#xE3;o!&#x201D;</a> na Copa de 2010?). <br><br>Goste ou n&#xE3;o, &#xE9; figura carimbada no imagin&#xE1;rio do torcedor. Ele &#xE9; o trunfo da emissora pra competir com os dois grandes canais, junto com Tiago Leifert, formando uma &quot;superdupla&quot; na <a href="https://www.youtube.com/watch?v=aQi5GdJd-wI">cobertura</a> oficial das transmiss&#xF5;es do torneio pelo SBT, em parceria com a plataforma NSports.</p><p>Vale destacar algo que a gente fala bastante quando o assunto &#xE9; essa disputa entre Globo e Caz&#xE9; TV, mas nem todo mundo sabe: <strong>a audi&#xEA;ncia da TV aberta &#xE9; infinitamente maior do que a da internet</strong>. A gente t&#xE1; falando sobre um pa&#xED;s de dimens&#xF5;es continentais e com a maioria da popula&#xE7;&#xE3;o sem internet de qualidade. Parece um n&#xFA;mero gigantesco ver uma transmiss&#xE3;o com 5 milh&#xF5;es de aparelhos simult&#xE2;neos, mas esse n&#xFA;mero &#xE9; corriqueiro pra qualquer programa de televis&#xE3;o, levando em conta s&#xF3; uma regi&#xE3;o. Imagina o pa&#xED;s inteiro.</p><p><strong>Pro f&#xE3; do esporte, a disputa &#xE9; clara: enquanto a Globo vai passar 55 jogos da Copa, a Caz&#xE9; TV vai transmitir todas as 104 partidas.</strong></p><p>A&#xED; vem aquela coisa: voc&#xEA; pretende assistir &#xC1;ustria x Jord&#xE2;nia &#xE0;s 01h da madruga de uma quarta-feira? Tamb&#xE9;m &#xE9; preciso levar em conta os jogos que realmente v&#xE3;o disputar a aten&#xE7;&#xE3;o da audi&#xEA;ncia. Fato &#xE9; que, na fase de elimina&#xE7;&#xE3;o, quando os jogos ficam mais interessantes, a Globo n&#xE3;o vai exibir todas as partidas. A Caz&#xE9; TV, sim.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-6.png" class="kg-image" alt="Tudo ou nada" loading="lazy" width="950" height="593" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/06/image-6.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-6.png 950w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="muito-al%C3%A9m-da-transmiss%C3%A3o">Muito al&#xE9;m da transmiss&#xE3;o</h2><p>Com uma programa&#xE7;&#xE3;o completa e a&#xE7;&#xF5;es interativas, essa Copa ser&#xE1; vista em segunda tela. Saiu um texto em abril, no Portal YPX, sobre <a href="https://youpix.com.br/a-copa-do-mundo-vai-ser-vista-em-second-screen-o-que-isso-quer-dizer/">isso</a>.</p><p>Esse conceito de segunda tela vira sin&#xF4;nimo de celular justamente quando surge o feed infinito, principalmente no formato de v&#xED;deo curto. </p><p>E a&#xED;, ao inv&#xE9;s de interagir com o futebol de alguma forma, j&#xE1; que voc&#xEA; t&#xE1; falando sobre o jogo com outras pessoas, voc&#xEA; permite que sua aten&#xE7;&#xE3;o seja roubada por v&#xED;deos que, provavelmente, v&#xE3;o ser completamente esquecidos alguns segundos depois de vistos.</p><p>Tem tamb&#xE9;m o fen&#xF4;meno das bets, que hoje dividem o conceito de segunda tela com os v&#xED;deos. Milh&#xF5;es de pessoas costumam assistir futebol com o site da casa de apostas na m&#xE3;o, pra poder finalizar a bet caso os rumos da partida mudem, ou ent&#xE3;o, para <em>betar</em> ainda mais.</p><p><strong>O streaming esportivo passa a ser parte central da Creator Economy. </strong>Alguns dados relevantes que a gente mostrou na pesquisa: 70% dos brasileiros j&#xE1; est&#xE1; consumindo conte&#xFA;do sobre a Copa, enquanto 95% dos f&#xE3;s de esporte v&#xE3;o assistir aos jogos do torneio (Fonte: &#x201C;O Brasileiro e a Copa: Consumo, M&#xED;dia e Influ&#xEA;ncia&#x2EE; por Resenha Digital Clube &#xE0; Data-Makers). </p><p>Ainda, 97% da GenZ assiste &#xE0; Copa de alguma forma e, pra esse text&#xE3;o, o dado mais relevante &#xE9; o de que 74% acompanha jogos enquanto usa redes sociais (Fonte: InstitutoZ + Trope, Copa 2026, 2025 / InstitutoZ &#x2013; Dopamina League, 2025).</p><p>O PH Santos, que j&#xE1; trabalhou em televis&#xE3;o, trouxe um bastidor de que o trunfo da Caz&#xE9; TV n&#xE3;o &#xE9; competir em audi&#xEA;ncia no dia de jogo do Brasil, mas sim, oferecer pro mercado publicit&#xE1;rio dados muito mais profundos sobre o p&#xFA;blico do que o Ibope pode entregar. Isso porque &#xE9; at&#xE9; do interesse do pr&#xF3;prio Google, dono do YouTube, que a transmiss&#xE3;o do torneio como um todo <em>performe</em> bem no digital - incluindo programas de debate, v&#xED;deos especiais, pr&#xE9; e p&#xF3;s-jogo, al&#xE9;m das partidas ao vivo.</p><p>Com transmiss&#xE3;o descontra&#xED;da, ou jornalismo s&#xE9;rio at&#xE9; demais, ou a tentativa de quaisquer coisas que apare&#xE7;am no meio do caminho, o fato &#xE9; que todo mundo vai viver essa Copa, goste ou n&#xE3;o de futebol. E quando falamos de Creator Economy, &#xE9; preciso olhar o todo pra saber quem faz sucesso de verdade. Tem muito insight que n&#xE3;o se mensura a olho nu, assim como os n&#xFA;meros de um jogo &#xFA;nico n&#xE3;o refletem o que foi a cobertura de um torneio inteiro.</p><p>Qual ser&#xE1; o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=WGCXPYirmJY">futuro</a> da cobertura esportiva? </p><p>Afinal, quem ter&#xE1; a maior audi&#xEA;ncia? </p><p>Ser&#xE1; que o hexa vem agora? &#x26BD;&#x1F1E7;&#x1F1F7;</p><p>De olho na telinha. &#x1F49A;&#x1F49B;</p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/dJhl-Chs66k?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="Caz&#xE9;TV precisa mudar nessa COPA DO MUNDO"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #60 da YOUPIX. Para aprofundar, corre pro <a href="https://www.instagram.com/instayoupix">@instayoupix</a> e receba em prima m&#xE3;o, o olhar de todo o time da YPX :) &#xAD;</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[As três opções]]></title><description><![CDATA[Sabe aquele tipo de comentário: “e aí, vai virar blogueiro também”? Você já ouviu isso alguma vez de alguém que admira? Será que influência funciona mesmo de verdade e não estamos sabendo como lidar? Viralizo, logo eu existo.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/so-uma-funciona/</link><guid isPermaLink="false">6a2183c173f437684d499b76</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[Televisão]]></category><category><![CDATA[YouTube]]></category><category><![CDATA[IA]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Thu, 04 Jun 2026 14:52:58 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/Kareem-Rahma-Taxis.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/Kareem-Rahma-Taxis.jpg" alt="As tr&#xEA;s op&#xE7;&#xF5;es"><p>O mercado entrou num per&#xED;odo decisivo.<br><br>Tem gente fingindo que nada mudou.<br><br>Tem gente entrando em p&#xE2;nico e consumindo toda ferramenta, tend&#xEA;ncia e novidade que aparece.<br><br>Mas tem um terceiro grupo: o dos profissionais que entenderam que este n&#xE3;o &#xE9; um momento de correr mais r&#xE1;pido.<br><br>&#xC9; um momento de ganhar clareza.</p><p>Voc&#xEA; sente que 2026 t&#xE1; sendo muito tiro, porrada e bomba? Dedo naquele lugar e gritaria? Ou ser&#xE1; que &#xE9; sempre assim?</p><p>J&#xE1; falamos como a gente tem essa impress&#xE3;o de que o ano t&#xE1; ca&#xF3;tico <strong>todos os anos. </strong>Mas, certamente, ano de Copa do Mundo feat. elei&#xE7;&#xE3;o n&#xE3;o &#xE9; um ano qualquer. Ainda mais quando a gente tem tudo isso turbinado pela IA.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-1.png" class="kg-image" alt="As tr&#xEA;s op&#xE7;&#xF5;es" loading="lazy" width="1200" height="900" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/06/image-1.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/06/image-1.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-1.png 1200w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="creators-est%C3%A3o-virando-a-%E2%80%9Ctv%E2%80%9D">Creators est&#xE3;o virando a &#x201C;TV&#x201D; </h2><p><em>E, surpreendentemente, parece que as redes sociais s&#xE3;o mais televisivas que o pr&#xF3;prio modelo tradicional da televis&#xE3;o</em></p><p>At&#xE9; pouco tempo atr&#xE1;s, era imposs&#xED;vel fazer sucesso com a sua imagem sem aparecer na televis&#xE3;o. A express&#xE3;o &#x201C;15 segundos de fama&#x201D; explica justamente o fato de que, em poucos segundos com o seu rosto na telinha, j&#xE1; era poss&#xED;vel ser reconhecido na rua e ter o gostinho de ser famoso.</p><p>E quando digo pouco, &#xE9; pouqu&#xED;ssimo, t&#xE1;? O creator hoje t&#xE1; num limbo entre a sobra dos Millenials e os primeiros Gen Z (para quem nasceu como eu, em 88). </p><p>Mesmo j&#xE1; sabendo que eu me formaria em jornalismo, o m&#xE1;ximo que tinha na m&#xE3;o era uma c&#xE2;mera Sony, para tirar fotos e gravar v&#xED;deos - carinhosamente apelidada nos roles como Cyber Shot, e o Movie Maker, software de edi&#xE7;&#xE3;o que j&#xE1; vinha no Windows. At&#xE9; rolava subir coisas no YouTube, mas a internet era discada ainda, mais lenta que uma carro&#xE7;a. Al&#xE9;m disso, eu n&#xE3;o tinha pretens&#xE3;o nenhuma, muito menos se falava de algoritmo e audi&#xEA;ncia naquela &#xE9;poca. Por isso, o meu sonho sempre foi atuar em algum ve&#xED;culo de comunica&#xE7;&#xE3;o, mas nunca me passou pela cabe&#xE7;a que iria trabalhar com m&#xED;dias digitais um dia. </p><p>Minha turma foi uma das primeiras que precisou se virar com a nova forma de produzir conte&#xFA;do, mesmo sem aprender nada sobre durante as aulas. </p><p>As mudan&#xE7;as aconteciam numa velocidade muito maior do que a gente conseguia compreender, quem dir&#xE1; estudar e aplicar ao mesmo tempo.</p><p>Dando um pequeno salto - com grandes transforma&#xE7;&#xF5;es na humanidade conectada -, a gente chega nessa configura&#xE7;&#xE3;o de feeds infinitos e creators humanos perdendo engajamento para conte&#xFA;dos de IA, que est&#xE3;o flodando nossos feeds. </p><p>Hoje, muita gente trocou a programa&#xE7;&#xE3;o da TV aberta por ver seu creator preferido no YouTube. A televis&#xE3;o, como aparelho, continua no mesmo lugar da casa. Mas a forma de consumo mudou drasticamente - como voc&#xEA; j&#xE1; deve acompanhar pelos conte&#xFA;dos em todos os lugares e telas poss&#xED;veis.</p><p><em>Em seu livro de 1974, &quot;Television: Technology and Cultural Form&quot; (Televis&#xE3;o: Tecnologia e Forma Cultural), Raymond Williams escreveu que &#x201C;em todos os sistemas de comunica&#xE7;&#xE3;o anteriores &#xE0; [televis&#xE3;o], os itens essenciais eram discretos&#x201D;. Ou seja, um livro &#xE9; encadernado e finito, existindo em seus pr&#xF3;prios termos. Uma pe&#xE7;a de teatro &#xE9; apresentada em um teatro espec&#xED;fico em um hor&#xE1;rio determinado.</em></p><p><em>Williams argumentou que a televis&#xE3;o transformou a cultura, passando de produtos discretos e delimitados para uma sequ&#xEA;ncia cont&#xED;nua e fluida de imagens e sons, que ele chamou de &#x201C;fluxo&#x201D;. Quando digo que &#x201C;tudo est&#xE1; se transformando em televis&#xE3;o&#x201D;, o que quero dizer &#xE9; que formas d&#xED;spares de m&#xED;dia e entretenimento est&#xE3;o convergindo para uma coisa: o fluxo cont&#xED;nuo de v&#xED;deos epis&#xF3;dicos.</em></p><p>Confira um trecho da Newsletter do jornalista <a href="https://www.derekthompson.org/p/why-everything-became-television">Derek Thompson</a>, que explica um pouco desse movimento da televis&#xE3;o na era do digital. Segundo ele, <em>&#x201C;tudo que ainda n&#xE3;o &#xE9; televis&#xE3;o est&#xE1; se transformando em televis&#xE3;o&#x201D;</em>. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-3.png" class="kg-image" alt="As tr&#xEA;s op&#xE7;&#xF5;es" loading="lazy" width="785" height="589" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/06/image-3.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/06/image-3.png 785w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h3 id="o-youtube-virou-a-nova-tv">O YouTube virou a nova TV</h3><p>Se voc&#xEA; acompanha a Creator Economy, j&#xE1; deve ter visto algum corte do podcast <a href="https://www.instagram.com/reel/DYXXAjEOMdd/">&quot;Subway Takes&quot;</a>, apresentado por Kareem Rahma, que recentemente se disse frustrado por uma tentativa de levar um novo <a href="https://www.instagram.com/p/DYSkN9OnRk-/">show</a> pra TV.</p><p>Ele fechou com a CNN pra produzir o <a href="https://www.instagram.com/keepthemeterrunnin/">&#x201C;Keep The Meter Running&#x201D;</a>, programa em que Kareem pediria um t&#xE1;xi e daria como destino o lugar preferido do taxista em Nova Iorque. A frustra&#xE7;&#xE3;o se deu porque, sete meses de desenvolvimento depois, n&#xE3;o havia nem sinal de ficar pronto.</p><h2 id="eu-n%C3%A3o-quero-mais-fazer-sa%C3%AD-do-acordo-e-decidi-produzir-de-forma-independente-pro-youtube-explicou-kareem">&quot;Eu n&#xE3;o quero mais fazer. Sa&#xED; do acordo e decidi produzir de forma independente pro YouTube&quot;, explicou Kareem.</h2><p><br>Ele tamb&#xE9;m falou sobre o formato do programa: na TV, caracter&#xED;sticas como o tempo de dura&#xE7;&#xE3;o de cada epis&#xF3;dio precisam ser lineares, enquanto no YouTube ele tem liberdade pra fazer um ep. de 45 minutos e outro de 12, de acordo com o rendimento de cada grava&#xE7;&#xE3;o. O mais legal de tudo o que ele explica sobre a decis&#xE3;o corajosa de rejeitar o amparo e o dinheiro da TV, pra seguir de forma independente, &#xE9; a preocupa&#xE7;&#xE3;o com o p&#xFA;blico:</p><h2 id="%C3%A9-mais-sobre-a-hist%C3%B3ria-e-como-posso-fazer-o-melhor-pela-audi%C3%AAncia-eu-estava-literalmente-pescando-com-um-coreano-na-floresta-ontem">&quot;&#xC9; mais sobre a hist&#xF3;ria e como posso fazer o melhor pela audi&#xEA;ncia. Eu estava, literalmente, pescando com um coreano na floresta ontem&quot;.</h2><p><br>Esse movimento significa que ele n&#xE3;o vai ter investimento no programa? Depende. Pelo menos a chance de conseguir uma grana ele vai ter: executivos do YouTube convidaram Kareem para um evento que re&#xFA;ne patrocinadores, assim ele pode dar seu pitch sobre o programa para os maiores marketeiros dos EUA.</p><p>A Creator Economy ainda est&#xE1; em fase de amadurecimento e muitas marcas ainda patinam quando o assunto &#xE9; marketing de influ&#xEA;ncia. Aqui no Brasil, &#xE9; ineg&#xE1;vel que creators brancos, cis e sudestinos ainda recebem as melhores oportunidades, como a YOUPIX mostra nas edi&#xE7;&#xF5;es anuais das pesquisas Creators &amp; Neg&#xF3;cios. <br><br>Isso quer dizer que o mercado ainda &#xE9; desigual - e estamos lutando diariamente pra esse cen&#xE1;rio mudar. Al&#xE9;m disso, apesar de centenas de depoimentos de creators que come&#xE7;aram do zero, com um celular que esquenta e trava do nada, e com uma internet ruim, mas hoje alcan&#xE7;aram o sucesso e vivem da cria&#xE7;&#xE3;o de conte&#xFA;do, ainda &#xE9; dif&#xED;cil simplesmente se jogar na carreira de creator.</p><p>No entanto, ao mesmo tempo que a gente ainda tem <strong>muito </strong>trabalho pela frente, a Creator Economy oferece uma plataforma democr&#xE1;tica pra produ&#xE7;&#xE3;o de conte&#xFA;do como a gente nunca viu. Se voc&#xEA; tiver estrat&#xE9;gia, uma boa ideia ou simplesmente a sorte de estar na hora e lugares certos, voc&#xEA; pode viralizar e construir uma carreira como creator.</p><p>E, quando voc&#xEA; ganha um pouquinho de dinheiro e investe na cria&#xE7;&#xE3;o de conte&#xFA;do, o retorno vai acontecer - se a ideia for boa e, voc&#xEA;, um creator aut&#xEA;ntico. &#xC9; o caso do Raheem, que chegou no ponto de poder dizer &#x201C;n&#xE3;o&#x201D; pra uma TV, porque consegue <a href="https://www.youtube.com/watch?v=6XvGQz1fegY">construir</a> sua audi&#xEA;ncia, sem a m&#xE1;quina da TV por tr&#xE1;s. </p><p>N&#xE3;o com o mesmo alcance, talvez. </p><p>Mas exatamente <strong>do seu jeito</strong>.</p><p>Voc&#xEA; faria o mesmo? </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/CmL4KbcGJZY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="I Spent The Day With My Cab Driver At A Russian Bathhouse"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #58 da YOUPIX. Para aprofundar, corre pro <a href="https://www.instagram.com/instayoupix">@instayoupix</a> e receba, em primeira m&#xE3;o, o olhar de todo o time YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Mina de ouro]]></title><description><![CDATA[As pessoas que te inspiram não perdem tempo criticando por criticar. Quando têm algo a dizer, é para agregar, para o abrir caminho e trazer uma ideia que você ainda não tinha visto. Se liga, para de dar voz. Ouve quem faz diferença.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/sinceridade/</link><guid isPermaLink="false">6a1aec7e73f437684d499a71</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[Economia]]></category><category><![CDATA[Estratégia]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Sat, 30 May 2026 14:50:42 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/omar-taha-PEeVXIgUWQU-unsplash.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/omar-taha-PEeVXIgUWQU-unsplash.jpg" alt="Mina de ouro"><p>Voc&#xEA; tem medo de ficar de fora?</p><p>Talvez seja <strong>FOMO</strong> (<em>&apos;Fear of Missing Out&apos;</em>).</p><p>Nos &#xFA;ltimos meses, o mercado digital inteiro entrou num estado permanente de ansiedade. Aquela sensa&#xE7;&#xE3;o que estamos perdendo alguma coisa.</p><p>Toda semana surge uma ferramenta nova, uma IA nova, uma tend&#xEA;ncia nova, um &#x201C;novo jeito definitivo&#x201D; de crescer na internet. </p><p>O problema agora &#xE9; saber o que realmente importa, o que ignorar e como transformar tudo isso em resultado real. </p><p>Voc&#xEA; sente falta das dicas de boca a boca que rolavam na vizinhan&#xE7;a antigamente? </p><p>Quem trabalha de casa pode estar mais isolado ou enfiado nessa rede do que nunca - depende do seu bairro. Mas o fato &#xE9; que, quando o assunto &#xE9; consumo, a gente precisa ouvir a experi&#xEA;ncia de algu&#xE9;m pra pegar confian&#xE7;a antes de fazer uma compra.</p><p>Mesmo que voc&#xEA; tenha bastante contato com os vizinhos, boa parte das nossas compras hoje &#xE9; feita direto na internet, sem ver o produto ao vivo. E, nem sempre, vai calhar do seu vizinho ter a mesma m&#xE1;quina de lavar que voc&#xEA;. Por isso, os coment&#xE1;rios nas p&#xE1;ginas de produto s&#xE3;o os vizinhos 2.0. De quebra, ainda n&#xE3;o enchem o saco no dia a dia.</p><p>Vamos falar hoje fala sobre dois casos de IA que servem pra gente abrir o olho, mas antes, uma paradinha no universo dos coment&#xE1;rios.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/image-14.png" class="kg-image" alt="Mina de ouro" loading="lazy" width="562" height="416"></figure><h2 id="o-incr%C3%ADvel-mundo-das-abas-de-coment%C3%A1rios-de-compra">O incr&#xED;vel mundo das abas de coment&#xE1;rios de compra</h2><p><em>Como um consumidor confia no produto a partir da experi&#xEA;ncia do outro</em></p><p>Sabe quando voc&#xEA; precisa comprar uma coisa espec&#xED;fica: como uma m&#xE1;quina de lavar roupa? N&#xE3;o &#xE9; o tipo de coisa que voc&#xEA; costuma comprar de forma constante, nem um celular que a gente troca a cada x anos, por exemplo. Voc&#xEA; mal terminou de pagar as parcelas do atual e j&#xE1; t&#xE1; juntando pra renova&#xE7;&#xE3;o - isso sem falar dos planos que renovam seu iPhone sempre que um novo modelo &#xE9; lan&#xE7;ado, com a condi&#xE7;&#xE3;o de voc&#xEA; pagar uma parcela todos os meses (pra sempre).</p><p>Antigamente, na &#xE9;poca antes das compras online, voc&#xEA; ia at&#xE9; sua loja de confian&#xE7;a, olhava as op&#xE7;&#xF5;es dispon&#xED;veis no mostru&#xE1;rio e ainda contava com a explica&#xE7;&#xE3;o de um vendedor pra te auxiliar na escolha. Pra quem viveu no interior, esse processo era ainda mais rudimentar, porque voc&#xEA; nem tinha muitas op&#xE7;&#xF5;es de loja - muito menos de ofertas diferentes. E a&#xED;, tudo mudou quando a internet chegou.</p><p>Hoje em dia, parece uma grande miss&#xE3;o se deslocar fisicamente at&#xE9; uma loja pra fazer esse be-a-b&#xE1;, a menos que voc&#xEA; passe pela loja no caminho pro trabalho. E tem um outro elemento mais urgente que o deslocamento: o imediatismo. Eu quero pra amanh&#xE3;, n&#xE3;o vou esperar at&#xE9; s&#xE1;bado pra fazer a compra e ainda esperar a segunda pro frete come&#xE7;ar a contar. Eu quero agora. Porque a gente tem pressa.</p><p>Se ningu&#xE9;m te indicou um produto espec&#xED;fico, n&#xE3;o tem um vendedor pra te ajudar e voc&#xEA; sequer t&#xE1; vendo o neg&#xF3;cio na sua frente&#x2026; quem poder&#xE1; nos defender? A sinceridade do povo: </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/Screen-Shot-2026-05-30-at-11.12.14.png" class="kg-image" alt="Mina de ouro" loading="lazy" width="519" height="379"></figure><h3 id="os-coment%C3%A1rios-em-p%C3%A1ginas-de-produtos-s%C3%A3o-quase-uma-rede-social">Os coment&#xE1;rios em p&#xE1;ginas de produtos s&#xE3;o quase uma rede social.</h3><p>Voc&#xEA; encontra de tudo nesses coment&#xE1;rios: gente vestindo a roupa e postando foto pra mostrar como fica no corpo, ali&#xE1;s, v&#xE1;rios tipos de fotos diferentes do produto; gente comentando algum defeito que n&#xE3;o necessariamente estraga a experi&#xEA;ncia da compra; um relato que mostra que a expectativa foi superada; avalia&#xE7;&#xF5;es sobre o frete, tanto com rela&#xE7;&#xE3;o ao tempo de entrega quanto da educa&#xE7;&#xE3;o e gentileza dos entregadores; fora nas p&#xE1;ginas em que &#xE9; poss&#xED;vel comentar no coment&#xE1;rio de outra pessoa e trocar uma ideia. Incr&#xED;vel.</p><p>O mais importante &#xE9; que, nesses coment&#xE1;rios, a gente encontra <strong>sinceridade. </strong>Se voc&#xEA; n&#xE3;o tem mais o papo com a vizinha pra entender qual m&#xE1;quina ela usa, voc&#xEA; encontra uma pessoa que poderia tranquilamente ser sua vizinha te contando o que ela achou. Na Creator Economy, essa sinceridade aut&#xEA;ntica &#xE9; uma mina de ouro.</p><p>&#xC9; assim, inclusive, que funciona o creator que trabalha com link de afiliados: ele indica um produto para a sua comunidade, mostrando como ele pode resolver um problema das pessoas que o seguem. Muitas vezes ele tamb&#xE9;m oferece desconto pelo seu link, que t&#xE1; na tela enquanto ele te mostra como aquele produto pode ser usado na vida.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/swello-U3aZtpM-Vfg-unsplash.jpg" class="kg-image" alt="Mina de ouro" loading="lazy" width="2000" height="1333" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/05/swello-U3aZtpM-Vfg-unsplash.jpg 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/05/swello-U3aZtpM-Vfg-unsplash.jpg 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1600/2026/05/swello-U3aZtpM-Vfg-unsplash.jpg 1600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w2400/2026/05/swello-U3aZtpM-Vfg-unsplash.jpg 2400w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p><strong>Mas ent&#xE3;o&#x2026; o creator virou vendedor? </strong><br>Uma parte dos creators sim. A YOUPIX publicou um <a href="https://www.instagram.com/p/DYM9-2alpIZ/">post</a> mostrando como o mercado mudou e, portanto, os creators precisam se adaptar se quiserem sobreviver. Depois de uma &#xE9;poca de merchans e jab&#xE1;s infinitos no feed, as #publis foram ficando cada vez mais criativas, at&#xE9; o ponto em que nem sempre voc&#xEA; sabe se o objetivo era realmente converter, ou simplesmente contar uma hist&#xF3;ria (spoiler: &#xE9; vender sim, mas &#xE9; incr&#xED;vel quando parece que n&#xE3;o). </p><h3 id="a-galera-n%C3%A3o-aguenta-mais-conte%C3%BAdo-de-venda-ent%C3%A3o-s%C3%B3-oferecer-algum-produto-dificilmente-vai-gerar-convers%C3%A3o-a-creator-economy-precisa-continuar-gerando-contexto-sentido-e-comunidade-pra-l%C3%A1-no-final-a-venda-acontecer">A galera n&#xE3;o aguenta mais conte&#xFA;do de venda, ent&#xE3;o s&#xF3; oferecer algum produto dificilmente vai gerar convers&#xE3;o. A Creator Economy precisa continuar gerando contexto, sentido e comunidade pra, l&#xE1; no final, a venda acontecer.</h3><p><br>Esse movimento agrega, al&#xE9;m da poss&#xED;vel convers&#xE3;o em venda, <em>constru&#xE7;&#xE3;o de marca</em>. E &#xE9; nesse ponto, de mensura&#xE7;&#xE3;o, que as marcas precisam investir pesado. Porque, nem sempre, o engajamento &#xE9; sin&#xF4;nimo de sucesso. Pode significar uma parte dele, mas tem muita coisa nas entrelinhas, quando o creator &#xE9; colocado no centro de uma campanha, que precisa ser levado em conta se voc&#xEA; quiser medir o real desempenho.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/image-15.png" class="kg-image" alt="Mina de ouro" loading="lazy" width="1080" height="1350" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/05/image-15.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/05/image-15.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/image-15.png 1080w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p>Mas, seguindo essa mesma l&#xF3;gica, o usu&#xE1;rio que comenta na p&#xE1;gina do produto tamb&#xE9;m n&#xE3;o t&#xE1; contribuindo com a venda, ainda que indiretamente? S&#xF3; quem &#xE9; consumidor sabe o quanto a palavra de outro consumidor vale mil vezes mais do que a de um vendedor. Afinal, ele t&#xE1; ali pra te fazer gastar dinheiro. Outro consumidor t&#xE1; ali pra te contar a pr&#xF3;pria experi&#xEA;ncia.</p><p>O creator fica, talvez, num meio do caminho: ao mesmo tempo em que ele age como consumidor, porque t&#xE1; usando o produto que ele t&#xE1; indicando pra audi&#xEA;ncia, ele tamb&#xE9;m tem o interesse na convers&#xE3;o de venda, porque vai levar uma grana. O que n&#xE3;o quer dizer que ele force a venda - ou, pelo menos, n&#xE3;o deveria fazer isso.</p><p>Voc&#xEA; com certeza j&#xE1; passou um tempo se divertindo com os coment&#xE1;rios nas p&#xE1;ginas dos produtos mais diferentes, sem contar nos coment&#xE1;rios em p&#xE1;ginas de not&#xED;cia, canais do YouTube e nas pr&#xF3;prias redes sociais. Eles certamente entregam entretenimento, mas &#xE9; legal saber do poder deles dentro do nosso mercado.</p><p>Um coment&#xE1;rio com erros de gram&#xE1;tica, por&#xE9;m cheio de sinceridade, pode ajudar mais numa venda do que muita campanha cara por a&#xED;.</p><p>Voc&#xEA; &#xE9; sincero com suas avalia&#xE7;&#xF5;es?</p><p>J&#xE1; pensou sobre isso? </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/4rlj6ZvQg6A?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="Creator pode ser vendedor, sim!"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #57 da <a href="https://youpix.com.br/author/gabriel-paes/">YOUPIX</a>. Para aprofundar, corre pro <a href="https://www.instagram.com/instayoupix/">@instayoupix</a> e receba, em primeira m&#xE3;o, o olhar de todo o time YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Atenção fragmentada]]></title><description><![CDATA[Não tem saída fácil, nem resposta certa. Mas não dá pra ignorar que a geração mais famosa, mais rica e mais seguida da história da seleção brasileira de futebol é também, a mesma que ficou sem ganhar nada. Qual o motivo disso?]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/inimigo-da-arquibancada/</link><guid isPermaLink="false">6a12eed373f437684d4999b6</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[Futebol]]></category><category><![CDATA[Estratégia]]></category><category><![CDATA[marketing]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Sun, 24 May 2026 13:00:55 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/brasil.webp" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/brasil.webp" alt="Aten&#xE7;&#xE3;o fragmentada"><p>Falta muito pouco agora. </p><p>Mas e o hexa, que nunca chega?</p><p>Pensando pensamentos aqui: os jogadores da sele&#xE7;&#xE3;o nunca foram t&#xE3;o famosos, e a gente nunca ficou tanto tempo sem ganhar uma Copa. Coincid&#xEA;ncia?</p><p>Os jogadores do penta eram quase figuras mitol&#xF3;gicas. A gente sabia o que acontecia dentro de campo e isso era o suficiente. </p><p>Ronaldo Fen&#xF4;meno, Ronaldinho, Cafu&#x2026; claro, tinha pol&#xEA;micas, mas elas n&#xE3;o viralizavam com tanta frequ&#xEA;ncia. </p><p>A admira&#xE7;&#xE3;o vinha do futebol talvez fosse exatamente essa dist&#xE2;ncia que transformava o jogador naquela lenda inalcan&#xE7;&#xE1;vel. </p><h2 id="a%C3%AD-a-internet-entrou-em-cena">A&#xED; a internet entrou em cena</h2><p>E a vida se tornou mais p&#xFA;blica. Se em 2002 os jogadores eram admirados principalmente pelas suas habilidades, hoje elas n&#xE3;o s&#xE3;o mais o suficiente. <br><br>Agora que a audi&#xEA;ncia tem acesso a eles por inteiro, a conex&#xE3;o acontece por identifica&#xE7;&#xE3;o com atitudes, valores&#x2026; tudo o que acontece pra al&#xE9;m do campo. E ser&#xE1; que querer escolher melhor pra quem dar fama &#xE9; de todo ruim?</p><p>Ao mesmo tempo, o futebol foi ficando em segundo plano porque tem muita coisa competindo com ele pela aten&#xE7;&#xE3;o do pr&#xF3;prio jogador.</p><p>A&#xED; voc&#xEA; pensa: tudo bem, &#xE9; s&#xF3; desligar o celular. S&#xF3; que n&#xE3;o &#xE9; bem assim. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/image-10.png" class="kg-image" alt="Aten&#xE7;&#xE3;o fragmentada" loading="lazy" width="1200" height="800" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/05/image-10.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/05/image-10.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/image-10.png 1200w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="a-copa-ainda-%C3%A9-sobre-futebol">A Copa ainda &#xE9; sobre futebol?</h2><p>Se antes o futebol era mediado principalmente pela televis&#xE3;o e pelo jornalismo esportivo, hoje ele circula por um ecossistema muito mais amplo, feito de creators, comunidades e plataformas que interpretam o jogo em tempo real. </p><p>O que acontece em campo continua importante, mas j&#xE1; n&#xE3;o &#xE9; o suficiente. A Copa do Mundo tamb&#xE9;m passou a acontecer nas conversas, nos conte&#xFA;dos e nas narrativas que se formam na internet.</p><p>Nesse cen&#xE1;rio, creators assumem um papel de media&#xE7;&#xE3;o cultural, conectando o futebol a discuss&#xF5;es sobre comportamento, identidade e pertencimento. </p><p>Ao mesmo tempo, as marcas enfrentam uma mudan&#xE7;a estrutural: aparecer j&#xE1; n&#xE3;o garante relev&#xE2;ncia. A disputa passa a estar na capacidade de participar dessas conversas com mais subst&#xE2;ncia.</p><p>&#xC9; nesse contexto que a Creator Economy se consolida como parte central do jogo &#x2014; mais estruturada, mais competitiva e, finalmente, mais estrat&#xE9;gica. </p><p>E &#xE9; a partir disso que surge a pergunta que guia este estudo: como a Copa mais cara da hist&#xF3;ria vai ser interpretada na era da economia do conte&#xFA;do? </p><h3 id="71-dos-brasileiros-pretendem-acompanhar-o-campeonato-em-2026-um-percentual-12-acima-da-m%C3%A9dia-global-e-maior-que-o-interesse-registrado-em-edi%C3%A7%C3%B5es-anteriores-fonte-ipsos">71% dos brasileiros pretendem acompanhar o campeonato em 2026, um percentual 12% acima da m&#xE9;dia global, e maior que o interesse registrado em edi&#xE7;&#xF5;es anteriores. (Fonte: Ipsos) </h3><p><br>No estudo <a href="https://youpix.com.br/relance/">Re:Lance</a>, sobre Creator Economy e Copa do Mundo, descobrimos que: quem mostra, acaba conectando e influenciando mais.</p><p>Nesse papo, diferentes perspectivas s&#xE3;o colocadas na mesa e tensionou o que o mercado ainda n&#xE3;o resolveu: relev&#xE2;ncia, participa&#xE7;&#xE3;o e o papel de cada player nesse novo cen&#xE1;rio. Vale a pena conferir! </p><p>A Copa t&#xE1; chegando, e t&#xE1; ficando cada vez mais dif&#xED;cil entrar na disputa por aten&#xE7;&#xE3;o com todas as outras marcas e creators. </p><p>Se o campeonato virou uma disputa de narrativa, faz sentido a gente transformar esse estudo em conversa, concorda?</p><p>Como voc&#xEA; pretende se destacar? </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/B2-QdQwUcrw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="O que ningu&#xE9;m te contou sobre o futebol &#x201C;de gra&#xE7;a&#x201D; na internet"></iframe></figure><p>Para seguir no Instagram: <a href="https://www.instagram.com/peleja">clique aqui</a>.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Melô da propaganda]]></title><description><![CDATA[Às vezes parece que o que a gente faz não vai levar a lugar nenhum. Esse pensamento pode influenciar as nossas escolhas? Tudo na internet acontece rápido demais. Mas o que te trouxe até aqui, não garante o seu futuro daqui pra frente.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/quinto-andar/</link><guid isPermaLink="false">6a0a0c34530988558f54b431</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[Conteúdo]]></category><category><![CDATA[Criatividade]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[Estratégia]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Sun, 17 May 2026 19:34:52 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/-Grace-Wells.webp" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/-Grace-Wells.webp" alt="Mel&#xF4; da propaganda"><p>Quando um dicion&#xE1;rio define uma palavra usando outras palavras, isso chama Metalinguagem. </p><p>Ent&#xE3;o, uma propaganda da propaganda se chamaria Metapropaganda? &#x1F9D0;</p><p>Doido e rent&#xE1;vel: tem uma galera da Creator Economy que percebeu isso e criou uma sacada genial pro universo da propaganda - uma mina de ouro podendo ter contato direto entre marca e audi&#xEA;ncia. Hoje a gente aprende como fazer propaganda da propaganda. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/image-9.png" class="kg-image" alt="Mel&#xF4; da propaganda" loading="lazy" width="2000" height="1146" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/05/image-9.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/05/image-9.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1600/2026/05/image-9.png 1600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w2400/2026/05/image-9.png 2400w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="como-os-bastidores-pode-ser-um-diferencial-acess%C3%ADvel">Como os bastidores pode ser um diferencial acess&#xED;vel </h2><p><em>Na Creator Economy n&#xE3;o existe certo ou errado. Existe oportunidade, olhar atento e teste. Muito teste.</em></p><p>A creator V&#xE5;r Aunevik publicou um <a href="https://www.instagram.com/p/DXuVAG0jjHL/">v&#xED;deo</a> explicando como as propagandas est&#xE3;o apostando em making ofs como o verdadeiro tchans do neg&#xF3;cio. Essa aposta serve pra provar que o processo foi feito por pessoas reais, al&#xE9;m de ter mais investimento do que uma simples cria&#xE7;&#xE3;o de IA. </p><p>Pra exemplificar o que ela t&#xE1; trazendo, ela cita o an&#xFA;ncio da Apple sobre o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=u3SIKAmPXY4">novo</a> MacBook Neo. Al&#xE9;m do lan&#xE7;amento oficial, a marca tamb&#xE9;m postou no Instagram os <a href="https://www.instagram.com/reel/DXhTSofDp3E/">bastidores</a> da produ&#xE7;&#xE3;o desse comercial feito &#xE0; m&#xE3;o. </p><p>Esse movimento &#xE9; interessante porque expande os horizontes de qualquer campanha publicit&#xE1;ria: al&#xE9;m da pe&#xE7;a de divulga&#xE7;&#xE3;o, voc&#xEA; ganha um conte&#xFA;do extra - que pode impactar outras pessoas que nem sempre entram como p&#xFA;blico-alvo. </p><p>Isso agrega demais em constru&#xE7;&#xE3;o de marca, fator important&#xED;ssimo que vai al&#xE9;m da mensura&#xE7;&#xE3;o do engajamento de uma campanha. </p><p>Desde o in&#xED;cio do ano a gente fala aqui sobre como os conte&#xFA;dos de IA est&#xE3;o fazendo marcas e produtos perderem credibilidade com a audi&#xEA;ncia, que prefere as propagandas feitas por designers, ilustradores e pessoas reais. </p><p>Esse processo tamb&#xE9;m tem tudo a ver com o que a gente aprendeu no SXSW 2026. </p><p>Parafraseando (pela milion&#xE9;sima vez &lt;3) o padroeiro da Creator Economy, Jim Louderback: </p><blockquote>&quot;A IA vai construir a f&#xE1;brica. Ela vai produzir mais conte&#xFA;do do que a humanidade j&#xE1; fez, tudo &apos;adequado&apos; e perfeitamente esquec&#xED;vel. Mas voc&#xEA; &#xE9; o erro no sistema. Voc&#xEA; &#xE9; a emo&#xE7;&#xE3;o que o algoritmo n&#xE3;o consegue prever.&quot;</blockquote><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/macbook-neo.jpeg" class="kg-image" alt="Mel&#xF4; da propaganda" loading="lazy" width="640" height="360" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/05/macbook-neo.jpeg 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/macbook-neo.jpeg 640w"></figure><p>O making of, que sempre foi um recurso muito legal de qualquer filme, s&#xE9;rie ou v&#xED;deo, mostra as imperfei&#xE7;&#xF5;es humanas que, hoje, se tornaram um diferencial no conte&#xFA;do que rola em feeds infinitos. </p><p>Se &#xE9; imposs&#xED;vel competir com os conte&#xFA;dos gerados por intelig&#xEA;ncia artificial em volume, &#xE9; importante se agarrar &#xE0; autenticidade do creator humano, que gera identifica&#xE7;&#xE3;o na audi&#xEA;ncia e oferece um prop&#xF3;sito pra sua comunidade. </p><p>De novo, n&#xE3;o &#xE9; que a IA precisa ser combatida, ou rejeitada. Pensa num comerciante pequeno, por exemplo. Ele talvez n&#xE3;o tivesse dinheiro pra investir de forma consistente em um design, ou social media, pra tentar dar um g&#xE1;s no seu neg&#xF3;cio. </p><p>Gra&#xE7;as &#xE0;s ferramentas gratuitas e acess&#xED;veis de gera&#xE7;&#xE3;o de conte&#xFA;do, ele pode fazer uma divulga&#xE7;&#xE3;o melhor do seu neg&#xF3;cio sem prejudicar o trabalho de um profissional que j&#xE1; n&#xE3;o cabia no seu or&#xE7;amento.</p><p>Ao mesmo tempo, grandes marcas precisam rever o corte de gastos que, muitas vezes, substitui o trabalho humano por automatiza&#xE7;&#xF5;es. O quanto voc&#xEA; pode prejudicar os processos internos da empresa, al&#xE9;m de desgastar a imagem da marca, ao abdicar de uma pessoa de verdade?</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/neo-macbook.webp" class="kg-image" alt="Mel&#xF4; da propaganda" loading="lazy" width="700" height="400" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/05/neo-macbook.webp 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/neo-macbook.webp 700w"></figure><h2 id="%E2%80%9Co-processo-%C3%A9-o-novo-premium%E2%80%9D">&#x201C;O processo &#xE9; o novo premium&#x201D; </h2><p>Essa frase da V&#xE5;r vai de encontro com o que cita o Jim: pro paiz&#xE3;o da Creator Economy, &#x201C;creators v&#xE3;o come&#xE7;ar a demonstrar cada vez mais imperfei&#xE7;&#xF5;es de prop&#xF3;sito&#x201D;. E, se hoje as marcas tamb&#xE9;m precisam atuar como creators, por que n&#xE3;o fazerem parte dessa onda? </p><p>Como investir em designers, ilustradores e toda essa galera <em>humana </em>passa a ser um diferencial da marca na impress&#xE3;o dos consumidores, mostrar o processo que levou aquela campanha a ser desenvolvida &#xE9; um conte&#xFA;do extra muito bem recebido por quem tem curiosidade de saber como as coisas funcionam por dentro. </p><h3 id="e-isso-%C3%A9-um-processo-natural-uma-consequ%C3%AAncia-de-desejar-que-a-campanha-seja-feita-por-uma-pessoa">E isso &#xE9; um processo natural: uma consequ&#xEA;ncia de desejar que a campanha seja feita por uma pessoa.</h3><p><br>O p&#xFA;blico quer se sentir cada vez mais parte do processo, ent&#xE3;o mostrar os bastidores &#xE9; uma &#xF3;tima forma de incluir a comunidade no jogo. </p><p>De novo, mesmo que quem engajou o conte&#xFA;do de making of n&#xE3;o seja o alvo de convers&#xE3;o em vendas, esse perfil pode agregar espontaneamente &#xE0; constru&#xE7;&#xE3;o de imagem dessa marca. O impacto do making of pras marcas e da &#x201C;imperfei&#xE7;&#xE3;o planejada&#x201D;, no caso dos creators, vai al&#xE9;m do que a maioria das ferramentas de mensura&#xE7;&#xE3;o conseguem mapear. </p><h3 id="n%C3%A3o-precisa-ser-uma-grande-marca-pra-investir-nos-making-ofs">N&#xE3;o precisa ser uma grande marca pra investir nos making ofs </h3><p>Um case muito maneiro que a gente conheceu - tamb&#xE9;m no SXSW deste ano - &#xE9; o da creator <a href="https://www.instagram.com/gracewellsphoto">Grace Wells</a> que, logo nos fixados do seu TikTok, mostra o processo criativo de uma baita campanha que ela fez usando bons equipamentos, mas apostando principalmente no <a href="https://www.tiktok.com/@gracewellsphoto/video/7437239026429480225">olhar</a> criativo. E tudo feito em casa. </p><p>Grace se formou na faculdade no meio da pandemia e trabalhava como gar&#xE7;onete. Como ela gostava de fotografia, mas n&#xE3;o tinha tempo, come&#xE7;ou a fazer o que podia com os &quot;modelos&quot; que tinha na m&#xE3;o - tipo um garfo de <a href="https://www.tiktok.com/@gracewellsphoto/video/6836811888068693253">ouro</a>. Em cerca de 5 anos, ela fundou o PFStudio, um coletivo de creators comerciais e a Product Film School, onde ensina creators a profissionalizarem sua produ&#xE7;&#xE3;o visual. A ideia &#xE9; <a href="https://www.instagram.com/p/DXsIUFtkjLB/">mostrar</a> como a criatividade e a <a href="https://www.instagram.com/p/DS051tykcxa/">t&#xE9;cnica</a> superam or&#xE7;amentos milion&#xE1;rios. </p><p>Hoje, ela &#xE9; cineasta e creator em Nova York e famosa por sua s&#xE9;rie viral no TikTok, &quot;Making Epic Commercials for Random Objects&quot;, onde ela pega objetos comuns e os transforma em pe&#xE7;as cinematogr&#xE1;ficas dignas de marcas de luxo, usando t&#xE9;cnicas de baixo <a href="https://www.instagram.com/p/DWt577PjjA0/">custo</a>.</p><p>Tanto o exemplo da Apple, que &#xE9; uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, quanto o da Grace, que &#xE9; uma creator que produz propagandas fod@s na sala de sua casa, servem pra mostrar pra gente que uma pitadinha de humanidade e &#x201C;do it yourself&#x201D; pode ser uma estrat&#xE9;gia muito mais <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/2GZDcUXakRYwe0cyz4K1tb">assertiva</a>.</p><p>Se voc&#xEA; usa a IA como seu bra&#xE7;o direito, pra resolver burocracias, pra otimizar seu tempo pra focar no criativo, pra auxiliar na sua organiza&#xE7;&#xE3;o ou em pesquisas... tudo bem, beleza. </p><p>Por muito tempo defendemos que creator n&#xE3;o &#xE9; vendedor e o mercado foi l&#xE1; e provou que a gente precisava atualizar essa tese. O presente &#xE9; <a href="https://www.instagram.com/p/DYM9-2alpIZ/">shoppable</a> e o creator t&#xE1; no centro disso.</p><p>Tocar o cora&#xE7;&#xE3;o das pessoas e construir uma marca s&#xF3;lida d&#xE1; trabalho mesmo, n&#xE3;o &#xE9; da noite pro dia. Leva tempo, como tudo na vida.</p><p>Agora, se voc&#xEA; t&#xE1; se <a href="https://www.instagram.com/p/DX99fYXRZrP/">achando</a> o Machado de Assis usando o ChatGPT...</p><p><strong>Todo mundo percebe</strong></p><p>Bom que &#xE9; assim =)</p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/KEZ-b_W4HEU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="I made a commercial for a fork. | Epic Commercials, Random Objects: Ep. 1"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #56 da YOUPIX. Para aprofundar, corre pro <a href="https://www.instagram.com/instayoupix">@instayoupix</a> e receba, em primeira m&#xE3;o, o olhar do time da YPX :)</p>]]></content:encoded></item></channel></rss>