<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"><channel><title><![CDATA[Profissão Blogueiro]]></title><description><![CDATA[Os bastidores da internet]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/</link><image><url>https://profissaoblogueiro.com.br/favicon.png</url><title>Profissão Blogueiro</title><link>https://profissaoblogueiro.com.br/</link></image><generator>Ghost 4.18</generator><lastBuildDate>Sun, 24 May 2026 19:21:41 GMT</lastBuildDate><atom:link href="https://profissaoblogueiro.com.br/rss/" rel="self" type="application/rss+xml"/><ttl>60</ttl><item><title><![CDATA[Atenção fragmentada]]></title><description><![CDATA[Não tem saída fácil, nem resposta certa. Mas não dá pra ignorar que a geração mais famosa, mais rica e mais seguida da história da seleção brasileira de futebol é também, a mesma que ficou sem ganhar nada. Qual o motivo disso?]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/inimigo-da-arquibancada/</link><guid isPermaLink="false">6a12eed373f437684d4999b6</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[Futebol]]></category><category><![CDATA[Estratégia]]></category><category><![CDATA[marketing]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Sun, 24 May 2026 13:00:55 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/brasil.webp" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/brasil.webp" alt="Aten&#xE7;&#xE3;o fragmentada"><p>Falta muito pouco agora. </p><p>Mas e o hexa, que nunca chega?</p><p>Pensando pensamentos aqui: os jogadores da sele&#xE7;&#xE3;o nunca foram t&#xE3;o famosos, e a gente nunca ficou tanto tempo sem ganhar uma Copa. Coincid&#xEA;ncia?</p><p>Os jogadores do penta eram quase figuras mitol&#xF3;gicas. A gente sabia o que acontecia dentro de campo e isso era o suficiente. </p><p>Ronaldo Fen&#xF4;meno, Ronaldinho, Cafu&#x2026; claro, tinha pol&#xEA;micas, mas elas n&#xE3;o viralizavam com tanta frequ&#xEA;ncia. </p><p>A admira&#xE7;&#xE3;o vinha do futebol talvez fosse exatamente essa dist&#xE2;ncia que transformava o jogador naquela lenda inalcan&#xE7;&#xE1;vel. </p><h2 id="a%C3%AD-a-internet-entrou-em-cena">A&#xED; a internet entrou em cena</h2><p>E a vida se tornou mais p&#xFA;blica. Se em 2002 os jogadores eram admirados principalmente pelas suas habilidades, hoje elas n&#xE3;o s&#xE3;o mais o suficiente. <br><br>Agora que a audi&#xEA;ncia tem acesso a eles por inteiro, a conex&#xE3;o acontece por identifica&#xE7;&#xE3;o com atitudes, valores&#x2026; tudo o que acontece pra al&#xE9;m do campo. E ser&#xE1; que querer escolher melhor pra quem dar fama &#xE9; de todo ruim?</p><p>Ao mesmo tempo, o futebol foi ficando em segundo plano porque tem muita coisa competindo com ele pela aten&#xE7;&#xE3;o do pr&#xF3;prio jogador.</p><p>A&#xED; voc&#xEA; pensa: tudo bem, &#xE9; s&#xF3; desligar o celular. S&#xF3; que n&#xE3;o &#xE9; bem assim. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/image-10.png" class="kg-image" alt="Aten&#xE7;&#xE3;o fragmentada" loading="lazy" width="1200" height="800" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/05/image-10.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/05/image-10.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/image-10.png 1200w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="a-copa-ainda-%C3%A9-sobre-futebol">A Copa ainda &#xE9; sobre futebol?</h2><p>Se antes o futebol era mediado principalmente pela televis&#xE3;o e pelo jornalismo esportivo, hoje ele circula por um ecossistema muito mais amplo, feito de creators, comunidades e plataformas que interpretam o jogo em tempo real. </p><p>O que acontece em campo continua importante, mas j&#xE1; n&#xE3;o &#xE9; o suficiente. A Copa do Mundo tamb&#xE9;m passou a acontecer nas conversas, nos conte&#xFA;dos e nas narrativas que se formam na internet.</p><p>Nesse cen&#xE1;rio, creators assumem um papel de media&#xE7;&#xE3;o cultural, conectando o futebol a discuss&#xF5;es sobre comportamento, identidade e pertencimento. </p><p>Ao mesmo tempo, as marcas enfrentam uma mudan&#xE7;a estrutural: aparecer j&#xE1; n&#xE3;o garante relev&#xE2;ncia. A disputa passa a estar na capacidade de participar dessas conversas com mais subst&#xE2;ncia.</p><p>&#xC9; nesse contexto que a Creator Economy se consolida como parte central do jogo &#x2014; mais estruturada, mais competitiva e, finalmente, mais estrat&#xE9;gica. </p><p>E &#xE9; a partir disso que surge a pergunta que guia este estudo: como a Copa mais cara da hist&#xF3;ria vai ser interpretada na era da economia do conte&#xFA;do? </p><h3 id="71-dos-brasileiros-pretendem-acompanhar-o-campeonato-em-2026-um-percentual-12-acima-da-m%C3%A9dia-global-e-maior-que-o-interesse-registrado-em-edi%C3%A7%C3%B5es-anteriores-fonte-ipsos">71% dos brasileiros pretendem acompanhar o campeonato em 2026, um percentual 12% acima da m&#xE9;dia global, e maior que o interesse registrado em edi&#xE7;&#xF5;es anteriores. (Fonte: Ipsos) </h3><p><br>No estudo <a href="https://youpix.com.br/relance/">Re:Lance</a>, sobre Creator Economy e Copa do Mundo, descobrimos que: quem mostra, acaba conectando e influenciando mais.</p><p>Nesse papo, diferentes perspectivas s&#xE3;o colocadas na mesa e tensionou o que o mercado ainda n&#xE3;o resolveu: relev&#xE2;ncia, participa&#xE7;&#xE3;o e o papel de cada player nesse novo cen&#xE1;rio. Vale a pena conferir! </p><p>A Copa t&#xE1; chegando, e t&#xE1; ficando cada vez mais dif&#xED;cil entrar na disputa por aten&#xE7;&#xE3;o com todas as outras marcas e creators. </p><p>Se o campeonato virou uma disputa de narrativa, faz sentido a gente transformar esse estudo em conversa, concorda?</p><p>Como voc&#xEA; pretende se destacar? </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/B2-QdQwUcrw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="O que ningu&#xE9;m te contou sobre o futebol &#x201C;de gra&#xE7;a&#x201D; na internet"></iframe></figure><p>Para seguir no Instagram: <a href="https://www.instagram.com/peleja">clique aqui</a>.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Melô da propaganda]]></title><description><![CDATA[Às vezes parece que o que a gente faz não vai levar a lugar nenhum. Esse pensamento pode influenciar as nossas escolhas? Tudo na internet acontece rápido demais. Mas o que te trouxe até aqui, não garante o seu futuro daqui pra frente.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/quinto-andar/</link><guid isPermaLink="false">6a0a0c34530988558f54b431</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[Conteúdo]]></category><category><![CDATA[Criatividade]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[Estratégia]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Sun, 17 May 2026 19:34:52 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/-Grace-Wells.webp" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/-Grace-Wells.webp" alt="Mel&#xF4; da propaganda"><p>Quando um dicion&#xE1;rio define uma palavra usando outras palavras, isso chama Metalinguagem. </p><p>Ent&#xE3;o, uma propaganda da propaganda se chamaria Metapropaganda? &#x1F9D0;</p><p>Doido e rent&#xE1;vel: tem uma galera da Creator Economy que percebeu isso e criou uma sacada genial pro universo da propaganda - uma mina de ouro podendo ter contato direto entre marca e audi&#xEA;ncia. Hoje a gente aprende como fazer propaganda da propaganda. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/image-9.png" class="kg-image" alt="Mel&#xF4; da propaganda" loading="lazy" width="2000" height="1146" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/05/image-9.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/05/image-9.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1600/2026/05/image-9.png 1600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w2400/2026/05/image-9.png 2400w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="como-os-bastidores-pode-ser-um-diferencial-acess%C3%ADvel">Como os bastidores pode ser um diferencial acess&#xED;vel </h2><p><em>Na Creator Economy n&#xE3;o existe certo ou errado. Existe oportunidade, olhar atento e teste. Muito teste.</em></p><p>A creator V&#xE5;r Aunevik publicou um <a href="https://www.instagram.com/p/DXuVAG0jjHL/">v&#xED;deo</a> explicando como as propagandas est&#xE3;o apostando em making ofs como o verdadeiro tchans do neg&#xF3;cio. Essa aposta serve pra provar que o processo foi feito por pessoas reais, al&#xE9;m de ter mais investimento do que uma simples cria&#xE7;&#xE3;o de IA. </p><p>Pra exemplificar o que ela t&#xE1; trazendo, ela cita o an&#xFA;ncio da Apple sobre o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=u3SIKAmPXY4">novo</a> MacBook Neo. Al&#xE9;m do lan&#xE7;amento oficial, a marca tamb&#xE9;m postou no Instagram os <a href="https://www.instagram.com/reel/DXhTSofDp3E/">bastidores</a> da produ&#xE7;&#xE3;o desse comercial feito &#xE0; m&#xE3;o. </p><p>Esse movimento &#xE9; interessante porque expande os horizontes de qualquer campanha publicit&#xE1;ria: al&#xE9;m da pe&#xE7;a de divulga&#xE7;&#xE3;o, voc&#xEA; ganha um conte&#xFA;do extra - que pode impactar outras pessoas que nem sempre entram como p&#xFA;blico-alvo. </p><p>Isso agrega demais em constru&#xE7;&#xE3;o de marca, fator important&#xED;ssimo que vai al&#xE9;m da mensura&#xE7;&#xE3;o do engajamento de uma campanha. </p><p>Desde o in&#xED;cio do ano a gente fala aqui sobre como os conte&#xFA;dos de IA est&#xE3;o fazendo marcas e produtos perderem credibilidade com a audi&#xEA;ncia, que prefere as propagandas feitas por designers, ilustradores e pessoas reais. </p><p>Esse processo tamb&#xE9;m tem tudo a ver com o que a gente aprendeu no SXSW 2026. </p><p>Parafraseando (pela milion&#xE9;sima vez &lt;3) o padroeiro da Creator Economy, Jim Louderback: </p><blockquote>&quot;A IA vai construir a f&#xE1;brica. Ela vai produzir mais conte&#xFA;do do que a humanidade j&#xE1; fez, tudo &apos;adequado&apos; e perfeitamente esquec&#xED;vel. Mas voc&#xEA; &#xE9; o erro no sistema. Voc&#xEA; &#xE9; a emo&#xE7;&#xE3;o que o algoritmo n&#xE3;o consegue prever.&quot;</blockquote><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/macbook-neo.jpeg" class="kg-image" alt="Mel&#xF4; da propaganda" loading="lazy" width="640" height="360" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/05/macbook-neo.jpeg 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/macbook-neo.jpeg 640w"></figure><p>O making of, que sempre foi um recurso muito legal de qualquer filme, s&#xE9;rie ou v&#xED;deo, mostra as imperfei&#xE7;&#xF5;es humanas que, hoje, se tornaram um diferencial no conte&#xFA;do que rola em feeds infinitos. </p><p>Se &#xE9; imposs&#xED;vel competir com os conte&#xFA;dos gerados por intelig&#xEA;ncia artificial em volume, &#xE9; importante se agarrar &#xE0; autenticidade do creator humano, que gera identifica&#xE7;&#xE3;o na audi&#xEA;ncia e oferece um prop&#xF3;sito pra sua comunidade. </p><p>De novo, n&#xE3;o &#xE9; que a IA precisa ser combatida, ou rejeitada. Pensa num comerciante pequeno, por exemplo. Ele talvez n&#xE3;o tivesse dinheiro pra investir de forma consistente em um design, ou social media, pra tentar dar um g&#xE1;s no seu neg&#xF3;cio. </p><p>Gra&#xE7;as &#xE0;s ferramentas gratuitas e acess&#xED;veis de gera&#xE7;&#xE3;o de conte&#xFA;do, ele pode fazer uma divulga&#xE7;&#xE3;o melhor do seu neg&#xF3;cio sem prejudicar o trabalho de um profissional que j&#xE1; n&#xE3;o cabia no seu or&#xE7;amento.</p><p>Ao mesmo tempo, grandes marcas precisam rever o corte de gastos que, muitas vezes, substitui o trabalho humano por automatiza&#xE7;&#xF5;es. O quanto voc&#xEA; pode prejudicar os processos internos da empresa, al&#xE9;m de desgastar a imagem da marca, ao abdicar de uma pessoa de verdade?</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/neo-macbook.webp" class="kg-image" alt="Mel&#xF4; da propaganda" loading="lazy" width="700" height="400" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/05/neo-macbook.webp 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/neo-macbook.webp 700w"></figure><h2 id="%E2%80%9Co-processo-%C3%A9-o-novo-premium%E2%80%9D">&#x201C;O processo &#xE9; o novo premium&#x201D; </h2><p>Essa frase da V&#xE5;r vai de encontro com o que cita o Jim: pro paiz&#xE3;o da Creator Economy, &#x201C;creators v&#xE3;o come&#xE7;ar a demonstrar cada vez mais imperfei&#xE7;&#xF5;es de prop&#xF3;sito&#x201D;. E, se hoje as marcas tamb&#xE9;m precisam atuar como creators, por que n&#xE3;o fazerem parte dessa onda? </p><p>Como investir em designers, ilustradores e toda essa galera <em>humana </em>passa a ser um diferencial da marca na impress&#xE3;o dos consumidores, mostrar o processo que levou aquela campanha a ser desenvolvida &#xE9; um conte&#xFA;do extra muito bem recebido por quem tem curiosidade de saber como as coisas funcionam por dentro. </p><h3 id="e-isso-%C3%A9-um-processo-natural-uma-consequ%C3%AAncia-de-desejar-que-a-campanha-seja-feita-por-uma-pessoa">E isso &#xE9; um processo natural: uma consequ&#xEA;ncia de desejar que a campanha seja feita por uma pessoa.</h3><p><br>O p&#xFA;blico quer se sentir cada vez mais parte do processo, ent&#xE3;o mostrar os bastidores &#xE9; uma &#xF3;tima forma de incluir a comunidade no jogo. </p><p>De novo, mesmo que quem engajou o conte&#xFA;do de making of n&#xE3;o seja o alvo de convers&#xE3;o em vendas, esse perfil pode agregar espontaneamente &#xE0; constru&#xE7;&#xE3;o de imagem dessa marca. O impacto do making of pras marcas e da &#x201C;imperfei&#xE7;&#xE3;o planejada&#x201D;, no caso dos creators, vai al&#xE9;m do que a maioria das ferramentas de mensura&#xE7;&#xE3;o conseguem mapear. </p><h3 id="n%C3%A3o-precisa-ser-uma-grande-marca-pra-investir-nos-making-ofs">N&#xE3;o precisa ser uma grande marca pra investir nos making ofs </h3><p>Um case muito maneiro que a gente conheceu - tamb&#xE9;m no SXSW deste ano - &#xE9; o da creator <a href="https://www.instagram.com/gracewellsphoto">Grace Wells</a> que, logo nos fixados do seu TikTok, mostra o processo criativo de uma baita campanha que ela fez usando bons equipamentos, mas apostando principalmente no <a href="https://www.tiktok.com/@gracewellsphoto/video/7437239026429480225">olhar</a> criativo. E tudo feito em casa. </p><p>Grace se formou na faculdade no meio da pandemia e trabalhava como gar&#xE7;onete. Como ela gostava de fotografia, mas n&#xE3;o tinha tempo, come&#xE7;ou a fazer o que podia com os &quot;modelos&quot; que tinha na m&#xE3;o - tipo um garfo de <a href="https://www.tiktok.com/@gracewellsphoto/video/6836811888068693253">ouro</a>. Em cerca de 5 anos, ela fundou o PFStudio, um coletivo de creators comerciais e a Product Film School, onde ensina creators a profissionalizarem sua produ&#xE7;&#xE3;o visual. A ideia &#xE9; <a href="https://www.instagram.com/p/DXsIUFtkjLB/">mostrar</a> como a criatividade e a <a href="https://www.instagram.com/p/DS051tykcxa/">t&#xE9;cnica</a> superam or&#xE7;amentos milion&#xE1;rios. </p><p>Hoje, ela &#xE9; cineasta e creator em Nova York e famosa por sua s&#xE9;rie viral no TikTok, &quot;Making Epic Commercials for Random Objects&quot;, onde ela pega objetos comuns e os transforma em pe&#xE7;as cinematogr&#xE1;ficas dignas de marcas de luxo, usando t&#xE9;cnicas de baixo <a href="https://www.instagram.com/p/DWt577PjjA0/">custo</a>.</p><p>Tanto o exemplo da Apple, que &#xE9; uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, quanto o da Grace, que &#xE9; uma creator que produz propagandas fod@s na sala de sua casa, servem pra mostrar pra gente que uma pitadinha de humanidade e &#x201C;do it yourself&#x201D; pode ser uma estrat&#xE9;gia muito mais <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/2GZDcUXakRYwe0cyz4K1tb">assertiva</a>.</p><p>Se voc&#xEA; usa a IA como seu bra&#xE7;o direito, pra resolver burocracias, pra otimizar seu tempo pra focar no criativo, pra auxiliar na sua organiza&#xE7;&#xE3;o ou em pesquisas... tudo bem, beleza. </p><p>Por muito tempo defendemos que creator n&#xE3;o &#xE9; vendedor e o mercado foi l&#xE1; e provou que a gente precisava atualizar essa tese. O presente &#xE9; <a href="https://www.instagram.com/p/DYM9-2alpIZ/">shoppable</a> e o creator t&#xE1; no centro disso.</p><p>Tocar o cora&#xE7;&#xE3;o das pessoas e construir uma marca s&#xF3;lida d&#xE1; trabalho mesmo, n&#xE3;o &#xE9; da noite pro dia. Leva tempo, como tudo na vida.</p><p>Agora, se voc&#xEA; t&#xE1; se <a href="https://www.instagram.com/p/DX99fYXRZrP/">achando</a> o Machado de Assis usando o ChatGPT...</p><p><strong>Todo mundo percebe</strong></p><p>Bom que &#xE9; assim =)</p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/KEZ-b_W4HEU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="I made a commercial for a fork. | Epic Commercials, Random Objects: Ep. 1"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #56 da YOUPIX. Para aprofundar, corre pro <a href="https://www.instagram.com/instayoupix">@instayoupix</a> e receba, em primeira m&#xE3;o, o olhar do time da YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Hipóteses e reflexões]]></title><description><![CDATA[Hoje, pouquíssimo tempo depois de algo acontecer, parece que todo conteúdo é igual, todo carrossel é chato e tudo é uma análise, cansei só de escrever. Esse é o jogo das redes.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/ampliar/</link><guid isPermaLink="false">6a05b1b3530988558f54b34b</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[Cotidiano]]></category><category><![CDATA[digital]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[FOMO]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Thu, 14 May 2026 13:59:48 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/mortal-kombat.jpeg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/mortal-kombat.jpeg" alt="Hip&#xF3;teses e reflex&#xF5;es"><p>Maio sempre traz pra gente uma sensa&#xE7;&#xE3;o de que o ano t&#xE1; quase na metade: frio chegando, carnaval parece que foi em outra vida e, o dia das m&#xE3;es bateu na porta, aquele momento em que marcas, ag&#xEA;ncias e creators que n&#xE3;o fizeram a li&#xE7;&#xE3;o de casa a tempo, corram pra n&#xE3;o perder uma oportunidade nessa data.</p><p>T&#xE1; chegando a Copa e, apesar do barulho at&#xE9; agora, o segundo semestre promete ser ainda mais movimentado. Pensando nisso, o tema de hoje retoma um assunto que parecia enterrado, mas&#x2026; t&#xE1; pegando uma galera ainda. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/image-8.png" class="kg-image" alt="Hip&#xF3;teses e reflex&#xF5;es" loading="lazy" width="1280" height="854" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/05/image-8.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/05/image-8.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/image-8.png 1280w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="gen-z-em-pauta-as-cr%C3%ADticas-dos-mais-velhos-s%C3%A3o-justas-ou-n%C3%A3o-passam-de-proje%C3%A7%C3%A3o">Gen Z em pauta: as cr&#xED;ticas dos mais velhos s&#xE3;o justas, ou n&#xE3;o passam de proje&#xE7;&#xE3;o? </h2><p><em>X e Millenials tamb&#xE9;m enfrentaram o discurso de que estavam &#x201C;nem a&#xED;&#x201D;</em></p><p>H&#xE1; alguns anos, uma amiga da primeira leva de Millenials contou que, na empresa onde ela trabalhava, rolou um processo seletivo com duas candidatas que chegaram at&#xE9; o fim empatadas: uma delas visava o trampo por ser em uma empresa s&#xF3;lida e com um sal&#xE1;rio acima da m&#xE9;dia para uma estagi&#xE1;ria. Se lhe faltava alguma especializa&#xE7;&#xE3;o, seu diferencial era o empenho e a vontade em agarrar aquela vaga. Do outro lado, competia uma menina que teve um estudo melhor, era fluente em ingl&#xEA;s e estava matriculada em uma faculdade melhor.</p><p>Minha amiga, respons&#xE1;vel pela contrata&#xE7;&#xE3;o, indicou ao superior que o melhor nome era o da menina mais esfor&#xE7;ada, ainda que n&#xE3;o tivesse um CV t&#xE3;o brilhante. Mas adivinha quem o chefe quis? <em>Of course</em> que a bonita que falava ingl&#xEA;s. At&#xE9; a&#xED;, um cen&#xE1;rio que voc&#xEA; deve imaginar ser bem comum, j&#xE1; que enquanto o diferencial dos Millenials era um curso superior, da Gen Z virou falar outro idioma.</p><p>Em menos de 3 meses, a menina que falava ingl&#xEA;s se demitiu. N&#xE3;o fez corpo mole, nem discutiu. Apenas pegou sua bolsa chiqu&#xE9;rrima e saiu de cena, porque n&#xE3;o falou um <em>good morning</em> no per&#xED;odo em que esteve na fun&#xE7;&#xE3;o. Aqui cabe aquele meme &#x201C;&#x1F4CD;Xique-Xique/Bahia&#x201D;, porque assim: essa menina nunca ia falar ingl&#xEA;s numa empresa que atua s&#xF3; em uma regi&#xE3;o do Brasil, numa vaga que n&#xE3;o requer di&#xE1;logo com outras empresas e pra um cargo de estagi&#xE1;ria.</p><p>Toda essa volta pra explicar, pra quem ainda n&#xE3;o sacou, que foi justamente a press&#xE3;o dos pais X e Millenials que subiu o <a href="https://www.instagram.com/reel/DX2V27sR5DW/">sarrafo</a> pra Gen Z. Como falamos ali em cima: estudo completo e ensino superior n&#xE3;o s&#xE3;o mais diferenciais, mas sim o b&#xE1;sico. E, pra Gen Alpha, nem o ingl&#xEA;s destaca mais em meio a uma multid&#xE3;o de pessoas qualificadas, que n&#xE3;o encontram o que julgam ser um emprego a altura.</p><p>No fim do m&#xEA;s passado, a atriz Ingrid Guimar&#xE3;es escreveu uma <a href="https://oglobo.globo.com/cultura/ingrid-guimaraes/coluna/2026/04/eu-acreditei-na-geracao-z.ghtml">coluna</a> no Jornal O Globo cutucando as &#x201C;opress&#xF5;es&#x201D; que a Gen Z luta contra, mas diz ter sido enganada no momento em que passou a trabalhar com pessoas dessa gera&#xE7;&#xE3;o. E que j&#xE1; foi &#x201C;chamada de t&#xF3;xica&#x201D; porque mandou uma mensagem no s&#xE1;bado confirmando uma reuni&#xE3;o na segunda. </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/7CYJkqn_iBU?start=138&amp;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="JOVENS AGORA SE OFENDEM COM A NORMA CULTA"></iframe></figure><h3 id="morde%E2%80%A6">Morde&#x2026; </h3><p>A atriz parece enxergar que a Gen Z se colocou dentro de uma redoma de vidro, onde &#xE9; preciso <a href="https://www.instagram.com/p/DXUOSwnDgnn/">zelar</a> por aquele ser delicado, isolado do mundo externo frio, cruel e que oprime com mudan&#xE7;as de prazo, chefes t&#xF3;xicos e jornadas abusivas. </p><p>Enquanto isso, a gera&#xE7;&#xE3;o dela conviveu com a gastrite como algo normal e sequer tinha recurso pra entender que um chefe escroto n&#xE3;o podia agir assim. </p><p>N&#xE3;o tinham as plataformas que amplificam vozes e denunciam ass&#xE9;dios no ambiente de trabalho. Ali&#xE1;s, nem o ass&#xE9;dio era visto como um problema. Realmente, deve ter sido uma merda.</p><p>Mas esse tempo tenebroso foi passando e, como eu disse, o sarrafo subiu. Ao mesmo tempo, muitos empregos formais foram sucateados pela <a href="https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2022/01/29/precarizacao-do-trabalho-age-sistemicamente-e-suprime-direitos-trabalhistas.htm">precariza&#xE7;&#xE3;o</a> das leis trabalhistas - ou por m&#xE1; f&#xE9; de alguns patr&#xF5;es mesmo - o que empurrou uma galerona pra PJtiza&#xE7;&#xE3;o, por exemplo. &#xC9; preciso ter o olhar de que nenhum contexto serve como regra pra todo mundo, mas, pra Gen Z, o discurso de que um diploma abriria portas infinitas foi amplamente difundido. Ao chegar no mercado de trabalho e perceber que n&#xE3;o, o balde foi da &#xE1;gua mais fria poss&#xED;vel. </p><p>Tanto preparo e estudo parece ter sido em v&#xE3;o. </p><h3 id="ganhando-pouco-sendo-mal-valorizado-e-sem-perspectiva-de-deixar-a-casa-dos-pais-antes-dos-30-qual-a-motiva%C3%A7%C3%A3o-de-um-gen-z-pra-permanecer-em-um-emprego-que-julga-ser-ruim">Ganhando pouco, sendo mal valorizado e sem perspectiva de deixar a casa dos pais antes dos 30, qual a motiva&#xE7;&#xE3;o de um Gen Z pra permanecer em um emprego que julga ser ruim?</h3><p><br>Se o chefe &#xE9; t&#xF3;xico - e, sim, mandar uma mensagem no s&#xE1;bado de manh&#xE3; &#xE0;s vezes pode ser um sinal -, n&#xE3;o vale segurar o emprego sem maiores perspectivas. Se o trabalho paga mal e demanda presencial, talvez n&#xE3;o feche a conta do custo de ir pra rua. </p><p>Se a fun&#xE7;&#xE3;o &#xE9; chata e n&#xE3;o d&#xE1; prop&#xF3;sito, talvez seja melhor mesmo vender sua arte na praia. Com o desemprego no <a href="https://www.gov.br/secom/pt-br/acompanhe-a-secom/noticias/2026/01/desemprego-atinge-menor-nivel-da-serie-historica-e-mercado-de-trabalho-registra-recordes-em-2025">menor</a> n&#xED;vel da s&#xE9;rie hist&#xF3;rica, a Gen Z n&#xE3;o vai segurar um servi&#xE7;o, como fizeram as gera&#xE7;&#xF5;es anteriores, s&#xF3; pra n&#xE3;o ficar sem nada.</p><h3 id="o-desemprego-j%C3%A1-n%C3%A3o-assusta-mais-do-que-um-ambiente-de-trabalho-ruim-ou-o-risco-de-empreender">O desemprego j&#xE1; n&#xE3;o assusta mais do que um ambiente de trabalho ruim ou o risco de empreender.</h3><p><br>O que n&#xE3;o quer dizer que n&#xE3;o tenha muita gente na Gen Z (com grana) que seja sim pregui&#xE7;osa, porque sempre teve tudo de m&#xE3;o beijada, porque teve acesso &#xE0;s melhores escolas, porque se d&#xF3;i demais com qualquer bronca, porque &#xE9; s&#xF3; abrir o TikTok que descobre um transtorno novo.</p><p><strong>Aqui, a Ingrid foi certeira: </strong></p><blockquote>&#x201C;Talvez o problema n&#xE3;o seja a gera&#xE7;&#xE3;o Z em si. Mas o mundo virtual e isolado que eles cresceram. Gente que sabe se expressar por mensagem mas trava ao vivo. Que sabe dar nomes aos sentimentos, mas n&#xE3;o sabe lidar com eles.&#x201D;</blockquote><p>De fato, a Gen Z &#xE9; a primeira gera&#xE7;&#xE3;o que nasceu na internet. Ainda experimentou muito do mundo anal&#xF3;gico, como poder usar lookinhos horrorosos sem medo da press&#xE3;o da internet - naquela &#xE9;poca, voc&#xEA; desligava o computador e as redes sociais n&#xE3;o iam junto com voc&#xEA;. Como se n&#xE3;o bastasse a conex&#xE3;o desde o ber&#xE7;o, essa gera&#xE7;&#xE3;o enfrentou o fim da adolesc&#xEA;ncia e o come&#xE7;o da vida adulta, justamente quando a gente sai de casa, num isolamento social por conta da pandemia.</p><p>Isso fez uma galera se sentir mais retra&#xED;da e, quem j&#xE1; era mais introvertido, piorou de vez. H&#xE1; uma d&#xE9;cada o tempo de tela n&#xE3;o era t&#xE3;o alto quanto hoje e o consumo das redes era diferente. &#xC9; justamente a Gen Z, quando entra no mercado de trabalho e passa a ter seu dinheirinho, somado ao feed infinito e o isolamento social, que mudaram completamente a Creator Economy, o universo da publicidade e o consumo.</p><p>Segundo o IBGE, 48% da Gen Z &#xE9; economicamente <a href="https://sebraeplay.com.br/content/o-impacto-dos-habitos-de-consumo-da-geracao-z">ativa</a>. E boa parte dessa turma se importa com sustentabilidade e com a experi&#xEA;ncia na hora da compra, ao inv&#xE9;s de simplesmente escolher uma blusinha qualquer. Essa gera&#xE7;&#xE3;o tem muitas demandas e quer ser ouvida, como aponta esse trecho da cobertura do SXSW 2026:</p><p><em>Na consultoria da YOUPIX, muitas vezes enfrentamos marcas que t&#xEA;m medo de serem &quot;estranhas&quot;. O painel argumenta que, no ecossistema saturado de hoje, o &#xFA;nico risco real &#xE9; a irrelev&#xE2;ncia. A &quot;liberdade do pequeno&quot; &#xE9;, na verdade, uma vantagem competitiva: por n&#xE3;o terem or&#xE7;amento para &quot;comprar&quot; a aten&#xE7;&#xE3;o, elas s&#xE3;o obrigadas a &quot;conquistar&quot; a aten&#xE7;&#xE3;o atrav&#xE9;s de uma est&#xE9;tica disruptiva (o weird). O &quot;n&#xE3;o-profissionalismo&quot; citado &#xE9; a chave para a autenticidade org&#xE2;nica.</em></p><p><em>Ao inv&#xE9;s do cl&#xE1;ssico &quot;Compre agora!&quot;, a marca ganha pontos dizendo &quot;Sabemos que voc&#xEA; est&#xE1; economizando, ent&#xE3;o aqui est&#xE1; como fazer nosso produto durar mais&quot; ou &quot;Aqui est&#xE1; como dividir esse custo com 3 amigos&quot;.</em></p><h3 id="assopra%E2%80%A6">Assopra&#x2026; </h3><p>Em uma coisa concordamos: precisamos de um meio-termo. N&#xE3;o d&#xE1; pra se escorar em diagn&#xF3;sticos de TDAH feitos a partir de um v&#xED;deo no Tik Tok, ao mesmo tempo que, do mesmo jeito que a Gen Z se profissionalizou, o mercado precisa responder &#xE0; altura. </p><p>Sem perspectivas de comprar uma casa ou um carro, a qualidade de vida virou uma resposta imediata pra uma gera&#xE7;&#xE3;o cansada de tanta tela. </p><h3 id="viver-bem-por-enquanto-ganha-de-um-emprego-ruim-porque-o-presente-virou-mais-importante-que-o-futuro-pra-esses-jovens">Viver bem, por enquanto, ganha de um emprego ruim, porque o presente virou mais importante que o futuro pra esses jovens.</h3><p><br>E boa parte dessa treta toda n&#xE3;o passa de discuss&#xE3;o na internet, porque metade da Gen Z t&#xE1; trabalhando, com ou sem TDAH. Do mesmo jeito que hoje precisamos ouvir, a gera&#xE7;&#xE3;o da Ingrid tamb&#xE9;m j&#xE1; chocou, provocou estranhamento e teve que ouvir dos Boomers. </p><p>Seguimos caminhando, assim como nossos pais, n&#xE3;o tem muito pra onde correr.</p><p>Ela termina o texto dizendo que, mesmo assim, continua admirando a Gera&#xE7;&#xE3;o Z. Se diz feliz por ver uma gera&#xE7;&#xE3;o que parece ter &#x201C;nascido com um manual&#x201D; que a sua gera&#xE7;&#xE3;o nunca recebeu. &#xC9; bom ser &#xFA;til pra al&#xE9;m de lembrar a senha do email dos pais &lt;3</p><p>Somos constantemente bombardeados por an&#xFA;ncios de cassinos online; pra olhar apenas o pre&#xE7;o de uma pe&#xE7;a de roupa, voc&#xEA; precisa girar uma roleta pra resgatar um pr&#xEA;mio - que quase sempre n&#xE3;o &#xE9; nada interessante; e as abas de shopping das plataformas &#xE0;s vezes parecem parques de divers&#xE3;o.</p><p>Esse &#xE9; o movimento das redes sociais se tornarem vitrines, enquanto n&#xF3;s, usu&#xE1;rios, viramos consumidores tamb&#xE9;m. A quest&#xE3;o n&#xE3;o &#xE9; essa, j&#xE1; que a compra a um <a href="https://youpix.com.br/discover-economy-como-creators-menores-podem-estar-turbinando-a-economia/">clique</a> &#xE9; uma m&#xE3;o na roda pra muita gente.</p><p>Tem uma janela enorme acesa com o papel central por tr&#xE1;s de tudo que voc&#xEA; consome. O que aparece no <a href="https://www.instagram.com/p/DX6i_hCuAcX/">feed</a> &#xE9; s&#xF3; um pedacinho do trabalho todo que se faz nesse mercado, turbinado pela economia do conte&#xFA;do.</p><p>A nova era das compuls&#xF5;es digitais.</p><p>Como voc&#xEA; tem lidado com isso? </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe style="border-radius: 12px" width="624" height="351" title="Spotify Embed: COMPULS&#xD5;ES DIGITAIS" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/episode/10aXxZSxSW3UuexSOXIdAQ/video?si=udzwCBBrS5SImGAuL5GNNA&amp;utm_source=oembed"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #55 da YOUPIX. Para aprofundar, corre pro <a href="https://www.instagram.com/p/DXz1gD2FhSC/">@instayoupix</a> e receba, em primeira m&#xE3;o, o olhar do time da YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[View não prova influência]]></title><description><![CDATA[Talvez muitos daqueles profissionais que fazem "palhaçada" na internet, na real estão passando menos confiança, apesar de tentarem acertar no engajamento. Claro, a opinião de cada um é livre e os comentários são um show à parte. Acredite.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/caricatura-amarga/</link><guid isPermaLink="false">6a020e8e530988558f54b265</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[trabalho]]></category><category><![CDATA[Tempo]]></category><category><![CDATA[Valor]]></category><category><![CDATA[Criatividade]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[carreira]]></category><category><![CDATA[Estratégia]]></category><category><![CDATA[negócios]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[Humanidade]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Mon, 11 May 2026 18:07:04 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/Toguro.webp" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/Toguro.webp" alt="View n&#xE3;o prova influ&#xEA;ncia"><p>Pra entrar na onda da turma da corrida, vamos supor que voc&#xEA; come&#xE7;a a se preparar pra correr uma maratona. Idealmente, voc&#xEA; vai <a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-49200715">anotar</a> a quantidade de km que corre a cada treino, o tempo que t&#xE1; fazendo, o ritmo em cada etapa da corrida, e o que mais for importante pra medir a sua progress&#xE3;o. Mas e se voc&#xEA; simplesmente sa&#xED;sse correndo por a&#xED;?</p><p>N&#xE3;o parece uma estrat&#xE9;gia muito boa n&#xE9;&#x2026; pois &#xE9;. Na Creator Economy tamb&#xE9;m &#xE9; assim: n&#xE3;o adianta s&#xF3; investir na produ&#xE7;&#xE3;o de um baita conte&#xFA;do, ou contratar o influenciador mais falado do momento. Para ter sucesso, voc&#xEA; precisa <a href="https://forbes.com.br/carreira/2025/07/como-o-uso-de-emojis-por-diferentes-geracoes-gera-confusao-na-comunicacao-corporativa/">medir</a> o quanto a campanha funcionou - e, nem sempre, o n&#xFA;mero de cliques ou de compras &#xE9; o que garante efici&#xEA;ncia. J&#xE1; ouviu falar de constru&#xE7;&#xE3;o de marca? </p><p>O que faz um diretor de comunica&#xE7;&#xE3;o? No caso da Cimed, que contratou o influenciador Toguro para o cargo, a job description citada acima n&#xE3;o necessariamente seja <a href="https://forbes.com.br/forbes-mkt/2026/04/efeito-toguro-dezenas-de-celebridades-ja-lideraram-marcas-especialistas-alertam-para-excessos/">criar</a> uma estrat&#xE9;gia eficiente para a comunica&#xE7;&#xE3;o da empresa. &#xC0;s vezes, s&#xF3; a imagem de quem t&#xE1; no cargo j&#xE1; faz o &quot;trabalho&quot; esperado (leia-se: engajou &#x1F44D;).</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/image-1.png" class="kg-image" alt="View n&#xE3;o prova influ&#xEA;ncia" loading="lazy" width="1080" height="700" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/05/image-1.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/05/image-1.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/image-1.png 1080w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="o-que-o-feat-toguro-e-cimed-mostra-sobre-comunidade-e-constru%C3%A7%C3%A3o-de-marca">O que o feat. Toguro e Cimed mostra sobre comunidade e constru&#xE7;&#xE3;o de marca? </h2><p><em>Jogada da marca gerou inc&#xF4;modo em parte do mercado, mas a estrat&#xE9;gia merece aten&#xE7;&#xE3;o</em></p><p>A contrata&#xE7;&#xE3;o do influenciador Toguro como Head de Comunica&#xE7;&#xE3;o e Marketing da Cimed deu o que falar no LinkedIn: v&#xE1;rias postagens criticaram a decis&#xE3;o do presidente da empresa, Jo&#xE3;o Adibe, por n&#xE3;o colocar um profissional com forma&#xE7;&#xE3;o num cargo de tamanha relev&#xE2;ncia. O chefe <a href="https://www.infomoney.com.br/business/adibe-defende-chegada-de-toguro-na-cimed-nao-tem-curso-para-aprender-isso/">defendeu</a> sua decis&#xE3;o:</p><h3 id="%E2%80%9Ceu-super-admiro-uma-forma%C3%A7%C3%A3o-mas-hoje-na-cimed-para-al%C3%A9m-disso-e-por-op%C3%A7%C3%A3o-nossa-temos-uma-filosofia-de-trazer-pessoas-que-est%C3%A3o-em-realidades-diferentes-no-nosso-dia-a-dia-seria-muito-f%C3%A1cil-trazer-um-publicit%C3%A1rio-tradicional-para-falar-sobre-medicamento-mas-%C3%A9-muito-dif%C3%ADcil-esse-cara-inovar%E2%80%9D-explicou-adibe-ao-infomoney">&#x201C;Eu super admiro uma forma&#xE7;&#xE3;o. Mas hoje, na Cimed, para al&#xE9;m disso e por op&#xE7;&#xE3;o nossa, temos uma filosofia de trazer pessoas que est&#xE3;o em realidades diferentes no nosso dia a dia. Seria muito f&#xE1;cil trazer um publicit&#xE1;rio tradicional para falar sobre medicamento, mas &#xE9; muito dif&#xED;cil esse cara inovar&#x201D;, explicou Adibe ao InfoMoney.<br></h3><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/image-4.png" class="kg-image" alt="View n&#xE3;o prova influ&#xEA;ncia" loading="lazy" width="1000" height="921" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/05/image-4.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/image-4.png 1000w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h3 id="o-que-t%C3%A1-por-tr%C3%A1s-dessa-jogada">O que t&#xE1; por tr&#xE1;s dessa jogada? </h3><p>A empresa de medicamentos vem se destacando h&#xE1; um tempo na Creator Economy, por estar antenada &#xE0;s ferramentas que agregam constru&#xE7;&#xE3;o de marca. <br>Uma figura que chama aten&#xE7;&#xE3;o na fam&#xED;lia Marques &#xE9; a <a href="https://www.instagram.com/karlacimed">Karla Cimed</a>, que al&#xE9;m de ser a empres&#xE1;ria por tr&#xE1;s da febre Carmed, &#xE9; hoje mais creator que muita gente que t&#xE1; na internet e n&#xE3;o tem a menor ideia do que t&#xE1; fazendo. </p><p>A Karla &#xE9; um case excelente pra gente entender como formar comunidade pode agregar confian&#xE7;a, respeito, al&#xE9;m de grudar na mente do consumidor: isso tudo faz parte do que &#xE9; constru&#xE7;&#xE3;o de marca de uma empresa. Ela cumprimenta seus seguidores com o bord&#xE3;o &quot;Oi, Tchurma&quot;, que come&#xE7;ou num carinho com amigos e se tornou marca e at&#xE9; nome de livro. Pra somar essa legi&#xE3;o de f&#xE3;s engajados nas suas redes, a Karla faz quest&#xE3;o de interagir diretamente com quem a segue, pede e responde feedbacks sobre os seus produtos, debate ideias e transforma o que, pra muito creator n&#xE3;o passa de n&#xFA;mero, em comunidade ativa.</p><p>Percebendo esse movimento, a Cimed resolveu apostar em uma figura pra comunica&#xE7;&#xE3;o da empresa que n&#xE3;o foca no lado empresarial, com uma bagagem da publicidade tradicional, mas sim que ergue uma ponte s&#xF3;lida para a Creator Economy como conhecemos hoje: Toguro, que come&#xE7;ou na internet mostrando sua vida como bodybuilder, acumula 10,4 milh&#xF5;es de seguidores no Instagram, 5,15 milh&#xF5;es de inscritos no YouTube no canal pr&#xF3;prio, 3,55 milh&#xF5;es no canal Mans&#xE3;o Maromba e mais de 1 bilh&#xE3;o de visualiza&#xE7;&#xF5;es.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/image-5.png" class="kg-image" alt="View n&#xE3;o prova influ&#xEA;ncia" loading="lazy" width="1078" height="607" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/05/image-5.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/05/image-5.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/image-5.png 1078w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p>E, assim como tem muita gente na &#xE1;rea do jornalismo que se incomoda com a presen&#xE7;a de creators se colocando como porta-vozes de not&#xED;cias, players do nosso mercado n&#xE3;o viram com bons olhos a contrata&#xE7;&#xE3;o de algu&#xE9;m sem experi&#xEA;ncia pra um cargo t&#xE3;o disputado. Mas, como a gente adiantou ali em cima, a decis&#xE3;o n&#xE3;o tem foco na estrutura&#xE7;&#xE3;o da comunica&#xE7;&#xE3;o da empresa, mas sim, nas novas formas de trabalhar com marketing. O Jo&#xE3;o Adibe explica sua estrat&#xE9;gia que, apesar de ter causado barulho, &#xE9; bem s&#xF3;lida:</p><h3 id="%E2%80%9Co-toguro-tem-uma-comunica%C3%A7%C3%A3o-muito-r%C3%A1pida-por-meio-do-storytelling-que-ele-cria-que-%C3%A9-muito-pr%C3%B3prio-%E2%80%94-e-hoje-n%C3%A3o-existe-curso-para-aprender-isso-o-dia-a-dia-da-narrativa-usando-essa-habilidade-a-gente-consegue-escalar-as-divulga%C3%A7%C3%B5es-muito-mais-r%C3%A1pido-externamente-o-toguro-vai-nos-ajudar-com-as-divulga%C3%A7%C3%B5es-e-internamente-a-cimed-vai-complementar-a-forma%C3%A7%C3%A3o-dele-acreditamos-que-a-soma-desses-dois-aspectos-%C3%A9-que-vai-tornar-a-comunica%C3%A7%C3%A3o-que-estamos-planejando-uma-pot%C3%AAncia%E2%80%9D">&#x201C;O Toguro tem uma comunica&#xE7;&#xE3;o muito r&#xE1;pida por meio do storytelling que ele cria, que &#xE9; muito pr&#xF3;prio &#x2014; e hoje n&#xE3;o existe curso para aprender isso: o dia a dia da narrativa. Usando essa habilidade a gente consegue escalar [as divulga&#xE7;&#xF5;es] muito mais r&#xE1;pido. Externamente, o Toguro vai nos ajudar [com as divulga&#xE7;&#xF5;es] e, internamente, a Cimed vai complementar a forma&#xE7;&#xE3;o dele. Acreditamos que a soma desses dois aspectos &#xE9; que vai tornar a comunica&#xE7;&#xE3;o que estamos planejando uma pot&#xEA;ncia.&#x201D;</h3><p><br><strong>Como entender se essa ideia&#x2026; presta? </strong><br>A pesquisa ROI &amp; Influ&#xEA;ncia, feita anualmente pela YOUPI, em parceria com a Nielsen, aponta h&#xE1; 6 edi&#xE7;&#xF5;es que o investimento no Marketing de Influ&#xEA;ncia &#xE9; crescente. O segmento s&#xF3; n&#xE3;o domina uma fatia ainda maior do or&#xE7;amento das empresas pela dificuldade em quantificar o <a href="https://members.youpix.com.br/pesquisa-roi-2025-download">retorno</a> sobre o investimento - o famoso ROI. </p><p>Mesmo com o mercado mais maduro e com mais investimento, as m&#xE9;tricas e a vaidade em rela&#xE7;&#xE3;o a elas &#xE9; um dos principais motivos de n&#xE3;o haver aumento no investimento. </p><h2 id="o-mercado-ainda-trata-view-como-resultado-mas-influ%C3%AAncia-%C3%A9-fruto-de-um-bom-trabalho">O mercado ainda trata view como resultado, mas influ&#xEA;ncia &#xE9; fruto de um bom trabalho.<br></h2><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/image-6.png" class="kg-image" alt="View n&#xE3;o prova influ&#xEA;ncia" loading="lazy" width="900" height="600" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/05/image-6.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/image-6.png 900w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p>&#xC9; preciso mostrar que isso virou considera&#xE7;&#xE3;o, mudan&#xE7;a de percep&#xE7;&#xE3;o, a&#xE7;&#xE3;o, compra, decis&#xE3;o. Se antes uma campanha viral era considerada sucesso, agora a pergunta &#xE9;: o que ela trouxe de volta em constru&#xE7;&#xE3;o de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=KlK5PkppjDs">marca</a> e comunidade?</p><p>Ainda assim, centenas de marcas por a&#xED; insistem em avaliar uma campanha feita com creators apenas por n&#xFA;meros. Claro que o engajamento importa, mas o que t&#xE1; por tr&#xE1;s dos n&#xFA;meros, nas entrelinhas do que n&#xE3;o &#xE9; visto? Talvez um creator menos expressivo nas redes n&#xE3;o converta o an&#xFA;ncio em vendas do produto da marca, mas quantas pessoas novas descobriram o trabalho da empresa? Quantas consideraram comprar o produto, mas por v&#xE1;rias raz&#xF5;es diferentes, ainda n&#xE3;o conseguiram? Como a imagem da empresa passa a ser vista dentro do nicho daquele creator que, ainda que com n&#xFA;meros mais t&#xED;midos, tem uma comunidade muito engajada e fiel? Essas s&#xE3;o perguntas que formam a lasca de cima da pontinha de um grande iceberg sobre <a href="https://www.instagram.com/p/DVrZo9nEaOU/">investir</a> em Marketing de Influ&#xEA;ncia.</p><h3 id="agora-se-as-marcas-mal-param-pra-pensar-nisso-como-esperam-solidificar-uma-estrat%C3%A9gia-eficiente-%C3%A0-longo-prazo">Agora, se as marcas mal param pra pensar nisso, como esperam solidificar uma estrat&#xE9;gia eficiente &#xE0; longo prazo?</h3><p><br>&#xC9; engra&#xE7;ado (e triste ao mesmo tempo) ainda ver o mercado recair no velho v&#xED;cio de s&#xF3; olhar pra &#x201C;quantos seguidores o creator tem?&#x201D;. Em 2026, isso &#xE9; n&#xE3;o funciona mais.</p><p>Por isso, marcas que n&#xE3;o medem, apostam no escuro. A pesquisa da Influ&#xEA;ncia no Consumo, YOUPIX &amp; Nielsen 2025 aponta que existe rela&#xE7;&#xE3;o direta entre Influ&#xEA;ncia e considera&#xE7;&#xE3;o de compra, mas sem integra&#xE7;&#xE3;o de m&#xE9;tricas e fontes, &#xE9; dif&#xED;cil comprovar ROI em grande escala. Acontece que a influ&#xEA;ncia ser&#xE1; cada vez mais integrada &#xE0;s estrat&#xE9;gias de neg&#xF3;cio &#x2014; e, para isso, precisa de dados claros. </p><p>Marcas que ainda operam sem ferramenta ou crit&#xE9;rio de avalia&#xE7;&#xE3;o, v&#xE3;o perder espa&#xE7;o (e verba). Do mesmo jeito, creators sem dados viram risco, enquanto, com dados, viram ativos estrat&#xE9;gicos.</p><p>57% das marcas dizem que comprovar ROI &#xE9; a principal barreira pra investir mais em influ&#xEA;ncia - e, apesar de mapeado em 2025, esse dado n&#xE3;o &#xE9; uma novidade, t&#xE1;?</p><p>Em pleno 2026, a pergunta que a gente quer responder &#xE9; essa: o mercado t&#xE1; crescendo mais r&#xE1;pido do que a sua capacidade de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=GGWtwa7V1mo">mensurar</a>? </p><p>Tem como ser divertido sem <a href="https://www.instagram.com/p/DW7OiztEbig/">ser</a> idiota? </p><p>As trends destroem credibilidade?</p><p>Valorize o <a href="https://www.instagram.com/reel/DYTHRcEpqBa/">humor</a> inteligente. </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/q98pSancGoU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="Toguro na Cimed e o novo mundo dos influenciadores "></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News <a href="https://youpix.com.br/view-nao-prova-influencia-o-que-o-feat-toguro-e-cimed-mostra-sobre-construcao-de-marca-e-comunidade/">#54</a> da YOUPIX. Para aprofundar, corre pro <a href="https://www.instagram.com/p/DXpkfnQFqGd/">@instayoupix</a> e receba, em primeira m&#xE3;o, o olhar do time da YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O melhor jeito do mundo]]></title><description><![CDATA[Entre o diploma, um curso e o algoritmo, qual caminho você prefere seguir? Por que os perfis grandes de 5 anos atrás sumiram? Agora você sabe. View não prova influência. Isso aparece.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/para-se-destacar/</link><guid isPermaLink="false">69fa354c530988558f54b105</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[carreira]]></category><category><![CDATA[trabalho]]></category><category><![CDATA[Tempo]]></category><category><![CDATA[conhecimento]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[copywriting]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Tue, 05 May 2026 19:18:30 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/nasa-aB5tmNaOsYA-unsplash.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/nasa-aB5tmNaOsYA-unsplash.jpg" alt="O melhor jeito do mundo"><p>A trend do momento.</p><p>Frase curta, corte r&#xE1;pido. </p><p>O v&#xED;deo de 15 segundos, a opini&#xE3;o fervorosa. </p><p>Por muito tempo, a receita de sucesso na internet foi simplifica&#xE7;&#xE3;o.</p><p>Um conte&#xFA;do f&#xE1;cil de consumir, f&#xE1;cil de compartilhar e ainda mais f&#xE1;cil de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=yFDOY9Hp1Cg">esquecer</a>. </p><p>S&#xF3; que, ao mesmo tempo em que esse modelo acelerou a cultura, acabou criando um outro efeito: deixou uma galera cercada de informa&#xE7;&#xE3;o e, ainda assim, sem entender quase nada.</p><p>H&#xE1; gente sem diploma falando com cuidado, limite e seriedade. Por&#xE9;m, existem pessoas com <strong>diploma</strong> produzindo desinforma&#xE7;&#xE3;o elegante, abuso de autoridade ou simplifica&#xE7;&#xE3;o irrespons&#xE1;vel.</p><p>H&#xE1; profissionais registrados que sabem muito e se comunicam mal. E h&#xE1; criadores sem chancela formal, que n&#xE3;o deveriam ocupar certos lugares de orienta&#xE7;&#xE3;o, mas sabem mediar conversas introdut&#xF3;rias com did&#xE1;tica e <strong>&#xE9;tica</strong>.</p><p>Ent&#xE3;o talvez a pergunta n&#xE3;o seja apenas &#x201C;tem diploma?&#x201D;. Talvez seja tamb&#xE9;m: Essa pessoa reconhece os pr&#xF3;prios limites? Distingue informa&#xE7;&#xE3;o de prescri&#xE7;&#xE3;o? </p><p>Contextualiza risco? Indica quando o assunto exige atendimento profissional? Produz entendimento ou s&#xF3; autoridade performada?</p><p>&#xC9; nesse ponto que come&#xE7;a a crescer um tipo de creator que merece aten&#xE7;&#xE3;o real do mercado: aquele que n&#xE3;o s&#xF3; <strong>informa, </strong>mas <strong>traduz </strong>complexidade.</p><p>E aqui, estamos falando de creators que entram em territ&#xF3;rios como medicina, ci&#xEA;ncia, direito, finan&#xE7;as, educa&#xE7;&#xE3;o, sa&#xFA;de, pol&#xED;tica p&#xFA;blica, comportamento, tecnologia e outros temas densos sem transformar tudo na pr&#xF3;xima <em>trend</em> a ser reproduzida.</p><p>E isso importa porque, hoje, relev&#xE2;ncia n&#xE3;o est&#xE1; s&#xF3; em quem chama aten&#xE7;&#xE3;o. Est&#xE1; tamb&#xE9;m em quem ajuda as pessoas a <strong>entender</strong> o mundo.<strong> </strong>Ser a ponte entre o dif&#xED;cil e o compreens&#xED;vel, entre o t&#xE9;cnico e o cotidiano, entre a teoria e a vida real e entre o &#x201C;eu sei&#x201D; e o &#x201C;deixa eu te mostrar&#x201D;.</p><p>Tem creator que faz isso pela via did&#xE1;tica, da linguagem pop, da analogia, do humor, do storytelling e at&#xE9; da pr&#xF3;pria rotina. Pode mudar o formato, o tom e o nicho, mas o que conecta todos eles &#xE9; uma habilidade de <strong>organizar </strong>o caos informacional para algu&#xE9;m conseguir entrar no assunto sem se sentir confuso, exclu&#xED;do ou intimidado.</p><p>Isso parece simples? Talvez. <strong>Mas acredite, n&#xE3;o &#xE9;.</strong> Porque falar sobre um tema complexo na internet exige pelo menos tr&#xEA;s coisas ao mesmo tempo: linguagem, conhecimento e responsabilidade. </p><p>Principalmente num contexto em que quase todo mundo est&#xE1; cansado de uma comunica&#xE7;&#xE3;o que ou simplifica demais ou complica sem necessidade.</p><p><strong>Explicar o mundo virou um ativo </strong></p><p>A verdade &#xE9; que nem sempre o valor est&#xE1; apenas em originar conhecimento. </p><p>Muitas vezes ele est&#xE1; em traduzir, contextualizar, filtrar e tornar acess&#xED;vel. S&#xF3; que &#xE9; justamente a&#xED; que a conversa come&#xE7;a a ficar mais delicada. </p><p>Porque alguns temas n&#xE3;o s&#xE3;o apenas &#x201C;assuntos&#x201D;, s&#xE3;o infraestrutura de entendimento, que influenciam consequ&#xEA;ncias. Ou seja, afetam decis&#xE3;o, mudam comportamento, fazem as pessoas aprenderem, tomarem decis&#xE3;o, comprarem, apostarem, investirem, interpretarem leis, enxergarem sintomas e repensarem carreira, a partir de creators. </p><p>O que significa que eles passaram a participar da cadeia de forma&#xE7;&#xE3;o de percep&#xE7;&#xE3;o. </p><p>&#xC9; por isso que medicina, ci&#xEA;ncia, direito, finan&#xE7;as, educa&#xE7;&#xE3;o e sa&#xFA;de colocam a creator economy diante de uma pergunta inc&#xF4;moda: quem pode falar, como pode falar e com qual responsabilidade? </p><p>Porque n&#xE3;o estamos falando s&#xF3; de influ&#xEA;ncia. Estamos falando de media&#xE7;&#xE3;o. De quem traduz, interpreta, simplifica, orienta e em alguns casos, de quem ocupa um lugar que antes era quase exclusivo de especialistas, institui&#xE7;&#xF5;es, ve&#xED;culos e profissionais formalmente reconhecidos.</p><h3 id="temas-que-pedem-mais-que-alcance">Temas que pedem mais que alcance </h3><p>Da s&#xE9;rie verdades dif&#xED;ceis de engolir: </p><p>1. Nem todo v&#xED;deo sobre sa&#xFA;de &#xE9; orienta&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dica;<br><br>2. Nem todo conte&#xFA;do sobre direito &#xE9; consultoria jur&#xED;dica;<br><br>3. Nem toda fala sobre finan&#xE7;as &#xE9; recomenda&#xE7;&#xE3;o formal de investimento;<br><br>4. Nem toda aula curta sobre ci&#xEA;ncia ou educa&#xE7;&#xE3;o vira exerc&#xED;cio profissional. </p><p>Mas a internet nem sempre respeita essas fronteiras, n&#xE3;o &#xE9; mesmo? Em alguns casos, o creator acha que est&#xE1; s&#xF3; contextualizando, o p&#xFA;blico entende como recomenda&#xE7;&#xE3;o, a marca l&#xEA; como oportunidade, a plataforma distribui como entretenimento. </p><p>E, no meio disso, um tema sens&#xED;vel passa a circular com a apar&#xEA;ncia de algo simples, resolvido, mastigado. </p><p>A&#xED; &#xE9; o verdadeiro caos instalado e salve-se quem puder. Qualquer identifica&#xE7;&#xE3;o, &#xE9; apenas mera coincid&#xEA;ncia, ok?</p><h3 id="o-mercado-amadureceu-e-a-r%C3%A9gua-subiu-junto">O mercado amadureceu e a r&#xE9;gua subiu junto </h3><p>A Creator Economy continua amadurecendo. E, com isso, cresce a necessidade de creators que fa&#xE7;am mais do que entreter ou amplificar desejo. Cresce a necessidade de creators que consigam organizar sentido. </p><p>Isso n&#xE3;o significa abandonar humor, leveza ou formatos nativos. Pelo contr&#xE1;rio. &#xC9; justamente a capacidade de usar as l&#xF3;gicas da internet a favor da compreens&#xE3;o. </p><p>Afinal, a internet n&#xE3;o precisa ficar menos interessante para ficar mais inteligente. Ela precisa ficar melhor traduzida.</p><p>Por esse motivo, os criadores de conte&#xFA;dos est&#xE3;o brilhando nas m&#xED;dias, ocupando cada vez mais esse espa&#xE7;o.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/nasa-JZz2UYtHo1s-unsplash.jpg" class="kg-image" alt="O melhor jeito do mundo" loading="lazy" width="2000" height="1333" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/05/nasa-JZz2UYtHo1s-unsplash.jpg 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/05/nasa-JZz2UYtHo1s-unsplash.jpg 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1600/2026/05/nasa-JZz2UYtHo1s-unsplash.jpg 1600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w2400/2026/05/nasa-JZz2UYtHo1s-unsplash.jpg 2400w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h3 id="existem-dois-tipos-de-pessoas-lendo-este-post-agora">Existem dois tipos de pessoas lendo este post agora:</h3><ol><li>J&#xE1; testou ChatGPT algumas vezes, achou interessante, fechou a aba e acha que &quot;t&#xE1; usando IA&quot;. <br></li><li>Separou um tempo na agenda (30 minutos por dia, todo dia) para realmente colocar a m&#xE3;o na massa. Testando, revisando, avaliando, revisando, montando fluxo e quebrando a cabe&#xE7;a. Vendo dar errado. Ajustando e repetindo.</li></ol><p>A diferen&#xE7;a entre essas duas pessoas, daqui a 18 meses, vai ser absurda. </p><p>E n&#xE3;o se trata de marketing. &#xC9; uma quest&#xE3;o de patrim&#xF4;nio. </p><h3 id="uma-hist%C3%B3ria-para-explicar-melhor">Uma hist&#xF3;ria para explicar melhor </h3><p>Imagine dois homens &#xA0;vendendo facas, de porta em porta, em 2003. </p><p>Um deles come&#xE7;a a &quot;brincar&quot; com rede de pesquisa do Google, &#xA0;30 minutos por noite. </p><p>Acha estranho, n&#xE3;o vende muito e quase desiste v&#xE1;rias vezes. Mas ele ent&#xE3;o larga as facas e mergulha de cabe&#xE7;a nesse &quot;neg&#xF3;cio de internet&quot;, que ningu&#xE9;m entende ainda. </p><p>Ele passa meses sem faturar direito. Vive da poupan&#xE7;a e come arroz com ovo. </p><p>Cinco anos depois, um deles construiu o pr&#xF3;ximo e-commerce milion&#xE1;rio. O outro continua batendo de porta em porta, em um mercado que encolhe a cada m&#xEA;s.</p><h3 id="essa-%C3%A9-uma-hist%C3%B3ria-real">Essa &#xE9; uma hist&#xF3;ria real. </h3><p>E a IA, hoje, &#xE9; &#xA0;a rede de pesquisa do Google de 2003. Com uma diferen&#xE7;a: a janela &#xE9; mais bem mais curta.</p><h3 id="o-que-ningu%C3%A9m-quer-ouvir">O que ningu&#xE9;m quer ouvir </h3><p>A maioria das pessoas testam IA uma vez, o resultado vem meia-boca, e elas desistem. </p><p>Os 1% que ficam, que tratam o agente como um funcion&#xE1;rio que precisa ser treinado, que voltam, ajustam o prompt, refinam a instru&#xE7;&#xE3;o, esses 1% v&#xE3;o construir neg&#xF3;cios que, h&#xE1; 3 anos, exigiam um time de 50 pessoas. </p><p>E o motivo &#xE9; ridiculamente simples.</p><p><strong>A IA hoje j&#xE1; &#xE9; capaz de fazer praticamente tudo que voc&#xEA; precisa. </strong><br><br>O modelo &#xE9; inteligente o suficiente. A capacidade est&#xE1; l&#xE1;. </p><p>O que falta n&#xE3;o &#xE9; tecnologia. </p><p>&#xC9; itera&#xE7;&#xE3;o. </p><p>Igual atleta que treina mesmo quando n&#xE3;o t&#xE1; afim.</p><p>Igual escritor que escreve uma p&#xE1;gina por dia, mesmo quando est&#xE1; ruim.<br><br>Igual quem aprendeu a fazer tr&#xE1;fego pago em 2014, quando todo mundo achava Facebook Ads era apenas uma coisa de &quot;an&#xFA;ncios chatos&quot;.<br><br>A regra &#xE9;: <strong>30 minutos</strong> por dia. 60 dias. Sem pular.<br><br>Voc&#xEA; vai sair desses 60 dias totalmente diferente. </p><h3 id="uma-mudan%C3%A7a-de-perspectiva">Uma mudan&#xE7;a de perspectiva</h3><p>Muita gente est&#xE1; olhando pra IA e perguntando: &quot;quanto custa?&quot;<br><br>US$ 20 por m&#xEA;s de ChatGPT. </p><p>US$ 200 do plano caro. </p><p>Token disso, daquilo.<br><br>Essa &#xE9; a pergunta errada.<br><br>A pergunta certa &#xE9;: quanto custaria um humano fazer isso?<br><br>Porque a gente foi condicionado a pensar em software como assinatura barata. Netflix por R$ 30,00. Spotify por R$ 20,00.<br><br>A&#xED; chega uma fatura de IA de US$ 150 no m&#xEA;s e a pessoa <a href="https://www.youtube.com/watch?v=JV2yGgTYVzk">surta</a>.<br><br>Pense diferente. Aquele documento que levaria 8 horas para um profissional s&#xEA;nior. Aquela pesquisa de concorr&#xEA;ncia que travaria a semana de algu&#xE9;m.<br><br>Tudo isso, hoje, custa menos do que voc&#xEA; gasta com almo&#xE7;o numa semana boa.<br><br>O pre&#xE7;o n&#xE3;o &#xE9; caro. O que &#xE9; caro &#xE9; n&#xE3;o fazer.<br><br>Eu espero, de verdade, que eu te incentive a tirar do papel o seu pr&#xF3;ximo projeto.<br><br>N&#xE3;o precisa ser gigantesco.</p><p>N&#xE3;o precisa ser perfeito. </p><p>Comece, apenas.</p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/MMuaaXPS1MM?start=314&amp;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="A conta da IA chegou"></iframe></figure><p><strong>P.S. </strong>O melhor jeito n&#xE3;o &#xE9; o mais sofisticado. Nem o prompt mais elaborado. Muito menos a ferramenta mais cara. Todo dia: 30 minutos. A teoria na pr&#xE1;tica &#xE9; outra. Topa o desafio? Bora!</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Contraste exótico do constrangimento]]></title><description><![CDATA[Enquanto você tenta ter a ideia mais genial do mundo, e não posta nada até achar que de fato encontrou, tem gente encarando a criação de conteúdo de forma documental, trazendo mais autenticidade pra coisa toda. Fora da bolha.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/pano-de-fundo/</link><guid isPermaLink="false">69f5e9f4530988558f54af98</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[Criatividade]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Sat, 02 May 2026 13:53:57 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/surf-sp.webp" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/surf-sp.webp" alt="Contraste ex&#xF3;tico do constrangimento"><p>Voc&#xEA; tem algum ritual logo que acorda? Tipo pensar em alguma coisa pra sair da cama e encarar o dia, ou algum mantra pra n&#xE3;o se estressar com bobagens cotidianas?</p><p>Talvez seja a hora de, sempre que a gente for postar alguma coisa nas redes - e a gente faz isso toda hora, nos perguntarmos: &#x201C;eu t&#xF4; postando pra mim, ou para os outros?&#x201D;</p><p>A reflex&#xE3;o de hoje questiona se as pessoas j&#xE1; n&#xE3;o chegaram ao ponto de organizar uma viagem inteira em torno de tirar a foto perfeita, ao inv&#xE9;s de simplesmente viver e voltar com um registro simples na bagagem. Mas a sensa&#xE7;&#xE3;o &#xE9; de que, se n&#xE3;o posta&#x2026; voc&#xEA; nem viveu aquilo. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/sao-paulo-surf-club.jpg" class="kg-image" alt="Contraste ex&#xF3;tico do constrangimento" loading="lazy" width="820" height="430" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/05/sao-paulo-surf-club.jpg 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/sao-paulo-surf-club.jpg 820w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="a-busca-pela-%E2%80%98foto-perfeita%E2%80%99-t%C3%A1-acabando-com-o-turismo">A busca pela &#x2018;foto perfeita&#x2019; t&#xE1; acabando com o turismo? </h2><p><em>Ao inv&#xE9;s de viver a experi&#xEA;ncia, as pessoas est&#xE3;o mais preocupadas em garantir um registro pra internet</em></p><p>&#x201C;Se n&#xE3;o posta, n&#xE3;o cresce&#x201D;. Esse &#xE9; um bord&#xE3;o usado por pessoas que frequentam academias e brincam com o fato de que, se voc&#xEA; fizer um treino e n&#xE3;o postar uma foto mostrando que voc&#xEA; treinou, o exerc&#xED;cio n&#xE3;o vai fazer efeito no seu corpo. Ser&#xE1; que essa m&#xE1;xima tamb&#xE9;m serve pro turismo? </p><p>A revistaNew Yorker produziu um mini <a href="https://www.youtube.com/watch?v=FlK4JKFPf7U">doc</a> explorando como os turistas lidam com as visita&#xE7;&#xF5;es a alguns pontos famosos. O glamour das fotos postadas quase nunca refletem a experi&#xEA;ncia naquele momento, o que implica aceitarmos que a internet &#xE9; sim uma realidade paralela: ao mesmo tempo que voc&#xEA; viveu aquela cena captada numa foto, ou v&#xED;deo, ela n&#xE3;o aconteceu exatamente daquele jeito. N&#xE3;o passa de um fragmento do que &#xE9; real de verdade. </p><p>Numa das primeiras cenas do mini doc, a gente ouve ao fundo um di&#xE1;logo em que uma pessoa reclama da neblina num penhasco, no momento em que est&#xE1; tirando uma foto, no que a outra responde que &#x201C;a gente pode consertar no computador&#x201D;. &#xC9; claro que vale mais a pena visitar um cart&#xE3;o postal tipo o Cristo Redentor num dia ensolarado, mas se voc&#xEA; deu azar no dia, faz sentido alterar a realidade pra n&#xE3;o perder o close? E, indo mais longe, n&#xE3;o seria melhor ent&#xE3;o nem ir e gastar o dinheiro, mas inserir uma foto sua l&#xE1; sem sair de casa, recurso que qualquer IA gratuita faz em segundos?</p><p>Todo mundo que viaja j&#xE1; viveu esse momento de fazer caras e bocas pra uma foto em algum ponto tur&#xED;stico. Mas assistir o doc, que s&#xE3;o v&#xE1;rias cenas captadas de pessoas fazendo xaropices - de novo, igual todo mundo faz, d&#xE1; um pinguinho de vergonha alheia. Numa compara&#xE7;&#xE3;o boba, seria meio que a mesma coisa de algu&#xE9;m fazer um mini doc de pessoas interagindo com seus pets naquela voz <em>&apos;iti malia&apos;</em> de nen&#xE9;m, que s&#xF3; faz sentido naquele contexto ali com seu bichinho. </p><p>E, se todo mundo passa essa vergonha cedo ou tarde, a quest&#xE3;o n&#xE3;o &#xE9; estar sendo observado na produ&#xE7;&#xE3;o da foto perfeita, mas se a gente quer essa foto perfeita pra eternizar aquele momento; ou se a gente pouco se importa com a viv&#xEA;ncia, porque agora o lance &#xE9; escolher a viagem que possa proporcionar essa foto perfeita. Fez sentido? </p><h3 id="o-que-%C3%A9-causa-e-o-que-%C3%A9-consequ%C3%AAncia">O que &#xE9; causa e o que &#xE9; consequ&#xEA;ncia? </h3><p>A Rua Pires de Almeida fica ligeiramente escondida a poucos minutos da entrada do bondinho que sobe para o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. A arquitetura dos pr&#xE9;dios da rua &#xE9; uma gra&#xE7;a e, ao fundo, o Cristo aparece de bra&#xE7;os abertos. Pouca gente a conheceria normalmente, mas, gra&#xE7;as &#xE0;s dicas de tiktokers, ela virou um point pra uma &#x201C;foto perfeita&#x201D; e muitos turistas passaram a procur&#xE1;-la. Ou seja: n&#xE3;o &#xE9; que a galera passa por essa rua, que &#xE9; residencial, e se depara com um cen&#xE1;rio maneiro. S&#xF3; entra ali quem mora em um dos pr&#xE9;dios, ou quer essa foto. </p><p>Mas, quando a foto perfeita &#xE9; tirada nesse lugar, e publicada, ela comp&#xF5;e o imagin&#xE1;rio pra quem t&#xE1; vendo nas redes de que essa pessoa viveu pra caramba essa viagem. &#x201C;Olha como ela t&#xE1; l&#xE1;, vivona e vivendo, explorando lugares diferentes e encontrando essas paisagens incr&#xED;veis. Nossa, que inveja&#x201D;, voc&#xEA; pode pensar. Sendo que, na real, ela s&#xF3; entrou naquela rua pra dar o close. </p><h2 id="a-gente-sempre-fala-bastante-desse-ponto-sobre-a-influ%C3%AAncia-ser-consequ%C3%AAncia-de-algo-n%C3%A3o-a-causa">A gente sempre fala bastante desse ponto, sobre a influ&#xEA;ncia ser consequ&#xEA;ncia de algo, n&#xE3;o a causa.</h2><p><br>Muitas pessoas entram na internet com o sonho de se tornarem <em>influencers, </em>mas esquecem que precisam formar opini&#xE3;o, produzir um conte&#xFA;do aut&#xEA;ntico e original e se conectarem com a audi&#xEA;ncia pra, a&#xED; sim, influenciar algu&#xE9;m. <br><br>O termo <em>influenciador </em>foi totalmente banalizado nesse sentido. Por isso essa rua serve como uma boa analogia: ela s&#xF3; serve como experi&#xEA;ncia se fornecer a foto perfeita. Do contr&#xE1;rio, &#xE9; apenas mais uma rua.</p><p>O fil&#xF3;sofo Fillipe Trizotto comentou em um <a href="https://x.com/filosofocolina/status/2046336368285303272">tweet</a> que mostrava uma fila gigante de turistas que aguardavam a vez pra dar uma entrada no Real Gabinete Portugu&#xEA;s de Leitura, tamb&#xE9;m no Rio, que tem um cen&#xE1;rio meio Hogwarts por dentro. </p><p>Fillipe explica que, hoje, o local funciona para turistas s&#xF3; como um ponto de visita&#xE7;&#xE3;o, que vale muito a pena ser conhecido se n&#xE3;o tiver uma fila quilom&#xE9;trica como ped&#xE1;gio. Movimento esse que &#xE9; inevit&#xE1;vel em cidades que exploram cada vez mais a ind&#xFA;stria do turismo. </p><p>A s&#xE9;rie de exemplos cariocas aqui tem uma justificativa: s&#xF3; nos 9 primeiros meses de 2025, o Brasil registrou mais de 7 milh&#xF5;es de turistas estrangeiros, um <a href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2025/10/07/rj-tem-alta-de-turistas-estrangeiros.ghtml">recorde</a> hist&#xF3;rico, sendo que 1 a cada 5 visitaram o Estado do Rio de Janeiro. </p><p>Isso impacta positivamente a economia, a renda de quem trabalha com turismo (seja formal ou informalmente) e exp&#xF5;e o nosso pa&#xED;s pro mundo. Por outro lado, pode atrapalhar a vida de quem &#xE9; cidad&#xE3;o desse tipo de cidade e sofre com turistas sem no&#xE7;&#xE3;o, que pensam que tudo e todos est&#xE3;o ali para servi-los. </p><p>Viralizou no Rio o formato de v&#xED;deo em que voc&#xEA; aparece numa laje no meio da favela da Rocinha, senta numa cadeira e um drone te filma de pertinho at&#xE9; ganhar uma dist&#xE2;ncia e <a href="https://g1.globo.com/turismo-e-viagem/noticia/2026/03/11/videos-de-turistas-em-lajes-da-rocinha-viralizam-e-geram-debate-sobre-romantizacao-da-pobreza.ghtml">revelar</a> a maior favela do pa&#xED;s, com voc&#xEA; ali no centro. </p><p>Para conseguir seu close perfeito, voc&#xEA; precisa esperar numa fila que pode chegar a 2 horas e desembolsar cerca de R$ 150. Por um lado, esse tipo de turismo deu perspectiva de renda pro dono da laje, pro guia que sobe com o turista at&#xE9; l&#xE1; e pra quem faz a capta&#xE7;&#xE3;o do v&#xED;deo. Por outro, o turista acaba explorando de um jeito negativo o contexto social e muitos ignoram a experi&#xEA;ncia em si, o interc&#xE2;mbio cultural que s&#xF3; a visita a proporciona, em troca de apenas uma &#x201C;foto perfeita&#x201D;. </p><blockquote>&#x201C;Eu reconhe&#xE7;o que h&#xE1; moradores enxergando nisso uma fonte leg&#xED;tima de renda. O problema &#xE9; quando a favela deixa de ser um bairro vivo, complexo e atravessado por desigualdades estruturais para virar apenas contraste ex&#xF3;tico ou pano de fundo para conte&#xFA;do impactante.&quot; </blockquote><p>Lamenta Cecilia Oliveira, diretora-executiva do Instituto Fogo Cruzado, que <a href="https://fogocruzado.org.br">monitora</a> a viol&#xEA;ncia armada em comunidades de baixa renda no Rio de Janeiro.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/Screen-Shot-2026-05-02-at-09.58.22.png" class="kg-image" alt="Contraste ex&#xF3;tico do constrangimento" loading="lazy" width="988" height="467" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/05/Screen-Shot-2026-05-02-at-09.58.22.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/05/Screen-Shot-2026-05-02-at-09.58.22.png 988w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p>Um coment&#xE1;rio no <a href="https://www.instagram.com/p/DVgk-Ugj6_m">post</a> que divulga o mini doc da New Yorker questiona: &quot;estamos escalando a montanha pra ver o mundo, ou pra que o mundo nos veja?&quot;.</p><h3 id="black-mirror-%C3%A0s-vezes-parece-document%C3%A1rio">Black Mirror &#xE0;s vezes parece document&#xE1;rio. </h3><p>Segundo a Fundaci&#xF3;n iO, que desenvolve projetos em sa&#xFA;de especialmente no campo de doen&#xE7;as infecciosas e da medicina do viajante, a busca por uma selfie em locais arriscados j&#xE1; casou a morte de mais de 500 pessoas desde 2008, conta o <a href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/2024/06/07/selfies-mortais-relembre-casos-em-que-fotos-resultaram-em-acidentes-fatais.ghtml">portal g1</a>. </p><p>O texto relembra uma s&#xE9;rie de turistas que perderam a vida ao arriscar demais pra conseguir a tal foto perfeita. E n&#xE3;o d&#xE1; pra ignorar o contexto de que esses registros n&#xE3;o s&#xE3;o pra serem guardados, ou mostrados pra fam&#xED;lia e amigos. </p><h2 id="s%C3%A3o-feitos-pra-internet-porque-pra-muita-gente-a-experi%C3%AAncia-mostrada-valida-o-que-foi-vivido-na-realidade-se-n%C3%A3o-postou-n%C3%A3o-aconteceu-lembra">S&#xE3;o feitos pra internet, porque, pra muita gente, a experi&#xEA;ncia mostrada valida o que foi vivido na realidade. Se n&#xE3;o postou, n&#xE3;o aconteceu. Lembra? </h2><p><br>Antes das redes sociais serem como hoje, parece at&#xE9; que as pessoas tinham menos vergonha pra tirar uma foto, porque elas n&#xE3;o tinham a preocupa&#xE7;&#xE3;o de quem ia ver aqueles registros. Eram para serem reveladas e colocadas num &#xE1;lbum que, consequentemente, s&#xF3; as pessoas mais pr&#xF3;ximas teriam acesso, ou ent&#xE3;o pra ficarem na mem&#xF3;ria do computador. </p><p>Ainda que voc&#xEA; postasse num Orkut da vida, ou nos prim&#xF3;rdios do Facebook, seus amigos que iam interagir eram realmente amigos na vida real. </p><p>Ent&#xE3;o d&#xE1; pra dizer que antigamente, mas ainda neste s&#xE9;culo, as pessoas turistavam para apreciar a vista, mas garantiam uma foto pra relembrar aquele momento - e que bom que o faziam! </p><p>Mas a foto era consequ&#xEA;ncia de ter pensado na viagem, programado o passeio, vivido a experi&#xEA;ncia e, por sorte, ter uma c&#xE2;mera &#xE0; disposi&#xE7;&#xE3;o. Hoje, parece que todo esse processo gostoso de viajar gira em torno da foto perfeita. Como se ela fosse a causa pra voc&#xEA; estar ali, n&#xE3;o a consequ&#xEA;ncia do que foi vivido na pr&#xE1;tica. </p><h2 id="posto-logo-existo">Posto, logo existo.</h2><p>Vale se questionar: eu t&#xF4; postando pra mim ou para os outros? E aproveitando o gancho desse tema, d&#xE1; at&#xE9; pra gente ir um pouco mais al&#xE9;m: t&#xF4; vivendo o que eu quero, ou o que os outros v&#xE3;o achar legal que eu vivi? </p><p>Milh&#xF5;es de pessoas tentam copiar esse estilo de vida, pra tentar sentir o gostinho dos fragmentos de realidade que os influenciadores postam.</p><p>Mas, se voc&#xEA; est&#xE1; tentando criar conte&#xFA;do para as redes a todo momento e a qualquer custo, pare com isso agora mesmo. </p><p>Quando os primeiros YouTubers surgiram, assim como a turma dos blogs, a ideia na internet era compartilhar viv&#xEA;ncias e se conectar com outras pessoas. </p><p>Os primeiros tweets eram pra falar como a gente tava se sentindo, assim como as postagens no Facebook. Hoje, at&#xE9; os stories, que somem depois de 24 horas, s&#xE3;o milimetricamente calculados pra entregar alguma coisa - pelo menos na cabe&#xE7;a de quem t&#xE1; fazendo. </p><p>Isso tem tudo a ver com o que a gente falou hoje: documentando a sua jornada, voc&#xEA; influencia como consequ&#xEA;ncia. N&#xE3;o &#xE9; pra dizer o que as pessoas devem fazer, mas pra dividir a experi&#xEA;ncia do que voc&#xEA; fez - e pode ter certeza que, quem te curtir, vai ser influenciado por voc&#xEA;.</p><p>&#xC9; na verdade voltar ao motivo inicial do porque, afinal, n&#xF3;s estamos na internet: conectar e compartilhar. Nem tudo que &#xE9; postado reflete a realidade, ao contr&#xE1;rio, est&#xE1; muito longe disso.</p><p>J&#xE1; postou uma foto hoje? =)</p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/9wed8lizXJM?start=2&amp;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="Can You Play [DJ SET]"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #53 da YOUPIX. Para aprofundar, corre pro <a href="https://www.instagram.com/instayoupix">@instayoupix</a> e receba, em primeira m&#xE3;o, o olhar do time da YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Dedo na ferida]]></title><description><![CDATA[Criadores de conteúdo influenciam não só o que a gente compra, mas também a nossa forma de agir e pensar. Ainda assim, tem uma galera que insiste em subestimar a importância e tratar como algo secundário, sem levar isso em conta.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/interessante/</link><guid isPermaLink="false">69ea61d8530988558f54ad9b</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[carreira]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[Criatividade]]></category><category><![CDATA[cultura]]></category><category><![CDATA[trabalho]]></category><category><![CDATA[Estratégia]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Sat, 25 Apr 2026 13:58:21 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/os-gemeos-segredos.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/os-gemeos-segredos.jpg" alt="Dedo na ferida"><p>O text&#xE3;o de hoje quer trocar uma ideia com os profissionais das mais diferentes &#xE1;reas. Por que parece que, de repente, todo mundo precisa ter um perfil nas redes pra ter sucesso na sua profiss&#xE3;o - mesmo que ela n&#xE3;o tenha nada a ver com o universo digital?</p><p>Estamos aqui mais uma vez pra te mostrar que voc&#xEA; n&#xE3;o precisa cair no efeito manada, principalmente sem ter uma estrat&#xE9;gia bem definida. Mas que t&#xE1; tudo bem criar um Instagram, Tik Tok ou qualquer outro perfil, porque ele pode expandir o seu mercado com um potencial gigantesco.</p><p>Talvez podemos concordar em um ponto, que o mais importante, antes de tudo, &#xE9; ter estrat&#xE9;gia e autenticidade, independente do que voc&#xEA; faz? Ou, pelo menos deveria ser assim. Por&#xE9;m, bom lembrar que a teoria na pr&#xE1;tica &#xE9; outra.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/os-gemeos-1.png" class="kg-image" alt="Dedo na ferida" loading="lazy" width="1200" height="630" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/04/os-gemeos-1.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/04/os-gemeos-1.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/os-gemeos-1.png 1200w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="todo-profissional-precisa-ter-um-instagram">Todo profissional precisa ter um Instagram? </h2><p><em>O marketing profissional sempre existiu. N&#xE3;o &#xE9; porque vivemos na era das redes que voc&#xEA; precisa de um @</em></p><p>O marketeiro Jo&#xE3;o Pedro Motta gravou um v&#xED;deo falando sobre a &quot;obriga&#xE7;&#xE3;o&quot;, que muitos profissionais pensam que t&#xEA;m, de <a href="https://www.instagram.com/p/DF58tcJpg5_">abrir</a> um perfil no Instagram. A gente j&#xE1; trouxe esse assunto por aqui em outras oportunidades, porque &#xE0; medida que a forma como usamos as redes mudou, a gente sentiu a necessidade de mudar o nosso comportamento tamb&#xE9;m - ainda que n&#xE3;o seja uma consequ&#xEA;ncia natural.</p><p>&#xC9; dif&#xED;cil tra&#xE7;ar o momento exato, mas principalmente para os profissionais que n&#xE3;o dependem do presencial, criar um perfil digital foi a sa&#xED;da pra sobreviver na pandemia. Se o seu restaurante, caf&#xE9; ou loja de doces fechou durante a pandemia, voc&#xEA; podia fazer a divulga&#xE7;&#xE3;o online e entregar direto na casa do cliente. Se sua loja de roupas n&#xE3;o podia mais receber o p&#xFA;blico, voc&#xEA; postava as pe&#xE7;as e mandava entregar. De repente, o que parecia uma limita&#xE7;&#xE3;o, pra alguns profissionais, se tornou uma oportunidade de mercado: pelo correio, eu posso mandar essa brusinha pra qualquer lugar do Brasil. </p><h3 id="criar-conte%C3%BAdo-te-deu-a-oportunidade-de-falar-com-pessoas-que-levariam-d%C3%A9cadas-pra-te-conhecer-no-mercado-tradicional-explica-o-jo%C3%A3o-motta">&quot;Criar conte&#xFA;do te deu a oportunidade de falar com pessoas que levariam d&#xE9;cadas pra te conhecer no mercado tradicional&quot;, explica o Jo&#xE3;o Motta.</h3><p><br>Acontece que influ&#xEA;ncia &#xE9; consequ&#xEA;ncia, n&#xE3;o o ponto de partida. Ser influente &#xE9; um m&#xE9;rito conquistado por meio de autoridade e credibilidade constru&#xED;das ao longo do tempo. </p><p>Para conquistar essa posi&#xE7;&#xE3;o, &#xE9; necess&#xE1;rio fornecer conte&#xFA;do aut&#xEA;ntico e consistente, demonstrando conhecimento e comprometimento com uma audi&#xEA;ncia espec&#xED;fica. A YOUPIX publicou um artigo, l&#xE1; em 2023 - que segue <a href="https://youpix.com.br/medico-arquiteto-e-professor-todo-mundo-virou-influenciador">atual</a> ainda. </p><p>Por isso, n&#xE3;o basta pensar que criar o @ e jogar 1 post no feed + 3 stories (pra n&#xE3;o perder a oportunidade de cutucar rs) vai resolver a vida e pavimentar uma carreira de, al&#xE9;m da profiss&#xE3;o escolhida, tamb&#xE9;m de creator. Vamos pegar como exemplo os profissionais da psicologia. Quantos @s voc&#xEA; n&#xE3;o conhece que s&#xE3;o &#x201C;psi + o nome da pessoa&#x201D;? O @, por si s&#xF3;, n&#xE3;o se sustenta como um diferencial. </p><p>O profissional vai precisar criar conte&#xFA;dos que mostrem o porqu&#xEA; ele &#xE9; o perfil que voc&#xEA; deveria escolher como terapeuta. E isso significa que o conte&#xFA;do precisa ser aut&#xEA;ntico e contar a hist&#xF3;ria desse profissional, ao inv&#xE9;s de simplesmente replicar carross&#xE9;is com termos t&#xE9;cnicos e pensamentos de Freud que n&#xF3;s, meros mortais, mal conseguimos prestar aten&#xE7;&#xE3;o - quem dir&#xE1; compreender. Quem dir&#xE1; curtir. Quem dir&#xE1; compartilhar. E a&#xED; todo o trabalho se foi em v&#xE3;o. Fora que fica todo mundo com a mesma carinha de perfil. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/image-8.png" class="kg-image" alt="Dedo na ferida" loading="lazy" width="1265" height="760" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/04/image-8.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/04/image-8.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/image-8.png 1265w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="se-todo-mundo-%C3%A9-influenciador-quem-influencia-de-verdade">Se todo mundo &#xE9; influenciador, quem influencia de verdade? </h2><p><br>Essa pergunta foi feita no final do artigo citado acima anteriormente, mas vale um desenvolvimento maior. Na &#xE9;poca, refor&#xE7;amos que &#x201C;a influ&#xEA;ncia &#xE9; a constru&#xE7;&#xE3;o s&#xF3;lida de confian&#xE7;a e autenticidade, uma busca cont&#xED;nua para fornecer valor genu&#xED;no a uma comunidade fiel. Portanto, se todo mundo virou influenciador, a verdadeira diferen&#xE7;a est&#xE1; na maneira como abordamos essa influ&#xEA;ncia, mantendo nossa integridade e prop&#xF3;sito.&#x201D;</p><p>E esse pensamento dialoga diretamente com o que as maiores cabe&#xE7;as da Creator Economy pensam: no SXSW deste ano, ouvimos muito sobre como a gente n&#xE3;o deve se deixar paralisar pelo medo da intelig&#xEA;ncia artificial, porque apesar de n&#xE3;o conseguirmos venc&#xEA;-la em volume de produ&#xE7;&#xE3;o, ela n&#xE3;o &#xE9; capaz de criar um conte&#xFA;do com a autenticidade que s&#xF3; um ser humano tem. Nossa criatividade depende de emo&#xE7;&#xF5;es, do &#xF3;cio, de aprender e acumular repert&#xF3;rio, de conversar com outras pessoas, dividir experi&#xEA;ncias e de&#x2026; errar. &#xC0;s vezes &#xE9; numa c@gada que a gente faz um v&#xED;deo que pega o hype e viraliza, ou cria um projeto de sucesso. </p><p>O mesmo vale pra profissionais que, al&#xE9;m de estudarem pra caramba, se prepararem ao longo da vida com especializa&#xE7;&#xF5;es e cursos, agora sentem que precisam ter um perfil no Instagram, sen&#xE3;o v&#xE3;o morrer de fome. Se a quest&#xE3;o fosse s&#xF3; ter um @, como um cart&#xE3;o de visitas, tava moleza. S&#xF3; que abrir um perfil nas redes &#xE9; tipo um Tamagotchi - um bichinho virtual ic&#xF4;nico que exige cuidados constantes, voc&#xEA; precisa alimentar, nutrir e cuidar pra que ele possa crescer. </p><p>Tem que ser pelo menos uma plantinha que voc&#xEA; rega uma vez por semana. Voc&#xEA; precisa se preocupar se tem tempo de produzir conte&#xFA;do, ou se tem verba pra pagar uma empresa que v&#xE1; fazer isso pra voc&#xEA;. Mas a primeira pergunta <strong>precisa ser</strong>: ter um perfil faz sentido dentro da minha estrat&#xE9;gia profissional?</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/image-9.png" class="kg-image" alt="Dedo na ferida" loading="lazy" width="2000" height="1333" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/04/image-9.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/04/image-9.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1600/2026/04/image-9.png 1600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/image-9.png 2048w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p>At&#xE9; porque, se voc&#xEA; &#xE9; novo nesse neg&#xF3;cio de Creator Economy, vale j&#xE1; saber que, sem estrat&#xE9;gia, a gente n&#xE3;o vai a lugar algum nesse mercado. N&#xE3;o que seja imposs&#xED;vel entrar no susto, t&#xE1;? Tem um mont&#xE3;o de creator que cai de p&#xE1;ra-quedas nessa vida de influ&#xEA;ncia porque fez um v&#xED;deo despretensioso e viralizou. Mas, se teve alcance, tinha autenticidade ali. Sozinha, essa qualidade n&#xE3;o sustenta uma carreira digital. Precisa tamb&#xE9;m ter estrat&#xE9;gia.</p><h2 id="o-que-te-trouxe-at%C3%A9-aqui-n%C3%A3o-garante-o-daqui-pra-frente-a-partir-de-agora">O que te trouxe at&#xE9; aqui n&#xE3;o garante o daqui pra frente, a partir de agora. <br></h2><p>Antes das redes sociais - e a&#xED; a gente n&#xE3;o t&#xE1; nem falando de antigamente anos 90, mas papo de uma d&#xE9;cada atr&#xE1;s. A tal trend 2016 x 2026. At&#xE9; essa &#xE9;poca, a esmagadora maioria dos profissionais trabalhava normalmente sem depender de um perfil numa rede social. Eles formavam sua base de clientes, o boca a boca era imprescind&#xED;vel e j&#xE1; usavam diferentes vertentes do marketing pra expandir a aten&#xE7;&#xE3;o sobre seus neg&#xF3;cios. N&#xE3;o &#xE9; uma novidade que surgiu com as redes, apesar de, no imagin&#xE1;rio popular, parecer que sim. </p><p>Sequer o marketing de influ&#xEA;ncia surgiu agora: h&#xE1; quem aponte que este segmento, totalmente transformado pelas redes sociais no p&#xF3;s-pandemia, surgiu no final do s&#xE9;culo XIX com a marca at&#xE9; ent&#xE3;o conhecida como Aunt Jemima. A empresa produzia alimentos para o caf&#xE9; da manh&#xE3; e usou a figura de Nancy Green, uma ex-escravizada, pra dar vida ao estere&#xF3;tipo das mulheres negras mais velhas e bastante maternais - aqui no Brasil, &#xE9; mais ou menos a Tia Nast&#xE1;cia, do S&#xED;tio do Pica-Pau Amarelo. Importante destacar que a marca <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/quaker-oats-substitui-marca-aunt-jemima-apos-acusacoes-de-racismo/">mudou</a> seu nome em 2020, pra n&#xE3;o reproduzir estere&#xF3;tipos racistas. </p><p>S&#xF3; que esse marketing de influ&#xEA;ncia de s&#xE9;culos atr&#xE1;s &#xE9; bem diferente do que a gente v&#xEA; hoje na Creator Economy, falando sobre creators serem pontes entre a marca e novos p&#xFA;blicos, porque o consumo de conte&#xFA;do n&#xE3;o &#xE9; mais mainstream via televis&#xE3;o, mas sim, fragmentado nos mais diferentes canais e formatos.</p><p>Isso tudo pra dizer que nenhum profissional <strong>precisa</strong> de um perfil nas redes pra ter sucesso no seu neg&#xF3;cio. Ali&#xE1;s, a dica #01 &#xE9; que &#xE9; melhor n&#xE3;o ter, do que ter de qualquer jeito. Do mesmo jeito que um perfil com milhares de seguidores e bem estruturado passa uma confian&#xE7;a no consumidor, um perfil mal cuidado denuncia a m&#xE1; organiza&#xE7;&#xE3;o. Fora que tem gente que deixa de focar em melhorar o pr&#xF3;prio trabalho pra pensar em viralizar. </p><p><strong>Moral da hist&#xF3;ria:</strong> ter um perfil profissional n&#xE3;o &#xE9; garantia de sucesso na carreira, mas pode expandir seu mercado - principalmente se o que voc&#xEA; oferece n&#xE3;o se restringe a um lugar espec&#xED;fico. Mas &#xE9; sempre melhor fazer o &#x201C;arroz com feij&#xE3;o&#x201D; do que tentar cozinhar um prato super chique, mal sabendo pronunciar o nome. Concorda por esse lado?</p><h3 id="tem-muita-gente-que-ainda-subestima-o-impacto-da-creator-economy-na-vida-de-todo-mundo-e-n%C3%A3o-%C3%A9-por-falta-de-provas">Tem muita gente que ainda subestima o impacto da Creator Economy na vida de todo mundo, e n&#xE3;o &#xE9; por falta de provas.</h3><p><br>Creators influenciam n&#xE3;o s&#xF3; o que a gente compra, mas tamb&#xE9;m o que a gente consome, como se informa e at&#xE9; como se posiciona. Cultura, comportamento, linguagem&#x2026; muita coisa j&#xE1; nasce ou ganha for&#xE7;a dentro desse ecossistema.<br><br>Hoje, 56% das pessoas usam as redes sociais como principal ferramenta de pesquisa de compra. E o impacto aparece direto no bolso: campanhas de influ&#xEA;ncia geram, em m&#xE9;dia, US$ 5,78 de retorno pra cada d&#xF3;lar investido. N&#xE9; brinquedo n&#xE3;o!<br><br>Mas ainda assim, tem uma galera que insiste em subestimar a import&#xE2;ncia dos creators ou tratar como algo secund&#xE1;rio na estrat&#xE9;gia de marketing.<br><br>Esses dias, o Cyrus Veyssi escreveu uma coluna incr&#xED;vel pra Time Magazine falando sobre tudo isso. Vale a pena <a href="https://time.com/article/2026/03/09/in-defense-of-influencers/">conferir</a>! </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/xWQ_IsuGvOk?start=4&amp;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="Deep End [DJ SET]"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #52, para aprofundar os assuntos, corre pro <a href="https://www.instagram.com/p/DXKCu5pAotl/">@instayoupix</a> e receba, em primeira m&#xE3;o, o olhar de todo time YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Segunda tela]]></title><description><![CDATA[Se você quer entender melhor como entrar na disputa por atenção que vai acontecer em toda a internet durante a Copa, uma reflexão pode cair como uma luva, um norte fundamental.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/second-screen/</link><guid isPermaLink="false">69eae0df530988558f54ada0</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[Criatividade]]></category><category><![CDATA[cultura]]></category><category><![CDATA[Futebol]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Fri, 24 Apr 2026 04:18:07 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/dinheiro.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/dinheiro.jpg" alt="Segunda tela"><p>Viralizou uma entrevista do ator e roteirista Matt Damon, no in&#xED;cio deste ano, dizendo que a Netflix <a href="https://www.omelete.com.br/filmes/netflix-pede-roteiros-expositivos-para-usuarios-distraidos-matt-damon">pede</a> roteiros que pensem no usu&#xE1;rio distra&#xED;do que estiver assistindo. Ao podcast de Joe Rogan, ele contou: </p><p><em>&quot;A forma como n&#xF3;s aprendemos a fazer filmes de a&#xE7;&#xE3;o &#xE9; ter tr&#xEA;s atos bem divididos, com acontecimentos que v&#xE3;o escalonando e um grande cl&#xED;max explosivo no final, que &#xE9; para onde vai a maior parte do dinheiro&quot;</em></p><blockquote><em>&quot;Agora, eles </em><strong><em>pedem que exista algo grande nos primeiros cinco minutos, </em></strong><em>para prender a audi&#xEA;ncia.&quot; </em></blockquote><p><em>&quot;E eles tamb&#xE9;m pedem que, se poss&#xED;vel, a gente possa </em><strong><em>refor&#xE7;ar umas tr&#xEA;s ou quatro vezes no di&#xE1;logo </em></strong><em>o que est&#xE1; acontecendo, porque as pessoas est&#xE3;o assistindo ao filme enquanto est&#xE3;o em seus celulares.&quot; </em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AVEZBy1uAk8">Relatou</a> o ator. </p><p>E mesmo sendo parte desse movimento <strong>empobrecedor de roteiros, </strong>n&#xE3;o &#xE9; que muita gente ficou surpresa? Isso porque a gente consegue reconhecer facilmente o comportamento de segunda tela em outras pessoas, mas raramente a gente assume que faz igual - ainda que s&#xF3; de vez em quando. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/image-4.png" class="kg-image" alt="Segunda tela" loading="lazy" width="800" height="533" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/04/image-4.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/image-4.png 800w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h3 id="no-futebol-isso-j%C3%A1-era-realidade">No futebol isso j&#xE1; era realidade.</h3><p>O jornalista brit&#xE2;nico Tim Vickery, que cobre o futebol brasileiro h&#xE1; 3 d&#xE9;cadas, uma vez comentou durante o programa Reda&#xE7;&#xE3;o Sportv que <strong>sintonizou </strong>em dois jogos ao mesmo tempo. A ideia era tomar notas para os seus coment&#xE1;rios no programa do dia seguinte, mas ele acabou n&#xE3;o <strong>prestando aten&#xE7;&#xE3;o direito </strong>em nenhuma das partidas.</p><p>No exemplo do Tim, a sua segunda tela era o pr&#xF3;prio futebol, mas desde que o autor da News se entende por gente, era comum assistir aos jogos comentando no Twitter simultaneamente, ou com amigos por mensagem. Esse conceito de <strong>segunda tela </strong>vira sin&#xF4;nimo de celular justamente quando surge o feed infinito, principalmente no formato de v&#xED;deo curto. E a&#xED;, ao inv&#xE9;s de interagir com o futebol de alguma forma, j&#xE1; que voc&#xEA; t&#xE1; falando sobre o jogo com outras pessoas, voc&#xEA; permite que <strong>sua aten&#xE7;&#xE3;o seja roubada </strong>por v&#xED;deos que, provavelmente, v&#xE3;o ser completamente esquecidos alguns segundos depois de vistos.</p><p>Tem tamb&#xE9;m o fen&#xF4;meno das bets, que hoje dividem o conceito de segunda tela com os v&#xED;deos. Milh&#xF5;es de pessoas costumam assistir futebol<strong> </strong>com o site da <strong>casa de apostas </strong>na m&#xE3;o, pra poder finalizar a bet caso os rumos da partida mudem, ou ent&#xE3;o, pra <em>betar </em>ainda mais.</p><p>Mesmo se o filme estiver ruim, n&#xE3;o faz parte da coisa &#x201C;perder&#x201D; esse tempo? <strong>No futebol n&#xE3;o &#xE9; bem assim.</strong> O &#xFA;nico argumento v&#xE1;lido de quem &#xE9; f&#xE3; do futebol americano &#xE9; o de que, no futebol de verdade (desculpa a brincadeira), um empate pode acontecer. Ningu&#xE9;m vence o jogo. E pior: pode terminar sem gols. Ent&#xE3;o n&#xE3;o &#xE9; que ver um jogo de futebol com uma segunda tela passando outra coisa seja o fim do mundo. Mas tamb&#xE9;m d&#xE1; pra ir al&#xE9;m nesse pensamento. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/image-5.png" class="kg-image" alt="Segunda tela" loading="lazy" width="2000" height="1125" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/04/image-5.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/04/image-5.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1600/2026/04/image-5.png 1600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w2400/2026/04/image-5.png 2400w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p><strong>Segunda tela tamb&#xE9;m significa conversa </strong><br>Como a gente falou ali em cima, era comum, h&#xE1; uns 15 anos, assistir a um jogo comentando sobre ele em grupos ou redes sociais. Isso &#xE9; intera&#xE7;&#xE3;o, o que significa que tem uma conversa rolando ali. Al&#xF4; marcas, algu&#xE9;m quer participar? </p><p>Nesta semana,<strong> </strong>a gente exp&#xF4;s um mont&#xE3;o de possibilidades pra creators e marcas se envolverem com o maior evento esportivo do planeta, com o lan&#xE7;amento da pesquisa &#x201C;Re:Lance, a Copa 2026 na Creator Economy&#x201D;. Seguindo, &#xE9; claro, uma m&#xE1;xima que voc&#xEA; que t&#xE1; lendo j&#xE1; deve ter decorado: <em><strong>&quot;</strong>Na publicidade voc&#xEA; paga para interromper a conversa, na influ&#xEA;ncia voc&#xEA; participa dela&quot;. </em></p><p>O orgulho do brasileiro pela Copa guia o nosso comportamento, ent&#xE3;o os h&#xE1;bitos e rituais sobre assistir aos jogos foram pra web. Prato cheio<strong> </strong>pra quem quer<strong> impactar </strong>uma comunidade usando a linguagem que ela j&#xE1; t&#xE1; habituada. &#xC9; tipo sentar com essa comunidade no sof&#xE1; pra ver o jogo. </p><p>Como a gente j&#xE1; comentou em alguns materiais neste ano, <strong>a Copa </strong>n&#xE3;o come&#xE7;a no <strong>apito inicial </strong>pro brasileiro<strong>,</strong> mas ela j&#xE1; t&#xE1; rolando no clima, na expectativa e na prepara&#xE7;&#xE3;o. &#xC9; um dos raros momentos em que a aten&#xE7;&#xE3;o coletiva se organiza em torno de um mesmo tema - e isso deve ser aproveitado. &#xC9; tipo os planetas se alinhando, quem vai querer ficar de fora?</p><p>Durante d&#xE9;cadas, a Copa do Mundo foi territ&#xF3;rio da TV, mas esse<strong> modelo </strong>se<strong> </strong>transformou quando o streaming entrou na<strong> disputa </strong>- e o futebol &#xE9; um dos principais motores dessa mudan&#xE7;a: o modelo da Caz&#xE9; TV &#xE9; reconhecido pelo mundo inteiro e novos players crescem impulsionados por gera&#xE7;&#xF5;es que j&#xE1; n&#xE3;o dependem da TV tradicional e por um comportamento cada vez mais digital, multitela e sob demanda. </p><p>Mais do que onde assistir, muda como se consome: transmiss&#xE3;o vira conte&#xFA;do, corte vira formato e creator vira mediador da experi&#xEA;ncia. O <strong>streaming esportivo </strong>passa a ser parte central da Creator Economy.</p><p>Alguns dados relevantes que a gente mostrou na pesquisa: 70% dos brasileiros j&#xE1; est&#xE1; consumindo conte&#xFA;do sobre a Copa, enquanto 95% dos f&#xE3;s de esporte v&#xE3;o assistir aos jogos do torneio (Fonte: &#x201C;O Brasileiro e a Copa: Consumo, M&#xED;dia e Influ&#xEA;ncia&#x2EE; por Resenha Digital Clube &#xE0; Data-Makers). Ainda, <strong>97% da GenZ </strong>assiste &#xE0; Copa de alguma forma e, pra esse text&#xE3;o, o dado mais relevante &#xE9; o de que 74% acompanha jogos enquanto usa redes sociais (Fonte: InstitutoZ + Trope, Copa 2026, 2025 / InstitutoZ - Dopamina League, 2025). </p><p>E se ainda estiver dif&#xED;cil enxergar como &#xE9; poss&#xED;vel entrar na conversa da Copa sem estar no est&#xE1;dio, ou ser uma marca patrocinadora do evento, basta ampliar os horizontes e entender que vlogs, reviews, bastidores e rotinas transformam experi&#xEA;ncia em conte&#xFA;do, porque o impacto precisa acontecer em toda a jornada que envolve a viv&#xEA;ncia do futebol.</p><p><strong>Resumindo: a transmiss&#xE3;o virou conversa.</strong> A Copa n&#xE3;o acontece mais s&#xF3; na TV porque se expande em m&#xFA;ltiplas telas, plataformas e intera&#xE7;&#xF5;es em tempo real. A experi&#xEA;ncia deixa de ser linear e passa a ser coletiva. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/image-6.png" class="kg-image" alt="Segunda tela" loading="lazy" width="800" height="450" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/04/image-6.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/image-6.png 800w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="al%C3%B4-marcas">@Al&#xF4;, marcas! </h2><p>Patrocinar o evento ou aparecer nas transmiss&#xF5;es j&#xE1; n&#xE3;o garante mais relev&#xE2;ncia cultural. A disputa agora acontece na interpreta&#xE7;&#xE3;o do momento e na capacidade de participar das conversas que emergem em torno do jogo, al&#xE9;m de dialogar com as comunidades que acompanham o evento. </p><p>Um ponto important&#xED;ssimo de aten&#xE7;&#xE3;o: essa Copa deve ser <strong>a mais politizada do s&#xE9;culo, </strong>principalmente por ser a primeira na hist&#xF3;ria em que o pa&#xED;s-sede ataca um outro pa&#xED;s classificado para o torneio - e ainda h&#xE1; incertezas sobre como se dar&#xE1; essa din&#xE2;mica. Por isso, n&#xE3;o adianta fingir que esse contexto n&#xE3;o existe. </p><p>Se sua marca j&#xE1; &#xE9; cobrada em temas como diversidade, direitos humanos ou posicionamento social, vale estar preparada. Em um evento dessa escala, gest&#xE3;o de crise e sensibilidade cultural deixam de ser opcional. </p><p>E lembre:<strong> </strong>quem sabe<strong> conversar </strong>com a arquibancada &#xE9; o <strong>creator. </strong>&#xC0;s vezes, o melhor movimento &#xE9; dar espa&#xE7;o para ele interpretar o momento.</p><p>Marca, o grande <strong>risco </strong>nessa Copa &#xE9; fazer &quot;mais do mesmo&quot;. Para gerar conex&#xE3;o real, &#xE9; preciso trabalhar com creators que j&#xE1; t&#xEA;m legitimidade nesses territ&#xF3;rios e construir junto. E lembre-se de que a Copa n&#xE3;o &#xE9; um momento de interromper, mas de <strong>participar.</strong> Chama o creator pra decis&#xE3;o da narrativa, n&#xE3;o se trata de encaixar a marca no jogo, mas de entender em qual conversa faz sentido ela existir.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/image-7.png" class="kg-image" alt="Segunda tela" loading="lazy" width="1024" height="576" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/04/image-7.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/04/image-7.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/image-7.png 1024w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p>Quem nasceu at&#xE9; o finzinho do mil&#xEA;nio passado ainda conseguiu viver um equil&#xED;brio muito maneiro entre o anal&#xF3;gico e o digital mas, mesmo assim, a &#xFA;nica possibilidade que eu tinha de cobrir uma Copa do Mundo por conta pr&#xF3;pria era escrever num blog. E isso j&#xE1; parecia uma baita oportunidade.</p><p>Hoje, voc&#xEA; pode montar um verdadeiro <strong>est&#xFA;dio de transmiss&#xE3;o </strong>na sua casa,<strong> </strong>por um valor mais acess&#xED;vel do que nunca, bastando um celular com internet - mesmo que ele n&#xE3;o seja dos melhores. O combust&#xED;vel para o trampo deixa de ser a estrutura de um grande ve&#xED;culo pra se resumir &#xE0; sua vontade de fazer acontecer.</p><p>Por isso, a Copa do Mundo deixa de ser apenas um territ&#xF3;rio de cobertura esportiva e passa a ser <strong>mat&#xE9;ria-prima </strong>para discuss&#xF5;es mais amplas sobre identidade, comportamento, est&#xE9;tica, pol&#xED;tica e pertencimento. Fora que, mais do que nunca, a Creator Economy est&#xE1; estruturada pra qualquer creator voar baixo durante os 40 dias do torneio.</p><p>Na internet, fica ainda mais evidente que n&#xE3;o s&#xE3;o s&#xF3; os comentaristas esportivos que <strong>falam sobre o torneio</strong>. Historiadores, soci&#xF3;logos, creators, ativistas e comunidades inteiras tamb&#xE9;m interpretam o evento.</p><p>Isso significa que voc&#xEA; n&#xE3;o precisa<strong> falar s&#xF3; de jogo.</strong> D&#xE1; para falar de hist&#xF3;ria, cultura, identidade, pol&#xED;tica, comportamento e muito mais. A Copa &#xE9; um territ&#xF3;rio cheio de hist&#xF3;rias e cada creator encontra seu pr&#xF3;prio &#xE2;ngulo.</p><p>Creator, explore a sua brasilidade porque o <strong>nosso molho </strong>t&#xE1; custando caro pelo mundo inteiro.<strong> </strong>Mas n&#xE3;o adianta s&#xF3; replicar trend, copiar est&#xE9;tica ou surfar no hype, t&#xE1;? O que vai te diferenciar (como sempre) &#xE9; sua autenticidade e poder de traduzir a nossa cultura com olhar pr&#xF3;prio e relev&#xE2;ncia pra sua comunidade. E n&#xE3;o espere o a Copa come&#xE7;ar, porque a conversa j&#xE1; come&#xE7;ou. Ative sua comunidade agora, pra ter aten&#xE7;&#xE3;o durante e monetizar depois.</p><p>Pros creators, &#xE9; importante ter logo a dimens&#xE3;o de como <strong>juntar </strong>criatividade humana com a tecnologia (por exemplo a IA) transforma um conte&#xFA;do legal em um resultado de neg&#xF3;cio.</p><p>Por isso, m&#xED;dia paga n&#xE3;o &#xE9; muleta, porque ela s&#xF3; traz resultados se o conte&#xFA;do for <strong>aut&#xEA;ntico</strong> - e n&#xE3;o simplesmente tentar agradar todo mundo.</p><h2 id="voc%C3%AA-%C3%A9-influenciador-n%C3%A3o-vendedor">Voc&#xEA; &#xE9; influenciador, n&#xE3;o vendedor. </h2><p>Apesar da gente falar muito sobre como o creator t&#xE1; sim se tornando vendedor, &#xE9; importante destacar tamb&#xE9;m que isso s&#xF3; deve acontecer quando for vontade dele. </p><p>O creator <a href="https://www.instagram.com/p/DWuqi7EjKyg/">kingpingold</a> d&#xE1; um chega pra l&#xE1; nas marcas que tentam lucrar em cima do trampo de quem cria conte&#xFA;do com base em permutinha falida e presen&#xE7;a em evento que te d&#xE1; o produto da marca de brinde. </p><h3 id="todo-mundo-vai-falar-da-copa-e-a-disputa-por-aten%C3%A7%C3%A3o-nesse-per%C3%ADodo-talvez-seja-mais-brutal-do-que-a-disputa-pelo-hexa-como-voc%C3%AA-vai-entrar-nesse-papo-sem-parecer-oportunista">Todo mundo vai falar da Copa e a disputa por aten&#xE7;&#xE3;o nesse per&#xED;odo talvez seja mais brutal do que a disputa pelo hexa. Como voc&#xEA; vai entrar nesse papo sem parecer oportunista? </h3><p><br>71% dos brasileiros pretendem acompanhar a Copa do mundo em 2026. Um percentual 12% acima da m&#xE9;dia global. Quer saber mais?</p><p>Para conferir o Re:Lance! [<a href="https://youpix.com.br/relance/">clique aqui</a>] </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/V1a3Jr5Q2V4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="UMA AN&#xC1;LISE CRITICA DO CINEMA (com Jurandir Gouveia) | PODCAST do EDSON CASTRO 077"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #51, para aprofundar os assuntos, corre pro <a href="https://www.instagram.com/instayoupix">@instayoupix</a> e receba, em primeira m&#xE3;o, o olhar de todo time YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Escalada estética]]></title><description><![CDATA[A internet não pode ser uma terra sem lei e, apesar dos algoritmos mudarem mais rápido que a legislação consegue prever, por isso novos mecanismos são fundamentais para promover um ambiente mais saudável - principalmente.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/choquei/</link><guid isPermaLink="false">69df68d0530988558f54ad18</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[IA]]></category><category><![CDATA[liberdade]]></category><category><![CDATA[linguagem]]></category><category><![CDATA[storytelling]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Cotidiano]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Wed, 15 Apr 2026 11:26:43 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/novelas-frutas.png" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/novelas-frutas.png" alt="Escalada est&#xE9;tica"><p>Novelas de frutas com IA. &#x1F353;</p><p>Se n&#xE3;o viu, tem morango traindo, ma&#xE7;&#xE3; descobrindo segredo de fam&#xED;lia, banana com crise existencial e reviravolta que envergonharia a Globo das 21h. </p><p>Parece at&#xE9; piada, mas esses v&#xED;deos est&#xE3;o acumulando milh&#xF5;es de visualiza&#xE7;&#xF5;es. </p><p>Mas antes de chegar no ponto principal, deixa eu te mostrar como isso &#xE9; feito, porque &#xE9; mais simples do que parece:</p><p><strong>1. Crie o roteiro no ChatGPT ou Claude</strong></p><p>Pe&#xE7;a uma novela protagonizada por frutas, com trai&#xE7;&#xE3;o, conflito e reviravolta. Seja espec&#xED;fico: nome dos personagens, cen&#xE1;rio, desfecho. Quanto mais detalhado o prompt, melhor a hist&#xF3;ria.</p><p><strong>2. Gere o storyboard com o Nanobanana </strong></p><p>Com o roteiro em m&#xE3;os, use o Nanobanana para gerar as imagens cena a cena. Ele foi feito exatamente pra isso: transformar um script em frames visuais consistentes, mantendo o mesmo personagem ao longo de toda a sequ&#xEA;ncia.</p><p><strong>3. Anime as cenas com o Veo 3.1 </strong></p><p>Importe os frames gerados para o Veo 3.1 e d&#xEA; movimento a cada cena. Express&#xF5;es faciais, gesticula&#xE7;&#xE3;o dram&#xE1;tica, a banana chorando no canto da cozinha.</p><p><strong>4. Gere as vozes no ElevenLabs </strong></p><p>Cole os di&#xE1;logos do roteiro e escolha uma voz diferente para cada personagem. Em minutos voc&#xEA; tem um elenco completo sem precisar gravar nada.</p><p><strong>5. Junte tudo no CapCut ou Premiere </strong></p><p>Importe os v&#xED;deos animados e os &#xE1;udios gerados, sincronize tudo, adicione legendas e aquela trilha dram&#xE1;tica de novela que o TikTok ama. Pronto. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/image-3.png" class="kg-image" alt="Escalada est&#xE9;tica" loading="lazy" width="1280" height="830" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/04/image-3.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/04/image-3.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/image-3.png 1280w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p>O processo inteiro d&#xE1; para fazer tudo em um dia e o resultado parece coisa de est&#xFA;dio. E eu fiquei olhando pra isso pensando: por que diabos as pessoas est&#xE3;o assistindo a uma novela protagonizada por uma fruta gerada por IA?<br><br>A resposta &#xE9; simples:<br><br>N&#xE3;o importa quem est&#xE1; na tela.<br>N&#xE3;o importa se &#xE9; real ou n&#xE3;o.<br><br><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>Importa a hist&#xF3;ria.</strong> </strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></p><p>O morango traindo virou meme porque a estrutura da hist&#xF3;ria &#xE9; a mesma que nos prende desde sempre: conflito, tens&#xE3;o, reviravolta, al&#xED;vio. O nosso c&#xE9;rebro n&#xE3;o consegue resistir.<br><br>E a&#xED; vem o ponto que eu quero que voc&#xEA; leve daqui:<br><br>Na era da IA, todo mundo est&#xE1; preocupado em aprender a usar ferramentas. E as ferramentas v&#xE3;o continuar mudando (todo m&#xEA;s aparece uma nova).<br><br>Mas uma coisa n&#xE3;o vai mudar:<br><br>As pessoas v&#xE3;o continuar querendo ouvir boas hist&#xF3;rias. </p><p>Quem entende de pessoas (como elas pensam, o que elas sentem, o que as move) vai conseguir se comunicar em qualquer formato, em qualquer plataforma, com qualquer ferramenta.<br><br>Isso &#xE9; o que diferencia quem cria conte&#xFA;do que vira ru&#xED;do de quem cria conte&#xFA;do que vira movimento.<br><br>Storytelling &#xE9; o ativo mais antigo e dur&#xE1;vel do marketing.<br><br>E a boa not&#xED;cia? D&#xE1; para aprender.<br><br>Nos vemos por a&#xED;, at&#xE9; mais. </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/m6XpkQ5cPEA?start=1451&amp;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="o submundo dos v&#xED;deos bizarros de i.a"></iframe></figure><p>Para saber mais: <a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2026/04/09/abacatudo-moranguete-novelas-de-frutas-viralizam-e-divertem-mas-acendem-alerta-de-psicologos.ghtml">clique aqui</a>.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Um pedaço desse bolo]]></title><description><![CDATA[O mercado publicitário não entende nada de futebol? A Copa não fica só nas campanhas. Ela depende muito de tudo que acontece em volta. A grande jogada agora é conseguir entrar em histórias que estão acontecendo, sem ser chato.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/a-copa-mais-cara/</link><guid isPermaLink="false">69d65b7f530988558f54ac01</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[Estratégia]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[negócios]]></category><category><![CDATA[Futebol]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Wed, 08 Apr 2026 14:57:54 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/caze-tv.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/caze-tv.jpg" alt="Um peda&#xE7;o desse bolo"><p>Hoje &#xE9; um dia mega especial: o mundo ainda n&#xE3;o acabou e, talvez esse seja um bom motivo para comemorar. </p><p>Insights, not&#xED;cias, mudan&#xE7;as de comportamento e conversas que t&#xE3;o rolando at&#xE9; nas bordas da Creator Economy - nunca se sabe o que, de repente, vai pular pro centro do debate, n&#xE9;? </p><p>J&#xE1; passamos por isso em outros momentos, o que torna essa miss&#xE3;o mais dif&#xED;cil. Obrigado pela sua aten&#xE7;&#xE3;o! Pra gente, &#xE9; o bem mais precioso do nosso mercado. </p><p>Ent&#xE3;o bora que a Copa do Mundo t&#xE1; chegando...</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/image.png" class="kg-image" alt="Um peda&#xE7;o desse bolo" loading="lazy" width="1200" height="675" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/04/image.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/04/image.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/image.png 1200w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="a-copa-mais-cara-da-hist%C3%B3ria">A Copa mais cara da hist&#xF3;ria</h2><p><em>Ser&#xE1; tamb&#xE9;m a maior participa&#xE7;&#xE3;o da Creator Economy e praticamente ningu&#xE9;m vai ficar de fora</em></p><p>O torneio esportivo mais comentado do planeta. &#xC9; aquela coisa: quem ama futebol vai viver esses 39 dias intensamente e, quem n&#xE3;o gosta, vai viver do mesmo jeito. <br><br>Estamos falando sobre o tipo do evento que chega at&#xE9; voc&#xEA;, porque o n&#xFA;mero de conversas rolando sobre ele &#xE9; surreal. Algo vai respingar em todo mundo. </p><p>Mas ent&#xE3;o, qual seria os principais motivos dessa Copa ser t&#xE3;o especial assim? </p><p>Em termos de novidades tecnol&#xF3;gicas, toda edi&#xE7;&#xE3;o do Mundial &#xE9; marcada por uma grande inova&#xE7;&#xE3;o, como a transmiss&#xE3;o a cores, em 1970 e a HD, em 2010. </p><p>Dessa vez, quem estreia no Brasil &#xE9; a <a href="https://www.meioemensagem.com.br/midia/tv-3-0-presidente-assina-decreto-do-novo-modelo">TV 3.0</a>, que promete uma experi&#xEA;ncia similar &#xE0; dos usu&#xE1;rios de Smart TVs, com a possibilidade de selecionar conte&#xFA;dos para interagir com a programa&#xE7;&#xE3;o - inclusive para compras. </p><p>Falando sobre o jogo dentro de campo, &#xE9; a primeira vez que 48 sele&#xE7;&#xF5;es v&#xE3;o disputar o torneio, que trazia apenas 32 pa&#xED;ses no &#xFA;ltimo formato. Isso aumenta o n&#xFA;mero de estreantes tamb&#xE9;m, oferecendo um mont&#xE3;o de hist&#xF3;rias ricas que s&#xF3; o futebol sabe contar. </p><p>Geopoliticamente, &#xE9; impressionante como o presidente do maior pa&#xED;s-sede, Donald Trump, conseguiu que essa edi&#xE7;&#xE3;o esteja sendo mais conflituosa do que a do Catar e a da R&#xFA;ssia. </p><p>Agora, em termos de Creator Economy&#x2026; sim essa Copa do Mundo vai ser MUITO grande. As expectativas est&#xE3;o em n&#xED;veis mais altos poss&#xED;veis. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/image-2.png" class="kg-image" alt="Um peda&#xE7;o desse bolo" loading="lazy" width="960" height="540" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/04/image-2.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/04/image-2.png 960w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p> <strong>Globo x Caz&#xE9; TV </strong><br>Antigamente, o &#xFA;nico jeito de assistir aos jogos da Copa era sintonizando na Globo. O cen&#xE1;rio ficou um pouco diferente e mais din&#xE2;mico nas edi&#xE7;&#xF5;es de 2018 e 2022, quando a gente tinha a possibilidade de ver mais de um jogo ao mesmo tempo com o conte&#xFA;do via streaming. </p><p>Dessa vez, a Caz&#xE9; TV vem firme pra bater de frente com qualquer emissora da m&#xED;dia tradicional. </p><p>Isso porque nem todo mundo acompanha os jogos na &#xED;ntegra: assim como acontece com realities como o BBB, muita gente t&#xE1; por dentro de tudo por meio das conversas que t&#xE3;o rolando, mas n&#xE3;o necessariamente t&#xE1; grudada na TV pra ver um jogo inteiro - &#xE0;s vezes nem os melhores momentos. E a gente j&#xE1; falou por aqui sobre como a Caz&#xE9; TV n&#xE3;o faz c&#xF3;cegas na audi&#xEA;ncia da Globo pela televis&#xE3;o, mas d&#xE1; um banho na emissora quando o formato &#xE9; o digital. </p><p>Cada uma investiu no seu ponto fraco: de estreante em 2022, a Caz&#xE9; TV agora se consolida como a transmiss&#xE3;o preferida de muita gente, principalmente jovem ou que v&#xEA; no YouTube a facilidade de acompanhar uma partida na rua ou no trabalho, por exemplo; ao mesmo tempo, a Globo fechou uma parceria com a Play9 e a ViU para <a href="https://www.mktesportivo.com/2026/03/com-play9-globo-estrutura-operacao-com-criadores-para-ampliar-cobertura-da-copa-do-mundo-de-2026/">promover</a> a&#xE7;&#xF5;es com 2.026 creators, no Brasil e nos tr&#xEA;s pa&#xED;ses-sede do torneio (EUA, Canad&#xE1; e M&#xE9;xico). </p><p>O projeto prev&#xEA; a segmenta&#xE7;&#xE3;o desses criadores em diferentes etapas de comunica&#xE7;&#xE3;o. Um grupo menor, com perfis de grande alcance, ser&#xE1; respons&#xE1;vel por ampliar a visibilidade e gerar repercuss&#xE3;o inicial. </p><p>J&#xE1; a maior parte ser&#xE1; composta por micro e nanoinfluenciadores, com atua&#xE7;&#xE3;o voltada a nichos espec&#xED;ficos e foco em engajamento mais direcionado. </p><p>Enquanto 71% das pessoas est&#xE3;o cansadas de #publis, 80% j&#xE1; comprou por influ&#xEA;ncia. Ou seja: t&#xE1; rolando uma disputa pela audi&#xEA;ncia. </p><p>Creators s&#xE3;o elementos fundamentais nesse momento. Qualquer conte&#xFA;do tende a gerar mais engajamento quando parece uma conversa, n&#xE3;o campanha. &#xC9; o que a gente fala sempre sobre entrar na conversa, participar com escuta, ao inv&#xE9;s de interromper o papo que j&#xE1; t&#xE1; rolando. Como o pessoal da YOUPIX <a href="https://youpix.com.br/copa-do-mundo-vai-ser-mega-gerador-de-contexto-pra-creator-economy">comentou</a> h&#xE1; algumas semanas: </p><p><em>A Copa do Mundo, em termos de Creator Economy, funciona como um mega &#x201C;gerador de contexto&#x201D;: ela entrega o tema, vem carregada de emo&#xE7;&#xE3;o e tem a total aten&#xE7;&#xE3;o &#x2013; e engajamento &#x2013; da audi&#xEA;ncia. O creator entra como uma esp&#xE9;cie de tradutor cultural. Ele n&#xE3;o precisa inventar assunto, s&#xF3; precisa escolher o &#xE2;ngulo de uma pauta que vai ser abordada por v&#xE1;rias outras frentes, desde outros creators, a torcedores que est&#xE3;o l&#xE1;, passando pelos ve&#xED;culos de transmiss&#xE3;o. O diferencial do creator pro funil tradicional da publicidade &#xE9; pensar &#x201C;no que essa Copa diz sobre as pessoas agora&#x201D;. &#xA0;</em></p><p>&#xC9; claro que antigamente todo mundo vivia muito a Copa do Mundo em seus respectivos pa&#xED;ses, mas o nosso mercado abre a possibilidade de todo mundo estar conectado no mesmo papo. Outra novidade no formato dos jogos &#xE9; a pausa pra hidrata&#xE7;&#xE3;o dos atletas, que vai acontecer durante 3 minutos em cada tempo da partida: oportunidade de exposi&#xE7;&#xE3;o para as marcas, mas tamb&#xE9;m para os creators, que podem aproveitar a janela no meio da partida, contando com um desvio na aten&#xE7;&#xE3;o do p&#xFA;blico por alguns minutinhos pra dar uma checada no feed. </p><h3 id="por-fim-o-bolso-do-torcedor%E2%80%A6">Por fim, o bolso do torcedor&#x2026; </h3><p>O jornalista Henry Bushnell, cobrindo a Copa do Mundo desde j&#xE1; pelo portal <a href="https://www.instagram.com/p/DWWammvkw_m/">The Athletic</a>, levantou o quanto vai custar para um torcedor ir presencialmente ao torneio: cerca de 12 mil d&#xF3;lares entre v&#xF4;os, hospedagem, transporte entre os jogos, ingressos e alimenta&#xE7;&#xE3;o - nem um chaveirinho de brinde entrou nessa conta. Pra um torcedor brasileiro, significa algo em torno de 62 mil reais. </p><p>Se voc&#xEA; acha que a competi&#xE7;&#xE3;o acontece s&#xF3; dentro de campo, t&#xE1; muito enganado.</p><p>71% dos brasileiros pretendem acompanhar o campeonato em 2026. Esse n&#xFA;mero &#xE9; 12% superior &#xE0; m&#xE9;dia global, ou seja, todo mundo vai tentar falar com esse p&#xFA;blico (Fonte: Ipsos).</p><p>A disputa por aten&#xE7;&#xE3;o vai ser mais intensa que a briga pelo hexa. A pergunta que n&#xE3;o quer calar &#xE9;: como voc&#xEA; vai se destacar nesse mar de conte&#xFA;dos sem parecer que t&#xE1; tentando surfar na onda?</p><p>Por isso mesmo, a Copa do Mundo n&#xE3;o acontece s&#xF3; pra quem t&#xE1; na arquibancada. <br><br>Mais do que nunca, quem n&#xE3;o tem a oportunidade de ir a esse tipo de evento vai participar com for&#xE7;a. A Creator Economy amplia essa possibilidade como nunca. </p><p>Nem sempre a vantagem competitiva est&#xE1; em ter mais estrutura, investimento ou escala: &#xE0;s vezes t&#xE1; na ousadia mesmo. Enquanto marcas grandes precisam de mais tempo para <a href="https://www.instagram.com/p/DWUYXtijtvY/">mudar</a>, neg&#xF3;cios menores conseguem transformar ideias em a&#xE7;&#xE3;o com muito mais agilidade. </p><p>A Copa de 2026 j&#xE1; t&#xE1; dando v&#xE1;rios sinais de que vai ser diferente e n&#xE3;o &#xE9; s&#xF3; dentro de campo. Tem mais creator entrando no <a href="https://www.instagram.com/p/DWhdQRvlmAn/">jogo</a> e mais marcas querendo participar. </p><p>Agora me conta, como t&#xE1; a ansiedade por a&#xED;?</p><p>Para baixar o estudo &quot;Re:lance&quot;...</p><p>Basta voc&#xEA;: <a href="https://youpix.com.br/relance/">clicar aqui</a>.</p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/a0qa_sscsd4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="Re:Lance &#x2013; Copa do Mundo &amp; Creator Economy"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #50 da YOUPIX, para aprofundar, corre pro <a href="https://www.instagram.com/instayoupix/">@instayoupix</a> e receba, em primeira m&#xE3;o, o olhar do time da YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Orgia do consumo]]></title><description><![CDATA[Boa parte, hoje, roda naquele mesmo padrão: encontrar uma trend > criar um gancho pra segurar atenção > postar com consistência > repetir o processo. Essa é a receita para agradar o algoritmo, mas e quando tudo vira uma cópia?]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/desenfreado/</link><guid isPermaLink="false">69bd367a530988558f54a999</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[cultura]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[livro]]></category><category><![CDATA[leitura]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[linguagem]]></category><category><![CDATA[história]]></category><category><![CDATA[narrativa]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Sat, 28 Mar 2026 14:58:28 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/03/Musical-Dom-Casmurro-Foto-Hallan-Fidelis-scaled.png" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/03/Musical-Dom-Casmurro-Foto-Hallan-Fidelis-scaled.png" alt="Orgia do consumo"><p>Muita gente brinca que, hoje em dia: &quot;Todo mundo &#xE9; meio creator&quot;</p><p>De fato, &#xE9; muito doido ver a quantidade de profissionais que se inscrevem em cursos voltados para creators, na inten&#xE7;&#xE3;o de que o Instagram vire uma extens&#xE3;o (ou cart&#xE3;o de visitas) do trabalho que paga os boletos. </p><p>Mas tamb&#xE9;m tem gente que voltou para as raizes do que a internet na real se prop&#xF5;e, compartilhando experi&#xEA;ncias nas redes. </p><p>Hoje a gente fica por dentro do caso de uma leitora gringa que, a partir do movimento BookTok, formou uma comunidade de brasileiros - ningu&#xE9;m resiste ao nosso engajamento mesmo...</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/03/image-8.png" class="kg-image" alt="Orgia do consumo" loading="lazy" width="880" height="495" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/03/image-8.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/03/image-8.png 880w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h3 id="uma-gringa-virou-f%C3%A3-de-chocolate-com-pimenta-e-formou-uma-comunidade-brasileiros">Uma gringa virou f&#xE3; de Chocolate com Pimenta e formou uma comunidade brasileiros </h3><p><em>&#xC9; poss&#xED;vel tomar as r&#xE9;deas da internet e propor conte&#xFA;do, ao inv&#xE9;s de aceitar ser pisoteado por trends iguais </em><br><br><a href="https://www.instagram.com/courtneyhenningnovak">Courtney Novak</a> &#xE9; uma escritora que se lan&#xE7;ou no desafio de &quot;ler o mundo em ordem alfab&#xE9;tica&quot;. Basicamente, ela seleciona algumas obras de pa&#xED;ses que come&#xE7;am com a letra da vez no alfabeto. S&#xF3; que, assim que chegou no B, ela foi hipnotizada pelo molho brasileiro - e esse foi um <a href="https://g1.globo.com/educacao/noticia/2024/06/07/apos-viralizar-com-memorias-postumas-americana-diz-que-lera-dom-casmurro-pressao-dos-brasileiros.ghtml">molho</a> centen&#xE1;rio. </p><p>Logo na segunda letra do alfabeto, ela escolheu um dos mais cl&#xE1;ssicos da nossa literatura: Mem&#xF3;rias P&#xF3;stumas de Br&#xE1;s Cubas, de Machado de Assis (1881). </p><p>Ela faz parte do segmento BookTok, em que leitores compartilham o que est&#xE3;o consumindo em v&#xED;deos no TikTok. A estadunidense viralizou, ainda em <a href="https://istoe.com.br/courtney-henning-novak-acompanha-ensaio-do-musical-dom-casmurro-em-sao-paulo">2024</a> - a gente j&#xE1; falou dela aqui e sobre esse fen&#xF4;meno, em algum conte&#xFA;do. </p><p>Foi maneiro porque, assim como acontece muito, os brasileiros lotaram os coment&#xE1;rios nos posts da Courtney pra comentar sobre o livro e indicar outras obras. Ela at&#xE9; descumpriu seu desafio, porque sentiu a necessidade de incluir mais uma obra nossa na lista: Dom Casmurro. </p><p>A influ&#xEA;ncia foi t&#xE3;o grande, que ela decidiu aprender portugu&#xEA;s pra poder ter a experi&#xEA;ncia de ler o livro, em toda a sua riqueza de detalhes lingu&#xED;sticos, no idioma original. Ou seja... parece que n&#xE3;o &#xE9; s&#xF3; a gente que se inspira no que vem de fora. </p><p>E a&#xED;, em pleno 2026, a gente t&#xE1; rolando o feed sem compromisso, outro v&#xED;deo dela aparece e na hora a lembran&#xE7;a de quem ela era surgiu na mente. Dessa vez, a Courtney decidiu assistir a novela Chocolate com Pimenta. </p><p>Corta agora para o m&#xEA;s de mar&#xE7;o, e ela faz um v&#xED;deo divertid&#xED;ssimo comentando um pouco da trama e disse que &#xE9; imposs&#xED;vel n&#xE3;o se <a href="https://www.instagram.com/p/DWHg4kLvL1o/">apaixonar</a> pelas novelas brasileiras. </p><p>Pra quem n&#xE3;o lembra a fundo da novela das 6 que marcou toda uma gera&#xE7;&#xE3;o em 2003, a Courtney falou do Tim&#xF3;teo, do estilo <a href="https://www.instagram.com/p/DVRk4pKEiR1/">peculiar</a> da Jezebel, de como Shakespeare deve sentir inveja de n&#xE3;o ter escrito algo parecido e at&#xE9; da vaquinha Estrela - pra ela, a sensa&#xE7;&#xE3;o do elenco. </p><p>A ideia era pegar a novelinha pra <a href="https://www.instagram.com/p/DWJ3SKOlICN/">treinar</a> o portugu&#xEA;s, porque ela t&#xE1; empenhada, mas a invas&#xE3;o brasileira foi intensa, tanto que, agora, os seus v&#xED;deos s&#xE3;o legendados em ingl&#xEA;s e portugu&#xEA;s, porque boa parte do seu p&#xFA;blico deve ser de gente nossa. </p><figure class="kg-card kg-image-card kg-card-hascaption"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/03/image-11.png" class="kg-image" alt="Orgia do consumo" loading="lazy" width="1656" height="932" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/03/image-11.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/03/image-11.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1600/2026/03/image-11.png 1600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/03/image-11.png 1656w" sizes="(min-width: 720px) 720px"><figcaption>Ensaio do musical &#x2018;Dom Casmurro&#x2019;, em S&#xE3;o Paulo</figcaption></figure><p><strong>Em vez de esperar pela pr&#xF3;xima trend </strong><br>No <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ssUCpS7MjXg">SXSW</a> deste ano, a gente ouviu a import&#xE2;ncia de ser mais propositivo nos conte&#xFA;dos. Para as marcas, trazer o creator pra dentro da cria&#xE7;&#xE3;o de uma campanha &#xE9; um movimento que foge do b&#xE1;sico. Por si s&#xF3;, o resultado deve ser diferente do que apenas mais um formato copiado. </p><p>No caso dos creators, propor sua pr&#xF3;pria linguagem &#xE9; um caminho mais nebuloso e dif&#xED;cil, mas recompensa bem mais do que olhar na mesa do amiguinho e copiar exatamente o que ele t&#xE1; fazendo. Aqui um recorte do que aprendemos no festival em Austin: </p><p><em>Boa parte da Creator Economy, hoje, roda no mesmo padr&#xE3;o: encontrar uma trend &gt; criar um gancho pra segurar aten&#xE7;&#xE3;o &gt; postar com consist&#xEA;ncia &gt; repetir o processo. </em></p><p>Essa &#xE9; a receita pra agradar o algoritmo, mas e quando todo mundo aprende e o feed vira uma c&#xF3;pia infinita? </p><h3 id="quando-eu-abro-o-instagram-ou-tik-tok-por-que-parece-que-tudo-%C3%A9-a-mesma-coisa">&quot;Quando eu abro o Instagram ou Tik Tok, por que parece que tudo &#xE9; a mesma coisa?&quot; </h3><p>Questiona <a href="https://www.instagram.com/reels/DV_9wjDCRh4/">Fana Yohannes</a>, Trends Forecaster e ex-Instagram. </p><p>A Courtney vai na mar&#xE9; totalmente contr&#xE1;ria, porque t&#xE1; falando de um assunto que seria <em>supostamente </em>chato - um livro de 1800 e bolinha -, mas o jeito que ela conta &#xE9; muito bacana. E creators s&#xE3;o justamente isso: uma ponte que <a href="https://thisisfutures.substack.com">conecta</a> a audi&#xEA;ncia de um lado e, do outro, um livro, uma hist&#xF3;ria, um conte&#xFA;do acad&#xEA;mico, entretenimento, uma informa&#xE7;&#xE3;o, um produto e, principalmente na Creator Economy de hoje, uma marca. </p><p>&#xC9; claro que muitas trends funcionam, e &#xE9; poss&#xED;vel dar o seu toque de criatividade pra um formato que j&#xE1; existe. Os v&#xED;deos de familiares apresentando pequenos com&#xE9;rcios de um jeito &#x201C;pregui&#xE7;oso&#x201D; &#xE9; um bom exemplo disso, porque a trend j&#xE1; conquistou a audi&#xEA;ncia, que vai continuar engajando esse conte&#xFA;do por algum tempo. Surfar nessa onda &#xE9; mais que positivo - deu pra perceber que tudo isso se aplica tanto para a campanha de uma marca, quanto para uma linha narrativa. </p><p>Mas o ponto central de hoje &#xE9; expandir os horizontes pra entender que, mesmo que um conte&#xFA;do pare&#xE7;a chato &#xE0; primeira vista, ou que o assunto j&#xE1; passou (h&#xE1; 23 anos), ainda &#xE9; super poss&#xED;vel propor uma conversa. </p><figure class="kg-card kg-image-card kg-card-hascaption"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/03/image-13.png" class="kg-image" alt="Orgia do consumo" loading="lazy" width="888" height="530" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/03/image-13.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/03/image-13.png 888w" sizes="(min-width: 720px) 720px"><figcaption>Courtney aprende portugu&#xEA;s com &apos;Avenida Brasil&apos;</figcaption></figure><p><strong>Acelere fundo no que acredita </strong><br>Uma das principais raz&#xF5;es pra muitos creators bons n&#xE3;o terem furado suas bolhas ainda &#xE9; a necessidade de olhar pro lado, ao inv&#xE9;s de olhar pra dentro.</p><p>Pode parecer muito estranho falar de algo que t&#xE1; dentro de voc&#xEA;, que s&#xF3; voc&#xEA; costuma consumir na sua roda de amigos, mas essa pode ser justamente a sa&#xED;da pra construir uma comunidade fiel. </p><p>A Courtney &#xE9; uma pessoa realmente apaixonada por leitura e, se at&#xE9; agora voc&#xEA; acompanhou os v&#xED;deos mais recentes e num tom mais engra&#xE7;ado e leve, sobre a novela, vale tamb&#xE9;m conferir outros conte&#xFA;dos em que ela realmente se debru&#xE7;a nas leituras e explica a linguagem das obras de maneira <a href="https://www.instagram.com/p/DVHCoyAAYpy/">densa</a>. </p><p>Estamos falando de uma pessoa que decidiu ler obras de um mont&#xE3;o de pa&#xED;ses, ou seja, ela est&#xE1; em contato com diferentes culturas e formas de escrita.</p><p>Esse movimento pode n&#xE3;o chamar a aten&#xE7;&#xE3;o do mainstream, mas isso tamb&#xE9;m &#xE9; um fen&#xF4;meno interessante. Na Creator Economy dos nichos, um creator n&#xE3;o precisa mais de 1 milh&#xE3;o de seguidores pra se provar relevante, mas sim de uma audi&#xEA;ncia fiel. Um conte&#xFA;do aprofundado sobre leitura pode afastar uma grande massa de seguidores, mas trazer alguns valiosos que n&#xE3;o est&#xE3;o s&#xF3; de passagem pelo seu feed. Isso sem falar no &#x201C;boca a boca&#x201D;, porque um seguidor apaixonado pelo seu conte&#xFA;do vai certamente te recomendar pra outros apaixonados como ele. </p><p>Em resumo, somando o que h&#xE1; de comum nas plataformas, &#xE9; preciso <strong>const&#xE2;ncia</strong> em um ritmo sustent&#xE1;vel; encontrar seu <strong>nicho</strong>, trazendo assuntos de um &#xE2;ngulo espec&#xED;fico; e <strong>disciplina</strong> na hora de interagir com a comunidade e analisar as m&#xE9;tricas. Essa &#xE9; a diferen&#xE7;a entre postar e construir carreira.</p><p>Uma coisa &#xE9; fato: conte&#xFA;dos mais conectados com o que t&#xE1; dentro de voc&#xEA; s&#xE3;o, por ess&#xEA;ncia, <strong>aut&#xEA;nticos</strong>. D&#xE1; pra dizer que esse ingrediente &#xE9; a estrutura da ponte com a audi&#xEA;ncia: quanto mais sincero e original, mais forte ser&#xE1; a liga&#xE7;&#xE3;o com quem t&#xE1; do outro lado da tela. </p><p><strong>De forma pr&#xE1;tica</strong><br>Em uma entrevista, Haidt <a href="https://www.instagram.com/p/DWAIMUwihW2/">tra&#xE7;a</a> um paralelo entre os smartphones e a televis&#xE3;o, porque muita gente defende o celular apontando que, na &#xE9;poca da TV, a preocupa&#xE7;&#xE3;o dos pais era parecida. Mas o psic&#xF3;logo explica que a TV promovia mais intera&#xE7;&#xE3;o, seja porque as crian&#xE7;as viam juntas - diferentes do celular, em que cada uma tem a sua tela - e at&#xE9; a briga pelo controle remoto era mais soci&#xE1;vel. </p><p>Diferente da TV, que ficava parada, o celular preenche qualquer espa&#xE7;o da vida e isso vai minando cada vez mais nossas intera&#xE7;&#xF5;es. </p><p>Por outro lado, o crescimento de comunidades de leitura nos &#xFA;ltimos anos, algumas incluindo encontros presenciais, com debates sobre determinada l&#xED;ngua e a sua literatura. </p><p>Voc&#xEA;, por exemplo, tamb&#xE9;m faz parte de algum clube do livro? Desligue a TV e fique longe do smartphone. </p><p>A vida &#xE9; feita de momentos. </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/JSoX7iBu6Yk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="Leitura com Bial - Um bate-papo com Courtney Henning Novak sobre Machado de Assis."></iframe></figure><p>(Texo inspirado na News #49, para aprofundar os assuntos da Creator Economy, corre pro <a href="https://www.instagram.com/instayoupix">@instayoupix</a> e receba, em primeira m&#xE3;o, o olhar da Rafa Lotto e de todo o time da YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Computando a prosperidade]]></title><description><![CDATA[É engraçado que a gente meio que passou da fase do alerta sobre o abuso das redes, pra fase de fazer piada sobre como a gente realmente não consegue sair dessa. Insight roubado. Em pleno 2026, ano da tecnologia. Calma, respira.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/entao-bora/</link><guid isPermaLink="false">69bd36a9530988558f54a99e</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[carreira]]></category><category><![CDATA[capitalismo]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[cultura]]></category><category><![CDATA[Criatividade]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[rotina]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Fri, 27 Mar 2026 18:33:10 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/03/Melania-Trump-Robos-1.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/03/Melania-Trump-Robos-1.jpg" alt="Computando a prosperidade"><p>Depois de dias intensos. </p><p>Voltamos &#xE0; programa&#xE7;&#xE3;o normal. </p><p>Quer dizer, o que &#xE9; que t&#xE1; normal em 2026? </p><p>A gente cobriu os principais temas da trilha de Creator Economy at&#xE9; aqui e, como j&#xE1; era de se esperar, a IA dominou os holofotes. Mas quem segue o blog n&#xE3;o t&#xE1; assustado com isso, certo? CERTO???</p><p>Grandes gurus do nosso mercado apontaram pra autenticidade como o grande diferencial dos creators humanos daqui pra frente. </p><p>E t&#xE1; todo mundo preocupado com a IA &#x201C;roubar&#x201D; o seu emprego, quando os desdobramentos maiores e mais catastr&#xF3;ficos est&#xE3;o vindo por a&#xED;. </p><p>Vamos falar um pouco sobre isso, ent&#xE3;o bora. </p><figure class="kg-card kg-image-card kg-card-hascaption"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/03/image-7.png" class="kg-image" alt="Computando a prosperidade" loading="lazy" width="1080" height="1350" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/03/image-7.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/03/image-7.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/03/image-7.png 1080w" sizes="(min-width: 720px) 720px"><figcaption>Sim. O perfil oficial da Casa Branca fez esse post.</figcaption></figure><h2 id="a-era-da-slopaganda">A era da &quot;Slopaganda&quot; </h2><p><em>The Guardian investiga como IA tem sido usada para propaganda pol&#xED;tica</em> </p><p>Em 19 de fevereiro do ano passado, a Casa Branca publicou - em sua conta oficial - uma imagem gerada por intelig&#xEA;ncia artificial do presidente Donald Trump com uma coroa na cabe&#xE7;a, parodiando uma capa da revista Times, e com a legenda &quot;vida longa ao rei&quot;. </p><p>O post saiu no <a href="https://x.com/WhiteHouse/status/1892295984928993698">X</a>, mas outros conte&#xFA;dos na mesma linha foram publicados na <a href="https://truthsocial.com/@realDonaldTrump/posts/115398251623299921">Truth Social</a> (Twitter inventado pelo Trump por ter sido banido do Twitter). <br><br>Segundo Mike Jhonson, o republicano que preside a C&#xE2;mara dos Representantes, &#x201C;o presidente usa as redes sociais para defender um ponto de vista. <br><br>Pode-se argumentar que ele &#xE9; provavelmente a pessoa mais eficaz que j&#xE1; usou as redes sociais para isso. Ele est&#xE1; usando a s&#xE1;tira para defender um ponto de vista&#x201D;. Infelizmente, errado n&#xE3;o est&#xE1;. A t&#xE1;tica vem dando certo. </p><p>Especialistas cunharam o termo &quot;Slopaganda&quot; pra descrever a pr&#xE1;tica. Numa tradu&#xE7;&#xE3;o bem livre, porque qualquer tentativa de adaptar um termo assim n&#xE3;o vai ser fiel &#xE0; original, seria algo do tipo propaganda lixosa. Esse recurso se soma ao &quot;Shitposting&quot;, os conte&#xFA;dos propositalmente ofensivos criados pra provocar rea&#xE7;&#xE3;o nas pessoas. Voc&#xEA; fazer isso de um fake da sua casa j&#xE1; &#xE9; uma vergonha sem tamanho, mas usar um canal oficial de governo &#xE9; um horror tremendo. </p><p>Acontece que foi exatamente assim que Trump foi eleito: instigando a raiva e rea&#xE7;&#xE3;o das pessoas insatisfeitas com a economia e seus empregos, e trazendo pro bonde todo o preconceito e ideias ultraconservadoras. Se o shitposting foi atribu&#xED;do &#xE0; extrema-direita, o presidente assume essa carapu&#xE7;a e inclui ela em seu segundo mandato, aponta o texto de Steve Rose para o <a href="https://www.theguardian.com/us-news/2026/jan/29/the-slopaganda-era-10-ai-images-posted-by-the-white-house-and-what-they-teach-us">The Guardian</a>. </p><p>Steve analisou 10 imagens geradas por IA publicadas por canais oficiais da Casa Branca nas redes, como a de uma imigrante latina sendo deportada e chorando. De quebra, ele usou o estilo do <a href="https://www.meioemensagem.com.br/marketing/studio-ghibli-onda-nas-redes-sociais-reacende-debate-sobre-ia-e-direito-autoral">Studio Ghibli </a>(que produziu filmes como A Viagem de Chihiro), ideia totalmente rejeitada por seu criador e ganhador do Oscar, Hayao Miyazaki - o artista &#xE9; conhecido justamente pela anima&#xE7;&#xE3;o desenhada &#xE0; m&#xE3;o. </p><p>Ainda h&#xE1; imagens de um Trump maromba com duas &#xE1;guias e a bandeira dos Estados Unidos ao fundo (ah e segurando um sabre de luz do Star Wars ???); pol&#xED;ticos democratas com sombreiros comendo comida mexicana; um pinguim segurando uma bandeira dos EUA e caminhando ao lado de Trump na Groenl&#xE2;ndia; e at&#xE9; o Trump vestido como Papa. Isso &#xE9; muito surreal. </p><p>At&#xE9; a&#xED;, todas essas imagens s&#xE3;o escancaradamente falsas. Ela tem um prop&#xF3;sito de propaganda, mas n&#xE3;o confundem a realidade. J&#xE1; no caso da manifestante <a href="https://marreta.link/p/oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/02/04/nao-conseguiram-me-quebrar-manifestante-que-teve-foto-manipulada-pela-casa-branca-acusa-governo-de-perseguicao-politica.ghtml">Nekima Levy Armstrong</a> &#xE9; diferente. </p><p>Ela &#xE9; uma advogada e ativista dos direitos civis que protestava contra a pol&#xED;tica anti-imigra&#xE7;&#xE3;o e as for&#xE7;as da ICE, num culto religioso, quando foi presa com tr&#xEA;s camadas de correntes em seu corpo - nos pulsos, na cintura e nos p&#xE9;s.</p><p>Em seguida &#xE0; pris&#xE3;o, a Casa Branca alterou a imagem real pra mostr&#xE1;-la chorando, parecendo em desespero. A palavra &quot;PRESA&quot; estava estampada na foto, juntamente com uma descri&#xE7;&#xE3;o enganosa de Levy Armstrong como uma &quot;agitadora de extrema esquerda&quot; que estava &quot;orquestrando tumultos em igrejas em Minnesota&quot;.</p><p>Esse caso vai de encontro ao do Grok, que abordamos algumas vezes aqui no blog esse ano. Assim como a IA do X removia roupas de mulheres e crian&#xE7;as, sem o consentimento delas, a Casa Branca usou IA pra humilhar uma mulher. Kaelan Dorr, vice-diretor de comunica&#xE7;&#xF5;es da sede do governo, classificou a altera&#xE7;&#xE3;o da imagem como apenas um meme. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/03/Melania-Trump-Robo-1.jpeg" class="kg-image" alt="Computando a prosperidade" loading="lazy" width="1100" height="733" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/03/Melania-Trump-Robo-1.jpeg 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/03/Melania-Trump-Robo-1.jpeg 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/03/Melania-Trump-Robo-1.jpeg 1100w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p><strong>Esse ano tem elei&#xE7;&#xE3;o no Brasil </strong><br>Ainda &#xE9; dif&#xED;cil prever de quais formas, ainda desconhecidas, a IA pode ser usada. Mas a altera&#xE7;&#xE3;o de imagens, os deepfakes, j&#xE1; s&#xE3;o uma certeza.</p><p>A entrada da IA na pol&#xED;tica se difere da produ&#xE7;&#xE3;o de conte&#xFA;dos pras redes sociais no sentido de que, na Creator Economy, os creators podem (e devem!) apostar na pr&#xF3;pria autenticidade como diferencial. Em volume, &#xE9; imposs&#xED;vel competir com uma ferramenta que pode produzir, em uma noite do seu sono, o equivalente a um m&#xEA;s dos seus conte&#xFA;dos. Por isso, a gente aposta que os usu&#xE1;rios v&#xE3;o se cansar cada vez mais do conte&#xFA;do gerado por IA, buscando mais os creators humanos. </p><p>Mas e na pol&#xED;tica? Porque uma coisa &#xE9; desligar o seu celular e dar uma volta, ou trocar a rolagem do feed por um v&#xED;deo de um creator maneiro no YouTube. Mas e quando um deepfake atinge um eleitorado e propaga uma fake news como se fosse real?</p><p>&#x201C;Funcion&#xE1;rios da Casa Branca disseram que usam intelig&#xEA;ncia artificial porque &#xE9; a maneira mais r&#xE1;pida de divulgar conte&#xFA;do. N&#xE3;o &#xE9; a maneira mais r&#xE1;pida de dizer algo verdadeiro; &#xE9; a maneira mais r&#xE1;pida de disseminar sua propaganda&quot;, afirma Robert Topinka, professor de m&#xED;dia digital e ret&#xF3;rica na Birkbeck, Universidade de Londres, em entrevista ao texto do Guardian. </p><p>Os conte&#xFA;dos de propaganda pol&#xED;tica gerados por IA j&#xE1; chegaram at&#xE9; na guerra, como aponta o <a href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/03/12/divertidamentes-do-mal-video-ia-ira-provoca-trump-bombardeio-escola-epstein.ghtml">portal g1</a>:</p><p>O Ir&#xE3; provocou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quinta-feira (12) com um v&#xED;deo produzido com intelig&#xEA;ncia artificial que traz refer&#xEA;ncias ao filme &quot;Divertidamente&quot; e ao caso Epstein.</p><p>Outra produ&#xE7;&#xE3;o como essa divulgada nos &#xFA;ltimos dias por Teer&#xE3; usa o universo do Lego para provocar os EUA. O governo Trump tamb&#xE9;m tem compartilhado v&#xED;deos nas redes sociais em meio ao conflito para tripudiar sobre o Ir&#xE3;. </p><p>Pode parecer que a gente t&#xE1; antecipando uma quest&#xE3;o que s&#xF3; vai surgir mais pra frente, at&#xE9; porque os conte&#xFA;dos gerados por IA <em>ainda </em>n&#xE3;o v&#xE3;o dominar todo o debate eleitoral. Mas para e pensa o quanto as tecnologias e os conte&#xFA;dos se transformaram de cinco anos pra c&#xE1;. As mudan&#xE7;as est&#xE3;o vindo <strong>muito </strong>rapidamente. Se antecipar, nesse caso, &#xE9; quase que j&#xE1; estar atrasado pro debate.</p><p>O que a gente identificou &#xE9; que a era da p&#xF3;s-verdade, que at&#xE9; pouco tempo atr&#xE1;s era usada pra descrever essa &#xE9;poca em que a gente n&#xE3;o sabe mais o que &#xE9; verdade ou fake news, em termos de not&#xED;cias, agora subiu um degrau. Muito em breve, a gente n&#xE3;o vai ter a menor ideia se um conte&#xFA;do, que parece perfeitamente real, &#xE9; verdadeiro ou fake. </p><p>Um recurso poss&#xED;vel que ajudaria muito seria as plataformas sinalizarem, de alguma forma expl&#xED;cita, que aquele conte&#xFA;do foi gerado por intelig&#xEA;ncia artificial - at&#xE9; porque tem muito meme de IA que n&#xE3;o tem o intuito de <a href="https://www.instagram.com/marisamaiooficial">atacar</a> ningu&#xE9;m, apenas entreter. Mas isso &#xE9; s&#xF3; um rem&#xE9;dio pontual frente a uma pandemia que se espalhou pelo mundo inteiro. </p><p><strong>IA virou mesmo coisa de pobre? </strong><br>O creator Pietro Reis levantou essa <a href="https://www.instagram.com/reels/DTSzFPFjgyq/">bola</a>, debatendo se a IA democratiza realmente o acesso a produ&#xE7;&#xE3;o de conte&#xFA;do ou, se na verdade, s&#xF3; espalha um conte&#xFA;do que nada tem de art&#xED;stico. E tamb&#xE9;m falou sobre posicionamento de marca. </p><p>Ele cita v&#xE1;rias marcas de grife, que tentaram usar IA em algumas campanhas e foram massacradas, ou outras, como a Porsche, que investiram em artistas e foram muito elogiadas por isso. Do outro lado, a loja Havan usou IA no design de almofadas, por exemplo. E assim vai se abrindo um abismo ainda maior entre o consumo de um p&#xFA;blico e do outro. </p><p>&quot;A elite cultural vai rejeitar a est&#xE9;tica de IA n&#xE3;o por &#xE9;tica, mas por capital simb&#xF3;lico. Poder dizer &quot;isso &#xE9; feito por um artista&quot; ter&#xE1; o mesmo peso de &quot;isso &#xE9; artesanal&quot;, &quot;isso &#xE9; org&#xE2;nico&quot;, &quot;isso &#xE9; autoral&quot;. J&#xE1; o consumo de massa ser&#xE1; inundado por simulacros - n&#xE3;o porque o pobre prefere isso, mas porque &#xE9; isso que lhe ser&#xE1; oferecido&quot;, escreveu Jo&#xE3;o Pedro Feio em seu Instagram, justamente comentando se IA &#xE9; <a href="https://www.instagram.com/p/DTLFg1UDi04/">coisa</a> de pobre. </p><p>O Dr. em ci&#xEA;ncias Atila Iamarino contou, no seu <a href="https://www.youtube.com/watch?v=KiVgoy_ktgI">canal</a>, sobre os comerciais de fim de ano da Coca-Cola que usaram intelig&#xEA;ncia artificial. A informa&#xE7;&#xE3;o do The Wall Street Journal &#xE9; de que apenas cinco especialistas em IA foram necess&#xE1;rios para produzir mais de 70 mil videoclipes, at&#xE9; chegarem nas pe&#xE7;as finais.</p><blockquote>&quot;Enquanto a IA for uma tecnologia ruim, vai continuar sendo empurrada em quem n&#xE3;o pode escolher&quot;, afirma Atila.</blockquote><p>A Creator Economy t&#xE1; sendo um verdadeiro campo de batalha sobre intelig&#xEA;ncia artificial, mas a gente j&#xE1; deu a letra para as marcas e creators, e o <a href="https://billboard.com.br/sxsw-2026-inteligencia-artificial-nao-e-mais-questao-de-se-mas-de-como/">SXSW</a> pregou a mesma coisa: a autenticidade humana n&#xE3;o s&#xF3; &#xE9; insubstitu&#xED;vel, como a principal arma contra os conte&#xFA;dos de IA.</p><p>Agora, como a gente se protege na pol&#xED;tica, a&#xED; j&#xE1; &#xE9; outro papo. Quem sabe a gente n&#xE3;o vence logo esse medo paralisante da <a href="https://inteligenciaartificial.art.br/posts/arte-ia-o-futuro-da-criacao-artistica">IA</a>, pra que o nosso mercado sirva o seu prop&#xF3;sito: criar inova&#xE7;&#xF5;es que fa&#xE7;am o mundo caminhar pra frente, n&#xE3;o pra tr&#xE1;s. </p><blockquote>&quot;Eu n&#xE3;o tenho a preocupa&#xE7;&#xE3;o da intelig&#xEA;ncia artificial substituir o c&#xE9;rebro humano porque ela nunca vai fazer isso. O c&#xE9;rebro n&#xE3;o funciona em l&#xF3;gica digital, mas anal&#xF3;gica. Como o nosso c&#xE9;rebro &#xE9; um camale&#xE3;o, o meu medo &#xE9; de reduzirmos a capacidade do pensamento cr&#xED;tico, a intelig&#xEA;ncia e a criatividade, se acomodando ao mundo digital que nos cerca.&quot;</blockquote><p>A fala &#xE9; do neurocientista <a href="https://www.instagram.com/p/DTrUye1AcWX/">Miguel Nicolelis</a> e, mais uma vez, vai de encontro com o que a gente j&#xE1; ouviu: nenhuma m&#xE1;quina vai substituir a criatividade humana.</p><p>Mas qual vai ser o saldo do nosso c&#xE9;rebro, depois de anos e anos rolando feeds infinitos? Tem gente que mal consegue esperar o intervalo de 1 minuto entre um exerc&#xED;cio e outro na academia sem pegar o celular. &#xC9; quase a distopia do filme Wall-E, s&#xF3; que a gente ainda pratica alguma atividade.</p><p>Por isso, leia seu livrinho, n&#xE3;o deixe de passear na rua e, se for ficar trancado em casa o fds inteiro - sim a gente j&#xE1; podia ser muito caseiro bem antes do celular - prefira atividades manuais a rolar o feed por horas. </p><p>Combine seu tempo m&#xE9;dio de tela e cumpra o combinado consigo mesmo. N&#xE3;o custa tentar. </p><p>Bom gosto &#xE9; o maior diferencial. </p><p>Voc&#xEA; est&#xE1; preparado(a)?</p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/zZcaGl2QiBo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="Saber isso vai salvar o seu trabalho no digital"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #48, para mergulhar nos assuntos, corre pro <a href="https://www.instagram.com/instayoupix">@instayoupix</a> e receba, em primeira m&#xE3;o, o olhar do time YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Existe uma voz]]></title><description><![CDATA[As pessoas mais interessantes no mundo não são criadores de conteúdo, elas são apenas pessoas curiosas, que têm um repertório para além do nicho delas - e justamente esse fator é o que faz o conteúdo ser assim tão magnético.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/que-a-gente-admira/</link><guid isPermaLink="false">69bbe63d530988558f54a88f</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[Política]]></category><category><![CDATA[Poder]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[digital]]></category><category><![CDATA[Estratégia]]></category><category><![CDATA[Conteúdo]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Thu, 19 Mar 2026 13:41:28 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/03/nasa-hubble-space-telescope-et7KsPlqhQc-unsplash.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/03/nasa-hubble-space-telescope-et7KsPlqhQc-unsplash.jpg" alt="Existe uma voz"><p>Passamos por mais um 8 de mar&#xE7;o sem ter tanta coisa assim pra comemorar. Os &#xED;ndices de viol&#xEA;ncia contra a mulher nunca foram t&#xE3;o preocupantes e, se tem cada vez mais gente somando no enfrentamento ao machismo, tamb&#xE9;m tem muito menino se perdendo cedo - infelizmente, a internet muitas vezes amplifica os discursos de &#xF3;dio. </p><p>Mas a gente tem um mercado com um potencial gigantesco de promover, de verdade, uma equidade de g&#xEA;nero. Tendo, inclusive, a lideran&#xE7;a absoluta de mulheres em v&#xE1;rios segmentos diferentes.</p><p>O nosso objetivo de hoje &#xE9; tentar jogar um pouquinho de luz em como as mulheres podem crescer juntas na Creator Economy. </p><figure class="kg-card kg-image-card kg-card-hascaption"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/03/image-5.png" class="kg-image" alt="Existe uma voz" loading="lazy" width="1200" height="1555" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/03/image-5.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/03/image-5.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/03/image-5.png 1200w" sizes="(min-width: 720px) 720px"><figcaption>Ilustra&#xE7;&#xE3;o por: Janet Sung</figcaption></figure><h2 id="prossifionais-mulheres-s%C3%A3o-maioria-na-creator-economy-mas-homens-ainda-ganham-mais">Prossifionais mulheres s&#xE3;o maioria na Creator Economy, mas homens ainda ganham mais </h2><p><em>Nosso mercado tem potencial para ser l&#xED;der na igualdade salarial. Basta querer </em></p><p>No m&#xEA;s de mar&#xE7;o celebramos o dia das mulheres. H&#xE1; mais ou menos uns dez anos, quando j&#xE1; mencionamos anteriormente que comportamentos mudaram muito, impulsionados pelo jeito de interagir na internet, o dia 8 deixou de ser apenas um motivo pra dar flores. Finalmente entendemos que a data &#xE9; pol&#xED;tica e serve para reafirmar e reivindicar direitos que deveriam ser b&#xE1;sicos. </p><p>Muitas a&#xE7;&#xF5;es desastrosas foram registradas na hist&#xF3;ria do 8 de mar&#xE7;o, a exemplo de uma bola fora tremenda do McDonald&#x2019;s que, em 2018, selecionou 20 lojas pelo Brasil pra <a href="https://oglobo.globo.com/brasil/mcdonalds-causa-polemica-ao-ter-so-mulheres-trabalhando-em-lanchonetes-22470218">operar</a> no Dia da Mulher apenas com mulheres trabalhando. Na d&#xE9;cada passada parece que todo mundo foi acordando e, quem despertou tarde, tomou tombos feios. O que era visto (pelos homens) como uma data fofa, de carinho &#xE0;s mulheres, rapidamente foi percebido como um marco pol&#xED;tico. </p><p>E, apesar da inten&#xE7;&#xE3;o do text&#xE3;o de hoje ser mostrar como o nosso mercado pode impulsionar a igualdade de g&#xEA;nero em v&#xE1;rias frentes, a gente n&#xE3;o pode fechar os olhos pro que acontece nas telas e fora delas: processos de feminic&#xED;dio triplicaram nos &#xFA;ltimos cinco anos - e 2026 come&#xE7;ou com p&#xE9;ssimos <a href="https://www.cnj.jus.br/processos-de-feminicidio-triplicaram-nos-ultimos-cinco-anos-crescendo-349-em-janeiro-de-2026-mostram-dados-do-cnj/">&#xED;ndices</a> de viol&#xEA;ncia contra a mulher. </p><p>No momento em que a prote&#xE7;&#xE3;o &#xE0; vida das mulheres finalmente virou pauta central do debate p&#xFA;blico, a Creator Economy precisa colocar seu potencial de promo&#xE7;&#xE3;o da igualdade pra jogo. Durante d&#xE9;cadas, grande parte dos mercados criativos &#x2014; publicidade (principalmente), televis&#xE3;o, jornalismo, entretenimento &#x2014; foi organizada por hierarquias onde homens ocupavam a maioria esmagadora dos cargos de decis&#xE3;o. Nosso mercado tem a desconfort&#xE1;vel miss&#xE3;o de embaralhar um pouco esse jogo. </p><p>Porque, na Creator Economy, o principal ativo n&#xE3;o &#xE9; o cargo a ser mantido em uma empresa, o que perpetua uma hierarquia de opress&#xE3;o. &#xC9; a audi&#xEA;ncia que manda. E a audi&#xEA;ncia t&#xE1; cansada de ver homens mandando em tudo. </p><p>Lembra que falamos sobre os players precisarem crescer juntos na Creator Economy, porque n&#xE3;o tem como crescer s&#xF3; um lado desse bolo? Precisa ser uniforme. Quando mulheres - que s&#xE3;o maioria entre os criadores de conte&#xFA;do em m&#xED;dias digitais, j&#xE1; chegaremos nesse dado - constroem suas pr&#xF3;prias audi&#xEA;ncias, elas passam a ter algo que historicamente lhes foi negado: autonomia de narrativa e de renda. Elas n&#xE3;o dependem de um editor pra falar sobre determinados temas, de um diretor pra conseguir uma oportunidade ou de um chefe pra apontar quais hist&#xF3;rias merecem ser contadas. Elas pr&#xF3;prias definem a pauta, a estrat&#xE9;gia e o posicionamento. Essa autonomia virou tamb&#xE9;m uma forma de poder. </p><p>Um exemplo pr&#xE1;tico do esquema cooperativista da Creator Economy (brincadeira, mas &#xE9; s&#xE9;rio, vem comigo): compartilhamentos, coment&#xE1;rios, men&#xE7;&#xF5;es, v&#xED;deos em collab, recomenda&#xE7;&#xF5;es de outros perfis. Quando mulheres usam esses mecanismos para amplificar outras mulheres, o impacto deixa de ser individual e passa a ser coletivo - sobretudo nesse mercado. Uma creator maior pode abrir espa&#xE7;o para uma menor, seja na frente das c&#xE2;meras ou nos bastidores.</p><p>O crescimento deixa de ser s&#xF3; competitivo e passa a ter uma dimens&#xE3;o de comunidade. Isso tamb&#xE9;m come&#xE7;a a mudar a l&#xF3;gica das marcas: empresas perceberam que trabalhar com creators mulheres n&#xE3;o &#xE9; apenas uma quest&#xE3;o de &#x201C;representatividade simb&#xF3;lica&#x201D; - aquele cl&#xE1;ssico que pessoas negras enfrentam em novembro e, as LGBTs, em junho. Existe agora uma busca por credibilidade real, por gerar identifica&#xE7;&#xE3;o com a audi&#xEA;ncia e se aproximar do p&#xFA;blico. As creators est&#xE3;o deixando a skin de &#x2018;rostinho bonito&#x2019;, como era na publicidade tradicional, pra participar cada vez mais da constru&#xE7;&#xE3;o da narrativa e da estrat&#xE9;gia. </p><p><strong>Existe equidade de sal&#xE1;rio? </strong><br>Segundo a pesquisa Creators &amp; Neg&#xF3;cios 2025, o n&#xFA;mero de creators mulheres &#xE9; de 74,9% no Brasil. Ainda assim, quando o assunto &#xE9; renda mensal acima dos R$ 20 mil, homens ganham mais e t&#xEA;m mais autonomia.</p><p>Por estarem mais presentes nesse ecossistema, &#xE9; natural que as mulheres apare&#xE7;am mais nas faixas de renda menores, mas quando o assunto &#xE9; ganhar dinheiro pra valer, os homens saem, de novo, na frente.</p><p>No recorte apenas entre as mulheres, o racismo tamb&#xE9;m aparece: 74% das creators que n&#xE3;o t&#xEA;m renda alguma, ou ganham no m&#xE1;ximo R$ 2 mil, s&#xE3;o negras. Por isso a import&#xE2;ncia de combatermos todo o tipo de preconceito em todas as frentes, ao inv&#xE9;s de selecionar pautas. Ainda mais no nosso mercado, que todo mundo precisa crescer junto.</p><p>O perfil das creators, da pandemia pra c&#xE1;, tem mudado e reflete agora poder, em um movimento alinhado com a necessidade dos creators enxergarem seus projetos de conte&#xFA;do como neg&#xF3;cios, ao inv&#xE9;s de meros hobbies.</p><p>Issaaf Karhawi, jornalista, mestre e doutora em ci&#xEA;ncias da comunica&#xE7;&#xE3;o pela USP e autora do livro &#x201C;De blogueira a influenciadora&#x201D;, aponta que o mercado dos influenciadores que existe hoje &#xE9; fruto das blogueiras de moda dos anos 2000 e 2010, que foram pioneiras na produ&#xE7;&#xE3;o de conte&#xFA;do digital no pa&#xED;s.</p><p>Por outro lado, a Issaaf tamb&#xE9;m reflete sobre os estigmas que rodeiam o lugar da influenciadora, e como, por muito tempo, as blogueiras foram vistas como f&#xFA;teis por falarem sobre moda e beleza. </p><blockquote>&#x201C;A express&#xE3;o &#x2018;influenciador&#x2019; carrega muitos estigmas. Quando pensamos em influenciador, a imagem que vem &#xE9; de algu&#xE9;m que apenas quer aparecer na internet, entre muitas aspas. Isso refor&#xE7;a a ideia de frivolidade, futilidade e superficialidade, como se estiv&#xE9;ssemos entrando em um espa&#xE7;o estigmatizado do feminino&#x201D;, analisa em uma <a href="https://www.meioemensagem.com.br/womentowatch/por-que-as-mulheres-dominam-o-mercado-de-influencia-no-brasil">reportagem</a> do Meio &amp; Mensagem. </blockquote><p>Como s&#xE3;o maioria dentro do nosso mercado, s&#xE3;o as mulheres que lideram a for&#xE7;a das comunidades e, de fato, influenciam comportamentos - e as empres&#xE1;rias brasileiras est&#xE3;o largando na frente do resto do mundo, embaladas pelo nosso &quot;molho&quot;. </p><p>Se, por um lado vivemos tempos tenebrosos para a seguran&#xE7;a das mulheres, que muito tem a ver com o aumento no n&#xFA;mero de den&#xFA;ncias de viol&#xEA;ncia, e no enfrentamento, por outro, temos na Creator Economy a possibilidade de buscar n&#xE3;o s&#xF3; a equidade de g&#xEA;nero, mas a lideran&#xE7;a das mulheres no geral. </p><p>A Creator Economy n&#xE3;o resolve sozinha problemas estruturais como viol&#xEA;ncia de g&#xEA;nero ou desigualdade no mercado de trabalho. Mas ela cria algo &#xFA;nico que historicamente sempre fez diferen&#xE7;a em processos de transforma&#xE7;&#xE3;o social: mulheres com voz, comunidades relevantes e com liberdade para serem aut&#xEA;nticas. </p><p>Enquanto a gente v&#xEA; pelo feed v&#xED;deos de homens que n&#xE3;o sabem nomear uma mulher importante al&#xE9;m da m&#xE3;e, irm&#xE3;, esposa ou filha, a Creator Economy t&#xE1; sendo constru&#xED;da, todos os dias, por mulheres extraordin&#xE1;rias. </p><figure class="kg-card kg-image-card kg-card-hascaption"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/03/image-6.png" class="kg-image" alt="Existe uma voz" loading="lazy" width="1080" height="1780" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/03/image-6.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/03/image-6.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/03/image-6.png 1080w" sizes="(min-width: 720px) 720px"><figcaption>Ilustra&#xE7;&#xE3;o por: Janet Sung</figcaption></figure><h2 id="terra-de-ningu%C3%A9m">Terra de Ningu&#xE9;m </h2><p>Nas Olimp&#xED;adas de Inverno, viralizou uma foto do atleta de h&#xF3;quei Jack Hughes, que fechou o jogo que deu o ouro aos Estados Unidos. Na imagem, ele aparece com um dente quebrado, a boca meio ensanguentada e mordendo a medalha de ouro. Maneir&#xED;ssimo. O problema &#xE9; que essa imagem n&#xE3;o &#xE9; <a href="https://www.instagram.com/p/DVFWzECAQnm/">real</a>. </p><p>A fotografa <a href="https://www.instagram.com/elsagarrison/">Elsa Garrison</a> registrou o atleta que, de fato, tinha quebrado um dente durante a partida, mas comemorava com a bandeira de seu pa&#xED;s e o punha erguido.</p><p>Um cara chamado Jeff Cole, que se define como &apos;Artista Digital&apos; em sua bio no Instagram, pegou a foto original, jogou numa intelig&#xEA;ncia artificial, fez uns ajustes e soltou a foto modificada, sem nenhum tipo de cr&#xE9;dito &#xE0; fot&#xF3;grafa. O ladr&#xE3;ozinho digital sequer sinalizou que a imagem - que poderia super ser real - era um conte&#xFA;do de IA. </p><p>A imagem teve mais de 400 mil curtidas no Instagram e, desde que a fot&#xF3;grafa Andrea Trega publicou um <a href="https://www.instagram.com/p/DVSRCm2DYyd/">v&#xED;deo</a> denunciando o roubo, a postagem recebeu mais de mil coment&#xE1;rios denunciando Cole. </p><p>Ele se defendeu nos coment&#xE1;rios, dizendo que sua pe&#xE7;a &#xE9; &quot;arte conceitual digital assistida por IA e misturada com Photoshop&quot;, mas ent&#xE3;o porque ele n&#xE3;o se importou de anunciar esse r&#xF3;tulo <em>frufru</em> desde o in&#xED;cio?</p><p>Esse caso levanta o debate sobre pl&#xE1;gio e roubo de propriedade intelectual na internet que, sim, tem regras, mas ainda permite que engra&#xE7;adinhos desse tipo saiam impunes - e ainda monetizem em cima de um roubo. </p><blockquote>&quot;A tecnologia &#xE9; s&#xF3; o meio. Quem odeia, persegue e viola s&#xE3;o pessoas. Mais especificamente, homens.&quot; </blockquote><p>A jornalista Camila Brandalise, do UOL, questiona o porqu&#xEA; as plataformas n&#xE3;o se preocupam em como <a href="https://www.instagram.com/p/DULbzb4CR9c/">proteger</a> as mulheres, ao inv&#xE9;s de ficarem perdidas sobre como agir em casos como o do Grok (IA do X) estar sendo usado pra criar imagem de mulheres seminuas - sem o consentimento delas. </p><p>A Creator Economy &#xE9; constru&#xED;da todos os dias por mulheres incr&#xED;veis. Celebramos algumas delas, mas sabemos que tem muitas outras arrasando por a&#xED; tamb&#xE9;m. Marca nesse <a href="https://www.instagram.com/p/DVoLGsDlgZe/">post</a> as mulheres do nosso mercado que voc&#xEA; admira. A gente quer conhecer todas. &#x1F49C;</p><p>(Texto inspirado na News #47 da YOUPIX. Para mergulhar e se aprofundar nos assuntos, corre pro <a href="https://www.instagram.com/instayoupix">@instayoupix</a> e receba, em primeira m&#xE3;o, o olhar de todo o time YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Talvez você não goste]]></title><description><![CDATA[Imagine quantos talentos com boa audiência, campanhas recorrentes e uma presença cada vez mais forte nas plataformas, mas com um modelo de receita duvidoso. Sabor marketing.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/clickbait/</link><guid isPermaLink="false">69ac2432530988558f54a692</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[Estratégia]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[negócios]]></category><category><![CDATA[marcas]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Conteúdo]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Sat, 07 Mar 2026 15:23:42 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/03/paolo-chiabrando-qVgOxgXfPsQ-unsplash.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/03/paolo-chiabrando-qVgOxgXfPsQ-unsplash.jpg" alt="Talvez voc&#xEA; n&#xE3;o goste"><p>Posso ser bem sincero um instante? </p><p>F*da-se o conte&#xFA;do, isso mesmo. &#x1F4A3; </p><p>O problema n&#xE3;o &#xE9; falta de conhecimento. </p><p>E sim o excesso que ele faz na sua vida.</p><p>Uma x&#xED;cara cheia, transborda.</p><p>A execu&#xE7;&#xE3;o fica travada. </p><p>J&#xE1; percebeu? Voc&#xEA; abre outra aula, faz anota&#xE7;&#xF5;es, salva o material, acha que agora vai. Quando percebe, t&#xE1; com a cabe&#xE7;a explodindo, mas n&#xE3;o aplica nada. </p><p>&#x1F4A5; Isso &#xE9; uma armadilha. </p><p>Das mais brabas ainda. </p><p>N&#xE3;o d&#xE1; pra entender como algu&#xE9;m com tanto conhecimento trava. </p><p>Na verdade, d&#xE1;&#x2026; </p><p>&#x2026;te falta clareza, passo-a-passo e, principalmente IMPLEMENTA&#xC7;&#xC3;O. </p><p>Se voc&#xEA; continuar desse jeito, daqui a 6 meses vai estar exatamente no mesmo lugar, acumulando conhecimento com a execu&#xE7;&#xE3;o bloqueada.</p><p>Ent&#xE3;o vamos resolver isso de uma vez: com um MEGA desafio, super pr&#xE1;tico, focado em implementa&#xE7;&#xE3;o, e n&#xE3;o em conte&#xFA;do. Pra voc&#xEA; finalmente tirar a sua ideia do papel. Do jeito certo. </p><p>Em uma semana resolve o plano que anda adiando h&#xE1; meeeeses (ou anos, que a gente sabe). Fazendo jus ao potencial que tem, pra voc&#xEA; criar um produto de excel&#xEA;ncia. N&#xE3;o &#xE9; de gra&#xE7;a, mas &#xE9; quase&#x2026; </p><p>Voc&#xEA; pode continuar acumulando conte&#xFA;do, ou finalmente executar e ter resultado. A escolha &#xE9; sua. </p><h3 id="a-gente-se-v%C3%AA-por-aqui">A gente se v&#xEA; por aqui.</h3><p>Opa, pera a&#xED;...</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/03/image-2.png" class="kg-image" alt="Talvez voc&#xEA; n&#xE3;o goste" loading="lazy" width="870" height="580" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/03/image-2.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/03/image-2.png 870w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="a-economia-do-conte%C3%BAdo-vai-matar-a-tv-tradicional">A economia do conte&#xFA;do vai &quot;matar&quot; a TV tradicional? </h2><p><em>N&#xE3;o cai no clickbait, &quot;ca&#xE7;a-clique&quot;. Tem muito case de sucesso por a&#xED; pra gente estudar, ao inv&#xE9;s de desesperar</em></p><p>Esse ano vai voar. S&#xE9;rio. D&#xE1; pra acreditar que j&#xE1; estamos em mar&#xE7;o, sendo que 2026 mal come&#xE7;ou? Tem muita coisa legal chegando ainda no primeiro semestre: logo tem Oscar, SXSW, a Copa do Mundo mais explorada e exclusiva na hist&#xF3;ria, e de quebra, as elei&#xE7;&#xF5;es no Brasil. </p><p>E eu nem te conto o que vem por a&#xED; no segundo semestre. Por hora, a gente fica com um case de sucesso pra quem tem a pira de que a TV vai desaparecer. </p><p>Muita gente que compartilha o medo de que a televis&#xE3;o aberta vai deixar de existir esquece, ou talvez nunca ouviu falar, de uma das punchlines mais famosas da YPX:</p><p><em>&apos;Pra um player crescer, todo mundo precisa crescer junto.&apos;</em></p><p>Al&#xE9;m disso, pra quem &#xE9; das novas gera&#xE7;&#xF5;es novas (inclusive j&#xE1; me sinto tioz&#xE3;o), vale lembrar que, quando a pr&#xF3;pria televis&#xE3;o surgiu, o medo era de que o r&#xE1;dio ia morrer. E ele continua a&#xED;, firme e forte, acompanhando a gente no tr&#xE2;nsito, transmitindo partidas de futebol com o menor delay de qualquer outra plataforma, tocando uma m&#xFA;sica que voc&#xEA; nem lembrava que existia ou aquela, que toca sem parar em todo lugar, mas talvez mude um pouco o astral do seu dia. </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/rZy56HaMb4E?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="REVELADO! O VERDADEIRO DONO DA CAZ&#xC9; TV!"></iframe></figure><p><strong>Mudan&#xE7;as acontecem e a gente vai se adaptando. S&#xF3; n&#xE3;o vale paralisar. </strong><br><br>Se o YouTube j&#xE1; roubou o espa&#xE7;o da TV aberta na casa de muita gente, tamb&#xE9;m &#xE9; fato que as emissoras continuam registrando audi&#xEA;ncias alt&#xED;ssimas, porque essa substitui&#xE7;&#xE3;o n&#xE3;o serve pra todo tipo de conte&#xFA;do. </p><p>Um debate grande gira em torno da Caz&#xE9; TV: quem aponta que a audi&#xEA;ncia do canal de YouTube t&#xE1; acabando com o imp&#xE9;rio da Globo no esporte, com certeza n&#xE3;o entende nada sobre m&#xE9;trica de audi&#xEA;ncia. &#x201C;Ah, mas o jogo que eu vi tava l&#xE1; com 5 milh&#xF5;es de espectadores simult&#xE2;neos&#x201D;. Parab&#xE9;ns, isso &#xE9; tipo metade da cidade de S&#xE3;o Paulo. E o resto do Brasil? </p><p>Mas, como aponta um artigo da <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/globo-muda-estrategia-para-enfrentar-cazetv-e-acirra-streaming-esportivo/">CNN</a>, lampejos podem acontecer e apontam, claro, para uma mudan&#xE7;a nos rumos do consumo de entretenimento.</p><p>O confronto de tit&#xE3;s j&#xE1; foi posto &#xE0; prova: ambos exibiram pelo Youtube o jogo da <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/futebol-americano/chargers-batem-o-chiefs-em-sao-paulo-e-estreiam-com-vitoria-na-nfl/">NFL</a> (National Football League, a principal liga de futebol americano dos EUA) que aconteceu no Brasil no in&#xED;cio do m&#xEA;s.</p><p>Segundo o site Marketing Esportivo, na compara&#xE7;&#xE3;o direta, a Caz&#xE9; TV teve audi&#xEA;ncia sete vezes maior que a GE: 9,4 milh&#xF5;es de visualiza&#xE7;&#xF5;es contra 1,35 milh&#xE3;o. Em visualiza&#xE7;&#xF5;es simult&#xE2;neas, foram 430 mil x 170 mil. Em terra de Youtube, parece que Golias virou Davi. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/03/image-3.png" class="kg-image" alt="Talvez voc&#xEA; n&#xE3;o goste" loading="lazy" width="1212" height="909" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/03/image-3.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/03/image-3.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/03/image-3.png 1212w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p>A gente n&#xE3;o precisa entrar muito nesse caso espec&#xED;fico da NFL, porque o consumo desse esporte aqui no Brasil &#xE9; muito nichado, ent&#xE3;o um &#xFA;nico evento n&#xE3;o pode ser tratado como uma quebra de paradigma. Mas &#xE9; interessante pra gente abrir o olho sobre como a audi&#xEA;ncia deve se comportar na Copa do Mundo, que come&#xE7;a em junho - lembrando que o maior vil&#xE3;o contra a Caz&#xE9; TV &#xE9; o delay. Num jogo de Copa, que o pa&#xED;s inteiro para pra assistir, n&#xE3;o d&#xE1; pra ver o jogo com segundos de atraso. Um simples detalhe que prejudica muito toda a experi&#xEA;ncia. </p><p>Por outro lado nesse embate, a Caz&#xE9; TV leva a melhor no engajamento: a&#xED; sim ela d&#xE1; um banho na Globo, porque o seu p&#xFA;blico engaja mais nas redes e interage com a sua linguagem din&#xE2;mica, enquanto a emissora corre do formato &apos;quadradona&apos;. Guarda essa frase que &#xE9; importante:</p><blockquote>&#x201C;A emissora entendeu que a relev&#xE2;ncia no TikTok, Instagram e Youtube &#xE9; t&#xE3;o essencial quanto a audi&#xEA;ncia ao vivo &#xA0;&#x2014; somando baixo custo &#xE0; alt&#xED;ssima capacidade de engajamento&#x201D;, completa o artigo da CNN. </blockquote><p>Como combater ent&#xE3;o? Foi lan&#xE7;ada a ge tv, que permite &#xE0; Globo seguir o padr&#xE3;o televisivo, enquanto bate de frente, no mesmo campo de batalha, com os novatos. </p><p>O Ibope deixou de ser a &#xFA;nica m&#xE9;trica que mede o sucesso de um programa. Um &#xF3;timo exemplo disso &#xE9; o programa Sem Censura, da estatal EBC, que em 2025 registrou crescimento de 90%, al&#xE9;m de 64 milh&#xF5;es de views no TikTok e mais 55 milh&#xF5;es no YouTube, segundo a coluna de Anna Luiza Santiago no jornal <a href="https://oglobo.globo.com/play/noticia/2026/02/24/estudo-mostra-crescimento-do-programa-sem-censura-nas-redes-em-2025.ghtml">O Globo</a>. </p><p>Mas como foi que isso aconteceu? A emissora entendeu que a relev&#xE2;ncia no TikTok, Instagram e Youtube &#xE9; t&#xE3;o essencial quanto a audi&#xEA;ncia ao vivo. </p><p>A atriz <a href="https://www.instagram.com/cissaguimaraes">Cissa Guimar&#xE3;es</a>, que comanda o programa, n&#xE3;o mexeu tanto no formato, mas sim no conte&#xFA;do: traz debates sinceros - e n&#xE3;o esses vazios que come&#xE7;aram a pipocar na internet, uma curadoria de convidados excelente, pluralidade e investiu nos cortes, que viralizam nas redes e atraem novas audi&#xEA;ncias que talvez jamais sintonizariam na <a href="https://www.youtube.com/@tvbrasil">TV Brasil</a> (se &#xE9; que t&#xEA;m antena ainda). </p><p>Ao inv&#xE9;s de aniquilar um programa que, sim, era bem chatinho em outros tempos (existe desde 1985), a diversifica&#xE7;&#xE3;o de formatos possibilita, impulsionada pela Creator Economy, fez o Sem Censura renascer e nadar de bra&#xE7;ada nas redes. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/03/image-4.png" class="kg-image" alt="Talvez voc&#xEA; n&#xE3;o goste" loading="lazy" width="888" height="516" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/03/image-4.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/03/image-4.png 888w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p>O nosso mercado se modifica na velocidade da luz, &#xE9; verdade, e pode parecer que essa frase significa que tudo muda toda hora, tipo aquela paran&#xF3;ia de que &#x201C;agora &#xE9; conte&#xFA;do curto mega r&#xE1;pido&#x201D;, ou &#x201C;volta para o conte&#xFA;do longo&#x201D;, mas n&#xE3;o d&#xE1; nem pra falar que isso &#xE9; a ponta do iceberg. Essas mudan&#xE7;as de formato e algoritmo s&#xE3;o tipo um pedacinho de gelo que cabe na palma da m&#xE3;o. </p><p>O lance mesmo &#xE9; entender como a Creator Economy se expande. N&#xE3;o &#xE9; um iceberg parado, que voc&#xEA; vai destrinchando camada por camada, nada at&#xE9; chegar no fundo dele. A gente t&#xE1; falando de um <em>big bang</em>, d&#xE1; pra sacar? </p><p>As redes sociais eram acessadas via computador e, por mais que os jovens da &#xE9;poca passassem horas nas telas, tinha hora pra acabar. O consumo foi mudando, a Gen Z foi a primeira a realmente abandonar o h&#xE1;bito de consumir televis&#xE3;o e foi dando espa&#xE7;o ao YouTube. Mas, aos trancos e barrancos, as plataformas digitais foram se integrando. Cada vez mais, nosso mercado entra onde a gente nem imaginava e a regra continua clara: pra um crescer, todo mundo tem que crescer junto. </p><p>E o mais bacana nesse case do Sem Censura &#xE9; que, por ser uma TV p&#xFA;blica, o programa n&#xE3;o precisa &quot;escolher&quot; entre: relev&#xE2;ncia editorial e alcance, como destaca a Diretora de Conte&#xFA;do e Programa&#xE7;&#xE3;o da EBC, <a href="https://www.instagram.com/p/DVJHLb1jjTd/">Antonia Pellegrino</a>. </p><p>Foi o cen&#xE1;rio perfeito pra arriscar sem medo e crescer na for&#xE7;a do org&#xE2;nico, sem precisar inventar programa com influenciador mequetrefe que beira o rid&#xED;culo, que s&#xE3;o intrag&#xE1;veis e pouco agregam na vida de quem assiste. Ali&#xE1;s, os pr&#xF3;prios influs ficam meio perdidos, sem saber exatamente o porqu&#xEA; est&#xE3;o ali - at&#xE9; porque devem ganhar muito mais dinheiro fora da televis&#xE3;o. </p><p>Afinal, seria a tenta&#xE7;&#xE3;o de sentir o gostinho do <em>glamour </em>de uma gera&#xE7;&#xE3;o que, por ainda ter crescido em frente &#xE0; TV, sonha em aparecer na telinha?</p><p>Que o Sem Censura sirva de exemplo pra um mont&#xE3;o de outros programas, de alt&#xED;ssima qualidade, renascerem. E fica a torcida pra que o jornalismo suba no bonde do entretenimento e resgate a confian&#xE7;a e audi&#xEA;ncia de um p&#xFA;blico carente de informa&#xE7;&#xE3;o.</p><p>Quem diria que ser criativo no editorial, sincero com o p&#xFA;blico e aut&#xEA;ntico no conte&#xFA;do realmente daria uma receita que funciona. </p><p>Influ&#xEA;ncia importa sim, claro.</p><p>Mas dinheiro n&#xE3;o <a href="https://www.youtube.com/shorts/IZ8El6rC-vg">basta</a>.<br><br><strong>&apos;Plim-Plim&apos;</strong></p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/3u1ma1DJopk?start=314&amp;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="SEM CENSURA ESPECIAL SEU JORGE"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #46 da YOUPIX, para mergulhar nos assuntos da Creator Economy corre pro <a href="https://www.instagram.com/instayoupix">@instayoupix</a> e receba, em primeira m&#xE3;o, o olhar da Rafa Lotto e todo o time YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Pensamento enlatado]]></title><description><![CDATA[No começo, era muito bom usar a busca pra encontrar novos lugares para comer, mas a partir do momento que alguém percebeu a oportunidade de mercado, aí ficou chatão. ]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/artificial/</link><guid isPermaLink="false">69a71c8c530988558f54a5e5</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[carreira]]></category><category><![CDATA[capitalismo]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[conhecimento]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[Criatividade]]></category><category><![CDATA[Estratégia]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Wed, 04 Mar 2026 13:19:43 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/03/amari-shutters-kOFuE8_NO34-unsplash.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/03/amari-shutters-kOFuE8_NO34-unsplash.jpg" alt="Pensamento enlatado"><p>No in&#xED;cio desta semana, vi um post da <a href="https://www.instagram.com/p/DVGRKw-EQCt/">Contente.vc</a> falando sobre resgatarmos o Instagram de antigamente, em que a gente postava o pet, o prato de comida, a foto tremida da viagem, o almo&#xE7;o de fam&#xED;lia no domingo e o que mais der na telha sem ligar pro algoritmo. </p><p>Parece estranho abandonar as nossas regrinhas de comportamento virtual e de est&#xE9;tica, n&#xE3;o? Mas quando exatamente a gente assinou embaixo dessas regrinhas?</p><p>Sim, houve um momento pr&#xE9;-story em que a gente tirava uma foto de um almo&#xE7;o e mandava direto pro feed. </p><p>Pra quem era acostumado a dizer o que tava pensando no Facebook e tweetar qualquer bobagem, sim, postar um almo&#xE7;o do nada no feed parecia perfeitamente normal. A gente era acostumado a isso.</p><p>E a&#xED; a gente faz um salto gigantesco pro momento em que quase todo mundo se v&#xEA; como creator: n&#xE3;o posso postar isso porque a qualidade n&#xE3;o t&#xE1; boa, vou soltar meu dump da viagem no domingo &#xE0; noite porque engaja mais. </p><p>Vou parar de compartilhar nos stories mat&#xE9;rias e v&#xED;deos interessantes pra mim, porque ningu&#xE9;m vai aguentar ficar vendo mil stories e v&#xE3;o me pular. Mas e da&#xED;, se pularem? </p><p>Se voc&#xEA; n&#xE3;o se v&#xEA; como creator nas redes, mas segue qualquer dessas regrinhas de &#x201C;etiqueta virtual&#x201D;, ent&#xE3;o voc&#xEA; age sim como creator, ainda que sem perceber.</p><p>Agora, pra quem cria conte&#xFA;do, a&#xED; que o buraco fica mais embaixo: o algoritmo muda toda hora e dogmas s&#xE3;o invertidos sem aviso pr&#xE9;vio, do tipo &#x201C;os conte&#xFA;dos agora precisam ser curtos, com menos de 90 segundos. Pensando bem, agora v&#xE3;o ser longos, aproxima dos 3 minutos&#x201D;. E por a&#xED; vai. </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/jPYE4LSlbGw?start=2916&amp;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="CALMA URGENTE! - Epstein, Bad Bunny e as Veias Abertas de America do Norte"></iframe></figure><p>Os creators mais antenados - o quanto se manter a par de todas essas mudan&#xE7;as custa pra sua sa&#xFA;de mental? Aprenderam a surfar a onda de cada plataforma, entendendo onde d&#xE1; pra falar rapidinho, onde &#xE9; bom desenrolar um pouco, mas n&#xE3;o muito e onde d&#xE1; pra sentar com calma, passar um caf&#xE9; e propor uma conversa. Ou onde a gente s&#xF3; escreve, como &#xE9; aqui. </p><p>Por isso quem &#xE9; creator precisa estudar, pra al&#xE9;m do algoritmo, como propor um conte&#xFA;do relevante pra sua audi&#xEA;ncia, ainda que ele n&#xE3;o seja informativo. </p><p>T&#xE1; tudo certo fazer v&#xED;deos de humor, at&#xE9; porque tem muitos momentos do dia que a gente abre as redes procurando dar uma risada, n&#xE3;o se informar. Mas por isso a gente bate tanto na tecla de que relev&#xE2;ncia &#xE9; consequ&#xEA;ncia, n&#xE3;o causa do trabalho como creator. </p><p>A possibilidade de se tornar um creator com milh&#xF5;es de seguidores - coisa que at&#xE9; pouco tempo antes da pandemia era poss&#xED;vel apenas pra celebridades que j&#xE1; eram famosas - seduziu muita gente a entrar no modo &#x201C;topa tudo pelo engajamento&#x201D;. A qualidade dos conte&#xFA;dos cai, assim como a responsabilidade com o que a audi&#xEA;ncia v&#xEA;, um prato cheio pro Tigrinho. </p><p>Mas os creators, at&#xE9; os que cairam de p&#xE1;ra-quedas na Creator Economy, t&#xE3;o um passo a frente dos usu&#xE1;rios: eles percebem as mudan&#xE7;as e seus conte&#xFA;dos v&#xE3;o se transformando. </p><p>At&#xE9; as pessoas perceberem, j&#xE1; passou um tempinho e outras mudan&#xE7;as v&#xEA;m pela frente. </p><p>Isso pra um adulto que tem uma rela&#xE7;&#xE3;o ativa com as redes, no sentido oposto ao de passiva, funciona bem. Pros mais jovens, principalmente os que nunca sentiram o gostinho do mundo desconectado, nem tanto. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/03/image-1.png" class="kg-image" alt="Pensamento enlatado" loading="lazy" width="870" height="580" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/03/image-1.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/03/image-1.png 870w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p><strong>A coisa saiu do controle? </strong><br>No in&#xED;cio deste ano, a Espanha anunciou que vai banir o acesso &#xE0;s redes sociais pra menores de 16 anos, num movimento semelhante a pa&#xED;ses como Austr&#xE1;lia (pioneira) e Fran&#xE7;a, que <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-01/franca-assembleia-proibe-redes-sociais-para-menores-de-15-anos">baixou</a> ainda mais a restri&#xE7;&#xE3;o, para 15 anos. </p><p>Aqui no Brasil, a proibi&#xE7;&#xE3;o foi mais simples e se limitou ao banimento de celulares nas escolas. </p><p>Representantes dos pa&#xED;ses que est&#xE3;o adotando essas medidas apontam que as plataformas - no geral, n&#xE3;o existe uma &#xFA;nica grande respons&#xE1;vel, s&#xE3;o ambientes digitais que est&#xE3;o instigando comportamentos violentos e preconceituosos. </p><p>Por coincid&#xEA;ncia, o excelente Rafa Sbarai abordou assunto parecido em sua <a href="https://rafaelsbarai.substack.com/p/jovens-que-amam-o-caos-do-x">Newsletter</a> desta semana, mas focado no <a href="https://x.com/rafaelsbarai">X</a>: </p><blockquote>&#x201C;Essa gera&#xE7;&#xE3;o de jovens, majoritariamente formada entre 14 e 29 anos, cresceu imersa em notifica&#xE7;&#xF5;es constantes, v&#xED;deos curtos e sistemas de recompensa vari&#xE1;vel que <a href="https://rafaelsbarai.substack.com/p/como-a-dopamina-digital-afeta-voce">moldaram</a> sua aten&#xE7;&#xE3;o e sua expectativa de resposta. O feed imprevis&#xED;vel n&#xE3;o &#xE9; percebido como ca&#xF3;tico, mas como natural.&#x201D;</blockquote><p>E outros comportamentos, assim como as regrinhas de etiqueta virtual, tamb&#xE9;m v&#xE3;o se propagando sem que a gente questione. A compara&#xE7;&#xE3;o, a exposi&#xE7;&#xE3;o de um mundo que n&#xE3;o &#xE9; real e a idolatria por influencers vazios est&#xE3;o deixando a gente menos interessante a cada dia que passa. Parece que a gente t&#xE1; caminhando pra um ponto onde vai ser interessante dar um &#x2018;reset&#x2019; na internet. </p><figure class="kg-card kg-image-card kg-card-hascaption"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/03/image.png" class="kg-image" alt="Pensamento enlatado" loading="lazy" width="900" height="600" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/03/image.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/03/image.png 900w" sizes="(min-width: 720px) 720px"><figcaption>Foto: Eduardo Hollanda/RioCarnaval.</figcaption></figure><p><strong>Quem mede relev&#xE2;ncia? </strong><br>A Rafa Lotto gravou um v&#xED;deo <a href="https://www.instagram.com/p/DU_2-HBjfCA/">falando</a> sobre um texto que saiu na Veja dizendo que &#x201C;N&#xE3;o h&#xE1; mulher t&#xE3;o relevante no Brasil quanto Virginia&#x201D;. </p><p>A <a href="https://veja.abril.com.br/coluna/veja-gente/nao-ha-mulher-tao-relevante-nesse-momento-no-brasil-como-virginia/">fala</a> &#xE9; de Gabriel David, Presidente da Liga Independente das Escolas de Samba no Grupo Especial do Rio. E, antes de concordar ou criticar, &#xE9; preciso entender o contexto. </p><p>Jogando um spoilerz&#xE3;o do v&#xED;deo aqui, a Rafa conta que, por meio de uma plataforma, mapeou o n&#xFA;mero de marcas com que a Virginia trabalhou no &#xFA;ltimo ano - tirando a dela pr&#xF3;pria, &#xE9; claro, e as casas de aposta. </p><p>O resultado? S&#xF3; duas, coisa que creators e influencers com n&#xFA;meros bem mais modestos passaram com sobra.</p><p>O lance &#xE9; que, por conta do que ela construiu nas redes, a maioria das marcas que t&#xEA;m responsabilidade n&#xE3;o quer se vincular &#xE0; imagem de uma pessoa como a Virginia, que, mais de uma vez, mostrou que n&#xE3;o tem essa responsabilidade com o conte&#xFA;do que entrega pra sua audi&#xEA;ncia. </p><p>O neg&#xF3;cio dela &#xE9; fazer dinheiro, ponto. Custe o que custar, no bolso de quem doer. </p><p>Em resumo, a Rafa questiona quem usa a mesma r&#xE9;gua de relev&#xE2;ncia pra avaliar o pr&#xF3;prio trabalho em compara&#xE7;&#xE3;o com a Virginia, porque, de fato, o nome dela est&#xE1; na m&#xED;dia. Mas est&#xE1; de que forma? N&#xE3;o &#xE9; s&#xF3; porque ela tem mais n&#xFA;meros e mais audi&#xEA;ncia, que isso significa que ela compete pela aten&#xE7;&#xE3;o da mesma marca que voc&#xEA; quer captar. </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/p7ZG_xWYLzI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="Twitter: Last Week Tonight with John Oliver (HBO)"></iframe></figure><h3 id="pra-n%C3%A3o-perder-o-bonde-tamb%C3%A9m-fica-aqui-a-indica%C3%A7%C3%A3o-do-last-week-tonight-sobre-a-plataforma-de-elon-musk">Pra n&#xE3;o perder o bonde, tamb&#xE9;m fica aqui a indica&#xE7;&#xE3;o do Last Week Tonight sobre a plataforma de Elon Musk. </h3><p>Tudo bem que o Twitter j&#xE1; era uma das menores redes em n&#xFA;meros de usu&#xE1;rios - se comparado &#xE0;s gigantes que todo mundo usa, do seu primo de 8 anos &#xE0; sua tia de 80, e esse n&#xFA;mero caiu ainda mais depois das mudan&#xE7;as na plataforma, mas um trecho do v&#xED;deo serve muito bem como exemplo de como muitos comportamentos nas redes n&#xE3;o fazem o menor sentido: </p><p>Ali pelos 9&#x2019; 30&#x201D; do v&#xED;deo, o John Oliver mostra que uma s&#xE9;rie de contas que produzem conte&#xFA;do de IA contra a &#x201C;agenda Woke&#x201D;, focando em posts anti-imigra&#xE7;&#xE3;o e engajados por usu&#xE1;rios de direita, na verdade s&#xE3;o de pa&#xED;ses como Marrocos e Paquist&#xE3;o. </p><p>Ou seja: conte&#xFA;dos artificiais gerados por IA; mentirosos, porque muitos s&#xE3;o fake news; e feitos por gente de fora dos EUA pra atingir a popula&#xE7;&#xE3;o raivosa estadunidense. Maluquice pura. </p><p>Nos posts mais recentes, a gente conversou sobre a import&#xE2;ncia de um bot&#xE3;o de IA pra gente se localizar entre os conte&#xFA;dos no feed, e saber o que &#xE9; verdade ou n&#xE3;o. Tamb&#xE9;m citamos o mau uso do Grok, IA do X, que cria imagens de mulheres e crian&#xE7;as seminuas, uma falha bizarra na composi&#xE7;&#xE3;o da ferramenta. </p><p>Cada plataforma cativa a gente por uma raz&#xE3;o, mas tamb&#xE9;m precisa encarar as consequ&#xEA;ncias do que proporciona aos usu&#xE1;rios. </p><p>Parece que a gente, mesmo querendo continuar, n&#xE3;o estava t&#xE3;o ciente assim do que podia acontecer. </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/wQprUxiObew?start=4660&amp;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="CALMA URGENTE! - I.A., Ir&#xE3; e a Ascens&#xE3;o da Inconsci&#xEA;ncia"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #45 da YOUPIX, para voc&#xEA; se aprofundar nos assuntos da Creator Economy, corre pro <a href="https://www.instagram.com/instayoupix">@instayoupix</a> e receba, em primeira m&#xE3;o, o olhar da Rafa Lotto e de todo o time da YPX :)</p>]]></content:encoded></item></channel></rss>