<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"><channel><title><![CDATA[Profissão Blogueiro]]></title><description><![CDATA[Os bastidores da internet]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/</link><image><url>https://profissaoblogueiro.com.br/favicon.png</url><title>Profissão Blogueiro</title><link>https://profissaoblogueiro.com.br/</link></image><generator>Ghost 4.18</generator><lastBuildDate>Fri, 23 Oct 2026 00:41:46 GMT</lastBuildDate><atom:link href="https://profissaoblogueiro.com.br/rss/" rel="self" type="application/rss+xml"/><ttl>60</ttl><item><title><![CDATA[Ponto de partida]]></title><description><![CDATA[Nada como usar os números para traduzir as nossas impressões sobre o mercado, né? Tem muito achismo por aí e, ainda por cima, pouca mensuração. Mas também tem muita intuição certeira que ajuda a gente provar esse ponto.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/engajamento/</link><guid isPermaLink="false">6ada73c4a3bcddc96c2643c8</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[Criatividade]]></category><category><![CDATA[Estratégia]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Thu, 22 Oct 2026 21:30:18 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/10/Fred-Arquibancada.webp" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/10/Fred-Arquibancada.webp" alt="Ponto de partida"><p>Em 2025, a influ&#xEA;ncia chegou ao maior n&#xED;vel de relev&#xE2;ncia da sua hist&#xF3;ria, e o investimento nela vem subindo ano ap&#xF3;s ano. At&#xE9; a&#xED;, s&#xF3; not&#xED;cia boa.</p><p>Mas pra crescer r&#xE1;pido, algumas marcas trocaram o relacionamento por volume. Sa&#xED;ram do contrato de longo prazo e da liberdade criativa pra permuta desenfreada e &#x201C;jogo do produtinho&#x201D;. As consequ&#xEA;ncias desse movimento nem sempre aparecem no relat&#xF3;rio de m&#xED;dia, mas aparecem na reputa&#xE7;&#xE3;o. </p><p>Do outro lado, a gente tamb&#xE9;m v&#xEA; marcas muito mais conscientes do papel do creator e da import&#xE2;ncia de confiar nele pra contar sua hist&#xF3;ria.</p><p>O fato &#xE9; que a influ&#xEA;ncia ganhou um lugar estrat&#xE9;gico e indispens&#xE1;vel no plano de comunica&#xE7;&#xE3;o. A pergunta agora &#xE9; como distribuir essa verba de um jeito mais inteligente, e foi isso que a gente buscou entender na 7&#xAA; edi&#xE7;&#xE3;o da &apos;ROI &amp; Influ&#xEA;ncia&apos;.</p><p>A pesquisa ouviu 190 profissionais de marcas e ag&#xEA;ncias sobre quanto investem, no que esse dinheiro vira, como mensuram o retorno e como constroem a rela&#xE7;&#xE3;o com creators. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/10/image-10.png" class="kg-image" alt="Ponto de partida" loading="lazy" width="1000" height="514" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/10/image-10.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/10/image-10.png 1000w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p>A gente mal come&#xE7;a a falar sobre essa pesquisa e j&#xE1; tem um dado muito expressivo para comemorar: <strong>finalmente</strong> o n&#xFA;mero de seguidores deixou de ser o fator 1&#xBA; na hora de escolher um creator para a campanha de uma marca. Em 2026, o mercado t&#xE1; muito mais cuidadoso pra chegar no <em>&apos;match&apos;</em> certeiro.</p><p>Segundo a pesquisa ROI &amp; Influ&#xEA;ncia, que acabou de sair do forno, produzida anualmente pela YOUPIX, em parceria com a Nielsen, ao todo 86% das ag&#xEA;ncias combinam m&#xE9;tricas quantitativas e qualitativas para selecionar influenciadores pra uma campanha, enquanto s&#xF3; 15% delas se baseiam no alcance, engajamento e no n&#xFA;mero de seguidores.</p><p><strong>A Creator Economy n&#xE3;o para de crescer </strong></p><p>Hoje, 1 em cada 3 marcas no Brasil j&#xE1; investe mais de R$ 1,5 milh&#xE3;o por ano no marketing de influ&#xEA;ncia, segmento que impulsiona demais o nosso mercado. Mas essa grana toda tamb&#xE9;m apresenta uma contradi&#xE7;&#xE3;o. Ainda que muitas marcas falem sobre &#x201C;construir comunidade&#x201D; e dizem procurar parcerias estrat&#xE9;gicas, na pr&#xE1;tica, muitas ainda caem nos mesmos v&#xED;cios do passado - do tipo preferir jobs curtos e pontuais, em vez de investir na parceria.</p><p>Comunidades eram &quot;herdadas&quot; pelas gera&#xE7;&#xF5;es anteriores. Hoje, precisamos correr atr&#xE1;s pra fazer parte delas. </p><p>O importante &#xE9; saber que n&#xE3;o existe um jeito certo de criar uma audi&#xEA;ncia engajada - e cada creator precisa olhar com carinho pra sua.</p><h2 id="todo-mundo-quer-manter-um-relacionamento-s%C3%A9rio-mas-na-hora-h-vai-no-combo-1-post-no-feed-3-stories-cl%C3%A1ssico">Todo mundo quer manter um relacionamento s&#xE9;rio, mas na hora H vai no combo: &quot;1 post no feed + 3 stories&quot;. Cl&#xE1;ssico.</h2><p><br>Independentemente da sua atua&#xE7;&#xE3;o na Creator Economy, seja marca, ag&#xEA;ncia, creator e at&#xE9; a turma da produ&#xE7;&#xE3;o das campanhas, voc&#xEA; deve conhecer o caso de algum criador de conte&#xFA;do que t&#xE1; sempre fechando jobs com a mesma marca, mas todos pontuais. </p><p>Nada se desenvolve no longo prazo e quase sempre os conte&#xFA;dos engajam bem menos que o normal.</p><p>No discurso tudo parece lindo, 92% das marcas concordam que trabalhar com os mesmos creators gera melhores resultados, s&#xF3; que na hora de assinar o contrato, o que chega na mesa do creator &#xE9; o mesmo formato cl&#xE1;ssico de #publi nas redes.</p><p>A pesquisa aponta essa diferen&#xE7;a no discurso: 57% das marcas operam em modelos predominantemente pontuais, enquanto s&#xF3; 24% delas j&#xE1; trabalham com parcerias cont&#xED;nuas. Ou seja, as marcas querem a lealdade e a autoridade que s&#xF3; uma parceria de longo prazo constr&#xF3;i, mas ainda tratam o relacionamento com o creator como um job pontual. Da&#xED; a brincadeira de que elas at&#xE9; dizem querer algo mais s&#xE9;rio&#x2026; mas na pr&#xE1;tica t&#xE3;o agindo apenas como &#x201C;ficantes&#x201D;. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/10/image-11.png" class="kg-image" alt="Ponto de partida" loading="lazy" width="616" height="410" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/10/image-11.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/10/image-11.png 616w"></figure><h2 id="o-centro-das-aten%C3%A7%C3%B5es">O centro das aten&#xE7;&#xF5;es</h2><p>Voc&#xEA; que acompanha o blog h&#xE1; mais tempo, sabe que uma das teclas em que a gente mais bate &#xE9; a da import&#xE2;ncia de trazer os creators para linha de frente criativa, afinal, se as marcas querem &#x201C;emprestar&#x201D; a audi&#xEA;ncia deles, nada melhor do que seguir a estrat&#xE9;gia de quem sabe o que a pr&#xF3;pria <a href="https://www.instagram.com/p/DblmWqHHNlP">comunidade</a> quer. </p><p>Na pesquisa deste ano, o mercado confirma essa tend&#xEA;ncia fundamental para uma campanha triunfar: 69% cocriam o conte&#xFA;do junto com o influenciador, enquanto s&#xF3; 6% mant&#xEA;m a cria&#xE7;&#xE3;o conduzida pela marca.</p><p>Aqui vale um pitaco relevante pra entender as entrelinhas desse dado, nem sempre &#xE9; ruim a marca ser dona da campanha. Tem muito creator que n&#xE3;o consegue desenrolar uma conex&#xE3;o mais profunda com o produto, ent&#xE3;o recorrer ao formato do jab&#xE1; antigo, emprestando s&#xF3; seu rosto e credibilidade, pode funcionar bem. &#xC0;s vezes o creator s&#xF3; quer ler o texto e a marca s&#xF3; quer o rostinho bonito que escolheu - isso diminui pra caramba o tempo de idas e vindas da aprova&#xE7;&#xE3;o do job.</p><p>Mas tamb&#xE9;m cabe um outro ponto de vista: uma coisa que a gente repara bastante &#xE9; que as ag&#xEA;ncias plugam uma marca e um creator que n&#xE3;o necessariamente t&#xEA;m tudo a ver, mas <em>podem </em>produzir algum feat bom. De repente o creator j&#xE1; fez uma publi boa naquele ramo de produto, ent&#xE3;o bora tentar repetir a dose. </p><p>Na inten&#xE7;&#xE3;o (quase sempre positiva) de dar liberdade criativa, a marca passa o briefing e pede uma sugest&#xE3;o de roteiro. E o que ainda acontece muito &#xE9; que o creator vai tendo que simplificar a ideia a cada pedido de altera&#xE7;&#xE3;o da marca, at&#xE9; o ponto em que entrega um arroz com feij&#xE3;o simples, s&#xF3; pra n&#xE3;o perder o job e acaba n&#xE3;o ligando para o engajamento, que nesses termos, certamente ser&#xE1; fraco.</p><p>A gente t&#xE1; contando isso porque &#xE9; importante olhar nas entrelinhas. Liberdade criativa n&#xE3;o &#xE9; permitir que o creator sugira sua ideia e cortar o roteiro original pelas beiradas, tudo isso dentro de limites criativos que a gente sabe bem que existem. Sem uma estrat&#xE9;gia pensada pelos dois players, n&#xE3;o &#xE9; cocria&#xE7;&#xE3;o. &#xC9; no m&#xE1;ximo &#x2018;<em>coaltera&#xE7;&#xE3;o&#x2019;</em>.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/10/image-9.png" class="kg-image" alt="Ponto de partida" loading="lazy" width="1280" height="720" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/10/image-9.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/10/image-9.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/10/image-9.png 1280w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h3 id="planejamento-sob-press%C3%A3o">Planejamento sob press&#xE3;o</h3><p>Nesse t&#xF3;pico, nada melhorou de 2025 pra 2026. Tudo segue como sempre foi: pede-se estrat&#xE9;gia, mas com tempo muito curto pra constru&#xED;-la.</p><p>Entre a entrega do briefing e a apresenta&#xE7;&#xE3;o para o cliente, o prazo final para 72% dos respondentes &#xE9; de 1 semana ou menos. S&#xF3; 4% das ag&#xEA;ncias disseram que t&#xEA;m mais de 2 semanas &#xE0; disposi&#xE7;&#xE3;o.</p><p>Em alguns casos de marcas que gostam de surfar o hype de temas quentes que est&#xE3;o em alta, &#xE9; natural que o prazo seja mais curto ainda - e o creator tamb&#xE9;m j&#xE1; sabe como essa banda toca. Mas, nas campanhas que tradicionalmente aparecem nos calend&#xE1;rios anuais (tipo Dia dos Namorados ou Natal), qual a desculpa pro planejamento da campanha n&#xE3;o prever um tempo legal de estrat&#xE9;gia?</p><p>O mercado ainda carece de entender que o creator n&#xE3;o &#xE9; um outdoor humano nas m&#xED;dias digitais, mas a ponte para marca entrar organicamente nas conversas que a audi&#xEA;ncia j&#xE1; estabeleceu.</p><h2 id="%F0%9F%92%A1-an%C3%A1lise">&#x1F4A1; An&#xE1;lise </h2><p>A Creator Economy brasileira t&#xE1; acelerada e movimentando volumes hist&#xF3;ricos de investimento. O marketing de influ&#xEA;ncia j&#xE1; deixou de ser um bicho de 7 cabe&#xE7;as, mas agora &#xE9; importante refinar as estrat&#xE9;gias e as ferramentas de mensura&#xE7;&#xE3;o pra entender o que os resultados mostram nas entrelinhas. </p><p>A pesquisa mostra um mercado certamente mais maduro na percep&#xE7;&#xE3;o de valor agregado, mas que ainda sofre com alguns pontos operacionais, al&#xE9;m da ansiedade pelas m&#xE9;tricas e resultados imediatos. </p><p>O neg&#xF3;cio n&#xE3;o &#xE9; sobre gastar mais dinheiro, mas investir com mais intelig&#xEA;ncia. Durar e crescer nesse ecossistema n&#xE3;o acontece pelas campanhas apressadas. </p><p>Por isso a gente insiste tanto no cuidado em ser constante e aprofundar a conversa, dessa forma parece at&#xE9; consequ&#xEA;ncia chegar nesse lugar, com a prefer&#xEA;ncia por relacionamentos sustent&#xE1;veis no longo prazo. </p><p>Para baixar pesquisa: <a href="https://youpix.com.br/roi-influencia-2026">clique aqui</a>.</p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/UGaQ4HzyF4k?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="Deu match: quando o creator &#xE9; parte da ideia"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #78 da YOUPIX. Para aprofundar, corre pro <a href="https://www.instagram.com/p/DekSdXJFugN">@instayoupix</a> e receba em primeira m&#xE3;o, o olhar do todo o time YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A união faz a força]]></title><description><![CDATA[Se antes já era difícil escolher uma série ou filme, agora com uma operação que colocou algumas das franquias mais conhecidas na mesma empresa. A pipoca acaba antes da hora? O que muda no cenário das telonas?]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/monopolio/</link><guid isPermaLink="false">6ad3e9b7a3bcddc96c2642d2</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[Dinheiro]]></category><category><![CDATA[negócios]]></category><category><![CDATA[entretenimento]]></category><category><![CDATA[capitalismo]]></category><category><![CDATA[Política]]></category><category><![CDATA[Poder]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Sun, 18 Oct 2026 11:19:35 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/10/paramount-warner.png" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/10/paramount-warner.png" alt="A uni&#xE3;o faz a for&#xE7;a"><p>Imagina se voc&#xEA; tivesse apostado que na mesma semana teria uma fus&#xE3;o de US$ 110 bilh&#xF5;es, Doritos com prote&#xED;na, Reel prestando contas ao Google e Bob Esponja com crach&#xE1; corporativo, talvez estaria rico nesse momento. 2026 segue firme, no compromisso de n&#xE3;o dar sossego pra ningu&#xE9;m.</p><p>Em tempo recorde, a Paramount concluiu a aquisi&#xE7;&#xE3;o da Warner Bros. Discovery em uma opera&#xE7;&#xE3;o avaliada em cerca de US$ 110 bilh&#xF5;es. A empresa resultante passa a se chamar Skydance e coloca sob o mesmo teto dois dos est&#xFA;dios mais tradicionais do cinema, al&#xE9;m de HBO, CNN, CBS, Nickelodeon, Paramount+, HBO Max, canais da Discovery e uma cole&#xE7;&#xE3;o respeit&#xE1;vel de franquias conhecidas.</p><p>Traduzindo para quem n&#xE3;o acompanha a &#xE1;rvore geneal&#xF3;gica do conglomerado de m&#xED;dia: agora Harry Potter, Superman, Game of Thrones, Bob Esponja, Star Trek e Top Gun pertencem ao mesmo grupo empresarial. </p><p>A nova Skydance nasce com quase US$ 70 bilh&#xF5;es em receita anual e entra de vez na disputa por aten&#xE7;&#xE3;o com Netflix, Disney, Amazon e Apple. E tamanho, nesse mercado, faz diferen&#xE7;a.</p><p>Produzir filmes e s&#xE9;ries custa caro. Manter streaming tamb&#xE9;m. Depois v&#xEA;m marketing, tecnologia, distribui&#xE7;&#xE3;o internacional, direitos esportivos e aquela miss&#xE3;o ingrata de convencer o consumidor a manter mais uma assinatura no cart&#xE3;o.</p><p>Ao unir duas empresas desse porte, a Skydance consegue dividir parte dessa estrutura e colocar muito mais conte&#xFA;do dentro do mesmo ecossistema.</p><p>A companhia j&#xE1; anunciou que HBO Max e Paramount+ devem ser reunidos em um &#xFA;nico servi&#xE7;o ao longo do tempo. Tamb&#xE9;m pretende lan&#xE7;ar pelo menos 30 filmes por ano, produzir mais de 180 programas e s&#xE9;ries e buscar US$ 6 bilh&#xF5;es em sinergias anuais dentro de tr&#xEA;s anos.</p><p>&#x201C;Sinergia&#x201D;, no dialeto corporativo, costuma ser uma palavra educada para dizer que duas empresas descobrir&#xE3;o quantas coisas estavam pagando duas vezes. Mas a parte mais interessante dessa hist&#xF3;ria para quem trabalha com marketing e neg&#xF3;cios est&#xE1; em outro lugar.</p><p>Hoje, quem controla a distribui&#xE7;&#xE3;o ganha poder sobre o relacionamento com o p&#xFA;blico. A Netflix foi ligeira e entendeu isso cedo. A Disney reuniu suas marcas no Disney+. A Amazon vende assinatura, filme, s&#xE9;rie, publicidade e, enquanto voc&#xEA; escolhe o epis&#xF3;dio, ainda pode tentar vender uma air fryer.</p><p>A Skydance entra nessa briga com uma biblioteca enorme e duas plataformas globais que, aos poucos, devem virar uma s&#xF3;. E a&#xED; fica mais f&#xE1;cil entender por que uma empresa como a Warner Bros Discovery vale tanto.</p><p>Voc&#xEA; compra est&#xFA;dios, canais e personagens, claro. Mas tamb&#xE9;m compra d&#xE9;cadas de propriedade intelectual capazes de render filme, s&#xE9;rie, jogo, produto licenciado, parque, assinatura e publicidade por muitos anos.</p><p>E propriedade intelectual boa tem uma caracter&#xED;stica maravilhosa para qualquer empresa: ela pode ganhar dinheiro v&#xE1;rias vezes. </p><p>Harry Potter, Superman e Bob Esponja j&#xE1; carregam algo que empresas passam anos e bilh&#xF5;es tentando conquistar: aten&#xE7;&#xE3;o e reconhecimento. Por isso, a opera&#xE7;&#xE3;o conta uma hist&#xF3;ria que vai al&#xE9;m de Hollywood. </p><p>A Skydance agora re&#xFA;ne canais para chegar ao p&#xFA;blico e um acervo lotado de hist&#xF3;rias, personagens e marcas capazes de puxar esse p&#xFA;blico para dentro. </p><h2 id="a-parte-dif%C3%ADcil-come%C3%A7a-agora">A parte dif&#xED;cil come&#xE7;a agora</h2><p>Juntar empresas desse tamanho significa lidar com d&#xED;vida, culturas diferentes, tecnologias diferentes e um organograma grande o suficiente para deixar qualquer RH pedindo socorro. </p><p>A companhia ainda precisa provar que consegue transformar toda essa escala em um neg&#xF3;cio melhor &#x2014; e entregar os bilh&#xF5;es em economia que prometeu. Mesmo assim, o <a href="https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/02/27/warner-bros-assina-acordo-com-a-paramount.ghtml">acordo</a> d&#xE1; uma boa pista sobre a pr&#xF3;xima fase da guerra pela aten&#xE7;&#xE3;o. </p><p>As plataformas acumulam cat&#xE1;logo, marcas, personagens, esportes, not&#xED;cias e canais de distribui&#xE7;&#xE3;o. Quanto mais motivos couberem dentro da mesma assinatura, maior a chance de o consumidor continuar pagando. </p><p>E quando Batman, Bob Esponja e Tony Soprano usam o mesmo crach&#xE1; corporativo, d&#xE1; para dizer que a disputa ficou um pouquinho mais s&#xE9;ria. </p><p>Quando o jeito de consumir come&#xE7;a a se transformar, at&#xE9; quem parecia ter lugar garantido precisa se adaptar. </p><p>Enquanto isso, seguimos atentos.</p><p>Continue acompanhando.</p><p>Fique de olho! &#x1F37F;&#x1F3AC;</p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/HvOpplbMwzw?start=1033&amp;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="Acordos BIZARROS da fus&#xE3;o Warner e Paramount"></iframe></figure><p>Para seguir no Instagram: <a href="https://www.instagram.com/phsantos">clique aqui</a>.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Nem tudo que parece]]></title><description><![CDATA[Quantos creators a gente acompanhava há 10 anos ainda continuam na ativa? Cada um tem sua visão de sucesso, mas em todos os casos, ele tem que durar, né? Afinal, o produto é você.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/moeda/</link><guid isPermaLink="false">6ad3d828a3bcddc96c26417f</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[carreira]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[IA]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Estratégia]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Sat, 17 Oct 2026 22:13:12 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/10/jo-soares.png" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/10/jo-soares.png" alt="Nem tudo que parece"><p>De certa forma, todo mundo trabalha um pouco para as redes digitais. </p><p>Quem s&#xF3; rola o feed deitado no sof&#xE1; (e pode estar desempregado) vai rir dessa frase, mas talvez sem saber que a pr&#xF3;pria aten&#xE7;&#xE3;o &#xE9; um grande ativo de neg&#xF3;cio.</p><p>Views n&#xE3;o s&#xE3;o tudo, mas importam sim. </p><p>Na real &#xE9; a principal moeda. </p><p>Do contr&#xE1;rio, qual o sentido de produzir um conte&#xFA;do que ningu&#xE9;m vai ver? </p><p>Hoje, resgatamos o papo de como tem muita gente trabalhando para as plataformas, mais do que &#xE9; capaz de enxergar.</p><figure class="kg-card kg-image-card kg-card-hascaption"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/10/image-8.png" class="kg-image" alt="Nem tudo que parece" loading="lazy" width="870" height="580" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/10/image-8.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/10/image-8.png 870w" sizes="(min-width: 720px) 720px"><figcaption>Imagem por: <a href="https://unsplash.com/pt-br/@kaboompics">Karolina Grabowska</a></figcaption></figure><h2 id="estamos-todos-atuando">Estamos todos atuando </h2><p><em>Antrop&#xF3;loga destrincha as novas formas de trabalho, formais e informais, que surgiram com o desenvolvimento das m&#xED;dias digitais</em></p><h3 id="eu-j%C3%A1-tenho-que-trabalhar-o-que-eu-sempre-tive-que-trabalhar-que-%C3%A9-12-horas-e-agora-tenho-que-investir-na-minha-rede-social%E2%80%9D">&quot;Eu j&#xE1; tenho que trabalhar o que eu sempre tive que trabalhar, que &#xE9; 12 horas, e agora tenho que investir na minha rede social.&#x201D;</h3><p><br>A frase &#xE9; da antrop&#xF3;loga <a href="https://m96yi.r.a.d.sendibm1.com/mk/cl/f/sh/WCPzyXJTZ6uvg9QoSauIo7fAzt1vNURt/UgpwMXJW4HQ9"><u>Rosana Pinheiro-Machado</u></a>, que apareceu na &#xFA;ltima YPX News falando sobre os &#x201C;CEOs de MEI&#x201D; e que estuda a rela&#xE7;&#xE3;o entre as redes sociais e o trabalho. Sua pesquisa n&#xE3;o se limita ao Brasil e, em outros pa&#xED;ses, como nas Filipinas, ela tamb&#xE9;m nota comportamentos sociais parecidos com os nossos. </p><p>A frase &#xE9; da antrop&#xF3;loga Rosana Pinheiro-Machado, que apareceu no &#xFA;ltimo text&#xE3;o, falando sobre os &#x201C;CEOs de MEI&#x201D; e que estuda a <a href="https://www.instagram.com/p/DeK68Zfn2Sk">rela&#xE7;&#xE3;o</a> entre as redes sociais e o trabalho. Sua pesquisa n&#xE3;o se limita ao Brasil e, em outros pa&#xED;ses, como nas Filipinas, ela tamb&#xE9;m nota comportamentos sociais parecidos com os nossos. </p><p>Ela explica como essa l&#xF3;gica afeta, desde pequenos empreendedores, at&#xE9; profissionais como psic&#xF3;logos e jornalistas, gerando exaust&#xE3;o, isolamento e a sensa&#xE7;&#xE3;o de que &#xE9; preciso estar sempre se promovendo para conseguir trabalhar.</p><h3 id="%E2%80%9Ceu-n%C3%A3o-vou-ser-algu%C3%A9m-no-mercado-de-trabalho-se-eu-n%C3%A3o-vender-o-meu-produto%E2%80%9D-diz-a-pesquisadora-%C3%A0-bbc-news-brasil">&#x201C;Eu n&#xE3;o vou ser algu&#xE9;m no mercado de trabalho se eu n&#xE3;o vender o meu produto&#x201D;, diz a pesquisadora &#xE0; BBC News Brasil.</h3><h2 id="morde-e-assopra"><br>Morde e assopra</h2><p>Um bom marco pra entender o movimento dos profissionais que tamb&#xE9;m levaram seus trabalhos para as redes &#xE9; a pandemia: se voc&#xEA; fazia algum tipo de comida, encontrou uma oportunidade de entregar direto na casa do cliente. Se tava no mercado de vestu&#xE1;rio, era s&#xF3; manter a produ&#xE7;&#xE3;o e adicionar o delivery. O que parecia uma limita&#xE7;&#xE3;o pra muitos, se tornou oportunidade de mercado. </p><p>E a&#xED;, quem ainda n&#xE3;o tinha entrado nesse movimento, de repente se viu na obriga&#xE7;&#xE3;o de criar uma p&#xE1;gina pra sua marca, empresa ou servi&#xE7;o, ainda que n&#xE3;o fa&#xE7;a muito sentido. Hoje, um psic&#xF3;logo ou advogado, por exemplo, precisa de uma conta verificada e pelo menos 10k seguidores, para validar o seu trabalho. </p><p>Acontece que influ&#xEA;ncia &#xE9; consequ&#xEA;ncia, n&#xE3;o o ponto de partida. Ser influente &#xE9; um m&#xE9;rito conquistado por meio de autoridade e credibilidade constru&#xED;das ao longo do tempo. </p><p>Para conquistar essa posi&#xE7;&#xE3;o, &#xE9; necess&#xE1;rio fornecer conte&#xFA;do aut&#xEA;ntico e consistente, demonstrando comprometimento com uma audi&#xEA;ncia espec&#xED;fica. Lembramos de um artigo, publicado l&#xE1; em 2023 - que segue bem <a href="https://youpix.com.br/medico-arquiteto-e-professor-todo-mundo-virou-influenciador">atual</a>.</p><p>Pra Rosana, a antrop&#xF3;loga que t&#xE1; estudando esse fen&#xF4;meno, essa necessidade das redes validarem o trabalho do profissional, que j&#xE1; existia independente delas, gera uma press&#xE3;o e um senso de inevitabilidade: <em>&#x201C;Eu n&#xE3;o vou ser algu&#xE9;m no mercado de trabalho se n&#xE3;o saber como vender o meu produto&#x201D;</em>. </p><figure class="kg-card kg-image-card kg-card-hascaption"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/10/image-6.png" class="kg-image" alt="Nem tudo que parece" loading="lazy" width="870" height="580" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/10/image-6.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/10/image-6.png 870w" sizes="(min-width: 720px) 720px"><figcaption>Imagem por: <a href="https://unsplash.com/pt-br/@dandrew">2 Bro&#x2019;s Media</a></figcaption></figure><h3 id="funcion%C3%A1rio-do-m%C3%AAs">Funcion&#xE1;rio do m&#xEA;s</h3><p>Se voc&#xEA; passa 4, ou 9 horas por dia em frente &#xE0;s telas, saiba que est&#xE1; trabalhando para as plataformas. Isso porque as m&#xE9;tricas como n&#xFA;mero de seguidores, views e a reten&#xE7;&#xE3;o do creator dependem da <a href="https://g1.globo.com/hora1/noticia/2023/08/25/pesquisa-mostra-que-brasileiros-passam-9h-por-dia-ao-celular-ou-em-outros-aparelhos-eletronicos.ghtml">aten&#xE7;&#xE3;o</a> que voc&#xEA; d&#xE1;.</p><p>A cada v&#xED;deo que assiste ou passa reto, cada conta que segue, &#xE9; uma contribui&#xE7;&#xE3;o para Creator Economy, em que o grande ativo &#xE9; a aten&#xE7;&#xE3;o do usu&#xE1;rio. Logo, n&#xE3;o &#xE9; exagero nenhum dizer que estamos todos trabalhando para as plataformas, mas a maioria n&#xE3;o recebe nada em troca: desde o usu&#xE1;rio, que consome; passando pelos profissionais que <em>precisam </em>estar nas redes; at&#xE9; os creators, que podem ganhar por publicidade, mas nem sempre por uma monetiza&#xE7;&#xE3;o direta.</p><h3 id="o-terreno-%C3%A9-voc%C3%AA">O terreno &#xE9; voc&#xEA;</h3><p>Quem cria conte&#xFA;do na internet vive uma outra vers&#xE3;o dessa &#x201C;ilus&#xE3;o de posse&#x201D;. </p><p>Criar dependendo exclusivamente da entrega das plataformas &#xE9; o equivalente digital a construir uma casa em um terreno alugado. </p><p>Por mais est&#xE1;vel e lucrativo que o cen&#xE1;rio pare&#xE7;a hoje, o inquilino nunca manda na sua propriedade. </p><p>Uma mudan&#xE7;a repentina nas diretrizes do algoritmo, a altera&#xE7;&#xE3;o em uma pol&#xED;tica de monetiza&#xE7;&#xE3;o ou as idas e vindas do algoritmo que mexem no alcance, podem mandar pro ralo anos de trabalho - da noite pro dia.</p><p>Em uma YPX News do m&#xEA;s passado, falamos sobre como o movimento de <a href="https://youpix.com.br/o-analogico-e-o-antidoto-de-quem-constroi-em-terreno-alugado">resgate</a> ao anal&#xF3;gico pode ser uma boa pra muitos creators (de todos os tamanhos) cavarem formas melhores de fazer renda com a cria&#xE7;&#xE3;o de conte&#xFA;do. No fim das contas, a gente acabou caindo na pegadinha de achar que t&#xE1; empreendendo pra si mesmo, quando t&#xE1; todo mundo trabalhando pra alimentar o algoritmo. A gente entrega nosso tempo e aten&#xE7;&#xE3;o de gra&#xE7;a, pra manter essa engrenagem girando.</p><p>A ideia n&#xE3;o &#xE9; surtar e sumir das redes - mas fique &#xE0; vontade, t&#xE1;? Talvez o lance seja parar de tratar o feed como o destino <em>final </em>do seu trabalho e passar a us&#xE1;-lo como um <em>meio </em>apenas. O verdadeiro ativo de um creator que nasceu no digital, ou de um profissional que migrou pra l&#xE1; n&#xE3;o &#xE9; o n&#xFA;mero de seguidores (que pode facilmente ser comprado), mas a <strong>comunidade </strong>que voc&#xEA; consegue atingir na vida real. Em um text&#xE3;o como esse, em produtos pr&#xF3;prios e encontros ao vivo, olho no olho.</p><p>Para ressoar, uma frase que ainda t&#xE1; fresca na nossa mente: <em>&#x201C;sucesso &#xE9; durar&#x201D;</em>, influ&#xEA;ncia &#xE9; fruto de um bom trabalho. Vale gastar menos energia alimentando a m&#xE1;quina e investir mais em estrat&#xE9;gia, pra construir o que seja, de fato, seu de verdade.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/10/image-7.png" class="kg-image" alt="Nem tudo que parece" loading="lazy" width="1536" height="1024" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/10/image-7.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/10/image-7.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/10/image-7.png 1536w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="passou-28-anos-no-celular">&quot;Passou 28 anos no celular.&quot;</h2><p><br>Para o especialista digital Ronaldo Lemos, essa vai ser a frase na l&#xE1;pide de muita gente que ainda &#xE9; jovem.</p><p>Em entrevista &#xE0; BBC, ele explica que o Brasil registra o segundo maior tempo de tela do mundo, com pessoas passando mais de 9 horas por dia <a href="https://www.instagram.com/p/DeSlkFzD62r">conectadas</a>. Isso &#xE9; muito doido se a gente pensar na m&#xE1;xima &quot;8h trabalho/8h descanso/8h lazer&quot;, estabelecida ainda no s&#xE9;culo XIX em um movimento liderado por trabalhadores. Como fica essa divis&#xE3;o na vida de uma pessoa viciada em telas hoje em dia?</p><p><em>&quot;Voc&#xEA; t&#xE1; sendo anestesiado&quot;, </em>explica Ronaldo. <em>&quot;O seu corpo t&#xE1; recebendo uma anestesia que chega por meio da sua mente e do cora&#xE7;&#xE3;o. Se n&#xE3;o tivesse nada acontecendo na tela, seria imposs&#xED;vel passar todo esse tempo olhando pra ela&quot;.</em></p><p>A gente j&#xE1; falou bastante sobre como funciona o esquema de recompensa no feed, voc&#xEA; v&#xEA; um monte de bobagem, passa reto em v&#xE1;rios conte&#xFA;dos, vai treinando o algoritmo e, de repente, vem alguma coisa interessante. Logo ap&#xF3;s, 1 segundo depois, o ciclo recome&#xE7;a e mant&#xE9;m nossa aten&#xE7;&#xE3;o capturada.</p><p>Aqui a gente n&#xE3;o acredita no fim das redes sociais, ou na nossa completa falta de autonomia pra lidar com o v&#xED;cio em telas. Mas todo mundo concorda que t&#xE1; fazendo mal, n&#xE9;? </p><p>Se desinstalar algum app seja a &#xFA;nica solu&#xE7;&#xE3;o pra voc&#xEA;, v&#xE1; em frente. Mas sempre &#xE9; poss&#xED;vel trocar uns minutinhos de rede social por uma caminhada, uma refei&#xE7;&#xE3;o silenciosa, uma leitura, ou simplesmente... nada.</p><p>Muita gente reclama de burnout, cansa&#xE7;o, muita informa&#xE7;&#xE3;o de uma vez, jobs que pagam mal ou que demoram meses pra mandar o PIX&#x2026; tudo isso &#xE9; v&#xE1;lido, mas ser&#xE1; que essa &#xE9; a vida mais <a href="https://www.instagram.com/p/DeZg94QBINf/">sofrida</a> do trabalhador brasileiro? </p><p>A gente s&#xF3; exp&#xF5;e o que &#xE9; conveniente pra n&#xF3;s. Nem sempre isso &#xE9; ruim, t&#xE1;? Todo mundo merece privacidade, mas que tal parar de se <a href="https://www.instagram.com/p/DcLuG35xrNp">comparar</a> com a blogueira perfeita, que voc&#xEA; n&#xE3;o sabe como vive na vida real.</p><p>Vimos &#x201C;blogueira&#x201D; virar profiss&#xE3;o, creator virar empresa, publi virar opera&#xE7;&#xE3;o de milh&#xF5;es e agora a IA est&#xE1; reescrevendo tudo de novo.</p><p>Todo mundo virou influencer?</p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/-CrgpbEc1Ys?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="&quot;Motiva&#xE7;&#xE3;o para estudar (BRIO) | Cl&#xF3;vis de Barros&quot; Cl&#xF3;vis de Barros Reage"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #77 da YOUPIX. Para aprofundar, corre pro <a href="https://www.instagram.com/p/DefOpEdlqiU/">@instayoupix</a> e receba em primeira m&#xE3;o, o olhar do todo o time YPX :)</p><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Aceitar o novo]]></title><description><![CDATA[A gente bate na mesma tecla há tantos anos, o creator precisa se profissionalizar mais, e o seu primeiro passo é se enxergar como um negócio. Lógica que funciona também em outros setores.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/mudar/</link><guid isPermaLink="false">6aca99b0a3bcddc96c264052</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[IA]]></category><category><![CDATA[Economia]]></category><category><![CDATA[Estratégia]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Sat, 10 Oct 2026 21:11:37 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/10/Dado-Schneider.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/10/Dado-Schneider.jpg" alt="Aceitar o novo"><p>Guerra cultural, padr&#xE3;o FIFA.</p><p><em>- Que m&#xEA;s cansativo, n&#xE9;?</em></p><p><em>- Mas capit&#xE3;o, outubro s&#xF3; t&#xE1; come&#xE7;ando!</em></p><p>A primeira semana j&#xE1; entregou o cansa&#xE7;o de um ano inteiro. </p><p>Parece que o tempo resolveu <a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2021/09/29/capitao-ainda-e-quarta-feira-o-cansaco-no-meio-da-semana-que-virou-meme.ghtml">acelerar</a> e acumular todas as demandas poss&#xED;veis logo nos primeiros dias do m&#xEA;s. Se a primeira semana foi assim, o jeito &#xE9; respirar fundo e encarar o restante do m&#xEA;s com calma. </p><p>Como est&#xE1; o seu n&#xED;vel de energia para o resto de outubro? Se quiser desabafar sobre o que tem te cansado ou se precisar de ajuda para organizar as tarefas e planejar os pr&#xF3;ximos dias, &#xE9; s&#xF3; avisar.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/10/image.png" class="kg-image" alt="Aceitar o novo" loading="lazy" width="1024" height="576" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/10/image.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/10/image.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/10/image.png 1024w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p>Apertem os cintos que o final de 2026 vai ser com muita emo&#xE7;&#xE3;o. Mas, quando os nervos afloram, nada como um pouco de raz&#xE3;o. </p><p>Enquanto isso, por aqui seguimos na miss&#xE3;o de trazer um pouquinho de informa&#xE7;&#xE3;o, principalmente sobre como a gente protege nossa trajet&#xF3;ria na Creator Economy.</p><p>Hoje a gente te conta sobre uma plataforma que j&#xE1; &#xE9; poderos&#xED;ssima pra creators - al&#xE9;m de ser a que melhor monetiza - e agora t&#xE1; convidando as marcas pra ca&#xED;rem pra dentro.</p><p>Por muito tempo, as oportunidades comerciais pra creators se resumiam aos briefings prontos e jab&#xE1;s muito chatos, que seguiam a l&#xF3;gica da publicidade tradicional na TV. S&#xF3; que a Creator Economy &#xE9; muito mais complexa do que essa simples equa&#xE7;&#xE3;o, &#xE9; ecossistema todo que se desenvolve e ramifica cada vez mais: hoje, creators podem viver de diferentes formas de renda al&#xE9;m das publis; atuam como consultores estrat&#xE9;gicos para marcas e empresas; e podem at&#xE9; conciliar a cria&#xE7;&#xE3;o de conte&#xFA;do com um trampo em meio per&#xED;odo.</p><p>Independente da atua&#xE7;&#xE3;o, o creator se mostrou um especialista em desenhar campanhas que realmente geram reputa&#xE7;&#xE3;o e valor de neg&#xF3;cio. </p><p>A Creator Economy precisa de creators cocriando a reputa&#xE7;&#xE3;o do produto desde o briefing. </p><p>Nesse sentido, os creators que come&#xE7;aram ou se deslocaram em algum momento da carreira - pro YouTube, nadam de bra&#xE7;ada.</p><figure class="kg-card kg-image-card kg-card-hascaption"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/10/image-1.png" class="kg-image" alt="Aceitar o novo" loading="lazy" width="870" height="580" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/10/image-1.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/10/image-1.png 870w" sizes="(min-width: 720px) 720px"><figcaption>Imagem por: <strong><a href="https://unsplash.com/pt-br/@philipsfuture">Philip Oroni</a>.</strong></figcaption></figure><h3 id="vamos-aos-n%C3%BAmeros">Vamos aos n&#xFA;meros </h3><p>Na pesquisa <a href="https://youpix.com.br/consumo-e-influencia">&quot;O Efeito da Influ&#xEA;ncia no Consumo 2026&quot;</a>, realizada pela YOUPIX em parceria com a Nielsen, hoje o p&#xFA;blico das redes tamb&#xE9;m &#xE9; consumidor e aprendeu a sentir o cheiro de uma publi for&#xE7;ada de longe. </p><p>Falas engessadas (44%) e exagero nos elogios &#xE0; marca (49%) est&#xE3;o no topo do que mais desestimula a compra, apontamos na pesquisa. Ou seja, a marca que tenta controlar o processo do in&#xED;cio ao fim &#xE9; justamente a que implode sua pr&#xF3;pria campanha. </p><p>Quando o creator entra no planejamento dessa campanha, ele n&#xE3;o s&#xF3; emprega a linguagem que j&#xE1; usa com a sua comunidade, como direciona a marca para as plataformas certas e profundidade que a audi&#xEA;ncia demanda. </p><p>Lembrando que no fundo o produto &#xE9; voc&#xEA;, capturar a sua aten&#xE7;&#xE3;o, enquanto pesquisa ativamente um tema no YouTube, ou rola o feed enquanto medita no banheiro. </p><p>O estudo mostra, por exemplo, que embora os v&#xED;deos curtos impactam mais o consumidor, (53% da aten&#xE7;&#xE3;o), o YouTube se consolidou como a segunda plataforma principal em que os consumidores se sentem impactados na decis&#xE3;o de compra de um produto ou servi&#xE7;o. </p><p>A plataforma permite que os criadores de conte&#xFA;do construam autoridade, reforcem confian&#xE7;a com suas comunidades e, assim, reduzam a percep&#xE7;&#xE3;o de risco pro consumidor.</p><p>Essa reputa&#xE7;&#xE3;o constru&#xED;da no YouTube e em v&#xED;deos educativos tem um efeito colateral valioso na era da Intelig&#xEA;ncia Artificial. </p><p>O estudo revelou que a busca de informa&#xE7;&#xF5;es por IA quase quadruplicou. Se antes o consumidor pesquisava no Google, hoje ele pergunta pro ChatGPT: &quot;qual o melhor shampoo pro meu tipo de cabelo?&quot;. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/10/image-2.png" class="kg-image" alt="Aceitar o novo" loading="lazy" width="927" height="516" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/10/image-2.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/10/image-2.png 927w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h3 id="um-funil-de-compra-que-talvez-voc%C3%AA-n%C3%A3o-esteja-enxergando-direito">Um funil de compra que talvez voc&#xEA; n&#xE3;o esteja enxergando direito.</h3><p>Funciona mais ou menos assim, as IAs aprendem e recomendam produtos com base na reputa&#xE7;&#xE3;o deles e em como est&#xE3;o sendo distribu&#xED;dos na internet. Ent&#xE3;o a IA prioriza respostas que se parecem com experi&#xEA;ncias reais e avalia&#xE7;&#xF5;es org&#xE2;nicas - e aqui o creator n&#xE3;o s&#xF3; entra na hist&#xF3;ria, como brilha. Quanto mais um produto &#xE9; engajado por um creator e sua comunidade, mais ele tem a probabilidade de ser indicado pela IA diretamente ao consumidor.</p><p>Por isso mesmo, trazer creators pro centro da estrat&#xE9;gia &#xE9; fundamental. Eles dominam a conversa que j&#xE1; t&#xE1; rolando nas redes com o p&#xFA;blico (que tamb&#xE9;m &#xE9; o consumidor) e constr&#xF3;em autoridade em torno do produto, garantindo que ele seja a primeira resposta que vai ser entregue na internet.</p><p><strong>Al&#xF4;, marc@s! </strong><br>Pra entrar nessa l&#xF3;gica de neg&#xF3;cio, o primeiro passo &#xE9; compreender como ela funciona, em seguida desenhar a estrat&#xE9;gia. O primeiro passo &#xE9; entender que o creator n&#xE3;o &#xE9; como as celebridades funcionavam pro jab&#xE1; na TV tradicional, hoje ele &#xE9; a pr&#xF3;pria base de reputa&#xE7;&#xE3;o do produto, que agrega valor &#xE0; marca e transfere a confian&#xE7;a que a audi&#xEA;ncia tem nele pra marca.</p><p>Na publicidade digital o p&#xFA;blico tamb&#xE9;m &#xE9; consumidor e essa linha t&#xE1; cada vez mais t&#xEA;nue. O que pode come&#xE7;ar com um v&#xED;deo por qualquer raz&#xE3;o, pode terminar na compra de um produto a partir da apresenta&#xE7;&#xE3;o naquele conte&#xFA;do. </p><p>O p&#xFA;blico foge dos conte&#xFA;dos longos feitos por IA e quer concluir sua decis&#xE3;o de compra com base em conversas reais. Quem constr&#xF3;i mais autoridade que o creator, nesse sentido?</p><p>A marca que topar desapegar do controle e colocar o creator no centro da estrat&#xE9;gia deve triunfar em todas as plataformas, mas em especial no YouTube, t&#xE1; pavimentando uma reputa&#xE7;&#xE3;o que vai manter a marca viva e recomendada nos pr&#xF3;ximos anos. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/10/image-4.png" class="kg-image" alt="Aceitar o novo" loading="lazy" width="960" height="540" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/10/image-4.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/10/image-4.png 960w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h3 id="n%C3%A3o-tem-nenhuma-plataforma-que-consiga-entregar-ferramenta-intelig%C3%AAncia-e-mensura%C3%A7%C3%A3o-da-descoberta-at%C3%A9-a-convers%C3%A3o-que-nem-o-youtube%E2%80%9D-aponta-rafa-lotto">&quot;N&#xE3;o tem nenhuma plataforma que consiga entregar ferramenta, intelig&#xEA;ncia e mensura&#xE7;&#xE3;o, da descoberta at&#xE9; a convers&#xE3;o, que nem o YouTube&#x201D;, aponta Rafa Lotto</h3><p><br>O Brandcast &#xE9; um evento anual realizado pelo YouTube pra apresentar pro mercado e para as marcas como aproveitar os recursos da plataforma e incluir os creators no centro das estrat&#xE9;gias. E adivinha quem esteve presente e traz pra gente os principais insights dessa cobertura?</p><p>Das 130 milh&#xF5;es de pessoas com 18 anos ou mais no Brasil, 90 milh&#xF5;es assistem aos conte&#xFA;dos por meio de Smart TVs conectadas, mostra o YouTube Brasil. </p><p>Sendo assim, toda a jornada de compra, desde quando ela ainda navega pelo entretenimento, acontece na mesma plataforma. Essa estrutura facilita a mensura&#xE7;&#xE3;o de ROI, uma pedra no sapato das marcas que ainda machuca, porque as marcas ainda n&#xE3;o compreenderam todo o poder que o YouTube tem.</p><p>87% dos espectadores entrevistados no Brasil concordam que o YouTube tem os creators mais confi&#xE1;veis. A gente fala sobre isso aqui h&#xE1; um tempo, e a pr&#xF3;pria plataforma confirmou, o YouTube &#xE9; #01 no Brasil pra pesquisar, avaliar ou tomar uma decis&#xE3;o sobre uma marca ou produto no Brasil.</p><p><em>&#x201C;Quando a gente faz qualquer an&#xE1;lise de quem t&#xE1; alimentando os dados da IA, o YouTube e os seus criadores entram nos primeiros lugares desse ranqueamento. A marca que investe no YouTube t&#xE1; investindo na sua presen&#xE7;a positiva na IA no longo prazo. N&#xE3;o &#xE9; o story que foi pro ar hoje e amanh&#xE3; sumiu&#x201D;</em>, conclui Rafa Lotto. </p><p>Leia o artigo completo: <a href="https://youpix.com.br/nao-tem-nenhuma-plataforma-que-consiga-entregar-ferramenta-inteligencia-e-mensuracao-da-descoberta-ate-a-conversao-que-nem-o-youtube-aponta-rafa-lotto">clique aqui</a>.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://polopalestrantes.com.br/_next/image?url=https%3A%2F%2Fpolopalestrantes.com%2Farea-administrativa%2Fconfig%2Fpalestrantes%2Fimagens%2Fe76c95ad2242709bef20b1a15f286f079b39934a.webp&amp;w=3840&amp;q=75" class="kg-image" alt="Aceitar o novo" loading="lazy"></figure><h2 id="a-gera%C3%A7%C3%A3o-z-chega-ao-mercado-sem-temer-a-autoridade">&quot;A Gera&#xE7;&#xE3;o Z chega ao mercado sem temer a autoridade&quot;</h2><p>O palestrante Dado Schneider, que se prop&#xF5;e a explicar as gera&#xE7;&#xF5;es Z e Alpha, foi entrevistado pelo Globo Rep&#xF3;rter sobre a <a href="https://www.instagram.com/p/Dd1dFaWRVE2/">ruptura</a> que os jovens est&#xE3;o causando no mercado de trabalho tradicional.</p><p>De forma bem did&#xE1;tica, ele aponta que, antigamente, a estrutura da nossa sociedade era verticalizada, em hierarquias: autoridade dos pais em casa, dos professores na escola, do chefe no trabalho. Al&#xE9;m disso, processos &quot;naturais&quot; precisavam ser respeitados, como o tempo de servi&#xE7;o em uma empresa at&#xE9; conseguir uma promo&#xE7;&#xE3;o.</p><p>A Gen Z, que chegou primeiro ao mercado, contesta essa l&#xF3;gica e, na real, joga ela de cabe&#xE7;a pra baixo com a Creator Economy debaixo do bra&#xE7;o: pra que ser CLT se eu posso ser CEO da minha pr&#xF3;pria empresa?</p><p>No nosso ecossistema, essa cis&#xE3;o com os empregos tradicionais fica muito mais clara. E, passado o boom inicial de &quot;todo mundo quer ser creator&quot;, cada um foi se ajustando entre conseguir viver s&#xF3; da produ&#xE7;&#xE3;o de conte&#xFA;do, viver assim por um tempo e depois sumir do mapa, conciliar o trampo de creator com um job meio-per&#xED;odo, ou atuando como consultor nos bastidores. S&#xE3;o in&#xFA;meros perfis, que a gente discute, desde 2025 pelo menos.</p><p>A mat&#xE9;ria do Globo Rep&#xF3;rter n&#xE3;o foca na Creator Economy, mas &#xE9; interessante pra servir como base pra gente entender melhor os jovens, hoje protagonistas do nosso mercado. </p><p>O mundo muda, voc&#xEA; tamb&#xE9;m.</p><p>J&#xE1; pensou sobre isso?</p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/W1v1Wmyh5vk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="Choque de gera&#xE7;&#xF5;es: A gente vai ter que se entender | Dado Schneider | TEDxMaring&#xE1;"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #76 da YOUPIX. Para aprofundar, corre pro <a href="https://www.instagram.com/instayoupix">@instayoupix</a> e receba em primeira m&#xE3;o, o olhar do todo o time YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Do golpe ao Planalto]]></title><description><![CDATA[O cancelamento do debate presidencial da TV Globo expôs uma questão que merece atenção: o modelo tradicional consegue acompanhar a forma como o eleitor consome informação?]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/caminhada/</link><guid isPermaLink="false">6ac02803a3bcddc96c263f8f</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[Política]]></category><category><![CDATA[Televisão]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[história]]></category><category><![CDATA[dignidade]]></category><category><![CDATA[coragem]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 22:20:23 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/10/lula.webp" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/10/lula.webp" alt="Do golpe ao Planalto"><p>A trajet&#xF3;ria de Luiz In&#xE1;cio Lula da Silva &#xE9; uma das mais marcantes da pol&#xED;tica brasileira contempor&#xE2;nea. Nascido em 27 de outubro de 1945, em Garanhuns, Pernambuco, <a href="https://presidentes.an.gov.br/index.php/centro-de-referencia-de-acervos-presidenciais/assuntos/biografias/204-luiz-inacio-lula-da-silva">Lula</a> cresceu em uma fam&#xED;lia de origem humilde. </p><p>Em 1952, ainda crian&#xE7;a, migrou com a fam&#xED;lia para o litoral paulista e, poucos anos depois, mudou-se para a cidade de S&#xE3;o Paulo. </p><p>Ainda jovem, come&#xE7;ou a trabalhar, passou por empregos como tintureiro, engraxate e office-boy e, aos 14 anos, ingressou em uma f&#xE1;brica de parafusos. </p><p>Paralelamente, frequentou o Servi&#xE7;o Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), onde se formou torneiro mec&#xE2;nico. Mais tarde, chegou &#xE0; ind&#xFA;stria metal&#xFA;rgica de S&#xE3;o Bernardo do Campo, no ABC Paulista, regi&#xE3;o que teria papel decisivo em sua vida profissional e pol&#xED;tica. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/10/Lula-greve.webp" class="kg-image" alt="Do golpe ao Planalto" loading="lazy" width="1024" height="577" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/10/Lula-greve.webp 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/10/Lula-greve.webp 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/10/Lula-greve.webp 1024w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p>Foi no movimento sindical que Lula ganhou proje&#xE7;&#xE3;o nacional. Em 1969, entrou para a dire&#xE7;&#xE3;o do Sindicato dos Metal&#xFA;rgicos de S&#xE3;o Bernardo do Campo e Diadema. Em 1975, tornou-se presidente da entidade, passando a representar milhares de trabalhadores. </p><p>Durante a ditadura militar, liderou mobiliza&#xE7;&#xF5;es por melhores sal&#xE1;rios e condi&#xE7;&#xF5;es de trabalho. As grandes greves do final dos anos 1970 e in&#xED;cio dos anos 1980 fizeram dele uma das principais lideran&#xE7;as do movimento sindical brasileiro. Em 1980, foi preso durante uma greve, em meio &#xE0; repress&#xE3;o pol&#xED;tica daquele per&#xED;odo.</p><p>A atua&#xE7;&#xE3;o sindical levou Lula &#xE0; pol&#xED;tica partid&#xE1;ria. Em 1980, participou da funda&#xE7;&#xE3;o do Partido dos Trabalhadores (PT), criado a partir da articula&#xE7;&#xE3;o entre sindicalistas, movimentos sociais, intelectuais e outras lideran&#xE7;as. </p><p>Em 1983, participou da funda&#xE7;&#xE3;o da Central &#xDA;nica dos Trabalhadores (CUT) e, no ano seguinte, teve papel de destaque na campanha Diretas J&#xE1;, que defendia elei&#xE7;&#xF5;es diretas para presidente. Em 1986, foi eleito deputado federal por S&#xE3;o Paulo e participou da Assembleia Nacional Constituinte respons&#xE1;vel pela Constitui&#xE7;&#xE3;o de 1988.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/10/hip-hop.jpeg" class="kg-image" alt="Do golpe ao Planalto" loading="lazy" width="1024" height="671" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/10/hip-hop.jpeg 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/10/hip-hop.jpeg 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/10/hip-hop.jpeg 1024w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="hist%C3%B3ria-n%C3%A3o-se-compra">Hist&#xF3;ria n&#xE3;o se compra</h2><p>A primeira candidatura de <a href="https://www.gov.br/secretariageral/pt-br/centrais-de-conteudo/biblioteca-da-pr/galeria-dos-ex-presidentes/luiz-inacio-lula-da-silva/copy_of_capa-dados-ex-presidente/">Lula</a> &#xE0; Presid&#xEA;ncia ocorreu em 1989, na primeira elei&#xE7;&#xE3;o presidencial direta ap&#xF3;s d&#xE9;cadas sem vota&#xE7;&#xE3;o popular para o cargo. Ele chegou ao segundo turno, mas foi derrotado por Fernando Collor de Mello. Lula voltou a disputar a Presid&#xEA;ncia em 1994 e 1998, sendo derrotado por Fernando Henrique Cardoso nas duas ocasi&#xF5;es.</p><p>A quarta tentativa presidencial veio em 2002, com uma campanha marcada pela mensagem de mudan&#xE7;a e pela busca de maior di&#xE1;logo com diferentes setores da sociedade, Lula venceu a elei&#xE7;&#xE3;o no segundo turno, recebendo cerca de 53 milh&#xF5;es de votos. Em 1&#xBA; de janeiro de 2003, tomou posse como presidente da Rep&#xFA;blica. </p><p>Seus dois primeiros mandatos, entre 2003 e 2010, foram marcados por pol&#xED;ticas de transfer&#xEA;ncia de renda, valoriza&#xE7;&#xE3;o do sal&#xE1;rio m&#xED;nimo, expans&#xE3;o do cr&#xE9;dito e investimentos em infraestrutura. Em 2007, o governo lan&#xE7;ou o Programa de Acelera&#xE7;&#xE3;o do Crescimento (PAC), voltado a obras de infraestrutura e investimentos em &#xE1;reas como energia, transporte, habita&#xE7;&#xE3;o e saneamento. </p><p>O per&#xED;odo tamb&#xE9;m coincidiu com um cen&#xE1;rio internacional favor&#xE1;vel para as exporta&#xE7;&#xF5;es brasileiras e com redu&#xE7;&#xE3;o do desemprego e expans&#xE3;o do mercado interno. </p><p>Lula foi reeleito em 2006, com aproximadamente 58 milh&#xF5;es de votos. Ao final de seu segundo mandato, deixou a Presid&#xEA;ncia em 2011 e apoiou a candidatura de <a href="https://open.spotify.com/episode/017AjB2i13dhMsEIvacSnG">Dilma Rousseff</a>, que o sucedeu no cargo. </p><p>Os anos seguintes foram marcados por uma nova fase, desta vez envolvendo disputas judiciais. A partir de 2014, Lula tornou-se alvo de investiga&#xE7;&#xF5;es da Opera&#xE7;&#xE3;o Lava Jato e posteriormente foi condenado em processos relacionados a corrup&#xE7;&#xE3;o. </p><p>Em 2018, foi preso e ficou impedido de disputar a elei&#xE7;&#xE3;o presidencial daquele ano. Em 2021, o Supremo Tribunal Federal anulou as condena&#xE7;&#xF5;es, entendendo que a 13&#xAA; Vara Federal de Curitiba n&#xE3;o era competente para julgar os casos. Com a decis&#xE3;o, seus direitos pol&#xED;ticos foram restabelecidos.</p><p>Em 2022, Lula voltou a disputar a Presid&#xEA;ncia. No segundo turno, foi eleito para um terceiro mandato, tornando-se o primeiro presidente brasileiro a retornar ao cargo ap&#xF3;s dois mandatos anteriores e a exercer tr&#xEA;s mandatos presidenciais. Tomou posse novamente em 1&#xBA; de janeiro de 2023, tendo Geraldo Alckmin como vice-presidente. </p><p>A hist&#xF3;ria de Lula atravessa diferentes per&#xED;odos do Brasil: a migra&#xE7;&#xE3;o nordestina para S&#xE3;o Paulo, forma&#xE7;&#xE3;o da classe trabalhadora industrial, ditadura militar, redemocratiza&#xE7;&#xE3;o, a cria&#xE7;&#xE3;o de um novo partido pol&#xED;tico, as disputas presidenciais, os governos do in&#xED;cio do s&#xE9;culo XXI, a crise pol&#xED;tica e judicial dos anos 2010 e seu retorno &#xE0; Presid&#xEA;ncia.</p><p>Independentemente das interpreta&#xE7;&#xF5;es pol&#xED;ticas sobre seu legado, sua trajet&#xF3;ria representa um cap&#xED;tulo central da hist&#xF3;ria recente do Brasil: um trabalhador metal&#xFA;rgico que saiu do interior de Pernambuco, construiu lideran&#xE7;a no movimento sindical e chegou ao mais alto cargo pol&#xED;tico do pa&#xED;s.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/10/suruba.jpeg" class="kg-image" alt="Do golpe ao Planalto" loading="lazy" width="1206" height="664" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/10/suruba.jpeg 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/10/suruba.jpeg 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/10/suruba.jpeg 1206w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="o-debate-que-n%C3%A3o-aconteceu">O debate que n&#xE3;o aconteceu</h2><p>O cancelamento do debate presidencial da TV Globo, previsto para 1&#xBA; de outubro de 2026, abriu uma discuss&#xE3;o que vai al&#xE9;m da aus&#xEA;ncia de dois candidatos: afinal, o modelo tradicional de debate televisivo ainda consegue <a href="https://www.instagram.com/p/DdE67tdNxKJ">cumprir</a> sua fun&#xE7;&#xE3;o diante de uma campanha cada vez mais fragmentada e digital?</p><p>A Globo havia planejado o confronto para o hor&#xE1;rio nobre, com transmiss&#xE3;o tamb&#xE9;m pela GloboNews e pelo g1. O formato previa quatro blocos, com perguntas entre os candidatos e espa&#xE7;o para considera&#xE7;&#xF5;es finais. </p><p>Entretanto, a presen&#xE7;a dos principais nomes da disputa acabou comprometida. Luiz In&#xE1;cio Lula da Silva informou que n&#xE3;o participaria e optou por conceder uma entrevista ao Flow Podcast. </p><p>Horas antes do programa, Fl&#xE1;vio Bolsonaro tamb&#xE9;m desistiu. Paralelamente, decis&#xF5;es judiciais alteraram as regras originalmente acordadas, incluindo a participa&#xE7;&#xE3;o de Renan Santos e a proibi&#xE7;&#xE3;o da exibi&#xE7;&#xE3;o de um p&#xFA;lpito vazio destinado a Lula. Diante desse cen&#xE1;rio, a Globo decidiu <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/tv-globo-cancela-debate-presidencial/">cancelar</a> o debate. </p><p>O epis&#xF3;dio exp&#xF4;s uma fragilidade importante do formato: um debate depende n&#xE3;o apenas da emissora, mas tamb&#xE9;m da disposi&#xE7;&#xE3;o dos candidatos em aceitar regras, enfrentar advers&#xE1;rios e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ViuKRWIsoNs">dividir</a> o controle da narrativa. </p><p>Quando os principais concorrentes preferem programas e entrevistas individuais, <a href="https://www.youtube.com/live/w1vARtV0ErU">podcasts</a> ou transmiss&#xF5;es pr&#xF3;prias, o confronto perde parte de sua capacidade de duelo direto.</p><h3 id="quest%C3%A3o-de-linguagem">Quest&#xE3;o de linguagem</h3><p>A internet &#xE9; a nova TV? Em 2026, os eleitores est&#xE3;o acostumados a conte&#xFA;dos <a href="https://www.instagram.com/p/DdZ2_jFtROz">curtos</a>, transmiss&#xF5;es digitais, cortes de entrevistas e comunica&#xE7;&#xE3;o direta pelas redes sociais. Um debate televisivo tradicional, perguntas cronometradas e respostas breves, pode ter dificuldade para <a href="https://www.youtube.com/watch?v=y9ab7OyuI5c">aprofundar</a> propostas em &#xE1;reas como economia, seguran&#xE7;a, sa&#xFA;de, educa&#xE7;&#xE3;o e pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas.</p><p>Isso n&#xE3;o significa que os debates tenham perdido sua import&#xE2;ncia, ao contr&#xE1;rio: o confronto p&#xFA;blico permite que candidatos sejam questionados simultaneamente, respondam a cr&#xED;ticas e apresentem suas posi&#xE7;&#xF5;es diante de milh&#xF5;es de eleitores. O problema pode estar menos na exist&#xEA;ncia do <a href="https://youtu.be/MIYCek92ICQ">debate</a> e mais no modelo utilizado.</p><p>O epis&#xF3;dio de 2026 sugere, portanto, uma reflex&#xE3;o sobre o futuro desse instrumento democr&#xE1;tico. Talvez os pr&#xF3;ximos debates precisem <a href="https://www.youtube.com/watch?v=OBqp7FLGZmw">combinar</a> televis&#xE3;o, internet, participa&#xE7;&#xE3;o dos eleitores, perguntas mais aprofundadas e mecanismos que favore&#xE7;am a compara&#xE7;&#xE3;o objetiva de propostas.</p><p>O fracasso do modelo n&#xE3;o representa o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=gG2d9Alx2UU">fim</a> do debate pol&#xED;tico, mas pode sim, antes de tudo, significar o esgotamento de um formato diante da mudan&#xE7;a de comportamento do eleitor &#x2014; que passou a consumir pol&#xED;tica de maneiras diferentes. </p><p>E pra <a href="https://youtu.be/ijfNPrZuoM8?si=I9C-AmVXyTXVuY3k">fechar</a> fica uma mensagem de esperan&#xE7;a: </p><p><strong>&apos;Cres&#xE7;a, Independente do que aconte&#xE7;a&apos; </strong></p><p>Seja a mudan&#xE7;a que deseja.</p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/y-KdHRZ9Ggo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="LULA - Flow News #077"></iframe></figure><p>Para me seguir no Instagram: <a href="https://www.instagram.com/leonardocoletti">clique aqui</a>.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Trago o seu amor]]></title><description><![CDATA[Você se considera uma pessoa indecisa? Essa é uma ótima oportunidade, bom momento para treinar a sua habilidade de decisão. É preciso escolher em quais batalhas vai entrar, não dá tempo pra acompanhar tudo junto misturado.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/de-volta/</link><guid isPermaLink="false">6abba2baa3bcddc96c263e90</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[capitalismo]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[Dinheiro]]></category><category><![CDATA[Estratégia]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 18:46:56 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/09/claude.png" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/09/claude.png" alt="Trago o seu amor"><p>Mais uma semana apocal&#xED;ptica. </p><p>Ent&#xE3;o, vamos come&#xE7;ar por a&#xED;. </p><p>O que muda quando a IA deixa de ser s&#xF3; uma caixa de texto e come&#xE7;a a p&#xF4;r a m&#xE3;o no trabalho?</p><p>Agora ela pode olhar seus an&#xFA;ncios, consultar o desempenho do Instagram, acessar arquivos do Google Workspace e preparar relat&#xF3;rios. </p><p>Falta s&#xF3; reclamar do caf&#xE9; da &#x201C;firma&#x201D; e marcar uma reuni&#xE3;o para discutir a reuni&#xE3;o, o e-mail ela j&#xE1; escreveu.</p><p>O ponto &#xE9; que a conversa sobre IA come&#xE7;ou a ficar mais profunda. Enquanto uma parte da internet ainda testa qual ferramenta escreve a legenda menos constrangedora, as big techs est&#xE3;o tentando colocar esses sistemas no meio da opera&#xE7;&#xE3;o, onde moram tempo, dinheiro e uma quantidade respeit&#xE1;vel de tarefas que ningu&#xE9;m sentiria saudade de fazer. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/09/image-7.png" class="kg-image" alt="Trago o seu amor" loading="lazy" width="714" height="476" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/09/image-7.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/09/image-7.png 714w"></figure><h2 id="uma-ia-para-tomar-conta-de-500-mil-restaurantes-de-gra%C3%A7a">Uma IA para tomar conta de 500 mil restaurantes. De gra&#xE7;a. </h2><p></p><p>E essa ideia &#xE9; maior do que voc&#xEA; imagina.</p><p>Na quinta-feira (17), durante o iFood Move, o iFood apresentou o Toqan: uma intelig&#xEA;ncia artificial que analisa vendas, aponta problemas de opera&#xE7;&#xE3;o, compara o restaurante com a concorr&#xEA;ncia e ainda edita imagens de card&#xE1;pio e cria pe&#xE7;as para as redes sociais. </p><p>Tudo em formato de conversa, sem precisar abrir nenhuma planilha.<br><br>De cara, a ferramenta est&#xE1; dispon&#xED;vel de gra&#xE7;a para os cerca de 500 mil restaurantes parceiros da plataforma. A promessa &#xE9; tamb&#xE9;m abrir depois para quem n&#xE3;o vende pelo iFood.<br><br>O motivo de tanto esfor&#xE7;o est&#xE1; num n&#xFA;mero desconfort&#xE1;vel: segundo pesquisa da consultoria Galunion, menos de um em cada cinco restaurantes independentes do Brasil usava IA em 2025. N&#xE3;o por falta de vontade, mas por falta de acesso, tempo e conhecimento t&#xE9;cnico para colocar a tecnologia para funcionar.<br><br>O Toqan ataca justamente esse ponto. Ele cruza dados que j&#xE1; existem dentro do iFood &#x2014; pedidos, cancelamentos, avalia&#xE7;&#xF5;es, faturamento &#x2014; e devolve isso em linguagem natural. O dono do restaurante pergunta &quot;por que meus cancelamentos subiram essa semana?&quot; e recebe uma resposta. D&#xE1; para receber os n&#xFA;meros direto no WhatsApp, sem nem abrir o portal.<br><br>Segundo Juliana Yamada, vice-presidente de Novos Neg&#xF3;cios do iFood, a tecnologia-base veio da Prosus, controladora do iFood, e foi adaptada por um time brasileiro para o setor de alimenta&#xE7;&#xE3;o. A meta &#xE9; reduzir a dist&#xE2;ncia entre quem j&#xE1; usa IA avan&#xE7;ada no neg&#xF3;cio e quem nunca chegou nem perto disso: &quot;com um n&#xED;vel menor de profici&#xEA;ncia em IA, voc&#xEA; consegue chegar num resultado t&#xE3;o bom quanto&quot;, disse ela ao Canaltech.<br><br>Aqui est&#xE1; o que interessa para quem trabalha com internet, e n&#xE3;o s&#xF3; para quem entrega comida: o iFood n&#xE3;o lan&#xE7;ou um recurso a mais dentro do app. Lan&#xE7;ou uma camada de intelig&#xEA;ncia de neg&#xF3;cio embutida numa plataforma que a maioria dos pequenos empreendedores j&#xE1; usa todo dia. Em vez de vender IA como produto separado, a empresa colocou a ferramenta dentro do fluxo de trabalho.<br><br>&#xC9; a mesma l&#xF3;gica que vem aparecendo em outras big techs: a IA passa a ser um recurso a mais dentro de algo que a pessoa j&#xE1; usa. Quem tem a base de usu&#xE1;rios n&#xE3;o precisa convencer ningu&#xE9;m a adotar a IA. S&#xF3; precisa entregar ela no lugar certo, na hora certa.<br><br>Para o pequeno empreendedor, o Toqan tira a desculpa de que IA &#xE9; coisa para empresas grandes, com equipe de dados e or&#xE7;amento de tecnologia. Para quem vende servi&#xE7;o de an&#xE1;lise, gest&#xE3;o ou marketing para esse p&#xFA;blico, o recado &#xE9; o oposto: quem cobra por trabalho que uma IA gratuita j&#xE1; resolve vai precisar justificar isso melhor.<br><br>O iFood n&#xE3;o &#xE9; o primeiro a apostar nisso e est&#xE1; longe de ser o &#xFA;ltimo. Mas colocar IA de gra&#xE7;a na m&#xE3;o de meio milh&#xE3;o de neg&#xF3;cios pequenos, de uma vez, &#xE9; o tipo de movimento que aumenta a r&#xE9;gua de compara&#xE7;&#xE3;o para o setor inteiro &#x2014; inclusive para quem nem usa o iFood.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/09/image-9.png" class="kg-image" alt="Trago o seu amor" loading="lazy" width="1536" height="1024" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/09/image-9.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/09/image-9.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/09/image-9.png 1536w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h3 id="enquanto-isso-o-chatgpt-virou-uma-m%C3%A1quina-bilion%C3%A1ria-de-fazer-an%C3%BAncios-%E2%80%94-e-a-amazon-est%C3%A1-sendo-acusada-de-inflar-o-pr%C3%B3prio-leil%C3%A3o">Enquanto isso, o ChatGPT virou uma m&#xE1;quina bilion&#xE1;ria de fazer an&#xFA;ncios &#xA0;&#x2014; e a Amazon est&#xE1; sendo acusada de inflar o pr&#xF3;prio leil&#xE3;o.</h3><p><br>A FTC e 22 estados americanos processaram a Amazon, acusando a empresa de manipular os leil&#xF5;es de publicidade para aumentar o valor pago pelos anunciantes desde 2019. </p><p>Segundo a a&#xE7;&#xE3;o, a pr&#xE1;tica pode ter custado mais de US$ 20 bilh&#xF5;es a 1,2 milh&#xE3;o de anunciantes. A Amazon nega e diz que o processo parte de um mal-entendido sobre como funcionam seus leil&#xF5;es. </p><p>Para quem trabalha com tr&#xE1;fego, o caso &#xE9; especialmente interessante porque a Amazon permite anunciar para pessoas j&#xE1; dispostas a comprar, ou seja, em um dos momentos mais valiosos para influenciar a decis&#xE3;o de compra. </p><p>Lembrando que a Amazon j&#xE1; come&#xE7;ou a escolher quem pode fazer compras por l&#xE1;. Quem tentou comprar na Amazon pelo Muse, agente de IA da Meta &#x2014; dona do Facebook, Instagram e WhatsApp &#x2014; recebeu um aviso: agente de IA n&#xE3;o autorizado viola as regras do site. </p><p>No dia seguinte, a Shopify, plataforma que hospeda lojas virtuais de marcas de todos os tamanhos, anunciou o contr&#xE1;rio: o Muse pode finalizar compras em todas as lojas dela com o Shop Pay, checkout de um toque da empresa.</p><p>O Muse foi lan&#xE7;ado em 8 de setembro e funciona assim: voc&#xEA; pede um resultado, como encontrar o seguro mais barato, e ele executa as etapas no navegador. Tem plano gr&#xE1;tis e vers&#xF5;es de US$ 20 e US$ 100 por m&#xEA;s e, por enquanto, s&#xF3; funciona nos Estados Unidos.</p><p>Mas por que a Amazon fechou essa porta? Oficialmente, porque a Meta n&#xE3;o pediu permiss&#xE3;o, o rob&#xF4; navega sem se identificar e pode acessar informa&#xE7;&#xF5;es da conta do cliente. A Meta afirma que o Muse n&#xE3;o v&#xEA; senhas nem dados de pagamento.<br><br>S&#xF3; que existe um motivo com um cifr&#xE3;ozinho no meio disso. A Amazon faturou mais de US$ 68 bilh&#xF5;es com an&#xFA;ncios no ano passado. Se um agente passa a pesquisar, comparar e escolher o produto antes de o consumidor navegar pela loja, parte dessa disputa por aten&#xE7;&#xE3;o pode acontecer fora do ambiente que a Amazon controla.<br><br>E veja que ironia: a pr&#xF3;pria Amazon possui um agente chamado Buy for Me, criado para comprar produtos em sites de outras lojas. Enquanto a Amazon optou por bloquear o agente, a Shopify escolheu outro caminho. A empresa quer continuar presente na transa&#xE7;&#xE3;o mesmo que a compra inicie em outro lugar. O mercado gostou da aposta e as a&#xE7;&#xF5;es da companhia subiram 7,3% no dia do an&#xFA;ncio.<br><br>Duas empresas gigantes receberam o mesmo visitante e enxergaram coisas bem diferentes. Para entender por que isso interessa tanto, basta olhar para uma compra comum hoje. </p><p>A pessoa pesquisa, abre marketplace, compara pre&#xE7;o, l&#xEA; avalia&#xE7;&#xF5;es, recebe o mesmo an&#xFA;ncio mais umas cinco vezes e, em algum momento, compra. Um agente pode encurtar boa parte desse caminho.<br><br>Voc&#xEA; pede o seguinte: encontre um t&#xEA;nis para corrida at&#xE9; determinado valor, considere meu tamanho, compare avalia&#xE7;&#xF5;es, veja qual chega antes de sexta-feira e me mostre as melhores op&#xE7;&#xF5;es.<br><br>A IA pesquisa, filtra, compara e pode chegar com a compra praticamente pronta para aprova&#xE7;&#xE3;o. A consequ&#xEA;ncia para quem vende vem &#x201C;a galope&#x201D;.<br><br>Uma pessoa pode entrar no site, baixar o app, clicar em v&#xE1;rias p&#xE1;ginas, assistir a um v&#xED;deo, ler avalia&#xE7;&#xF5;es e at&#xE9; mandar uma mensagem antes de decidir.<br><br>O agente de IA provavelmente ter&#xE1; bem menos paci&#xEA;ncia para ca&#xE7;a ao tesouro e vai procurar respostas mais objetivas: quanto isso custa, quando chega, como funciona, quais s&#xE3;o as condi&#xE7;&#xF5;es e o que diferencia aquela oferta das outras.<br><br>E a&#xED; nasce uma nova disputa: convencer a IA a colocar sua oferta entre as op&#xE7;&#xF5;es antes mesmo de o cliente chegar &#xE0; sua p&#xE1;gina.<br><br>Durante anos, o marketing aprendeu a disputar aten&#xE7;&#xE3;o em buscadores, feeds infinitos, an&#xFA;ncios e marketplace. Agora come&#xE7;a a disputar tamb&#xE9;m a prefer&#xEA;ncia dos sistemas que podem ajudar o consumidor a escolher.<br><br>O Muse ainda n&#xE3;o chegou ao Brasil, mas est&#xE1; mais perto do que imaginamos.<br><br>Se uma IA precisasse entender hoje o que voc&#xEA; vende, quanto custa, para quem serve e por que deveria recomendar sua oferta, ela conseguiria?</p><p>Duas gigantes da tecnologia, mas o mesmo visitante e decis&#xF5;es completamente opostas. Parece briga de bilion&#xE1;rio &#x2014; e tamb&#xE9;m &#xE9;. </p><p>Mas, quando uma IA faz a compra... </p><p>Quem fica com o cliente? &#x1F914;</p><h3 id="o-chatgpt-j%C3%A1-tem-an%C3%BAncios">O ChatGPT j&#xE1; tem an&#xFA;ncios</h3><p>A OpenAI anunciou que o ChatGPT Ads atingiu US$1 bilh&#xE3;o em receita anualizada menos de 200 dias depois do lan&#xE7;amento. A plataforma j&#xE1; re&#xFA;ne dezenas de milhares de anunciantes, chegou ao Brasil em fase piloto no in&#xED;cio de agosto e agora expande o acesso direto pelo Ads Manager para &#xCD;ndia, Europa, Oriente M&#xE9;dio e Norte da &#xC1;frica.</p><p>O detalhe que importa: receita anualizada n&#xE3;o significa caixa j&#xE1; recebido. Significa que, no ritmo atual, a opera&#xE7;&#xE3;o de an&#xFA;ncios roda numa velocidade equivalente a esse faturamento em doze meses &#x2014; ainda assim, atingir esse patamar em menos de sete meses &#xE9; um recorde e tanto. E onde tem 1 bilh&#xE3;o de usu&#xE1;rios ativos por semana descrevendo problema, desejo e crit&#xE9;rio de compra numa conversa, o mercado publicit&#xE1;rio n&#xE3;o demora a montar barraca.</p><h2 id="mundo-dos-neg%C3%B3cios">Mundo dos neg&#xF3;cios </h2><p>At&#xE9; uma gigante do petr&#xF3;leo quer um peda&#xE7;o dos data centers de IA. A SLB, maior empresa de servi&#xE7;os para petr&#xF3;leo e g&#xE1;s do mundo, fechou a compra da Kelvion, fabricante alem&#xE3; de sistemas de refrigera&#xE7;&#xE3;o, por US$ 4,1 bilh&#xF5;es &#x2014; a maior aposta da companhia fora do pr&#xF3;prio setor at&#xE9; agora. A conex&#xE3;o com IA est&#xE1; no calor. </p><p>Quanto mais poderosos ficam os servidores usados para treinar e operar esses modelos, mais energia eles consomem e mais calor geram &#x2014; e maior fica a necessidade de sistemas capazes de refrigerar toda essa estrutura. Segundo a SLB, o neg&#xF3;cio combinado deve gerar mais de US$ 2 bilh&#xF5;es em receita de data center s&#xF3; em 2026, com meta de chegar a US$ 5 bilh&#xF5;es at&#xE9; 2028. </p><h3 id="sucesso-de-verdade">Sucesso de verdade </h3><p>Caso voc&#xEA; tenha ca&#xED;do de paraquedas aqui, vale o disclaimer de que muita gente t&#xE1; na Creator Economy desde que tudo era mato, e sequer o mercado todo conhecia esse termo. </p><p>Ali&#xE1;s, muita gente n&#xE3;o fazia ideia do que vinha pela frente, mas tava l&#xE1; desbravando o matagal da internet. Vimos as blogueiras se profissionalizarem, creators virarem CNPJs e a publicidade digital virar uma opera&#xE7;&#xE3;o de milh&#xF5;es. </p><p>Agora, vemos a IA reescrever tudo de novo, diante dos nossos olhos - sempre atentos. </p><p>Busque o equil&#xED;brio, mesmo quando ele n&#xE3;o existe. Corre&#xE7;&#xE3;o de pesos sobre a situa&#xE7;&#xE3;o colocada. O tempo &#xE9; o melhor juiz. </p><p>Esse &#xE9; apenas o come&#xE7;o.</p><p>Pra cima, fam&#xED;lia!</p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/JV2yGgTYVzk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="Por que TODO MUNDO odeia I.A?"></iframe></figure><p>Para me seguir no Instagram: <a href="https://www.instagram.com/leonardocoletti">clique aqui</a>.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Náufrago do colapso]]></title><description><![CDATA[Parece uma loucura total abrir mão de qualquer recurso para produzir conteúdo hoje em dia. Por outro lado, e se a gente tirar todas as camadas de tecnologia, será que a essência se mantém?]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/absolutamente-engajado/</link><guid isPermaLink="false">6aa83780a3bcddc96c263d16</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[FOMO]]></category><category><![CDATA[Futuro]]></category><category><![CDATA[história]]></category><category><![CDATA[Humanidade]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[IA]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[Política]]></category><category><![CDATA[Poder]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Sat, 19 Sep 2026 13:46:57 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/09/boyfriend.webp" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/09/boyfriend.webp" alt="N&#xE1;ufrago do colapso"><p>Voc&#xEA; tamb&#xE9;m t&#xE1; exausto? </p><p>Ent&#xE3;o precisa ouvir isso hoje...</p><p>N&#xE3;o existe almo&#xE7;o gr&#xE1;tis, a conta n&#xE3;o fecha. </p><p>Ao longo da hist&#xF3;ria a gente j&#xE1; foi assolado por previs&#xF5;es apocal&#xED;pticas como bug do mil&#xEA;nio, o grande tsunami de 2012, mas <em>&apos;N&#xF3;is Capota Mais Num Breca&apos;</em>.</p><p>A bola da vez &#xE9; o fim da humanidade pelas m&#xE3;os ou tent&#xE1;culos digitais, da intelig&#xEA;ncia artificial. O quanto de verdade existe nessa hist&#xF3;ria com origem simples, e como a gente pode aliviar um pouco a nossa <a href="https://www.instagram.com/p/DcfGTZ4P3Ep/">dor</a>? </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/09/image-4.png" class="kg-image" alt="N&#xE1;ufrago do colapso" loading="lazy" width="500" height="375"></figure><h2 id="ia-e-el-ni%C3%B1o-combo-perfeito">IA e El Ni&#xF1;o: combo perfeito</h2><p><em>Em busca de mais raz&#xE3;o e menos emo&#xE7;&#xE3;o, diante de um cen&#xE1;rio alarmista</em></p><blockquote>&quot;Acredito que, se n&#xE3;o diminuirmos o ritmo atual de progresso, h&#xE1; uma grande chance de todos morrermos em um futuro pr&#xF3;ximo.&quot;</blockquote><p>Esse foi o alerta feito por Jacob Coxon, pesquisador que pediu demiss&#xE3;o da Anthropic, empresa criadora do Claude. Em entrevista &#xE0; <a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1mv342273vo">BBC</a>, ele conta que passou os &#xFA;ltimos tr&#xEA;s anos trabalhando com pr&#xE9;-treinamento de modelos de intelig&#xEA;ncia artificial &#x2014; primeiro na OpenAI, depois na Anthropic, mas pediu demiss&#xE3;o recentemente e viralizou no X. </p><p>Em seguida, o ex-chefe de Coxon, Dario Amodei, diretor da Anthropic, pediu que o <a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/crerx5389leo">ritmo</a> de desenvolvimento de modelos de IA seja desacelerado e monitorado de perto. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/09/image-6.png" class="kg-image" alt="N&#xE1;ufrago do colapso" loading="lazy" width="642" height="350" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/09/image-6.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/09/image-6.png 642w"></figure><h3 id="por-tr%C3%A1s-do-desespero">Por tr&#xE1;s do desespero </h3><p>Assim como a gente viveu uma corrida pelo espa&#xE7;o no s&#xE9;culo passado, com EUA e URSS disputando quem tinha melhores tecnologias pra explorar o que t&#xE1; fora do planeta Terra, depois sofremos com o medo da Guerra Fria e o mundo inteiro ser destru&#xED;do por bombas at&#xF4;micas, agora chegou a vez da <a href="https://www.instagram.com/p/DdZ5viVOvC_">IA</a>.</p><h2 id="acreditamos-que-estamos-em-uma-corrida-e-queremos-que-os-eua-ven%C3%A7am">&quot;Acreditamos que estamos em uma corrida e queremos que os EUA ven&#xE7;am.&quot; </h2><p><br>Disse David Sacks, respons&#xE1;vel pela pol&#xED;tica de criptomoedas no governo americano, em entrevista a jornalistas em julho de 2025, publicou a <a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c95y4jyp8j0yo">BBC</a>.</p><p>Existe uma corrida entre as Big Techs ocidentais com a China, pra ver quem desenvolve mais e melhor a intelig&#xEA;ncia artificial, sendo fundamental fazer isso o mais r&#xE1;pido poss&#xED;vel, antes que o outro lado chegue em determinado ponto. Mas que ponto estamos falando? Bom, isso s&#xF3; eles sabem.</p><p>Coxon reconhece que &#xE9; preciso desacelerar essa corrida pela intelig&#xEA;ncia artificial, contanto que esse movimento seja coordenado com a China, para evitar o acirramento dessa disputa. Esse contexto &#xE9; importante, porque al&#xE9;m da quest&#xE3;o da tecnologia, tamb&#xE9;m estamos no meio de um conflito geopol&#xED;tico. </p><h3 id="primeiro-o-cen%C3%A1rio">Primeiro, o cen&#xE1;rio.</h3><p>Evan Hubinger, cientista da Anthropic, chamou a aten&#xE7;&#xE3;o ao afirmar que h&#xE1; mais de 10% de chance de a IA &quot;matar todos os humanos&quot; na pr&#xF3;xima d&#xE9;cada. </p><p>Essa declara&#xE7;&#xE3;o do Evan, junto com a do Jacob, provocou um belo barulho nas redes sociais, porque vivemos em um momento de muito medo e pouca informa&#xE7;&#xE3;o sobre at&#xE9; onde a intelig&#xEA;ncia artificial pode chegar. </p><p>E n&#xE3;o pense que o momento &#xE9; de algumas semanas pra c&#xE1;, viu? Nos anos 1950 o cientista Alan Turing, o &#x201C;pai da computa&#xE7;&#xE3;o&#x201D;, j&#xE1; falava sobre o &#x201C;m&#xE1;quinas inteligentes assumirem o controle&#x201D;, caso se tornassem poss&#xED;veis.</p><h3 id="o-ponto-central-%C3%A9-que-depois-de-atingir-determinado-n%C3%ADvel-a-ia-possa-se-aprimorar-sem-participa%C3%A7%C3%A3o-humana">O ponto central &#xE9; que, depois de atingir determinado n&#xED;vel, a IA possa se aprimorar sem participa&#xE7;&#xE3;o humana.</h3><p><br>Em pleno 2026 elas j&#xE1; est&#xE3;o a todo vapor e fazem parte das nossas vidas, ainda que operem em sistemas que a gente mal saiba como funcionam. Na corrida pela IA &#x201C;superinteligente&#x201D;, o risco &#xE9; da tecnologia se tornar superior &#xE0; intelig&#xEA;ncia humana, bem al&#xE9;m da ajuda na hora de escrever um e-mail ou pra gera&#xE7;&#xE3;o de conte&#xFA;dos.</p><p>Um dos cen&#xE1;rios IApocal&#xED;pticos (esse trocadilho foi pensado sem ajuda da IA), descrito por Dario Amodei, &#xE9; o de &#x201C;um enxame de bots agindo como um supercomputador que poderia dominar a internet.&#x201D; Logo, n&#xE3;o d&#xE1; pra gente cravar o que de fato aconteceria nesse colapso provocado pela IA, tampouco em quanto tempo, mas d&#xE1; pra imaginar o estrago quando a gente olha pro tanto da nossa vida que &#xE9; organizada via internet - principalmente o nosso dinheiro, j&#xE1; pensou nisso?</p><p>Para Joe Tidy, correspondente de tecnologia da BBC, outra hip&#xF3;tese &#xE9; a de que confiaremos tanto na IA que ela poderia manipular governos, causando guerras e conflitos, mas o grande <a href="https://www.instagram.com/p/DdJCqC7FBHG/">entrave</a> &#xE9; o de que os humanos poderiam &quot;ficar no caminho&quot; do desenvolvimento da IA. Sendo assim:</p><p><em>&quot;A IA poderia desenvolver um pat&#xF3;geno &#xFA;nico que s&#xF3; mata a vida org&#xE2;nica, ou s&#xF3; os seres humanos. Sei que parece que eu t&#xF4; maluco dizendo isso, mas s&#xE3;o esses cen&#xE1;rios que preocupam de verdade as pessoas&quot;. </em></p><p>Ali&#xE1;s, pra quem &#xE9; f&#xE3; de se desesperar por FOMO e hype, d&#xE1; uma olhada nesse v&#xED;deo da BBC Brasil, que &#xE9; de um ano atr&#xE1;s. Isso mesmo, mais de um ano at&#xE9;. Olha quantos meses voc&#xEA; j&#xE1; viveu sem nem ligar pra esse assunto&#x2026; </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/oTptR7O0KNI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="&#xC9; assim que a Intelig&#xEA;ncia Artificial pode destruir a humanidade?"></iframe></figure><h2 id="agora-o-contexto-todo">Agora, o contexto todo.</h2><p>Assim como a gente bate na tecla de que a internet j&#xE1; n&#xE3;o &#xE9; terra sem lei, mas precisa de cada vez mais regula&#xE7;&#xE3;o pra gente evitar a exposi&#xE7;&#xE3;o de menores, a desinforma&#xE7;&#xE3;o e a manipula&#xE7;&#xE3;o por meio das m&#xED;dias, a IA tamb&#xE9;m &#xE9; um terreno que precisa de mais aten&#xE7;&#xE3;o. Geoffrey Hinton, Pr&#xEA;mio Nobel e pioneiro da IA, explica que a sa&#xED;da &#xE9; encontrar como desenvolver a IA com a seguran&#xE7;a de que ela n&#xE3;o chegar&#xE1; a esse ponto de domina&#xE7;&#xE3;o da intelig&#xEA;ncia humana:</p><p><em>&quot;A gente nunca viveu algo parecido antes, de criarmos seres que podem ser mais inteligentes que n&#xF3;s. N&#xE3;o sabemos o que vai acontecer, ent&#xE3;o, obviamente, devemos ser cautelosos. Ningu&#xE9;m sabe como calcular o risco [de a IA exterminar a humanidade], mas um risco de 10% n&#xE3;o me parece irreal.&quot;</em></p><p>Para a <a href="https://www.instagram.com/p/DdPTpvNBLFr/">Travahacker</a>, cofundadora e Diretora Institucional do C&#xF3;digo N&#xE3;o Bin&#xE1;rio, e eleita pela revista <a href="https://time.com/collection/time100-ai/2026/veronyka-gimenes/">Time</a> uma das 100 pessoas mais influentes sobre intelig&#xEA;ncia artificial, a grande disputa em jogo &#xE9; sobre poder, n&#xE3;o sobre o dom&#xED;nio das m&#xE1;quinas:</p><p><em>&quot;A gente precisa conversar sobre isso de maneira s&#xE9;ria, n&#xE3;o simplesmente tratando como hype ou estrat&#xE9;gia pra inflar o valor dessas empresas. Os modelos de IA est&#xE3;o ficando cada vez mais capazes, ent&#xE3;o existem quest&#xF5;es reais sobre esse controle. </em></p><p><em>Mas, quando a gente come&#xE7;a a se perguntar se a humanidade vai perder esse controle sobre as IAs, parece que existem dois lados: a humanidade e a tecnologia. S&#xF3; que essas tecnologias s&#xE3;o desenvolvidas dentro de uma sociedade espec&#xED;fica e para interesses espec&#xED;ficos. Talvez o sistema que esteja saindo do controle n&#xE3;o &#xE9; o da IA, mas o capitalismo e essa corrida pela IA.&#x201D;</em></p><p>Ela argumenta que, dentro dessa l&#xF3;gica de corrida e da disputa geopol&#xED;tica entre o ocidente capitalista e o desenvolvimento estatal chin&#xEA;s da IA, as m&#xE1;quinas n&#xE3;o precisam se rebelar contra a humanidade pra serem &quot;exterminadoras do futuro&quot;. Elas podem simplesmente funcionar dentro de uma sociedade catastr&#xF3;fica.</p><p><strong>Bora surtar ou curtir o fim de semana? </strong><br>Se a gente for se alarmar por cada risco que a humanidade corre, a gente realmente n&#xE3;o vive mais. Vamos apenas de <a href="https://www.instagram.com/p/Db6T5hjy3YL/">lembrar</a> que, muito antes do risco de exterm&#xED;nio por IA, o aquecimento global j&#xE1; t&#xE1; ardendo a nossa cabe&#xE7;a, literalmente. A IA que entre nessa fila. </p><p>Inclusive, estamos diante do <u><a href="https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2026/08/16/super-el-nino-pode-estar-entre-os-mais-intensos-ja-registrados-veja-o-que-esperar.ghtml">Super El Ni&#xF1;o</a></u>, que pode ser o mais intenso j&#xE1; registrado na hist&#xF3;ria. </p><p>Por fim, independentemente de como a gente vai fazer isso, j&#xE1; deu pra sacar que a &#xFA;nica solu&#xE7;&#xE3;o poss&#xED;vel e definitiva pra esse surto de IA &#xE9; a regulamenta&#xE7;&#xE3;o. Todas as empresas e Estados que desenvolvem IA precisam frear toda essa corrida, que &#xE9; a &#xFA;nica respons&#xE1;vel pelo medo de perdermos o controle sobre uma tecnologia que n&#xF3;s mesmos estamos criando.</p><p>A gente adora um cen&#xE1;rio cyberpunk, mas essa <a href="https://www.instagram.com/p/DdJv9TiRp92/">treta</a> diz muito mais sobre geopol&#xED;tica do que sobre tecnologia. Pelo menos, por enquanto. </p><p>Voc&#xEA; est&#xE1; preparado? </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/Uxuqd_M_nxs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="NOVA DATA MARCADA PARA APOCALIPSE &#xC9; GOLPE, AVISA MIGUEL NICOLELIS"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #73 da YOUPIX. Para aprofundar, corre pro <a href="https://www.instagram.com/instayoupix">@instayoupix</a> e receba em primeira m&#xE3;o, o olhar do todo o time YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Pra fadigar ainda mais]]></title><description><![CDATA[É foda matar nossa saúde mental por pressão de comportamento imediatista, mas é isso que tá deixando as redes com um ar mais medíocre. Sem saber que acontece, em qualquer momento ou ambiente, tem gente monetizando em cima.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/burnout-das-redes/</link><guid isPermaLink="false">6aa581efa3bcddc96c263c2b</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[empatia]]></category><category><![CDATA[afeto]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[mentalidade]]></category><category><![CDATA[Política]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 17:31:56 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/09/shutter-speed-VmuToDfUXCk-unsplash.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/09/shutter-speed-VmuToDfUXCk-unsplash.jpg" alt="Pra fadigar ainda mais"><p>D&#xE1; pra imaginar que esse ano j&#xE1; teve Copa do Mundo? A gente avisou que ia ser correria do come&#xE7;o ao fim.</p><p>Estamos caminhando pra reta final, mas ainda tem elei&#xE7;&#xF5;es e as campanhas urgentes de finalera. </p><p>Ent&#xE3;o aperta o cinto e segura peruca. </p><p>Esse text&#xE3;o virou monotem&#xE1;tico...</p><p>Pol&#xED;tica e intelig&#xEA;ncia artificial. </p><p>O combo perfeito. </p><figure class="kg-card kg-image-card kg-card-hascaption"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/09/image-2.png" class="kg-image" alt="Pra fadigar ainda mais" loading="lazy" width="1033" height="580" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/09/image-2.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/09/image-2.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/09/image-2.png 1033w" sizes="(min-width: 720px) 720px"><figcaption>Foto por: <strong><a href="https://unsplash.com/pt-br/@shutter_speed_">@shutter_speed_</a></strong></figcaption></figure><h2 id="o-nosso-burnout-das-redes">O nosso burnout das redes </h2><p><em>Se a gente j&#xE1; tava cansado, nesse climinha de guerra eleitoral, senta que l&#xE1; vem hist&#xF3;ria.</em></p><p>A essa altura do campeonato, quem n&#xE3;o experimentou algum sintoma de burnout, TDAH, depress&#xE3;o ou ansiedade (quando n&#xE3;o as duas juntas), t&#xE1; vivendo no meio do mato. Toda semana a gente se depara com algum v&#xED;deo de pessoas andando antigamente e o melhor s&#xE3;o os coment&#xE1;rios do tipo &#x201C;nossa, olha a velocidade das pessoas&#x201D;, como se n&#xE3;o existisse pressa antigamente. Ali&#xE1;s, como se n&#xE3;o existisse nenhuma das patologias que citadas acima na abertura. Essas coisas sempre estiveram a&#xED;, s&#xF3; que com roupagens diferentes. A gente esquece, vive de novo, se espanta, diz que vai mudar, e t&#xE1; a&#xED; a pr&#xF3;xima gera&#xE7;&#xE3;o pra repetir os nossos erros. Como os nossos pais.</p><p>No mundinho digital, nossa crise de exaust&#xE3;o mental se d&#xE1; pela press&#xE3;o de <em>ter que </em>alimentar o algoritmo, ou do tipo de conte&#xFA;do com o qual ele nos alimenta, ser alimentado, mas poucas vezes a gente para pra falar sobre o esgotamento do leitor, da audi&#xEA;ncia, de quem mant&#xE9;m o nosso trabalho vivo.</p><p>N&#xE3;o que antes fosse diferente, mas principalmente agora com o volume infinito de conte&#xFA;dos de IA, cada feed mostra uma avalanche di&#xE1;ria de v&#xED;deos curtos, os gatilhos mentais v&#xE3;o te acertando aos poucos, &#xE9; oferecimento de curso de coach, &#xE9; comunidade paga, &#xE9; publi boa, &#xE9; publi ruim, &#xE9; text&#xE3;o, &#xE9; textinho, &#xE9; carrossel de IA. </p><p>Esses j&#xE1; ficamos craques, nem abrimos mais. A treta agora dessa fadiga toda especificamente hoje, em pleno setembro, &#xE9; que em menos de um m&#xEA;s tem elei&#xE7;&#xE3;o. A&#xED; que a bateria social n&#xE3;o aguenta mesmo.</p><p>Segundo uma pesquisa do <a href="https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/03/datafolha-maioria-dos-brasileiros-se-informa-sobre-politica-por-programas-de-tv-e-redes-sociais.shtml">Datafolha</a> de mar&#xE7;o, a maioria dos brasileiros se informam sobre pol&#xED;tica pela TV (58%) e pelas redes sociais (54%). Ou seja, apesar do cansa&#xE7;o, a gente segue conectado, n&#xE9;? S&#xF3; se for online. 2 a cada 10 pessoas t&#xEA;m o h&#xE1;bito de conversar sobre pol&#xED;tica com amigos e parentes, o que mostra que o pavio t&#xE1; curto pro di&#xE1;logo.</p><p>Em entrevista ao <a href="https://gshow.globo.com/comportamento/noticia/por-que-a-geracao-z-esta-fazendo-jejum-das-redes-sociais-especialista-explica-tendencia.ghtml">gshow</a>, a doutora especialista em gera&#xE7;&#xF5;es Tha&#xED;s Giuliani diz que tem muito assunto pra pouco entendimento nosso mesmo:</p><blockquote>&#x201C;O volume de conte&#xFA;do hoje ultrapassa qualquer capacidade de processamento humano. Isso acaba gerando muito estresse, muito burnout, muito desgaste, inclusive cognitivo, n&#xE3;o s&#xF3; emocional.&#x201D;</blockquote><h3 id="os-%E2%80%9Ctipos%E2%80%9D-de-eleitores">Os &#x201C;tipos&#x201D; de eleitores</h3><p>Diante desse cen&#xE1;rio, que a gente sabe que &#xE9; real, d&#xE1; pra apontar um movimento em que o leitor, saturado de ru&#xED;do e polariza&#xE7;&#xE3;o, escolhe desligar o telefone pra preservar a pr&#xF3;pria sa&#xFA;de mental. Por outro lado, o excesso de est&#xED;mulo faz as pessoas deslizarem a tela mais r&#xE1;pido e pular v&#xED;deos ensaiados demais. Como nenhuma an&#xE1;lise de comportamento no Brasil &#xE9; simples, porque esse pa&#xED;s &#xE9; imenso e muito diverso, a gente fica com alguns grupinhos que, quem &#xE9; da Creator Economy, vale a pena saber com quem t&#xE1; lidando:</p><ul><li><strong>A bolha mega engajada:</strong> de um lado ou de outro, aqui vive a milit&#xE2;ncia ativa das redes, que muitas vezes fala mais sobre a outra do que sobre si mesma. Pra essa galera, o ano eleitoral n&#xE3;o gera cansa&#xE7;o, mas uma boa dose de dopamina. </li><li><strong>Os nichos blindados: </strong>se voc&#xEA; &#xE9; do mundo das blogueiras, do futebol, ou dos games, o mundo pode t&#xE1; caindo l&#xE1; fora que voc&#xEA; s&#xF3; quer saber da tua parada. Pra roubar uns segundos da sua aten&#xE7;&#xE3;o, precisa atingir diretamente o seu nicho. Ent&#xE3;o &#xE9; s&#xF3; ignorar o que vier de elei&#xE7;&#xE3;o no feed, consumir uma coisa ou outra, mas a fadiga certamente vai ser menor. </li><li><strong>Agora sim, quem t&#xE1; exausto de verdade: </strong>esse recorte &#xE9; dific&#xED;limo de imaginar, porque voc&#xEA; deve ter algu&#xE9;m assim no grupo de amigos, no trabalho e na fam&#xED;lia. S&#xE3;o idades e g&#xEA;neros diferentes que nem conseguem conversar direito sobre o cansa&#xE7;o das redes, porque evita ao m&#xE1;ximo us&#xE1;-las. At&#xE9; querem se informar mais, mas a guerra pelo engajamento os afasta. Tem at&#xE9; um creator ou outro que gostam de acompanhar, mas dif&#xED;cil passar imune por outros est&#xED;mulos da plataforma.</li></ul><h2 id="a-r%C3%A9gua-subiu">A r&#xE9;gua subiu</h2><p>Dentro do nosso mercado, a gente j&#xE1; t&#xE1; mais que acostumado &#xE0; corrida pela aten&#xE7;&#xE3;o nos primeiros segundos de um conte&#xFA;do, ou pelas thumbs apelativas no YouTube. Mas, agora, parece que n&#xE3;o &#xE9; mais s&#xF3; um lance de quem capta primeiro os olhos que j&#xE1; est&#xE3;o abertos, mas sim, quem convence o usu&#xE1;rio de ficar online pra consumir aquele conte&#xFA;do. O p&#xFA;blico cansou de quem tenta surfar pautas das quais n&#xE3;o entende ou quem for&#xE7;a a barra.</p><p>As marcas, ent&#xE3;o, tomam bomba de todos os lados: quando escolhem um creator que se posiciona politicamente pra uma campanha, mesmo que ela n&#xE3;o tenha <a href="https://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2025/12/22/como-uma-campanha-publicitaria-de-chinelos-para-o-ano-novo-virou-motivo-de-discussao-politica-no-brasil.ghtml">nada</a> a ver com pol&#xED;tica. Ao mesmo tempo, focar s&#xF3; nos creators que se dizem neutros tampouco parece uma sa&#xED;da interessante, porque as pessoas querem ver um posicionamento. </p><p>Em meio a todo esse caos, que n&#xE3;o se encerra depois de outubro com o fim das elei&#xE7;&#xF5;es, d&#xE1; pra esperar um creator com ponto de clareza? Que ofere&#xE7;a conte&#xFA;do de verdade, com repert&#xF3;rio cultural, servindo quase como um ref&#xFA;gio digital. </p><p>Por defini&#xE7;&#xE3;o, fazer algo diferente gera uma estranheza. Ser&#xE1; que s&#xF3; assim alguns creators come&#xE7;am a pensar duas vezes antes de fazer os outros de palha&#xE7;o? </p><h3 id="ia-%C3%A9-popular-porque-d%C3%A1-%C3%A0-pessoas-burras-a-ilus%C3%A3o-de-que-s%C3%A3o-inteligentes-e-%C3%A0s-n%C3%A3o-criativas-a-ilus%C3%A3o-de-que-s%C3%A3o-artistas">&quot;IA &#xE9; popular porque d&#xE1; &#xE0; pessoas burras a ilus&#xE3;o de que s&#xE3;o inteligentes, e &#xE0;s n&#xE3;o criativas a ilus&#xE3;o de que s&#xE3;o artistas&quot;</h3><p><br>Pesada essa provoca&#xE7;&#xE3;o do <a href="https://www.instagram.com/blcksmth">@blcksmth</a>. O que antes era um conte&#xFA;do humanizado, hoje &#xE9; an&#xFA;ncio de IA. Alguma diferen&#xE7;a? V&#xE1;rias.</p><p>Uma pessoa pode usar IA pra &quot;pensar menos em coisas que n&#xE3;o precisa pensar. E pensar melhor nas coisas que realmente precisa.&quot;</p><p>&#xC9; de se pensar um pouco sobre... </p><p>E se voc&#xEA; usar para os dois? </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/4zHiL-IxKkA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="Graphic Design Is My Prompt: a epidemia dos cartazes de IA &#x2022; BRAINCAST 649"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #72 da YOUPIX. Para aprofundar, corre pro <a href="https://www.instagram.com/instayoupix">@instayoupix</a> e receba em primeira m&#xE3;o, o olhar do todo o time YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Como tudo deve ser]]></title><description><![CDATA[O textão de hoje tá bem analógico, né? Um singelo lembrete de que a IA ajuda muito, pra caramba... mas nem tudo precisa ser mega produtivo. Quando foi que você começou a escrever um texto do zero pela última vez?]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/um-caminho-sem-volta/</link><guid isPermaLink="false">6a9c0b44a3bcddc96c263a8b</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[capitalismo]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[digital]]></category><category><![CDATA[FOMO]]></category><category><![CDATA[história]]></category><category><![CDATA[Humanidade]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Sat, 05 Sep 2026 15:07:22 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/09/tomas-martinez-9ah3OEzPSXI-unsplash.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/09/tomas-martinez-9ah3OEzPSXI-unsplash.jpg" alt="Como tudo deve ser"><p>A gente adora o papo sobre a volta do anal&#xF3;gico. J&#xE1; falamos aqui sobre resgatar o h&#xE1;bito de consumir m&#xFA;sica em CDs ou Vinil, sobre como as locadoras eram, al&#xE9;m de um portal pro universo dos cin&#xE9;filos, um ponto de encontro. E a&#xED; bateu o questionamento: pode o anal&#xF3;gico, de alguma maneira, representar uma sa&#xED;da pra quem quer triunfar na Creator Economy?</p><p>O text&#xE3;o de hoje aponta alguns caminhos para creators, de todos os tamanhos e, tamb&#xE9;m para as marcas que podem encontrar um bom formato pra extender as estrat&#xE9;gias de marketing de influ&#xEA;ncia do digital para o mundo f&#xED;sico. </p><figure class="kg-card kg-image-card kg-card-hascaption"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/09/lorenzo-herrera-vHNpBQGxqlg-unsplash.jpg" class="kg-image" alt="Como tudo deve ser" loading="lazy" width="2000" height="1333" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/09/lorenzo-herrera-vHNpBQGxqlg-unsplash.jpg 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/09/lorenzo-herrera-vHNpBQGxqlg-unsplash.jpg 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1600/2026/09/lorenzo-herrera-vHNpBQGxqlg-unsplash.jpg 1600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w2400/2026/09/lorenzo-herrera-vHNpBQGxqlg-unsplash.jpg 2400w" sizes="(min-width: 720px) 720px"><figcaption>Foto por: <a href="https://unsplash.com/pt-br/@lorenzoherrera">Lorenzo Herrera</a>.</figcaption></figure><h2 id="construir-em-terreno-alugado">Construir em terreno alugado </h2><p><em>Cansamos de agregar valor ao que n&#xE3;o &#xE9; nosso. Entenda por que o resgate do anal&#xF3;gico &#xE9; o novo ant&#xED;doto contra a depend&#xEA;ncia digital</em></p><p>Voc&#xEA; &#xE9; do time dos minimalistas que n&#xE3;o aguentam ver tralha em casa, ou daqueles que fazem quest&#xE3;o de guardar a cole&#xE7;&#xE3;o de CDs, e ver a estante cheia de livros? </p><p>Por muito tempo, ter um produto da ind&#xFA;stria cultural significava ter a posse daquele conte&#xFA;do: seja o livro, o CD, o DVD, o vinil&#x2026; voc&#xEA; podia emprestar, brincar com eles, assistir dez vezes o mesmo filme. No caso do livro ent&#xE3;o, at&#xE9; se acabasse a luz voc&#xEA; podia ler - com a ajuda de uma vela (anal&#xF3;gica), l&#xF3;gico.</p><p>Hoje, a transi&#xE7;&#xE3;o pro consumo 100% digital trocou o nosso direito de ter algo f&#xED;sico pelo direito a ter <a href="https://www.instagram.com/p/DcOYxZRRM9l/">acesso</a> a essa coisa. Pode acontecer de um filme que voc&#xEA; comprar no streaming sair daquele cat&#xE1;logo, e a&#xED; n&#xE3;o importa se voc&#xEA; comprou ele. No Kindle &#xE9; mais tranquilo, mas, mesmo assim, voc&#xEA; depende da dura&#xE7;&#xE3;o do dispositivo, da bateria, etc. Tretas tecnol&#xF3;gicas, que adiantam (e muito) a nossa vida, mas trazem essas consequ&#xEA;ncias.</p><p>Esse n&#xE3;o &#xE9; um text&#xE3;o de <em>&#x201C;nossa como a tecnologia acaba com a nossa vida&#x201D;</em>, sai dessa. Mas vale a frase do Chor&#xE3;o: cada escolha uma <a href="https://www.youtube.com/watch?v=sUvnEIwbuLs">ren&#xFA;ncia</a>. </p><p><strong>Nem t&#xE3;o &#x201C;premium&#x201D; assim</strong><br>L&#xE1; em 2016, ao assinar um streaming de &#xE1;udio, fugia dos an&#xFA;ncios. S&#xF3; que hoje, uma d&#xE9;cada depois, &#xE0;s vezes ao ouvir um podcast e outro, eis que surge um an&#xFA;ncio - que at&#xE9; d&#xE1; pra pular, mas ele t&#xE1; l&#xE1;. Dois ou mais, ali&#xE1;s.</p><p>No audiovisual, tem streaming que enfia propaganda goela abaixo at&#xE9; no plano mais caro, como a gente falou no &#xFA;ltimo text&#xE3;o. Fica a pergunta indignada do consumidor: eu j&#xE1; pago um plano, o que mais voc&#xEA; quer de mim para n&#xE3;o interromper minha aten&#xE7;&#xE3;o? E perceba que o termo interromper justamente pra resgatar a frase <em>&#x201C;enquanto a publicidade paga pra interromper a conversa, o marketing de influ&#xEA;ncia paga pra participar dela&#x201D;</em>.</p><p>An&#xFA;ncios s&#xE3;o uma estrat&#xE9;gia herdada da l&#xF3;gica dos comercias de TV, j&#xE1; que o YouTube virou a TV de muitas pessoas, mas a migra&#xE7;&#xE3;o pro digital mostra que a gente n&#xE3;o tava t&#xE3;o contente assim com o comportamento de antes. O marketing de influ&#xEA;ncia se consolidou porque insere a marca de forma org&#xE2;nica e fluida, dentro do di&#xE1;logo que o creator mant&#xE9;m com sua comunidade, sem a necessidade de um jab&#xE1;.</p><p>Dito isso, n&#xE3;o &#xE9; exagero dizer que muita gente t&#xE1; <em>~ bodeada ~</em> com os planos e formatos do online e talvez, sem perceber, sinta falta da &#xE9;poca anal&#xF3;gica. </p><p>Tudo isso pra gente estabelecer aqui quem t&#xE1; ditando as regras do jogo no nosso mercado: antes, ao comprar um produto cultural, voc&#xEA; era dono dele. Hoje, voc&#xEA; s&#xF3; tem acesso a ele - n&#xE3;o se esque&#xE7;a disso, essa &#xE9; a premissa da sacanagem toda.</p><figure class="kg-card kg-image-card kg-card-hascaption"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/09/image.png" class="kg-image" alt="Como tudo deve ser" loading="lazy" width="870" height="580" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/09/image.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/09/image.png 870w" sizes="(min-width: 720px) 720px"><figcaption>Foto por: <strong><a href="https://unsplash.com/pt-br/@valentinlacoste">Valentin Lacoste</a>.</strong></figcaption></figure><h2 id="futuro-inusitado">Futuro inusitado</h2><p>O risco de construir uma casa em terreno alugado. Quem cria conte&#xFA;do na internet vive uma outra vers&#xE3;o dessa &quot;ilus&#xE3;o de posse&quot;. </p><p>Criar dependendo exclusivamente da entrega das plataformas &#xE9; o equivalente, inclusive, Jim Louderback comentou sobre isso, em uma <a href="https://youpix.com.br/o-futuro-inusitado-da-creator-economy-com-ia/">conversa</a> com a Rafa Lotto.</p><p>Por mais est&#xE1;vel e lucrativo que o cen&#xE1;rio pare&#xE7;a hoje, o inquilino nunca manda na propriedade. Uma mudan&#xE7;a repentina nas diretrizes do algoritmo, a altera&#xE7;&#xE3;o em uma pol&#xED;tica de monetiza&#xE7;&#xE3;o ou as idas e vindas que mexem no alcance podem mandar pro ralo anos de trabalho da noite pro dia. </p><p>E a&#xED; vamos propor uma parada muito doidinha aqui <em>oh-my-God-so-crazy</em>: e se essa onda toda de resgate ao anal&#xF3;gico for justamente um ant&#xED;doto do creator pra ser dono do que ele cria? E antes que voc&#xEA; ache que vamos sugerir voc&#xEA; lan&#xE7;ar livros e CDs, calma que vamos dar alternativas. Mas o princ&#xED;pio dessa ideia &#xE9; cada um aplicar dentro da sua realidade e nicho: o que fez as pessoas se apaixonarem por voc&#xEA;, que pode ser transportado do feed pra algo palp&#xE1;vel?</p><p>Pra voc&#xEA; come&#xE7;ar a pensar, vale resgatar a ideia do Jim Louderback, que foi citado com a Rafa ali em cima, ele disse no SXSW deste ano que o que vai diferenciar os creators frente aos conte&#xFA;dos de IA &#xE9; justamente a criatividade humana, com todos seus erros e imperfei&#xE7;&#xF5;es, que s&#xF3; a gente de carne e osso sabe produzir. </p><h3 id="como-aplicar-na-pr%C3%A1tica">Como aplicar na pr&#xE1;tica</h3><p>Se a atua&#xE7;&#xE3;o de um creator &#xE9; praticamente inteira online, o mundo f&#xED;sico precisa servir como uma extens&#xE3;o do que voc&#xEA; t&#xE1; postando.</p><p><strong>Pra creators pequenos</strong><br>Se voc&#xEA; ainda n&#xE3;o formou uma grande comunidade, vai ser dif&#xED;cil monetizar com ela, ainda que sua ideia seja muito boa e tenha todo potencial pra vender muito no futuro. A sa&#xED;da mais vi&#xE1;vel para quem ainda n&#xE3;o tem escala pra lan&#xE7;ar uma marca autoral pode ser o conte&#xFA;do de afiliados. Voc&#xEA; recomenda cosm&#xE9;ticos, livros, itens de decora&#xE7;&#xE3;o, ferramentas de trabalho ou equipamentos do seu nicho via links de afiliados, e monetiza a cada convers&#xE3;o. Paga todas as contas? Nem sempre, mas te d&#xE1; um belo empurr&#xE3;ozinho e n&#xE3;o te demanda investimento inicial de estoque, log&#xED;stica e ainda vai construindo o maior ativo da Creator Economy: confian&#xE7;a do p&#xFA;blico. Voc&#xEA; indica no plano online, a pessoa consome no plano f&#xED;sico.</p><p><strong>Pra creators m&#xE9;dios</strong><br>Aqui &#xE9; onde voc&#xEA; pode explorar um clube do livro (ganhando na venda de cada livro por afiliado); pode fazer uma camiseta ou roupa espec&#xED;fica com algum tema que tenha a ver contigo; a ideia &#xE9; explorar produtos renov&#xE1;veis que refor&#xE7;am a sua identidade e geram receita recorrente, mas sem ficar ref&#xE9;m de custos fixos de opera&#xE7;&#xE3;o.</p><p><strong>Pra creators grandes</strong><br>Aqui &#xE9; a hora de voc&#xEA; lan&#xE7;ar o SEU livro, a SUA marca de roupas&#x2026; s&#xE3;o os tais <em>creator-led brands</em>. E, l&#xF3;gico, marcar encontros presenciais pra interagir de perto com quem empurra por tr&#xE1;s com for&#xE7;a e mant&#xE9;m o esfor&#xE7;o do trabalho todo de p&#xE9;. </p><p><strong>Para creators de todos os tamanhos </strong><br>Todos esses: ao mesmo tempo que os creators grand&#xF5;es podem ganhar muito mais dinheiro e, com isso, montar uma reserva de grana muito mais segura, o tombo caso voc&#xEA; perca seu @ tamb&#xE9;m &#xE9; exponencialmente maior. Logo, o ideal &#xE9; manter sua comunidade acess&#xED;vel por canais em que voc&#xEA; vai ser o dono &#x2014; como a boa e velha newsletter &#x2014; e garante que a lista de contatos perten&#xE7;a &#xE0; voc&#xEA;, e n&#xE3;o &#xE0;s Big Techs. Afinal, de todas as eras que a gente atravessou na Creator Economy desde que tudo era mato, o email &#xE9; quem segue de p&#xE9; sem nunca ter perdido espa&#xE7;o. </p><figure class="kg-card kg-image-card kg-card-hascaption"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/09/image-1.png" class="kg-image" alt="Como tudo deve ser" loading="lazy" width="743" height="580" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/09/image-1.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/09/image-1.png 743w" sizes="(min-width: 720px) 720px"><figcaption>Foto por: <strong><a href="https://unsplash.com/pt-br/@von_co">Ivana Cajina</a>.</strong></figcaption></figure><p><strong>Onde as marcas entram nessa conta?</strong><br>Toda mudan&#xE7;a de paradigma e movimento dos consumidores &#xE9; uma oportunidade de mercado, fato. Se ningu&#xE9;m esperava que o vinil ia voltar pro hype, a partir do momento que isso acontece, corre atr&#xE1;s de se enfiar nesse meio a&#xED;, Dona Marca.</p><p>O resgate do f&#xED;sico &#xE9; uma boa oportunidade pra n&#xE3;o ficar ref&#xE9;m dos feeds e entrar onde a reten&#xE7;&#xE3;o &#xE9; mais duradoura, principalmente pras marcas que vendem produtos f&#xED;sicos, ao inv&#xE9;s dos digitais. As marcas n&#xE3;o devem procurar os creators s&#xF3; pra fechar uma publi pontual que o consumidor vai tentar pular nos primeiros segundos, mas mostrar como podem fazer parte da vida de uma comunidade. </p><p>As marcas podem ser grandes aliadas das plataformas que oferecem programas de afiliados pros pequenos creators - quando n&#xE3;o lan&#xE7;am os pr&#xF3;prios programas. </p><p>Desenvolvendo linhas de produtos em parceria com os creators ou patrocinando eventos e newsletters dos m&#xE9;dios e grandes, a marca que apoia a soberania do creator tamb&#xE9;m constr&#xF3;i o maior ativo que temos no mercado: a <strong>confian&#xE7;a </strong>de uma audi&#xEA;ncia engajada.</p><p>O algoritmo pode at&#xE9; garantir as suas visualiza&#xE7;&#xF5;es, t&#xE1; chovendo publi na sua horta&#x2026; mas &#xE9; a sua capacidade de ocupar tamb&#xE9;m o mundo real que garante a sua exist&#xEA;ncia &#xE0; longo prazo. Maneiro demais ter 1 milh&#xE3;o de inscritos ou seguidores, mas quantas pessoas voc&#xEA; colocaria num audit&#xF3;rio? Se deslocando, passando perrengue e esperando horas pra te ver? &#xC9; a&#xED; que a gente v&#xEA; quem s&#xE3;o os de verdade, n&#xE3;o se brinca. </p><p>O anal&#xF3;gico pode ser o grande ant&#xED;doto de quem n&#xE3;o t&#xE1; confort&#xE1;vel como inquilino e quer, finalmente, construir seu pr&#xF3;prio terreno na <a href="https://www.youtube.com/watch?v=v0RK1uJOsto">Creator Economy</a>.</p><p>Agora aproveitando que chegou at&#xE9; aqui...</p><p>O fim da m&#xED;dia f&#xED;sica &#xE9; s&#xF3; o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=bIOcf7nyZig">come&#xE7;o</a>?</p><p>E se tudo virar assinatura? </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/_ddUkTzO5pQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="O FIM da M&#xCD;DIA F&#xCD;SICA de PlayStation!"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #71 da YOUPIX. Para aprofundar, corre pro <a href="https://www.instagram.com/instayoupix">@instayoupix</a> e receba em primeira m&#xE3;o, o olhar do todo o time YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Precisa ser real]]></title><description><![CDATA[E se a gente só fizer algumas coisas sem pensar em comprar nada? Parece que a vida se resume a pular anúncios. Se irrita, não é marketing? A publicidade perdeu o caminho do seu rumo?]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/rede-de-interesse/</link><guid isPermaLink="false">6a8f1822a3bcddc96c26393d</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[marcas]]></category><category><![CDATA[marketing]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 19:52:12 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/campbell-andy-warhol.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/campbell-andy-warhol.jpg" alt="Precisa ser real"><p>No fim do m&#xEA;s passado, divulgamos a pesquisa sobre <a href="https://youpix.com.br/consumo-e-influencia/">O Efeito da Influ&#xEA;ncia no Consumo</a>, que a YOUPIX faz anualmente. </p><p>Desde a pandemia, os resultados desse levantamento mudam bastante, at&#xE9; mesmo porque a Creator Economy voa na velocidade da luz - e nossos comportamentos, como usu&#xE1;rios e consumidores, tamb&#xE9;m se transformam.</p><h3 id="e-a%C3%AD-aquela-cl%C3%A1ssica-frase-que-pede-um-pouquinho-mais-de-espa%C3%A7o-se-o-an%C3%BAncio-irrita-o-consumidor-ainda-%C3%A9-marketing">E a&#xED; aquela cl&#xE1;ssica frase que pede um pouquinho mais de espa&#xE7;o: &apos;Se o an&#xFA;ncio irrita o consumidor, ainda &#xE9; marketing?&apos; </h3><p><br>Se pra voc&#xEA; a efic&#xE1;cia de uma estrat&#xE9;gia de influ&#xEA;ncia &#xE9; &#xF3;bvia, lembre-se antes de passar reto, que t&#xE1; come&#xE7;ando agora mais um text&#xE3;o. </p><p>&#xC0;s vezes, o &#xF3;bvio precisa ser repetido. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/image-11.png" class="kg-image" alt="Precisa ser real" loading="lazy" width="540" height="283"></figure><h2 id="a-publicidade-perdeu-o-rumo">A publicidade perdeu o rumo?</h2><p><em>O excesso de comerciais t&#xE1; gerando muito ru&#xED;do e interrompendo as conversas que est&#xE3;o rolando. Mas calma, a gente pode apontar um caminho.</em></p><blockquote>&quot;Na publicidade tradicional voc&#xEA; paga para interromper a conversa; no marketing de influ&#xEA;ncia voc&#xEA; faz parte dela.&quot;</blockquote><p>Talvez voc&#xEA; que faz parte da comunidade creator j&#xE1; deve ter cansado de ouvir essa frase. </p><p>Ent&#xE3;o por que a gente fica voltando nela toda hora? Ainda &#xE9; preciso explicar e refor&#xE7;ar que, durante d&#xE9;cadas, o funil tradicional da publicidade funcionou em uma l&#xF3;gica da marca comprar um no hor&#xE1;rio nobre (meio da novela, futebol ou jornal), cortava a programa&#xE7;&#xE3;o no momento de maior audi&#xEA;ncia, anunciava o comercial de 30 segundos e esperava o consumidor percorrer o trajeto do reconhecimento at&#xE9; a compra. </p><p>Por muito tempo isso <strong>funcionou</strong> porque a aten&#xE7;&#xE3;o era concentrada em poucos canais. </p><p>Hoje, a aten&#xE7;&#xE3;o &#xE9; pulverizada.</p><h3 id="a-respons%C3%A1vel-isso-tudo">A respons&#xE1;vel isso tudo</h3><p>Aqui o termo &#x201C;bagun&#xE7;a&#x201D; vem num tom de carinho gigantesco. Ao mesmo tempo em que o nosso mercado democratizou a produ&#xE7;&#xE3;o de conte&#xFA;do, descentralizou a aten&#xE7;&#xE3;o e abriu portas pra creators viverem das suas paix&#xF5;es e encontrarem fontes pr&#xF3;prias de receita; enquanto isso as marcas perceberam que, em vez de atravessar a programa&#xE7;&#xE3;o da TV, era muito mais neg&#xF3;cio entrar na conversa que j&#xE1; t&#xE1; rolando de forma org&#xE2;nica, pela voz de quem j&#xE1; tinha a confian&#xE7;a de uma comunidade. </p><p>A conta deixou de ser atingir o maior n&#xFA;mero simult&#xE2;neo de pessoas, pra virar atingir o nicho certo, na medida certa, e converter ao m&#xE1;ximo.</p><p>Mas n&#xE3;o s&#xF3; a aten&#xE7;&#xE3;o foi pulverizada da TV pra v&#xE1;rias redes sociais, em diferentes formatos (v&#xED;deos longos, curtos, textos e por a&#xED; vai), como o nosso tempo de tela tamb&#xE9;m aumentou no geral. Isso quer dizer que a gente t&#xE1; consumindo mais que antigamente, ou seja, novos espa&#xE7;os comerciais surgiram - e a publicidade invadiu a nossa vida como nunca.</p><p>Um bom exemplo s&#xE3;o os servi&#xE7;os de assinatura como streamings: antes, t&#xED;nhamos o servi&#xE7;o gratuito com comerciais ou pag&#xE1;vamos uma assinatura pra n&#xE3;o ter nosso conte&#xFA;do interrompido por eles. Hoje, a maior parte dos servi&#xE7;os de streaming, mesmo pagos, enfiou an&#xFA;ncios no meio de um filme ou s&#xE9;rie. E a&#xED; criaram planos ainda mais caros para quem n&#xE3;o quer ver propaganda, sendo que eu j&#xE1; tinha assinado um plano mais caro pra n&#xE3;o ver an&#xFA;ncios. E agora, voc&#xEA; precisa pagar mais caro <strong>ainda </strong>pra continuar sem publicidade - quando tem essa op&#xE7;&#xE3;o. Esse trecho ficou bem repetitivo mas &#xE9; pra ficar bem claro o quanto isso &#xE9; muito chato pro consumidor. Fora que tem plataforma que enfia an&#xFA;ncio at&#xE9; no plano mais caro. O recado da marca &#xE9;: <strong>ent&#xE3;o&#x2026; eu vou interromper a sua conversa sim. </strong>Embora, uma experi&#xEA;ncia como um filme jamais deveria ser atravessada por uma pe&#xE7;a publicit&#xE1;ria.</p><h3 id="rir-pra-n%C3%A3o-chorar">Rir pra n&#xE3;o chorar</h3><p>V&#xE1;rios creators t&#xE3;o brincando em v&#xED;deos dizendo que, num futuro pr&#xF3;ximo, a gente n&#xE3;o vai nem conseguir tomar um <a href="https://www.instagram.com/p/Dbt6JFgpmv3/">banho</a> tranquilo, sem ter que assistir um an&#xFA;ncio antes da &#xE1;gua refrescar. O lance do humor &#xE9; exagerar, mas nem sempre a realidade &#xE9; t&#xE3;o distinta: at&#xE9; em apps de namoro, entre uma pessoa e outra que voc&#xEA; curte ou passa, brota de repente um an&#xFA;ncio. Sabe que at&#xE9; lembramos de bons exemplos que deixam bem claro o que &#xE9;: <em>interromper a conversa x participar dela</em>. </p><p>Tem at&#xE9; ONGs de prote&#xE7;&#xE3;o animal que chegaram a criar perfis de cachorros e gatos pra ver se, entre um deslize e outro, voc&#xEA; n&#xE3;o pensa em <a href="https://janela.com.br/2019/06/12/mullenlowe-usa-tinder-para-adocao-de-caes-no-dia-dos-namorados/">adotar</a> um pet. Se voc&#xEA; t&#xE1; a fim de namorar, um an&#xFA;ncio vai ser brutalmente ignorado. Agora, quem n&#xE3;o se sente impactado diretamente por um pet fof&#xED;ssimo (j&#xE1; morreu por dentro, convenhamos). Voc&#xEA; pode at&#xE9; n&#xE3;o partir pra ado&#xE7;&#xE3;o, mas aquilo certamente te toca de alguma maneira. Isso mostra como um mesmo comportamento (an&#xFA;ncio entre perfis) pode tocar as pessoas de formas muito diferentes. Quando &#xE9; publicidade, voc&#xEA; sente que sua conversa t&#xE1; sendo interrompida, ent&#xE3;o ignora o an&#xFA;ncio ou at&#xE9; se irrita. Quando &#xE9; org&#xE2;nico, parece criativo, fofo, e voc&#xEA; sente que, de alguma forma, o perfil do pet t&#xE1; tentando participar da conversa que j&#xE1; t&#xE1; rolando.</p><p>Nesse caso, o perfil do pet n&#xE3;o &#xE9; um an&#xFA;ncio. Mas essa situa&#xE7;&#xE3;o mostra como as marcas tamb&#xE9;m podem pensar de forma mais criativa e tentar atingir o p&#xFA;blico se inserindo no contexto, ao inv&#xE9;s de brecar a experi&#xEA;ncia do usu&#xE1;rio e for&#xE7;&#xE1;-lo a digerir uma propaganda, at&#xE9; recompens&#xE1;-lo, depois de alguns segundos da aten&#xE7;&#xE3;o dele.</p><figure class="kg-card kg-image-card kg-card-hascaption"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/Zansky.jpg" class="kg-image" alt="Precisa ser real" loading="lazy" width="790" height="448" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/08/Zansky.jpg 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/Zansky.jpg 790w" sizes="(min-width: 720px) 720px"><figcaption>Ilustra&#xE7;&#xE3;o por: Zansky.</figcaption></figure><p>Na pesquisa O Efeito na Influ&#xEA;ncia no Consumo 2026, feita pela YOUPIX, em parceria com a Nielsen, a gente entendeu com os consumidores que:</p><h3 id="%E2%80%A2-n%C3%A3o-%C3%A9-o-volume-que-incomoda-s%C3%B3-20-acham-que-%C3%A9-excessiva-%E2%80%94-%C3%A9-a-forma-exagero-nos-benef%C3%ADcios-49-fala-decoradaestilo-tv-44-e-publi-escondida">&#x2022; N&#xE3;o &#xE9; o volume que incomoda (s&#xF3; 20% acham que &#xE9; excessiva) &#x2014; &#xE9; a forma: exagero nos benef&#xED;cios (49%), fala decorada/estilo TV (44%) e publi escondida; </h3><h3 id="%E2%80%A2-87-preferem-que-o-influenciador-seja-transparente-sobre-a-parceria">&#x2022; 87% preferem que o influenciador seja transparente sobre a parceria.</h3><p><br>Vale, inclusive, resgatar uma reflex&#xE3;o relevante sobre tudo isso.</p><p>Se em algum momento esse cen&#xE1;rio for&#xE7;ado pode ter passado despercebido pra algumas pessoas, hoje em dia, com o bombardeio de publicidade nas redes a todo momento, &#xE9; preciso se esfor&#xE7;ar mais pra converter aten&#xE7;&#xE3;o em venda - o radar de publi das pessoas t&#xE1; afiad&#xED;ssimo. Justamente por isso, aquele post gen&#xE9;rico, com legenda de Chat GPT e roteiro de <em>publicit&#xE1;rio-descolado-m&#xEA;o</em> j&#xE1; n&#xE3;o cola mais. </p><p>Mas, repare em um detalhe: <strong>s&#xF3; 20% das pessoas </strong>acha que tem publi demais por a&#xED;. A quest&#xE3;o n&#xE3;o &#xE9; o volume, mas o formato de divulga&#xE7;&#xE3;o de um produto. </p><h3 id="%F0%9F%92%A1an%C3%A1lise-da-creator-economy">&#x1F4A1;An&#xE1;lise da Creator Economy </h3><p>Com a aten&#xE7;&#xE3;o cada vez mais disputada, como fazer para tornar o ambiente <a href="https://www.youtube.com/watch?v=crDIhl-RVVk">f&#xE9;rtil</a> pra marcas, mas sem transformar o feed em um an&#xFA;ncio de supermercado?</p><p>A estrat&#xE9;gia n&#xE3;o t&#xE1; na quantidade, mas na compreens&#xE3;o de contexto. O caminho para as marcas n&#xE3;o &#xE9; enfiar an&#xFA;ncio em todo canto da tela, &#xE9; investir em formatos que agreguem <a href="https://www.youtube.com/watch?v=3A8DQF5mDw8">valor</a> &#xE0; experi&#xEA;ncia do p&#xFA;blico. Isso passa por dar liberdade criativa pro creator inserir o produto na linguagem e contexto dele, construindo narrativas onde a marca &#xE9; a solu&#xE7;&#xE3;o para determinada dor ou uma ponte, n&#xE3;o um obst&#xE1;culo no meio do caminho.</p><p>O p&#xFA;blico n&#xE3;o odeia marcas. Ele s&#xF3; odeia ser feito de ot&#xE1;rio e ter seu tempo desrespeitado. </p><p>A ideia n&#xE3;o &#xE9; amargar 10 segundos at&#xE9; poder pular o an&#xFA;ncio, mas se envolver no papo e <a href="https://www.youtube.com/shorts/y14vGqcWzjw">mostrar</a> como faz sentido a marca estar ali. </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/6Qp5cnQseGw?start=3470&amp;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="Ideia &#xE9; mato: criatividade, c&#xF3;pia e cr&#xE9;dito na era das trends e da IA &#x2022; BRAINCAST 610"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #70 da YOUPIX. Para aprofundar, corre pro <a href="https://www.instagram.com/instayoupix/">@instayoupix</a> e receba em primeira m&#xE3;o, o olhar do todo o time YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Absolutamente acelerados]]></title><description><![CDATA[Antes, você assinava um serviço para fugir dos anúncios, parecia justo. Hoje, o mesmo serviço pago te obriga a ver. Enquanto isso, em muitos momentos, as pessoas só querem consumir um conteúdo fácil de digerir. Consumo sem culpa.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/the-rise/</link><guid isPermaLink="false">6a88052ea3bcddc96c2637ce</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[conhecimento]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[Humanidade]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 09:52:07 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/vasco.webp" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/vasco.webp" alt="Absolutamente acelerados"><p>Sabe aquela sensa&#xE7;&#xE3;o de nunca desligar? Bem poss&#xED;vel que esse papo j&#xE1; passou pelo seu feed em algum momento. Mas o quanto &#xE9; falta de controle nossa, sobre a nossa pr&#xF3;pria rela&#xE7;&#xE3;o com a tecnologia, e o quanto compartilhamos essa ideia que normaliza um ritmo de vida cada vez mais acelerado?</p><p>Vamos falar sobre a tal cultura da dopamina no text&#xE3;o de hoje.</p><figure class="kg-card kg-image-card kg-card-hascaption"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/image-7.png" class="kg-image" alt="Absolutamente acelerados" loading="lazy" width="1296" height="1066" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/08/image-7.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/08/image-7.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/image-7.png 1296w" sizes="(min-width: 720px) 720px"><figcaption>Ilustra&#xE7;&#xE3;o: Serge Bloch/NY Times.</figcaption></figure><h2 id="como-a-cultura-da-dopamina-reescreveu-o-nosso-jeito-de-consumir">Como a cultura da dopamina reescreveu o nosso jeito de consumir &#xA0;</h2><p><em>Do reels ao TikTok, a obsess&#xE3;o pela recompensa imediata virou o motor do mercado. O atalho engoliu a experi&#xEA;ncia real?</em></p><p>Nesta semana, um v&#xED;deo do psicanalista Christian Dunker que, a princ&#xED;pio, falaria sobre um cansa&#xE7;o que n&#xE3;o passa, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=GkDzsZgylyQ">impactou</a> geral. Voc&#xEA; tamb&#xE9;m se sente assim?</p><p>Desde que as telas de dispositivos m&#xF3;veis roubaram o espa&#xE7;o da TV nas nossas vidas, e tamb&#xE9;m surrupiou v&#xE1;rios outros momentos do nosso dia, a sensa&#xE7;&#xE3;o que fica &#xE9; de que a gente n&#xE3;o desliga nunca. O que o Christian conta &#xE9; mais ou menos por a&#xED;. </p><p>Imaginando que a nossa produtividade e o nosso descanso eram medidos por um <em>dimer</em>, nos dias de hoje, essa regulagem funciona tipo um interruptor. &#xC9; uma mudan&#xE7;a brusca e for&#xE7;ada do nosso estado de &#xE2;nimo, ao inv&#xE9;s do m&#xE9;todo antigo de aquecer os motores, produzir, desacelerar e descansar de fato.</p><p>Uma das raz&#xF5;es para isso acontecer, voc&#xEA; j&#xE1; deve ter ouvido, &#xE9; a tal da cultura da dopamina. E o Dr. Druazio Varella <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/pediatria/abuso-das-redes-sociais/">explica</a>:</p><blockquote><em>Quando consumimos em s&#xE9;rie v&#xED;deos no YouTube, TikTok, Instagram, podcasts, ocorre libera&#xE7;&#xE3;o de dopamina nos centros de recompensa, os mesmos ativados pela coca&#xED;na, maconha e o cafezinho. Um &#x201C;like&#x201D;, um post, uma imagem no Instagram ou uma dancinha no TikTok provocam pequenos picos de dopamina nas sinapses.</em></blockquote><blockquote><em>&#xC9; claro que esses picos s&#xE3;o muito mais baixos do que aqueles provocados pelas drogas psicoativas, por&#xE9;m s&#xE3;o projetados pelos t&#xE9;cnicos das plataformas para ativar os circuitos de recompensa de forma continuada e persistente.</em></blockquote><blockquote><em>Num mecanismo semelhante ao da abstin&#xEA;ncia de coca&#xED;na, a libera&#xE7;&#xE3;o exagerada de dopamina &#xE9; seguida por um per&#xED;odo em que sua produ&#xE7;&#xE3;o fica t&#xE3;o baixa que surge ansiedade e depress&#xE3;o. O usu&#xE1;rio, ent&#xE3;o, corre atr&#xE1;s do celular, n&#xE3;o para ficar feliz, mas para se livrar dos sintomas da abstin&#xEA;ncia. Por isso, caro leitor, voc&#xEA; fica com aquela sensa&#xE7;&#xE3;o de &#x201C;vazio&#x201D; depois de passar horas vendo imagens e mensagens postadas na tela.</em></blockquote><p>O v&#xED;deo do Dunker vai para um caminho que a gente n&#xE3;o tava esperando. Ele chega na tal <em>procrastina&#xE7;&#xE3;o </em>e sem d&#xFA;vida, est&#xE1; entre os <strong>melhores </strong>conte&#xFA;dos sobre esse assunto. Isso porque, depois desses pequenos picos de dopamina constantes + uma rotina estressante + o celular faz a gente n&#xE3;o desligar do trabalho nunca = a nossa mente nos for&#xE7;a a desligar, e a&#xED; a gente procrastina.</p><p>&#xC9; por isso que, de repente, voc&#xEA; se sente incapaz de produzir qualquer tarefa, mas nem percebe duas horas passando num estalo de dedos enquanto voc&#xEA; rola a tela. Na verdade, a cabe&#xE7;a continua ocupada com as tarefas - voc&#xEA; s&#xF3; n&#xE3;o t&#xE1; fazendo nada. J&#xE1; experimentou largar tudo, ainda que pare&#xE7;a uma loucura ficar meia hora offline do WhatsApp e fazer ao longo do dia pequenas pausas sem tela?</p><p>O neurocientista brit&#xE2;nico Tj Power publicou um <a href="https://www.instagram.com/p/DasG2_dSylU/">post</a> que define a nossa &#xE9;poca em um diagrama de tr&#xEA;s colunas: a transi&#xE7;&#xE3;o da <em>cultura devagar</em> (aquela mais anal&#xF3;gica) pra vida moderna acelerada e, finalmente, pro que ele batizou de <strong>cultura da dopamina</strong>.</p><h2 id="the-rise-of-dopamine-culture">The Rise of Dopamine Culture</h2><figure class="kg-card kg-image-card kg-card-hascaption"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/image-9.png" class="kg-image" alt="Absolutamente acelerados" loading="lazy" width="800" height="1000" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/08/image-9.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/image-9.png 800w" sizes="(min-width: 720px) 720px"><figcaption>Tj Power | Neuroscientist</figcaption></figure><h3 id="ser%C3%A1-que-chegou-a-hora-de-come%C3%A7armos-a-refletir-mais-profundamente-se-queremos-que-absolutamente-todos-os-aspectos-de-nossas-vidas-sejam-acelerados">&quot;Ser&#xE1; que chegou a hora de come&#xE7;armos a refletir mais profundamente se queremos que absolutamente todos os aspectos de nossas vidas sejam acelerados?&quot; </h3><p><br>Na <em>cultura anal&#xF3;gica</em>, praticar um esporte exigia treino e presen&#xE7;a f&#xED;sica, mas, na vida moderna acelerada, isso virou assistir &#xE0;s partidas em algum streaming. Na <em>cultura da dopamina</em>, virou apostar no jogo pelo celular em tempo real. Cozinhar uma refei&#xE7;&#xE3;o virou pedir um delivery, que virou a busca por entregas no iFood. Assistir a um filme no cinema virou maratonar s&#xE9;ries, que virou deslizar o dedo infinitamente pelos <a href="https://www.instagram.com/reels/DcSC8LjPZiM/">reels</a>.</p><p>E talvez esse papo de cultura da dopamina &#xE9; t&#xE3;o falado porque o nosso c&#xE9;rebro n&#xE3;o acompanhou a velocidade de mudan&#xE7;a da tecnologia. O mercado descobriu a f&#xF3;rmula perfeita do engajamento: <a href="https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/08/18/comeca-julgamento-contra-meta-por-danos-a-saude-mental-de-criancas-e-adolescentes-multas-podem-chegar-a-us-14-trilhao.ghtml">encurtar</a> a dist&#xE2;ncia entre o desejo e a gratifica&#xE7;&#xE3;o at&#xE9; que ela seja praticamente nula.</p><p><strong>A parte boa </strong><br>O progresso tecnol&#xF3;gico facilita o nosso dia a dia. A enciclop&#xE9;dia f&#xED;sica de v&#xE1;rios volumes, que ficavam em bibliotecas, deu lugar &#xE0;s pesquisas no Google. As cartas que levavam semanas para cruzar o pa&#xED;s viraram e-mails e, hoje, s&#xE3;o imediatas no WhatsApp. As c&#xE2;meras de filme, que ofereciam umas 30 fotos, deram lugar &#xE0;s digitais que tiram milhares de fotos - e sem precisar comprar um filme novo. At&#xE9; os apps de namoro mudaram a forma como as pessoas se conhecem, seja pra buscar um relacionamento ou algo casual.</p><p>A tecnologia tamb&#xE9;m permitiu movimentos curiosos de nostalgia: ouvir m&#xFA;sica, que migrou dos discos de vinil para as playlists do Spotify, hoje vive um resgate do anal&#xF3;gico. O interesse renovado por discos de vinil estimulou a ind&#xFA;stria a fabricar vitrolas modernas e acess&#xED;veis pra um p&#xFA;blico jovem que sequer viveu a era pr&#xE9;-digital, mas gostou do ritual de sentar pra ouvir um &#xE1;lbum inteiro. </p><p><strong>A parte ruim</strong><br>A cultura da dopamina deitou e rolou no nosso ecossistema, e o exemplo perfeito dessa <a href="https://oglobo.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2026/08/18/instagram-e-facebook-enfrentam-a-partir-de-hoje-julgamento-de-us-14-trilhao-nos-eua.ghtml">engrenagem</a> &#xE9; a evolu&#xE7;&#xE3;o do consumo: sair de casa para ir &#xE0;s compras virou comprar online, e agora desaguou no TikTok Shop. Voc&#xEA; nem precisa sair da rede social pra comprar o produto que ele t&#xE1; usando no v&#xED;deo que voc&#xEA; t&#xE1; assistindo. </p><p>Por um lado, o processo de compra se tornou muito mais confi&#xE1;vel quando o creator que voc&#xEA; gosta mostra, na pr&#xE1;tica, como aquele produto funciona antes de voc&#xEA; comprar. Por outro, esse funil de compra dispara descargas consecutivas de dopamina antes mesmo do pacote sair pra entrega.</p><p>Essa busca desenfreada por atalhos come&#xE7;ou a <a href="https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2026/08/18/meta-julgamento.ghtml">atropelar</a> processos humanos que simplesmente <strong>n&#xE3;o podem ser acelerados</strong>: tem gente que trocou a terapia por <em>ver v&#xED;deos sobre terapia - </em>isso quando n&#xE3;o tratam o Chat GPT como o pr&#xF3;prio terapeuta dispon&#xED;vel 24 horas.</p><h3 id="o-efeito-influ%C3%AAncia">O efeito influ&#xEA;ncia</h3><p>A pesquisa de Consumo &amp; Influ&#xEA;ncia 2026 <a href="https://youpix.com.br/consumo-e-influencia/">mapeou</a> que, o n&#xFA;mero de pessoas que tem sua decis&#xE3;o de compra impactada pelo conte&#xFA;do de influenciadores aumentou, em todas as plataformas - com destaque para o TikTok, que registrou crescimento mais significativo: 17 pontos percentuais em compara&#xE7;&#xE3;o ao ano passado. </p><p>E, se agora o influenciador &#xE9; vitrine e o shopping - plataforma, a quest&#xE3;o &#xE9; que ficamos 9h por dia dentro dele.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/image-10.png" class="kg-image" alt="Absolutamente acelerados" loading="lazy" width="1195" height="672" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/08/image-10.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/08/image-10.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/image-10.png 1195w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p>Para marcas e creators, a cultura da dopamina tem os seu dois lados. Ao mesmo tempo em que ela oferece ferramentas in&#xE9;ditas para monetizar a aten&#xE7;&#xE3;o e encurtar a jornada de compra, ela vicia a audi&#xEA;ncia em um ciclo de consumo constante, onde o conte&#xFA;do precisa ser cada vez mais apelativo pra <a href="https://www.youtube.com/watch?v=S3FSHdifcPo">roubar</a> sua aten&#xE7;&#xE3;o nos primeiros tr&#xEA;s segundos.</p><p>S&#xF3; que o caminho pra um ambiente digital mais saud&#xE1;vel n&#xE3;o parece ser lutar contra a velocidade da tecnologia, ou contra o avan&#xE7;o da IA, mas sim, em como construir relev&#xE2;ncia no meio disso tudo. N&#xE3;o custa nada voc&#xEA; fazer o que est&#xE1; ao seu alcance: trocar um tempinho de tela por tempo de rua e de leitura. E tamb&#xE9;m vale resgatarmos, o que o pastor da Creator Economy, <a href="https://youpix.com.br/o-futuro-inusitado-da-creator-economy-com-ia/">Jim Louderback</a>, disse no SXSW sobre os creators que temem o avan&#xE7;o da IA: quem oferece profundidade, contexto e autenticidade continua tocando as pessoas. </p><p>De humano, para humano. </p><p>Com sentimento. </p><p>Alma.</p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/DIkrb8JkrQ8?start=5111&amp;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="CALMA URGENTE! - Sente o Clima"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #69 da <a href="https://youpix.com.br/como-a-cultura-da-dopamina-esta-reescrevendo-o-nosso-jeito-de-consumir-tudo/">YOUPIX</a>. Para aprofundar, corre pro @instayoupix e receba em primeira m&#xE3;o, o olhar do todo o time YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A palavra tem peso]]></title><description><![CDATA[Creators que atravessaram mais de uma Era na atividade: eles aprenderam a mudar, sem perder a própria essência. Muda plataforma, formato, frequência e linguagem, mas o que nunca pode mudar é o que eles são de verdade. Borogodó.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/sem-escudo/</link><guid isPermaLink="false">6a80656aa3bcddc96c263677</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[trabalho]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[Criatividade]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Sat, 15 Aug 2026 15:05:15 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/mano-brow.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/mano-brow.jpg" alt="A palavra tem peso"><p>Houve um tempo (ainda no anal&#xF3;gico) em que era preciso olhar pra fora para aprender a fazer o nosso ecossistema crescer&#x2026; e n&#xF3;s est&#xE1;vamos l&#xE1;! </p><p>N&#xE3;o s&#xF3; olhando para o que o mundo sinalizava, mas ajudando a <a href="https://www.b9.com.br/meme-do-mano-brown-no-stories-vira-mascara-de-carnaval/">criar</a> uma ponte pra exportar o nosso talento e estrat&#xE9;gia, reconhecidos no mundo inteiro como supra sumo de criatividade.</p><p>Agora bora pra uma viagem no tempo?</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/image-3.png" class="kg-image" alt="A palavra tem peso" loading="lazy" width="966" height="543" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/08/image-3.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/image-3.png 966w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="quem-lembra-de-quando-criar-conte%C3%BAdo-n%C3%A3o-tinha-modelo-de-neg%C3%B3cio">Quem lembra de quando criar conte&#xFA;do n&#xE3;o tinha modelo de neg&#xF3;cio? </h2><p><em>Acompanhamos de perto cada virada de chave do nosso ecossistema, que ajudou o Brasil a virar uma pot&#xEA;ncia na Creator Economy global</em></p><p>Na virada do mil&#xEA;nio, cada vez mais brasileiros passaram a ter acesso &#xE0; internet, ainda que n&#xE3;o dentro de casa. Havia aula de computa&#xE7;&#xE3;o nas escolas, as lan houses bombavam e os amigos com computador em casa chamavam o resto da galera pra ver a tecnologia nascer. </p><p>J&#xE1; falamos em um text&#xE3;o sobre a Sonia do <a href="https://www.instagram.com/reel/DP1_7vEkghn/">Iutubiu</a>, um dos primeiros memes da internet brasileira. Na &#xE9;poca, era comum a gente se reunir ao redor do PC para mostrar v&#xED;deos engra&#xE7;ados ou m&#xFA;sicas, no YouTube. Faz tempo n&#xE9;? Esse &#xE9; o ponto de partida da nossa linha do tempo da Creator Economy brasileira.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/fala-sonia.png" class="kg-image" alt="A palavra tem peso" loading="lazy" width="1536" height="1024" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/08/fala-sonia.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/08/fala-sonia.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/fala-sonia.png 1536w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p><strong>1&#xAA; Era: Websfera</strong> <strong>(1990 - 2000 e tanto)</strong><br>Todo mundo virou criador de conte&#xFA;do. Parece estranho falar desse cen&#xE1;rio h&#xE1; 20 anos, quando a sensa&#xE7;&#xE3;o &#xE9; que HOJE todo mundo &#xE9; creator. Do influencer &#xE0; pessoa que vende docinhos na internet, passando por voc&#xEA; que postou um story de x&#xED;cara de caf&#xE9; pra 57 pessoas hoje cedo, todo mundo t&#xE1; criando algum tipo de conte&#xFA;do - ainda que n&#xE3;o ligue pra aten&#xE7;&#xE3;o que pode receber.</p><p>Mas, l&#xE1; atr&#xE1;s, surgiram os blogs, Orkut, Fotolog e afins. Est&#xE1;vamos felizes em publicar e ter pessoas lendo a gente. Talvez o sentimento mais nost&#xE1;lgico dessa &#xE9;poca era o de &#x201C;se desligar&#x201D; da internet por completo. Quando desligava o PC ou ele travava do nada e nem com chute resolvia&#x2026; a gente ia fazer qualquer outra coisa. Que, ok, podia ser ver TV. O tempo de tela j&#xE1; era um probleminha. Mas voc&#xEA; n&#xE3;o <em>carregava </em>a internet com voc&#xEA; pra qualquer lugar, como a gente naturalmente se acostumou a fazer hoje.</p><p>Isso sem contar que, apesar dos poucos views, a internet ainda era bastante inacess&#xED;vel pra maioria da popula&#xE7;&#xE3;o. Nada comparado ao que &#xE9; hoje. Por isso mesmo, esses cantinhos virtuais dos blogs eram t&#xE3;o especiais e geravam uma conex&#xE3;o s&#xF3;lida entre audi&#xEA;ncia e autor. </p><p><strong>2&#xAA; Era: Influencers (2014 - 2020)</strong><br>Aqui foi onde os YouTubers brilharam: nasceu o Digital Influencer, com pessoas acumulando audi&#xEA;ncia e ganhando dinheiro com as marcas e AdSense. Quer&#xED;amos ser notados, fato.</p><p>Foi a grande virada de chave do amador para o profissional. Tanto &#xE9; que a gente permanece muito mais tempo na primeira Era, do que nesta segunda. Os avan&#xE7;os come&#xE7;aram a acontecer numa velocidade exponencial, cada vez maior. Com a consolida&#xE7;&#xE3;o do YouTube, Instagram e Facebook, nasceu essa figura do <em>digital influencer</em>.</p><p>Pela primeira vez, pessoas comuns come&#xE7;aram a acumular audi&#xEA;ncias compar&#xE1;veis (muito modestamente, mas imagina s&#xF3; o trampo que dava) &#xE0;s de canais de TV e a entender que dava pra ganhar dinheiro com isso. Todo mundo queria ser &quot;notado pela marca&quot; e provar que audi&#xEA;ncia digital gerava valor real. </p><p><strong>3&#xAA; Era: Empreendedores(2021 - 2023)</strong><br>A pandemia trouxe milhares de pessoas pra era digital, na expectativa de monetizar suas paix&#xF5;es, ou se reinventar no trabalho. O impacto dessa era curt&#xED;ssima &#xE9; gigantesco, justamente porque todo o mundo estava conectado nesse per&#xED;odo de isolamento social. Foi tamb&#xE9;m a &#xE9;poca em que a Gen Z chegou ao mercado de trabalho - mas n&#xE3;o pra trabalhar em empresas, mas sim, pra se tornar um creator e viver do seu conte&#xFA;do. </p><p><strong>4&#xAA; Era: Startups</strong> <br>A gente j&#xE1; discutiu se a Creator Economy tinha chegado na sua fase de maturidade.</p><p>Finalmente, nosso mercado tem seu nome reconhecido como oficial e passa a atrair investidores de peso. Tanto &#xE9; que, ano ap&#xF3;s ano, pesquisas mostram que cada vez mais empresas est&#xE3;o investindo mais no marketing de influ&#xEA;ncia - a grande barreira continua sendo a mensura&#xE7;&#xE3;o, porque h&#xE1; muito anseio em soltar logo uma campanha com um creator, achando que o engajamento vai cair do c&#xE9;u; mas pouco interesse, ou ferramentas dispon&#xED;veis pra medir, por v&#xE1;rios &#xE2;ngulos, o quanto aquela campanha impactou.</p><p>Tem mais gente operando no mercado, vindas das dores dos creators ou da observa&#xE7;&#xE3;o do nosso mercado, as startups est&#xE3;o consolidando um ecossistema ainda maior de empresas na Creator Economy. </p><p>Tem muito mais gente operando nesse ecossistema, e a partir das dores di&#xE1;rias dos creators ou da observa&#xE7;&#xE3;o atenta da ind&#xFA;stria, surgiram startups dedicadas a consolidar esse ambiente. Fintechs pra creators, plataformas de gest&#xE3;o, intelig&#xEA;ncia de dados, curadoria e ag&#xEA;ncias estruturadas.</p><h3 id="tem-20-milh%C3%B5es-de-creators-no-instagram-mas-vai-ter-um-que-chama-a-aten%C3%A7%C3%A3o-por-qu%C3%AA-porque-ele-n%C3%A3o-%C3%A9-a-c%C3%B3pia-de-ningu%C3%A9m-ele-n%C3%A3o-%C3%A9-uma-tentativa-de-ser-uma-vers%C3%A3o-melhorada-piorada-ou-diferente-de-alguma-coisa">&quot;Tem 20 milh&#xF5;es de creators no Instagram, mas vai ter um que chama a aten&#xE7;&#xE3;o. Por qu&#xEA;? Porque ele n&#xE3;o &#xE9; a c&#xF3;pia de ningu&#xE9;m, ele n&#xE3;o &#xE9; uma tentativa de ser uma vers&#xE3;o melhorada, piorada ou diferente de alguma coisa.&quot; </h3><p><br>&#x270D;&#xFE0F; Essa foi uma das canetadas da <strong>Rafa Lotto</strong>, CEO da YOUPIX, para ajudar a entender um pouco melhor, na pr&#xE1;tica, as transforma&#xE7;&#xF5;es da Creator Economy ao longo das &#xFA;ltimas duas d&#xE9;cadas. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/image-5.png" class="kg-image" alt="A palavra tem peso" loading="lazy" width="1197" height="671" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/08/image-5.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/08/image-5.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/image-5.png 1197w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="75-dos-millenials-e-gen-z-no-brasil-tem-o-sonho-de-se-tornar-creatorsinfluencers">75% dos Millenials e Gen Z no Brasil tem o sonho de se tornar creators/influencers. </h2><p>Fonte: Inflr.</p><p>Esse dado mostra que, diferente do sonho vendido para os Millenials, de que um curso superior garantiria oportunidades e uma carreira est&#xE1;vel, a Gen Z n&#xE3;o cai mais nesse conto e j&#xE1; viu que a cria&#xE7;&#xE3;o de conte&#xFA;do representa um atalho muito rent&#xE1;vel - mas quantos s&#xE3;o os que chegam a viver s&#xF3; com a renda de creator? </p><p>A pesquisa Creators &amp; Neg&#xF3;cios 2025 mostrou que mais da metade dos creators (53%) precisam de um <a href="https://members.youpix.com.br/pesquisa-creators-negocios-2025">trampo</a> CLT pra compor renda com a cria&#xE7;&#xE3;o de conte&#xFA;do.</p><p>Foi por a&#xED; que o termo <em>influencer</em> come&#xE7;ou a soar curto demais pro tamanho do neg&#xF3;cio. </p><p>E a gente sempre destacou a import&#xE2;ncia do termo <em><strong>creator</strong></em> e, mais importante, para estudar e colocar em pr&#xE1;tica uma estrat&#xE9;gia de<strong> </strong>empreendedor na cria&#xE7;&#xE3;o de conte&#xFA;do. </p><p>Depender exclusivamente de publis (al&#xF4; #publidepend&#xEA;ncia) e do algoritmo &#xE9; um risco alto demais.</p><p>Dessa dor, surgiu a demanda pra diversificar receita e criar marcas pr&#xF3;prias, produtos f&#xED;sicos, digitais, cursos, plataformas de assinaturas e ecossistemas de neg&#xF3;cios que rodam independentes das plataformas, como os links de afiliados. </p><p><strong>IA para vender produtos furados</strong></p><p>Talvez voc&#xEA; j&#xE1; tenha recebido, de algum familiar ou amigo, um v&#xED;deo de algum m&#xE9;dico ou influencer <a href="https://www.instagram.com/p/DbDsN2-iDEz/">fake</a> indicando a compra de um medicamento ineficaz.</p><p>Ainda que criados por Intelig&#xEA;ncia Artificial, os v&#xED;deos parecem extremamente reais, o que n&#xE3;o levanta suspeitas sobre a efic&#xE1;cia dos rem&#xE9;dios, principalmente entre as pessoas mais velhas.</p><p>Assim como fez o New York Times nos EUA, a BBC tamb&#xE9;m produziu uma reportagem falando sobre essa <a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4gy1e0m6l4o">onda</a> de conte&#xFA;dos falsos sobre sa&#xFA;de aqui no Brasil: o objetivo &#xE9; engajar principalmente com o p&#xFA;blico da terceira idade, faz&#xEA;-los assistir v&#xED;deos at&#xE9; o fim e comprar produtos diversos.</p><p>Por&#xE9;m, por um outro ponto de vista sobre esse caso chama muita aten&#xE7;&#xE3;o: e se esses influencers e m&#xE9;dicos, gerados por IA, fossem pessoas reais, mas com o mesmo discurso? Claro que elas poderiam ser denunciadas e presas, inclusive com os conte&#xFA;dos sendo retirados do ar. Mas e se v&#xE1;rias pessoas ca&#xED;rem no papo e comprarem os medicamentos? O estrago j&#xE1; vai ter sido feito.</p><p>Por isso, a crise de desinforma&#xE7;&#xE3;o sobre os conte&#xFA;dos de IA vai al&#xE9;m de uma etiqueta que indique um v&#xED;deo artificial - as pessoas precisam aprender a desconfiar do que pode ser fake, pra n&#xE3;o serem induzidas ao erro.</p><blockquote><em>&#x201C;N&#xF3;s estamos na &#x2018;Era da Influ&#xEA;ncia&#x2019;&#x201D;, explica o rec&#xE9;m-aposentado &#xE2;ncora do Jornal Nacional.</em></blockquote><p>Durante uma fala no <a href="https://www.instagram.com/reels/Db4b6QQuyfW/">SP2B</a>, William Bonner citou que, hoje, muitos <em>influencers </em>manipulam os conte&#xFA;dos para prender a aten&#xE7;&#xE3;o da audi&#xEA;ncia a qualquer custo - ainda que a informa&#xE7;&#xE3;o seja s&#xF3; parcialmente verdadeira, ou totalmente confusa.</p><p>De fato, vivemos essa &#x201C;Era&#x201D;, que n&#xF3;s conhecemos bem como Creator Economy, n&#xE9;? <br>E esse debate corrobora, em ano de elei&#xE7;&#xE3;o, pra nossa conversa sobre como o jornalismo pode recuperar sua credibilidade entrando na din&#xE2;mica das redes.</p><h2 id="%F0%9F%92%A1-um-farol-do-mercado">&#x1F4A1; Um farol do mercado</h2><p>Quantos creators que voc&#xEA; acompanhava h&#xE1; 10 anos ainda continuam na ativa? Cada um tem sua vis&#xE3;o de sucesso, mas em todos os casos, ele precisa durar.</p><p>Atravessar todas essas eras n&#xE3;o foi simples, nem passou r&#xE1;pido. Exige at&#xE9; hoje dos players desse mercado profissionaliza&#xE7;&#xE3;o, aprendendo com os erros, testando modelos e estrat&#xE9;gias que nem sempre v&#xE3;o funcionar, fazer gest&#xE3;o de crise e manter um esfor&#xE7;o cont&#xED;nuo pra provar que criar conte&#xFA;do &#xE9; trabalho s&#xE9;rio. </p><p>Se a gente esteve ao lado de creators, vendo eles nascerem; guiando as marcas pelas transforma&#xE7;&#xF5;es do marketing de influ&#xEA;ncia e apoiando ag&#xEA;ncias durante cada um desses passos, nada mais justo celebrar essa trajet&#xF3;ria. </p><p>Tudo movido pela for&#xE7;a das comunidades. </p><p>Afinal, ningu&#xE9;m faz nada sozinho, l&#xF3;gico. </p><p>Nossa heran&#xE7;a dos blogs =))</p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/3fRY1_T_m_o?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="Como criar identidades que duram e ganham pr&#xEA;mios, com Fernando Marar | EP 009 - Human Podcast"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #68 da YOUPIX. Para aprofundar, corre pro <a href="https://www.instagram.com/instayoupix">@instayoupix</a> e receba em primeira m&#xE3;o, o olhar do todo o time YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O show da vida]]></title><description><![CDATA[Se desse jeito meio que capenga "Nóis Capota Mas Num Breca" a Creator Economy Brasil já entrega muito, imagina como seria se colocar ordem nessa bagunça. Organização é a saída.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/desce-a-letra/</link><guid isPermaLink="false">6a7604a2a3bcddc96c26357e</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[Estratégia]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[carreira]]></category><category><![CDATA[negócios]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Tue, 11 Aug 2026 22:11:32 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/daniel-ferro-k-fMn9RKIXU-unsplash.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/daniel-ferro-k-fMn9RKIXU-unsplash.jpg" alt="O show da vida"><p>Agora que a Copa do Mundo acabou, n&#xE3;o d&#xE1; pra fugir do outro mega assunto que rola a cada 4 anos: as elei&#xE7;&#xF5;es presidenciais. </p><p>Nos &#xFA;ltimos ciclos eleitorais, muita gente brigou, os &#xE2;nimos est&#xE3;o mais &#xE0; flor da pele do que nunca e se engana quem acha que a Creator Economy n&#xE3;o faz parte desse papo. </p><p>As redes sociais se tornaram a principal plataforma de debate pol&#xED;tico no Brasil h&#xE1; mais de uma d&#xE9;cada. E pra saber como navegar nesse mar, t&#xE1; no ar mais um text&#xE3;o.</p><h3 id="uma-economia-que-movimenta-r-6-bilh%C3%B5es-ainda-n%C3%A3o-tem-cnae-mei-e-nem-prazo-de-pagamento-justo">Uma economia que movimenta R$ 6 bilh&#xF5;es, ainda n&#xE3;o tem CNAE, MEI e nem prazo de pagamento justo.</h3><p><br>Contribui&#xE7;&#xE3;o pro PIB brasileiro em 2025: 150 mil empregos equivalentes a tempo integral, crescimento de mais de 40% no n&#xFA;mero de canais com receita de cinco d&#xED;gitos e de 25% nos de seis d&#xED;gitos. Os n&#xFA;meros foram levantados pela Oxford Economics. </p><p>A principal <a href="https://youpix.com.br/creator-economy-brasil-movimenta-bilhoes-mas-nao-tem-cnae">pauta</a> &#xE9; que o creator n&#xE3;o tem CNAE, c&#xF3;digo que o governo usa pra identificar o que cada empresa faz. </p><p>Na pr&#xE1;tica, isso significa que o criador de conte&#xFA;do n&#xE3;o se encaixa direito no MEI e n&#xE3;o pode ser mensurado por ningu&#xE9;m que n&#xE3;o seja a pr&#xF3;pria plataforma.</p><p>Por outro lado, creators que t&#xE3;o come&#xE7;ando agora v&#xE3;o sempre atr&#xE1;s de dicas de como CONSEGUIR publis, mas nunca param pra pensar no que pode <a href="https://www.instagram.com/p/DbGlHAkRNha/">melar</a> as oportunidades.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/image-1.png" class="kg-image" alt="O show da vida" loading="lazy" width="500" height="500"></figure><h2 id="como-a-creator-economy-pode-redefinir-a-informa%C3%A7%C3%A3o-e-a-checagem-nas-elei%C3%A7%C3%B5es">Como a Creator Economy pode redefinir a informa&#xE7;&#xE3;o e a checagem nas elei&#xE7;&#xF5;es </h2><p><em>Enquanto os creators podem funcionar como tradutores de contexto, as marcas precisam redobrar o cuidado no disaster check</em></p><p>O mundo inteiro reconhece que o brasileiro &#xE9; muito pulsante, mas, a cada 4 anos, os &#xE2;nimos ficam ainda mais &#xE0; flor da pele - seja pela Copa do Mundo, que mexe com torcedores e descrentes no pa&#xED;s do futebol; ou com as elei&#xE7;&#xF5;es presidenciais. A cada ciclo desses, pelo menos desde 2010, a gente v&#xEA; o tempo de tela do brasileiro aumentar cada vez mais. </p><p>&#xC0; medida que as pessoas foram deixando de ter a televis&#xE3;o como principal fonte de consumo de m&#xED;dia, os debates eleitorais foram perdendo for&#xE7;a para as an&#xE1;lises de comentaristas, conte&#xFA;dos feitos pelas campanhas de cada candidato, milh&#xF5;es de cortes focados na sua bolha e, mais recentemente, os conte&#xFA;dos feitos por IA - estamos, mais do que nunca, vivendo a tal da p&#xF3;s-verdade. A gente tem mais dificuldade do que nunca pra distinguir o que &#xE9; verdadeiro do que &#xE9; fake, e os ve&#xED;culos de m&#xED;dia e plataformas disseminam informa&#xE7;&#xF5;es (verdadeiras ou falsas) mais r&#xE1;pido do que nunca.</p><h3 id="os-debates-perderam-import%C3%A2ncia">Os debates perderam import&#xE2;ncia?</h3><p>At&#xE9; o ciclo de 2018, os debates eram o principal palanque para os candidatos, tanto pelo embate direto com os advers&#xE1;rios, quanto pela plataforma nacional que a TV oferecia. De l&#xE1; pra c&#xE1;, muitos candidatos nada s&#xE9;rios passaram a frequentar os debates, prejudicando a qualidade das conversas. Por essas e outras, grandes candidatos foram escolhendo deixar de comparecer aos debates - no come&#xE7;o, gerou ru&#xED;do. Hoje, parece at&#xE9; sensato dependendo do caso.</p><p>Fora que o debate ao vivo na TV n&#xE3;o tem mais a for&#xE7;a que tinha: ningu&#xE9;m mais precisa acompanhar o programa inteiro pra saber o que aconteceu, porque a informa&#xE7;&#xE3;o chega em tempo real, por meio de cortes, nas redes sociais. O problema &#xE9; que o algoritmo favorece os cortes da sua bolha, entregando pro eleitor um recorte da realidade que s&#xF3; refor&#xE7;a o que ele j&#xE1; pensava.</p><p><strong>O creator como tradutor de contexto</strong><br>Para o p&#xFA;blico que busca fugir do &quot;politiqu&#xEA;s&#x201D;, a explica&#xE7;&#xE3;o de um creator em quem ele confia e acompanha diariamente tem muito mais peso do que o coment&#xE1;rio de um analista frio de TV.</p><p>Enquanto os cortes das campanhas pregam apenas pra quem j&#xE1; t&#xE1; convertido - se aparece a oposi&#xE7;&#xE3;o no feed voc&#xEA; rola a tela , o creator tem a oportunidade (e a autoridade) pra mostrar outros pontos de vista. Ele pode pegar aquele trecho que viralizou, explicar o que aconteceu minutos antes e detalhar o impacto de uma proposta na vida das pessoas, se &#xE9; poss&#xED;vel de fazer ou n&#xE3;o... e a&#xED; a gente questiona: os creators v&#xE3;o querer surfar nos cortes f&#xE1;ceis pra ganhar engajamento dentro da pr&#xF3;pria bolha, ou v&#xE3;o assumir a responsabilidade e elevar o n&#xED;vel da conversa?</p><p>Aqui a gente precisa destacar dois pontos importantes j&#xE1; que, mais do que nunca, o jornalismo e a din&#xE2;mica das redes sociais est&#xE3;o misturados:</p><p><strong>N&#xE3;o existe jornalismo imparcial. </strong>O que existe &#xE9; jornalismo isento, que ouve os dois lados de uma pauta, questiona e deixa o p&#xFA;blico tirar suas pr&#xF3;prias conclus&#xF5;es. Agora, <em>imparcial </em>&#xE9; um termo pro judici&#xE1;rio, que precisa seguir a lei ainda que, nem sempre, o que a gente acha &#x201C;certo&#x201D; ou &#x201C;moral&#x201D; n&#xE3;o prevale&#xE7;a. Assim como todo creator pode (e deve) ter suas pr&#xF3;prias opini&#xF5;es, at&#xE9; os mais tradicionais ve&#xED;culos de imprensa tamb&#xE9;m t&#xEA;m.</p><p><strong>&#xC9; preciso questionar. </strong>O problema n&#xE3;o &#xE9; entrevistar algu&#xE9;m que t&#xE1; no oposto do seu espectro pol&#xED;tico, mas sim, transformar a entrevista em um palanque, ao inv&#xE9;s de um espa&#xE7;o de questionamento, que &#xE9; o que deveria acontecer. De novo: quem tira conclus&#xE3;o &#xE9; a audi&#xEA;ncia, mas qualquer programa, podcast, ou creator fazendo live com candidato <strong>tem a obriga&#xE7;&#xE3;o</strong> <strong>de questionar todos os temas at&#xE9; o fim </strong>se estiver se colocando como plataforma. Do contr&#xE1;rio, vira palanque pol&#xED;tico - e t&#xE1; tudo bem, desde que voc&#xEA; avise a audi&#xEA;ncia sobre seu posicionamento. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/image-2.png" class="kg-image" alt="O show da vida" loading="lazy" width="1080" height="1350" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/08/image-2.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/08/image-2.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/08/image-2.png 1080w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p>Se voc&#xEA; leu essa imagem e pensou &#x201C;sou eu&#x201D;, parab&#xE9;ns: voc&#xEA; n&#xE3;o &#xE9; diferent&#xE3;o e faz parte da maioria dos consumidores brasileiros. O clique final &#xE9; a parte mais f&#xE1;cil de enxergar dessa hist&#xF3;ria e o que acontece antes dele &#xE9; o que a pesquisa O Efeito da Influ&#xEA;ncia no Consumo 2026 foi medir. Pra fazer o download: <a href="https://youpix.com.br/consumo-e-influencia">clique aqui</a>.</p><h3 id="ia-deixa-fake-news-no-chinelo">IA deixa fake news no chinelo</h3><p>Se em 2018 a preocupa&#xE7;&#xE3;o eram os text&#xF5;es no zap e em 2022 os v&#xED;deos reais, mas fora de contexto, agora lidamos com <a href="https://www.instagram.com/reel/DTRBJoOAUl1/">deepfakes</a> extremamente realistas. A manipula&#xE7;&#xE3;o ganhou o tom de voz e o rosto dos candidatos, gerando uma cultura de desconfian&#xE7;a absoluta onde as pessoas passam a duvidar at&#xE9; do que &#xE9; verdade (a tal da p&#xF3;s-verdade que falamos ali em cima).</p><p>A checagem de informa&#xE7;&#xF5;es simplesmente n&#xE3;o acompanha a velocidade das redes. Por isso, nesses momentos de confus&#xE3;o, o p&#xFA;blico recorre &#xE0;s suas refer&#xEA;ncias: o creator vira uma &#xE2;ncora de realidade pra sua comunidade, e os conte&#xFA;dos produzidos por humanos passam a ser o ant&#xED;doto para conte&#xFA;dos falsos. </p><p>Em outro text&#xE3;o falamos sobre a &quot;Dona Maria&quot;, uma personagem de <a href="https://www.instagram.com/p/DWzg1v1EX28/">IA</a> de extrema direita criada pra atacar a base do governo. Para o jornalista Bruno Torturra, tanto faz ter ou n&#xE3;o um aviso de que o conte&#xFA;do da personagem &#xE9; IA, porque &quot;j&#xE1; estamos no mundo da p&#xF3;s-mentira&quot;.</p><p>Segundo ele, j&#xE1; tem tanto conte&#xFA;do falso por a&#xED;, que n&#xE3;o faz mais diferen&#xE7;a saber a diferen&#xE7;a entre o que &#xE9; verdade porque o lance &#xE9; tocar o emocional das pessoas e replicar apenas o que nos conv&#xE9;m. </p><p><strong>E quanto &#xE0;s marcas, muda alguma coisa? </strong><br>O momento pede sensibilidade e respeito &#xE0; intelig&#xEA;ncia do consumidor, sem tentar dar li&#xE7;&#xE3;o de moral ou fingir que o pa&#xED;s n&#xE3;o est&#xE1; em ebuli&#xE7;&#xE3;o. O caso recente da Havaianas ilustra perfeitamente como os &#xE2;nimos est&#xE3;o &#xE0; <a href="https://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2025/12/22/como-uma-campanha-publicitaria-de-chinelos-para-o-ano-novo-virou-motivo-de-discussao-politica-no-brasil.ghtml">flor</a> da pele. A marca lan&#xE7;ou uma campanha com a atriz Fernanda Torres que brinca com um dito popular: ao inv&#xE9;s de &#x201C;come&#xE7;ar o ano com o p&#xE9; direito&quot;, sugere &quot;come&#xE7;ar com os dois p&#xE9;s onde voc&#xEA; quiser&quot;. Sem qualquer inten&#xE7;&#xE3;o pol&#xED;tica, a pe&#xE7;a virou alvo de conspira&#xE7;&#xE3;o pol&#xED;tica nas redes, e acusaram a marca de fazer propaganda de esquerda simplesmente pelo trocadilho e pela escolha da atriz. O epis&#xF3;dio mostra que, nesse contexto de polariza&#xE7;&#xE3;o extrema, qualquer ru&#xED;do pode virar uma grande conspira&#xE7;&#xE3;o.</p><p>Dito isso, &#xE9; fundamental redobrar o cuidado com <em>disaster check</em> pra evitar uma situa&#xE7;&#xE3;o como essa. E, caso aconte&#xE7;a, &#xE9; importante ter agilidade pra saber fazer do lim&#xE3;o uma limonada, e surfar na onda. Se o tom for bem humorado, &#xE9; capaz da campanha performar ainda melhor do que o esperado com esse combust&#xED;vel do &#xF3;dio pol&#xED;tico. </p><p>O marketing de influ&#xEA;ncia n&#xE3;o vai silenciar a marca ou os influs parceiros, mas precisa avaliar o contexto de ponta a ponta para garantir que a mensagem n&#xE3;o seja sequestrada pela guerra narrativa. </p><p>Mais do que nunca, estrat&#xE9;gia &#xE9; fundamental.</p><p>O text&#xE3;o de hoje traz a pauta das elei&#xE7;&#xF5;es porque os debates est&#xE3;o prestes a come&#xE7;ar. Se esse humilde post puder dar um conselho &#xE0; nossa audi&#xEA;ncia, com certeza &#xE9;: procure conversar, e muito. Mas evite as brigas. </p><p>A essa altura do campeonato, ningu&#xE9;m vai mudar a ideia de ningu&#xE9;m no grito.</p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/Pz1kE6qKOUQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="CALMA URGENTE! - Distopias Convencionais"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #67 da YOUPIX. Para aprofundar, corre pro <a href="https://www.instagram.com/instayoupix">@instayoupix</a> e receba em primeira m&#xE3;o, o olhar do todo o time YPX :)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O preço da influência]]></title><description><![CDATA[Em pleno 2026, a gente já pode dizer que a compra por influência é a infraestrutura do consumo brasileiro. Todo mundo sabe que o influenciador faz diferença na hora da compra.]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/pega-fundo/</link><guid isPermaLink="false">6a6b85f8a3bcddc96c26343f</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[jornada]]></category><category><![CDATA[social media]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Fri, 31 Jul 2026 01:14:39 GMT</pubDate><media:content url="https://images.unsplash.com/photo-1473496169904-658ba7c44d8a?crop=entropy&amp;cs=tinysrgb&amp;fit=max&amp;fm=jpg&amp;ixid=M3wxMTc3M3wwfDF8c2VhcmNofDQ5fHxsaXZlfGVufDB8fHx8MTc4NTQzMTg4OHww&amp;ixlib=rb-4.1.0&amp;q=80&amp;w=2000" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://images.unsplash.com/photo-1473496169904-658ba7c44d8a?crop=entropy&amp;cs=tinysrgb&amp;fit=max&amp;fm=jpg&amp;ixid=M3wxMTc3M3wwfDF8c2VhcmNofDQ5fHxsaXZlfGVufDB8fHx8MTc4NTQzMTg4OHww&amp;ixlib=rb-4.1.0&amp;q=80&amp;w=2000" alt="O pre&#xE7;o da influ&#xEA;ncia"><p>Voc&#xEA; tamb&#xE9;m j&#xE1; caiu na l&#xE1;bia alguma vez?</p><p>Pensa na &#xFA;ltima coisa que voc&#xEA; comprou por indica&#xE7;&#xE3;o de um influenciador. Tem 80% de chance de isso ter acontecido e a gente aposta que n&#xE3;o foi no primeiro post que voc&#xEA; viu.</p><p>Provavelmente rolou mais ou menos assim: apareceu um creator falando do produto, voc&#xEA; achou interessante mas n&#xE3;o clicou na hora (s&#xF3; 20% das pessoas clicam). Foi dar uma investigada, abriu a p&#xE1;gina, leu avalia&#xE7;&#xE3;o, procurou review, talvez tenha jogado numa IA pra confirmar, j&#xE1; que 64% dos consumidores fazem exatamente isso. </p><p>Em algum momento, at&#xE9; se convenceu de que n&#xE3;o precisava daquilo, mas n&#xE3;o esqueceu. Salvou o post, guardou o nome da marca. E a&#xED;, uns dias depois, comprou. </p><p>Se parece uma experi&#xEA;ncia individual, pode tirar o cavalinho da chuva: esse &#xE9; o caminho da maior parte dos consumidores brasileiros. E &#xE9; justamente essa parte da jornada que o mercado ainda n&#xE3;o sabe mensurar direito, porque n&#xE3;o depende s&#xF3; de dados de alcance ou de compra, &#xE9; mais complexo que isso.</p><p>A gente bate tanto na tecla da mensura&#xE7;&#xE3;o, at&#xE9; parece que vamos deixar a desejar nessa &#xE1;rea, n&#xE9;? Por isso tiramos o time de campo para chegar com mais um report brabo. Quer entender melhor como funciona a nossa Creator Economy? </p><p>Uma coisinha que pega fundo no nosso cora&#xE7;&#xE3;o: PESQUISA &#x1F913;</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/image-11.png" class="kg-image" alt="O pre&#xE7;o da influ&#xEA;ncia" loading="lazy" width="1200" height="675" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/07/image-11.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/07/image-11.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/image-11.png 1200w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="quem-nunca-gastou-dinheiro-porque-caiu-no-papo-do-seu-influenciador-favorito">Quem nunca gastou dinheiro porque caiu no papo do seu influenciador favorito?</h2><p><em>A gente sabe bem disso. Mas nada a melhor do que a dica sincera de um creator que j&#xE1; testou o produto que voc&#xEA; quer comprar. </em></p><p>Comprar por influ&#xEA;ncia virou parte da nossa rotina de consumo. Ser&#xE1; que ainda faz sentido chamar de tend&#xEA;ncia um comportamento que j&#xE1; envolve 8 em cada 10 brasileiros e se repete ano ap&#xF3;s ano, atravessando idade, g&#xEA;nero e classe social?</p><p>E a gente aposta que, se voc&#xEA; j&#xE1; comprou algo assim, n&#xE3;o foi no primeiro post que viu. Foi depois de conferir review, pesquisar mais um pouco, jogar numa IA pra confirmar, esquecer por uns dias e voltar atr&#xE1;s. E &#xE9; exatamente essa jornada de compra que o mercado ainda n&#xE3;o sabe mensurar direito. </p><p>E mais um ano, a consultoria YOUPIX se junta &#xE0; Nielsen, para lan&#xE7;ar a nova edi&#xE7;&#xE3;o do <em>Efeito da Influ&#xEA;ncia no Consumo</em>, que apresenta dados detalhados do mercado e mastiga pra marcas e creators constru&#xED;rem estrat&#xE9;gias mais efetivas, baseadas na percep&#xE7;&#xE3;o de quem realmente importa: o usu&#xE1;rio consumidor. Mas o olhar de quem compra nunca esteve t&#xE3;o afiado. </p><h2 id="o-radar-de-mentira">O radar de mentira</h2><p>Um dos motivos pra gente sempre bater na tecla de que as marcas n&#xE3;o devem mais se apegar a briefings engessados na hora de fechar uma campanha com creator, &#xE9; porque o consumidor brasileiro, h&#xE1; um tempo, compra direto nas redes ou pega a dica e corre pro site.</p><p>Se em algum momento esse cen&#xE1;rio for&#xE7;ado pode ter passado despercebido pra algumas pessoas, hoje em dia, com o bombardeio de publicidade nas redes a todo momento, &#xE9; preciso se esfor&#xE7;ar mais pra converter aten&#xE7;&#xE3;o em venda - o radar de publi das pessoas t&#xE1; afiad&#xED;ssimo. Justamente por isso, aquele post gen&#xE9;rico, com legenda de Chat GPT e roteiro de publicit&#xE1;rio-descolado-m&#xEA;o j&#xE1; n&#xE3;o cola mais. Mas aten&#xE7;&#xE3;o pra um detalhe: <strong>s&#xF3; 20% das pessoas </strong>acham que tem publi demais por a&#xED;.<strong> </strong>A quest&#xE3;o n&#xE3;o &#xE9; o volume, mas o formato de divulga&#xE7;&#xE3;o de um produto.</p><h3 id="na-publicidade-tradicional-voc%C3%AA-paga-para-interromper-a-conversa-no-marketing-de-influ%C3%AAncia-voc%C3%AA-paga-para-fazer-parte-dela">&quot;Na publicidade tradicional voc&#xEA; paga para interromper a conversa, no marketing de influ&#xEA;ncia voc&#xEA; paga para fazer parte dela.&quot;<br></h3><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/image-12.png" class="kg-image" alt="O pre&#xE7;o da influ&#xEA;ncia" loading="lazy" width="1920" height="1080" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/07/image-12.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/07/image-12.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1600/2026/07/image-12.png 1600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/image-12.png 1920w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><p>Ao mesmo tempo, a pesquisa traz o dado que <strong>81% das pessoas j&#xE1; compraram algo indicado por um influenciador.</strong> Aqui &#xE9; onde mora a parte legal da coisa: quando ao inv&#xE9;s de for&#xE7;ar uma cena o creator realmente testa o produto, mostra o porqu&#xEA; ele gostou, porque pode ser &#xFA;til na vida dele e na sua, a&#xED; sim a convers&#xE3;o acontece. Os usu&#xE1;rios/consumidores enxergam o creator como algu&#xE9;m &#xED;ntimo, um amigo, algu&#xE9;m que t&#xE1; dentro de casa.</p><p>S&#xF3; que esse poder de influ&#xEA;ncia na internet n&#xE3;o significa que a compra vai ser imediata - a jornada &#xE9; muito mais profunda. O consumidor assiste ao v&#xED;deo, entende mais um pouquinho na legenda, d&#xE1; uma olhada nos coment&#xE1;rios pra ver o que outras pessoas t&#xE3;o dizendo, ca&#xE7;a outro review e usa uma ajudinha virtual.</p><h3 id="a-busca-pelo-produto-desejado">A busca pelo produto desejado </h3><p>Desde a &#xFA;ltima edi&#xE7;&#xE3;o da pesquisa shopper (que estuda o comportamento, as escolhas e a jornada de compra do cliente no ponto de venda f&#xED;sico ou digital) pra atual, foi mapeado que o n&#xFA;mero de pessoas que jogam o produto em alguma intelig&#xEA;ncia artificial para entender melhor caracter&#xED;sticas, como funciona e varia&#xE7;&#xE3;o de pre&#xE7;o, quadruplicou.</p><p>Dentro da an&#xE1;lise, percebemos que tanto os buscadores tradicionais, quanto o pr&#xF3;prio site da marca, perderam espa&#xE7;o pra intelig&#xEA;ncia artificial na hora de aprofundar o produto desejado. &#xC9; tamb&#xE9;m por isso que a jornada de compra t&#xE1; meio picotada e dif&#xED;cil de medir em relat&#xF3;rios tradicionais, que n&#xE3;o aprofundam a mensura&#xE7;&#xE3;o. O modelo antigo, que tenta medir o sucesso de uma campanha s&#xF3; pelo clique no post &#x2014; n&#xE3;o consegue entender o que acontece com o consumidor.</p><p>A convers&#xE3;o hoje depende muito mais de <strong>autoridade</strong> e <strong>contexto</strong>,<strong> </strong>do que de alcance gigantesco, mas sem relev&#xE2;ncia. Voc&#xEA; pode achar que &#x201C;o povo t&#xE1; muito consumista&#x201D;, mas a realidade brasileira &#xE9; pensar bem ao longo da semana, ouvir outros creators fazendo review, analisar pre&#xE7;os e a&#xED; sim efetuar a compra. De novo: a jornada &#xE9; mais profunda e demanda confian&#xE7;a.</p><p>Esse v&#xED;nculo &#xE9; constru&#xED;do ao longo do tempo, principalmente pelo creator de nicho &#x2014; o que n&#xE3;o tem milh&#xF5;es de seguidores, mas construiu uma comunidade real ao redor de um assunto espec&#xED;fico. Quando esse creator fala de um produto, o p&#xFA;blico escuta porque sabe que ali vai encontrar a sinceridade de um profissional que tem uma reputa&#xE7;&#xE3;o que n&#xE3;o vai ser manchada por qualquer troco de bala. </p><p>E o que acontece se o creator tenta empurrar algo que n&#xE3;o tem nada a ver com o hist&#xF3;rico dele? A&#xED;, o hate vem com toda for&#xE7;a&#x2026; a falta de verdade quebra o principal v&#xED;nculo da jornada de compra e faz o consumidor desistir rapidinho. </p><p>A gente atravessa um momento do consumo digital em que o conte&#xFA;do se mistura muito rapidamente com a oportunidade de compra. </p><p>Tem creator que faz conte&#xFA;do informativo, inteligente e encontrou numa marca de a possibilidade de sempre fazer uma publi, sem que afete sua credibilidade. Mas, como a pesquisa conclui, n&#xE3;o &#xE9; muita gente que odeia publi, o que a gente n&#xE3;o aguenta mesmo &#xE9; publi for&#xE7;ada, sem gra&#xE7;a e que n&#xE3;o respeita o bolso alheio. </p><p>Alcance n&#xE3;o garante convers&#xE3;o. O consumidor sabe pesquisar, questionar, trocar experi&#xEA;ncias e agora aprendeu a fazer tudo isso no digital tamb&#xE9;m. </p><p>Voc&#xEA; quer se aprofundar nesse tema mais ainda? Para fazer o download da pesquisa: <a href="https://youpix.com.br/consumo-e-influencia">clique aqui</a>.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/image-13.png" class="kg-image" alt="O pre&#xE7;o da influ&#xEA;ncia" loading="lazy" width="869" height="580" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/07/image-13.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/image-13.png 869w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="se-filma-e-fala-c%C3%AA-%C3%A9-o-bich%C3%A3o-memo-hein-doido">&quot;Se filma e fala. C&#xEA; &#xE9; o bich&#xE3;o memo hein, doido!&quot;</h2><p>Tem quem t&#xE1; come&#xE7;ando agora e j&#xE1; foi atr&#xE1;s de um editor, cavou vaga em casting de ag&#xEA;ncia... mas tem creator que &#xE9; o bich&#xE3;o mesmo, como diria o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=MiQ_OSW9pLM">meme</a>. Tudo sozinho.</p><p>Por outro lado, tem uma profiss&#xE3;o que surgiu com as &quot;novas&quot; movimenta&#xE7;&#xF5;es das redes: o tal do social media. O &quot;novas&quot; veio entre aspas porque, apesar de serem mudan&#xE7;as de menos de uma d&#xE9;cada pra c&#xE1;, a gente mal se lembra de como eram as redes antes das publis, dos stories, das pessoas que voc&#xEA; nunca ouviu falar na vida, mas acumulam facilmente milhares de seguidores.</p><p>E quem captou essas movimenta&#xE7;&#xF5;es e se prontificou a estruturar o conte&#xFA;do de quem se joga na frente das c&#xE2;meras &#xE9; o social media. Muitas vezes, esse dedicado profissional pode ser o respons&#xE1;vel pelo engajamento de uma publi que, sozinha na m&#xE3;o do creator, n&#xE3;o iria t&#xE3;o bem.</p><p>O legal do <a href="https://www.instagram.com/p/DbTgppkOmdz">social media</a> &#xE9; que ele cria uma ponte entre as pessoas que nunca produziram nenhum conte&#xFA;do e n&#xE3;o compreendem a linguagem das redes. Sabe aquelas publis meio &quot;sem no&#xE7;&#xE3;o&quot; de mercados e lojas locais, que de alguma forma chegam no seu feed, sendo que voc&#xEA; mora a centenas de km de dist&#xE2;ncia? A chance &#xE9; grande de ter o dedo de um profissional dessa &#xE1;rea ali. </p><p>Ainda faz sentido chamar de tend&#xEA;ncia um comportamento que j&#xE1; envolve 8 em cada 10 brasileiros, se mant&#xE9;m est&#xE1;vel ano ap&#xF3;s ano e atravessa g&#xEA;nero, idade e classe social?</p><p>Mas o que acontece no meio do caminho, entre curtir o conte&#xFA;do e comprar? Na real, o fato &#xE9; que o mercado n&#xE3;o faz ideia do verdadeiro efeito da influ&#xEA;ncia no consumo.</p><p>Agora conta pra gente uma coisa... </p><p>Voc&#xEA; faz tudo sozinho?</p><p>Pense sobre isso. </p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/zqkPBIaIGjQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="Brutally Honest Advice About Social Media in 7 mins"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #66 da YOUPIX. Para aprofundar, corre pro <a href="https://www.instagram.com/instayoupix">@instayoupix</a> e receba em primeira m&#xE3;o, o olhar do todo o time YPX :)<br></p><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A vida segue]]></title><description><![CDATA[Você cria bem, tem audiência, consistência, além de boas ideias. Mas no fim do mês a conta não fecha do jeito que deveria. Tá cansado de não entender o real motivo? Então bora resolver isso!]]></description><link>https://profissaoblogueiro.com.br/o-foco-muda/</link><guid isPermaLink="false">6a64ecae73f437684d49a2aa</guid><category><![CDATA[bastidores]]></category><category><![CDATA[trabalho]]></category><category><![CDATA[carreira]]></category><category><![CDATA[consumo]]></category><category><![CDATA[Comportamento]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[creator economy]]></category><category><![CDATA[Internet]]></category><category><![CDATA[influência]]></category><dc:creator><![CDATA[Leonardo Coletti]]></dc:creator><pubDate>Sat, 25 Jul 2026 19:49:12 GMT</pubDate><media:content url="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/tarifa.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/tarifa.jpg" alt="A vida segue"><p>Voc&#xEA; t&#xE1; sentindo como se a gente tivesse num limbo curtinho entre a Copa do Mundo e as elei&#xE7;&#xF5;es? A gente podia estar aproveitando essas semanas com o Hexa&#x2026; mas quantas campanhas voc&#xEA; viu por a&#xED; ca&#xED;rem ou serem redesenhadas com a elimina&#xE7;&#xE3;o precoce do Brasil? </p><p>At&#xE9; pedido duplo de roteiro a gente viu: uma se o Brasil passasse, outra se fosse eliminado. Mas at&#xE9; quem foi precavido se deu mal. Fica sem clima depois de um baque desses. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/tarifaco-1.webp" class="kg-image" alt="A vida segue" loading="lazy" width="870" height="449" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/07/tarifaco-1.webp 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/tarifaco-1.webp 870w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></figure><h2 id="tarifa%C3%A7o-e-a-creator-economy">Tarifa&#xE7;o e a Creator Economy </h2><p><em>Diversificar sua presen&#xE7;a digital &#xE9; a blindagem pra quando construimos uma casa em um terreno alugado</em></p><p>O governo Trump confirmou as amea&#xE7;as de um novo <a href="https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/07/21/tarifaco-de-trump-governo-deve-iniciar-nesta-terca-reunioes-com-setores-afetados-pela-nova-taxa.ghtml">tarifa&#xE7;o</a> e o colocou em a&#xE7;&#xE3;o. Desde ontem, uma s&#xE9;rie de produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos - nosso segundo maior parceiro comercial, sofrer&#xE3;o uma sobretaxa de 25%. Claro que uma s&#xE9;rie de produtos interessantes para os EUA foram tirados dessa lista, como caf&#xE9; e carne bovina. A medida atinge setores gigantes como manufaturados, cal&#xE7;ados, m&#xF3;veis e m&#xE1;quinas e, ao que parece, boa parte dessa hist&#xF3;ria se deve ao PIX, que j&#xE1; &#xE9; o meio de pagamento preferido dos brasileiros, mas desestimula as transa&#xE7;&#xF5;es em cart&#xE3;o, desfavorecendo o lucro das empresas estadunidenses do setor.</p><p>Al&#xE9;m da discuss&#xE3;o diplom&#xE1;tica e comercial, essa hist&#xF3;ria escancara o quanto a nossa economia pode estar vulner&#xE1;vel e exposta a decis&#xF5;es pol&#xED;ticas externas, sem que a gente tenha muito poder sobre elas.</p><h3 id="mas-e-a%C3%AD-impacta-ou-n%C3%A3o">Mas e a&#xED;: impacta ou n&#xE3;o?</h3><p>Direta ou indiretamente, a resposta &#xE9; sim. Seria muita ingenuidade achar que o nosso mercado vive isolado, ou blindado de decis&#xF5;es dos governos dos pa&#xED;ses. E, pra entender melhor o cen&#xE1;rio o que &#xE9; &#x201C;estar na m&#xE3;o&#x201D; de outro pa&#xED;s, a gente sabe muito bem explicar.</p><p>Diariamente nas redes sociais, trabalhamos sob regras e algoritmos que n&#xE3;o controlamos, n&#xE3;o prevemos e quase n&#xE3;o conseguimos acompanhar a velocidade das mudan&#xE7;as. Ficamos totalmente &#xE0; merc&#xEA;. </p><h2 id="%E2%80%9Ccriar-conte%C3%BAdo-numa-rede-social-%C3%A9-como-construir-uma-casa-num-terreno-alugado%E2%80%9D">&#x201C;Criar conte&#xFA;do numa rede social &#xE9; como construir uma casa num terreno alugado.&#x201D;</h2><p><br>Voc&#xEA; n&#xE3;o controla como o seu conte&#xFA;do vai ser distribu&#xED;do pelo algoritmo, n&#xE3;o sabe por quanto tempo ele vai continuar entregando alcance, e muito menos o quanto vai conseguir monetizar em cima - se &#xE9; que vai receber algum dinheiro.</p><p>Olhando por outro ponto de vista, d&#xE1; para trazer a &quot;publidepend&#xEA;ncia&quot; pra esse papo: n&#xE3;o &#xE9; estrat&#xE9;gico que um creator tire sua renda apenas de publicidade. E se um dia o mercado satura? As marcas desistem de voc&#xEA; e o hype que te jogou pros holofotes evapora.</p><h3 id="s%C3%B3-um-pequeno-detalhe-importante-temos-uma-carta-na-manga-que-mais-ningu%C3%A9m-tem-o-nosso-molho">S&#xF3; um pequeno detalhe importante, temos uma carta na manga que mais ningu&#xE9;m tem, o nosso molho.</h3><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/image-9.png" class="kg-image" alt="A vida segue" loading="lazy" width="600" height="400" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/image-9.png 600w"></figure><p>Faz tempo que a gente deixou de ser copiador de gringo pra virar refer&#xEA;ncia global em linguagem, engajamento e cultura digital. O tal do &quot;molho&quot; nada mais &#xE9; do que a nossa capacidade absurda de criar conte&#xFA;do, narrativa que envolve e conversas que fazem sentido e ligam marcas &#xE0;s comunidades. Mas nem s&#xF3; de molho vive o creator. Ou molho paga boleto e a gente n&#xE3;o t&#xE1; sabendo? Talvez essa hist&#xF3;ria do <a href="https://www.youtube.com/watch?v=sxMJodunOqI">tarifa&#xE7;o</a> possa colocar a gente pra pensar em caminhos de transformar esse capital cultural em soberania nacional, usando a audi&#xEA;ncia das redes como vitrine para construir ativos que sejam de fato nossos.</p><p><strong>Vem a&#xED; a primeira... calma, p&#xEA;ra.</strong><br>Apesar de ser divertido pedir sugest&#xF5;es de nomes para uma rede social 100% brasileira, a moral da hist&#xF3;ria &#xE9; que nacionalizar a parada n&#xE3;o &#xE9; o que vai resolver o nosso problema: a gente sai da m&#xE3;o dos gringos - que, bem ou mal, formaram o contexto pra gente chegar at&#xE9; aqui, e fica na m&#xE3;o do governo? Ou de uma Big Tech brasileira? A solu&#xE7;&#xE3;o t&#xE1; em pensar mais em sa&#xED;das como a gente fez no movimento contra a &quot;publidepend&#xEA;ncia&quot;.</p><p>A <a href="https://www.instagram.com/bianca">Bianca Andrade</a> fez exatamente isso quando rompeu com grandes grupos de cosm&#xE9;ticos para assumir o controle total da <a href="https://bocarosa.com.br/">Boca Rosa</a>, criando uma empresa pr&#xF3;pria de maquiagem em vez de fazer m&#xED;dia para os outros. A <a href="https://www.instagram.com/petisco">Julia Petit</a> usou a escuta ativa da sua comunidade para fundar a <a href="https://www.sallve.com.br">Sallve</a>. O Iber&#xEA; Then&#xF3;rio pegou a autoridade do <a href="https://www.youtube.com/manualdomundo">Manual do Mundo</a> e transformou em produtos como jogos e livros. </p><p>Nossa querida <a href="https://www.instagram.com/lela.brandao">Lela Brand&#xE3;o</a> fundou a pr&#xF3;pria <a href="https://www.lelabrandao.co">marca</a> de roupas confort&#xE1;veis - uma dor que ela tinha com outras marcas quando consumia, e encontrou em sua comunidade de gostosas que se identificavam. Olha quanta coisa maneira foi criada no Brasil, para brasileiros.</p><p>Soberania n&#xE3;o &#xE9; sobre ter o servidor em solo nacional, mas sim sobre ter a propriedade intelecutal dos dados e do caixa - al&#xF4; nosso pastor <a href="https://www.instagram.com/jlouderb">Jim Louderback</a> que j&#xE1; falou sobre isso no SXSW deste ano. Neg&#xF3;cio &#xE9; o seguinte: as redes v&#xE3;o continuar sendo Big Techs, e a gente vai continuar usando o nosso &quot;molho&quot; para dominar o engajamento nelas, como a gente faz do Oscar &#xE0; Copa do Mundo. </p><p>O grande sacada do lance todo &#xE9; parar de trabalhar para a plataforma e passar a us&#xE1;-la, como um funcion&#xE1;rio do nosso pr&#xF3;prio neg&#xF3;cio.</p><p>Usando o exemplo dito l&#xE1; em cima, precisamos transformar a rela&#xE7;&#xE3;o com a audi&#xEA;ncia de um &quot;aluguel&quot; para termos a nossa &quot;propriedade&quot;.</p><p>O primeiro passo &#xE9; investir nas m&#xED;dias que o pr&#xF3;prio creator desenvolve para a sua engajada comunidade. Suas m&#xE9;tricas est&#xE3;o no Instagram ou no TikTok, mas voc&#xEA; tamb&#xE9;m pode oferecer uma newsletter semanal e cobrar por isso, ou ent&#xE3;o ter algum tipo de financiamento coletivo; entrar para o time dos afiliados, lan&#xE7;ar sua marca de roupa, cosm&#xE9;tico, ou produtinhos artesanais&#x2026; s&#xE3;o in&#xFA;meras as op&#xE7;&#xF5;es e voc&#xEA; sempre pode inventar algo que ainda n&#xE3;o existe no mercado. </p><p>Esse comportamento vai migrar o p&#xFA;blico do algoritmo pra canais diretos e sem intermedi&#xE1;rios, como comunidades fechadas e ecossistemas de vendas pr&#xF3;prios. <br>As marcas entram na jogada porque tamb&#xE9;m podem participar dessas conversas que est&#xE3;o rolando entre creators e comunidades, s&#xF3; que de um jeito at&#xE9; bem mais &#xED;ntimo. Uma indica&#xE7;&#xE3;o de um apresentador da TV que voc&#xEA; gosta e sabe que comunica para millh&#xF5;es de pessoas tem um peso. O seu creator preferido falar em um grupo restrito, tem outra medida. </p><p>Quando o creator usa as redes como vitrine de topo de funil para construir um patrim&#xF4;nio real e independente fora dela, a depend&#xEA;ncia deixa de ser uma amea&#xE7;a. Ter a audi&#xEA;ncia mais engajada do planeta e a criatividade mais elogiada n&#xE3;o vai adiantar nada se a gente continuar sendo apenas inquilino. </p><figure class="kg-card kg-image-card"><a href="https://www.statista.com/chart/24933/share-of-respondents-saying-they-purchased-something-because-of-influencers/?srsltid=AfmBOorqVrwS05Vic9EQTZz6doAFBdeMjY5yIEj02MjzrLhmuk-ZfI2e"><img src="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/image-10.png" class="kg-image" alt="A vida segue" loading="lazy" width="1200" height="1200" srcset="https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w600/2026/07/image-10.png 600w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/size/w1000/2026/07/image-10.png 1000w, https://profissaoblogueiro.com.br/content/images/2026/07/image-10.png 1200w" sizes="(min-width: 720px) 720px"></a></figure><h2 id="a-influ%C3%AAncia-dos-influencers">A influ&#xEA;ncia dos influencers</h2><p>A maioria das pessoas prefere pedir indica&#xE7;&#xE3;o para quem &quot;&#xE9; de casa&quot; na hora de comprar alguma coisa: seja um familiar, amigo, ou o creator que voc&#xEA; acompanha e parece que mora junto contigo.</p><p>A partir dessa observa&#xE7;&#xE3;o, o <a href="https://www.statista.com/chart/24933/share-of-respondents-saying-they-purchased-something-because-of-influencers/?srsltid=AfmBOorqVrwS05Vic9EQTZz6doAFBdeMjY5yIEj02MjzrLhmuk-ZfI2e">Statista</a> Consumer Insights pesquisou qual &#xE9; o poder de influ&#xEA;ncia dos creators e influenciadores em cada pa&#xED;s. Adivinha quem t&#xE1; no topo da lista?</p><p>A pesquisa &#x2014; que reflete bem o p&#xFA;blico conectado, mostra que a palavra dos creators fala mais alto na hora da compra em pa&#xED;ses como Brasil, &#xC1;frica do Sul, China e &#xCD;ndia.</p><p>No resto do mundo, a ideia de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=1GWhWROHIkY">comprar</a> o que o influenciador indica tamb&#xE9;m vem ganhando corpo. Pa&#xED;ses como Fran&#xE7;a, &#xC1;ustria, B&#xE9;lgica, Holanda, Su&#xE9;cia e Jap&#xE3;o ainda est&#xE3;o no time dos mais c&#xE9;ticos, embora a audi&#xEA;ncia dos creators esteja crescendo por l&#xE1; tamb&#xE9;m.</p><p>A reflex&#xE3;o a partir desses dados vem de um coment&#xE1;rio no <a href="https://www.instagram.com/p/DZ_7znYjANo">post</a>: &quot;Nossa, os franceses s&#xE3;o inteligentes!&quot;, como se comprar um produto a partir da dica de um creator fosse algo ruim. </p><p>Em algumas vezes &#xE9;, como no caso das bets, por exemplo. Tem quem instigue voc&#xEA; a jogar no Tigrinho e ainda por cima lucre com o dinheiro suado que voc&#xEA; perde. </p><p>Mas o nosso rol&#xEA; todo n&#xE3;o &#xE9; sobre <a href="https://www.instagram.com/p/Da6TcxqhCOf">mostrar</a> as outras v&#xE1;rias situa&#xE7;&#xF5;es onde o creator cai como uma luva nas campanhas publicit&#xE1;rias?</p><p>Talvez esse seja o empurr&#xE3;ozinho que a gente precisava para retomar o h&#xE1;bito de criar conte&#xFA;do. Papel e caneta na m&#xE3;o.</p><p>Estamos apenas a um passo...</p><p>De uma grande ideia. &#x1F4A1;</p><figure class="kg-card kg-embed-card"><iframe width="200" height="113" src="https://www.youtube.com/embed/Xjvt4LzfcVk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="O Poder de acreditar demais em si mesmo"></iframe></figure><p>(Texto inspirado na News #65 da YOUPIX. Para aprofundar, corre pro <a href="https://www.instagram.com/instayoupix">@instayoupix</a> e receba em primeira m&#xE3;o, o olhar do todo o time YPX :)</p><p></p>]]></content:encoded></item></channel></rss>